quinta-feira, 20 de agosto de 2026

Vamos falar hoje do grande dramaturgo Bertold Brecht






Bertolt Brecht (1898-1956) foi um dramaturgo, romancista e poeta alemão, criador do teatro épico anti-aristotélico. Sua obra fugia dos interesses da elite dominante, visava esclarecer as questões sociais da época.


Brecht foi um dos nomes mais influentes do teatro do século XX, não só pela criação de uma obra excepcional, mas também pelas inovações teóricas e práticas que introduziu.


Criador do teatro épico, ele rompeu com o drama tradicional ao propor um teatro que não apenas emocionasse, mas fizesse pensar — uma arte voltada para a transformação social e política.




Nascido em Augsburgo, na Alemanha, em 1898, Brecht cresceu em um ambiente de classe média e desde cedo se interessou por literatura e filosofia. Ainda jovem, estudou medicina e literatura em Munique, mas logo mergulhou no mundo do teatro e da poesia.







Nos anos 1920, Brecht começou a ganhar destaque com peças como “Baal” e “Na Selva das Cidades”, que já revelavam seu estilo provocador, com críticas ao individualismo burguês e à lógica do capitalismo.

A principal contribuição teórica de Brecht ao teatro é a criação do chamado teatro épico. Ao contrário do teatro aristotélico tradicional, que busca provocar a catarse (identificação emocional com os personagens), Brecht propõe o efeito de distanciamento (Verfremdungseffekt). O objetivo era impedir que o espectador se envolvesse 
emocionalmente demais, para que pudesse refletir criticamente sobre o que via em cena.

Em vez de ilusão, Brecht queria quebra da quarta parede, projeções, narrações, músicas, letreiros e atores que interpelassem diretamente o público. A ideia era clara: o teatro deve ser uma ferramenta de conscientização social.
Engajamento político e exílio

Brecht era um marxista declarado, crítico feroz do fascismo, do militarismo e das injustiças do sistema capitalista. Com a ascensão de Hitler ao poder em 1933, ele foi perseguido pelos nazistas e obrigado a se exilar. Passou por diversos países — incluindo Suíça, Dinamarca e EUA — até retornar à Alemanha após a Segunda Guerra Mundial, se estabelecendo em Berlim Oriental, sob o regime socialista da RDA.

Durante o exílio, escreveu algumas de suas obras mais conhecidas, como:“Mãe Coragem e Seus Filhos”
“O Círculo de Giz Caucasiano”
“O Senhor Puntila e Seu Criado Matti”

Nessas obras, Brecht mistura humor, crítica social, poesia e denúncia política, sempre buscando fazer o público pensar sobre sua própria realidade.


Obra:

Brecht também escreveu poesia e ensaios teóricos de grande importância, como os textos reunidos em “Pequeno Organon para o Teatro”, onde defende a ideia de que o teatro deve servir à luta de classes e ser uma forma de educação crítica.

Além de dramaturgo, foi diretor e fundou a companhia Berliner Ensemble, junto de sua companheira Helene Weigel, atriz e parceira artística fundamental.

A influência de Brecht ultrapassou o teatro e chegou à literatura, ao cinema, à pedagogia, à crítica cultural e à filosofia. Seu pensamento influenciou nomes como Augusto Boal (com o Teatro do Oprimido), Jean-Paul Sartre, Peter Brook, Heiner Müller, entre muitos outros.


Morte e legado:

Bertolt Brecht morreu em 1956, aos 58 anos, deixando uma obra que continua sendo montada, estudada e debatida em todo o mundo. Ele desafiou o público, os artistas e o sistema, propondo um teatro que não apenas representasse o mundo, mas ajudasse a transformá-lo.


“O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão, do aluguel, dos remédios, tudo depende de decisões políticas.”

Essa frase, atribuída a Brecht, resume sua visão de mundo: não há arte neutra. Toda arte é política.


Brecht revolucionou o teatro moderno e sua obra pode ser dividida em diversos períodos:


Primeiro período

Nesse primeiro período, Brecht, enquanto se encontrava na Baviera, escreveu peças que focalizavam os conflitos do indivíduo em relação ao meio social, são elas:

Tambores na Noite (1922)
Baal (1922)
Vida de Eduardo II da Inglaterra (1923)
Na Selva das Cidades (1924)

Em 1923, Bertolt Brecht casou-se com Marianne Zoff, com que teve uma filha.

Segundo período:

Em 1924, Brecht mudou-se para Berlim, onde se engajou no Deutsches Theater e foi assistente dos diretores Max Reinhardt e Erwin Piscator.

