sexta-feira, 6 de novembro de 2026



Hoje vamos falar da obra de Machado de Assis, Quincas Borba.



“Quincas Borba" é o segundo livro da trilogia realista escrita por Machado de Assis. Sucede a polêmica obra Memórias Póstumas de Brás Cubas e é sucedido por Dom Casmurro.











Quincas Borba (Joaquim Borba dos Santos é o personagem principal do livro Quincas Borba do escritor Machado de Assis. Nasceu em fascículos, no ano de 1886, o "filósofo louco de Barbacena" e conselheiro de Brás Cubas, de quem foi colega na infância.


Ambos foram alunos do lendário Ludgero Barata, professor que Quincas Borba atormentava semanalmente, enfiando-lhe na algibeira das calças uma barata morta: "Uma flor, o Quincas Borba", dirá Brás Cubas, sobre o antigo companheiro de infância que, décadas mais tarde, encontrará nas ruas do Rio de Janeiro, aos quarenta anos, maltrapilho, vivendo agora nas escadas da igreja de São Francisco, numa miséria da qual sairá mediante a herança deixada por parentes de Minas Gerais.









Quincas Borba explica sua filosofia e Brás escuta admirado a sua lógica, bem como a clareza da exposição de Borba.

“Conta três fases Humanitas: a estática, anterior a toda a criação; a expansiva, começo das coisas; a dispersiva, aparecimento do homem; e contará mais uma, a contrativa, absorção do homem e das coisas. A expansão, iniciando o universo, sugeriu a Humanitas o desejo de o gozar, e daí a dispersão, que não é mais do que a multiplicação personificada da substância original.” Quincas Borba é um personagem do livro Memórias Póstumas de Brás Cubas, mais tarde Machado escreve um livro dedicado a essa personagem.







Antes de morrer, na casa de Brás Cubas, escreve uma carta dizendo-se convencido de ser Santo Agostinho. Seu testamento nomeia Rubião – que cuidara dele durante sua doença – como herdeiro universal, incumbindo-o apenas de uma coisa: cuidar de Quincas Borba, o cão.


Quincas Borba aparece a princípio nas Memórias póstumas de Brás Cubas para retornar, em seguida, no Quincas Borba, emprestando seu nome a um cachorro: Quincas Borba, um bonito cão, "pelo cor de chumbo, malhado de preto". Quincas Borba levava-o a toda parte e dormiam no mesmo quarto. Pela manhã era o cão que o acordava.






Após a morte de Quincas Borba, narrada no livro Memórias póstumas de Brás Cubas, a fortuna herdada por ele foi deixada para seu amigo Rubião, professor de Barbacena, cidade onde residia o filósofo. O dinheiro vem acompanhado do compromisso de cuidar do cachorro, também chamado Quincas Borba.


O romance a ascensão social de Rubião que, após receber toda a herança do filósofo louco Quincas Borba - criador da filosofia "Humanista" e mudar-se para a Corte no final do século XlX. Na viagem de trem rumo à capital, Rubião conhece o casal Sofia e Cristiano Palha, que percebe estar diante de um ingênuo - e agora rico - provinciano: impressão que também é compartilhada por todos os que estão ao seu redor. As desventuras de Rubião e sua relação com os amigos parasitários dão a tônica da obra, que critica o convívio social e os valores morais e éticos vigentes na época.





A célebre frase ao vencedor as batatas marca a literatura brasileira como uma de suas grandes ironias. Criada por Machado de Assis, a máxima resume a cruel lógica da sobrevivência disfarçada de filosofia no romance Quincas Borba. O autor carioca expõe as contradições dos discursos intelectuais que romantizam a competição desenfreada.
A história foca em duas tribos famintas guerreando por um campo de raízes, onde o triunfante leva o prêmio máximo alimentício. O conceito debocha da impiedosa seleção natural debatida fervorosamente pelos pensadores elitistas daquela fase literária.


Mesmo em tempos modernos, a fábula define o insaciável capitalismo selvagem, onde o ápice financeiro exige a quebra dos menores concorrentes regionais. Vemos essa triste dinâmica no fomento implacável da competição tóxica dentro de ambientes extremamente corporativos.

