sexta-feira, 13 de março de 2026



Plural dos substantivos compostos.


Beija-flor / Beija flores






O Plural dos Substantivos Compostos é feito mediante duas situações. Uma delas se refere à forma como ele é escrito.


Se o substantivo composto for escrito sem hífen, basta acrescentar o “s”, tal como acontece com a grande parte das palavras que passam para o plural. Exemplos: claraboia(s), ferrovia(s), passatempo(s).


A outra situação que deve ser observada é como o substantivo que escrito com hífen é formado (por verbo + substantivo, por palavras unidas por preposição, por palavras repetidas, entre outros). Nesses casos, algumas regras devem ser observadas.







Regras dos Substantivos Compostos com Hífen


1) Substantivo + substantivo que especifica o primeiro


Apenas o primeiro elemento passa para o plural. Exemplos: caneta-tinteiro (canetas-tinteiro), salário-família (salários-família), banana-prata (bananas-prata).


2) Palavras unidas por preposição


Apenas o primeiro elemento passa para o plural, tal como a regra acima.

Exemplos: estrela-do-mar (estrelas-do-mar), mula-sem-cabeça (mulas-sem-cabeça), peroba-do-campo (perobas-do-campo).


3) Verbo ou advérbio + substantivo ou adjetivo


Apenas o segundo elemento passa para o plural. Exemplos: abaixo-assinado (abaixo-assinados), beija-flor (beija-flores), sempre-viva (sempre-vivas).


4) Palavras repetidas ou onomatopaicas:




Apenas o segundo elemento passa para o plural, tal como a regra acima.

Exemplos: pingue-pongue (pingue-pongues), teco-teco (teco-tecos), tique-taque (tique-taques).


5) Palavra variável + palavra variável


Os dois elementos passam para o plural. Lembrando que são palavras variáveis substantivos, verbos, adjetivos, pronomes, artigos e numerais. Exemplos: cota-parte (cotas-partes), mão-boba (mãos-bobas), segunda-feira (segundas-feiras).



Quando o substantivo composto é formado por duas palavras variáveis (ou seja, que têm uma forma no singular e outra no plural), geralmente sendo substantivos ou adjetivos, então os dois elementos podem ir para o plural.

cavalo-marinho → cavalos-marinhos

couve-flor → couves-flores

mestre-sala → mestres-salas

segundo-tenente → segundos-tenentes

terça-feira → terças-feiras




Fontes:

todamateria.com.br
google.com.br
brasilescola.uol.com.br

quinta-feira, 12 de março de 2026



Verbos Anômalos, Defectivos e Abundantes.





• Anômalos: verbos que apresentam mais de um radical ao serem conjugados.

Exemplo: verbo ser e ir.

No verbo ser ocorrem radicais diferentes, note pela diferença entre: seja, era.

No verbo ir, da mesma forma: vou, fui, irei.




Verbo ser:
Eu sou feliz contigo.
Eu fui feliz contigo.
Eu era feliz contigo.


Verbo ir:
Eu vou embora agora.
Eu fui embora ontem.
Eu irei embora amanhã.


O verbo ser e o verbo ir são os principais verbos anômalos. Há, contudo, diversos outros verbos que, apresentando uma irregularidade intensa no seu radical, podem ser considerados anômalos:
Verbo estar;
Verbo haver;
Verbo pôr;
Verbo saber;
Verbo ter;




• Defectivos: não se apresentam em todas as flexões.
Exemplos:


verbo abolir verbo reaver



Presente do indicativo Presente do indicativo
Eu # Eu #
Tu aboles Tu #
Ele abole Ele #
Nós abolimos Nós reavemos
Vós abolis Vós reaveis
Eles abolem Eles #









Os Verbos Defectivos podem ser: impessoais, unipessoais e pessoais.

Verbos defectivos impessoais


Os verbos defectivos impessoais não têm sujeito. Além dos verbos que manifestam fenômenos naturais, o verbo haver (no sentido de existir) e o verbo fazer (no sentido de tempo decorrido) são verbos impessoais e, assim, são normalmente conjugados na 3.ª pessoa do singular.