Duas peças se destacaram como transição do Expressionismo para o Niilismo iconoclasta, são elas:

O Homem é um Homem (1927)
A Opera dos Três Vinténs (1928, quando obteve o primeiro sucesso)

As obras são comédias satíricas, em parte musicadas, nas quais a crítica à sociedade burguesa é mais anárquica do que na fase anterior.

A “Ópera dos Três Vinténs”, que fez grande sucesso e tornou Brecht internacionalmente conhecido, foi criada com a colaboração do músico Kurt Weill.

Em 1929 Bertolt Brecht ingressou no Partido Independente Socialista. Nesse mesmo ano, surge “Ascensão e Queda da Cidade de Mahagonny”, também com música de Weill, que marcou definitivamente sua conversão ao teatro político.

São ainda desse período as peças:

A  Medida (1930)
Santa Joana dos Matadouros (1930)
Aquele Que Diz Sim e Aquele Que Diz Não (1930)
A Mãe (1930).


Terceiro período

O terceiro período da obra de Brecht foi marcado por seu exílio diante da perseguição nazista durante a Segunda Guerra Mundial. Brecht exilou-se sucessivamente na Suíça, em Paris, Dinamarca, Finlândia e, por fim nos Estados Unidos, onde permaneceu por seis anos.

As obras desse período são mais elaboradas e as que melhor representam suas teorias do “teatro épico” e do “efeito do distanciamento” na representação.

As peças mais conhecidas dessa época são:

Terror e Miséria do Terceiro Reich (1935)
Os Fuzis de Senhora Carrar (1937), sobre a guerra civil na Espanha
A Vida de Galileu (1937).

Ainda desse período é a peça “Mãe Coragem e Seus Filhos” (1941), uma parábola do papel da pequena burguesia no meio de tempestades políticas, considerada por alguns a obra-prima de Brecht.


Mãe coragem e seus filhos


Em 1947, dois anos após a Segunda Guerra Mundial, acusado de atividades antiamericanas, foi forçado a voltar para a Alemanha. Em 1948 publicou o livro “Estudos Sobre Teatro”, que apresenta a teoria do teatro épico.






O Teatro Épico propunha que uma peça não deveria fazer com que o espectador se identificasse emocionalmente com os personagens ou a ação diante dele, mas sim provocar uma autorreflexão racional e uma visão crítica da ação no palco. Brecht pensava que a experiência de uma caatarse emocional culminante deixava o público complacente. Em vez disso, ele queria que seu público adotasse uma perspectiva crítica para reconhecer a injustiça social e a exploração e ser movido a sair do teatro e efetuar mudanças no mundo exterior. Para esse fim, Brecht empregou o uso de técnicas que lembram ao espectador que a peça é uma representação da realidade e não a realidade em si. Ao destacar a natureza construída do evento teatral, Brecht esperava comunicar que a realidade do público era igualmente construída e, como tal, mutável.



Fontes:

wikipedia.org
ebiografia.com
revistaforum.com.br
google.com

quarta-feira, 19 de agosto de 2026



As aventuras de Simbad o Marujo, faz parte dos contos das Mil e Uma Noites.










As histórias que compõem as Mil e uma noites têm várias origens, incluindo o folclore indiano, persa e árabe. Não existe versão definida ou definitiva da obra, uma vez que os antigos manuscritos árabes diferem no número e no conjunto de contos. O que é invariável nas distintas versões é que os contos estão organizados como série de histórias em cadeia narrados por Xerazade, esposa do rei Xariar. Este rei, louco por haver sido traído por sua primeira esposa, desposa uma noiva diferente todas as noites, mandando matá-las na manhã seguinte. Xerazade consegue escapar a esse destino contando histórias maravilhosas sobre diversos temas que captam a curiosidade do rei. Ao amanhecer, Xerazade interrompe cada conto para continuá-lo na noite seguinte, o que a mantém viva ao longo de várias noites - as mil e uma do título - ao fim das quais o rei já se arrependeu de seu comportamento e desistiu de executá-la.






Simbad ou Simbá, o Marujo (também grafado Sinbad, Sindbá ou Sindbad; em árabe: ( السندباد البحري, ) é um ciclo de histórias de origem no antigo Oriente Médio. Simbad, o herói destas histórias, é um marinheiro fictício originário de Bagdá, que viveu durante o califado abássida. Suas sete viagens pelos mares a leste da África e a sul da Ásia o fazem passar por inúmeras aventuras fantásticas que incluem encontros com povos estranhos, seres monstruosos e fenômenos sobrenaturais, como ciclopes.