Essa atemporalidade confirma o drama de sempre criarmos legiões enormes de marginalizados eternos derrotados pelas imensas desigualdades e explorações sociais estruturais. Torna-se imperativo revisar como conduzimos nosso celebrado progresso tecnológico sem alavancar conjuntamente a vital compaixão e solidariedade cidadã fraterna.










"Rubião fitava a enseada, — eram oito horas da manhã. Quem o visse, com os polegares metidos no cordão do chambre, à janela de uma grande casa de Botafogo, cuidaria que ele admirava aquele pedaço de água quieta; mas, em verdade, vos digo que pensava em outra coisa. Cotejava o passado com o presente. Que era, há um ano? Professor. Que é agora? Capitalista. Olha para si, para as chinelas (umas chinelas de Túnis, que lhe deu recente amigo, Cristiano Palha), para a casa, para o jardim, para a enseada, para os morros e para o céu; e tudo, desde as chinelas até o céu, tudo entra na mesma sensação de propriedade."




Com a convivência, nasce o interesse de Rubião pela bela Sofia. Ela logo percebe a paixão que provoca, utilizando-se disso para envolver ainda mais o milionário. Acreditando-se correspondido, Rubião se declara à amada durante um baile. Sofia comenta com o marido a ousadia do convidado, mas Cristiano tenta diminuir a ira da esposa, comentando que já devia muito dinheiro a Rubião. O marido ainda sugere que ela alimente aquele sentimento, para que eles possam continuar a explorar o pobre milionário.










Frustradas suas tentativas amorosas, Rubião decide deixar o Rio de Janeiro. Cristiano fica preocupado com a notícia, que o afasta de sua principal fonte de renda. Por isso, insiste com o amigo para que fique, acenando com futuros reencontros com Sofia. Acompanha-o nessa tentativa certo Camacho, político que também tira vantagem da bondade e da ingenuidade de Rubião. Convencido, este decide permanecer no Rio de Janeiro.









Rubião e Cristiano se tornam sócios em uma importadora, Palha & Cia. Com o tempo, o capitalista passa a administrar os bens e a fortuna do mineiro. A condição de vida do casal Palha melhora a olhos vistos. Rubião continua a frequentar-lhes a casa. Passa a sentir ciúmes crescentes do jovem Carlos Maria, que dirige gracejos a Sofia. Atingindo o estado de desespero, Rubião chega certa vez a gritar com Sofia, insinuando o adultério. A mulher contorna a situação e prova sua inocência, posteriormente confirmada com o casamento de Carlos Maria com Maria Benedita, prima de Sofia.




Cristiano rompe a sociedade com Rubião, alegando a necessidade de desligar-se da empresa a fim de capacitar-se a assumir cargos no sistema financeiro. Na verdade, já estabelecido, Cristiano quer continuar a conduzir sozinho os seus negócios. Sofia também se afasta de Rubião, recusando seus insistentes convites para passeios.


Enlouquecido de desejo, Rubião visita Sofia, mas a encontra de saída. Quando ela sobe na carruagem que a espera, ele também entra, intempestivamente, baixando em seguida as cortinas. Mais uma vez, declara-se a ela, desta vez acrescentando ser Napoleão III e ela, sua amante. Sofia percebe a demência de Rubião.


Logo, a notícia se espalha por toda a cidade. Seus delírios se acentuam à mesma proporção em que seu patrimônio diminui. Por insistência de amigos, os Palha assumem a responsabilidade de cuidar do doente. Como primeira providência, transferem-no para uma casa mais humilde. Os acessos de loucura continuam e Rubião acaba internado em um hospício.





Rubião foge e, acompanhado do cão, retorna a Barbacena. Ninguém os recebe e os dois acabam dormindo na rua. No dia seguinte, Rubião morre, ainda acreditando ser um imperador francês.