Exemplos:

Anoitece mais tarde no verão.
Trovejou durante todo o dia.
Venta muito naquela cidade.
Verbos defectivos unipessoais


Os verbos defectivos unipessoais indicam vozes dos animais e, assim, são normalmente conjugados na 3.ª pessoa do singular e do plural.


Exemplos:
Acordei logo que o galo cocoricou.
Assustou-se quando a vaca mugiu.
As abelhas zunem.
Verbos defectivos pessoais


Os verbos defectivos pessoais são verbos que, ao contrário dos impessoais, têm sujeito, mas não são conjugados em todas as formas.


Exemplos:

Vou colorir esta parte, enquanto ele colore aquela. (Uma vez que não existe “eu coloro”, substituímos por outra forma: “Vou colorir”)
Ressarcindo os clientes, o gerente da loja pediu desculpas pelos danos causados. (Uma vez que não existe “ela (a loja) ressarce”, substituímos por outra forma: “Ressarcindo”)
Ele retruca tudo o que falo. Parece que gosta mesmo de retorquir! (Uma vez que não existe “ele retorque”, substituímos pelo sinônimo retrucar: “Ele retruca”)



Abundantes: apresentam duas ou mais formas equivalentes.
Exemplo:




aceitar aceitado aceito
acender acendido aceso
corrigir corrigido correto
eleger elegido eleito
emergir emergido emerso
entregar entregado entregue
encher enchido cheio
expelir expelido expulso
extinguir extinguido extinto
fritar fritado frito
imergir imergido imerso
imprimir imprimido impresso
inserir inserido inserto
limpar limpado limpo
matar matado morto




Fontes:

conjugacao.com.br
brasilescola.uol.com.br
todamateria.com.br
google.com

quarta-feira, 11 de março de 2026



Concordância Nominal






Concordância nominal ocorre quando há concordância em gênero (masculino ou feminino) e número (plural ou singular) entre o substantivo e o adjetivo que o caracteriza.

Exemplos de concordância nominal:


A menina estudiosa passou no vestibular.
O menino estudioso passou no vestibular.
As meninas estudiosas passaram no vestibular.
Os meninos estudiosos passaram no vestibular.


A principal regra de concordância nominal é que um adjetivo, caracterizando um único substantivo, concorda em gênero e número com esse substantivo.


Apesar disso, ocorre também concordância nominal entre um pronome ou numeral substantivo e diversos termos da oração que se relacionam com eles, como artigos, pronomes adjetivos, numerais adjetivos e particípios.

Concordância em gênero e número


Masculino e plural:

Seus olhos castanhos olhavam-me silenciosamente!


Feminino e singular:

A blusa amarela é minha.

Casos específicos de concordância nominal


1. Adjetivo caracterizando vários substantivos:


O adjetivo concorda em gênero e número com o substantivo que está mais próximo.

A faca e o garfo dourado estão na gaveta.
O garfo e a faca dourada estão na gaveta.
As facas e os garfos dourados estão na gaveta.
Os garfos e as facas douradas estão na gaveta.




Nesse caso o adjetivo branco concordou com o substantivo mais próximo (cachorro).


Pode também assumir a forma no masculino plural, na existência de um substantivo masculino e um feminino.


A faca e o garfo dourados estão na gaveta.
O garfo e a faca dourados estão na gaveta.




Com substantivos do mesmo gênero no singular, o adjetivo pode ficar no singular ou no plural.

Viram a rua e a casa deserta.
Viram a rua e a casa desertas.




Se forem substantivos próprios ou substantivos que exprimam graus de parentesco, o adjetivo deve ficar no plural.

Meus simpáticos tios e tias me fizeram uma surpresa.

Os felizes, Pedro e Álvaro foram os campeões do torneio.

2. Adjetivo caracterizando pronomes pessoais:

O adjetivo concorda em gênero e número com o pronome a que se refere.

Ela ficou animada com a notícia.
Ele ficou animado com a notícia.
Elas ficaram animadas com a notícia.
Eles ficaram animados com a notícia.


3. Vários adjetivos no singular caracterizando um único substantivo:


O substantivo permanece no singular quando há presença de um artigo entre os adjetivos, mas fica no plural quando os adjetivos se apresentam sem artigos ou outros determinantes.
Fiquei aprendendo coisas novas com a professora americana e a francesa.