Primeira viagem

Após dilapidar a riqueza que recebeu de herança do pai, Simbá investe comprando mercadoria e decide tentar a sorte como comerciante num navio que sai do porto de Baçorá (al-Basra) para o Oriente. Após um tempo de viagem, o navio aporta numa ilha, que na verdade revela-se ser uma gigantesca baleia adormecida em cujo dorso crescem árvores. O animal desperta com uma fogueira acesa pelos homens e mergulha, desaparecendo nas profundezas. Na confusão o navio se afasta, abandonando Simbá sozinho no mar, agarrado numa tina de madeira.






Após um tempo à deriva, o aventureiro chega a uma ilha coberta por vegetação. Explorando a ilha, Simbá encontra um serviçal do rei local, e ajuda a salvar a égua do soberano de ser afogada por um cavalo aquático (um cavalo fantástico que vive debaixo d'água). Simbá torna-se amigo do rei e passa a ser um dos membros favoritos da corte. Um dia, chega à ilha o navio no qual Simbá havia partido em viagem e ele recupera sua mercadoria. Antes de abandonar a ilha no barco, Simbá recebe ricos presentes do rei. O navio viaja à Índia, onde fazem negócios, e ao retornar a Bagdá, Simbá consegue grande lucro com as mercadorias do Oriente. Ao terminar o relato, Simbá o marujo dá ao carregador 100 moedas de ouro, e lhe pede que retorne no dia seguinte para escutar o próximo conto.






Segunda viagem

Apesar de ter juntado riqueza e levar uma vida de diversão, Simbá ainda sentia vontade de viajar pelo mundo. Embarca então noutra aventura comercial, mas acidentalmente é abandonado numa ilha pelos seus companheiros de viagem. Explorando a ilha, Simbá dá com um enorme objeto, liso e arredondado, que descobre ser um ovo de um pássaro roca - uma ave fabulosa gigantesca. O pássaro retorna ao ninho e não percebe a presença de Simbá, que usa seu turbante para atar-se à pata do animal, na esperança de ser levado a um lugar habitado. A ave levanta voo e o carrega até um vale coberto de diamantes e habitado por monstruosas serpentes que servem de alimento para os rocas. Simbá se encontra sozinho no vale, à mercê das serpentes. Descobre, porém, uma forma de escapar: para conseguir os diamantes do vale inacessível, os habitantes da ilha jogam grandes pedaços de carne no fundo do vale, que são agarrados por aves enormes que os levam aos seus ninhos. Alguns diamantes ficam aderidos aos pedaços de carne, que então são recuperados pelos homens. Observando isso, Simbá amarra um pedaço de carne ao seu corpo e é levado para fora do vale por uma das aves gigantes. É resgatado do ninho por um mercador, e retorna a Bagdá com uma fortuna em diamantes.






Terceira viagem

Novamente ansioso por novas aventuras, Simbá sai de Baçorá numa nova expedição. Os ventos levaram o barco a uma ilha habitada por homens peludos como macacos, que tomaram o barco e abandonam os tripulantes em outra ilha. Os homens chegam a um palácio habitado por um gigante com forma de homem, pele negra, olhos vermelhos como brasas, uma boca enorme como a de um camelo com longos dentes, orelhas como as de um elefante e longas garras como as das feras. O monstro começa então a devorar a tripulação, começando pelo gordo capitão, que é assado na brasa.





Simbad organiza os companheiros para escapar: primeiro constroem uma jangada e, quando o monstro dormia, furaram-lhe os olhos com os espetos que usava para assar sua comida. Cego e furioso, o gigante sai do palácio e os homens correm à praia e escapam na jangada. Após um tempo no mar, chegam a outra ilha, onde uma serpente gigante come os companheiros de Simbad. Finalmente, o marujo é resgatado por um navio, o mesmo que o havia esquecido numa ilha na segunda viagem. Simbad recupera sua mercadoria e retorna a Bagdá ainda mais rico.








Essa aventura tem evidentes paralelos com o episódio de Ulisses e o ciclope Polifemo da obra de Homero.






Quarta viagem

Na sua quarta viagem, à qual foi impelido novamente pela sua ânsia de aventura, o navio em que viaja Simbá naufraga. Na ilha onde chegam, os marinheiros são encontrados por selvagens nus e canibais que lhes dão para comer ervas com o poder de enlouquecer aqueles que as provam. O único que não come é Simbá, que consegue escapar e é transportado por um grupo de coletores de pimenta a outra ilha. Ali, Simbá trava amizade com o rei local e recebe uma linda e rica mulher como esposa.