Fontes:
livrariasfamiliacristã.om.br
educacaoglobo.com
todamateria.com.br
machado.mec.gov.br
google.com
wikipedia.org
olhardigital.com.br

quinta-feira, 5 de novembro de 2026



Hoje voltamos a falar de uma grande dúvida da Língua Portuguesa: X ou CH.








Um linguista ou um professor de português vai dizer que tudo depende da formação das palavras, suas origens e ao seu estudo etimológico.


Mas convenhamos, que de uma forma geral, é muito difícil se prender a esses estudos.




Outra forma é o hábito de ler e escrever. Por associações e imitações aprendemos as formas corretas de grafia das palavras.


No entanto existem "dicas" que nos ajudam a identificar a forma correta de escrever palavras com X ou com CH.


As palavras iniciadas com a sílaba "en" normalmente usamos o X.

Ex: enxada, enxaqueca, enxoval, enxugar, enxerido, enxerto.


Notem que eu disse "normalmente", porque em Português sempre existem exceções.


Se a palavra tem a origem numa palavra escrita com CH, mesmo começando com a sílaba "en" ela é escrita com CH.


Assim palavras como :

encher - vem de cheio
enchumaçar - vem de chumaço
encharcar - vem de charco
enchente - vem de cheio
encachoeirado - vem de cachoiera




Usa-se o X depois de ditongo( encontro entre vogal e semivogal) - " em termos linguísticos as vogais são: a, e, o, e semivogais são : i, u ."


Ex: encaixar, ameixa, baixo, frouxo, faixa, trouxa.




É claro que existem exceções. Nesse caso a exceção é a palavra recauchutar e seu derivado, recauchutagem que tem a sua etimologia da palavra francesa " recaoutchouter".
Para o restante das palavras o X é usado após os ditongos.




Palavras iniciadas com "M" também se escrevem com X.


Ex: México, mexerica, mexer, mexilhão.


Cuidado com a palavra "mecha" e "mexa"
Mexa é o imperativo do verbo mexer, e portanto se escreve com X; já mecha é um substantivo que significa pedaço, parte.
Ex. Uma mecha de cabelo
Mexa-se!




Palavras de origem indígenas, africanas, ou oriundas da língua inglesa como abacaxi, orixá, xampu, xingar, capixaba, xerife, também escrevem-se com X.








A palavra "chá" bebida feita de ervas, é escrita com CH


Existe, porém, a Xá com X, que embora tenha a mesma pronúncia (homônimas) tem significado diferente. Xá é um título do soberano da antiga Pérsia.


A palavra "Xaveco" tem origem no idioma árabe " xabbáq " e significa cantada, sedução, galanteio, conversa.


Já a palavra árabe "xabbaq" significa pequena embarcação.


Por ser oriunda de uma palavra estrangeira que começa com X, resolveu-se mantê-la com X também em português


Como disse no início, somente a leitura, faz de você um melhor escritor.




Fontes:

noticias.r7.com/blogs/portugues-de-brasileiro
stoodi.com.br
voupassar.club/palavras-com-ch
infoescola.com/portugues

quarta-feira, 4 de novembro de 2026



Hoje vamos falar de Adjuntos.





Os adjuntos são termos acessórios da oração, não sendo portanto indispensáveis para sua compreensão, mas tornam o sentido e o significado da oração mas específico.


Os adjuntos se classificam em adjuntos adnominal e adverbial.


Nominal: Adjunto Adnominal é o termo que tem valor de adjetivo, servindo para especificar ou delimitar o significado de um substantivo em qualquer que seja a função sintática exercida por este.


Adjuntos adnominal assumem uma função adjetiva, podendo ser formados por adjetivos e numerais, pronomes e locuções adjetivas. Esse termo da oração pode ser facilmente confundido com outros dois: o predicativo e o complemento nominal. Apesar da semelhança, eles têm funções diferentes e podem ser identificados na própria oração.


Adjetivos:

O dia ensolarado está contagiante.
Seu sorriso maroto é lindo.

Nas orações acima os adjuntos adnominais funcionam como adjetivo:

O dia está contagiante (ensolarado dá uma qualidade ao dia, ou seja é um adjetivo) Notem que sem o adjunto a frase já tinha sentido.