4. Verbo ser + adjetivo:


O adjetivo faz concordância com o substantivo quando há presença de artigos ou outros determinantes, mas permanece no masculino e no singular quando o substantivo se apresenta isolado.

A alegria é benéfica para todos!
Alegria é benéfico para todos!


5. Pronome indefinido neutro + de + adjetivo:


Com os pronomes indefinidos neutros nada, algo, muito, tanto,… mais a preposição de, o adjetivo deve ficar no masculino e no singular.


Ela não tem nada de encantador.
Ele não tem nada de encantador.
Elas não têm nada de encantador.
Eles não têm nada de encantador.


6. Palavra só como adjetivo:

Tendo o significado de sozinho, a palavra só atua como adjetivo, devendo concordar em número com o substantivo que caracteriza.


Meu avô está só.
Meus avós estão sós.




7. Com as expressões é proibido, é necessário, é bom, é preciso e é permitido:


Com as expressões: é proibido, é necessário, é bom, é preciso e é permitido, o adjetivo permanece no singular e no masculino, mantendo-se invariável, quando não há presença de artigos ou outros determinantes do substantivo.


É proibido visitação das instalações durante horário laboral.

É necessário respeito e tolerância para se viver em sociedade.




Quando há presença de artigos ou outros determinantes do substantivo, o adjetivo varia em gênero e número.
É proibida a visitação das instalações durante o horário laboral.
São necessários muito respeito e muita tolerância para se viver em sociedade.


8. Com as palavras anexo, obrigado, mesmo, próprio, incluso e quite:


As palavras anexo, obrigado, mesmo, próprio, incluso e quite devem concordar em gênero e número com o substantivo que caracterizam.
Por favor, leia as informações anexas.
As próprias professoras resolveram a falta de condições das salas de aula.

Eu e você estamos quites.


9. Com as palavras bastante, caro, barato, muito, pouco, longe e meio:


As palavras bastante, caro, barato, muito, pouco, longe e meio, embora invariáveis enquanto advérbios, devem concordar em gênero e número com o substantivo que caracterizam enquanto adjetivos.


Há bastantes alunos interessados na palestra.
Essas compras ficaram muito caras!
Vou comprar aqueles chinelos baratos.
Apenas preenchi meia folha de papel com as informações necessárias.


10. Com as palavras alerta e menos:


As palavras alerta e menos, embora atuem como adjetivos, são advérbios, permanecendo sempre invariáveis.
Os cachorros ouviram barulho e ficaram alerta.
Assim, há menos confusão!


11. Com as expressões um e outro, uma e outra, num e noutro, numa e noutra:


Com as expressões um e outro, uma e outra, num e noutro, numa e noutra, o adjetivo deve ser escrito no plural, embora ao substantivo permaneça no singular.


A diretora achou um e outro funcionário cumpridores.
Você pôs isso numa e noutra gaveta arrumadas?
Concordância nominal irregular




A concordância nominal pode ser também irregular, ocorrendo silepse, ou seja, concordância mental ou figurada com um substantivo que não está explícito na frase, mas sim subentendido.


Minas Gerais é encantador! (a palavra estado está subentendida)


São Paulo é linda! (a palavra cidade está subentendida)

No caso dos advérbios, esses são invariáveis. Portanto não existe "MENAS" gente, o correto é MENOS gente, ou MENOS pessoas, ou MENOS mulheres.


Outro alerta: GRAMAS quando se refere ao peso é MASCULINO.

Duzentos, trezentos, quatrocentos, etc são numerais, portanto concordam com o substantivo peso. Logo o correto é ; Duzentos gramas de azeitona, e NÃO "Duzentas" gramas,




Fontes:
wikipedia.org
linguaportuguesadescomplicadas.blogspot.com
normaculta.com.br
google.com
soportugues.com.br

sexta-feira, 6 de março de 2026

Dando continuidade as postagens sobre os bandeirantes hoje vamos falar de Raposo Tavares.


Antonio Raposo Tavares, o velho nasceu em São Miguel dos Pinheiros, distrito de Beja em Portugal em 1598 e morreu em São Paulo em 1659.





Em 1618 Embarca para o Brasil em companhia de seu pai que iria representar D. Álvaro Pires de Castro, donatário da capitania de Itamaracá, São Vicente e Santo Amaro. Seu pai assumiu a Capitania de São Vicente, da qual fazia parte a Vila de São Paulo.



