segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

Peste negra





A peste negra, é como ficou conhecida, a peste bubônica, doença causada pela bactéria Yersinia pestis, que atingiu o continente europeu em meados do século XIV. Os historiadores acreditam que a doença surgiu em algum lugar da Ásia Central e foi levada por genoveses para o continente europeu.





Também chamada simplesmente de "a praga" ou "a peste", é uma doença infecciosa potencialmente fatal. Ela é causada pela bactéria Yersinia pestis, que vive em animais, especialmente os roedores, mais especificamente nas pulgas que eles carregam em seus pelos.




A Peste Negra provavelmente teve a sua origem na Ásia Central ou na Ásia Oriental de onde viajou ao longo da Rota da Seda, atingindo a Criméia em 1343. De lá, era provavelmente transportada por pulgas que viviam nos ratos que viajavam em navios mercantes genoveses, espalhando-se por toda a bacia do Mediterrâneo, atingindo o resto da Europa através da península italiana.

Estima-se que a Peste Negra tenha matado entre 30% a 60% da população da Europa. No total, censos dos últimos anos estimam que a peste pode ter reduzido a população mundial de 475 milhões para 350–375 milhões no século XIV.  A população da Europa demorou cerca de 200 anos a recuperar o nível anterior e algumas regiões (como Florença) recuperaram apenas no século XIX A peste retornou várias vezes como surtos até ao início do século XX.




A doença poderia se apresentar de três formas distintas: pulmonar, bubônica e septicêmica.

Alguns dos sintomas que poderiam aparecer ao enfermo eram:

dores pelo corpo;
febre alta;
sangramento pelos orifícios;
inchaço nos gânglios e aparecimento de bubos;
protuberâncias na pele.



Apesar de serem muito relacionadas à Idade Média, foi apenas no século XVII, já na Idade Moderna, que apareceram as imagens de médicos vestidos com as máscaras de couro e com um bico que se assemelhava ao de uma ave.

Dentro dessas máscaras havia ervas aromáticas a fim de prevenir o contágio, pois durante muito tempo se acreditou que a doença era transmitida pelo ar, através do mau cheiro.

Essas ervas também ajudavam a suportar o fedor da putrefação dos cadáveres.

Os médicos eram contratados pelas cidades para cuidar dos doentes, contabilizar os mortos e alertar as autoridades sobre possíveis novos focos da doença.

A população, é claro, voltou-se ao misticismo e crendices, sem no entanto, nada eliminar o problema.

Quando perceberam que nem as súplicas e sacrifícios pra os deuses adiantava, eles passaram a culpar a população dos judeus pela praga, cometendo várias arbitrariedades e atrocidades contra esse povo.

Os judeus e suas mentiras



9 de janeiro de 1349 – Em Basiléia, na Suíça, a comunidade judaica é massacrada sob a acusação de ser responsável pela peste negra. Segundo os registros, cerca de 600 pessoas de origem judia foram queimadas em fogueiras, e 240 crianças hebraicas se salvaram, mas foram forçadas à conversão ao catolicismo.


Vítimas, como sempre, do antissemitismo, os judeus daquela cidade se tornaram suspeitos pelo fato de que na comunidade hebraica o índice de mortalidade pela peste negra era bem menor que no resto da população (provavelmente pelo próprio isolamento social e por hábitos higiênicos diferenciados).


A maior crise da peste negra, ocorrida entre 1347 e 1351, se encerrou devido à própria exaustão do ciclo da doença. Isso quer dizer que ela se alastrou pelas principais áreas do continente, deixando pessoas mortas ou já curadas. Ou seja, assim como começou ela foi embora. Além de ter infectado muitas pessoas, outras tantas se isolaram nos campos com medo da doença, ajudando também o fim do contágio.





Navios era deixados por 40 dias  (quarentena) sem poder atracar nos portos, até que a doença fosse controlada.

A peste negra (peste bubônica), causada pela bactéria Yersinia pestis, chegou ao Brasil no início do século XX (1899-1900), com surtos severos no Rio de Janeiro e Santos. A doença foi controlada por ações de higiene e campanhas de vacinação, mas persiste como focos naturais em roedores silvestres, com último caso humano registrado no Ceará em 2005.




Fontes:


wikipedia.org
google.com
todamateria.com.br
brasilescola.uol.com.br
emtemponoticias.com
historiadomundo.com.br

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