Locuções Adjetivas:

O passeio de campo nos deixou exaustas.
A água da chuva regou todas as plantas.

Nas orações acima, as locuções adjetivas, poderiam ser substituídas por adjetivos. (de campo - campestre; da chuva pluvial).

Pronome adjetivo:

Minha culpa é meu segredo
Este teu olhar felino incendeia (Clarice Lispector)

Artigos:

Um novo sonho ressurgiu.
Os alunos surpreenderam os professores.

Nas frases acima os artigos um e os, são artigos que funcionam nessas frases como adjunto adnominal.



Numerais:
O primeiro candidato já se apresentou.
A décima colocada no concurso é muito esforçada.

Orações adjetivas
Não quero saber do lirismo que não é libertação.
Admiro as pessoas que persistem.



Adjuntos adverbiais

A função do adjunto adverbial é simples: modificar o verbo da oração, seja indicando alguma circunstância em que o processo verbal é desenvolvido ou intensificando o verbo, um adjetivo ou um advérvbio. O adjunto adverbial é uma função sintática realizada pelos advérbios e locuções adverbiais, e sua classificação é feita de acordo com a circunstância expressa.


Exemplos:

Talvez eu viaje amanhã. – Adjunto adverbial de dúvida.

Eu não quero sair de casa. – Adjunto adverbial de negação.

Treinei muito para este dia. – Adjunto adverbial de intensidade.

Nas locuções adverbiais, é preciso ter muita atenção com à preposição utilizada. A mudança da preposição pode mudar toda a circunstância expressa pela locução.

Exemplo: “Vim do trabalho” e “Vim para o trabalho”. Ambos expressam uma circunstância de lugar, mas o primeiro indica origem (“do”) e o segundo indica destino (“para o”).






Fontes:
gramatica.net.br/adjunto
brasilescola.uol.com.br/gramatica









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terça-feira, 3 de novembro de 2026



Hoje vamos falar do Advérbio.

Compare estes exemplos:

O ônibus chegou.

O ônibus chegou ontem.

A palavra ontem acrescentou ao verbo chegar uma circunstância de tempo: ontem é um advérbio.

Marcos jogou bem.

Marcos jogou muito bem.

A palavra muito intensificou o sentido do advérbio bem: muito, aqui, é um advérbio.

A criança é linda.

A criança é muito linda.

A palavra muito intensificou a qualidade contida no adjetivo linda: muito, nessa frase, é um advérbio.


Advérbio, portanto, é uma palavra invariável que modifica o sentido do verbo, do adjetivo e do próprio advérbio.




Às vezes, um advérbio pode se referir a uma oração inteira; nessa situação, normalmente transmitem a avaliação de quem fala ou escreve sobre o conteúdo da oração.
Por exemplo:As providências tomadas foram infrutíferas, lamentavelmente.

Quando modifica um verbo, o advérbio pode acrescentar várias ideias, tais como:

Tempo: Ela chegou tarde.
Lugar: Ele mora aqui.
Modo: Eles agiram mal.
Negação: Ela não saiu de casa.
Dúvida: Talvez ele volte.


Observações:

- Os advérbios que se relacionam ao verbo são palavras que expressam circunstâncias do processo verbal, podendo assim, ser classificados como determinantes.


Por exemplo:

Ninguém manda aqui!

mandar: verbo
aqui: advérbio de lugar = determinante do verbo
- Quando modifica um adjetivo, o advérbio acrescenta a ideia de intensidade.
Por exemplo:O filme era muito bom.

- Na linguagem jornalística e publicitária atuais, têm sido frequentes os advérbios associados a substantivos:
Por exemplo:
" Isso é simplesmente futebol" - disse o jogador.
"Orgulhosamente Brasil" é o que diz a nova campanha publicitária ufanista.


Os advérbios podem assumir um grau comparativo de igualdade, inferioridade ou superioridade, como pode ser visto respectivamente nos exemplos abaixo.Ele era tão esperto quanto eu.
Ele era menos esperto que eu.
Ele era mais esperto que eu.