Em 1622 casa-se com Beatriz Furtado de Mendonça, filha do bandeirante Manuel Pires e juntos tiveram dois filhos. Ficou viúvo e só depois de dez anos casa-se com Lucrécia Leme Borges de Cerqueira, também solteira e mãe de oito filhos. Lucrécia era filha do bandeirante Fernão Dias Pais. Juntos tiveram uma filha.

Nessa época, capturar índios e vendê-los rendia um bom dinheiro. A partir de 1624 o comércio se intensificou, quando a Holanda invadiu a Bahia e dificultou a vinda de escravos africanos. Teve início as "Bandeiras" para capturar os indígenas.

Foi juiz ordinário da Vila de São Paulo e Ouvidor de toda a capitania de São Vicente. Recebeu do rei D. João IV, o título de Mestre de Campo.




Em 25 de julho de 1633, um grupo de bandeirantes tomou de assalto a igreja e o colégio dos jesuítas em Barueri, perto de São Paulo. Imagens foram quebradas, objetos de prata, roubados, e as portas, pregadas. Eram seis homens, ricos, poderosos… e excomungados. Antônio Raposo Tavares, Pedro Leme, Paulo do Amaral, Manuel Pires, Lucas Fernandes Pinto e Sebastião de Ramos tinham acabado de receber, do padre Antônio de Medina, a notícia de que estavam expulsos do convívio da Santa Mãe Igreja. Os bandeirantes rasgaram o ofício e botaram para correr os missionários de Barueri.



Não era o primeiro enfrentamento direto contra os enviados do Vaticano. Nem seria o último. Em 18 de abril de 1639, uma das maiores autoridades da Igreja nas Américas, o comissário da Inquisição e reitor do Colégio de Assunção, Diogo de Alfaro, foi assassinado com um tiro no rosto quando tentava punir outro grupo de bandeirantes, que incluía André Fernandes, fundador de Santana de Parnaíba, e seu irmão, Baltazar Fernandes, fundador da vila de Sorocaba — foi Baltazar, aliás, quem disparou a arma. Antes desses incidentes, entre 1628 e 1629, uma expedição que partiu de São Paulo varreu todo o esforço missionário na região que atualmente compreende Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul.





Desrespeitando o Tratado de Tordesilhas, os bandeirantes definiram o tamanho do Brasil. Nessas incursões — nas quais a maioria da tropa era composta de índios ou mestiços — faziam outros índios de escravos. Seus alvos não eram apenas aldeias sem contato, mas também missões e suas “ovelhas”, que já eram treinadas no trabalho agrícola.

Raposo Tavares não foi o único a atacar missões. Mas, para ele, a coisa era pessoal. E a razão de sua fúria tinha nome e sobrenome: Maria da Costa, sua madrasta.



A família de Maria da Costa foi envolvida nesse turbilhão. Ela nasceu em Évora, em 1584. Era adolescente quando seu pai, o mercador João Lopes de Elvas, foi preso, acusado de praticar judaísmo. Não totalmente sem justificativa: diferentes membros do clã de cristãos-novos haviam sido forçados à conversão ao cristianismo, mas ainda se mantinham secretamente fiéis à sua fé.

Mas não era a única preocupação da Inquisição: havia também a de natureza econômica, uma vez que os bens subtraídos dos cristãos-novos processados, por vezes abonados, engrossavam a Fazenda Real de Portugal.” Não por acaso, a família de Maria tinha muitas posses.

Ela foi presa, junto com seu tio, irmão de seu pai, em 1º de junho de 1618. Só seria libertada em 6 de maio de 1624. Antes e depois de ser entregue ao Santo Ofício, tentou fugir para o Brasil, mas não conseguiu. Estava pobre e sem nenhuma possibilidade de recuperar suas conexões dentro da sociedade lusitana. Seu marido, Fernão Vieira Tavares, vivia no Brasil desde 1617, aonde chegou para assumir um alto posto na administração da colônia. Ele morreria em 1622. E ela nunca mais pôde ver os filhos e os enteados — tanto Maria quanto Fernão estavam em seu segundo casamento e tinham filhos da primeira união. Antônio Raposo Tavares, resultado do primeiro matrimônio de Fernão, havia sido educado por Maria, na região do Alentejo. Certamente participou de rituais judaicos secretos em casa.


