quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

Odisseia






A Odisseia, assim como a Ilíada, é um poema elaborado ao longo de séculos de tradição oral, tendo tido sua forma fixada por escrito, provavelmente no fim do século VIII a.C. A linguagem homérica combina dialetos diferentes, inclusive com reminiscências antigas do idioma grego, resultando, por isso, numa língua artificial, porém compreendida. Composto em hexâmetro dactílico era cantado pelo aedo (cantor), que também tocava, acompanhando, a cítara ou fórminx, como consta na própria Odisseia (canto VIII, versos 43-92) e também na Ilíada (canto IX, versos 187-190).





O poema relata o regresso de Odisseu ( (Ὀδυσσεύς),  aquele que causa ira ou ódio, odioso, ou Ulisses, como era chamado no mito romano, herói da Guerra de Tróia e protagonista que dá nome à obra. Como se diz na proposição, é a história do “herói de mil estratagemas que tanto vagueou, depois de ter destruído a cidadela sagrada de Troia, que viu cidades e conheceu costumes de muitos homens e que no mar padeceu mil tormentos, quanto lutava pela vida e pelo regresso dos seus companheiros”. Odisseu leva dez anos para chegar à sua terra natal, Ítaca, depois da Guerra de Tróia, que também havia durado dez anos.

Odisseu era tido como ardiloso, engenhoso, foi ele que inventou o Cavalo de Tróia. Os gregos cercaram Tróia por dez anos, e não obtiveram êxito com o uso da força. Foi somente pela engenhosidade de Odisseu e seu Cavalo de madeira, que eles lograram êxito.

A trama da narrativa, surpreendentemente moderna na sua não-linearidade, apresenta a originalidade de só conservar elementos concretos, diretos, que se encadeiam no poema sem análises nem comentários. A análise psicológica, a análise do mundo interior, não era ainda praticada. As personagens agem ou falam; ou então, falam e agem. E falam no discurso direto, diante de nós, para nós – preparando, de alguma forma, o teatro. Os eventos narrados dependem tanto das escolhas feitas por mulheres, criados e escravos quanto dos guerreiros.

A influência homérica é clara em obras como a Eneida de Virgílio,  Os Lusíadas de Camões, ou Ulysses de James Joyce, mas não se limita aos clássicos. As aventuras de Ulisses, a superação desesperada dos perigos, nas ameaças que lhe surgem na luta pela sobrevivência, são a matriz de grande parte das narrativas modernas, desde a literatura ao cinema.

Em português, bem como em diversos outros idiomas, a palavra odisseia passou a referir qualquer viagem longa, especialmente se apresentar características épicas.

A Odisseia é a história da longa viagem do herói Odisseu em seu retorno para casa, depois da guerra nas planícies de Troia, onde os gregos e os troianos se enfrentaram. A cidade de Troia se erguia nas proximidades do Helesponto, em uma região que hoje pertence à Turquia. De acordo com a tradição homérica, essa guerra durou dez anos e, historicamente, aconteceu no período em que se desenvolveu a civilização micênica, entre 1600 e 1200 a.C.. Segundo a lenda, os acontecimentos que levaram à guerra de Troia tiveram início com uma disputa proposta por Éris, a deusa da discórdia, que ofereceu uma maçã de ouro à mais bela das deusas. Como três divindades poderosas, Hera, Atena e Afrodite, disputavam o fruto de ouro, os deuses convidaram o príncipe Páris, filho de Príamo, rei de , para ser o juiz. A deusa Hera prometeu honras, poder e riquezas ao jovem príncipe, se fosse a escolhida. Atena disse que lhe daria sabedoria e vitórias na guerra. Páris, porém, escolheu Afrodite, que havia lhe prometido o amor da mais bela mulher sobre a terra. Essa mulher era Helena, filha de Zeus, que já era casada com o rei Menelau. Helena teve muitos pretendentes poderosos, reis e heróis, que se reuniram diante do palácio para aguardar a decisão da bela princesa. Seu pai adotivo, o rei Tíndaro, temia que a escolha da filha pudesse despertar a fúria dos outros pretendentes e acabasse provocando uma guerra. Por fim, Odisseu, rei de Ítaca, um dos que disputavam a mão de Helena, resolveu o impasse, ao propor que todos deveriam jurar proteger a princesa e o marido escolhido por ela. Afinal, Helena se casou com Menelau, que se tornou rei de Esparta. Para cumprir a promessa feita a Páris, a deusa Afrodite ajudou o príncipe troiano a seduzir Helena e a raptá-la, levando-a para o palácio de Príamo. Os gregos, porém, honrando o juramento feito ao rei Tíndaro, uniram seus exércitos e navegaram em direção a Troia. Teve início uma guerra sangrenta, que Homero descreve em seu poema Ilíada. Após dez anos de luta, certo dia os troianos perceberam que o acampamento grego estava vazio e imaginaram que a guerra, finalmente, havia terminado. Na praia, onde se erguiam as tendas gregas, encontraram um enorme cavalo de madeira. Acreditando que seus inimigos haviam voltado para sua terra, deixando de presente aquele portentoso cavalo, decidiram levá-lo, como um troféu, para dentro dos muros da cidade. À noite, porém, quando todos dormiam, soldados gregos saíram de dentro do cavalo e abriram os portões da muralha. Os troianos não conseguiram reagir e foram vencidos pelos gregos. A ideia de construir um cavalo oco, de madeira, que escondesse os melhores soldados em seu bojo para, dessa forma, atacar Troia de surpresa, dentro de suas muralhas, foi do esperto Odisseu.

