sexta-feira, 30 de janeiro de 2026



Dédalo





Dédalo (em grego: Δαίδαλος, transl. Daídalos; em latim Daedalos; em etrusco: Taitale), na mitologia grega,  é um personagem natural de Atenas e descendente de Erecteu.

Notável arquiteto e inventor, cuja obra mais famosa é o labirinto que construiu para o rei Minos de Creta, aprisionar o Minotauro, monstro filho de sua mulher.  Pasífae, esposa de Minos, se apaixonou perdidamente pelo Touro Cretense  vindo do mar. Pasífae pediu então ao arquetípico artesão Dédalo que lhe construísse uma vaca de madeira na qual ela pudesse se esconder no interior, de modo a copular com o touro branco. O filho deste cruzamento foi o monstruoso Minotauro, corpo de home e cabeça de boi.





Mito, segundo Diodoro Sículo

Família

Dédalo teve dois filhos: Ícaro e Iapyx, juntamente com um sobrinho, cujo nome varia, mas comumente chamado de Perdiz. Ele é mencionado pela primeira vez por Homero como o criador de uma vasta gama de dança solo para Ariadne. O labirinto de Creta, na qual o Minotauro (metade homem, metade touro parte) foi mantido, também foi criado pelo artesão Dédalo.




Em seus primeiros anos a vida do arquiteto Dédalo foi um ato de descobrimento dos materiais, formas, volume e do próprio espaço.

O assassinato de Perdiz


Certa vez, Dédalo estava ensinando tudo o que sabia para seu sobrinho Perdiz, este que, então, inventa a roda do oleiro e o serrote de ferro.


Roda do oleiro


Dédalo, com inveja, assassina-o, e quando descoberto é condenado, mas foge para Creta.

A história do labirinto é contada, onde Teseu é desafiada a matar o Minotauro, encontrando o seu caminho com a ajuda do fio de Ariadne.

Carreira de inventor



Em Creta

Em Creta, Dédalo se torna amigo do rei Minos,  mas ajuda Pasífae a se disfarçar de vaca para ser possuída pelo touro de Podeion. Desta relação nasce o Minotauro.

Dédalo, em seguida, constrói o labirinto de Creta, para conter o Minotauro.



As ruínas desse labirinto podem ser visitados, ainda hoje em Creta.



Para alimentar o Minotauro, Minos decidiu que todos os anos (em outras versões, de nove em nove anos) sete donzelas e sete rapazes de Atenas lhe seriam entregues como pasto: com isso vingava a morte de seu filho Andrógeo, que fora morto pelos Atenienses.


No momento do pagamento do tributo pela terceira vez, Teseu, filho do rei de Atenas, ofereceu‑se para seguir no número dos jovens a entregar em sacrifício. Quando chegou a Creta, porém, conquistou o amor de uma das filhas de Minos, Ariadne, a quem prometeu casamento, se ela o ajudasse. A princesa perguntou a Dédalo qual a maneira de o conseguir. Foi, assim, por artimanha dele que ela deu ao herói um novelo (o ‘fio de Ariadne’) e, segundo algumas versões, uma espada mágica. Teseu entrou no Labirinto, foi desenrolando o fio até encontrar o monstro, matou-o e conseguiu depois fazer o caminho de volta à medida que enrolava de novo o novelo.







Como castigo pela intervenção do arquiteto, Minos encerrou-o, juntamente com o filho, Ícaro, no labirinto, sem poder, no entanto, prever que a arte e a inteligência de Dédalo lhe permitiriam inventar um modo de se escapar de lá, com as famosas asas de cera.

O Labirinto de Creta identifica-se com o magnífico palácio que ainda hoje podemos visitar nessa ilha grega, testemunho da florescente civilização minoica (3000 a.C.-1100 a.C.).

Fuga de Creta

Dédalo tinha um filho, Ícaro. Quando Minos descobriu que Dédalo tinha feito a vaca para Pasífae, este fugiu de Creta, com a ajuda de Pasífae.  Ícaro fugiu com Dédalo, mas morreu em um acidente naval na ilha que passou a se chamar Icária.

 Dédalo se refugia na Sicília, na corte do rei Cócalo.

Diodoro apresenta a versão mais conhecida da lenda de Dédalo, na qual Dédalo fugiu de Creta voando: com seu engenho inigualável, constrói para si e para o filho dois pares de asas de penas, ligadas com cera, para fugirem. Ícaro, deslumbrado com a beleza do firmamento, sobe demasiado e o Sol derrete a cera de suas asas, precipitando-o nas águas do Mar Egeu, enquanto Dédalo consegue chegar à Sicília.







Diodoro Sículo comenta que ele não acredita muito nesta versão, mas não poderia deixar de mencionar este mito.





Fontes:

wikipedia.org
google.com
olimpvs.net
mitologiagrega14.blogspot.com
mitografias.com


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