Grau superlativo
Os advérbios podem variar para expressar uma maior intensidade, e isso pode se dar dos seguintes modos:Analítico: ocorre pela a adição de um advérbio de intensidade.
Exemplos: muito calmamente, devagar demais, muito distante.
Sintético: obtido pela adição do sufixo -íssimo.
Exemplos: muitíssimo, pouquíssimo.

É comum, na linguagem coloquial, o uso do diminutivo, e algumas vezes até do aumentativo, para dar aos advérbios um valor superlativo.
Exemplos: Vamos andar devagarinho, dormiu cedinho, chegou tardão.


Fontes:


gramatica.com.br
gramatica.net.br
gramaticaportuguesa.blogs.sapo.pt

segunda-feira, 2 de novembro de 2026



Finados.






Nesta data, o movimento nos cemitérios é intenso, pois muitas pessoas vão deixar flores e fazer orações nos túmulos de familiares ou amigos.




A religião protestante não reconhece o feriado do Dia de Finados como uma celebração, pois alegam que a data não está presente na Bíblia, consequentemente eles não têm motivos para comemorar ou homenagear.






Em inglês, o Dia de Finados é traduzido para All Soul's Day ("Dia de Todas as Almas", na tradução literal para o português).








O Dia de Finados é antecedido pelo Dia de Todos os Santos (1º de novembro), outra data que se dedica a homenagear a alma de todas as “pessoas santas” e mártires anônimos ao redor do mundo.










A comemoração do dia de Finados vem desde 998 onde um abade beneditino, Odilo de Cluny - que viveu na França entre os anos de 962 a 1049,
ordenou aos monges de sua abadia que orassem pelas almas dos mortos.

No século XIII, o dia 02 de novembro foi instituído como dia de Finados.

Segundo Leon Denis " O mundo céltico e o mundo invisível" a tradição pode ter vindo dos druidas, espécie de sacerdotes celtas, que acreditava na existência da vida após a morte.

No México seguindo a tradição que veio, segundo alguns estudiosos, há mais de 3000 anos.

Lá a comemoração dura três dias, as pessoas se fantasiam e colocam máscaras de caveira, e desfilam pelas ruas tocando música e dançando, tudo regado a muita bebida e as comidas preferidas dos parentes mortos.





Segundo a lenda, nos dias 1 e 2 de novembro, os mortos têm a permissão para vir à Terra e visitar seus entes queridos.




Por esse motivo, é que são preparadas algumas festividades, para que eles possam se sentir bem-vindos.

Dentre elas, a família prepara as comidas preferidas dos entes falecidos, enfeitam suas casas para que fiquem bonitas, com flores, incensos e velas!






As iniciações funcionam assim: do meio-dia de 31 de outubro ao meio-dia de 01 de novembro, comemora-se a chegada do que eles chamam de "angelitos", que seriam as almas das crianças que se foram jovens.
As velas e os altares desse dia são brancas.
Do meio-dia de 01 de novembro até o meio-dia, do dia 02 de novembro, celebra-se a vinda das almas dos jovens e adultos que já se foram.

Neste dia, as velas são todas coloridas, para homenagear a todos!


Nas Filipinas, a tradição agrega a família inteira, que vão visitar os túmulos, lavá-los e pintá-los, levando comida e flores.

Na Europa a tradição de visitar os cemitérios e levar flores também acontece. Em Praga, República Tcheca, os habitantes celebram o dia com máscaras, velas e caveiras de açúcar.

Na Guatemala, são lançadas grandes pipas, em homenagem às almas dos mortos.








Fontes:


Wikipedia.org
ultimosegundo.ig.com.br
folha.uol.com.br
google.com
criativodahora.com.br


Uso do Hífen:


O hífen [ - ] é usado em substantivos compostos, em palavras formadas por derivação prefixal, em locuções, na colocação pronominal, na divisão silábica, na translineação e em encadeamentos vocabulares, indicando maioritariamente a união semântica de duas palavras.