Em fins de 1648, no comando da “Bandeira dos Limites”, Raposo Tavares parte de São Paulo, vai em direção ao interior, em busca de minas de prata. Segue o curso dos rios Guaporé, Madeira e Amazonas, até chegar em 1651 em Gurupá, atual estado do Pará.






Com apenas 58 homens e sem a prata sonhada. Retornou a São Paulo três anos depois, tendo percorrido mais de 12 mil quilômetros, velho, abatido, doente e sem a prata que tanto sonhou..

A bandeira realizou a primeira viagem de reconhecimento geográfico da América do Sul e assegurou a posse das terras dos atuais Estados do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

Antônio Raposo Tavares morreu no Estado de São Paulo, no ano de 1658.

Mais um dos bandeirantes tão enaltecidos na cultura e na história de São Paulo, que na verdade só visavam riquezas e e fama pessoal. Os desbravamentos que efetuaram e a expansão do Brasil, deu-se pelos seus próprios interesses de lucro e poder.


Fontes:

wikipedia.org
google.com
ebiografia.com
aventurasnahistoria.com.br

quinta-feira, 5 de março de 2026

Hoje vamos falar de mais um bandeirante, Domingos Jorge Velho.






Domingos Jorge Velho (1641-1705) é um personagem histórico brasileiro. Assim como outros chamados de “bandeirantes”, Jorge Velho era considerado mestiço, desbravador e um aventureiro que conhecia e circulava pelo interior do Brasil em busca de metais, pedras preciosas e indígenas para serem escravizados. Nasceu na vila de Parnaíba, em São Paulo, em 1631 e destacou-se por liderar a expedição que conseguiu a maior vitória militar dos colonos contra o Quilombo de Palmares, em 1694 e 1695.

Seu ofício como apresador, este passou cerca de 25 anos adentrando os sertões do nordeste, e sua experiência em batalhas contra quilombolas e indígenas considerados “bravios” o tornou conhecido como exterminador de índios, também graças a sua notória violência e truculência.

Domingos Jorge Velho


Por ordem do governador geral do Brasil, Antônio Luís Gonçalves da Câmara Coutinho, Jorge Velho desviou sua rota, para combater os índios janduís, no vale do Apodi, no Rio Grande do Norte.

A luta foi travada, os índios atacados em vários pontos da região, sendo derrotados definitivamente próximo a Lagoa do Apodi.

Domingos Jorge Velho, continuando sua marcha, chegou em Porto Calvo, Alagoas, em 1692, onde se estabeleceu. Com seus modos truculentos, desagradou a população da região.

Demorou algum tempo para atacar o quilombo. Em 1694, com o apoio da tropa pernambucana de Bernardo Vieira de Melo, após 22 dias de cerco, atacou o quilombo. No dia 7 de fevereiro, destruiu o Mocambo do Macaco, a aldeia principal do quilombo.

Zumbi dos Palmares, que resolveu abandonar sua aldeia, foi perseguido e no dia 22 de novembro foi derrotado e morto pelo capitão André Mendonça de Furtado.

Zumbi foi morto, em 20 de novembro de 1695, depois que um de seus companheiros chamado Antônio Soares revelou sob tortura o local de esconderijo de Zumbi. Um bandeirante chamado André Furtado de Mendonça organizou uma emboscada que localizou Zumbi. Após ser morto, sua cabeça foi decepada e exposta em Recife.




Pelos serviços prestados à Coroa, Jorge Velho recebeu uma grande quantidade de terras e a patente de Mestre de Campo. Obteve também licença para fundar duas vilas na Paraíba. No final de sua vida, residiu em Piancó, alto sertão da Capitania da Paraíba, casou-se com Jeronyma Cardim Fróes e veio a falecer em 1704, aos 64 anos, segundo relatos posteriores de sua própria esposa.