Já tarde demais, Simbá é informado de um peculiar costume local: quando um dos cônjuges morre, o outro é enterrado ainda em vida com o mesmo, ambos vestidos com as melhores roupas e vestidos. A mulher de Simbá adoece e morre, levando ao encerramento do esposo numa enorme caverna subterrânea - uma tumba comunitária - com um jarro de água e sete pães. Justo quando termina o suprimento de comida, uma viúva é jogada na caverna. Imediatamente, Simbá pega um fêmur e a ataca, matando-a com uma pancada, e apodera-se de sua água e comida.






Ao longo do tempo, Simbá repete essas ações com outros condenados e se apodera de bastante água, pão e joias dos corpos. Mas não conseguia encontrar uma maneira de escapar, até que um dia um animal não-identificado o guia até uma saída. Já no exterior, Simbá é resgatado por um navio que passava, que o leva de volta a Bagdá após completar a viagem pelo Sudeste da Ásia.

Quinta viagem

Novamente no mar, o navio em que viaja Simbad passa junto a uma ilha deserta. A tripulação vê um gigantesco ovo, que Simbad reconhece como sendo de um roca. Os homens decidem examinar o ovo, quebram-no e comem o filhote que estava por nascer. Simbad, assustado pelo que fazem, diz aos marinheiros que voltem ao navio, mas as aves gigantes aparecem e jogam enormes rochas sobre o navio, afundando-o.





Simbad consegue escapar a uma ilha, mas é escravizado pelo Velho Homem do Mar, uma criatura que posiciona-se sobre seus ombros e aperta o pescoço de Simbad com suas pernas, que assumem a forma de ramos secos e impedem que Simbad possa desvencilhar-se dele. Passam-se dias assim, até que Simbad, usando de sua astúcia, prepara vinho e convence o Velho do Mar a beber. A criatura, bêbada, finalmente cai, dando a oportunidade a Simbad de matá-la.

Um navio o leva à cidade dos macacos, cuja população passa as noites em barcos no mar, com medo dos macacos que invadem a cidade após o pôr-do-sol, matando os homens que encontram. Apesar disso, Simbad recupera suas riquezas e eventualmente retorna a Bagdá.

Sexta viagem

Em sua sexta viagem, Simbad e seus companheiros sofrem um naufrágio quando o navio bate contra uma alta falésia. A terra onde se encontram os marinheiros não possui nenhum tipo de comida, e todos vão morrendo de fome, até que Simbad é o único sobrevivente. Ele descobre um rio que corre por dentro da falésia, constrói uma balsa e usa-a para navegar pelo rio. O curso d'água está coberto de pedras preciosas, e o leva até uma cidade do reino de Serendib (Ceilão, atual Sri Lanca), na qual os rios estão cheios de diamantes e os vales de pérolas. O rei local se impressiona pelo relato que Simbad faz de Harume Arraxide, e decide encarregar Simbad de lhe levar presentes, entre eles uma taça esculpida de uma única pedra de rubi, uma cama feita da pele de uma serpente que havia engolido um elefante, e uma escrava, linda como o brilho da lua. Simbad retorna a Bagdá com os presentes, onde o califa se maravilha com a história sobre o rei do Ceilão.




Sétima viagem

Uma vez mais, Simbad sai de viagem e seu navio, como sempre, naufraga. Desta vez, são três peixes monstruosos que atacam e destroem o navio. Simbad termina numa ilha, onde consegue travar amizade com o mais importante mercador do lugar. Este casa Simbad com sua filha e faz dele seu herdeiro, e pouco tempo depois morre. Simbad vivia feliz com sua esposa até que, um dia, percebe que os homens do lugar passavam por uma estranha transformação uma vez por mês: cresciam asas e voavam até o céu, retornando depois. Intrigado, Simbad convence um deles para que o carreguem no voo que fazem e, efetivamente, no mês seguinte o marujo é levado ao céu por um dos homens alados. No alto, Simbad vê anjos que cantam alabanças a Alá. Emocionado, o marujo exclama "Glória a Deus!", o que irrita enormemente os homens alados, que o abandonam no cimo de uma montanha. Sozinho novamente, Simbad encontra dois adoradores do Senhor, que lhe entregam uma bengala de ouro. No caminho de volta, usa a bengala para livrar um homem que estava sendo atacado por uma serpente gigante.





Finalmente, Simbad consegue retornar à cidade, onde fica sabendo pela mulher que os homens alados pertencem a uma raça de demônios, mas que ela e seu falecido pai são pessoas normais. Simbad decide abandonar a ilha e parte com sua mulher numa longa viagem pelos portos da Ásia. Vinte e sete anos durou em total a sétima viagem, até que Simbad regressa a Bagdá. Desta vez, o marujo renuncia às aventuras no mar, arrependido de ter tantas vezes desafiado a Sorte e arriscado a vida.