O atual acordo ortográfico trouxe diversas alterações às regras de hifenização.


Uso do hífen em substantivos compostos:


O hífen é usado na formação de substantivos compostos por justaposição. Segundo o atual Acordo Ortográfico, o hífen é utilizado nas palavras compostas por justaposição sem elementos de ligação, cujos elementos formam uma unidade com significado próprio.


Substantivos compostos com hífen:


matéria-prima;
arco-íris;
decreto-lei;
ano-luz;
guarda-chuva;
segunda-feira;


Os prefixos numéricos: bi, tri. tetra, penta, hexa... não utilizam hífen para unir-se a outra palavras.


Bicampeão, tetracampeão, pentacampeão, etc


Além disso, o hífen é usado em:




Topônimos iniciados por grã, grão ou formas verbais:


Grã-Bretanha;
Grão-Pará;
Passa-Quatro;





Nomes de espécies botânicas e zoológicas:


bem-te-vi;
erva-doce;
andorinha-do-mar;
capim-Açu;






Palavras com advérbios mal e bem:


mal-estar;
bem-estar;
mal-humorado;
bem-humorado;
…




Palavras com além, aquém, recém e sem:


recém-nascido;
além-fronteiras;
sem-vergonha;
…




Com a nova ortografia, o hífen foi abolido nas palavras compostas por justaposição quando já se perdeu esta noção de composição.




Substantivos compostos sem hífen:


girassol;
madressilva;
paraquedas;
paraquedista;
paraquedismo;


Uso do hífen na derivação prefixal




O hífen é usado na formação de palavras por derivação prefixal. De acordo com a nova ortografia, a regra base indica que o hífen é utilizado quando o prefixo termina com a mesma letra que começa a segunda palavra ou quando a segunda palavra começa com h.




Com hífen - segunda palavra com a mesma letra:


micro-organismo;
micro-ondas;
contra-ataque;
contra-atacante;
anti-inflamatório;
sobre-exaltar;
sobre-erguer;
extra-amazônico;
extra-alcance;
…




Com hífen - segunda palavra com h:


micro-história;
contra-habitual;
anti-higiênico;
sobre-humano;
extra-humano;
extra-hospitalar;
...




Não se usa o hífen em todas as outras situações, sendo o prefixo escrito junto à palavra já existente. Salienta-se que nas formações em que o prefixo termina em vogal e a segunda palavra começa com as consoantes r ou s, estas consoantes deverão ser duplicadas.




Sem hífen:
microbiologista;
micronutriente;
anticoncepcional;
contracheque;
contraproposta;
sobrenome;
sobrenatural;
sobremesa;
sobreaviso;
extrajudicial;
extragalático;
extranormal;
…




Sem hífen - com consoantes r e s duplicadas:


microrregião;
microssegundo;
antissocial;
antirrugas;
contrassenso;
contrarreforma;

Casos específicos do uso do hífen com prefixos




Nos prefixos sob- e sub-, além do h e do b, também se utiliza hífen quando a segunda palavra começa pela letra r:


sub-bibliotecário;
sub-base;
sub-região;
sub-reino;





Com o prefixo co- apenas se utiliza o hífen quando a segunda palavra começa com h. Em todas as outras situações, não se usa o hífen:


cooperar;
coordenar;
coadjuvar;
coprodutor;
copiloto;






Nota: No entanto, verifica-se que esta regra não se aplica à palavra coabitar.




Com os prefixos pró-, pós- e pré- utiliza-se o hífen quando os prefixos forem tônicos e autônomos da segunda palavra:


pós-graduação;
pré-fabricado;
pró-vida;






Quando os prefixos pro-, pos- e pre- forem átonos e não forem autônomos da segunda palavra, não se emprega o hífen:
predeterminar;
pospor;
propor;
prever;






Com os prefixos circum- e pan- utiliza-se o hífen quando a segunda palavra começa por vogal, m, n ou h:
circum-navegação;
pan-americano;
circum-murado;





Com os prefixos ex-, vice-, vizo-, soto- e sota- utiliza-se sempre o hífen:
ex-diretor;
vice-presidente;
vizo-rei;
soto-mestre;