É importante ressaltar que a figura heroica dos bandeirantes foi construída a partir do século XIX, quando intelectuais e homens de poder da época buscavam encontrar personagens históricos para encaixar em uma história nacional de ares grandiosos. Diferente das representações em que os bandeiras apresentam em poses semelhantes a de monarcas europeus, seu trabalho e sua vida era ganha através da violência, aniquilação e a escravização de indígenas e africanos não integrados ao sistema colonial. A grandiosidade dos quadros e dos monumentos é um fenômeno que contrasta com a realidade das ações de homens como Domingos Jorge Velho.



Fontes:

infoescola.com
ebiografia.com
historiadomundo.com.br
wikipedia.org
google.com

terça-feira, 3 de março de 2026

 Borba Gato


Borba Gato



Borba Gato foi outro importante brasileiro na História do Brasil.

Manuel Borba Gato, genro de Fernão Dias, foi um bandeirante que participou das expedições que adentraram o sertão brasileiro em busca de metais preciosos e mão de obra escravizada.


Casou-se em 1670 com Maria Leite, filha do bandeirante Fernão Dias Paes Leme e de sua esposa Maria Betim.


Ele foi responsável pela morte do administrador-geral de minas Rodrigo de Castelo Branco.

Como todos os outros bandeirantes é tido como cruel e explorador da mão de obra escrava, principalmente de indígenas.







Os bandeirantes são tidos como desbravadores dos sertões e responsáveis pela expansão territorial do Brasil, além das linhas traçadas pelo Tratado de Tordesilhas, no entanto, essas conquistas foram efetuadas somente pelo vislumbre de angariar riquezas e poder. Nunca houve essa preocupação de expansão do território brasileiro, e sim ima ganância de encontrar ouro e pedras preciosas.

Borba Gato era filho do casal João de Borba Gato e Sebastiana Rodrigues, nasceu em São Paulo no ano de 1649. Casou-se com a filha do também bandeirante Fernão Dias e fez parte da expedição do sogro em busca de pedras preciosas, principalmente as esmeraldas.





No final de uma expedição, com um pressentimento de que morreria em breve, Fernão Dias entregou a liderança do grupo ao seu genro, Manuel de Borba Gato. Após terminar a expedição em que o grupo descobriu as tais pedras verdes (esmeraldas) todos já retornavam à vila no momento em que encontraram Rodrigo Castelo Branco, este era natural da Espanha, que prestava serviços à Portugal e tinha a responsabilidade de fiscalizar as minas.

O filho de Fernão Dias Paes, Garcia Paes entregou as jazidas ao fiscal das Minas, Rodrigo Castelo Branco e gerou muitas reclamações, o que fez com outros bandeirantes ficassem insatisfeitos. Durante a confusão entre os dois, Garcia acabou morto e Borba Gato foi o principal suspeito pelo crime.


Com a grande possibilidade de ser preso, Borba Gato fugiu para o sertão, percorrendo os territórios por dezessete anos à procura de ouro nas atuais cidades de Sabará e Caeté, nas proximidades do Rio das Velhas no estado de Minas Gerais, onde finalmente encontrou grande quantidade de ouro.



O então governador do estado do Rio de Janeiro, Artur Sá, ao receber a notícia da descoberta de Borba Gato o procurou para negociar sua liberdade em troca da informação sobre a mina de ouro recém descoberta. Nesse período várias pepitas de ouro foram encontradas na região e o local viveu seu apogeu da fase de ouro.

Em 15 de outubro de 1698, foi publicada a carta patente que perdoava Borba Gato do seu crime e a sua nomeação para o posto de lugar-tenente. O bandeirante se encontrou com o governador Arthur de Sá Menezes e indicou onde havia minas de ouro em abundância, na região do rio das Velhas. A grande quantidade de ouro encontrada na região apontada por Borba Gato fez com que ele recebesse o perdão pela morte de d. Rodrigo de Castelo Branco. Após esse perdão, ele começou a atuar na administração das minas.





Borba Gato foi nomeado tenente-general do mato e organizou as arrecadações na vila de Sabará. Além dessa região, o bandeirante explorou as minas das regiões dos rios Grande, das Mortes e Sapucaí. Ele se mostrou eficiente na administração das minas por meio da conservação das estradas e sendo um juiz severo, evitando os contrabandos de metais preciosos. Além disso, Borba Gato procurava ajudar os familiares que perderam algum ente querido.