Odisseu ou Ulisses



Tróia era protegida pela deusa Hera, que ficou furiosa com o ardil de Ulisses criando obstáculos para sua volta à Ítaca , seu filho Telêmaco e sua esposa Penélope.


Penélope



Enquanto enfrenta deuses como Poseidon e criaturas míticas (Ciclopes, Sereias, Circe), sua esposa Penélope resiste a pretendentes em seu palácio.


1. O Encontro com o Ciclope Polifemo




A primeira grande dificuldade de Ulisses foi quando ele e seus homens entraram na caverna do ciclope gigante Polifemo. O monstro de um olho só começou a devorar os companheiros de Ulisses como se fossem petiscos. Mas nosso herói teve uma ideia genial: embebedou o ciclope e furou seu único olho com uma estaca em brasa. Polifemo, furioso, perguntou o nome de Ulisses, que respondeu ´Ninguém`. Polifemo então vociferava: `Ninguém furou o meu olho´ O problema? Na saída, Ulisses não conseguiu resistir e gritou seu nome verdadeiro para o ciclope. Grande erro! Polifemo era filho de Poseidon, deus dos mares, que ficou pistola e amaldiçoou a viagem de Ulisses.

2. As Sereias e Seu Canto Mortal





Quem nunca teve curiosidade de ouvir algo que não deveria? Ulisses sabia que as sereias tinham um canto tão lindo que fazia os marinheiros se jogarem no mar e morrerem afogados. Sua solução foi genial: tampou os ouvidos dos seus homens com cera e pediu para eles o amarrarem no mastro do navio. Assim, ele pôde ouvir o canto sem morrer. 




3. Circe, a Feiticeira Sedutora




Na ilha de Circe, uma feiticeira poderosa transformou metade da tripulação de Ulisses em porcos! Mas nosso herói, com ajuda do deus Hermes e uma planta mágica chamada moly, conseguiu resistir aos feitiços de Circe. Melhor ainda: ele seduziu a feiticeira e ela acabou se apaixonando por ele, revertendo o feitiço e ainda dando dicas preciosas para a continuação da viagem.


Planta Moly


4. A Descida ao Mundo dos Mortos





Para descobrir como voltar para casa, Ulisses teve que fazer algo que poucos mortais fizeram: descer ao Hades, o mundo dos mortos. Lá ele conversou com fantasmas de guerreiros famosos, incluindo Aquiles, e recebeu profecias sobre seu futuro do profeta cego Tirésias.






Calipso era uma ninfa marítima que recebeu Ulisses com hospitalidade, de forma magnífica e acabou apaixonando-se por ele, desejando tê-lo ao seu lado para sempre.

Ulisses queria voltar para sua família e seu reino, Calipso recebeu ordens de Júpiter para deixá-lo ir embora, e ela assim o fez.


Depois de todos esses percalços, finalmente Ulisses chega à Ítaca, maltrapilho, parecendo um mendigo.
Ao retornar a Ítaca disfarçado de mendigo após 20 anos, Ulisses (Odisseu) é reconhecido primeiro por seu velho cão, Argos, que morre logo após vê-lo. Posteriormente, a ama Euricleia o reconhece por uma cicatriz na perna enquanto lavava seus pés, seguida por seu filho Telêmaco e, por fim, sua esposa Penélope.

Penélope ainda acreditava na volta de Ulisses, embora os pretendentes dissessem que ele tinha  morrido e  que ela tinha  de escolher um deles. Naquela época uma mulher não podia viver sozinha numa casa. Tinha de ter um homem para comandar e proteger o lar. Penélope então diz que após terminar uma manta que ela estava tricotando ela escolheria um deles.

À noite ela desmancha toda a manta que tinha feito de dia, assim atrasando sua escolha. Enquanto isso os pretendentes se valiam das riquezas do reino de Ítaca,  comendo da comida e bebendo seu vinho.

Não tendo mais como adiar a escolha , ela então propõe que aquele que conseguisse vergar o arco de Ulisses seria o escolhido. Todos tentam e falham. Nisso, chega Ulisses, como um mendigo e pede para tentar. Todos riem dele e caçoam de sua pretensão. 

Ulisses então consegue vergar o arco, e mata todos os pretendentes.







É uma história de resignação e vontade, que mostra que mesmo com todas as dificuldades enfrentadas, Ulisses consegue ficar com a sua família.


Fontes:

wikipedia.org
google.com
culturagenial.com
alb.org.br
bibliobras.com.br
pt.quizur.com
brasilescola.uol.com.br

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