Uso do hífen em locuções




Segundo o atual acordo ortográfico, não deverá ser utilizado hífen nas locuções substantivas, adjetivas, pronominais, adverbiais, prepositivas ou conjuncionais:
dia a dia;
fim de semana;
sala de jantar;
cão de guarda;
cor de vinho;
café com leite;
à toa;
à vontade;





São exceções a essa regra algumas locuções consagradas pelo uso, com significado próprio:
água-de-colônia;
arco-da-velha;
cor-de-rosa;
mais-que-perfeito;
pé-de-meia;
ao deus-dará;
à queima-roupa.


Uso do hífen na colocação pronominal




O hífen é usado na ligação dos pronomes pessoais oblíquos átonos aos verbos, proporcionando a colocação pronominal em mesóclise (intercalado no meio do verbo) e ênclise (depois do verbo):
oferecer-nos-ão (mesóclise);
oferecer-te-emos (mesóclise);
ofereceram-me (ênclise);
ofereci-lhe (ênclise).




Os pronomes oblíquos átonos são: me, te, o, a, lhe, nos, vos, os, as, lhes.
Uso do hífen na divisão silábica e translineação




O hífen é usado na divisão silábica e na translineação.




Hífen na divisão silábica:
mar-ga-ri-da;
tro-vo-a-da;
ca-ri-nho;
hi-po-té-ti-co.




O hífen é usado na ligação de palavras que se juntam em algumas situações, formando encadeamentos vocabulares, com significados distintos:


a ponte Rio-Niterói;
a rodovia Rio-Santos;
a divisa Liberdade-Igualdade-Fraternidade;
a ponte aérea São Paulo-Manaus;






Fontes:
normaculta.com.br
soportugues.com
portuguesaletra.com


domingo, 1 de novembro de 2026



Hoje é dia de todos os santos.


Festum omnium sanctorum








Sua origem, como é óbvio, tem a ver com a Igreja Católica, e inicia há mais de 1280 anos. Como uma forma do Vaticano conseguir que todos os santos fossem venerados pelo menos um dia por ano.




Quem impulsionou essa medida foi o Papa Gregório III, que durante seu tempo de pontificado - anos 731 a 741 d.C. - consagrou uma capela na Basílica de São Pedro em honra de todos os santos, e fixou a data comemorativa para o 1 de novembro. As festividades ocorriam apenas nessa capela.







Mais tarde, o Papa Gregório IV. - 827 a 844 d.C. - estendeu a celebração para todas as igrejas. É um dia festivo e em muitos países, um dia feriado. Segundo a Igreja, "é de preceito para os católicos", o que quer dizer que todos eles devem participar da missa.





Que o dia de Todos os Santos se situe justo antes do Dia dos Fiéis Defuntos, que tradicionalmente é conhecido como Dia dos Mortos, tampouco é casual. No 2 de novembro é habitual irmos aos cemitérios visitar nossos entes queridos mortos e "coroá-los" com flores. Ao celebrar o Dia de Todos os Santos justo um dia antes, a igreja quis garantir dessa forma, que todos os fiéis tivessem confessado e comungado, preparados para a visita a seus amigos e parentes falecidos (uma ideia de pureza da alma).


No transcurso dos anos e com os diferentes cismas que sofreu a Igreja Católica, ficou sendo a única a celebrar o Dia de Todos os Santos. A Igreja Ortodoxa. - a segunda a ter mais fiéis - a Protestante e a Anglicana não comemoram no 1 de novembro e sim no primeiro domingo depois de Pentecostes (a festividade religiosa que se celebra cinquenta dias depois da Páscoa).




O dia de Todos os Santos é uma homenagem da Igreja Católica a todos aqueles que levaram o Evangelho Cristão, e sobretudo àqueles que fora martirizados.




Fontes:
cleofas.com.br
wikipedia.org
campograndenwes.com.br

Vamos falar hoje de objeto direto e objeto indireto. O objeto direto e o indireto são termos integrantes da oração que completam o se...