Guerra dos emboabas





Após descobrir ouro no vale do Rio das Velhas, Borba Gato tornou-se uma autoridade local, mas enfrentou a chegada de forasteiros (portugueses e outros brasileiros, os "emboabas") que queriam explorar as minas, liderados por Manuel Nunes Viana.

O termo emboaba vem do uso de grandes botas que cobriam as pernas quase até a coxas. Esse termo tinha um ar jocoso, pois ao contrário que aparece em desenhos e pinturas os bandeirantes andavam descalços.



O Conflito (1708-1709): A guerra ocorreu devido à disputa pelo domínio das recém-descobertas minas de ouro em Minas Gerais, com paulistas (bandeirantes) contra forasteiros.
Papel de Borba Gato: Líder dos paulistas, ele tentou manter a hegemonia bandeirante na região, mas foi superado pelas forças emboabas.

Capão da Traição: Após uma rendição prometida, cerca de 300 paulistas foram massacrados pelos emboabas neste episódio, selando a vitória dos forasteiros.

Consequências: Com a derrota, os paulistas recuaram e partiram para o oeste, descobrindo ouro em Goiás e Mato Grosso. A Coroa Portuguesa assumiu maior controle sobre a região, criando a capitania de São Paulo e Minas de Ouro.

Borba Gato morreu segundo algumas fontes em 1717 com 68 anos, embora outras fontes diz que ele morreu com 85 anos em 1734.

Em sua homenagem foi construída uma estátua de Borba Gato na Av. Santo Amaro em São Paulo. Obra do escultor Júlio Guerra de 1963.







Fontes:

wikipedia.org
brasilescola.uol.com.br
educamaisbrasil.com.br
google.com



segunda-feira, 2 de março de 2026



Hoje iniciaremos uma série de postagens falando dos principais bandeirantes. Foram eles heróis ou bandidos ?

Os bandeirantes são figuras centrais na história do Brasil colonial, representando ao mesmo tempo, heroísmo e brutalidade. Originários de São Paulo, esses homens desbravaram o interior do território brasileiro entre os séculos XVI e XVIII, expandindo as fronteiras do Brasil além das demarcações estabelecidas pelo Tratado de Tordesilhas. No entanto, as ações dos bandeirantes estão longe de ser unanimemente celebradas. Enquanto alguns os veem como heróis que ajudaram a construir o Brasil, outros os consideram bandidos pela violência que praticaram contra indígenas e africanos escravizados. Neste texto, vamos explorar as diferentes facetas dos bandeirantes e discutir se é possível classificá-los como heróis, bandidos, ou ambos.

Começamos com o  ´caçador de esmeraldas `, Fernão Dias.

Fernão Dias.




Fernão Dias (1608-1681) foi um célebre bandeirante paulista. Ficou conhecido como "O Caçador de Esmeraldas". Os bandeirantes tinham o objetivo de procurar riquezas minerais e encontrar mão de obra indígena.

No século XVI foram organizadas as primeiras expedições, que exploravam principalmente o litoral. No começo do século XVII, as bandeiras se embrenhavam pela mata em busca de mão de obra indígena, para trabalhar na plantação de cana de açúcar.




Fernão Dias Pais nasceu na vila de São Paulo de Piratininga, em 1608. Filho e neto dos primeiros povoadores da capitania de São Vicente.

A mão de obra indígena

O povoado de São Paulo do começo do século XVII não passava de uma vila isolada do litoral e do progresso, pela Serra do Mar. Não era como o Nordeste açucareiro enriquecido pela exportação agrícola.







São Paulo produzia para seu próprio consumo e se destacava pelo comércio de mão de obra indígena com o Nordeste para o trabalho na indústria açucareira.

Em busca de índios, os paulistas se embreavam pela mata em expedições conhecidas como bandeiras. Porém, quando os holandeses invadiram e ocuparam o Nordeste, em 1642, monopolizaram o comércio de escravos africanos.

Em 1654, com a expulsão dos holandeses, o açúcar brasileiro entrou em decadência, barrado pela concorrência dos holandeses que iniciaram o plantio da cana-de-açúcar nas Antilhas.

Em 1660, Fernão Dias casou-se com Maria Garcia Betim, descendente do índio Tibiriçá pelo lado materno e de um irmão de Pedro Alvares Cabral pelo lado paterno.

Integrou a famosa bandeira de Antônio Raposo Tavares, ao sul do Brasil, em 1638, que devassou os atuais estados do  e talvez o Uruguai.



Defensor da expulsão dos jesuítas, que não concordavam com a escravização dos índios, partiu em nova bandeira, de 1644 a 1646, dessa vez pelo sertão paulista. Ele seria eleito juiz ordinário em 1651 e, em 1653, promoveria uma reconciliação entre paulistas e jesuítas.






A vila de São Paulo, que apenas em 1711 seria promovida ao estatuto de cidade, desenvolveu-se em torno do Colégio dos Jesuítas, a partir de 1554. Desde essa época a vila contou com a presença da Ordem de São Bento, que, por iniciativa do frade beneditino Mauro Teixeira, vindo da Bahia, mandou construir "uma pequena capela sob a invocação de São Bento" na região da aldeia de Inhambuçu, na qual vivia o cacique Tibiriçá, pai de Bartira, que mais tarde casou-se com com o explorador português João Ramalho. Nessa localidade, que hoje corresponde ao Largo São Bento, no triângulo histórico do Centro de São Paulo, ao longo dos séculos seria construído o Mosteiro de São Bento.






O governo português preocupado com a crise do açúcar passou a financiar as bandeiras e a conceder títulos e privilégios aos bandeirantes como forma de estimulá-los na procura das grandes minas.


Fernão Dias foi um dos representantes mais importantes desse período. Empreendeu em 1674, uma formidável caravana, da qual fazia parte seus filhos Garcia Rodrigues Pais e José Dias Pais e seu genro Manuel Borba Gato e muitos índios.

 

Partiu de São Paulo a tropa de D. Rodrigo de Castelo Branco, com Matias Cardoso de Almeida. No mês de março de 1681, escrevia Fernão Dias carta datada de 27: "Deixo abertas cavas de esmeraldas no mesmo morro donde as levou Marcos de Azeredo, já defunto, coisa que há de estimar-se em Portugal." A tradição quer que tais esmeraldas tenham sido colhidas na região dos rios Jequitinhonha e Araçuaí.





Fernão Dias Pais Leme morreu junto ao rio Guaicuí (Guaiachi ou Rio das Velhas), com todos os seus bens empenhados na expedição, deixando viúva Dona Maria Pais Betim, de apenas 39 anos, cinco filhas solteiras e cinco sobrinhas órfãs. Segundo a lenda o seu corpo esta enterrado ao lado da Igreja de Pedra que ele mandou construiu no século XVII, por razões desconhecidas a igreja que fica no distrito de Barra do Guaicuí, município de Várzea da Palma,  Minas Gerais nunca foi concluída. Muitos outros morreriam da mesma febre no Vapauçu e Itamarandiba. Comentam autores que certamente chegou às alturas do Serro do Frio e proibiu a penetração de qualquer bandeira ao norte de Sabarabuçu. Muito se escreveu sobre sua morte: especula-se que deve ter morrido à vista do Sumidouro. Por última vontade, encarregou o filho Garcia de voltar a São Paulo para entregar as esmeraldas à câmara e se colocar como primogênito à testa da família. Ao genro Borba Gato, deve ter na mesma ocasião mandado sair do Sumidouro em continuação dos descobrimentos do Sabaraboçu, para cuja diligência Garcia lhe entregaria, como se cumpriu, os instrumentos, armas e munições da bandeira. O historiador Diogo de Vasconcelos acha, por sua vez, que Borba Gato estivera nesse tempo no Sabaraboçu e não no Sumidouro, enquanto Fernão Dias seguira para o sertão das esmeraldas – o que outros autores consideram contraditório, pois não teria armas e munições como lhe foram entregues, e o ouro do Sabaraboçu, à flor da margem do rio, certamente já estaria por este descoberto.

Fernão Dias, voltando para São Paulo, morreu as proximidade do Rio da Velhas, com turmalinas nas mãos, que acreditava fossem esmeraldas.



Em sua homenagem um rodovia que liga São à Minas Gerais recebe o seu nome, BR 381 - São Paulo - Belo Horizonte. Rodovia Fernão Dias.




Fontes:

wikipedia.org
google.com
panoramamercantil.com.br
ebiografia.com

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