Ao final de seu relato, Simbad o marujo ordena que lhe deem mil moedas de ouro a Simbad o terrestre e lhe diz: "não vês que alguém que superou tantas provações merece agora uma vida despreocupada?", ao que responde Simbad o terrestre que "certamente mereces o ócio e o bem-estar. Vive em paz, e que cada instante te traga a felicidade!". Agradecendo o ouro que lhe fora dado, Simbad o terrestre aproveita para tornar-se ele mesmo um renomado mercador.



Fontes:

wikipédia.org
google.com
clubedoamendoim.blogspot.com
aventurasnahistoria.com.br
mitoselenada.com.br

terça-feira, 18 de agosto de 2026

Hoje o Brasil se despediu de duas grandes atrizes do teatro, cinema e televisão: Laura Cardoso e Glória Menezes.



A dramaturgia brasileira perdeu, nesta terça-feira, duas de suas maiores referências: Laura Cardoso, aos 98 anos, e Glória Menezes, aos 91. Donas de carreiras consagradas, as atrizes construíram uma trajetória marcada por grandes trabalhos na televisão e no teatro






Laurinda de Jesus Balleroni, conhecida como Laura Cardoso, (São Paulo, 13 de setembro de 1927 - São Paulo, 17 de agosto de 2026, foi uma atriz brasileira. Frequentemente referenciada como uma dama da dramaturgia brasileira, foi pioneira na televisão, atuando desde sua inauguração, em 1950. Foi uma das atrizes que mais participaram de telenovelas, com mais de cem trabalhos no currículo. Os prêmios de Cardoso incluem três Prêmios Grande Otelo, cinco Prêmios APCA, dois Prê,mios Shell e dois Troféus Imprensa. Em 2006, foi condecorada com a Ordem do Mérito Cultural em reconhecimento à sua contribuição artística para o Brasil.






A carreira de Laura teve início no rádio, atuando em radionovelas na década de 1940. Com a inauguração da televisão no Brasil, tornou-se uma das primeiras contratadas da TV Tupi, participando de seus teleteatros e trabalhando com alguns dos principais diretores do país. Na televisão, sua carreira começou em 1954, após um convite da amiga Vida Alves para integrar o programa Tribunal do Coração, produzido por ela. Estreou em telenovelas em 1958 como Cosette de Os Miseráveis, da Tupi. Desde então, trabalhou nas principais emissoras do Brasil, como Band, TV Cultura, Record e Globo — onde permanece desde 1983 —, além das extintas TV Excelsior, TV Rio e Rede Tupi.



Em 1949, enquanto trabalhava na Rádio Tupi, conheceu o ator, roteirista, diretor e produtor de televisão Fernando Balleroni, com quem se casou. O casal teve três filhos: Fátima, José e Fernanda. O seu filho José nasceu com um problema no sangue e faleceu com apenas três dias de vida. O casal permaneceu junto até a morte de Balleroni em 1980 por complicações da diabetes.

Fernando Balleroni




Durante as décadas de 1950 e 1960, destacou-se em teleteatros e novelas da TV Tupi, participando também da primeira novela diária da emissora, Quando o Amor é mais forte (1964). Entre 1968 e 1973, integrou o elenco da TV Record, atuando em produções como As Pupilas do Senhor Reitor e Os Deuses estão Mortos. Retornou à Tupi em 1974, onde permaneceu até o encerramento da emissora, em 1980, destacando-se em novelas como Ídolo de Pano e João Brasileiro, o Bom Baiano.

Novela " Idolo de Pano¨ com Denis Carvalho e Tony Ramos


Em 1981, estreou na TV Globo na novela Brilhante, a convite de Daniel Filho. Dois anos depois, foi contratada pela emissora por intermédio de Walther Negrão, atuando em Pão Pão, Beijo Beijo. Desde então, consolidou uma longa trajetória na Globo, com mais de 20 novelas e diversas participações especiais.


Glória Menezes:



Glória Menezes, nome artístico de Nilcedes Soares de Magalhães (nascida Guimarães; Pelotas, 19 de outubro de 1934 - Rio de Janeiro, 18 de agosto de 2026), foi uma atriz brasileira. Frequentemente reverenciada como uma das damas da teledramaturgia brasileira, tornou-se conhecida por protagonizar novelas de sucesso e se destacar entre os pioneiros do gênero no país desde a década de 1950. Os prêmios de Menezes incluem um Prêmio APCA, três Troféus Imprensa, e três Prêmios Qualidade Brasil. Ela recebeu homenagens com o Troféu Oscarito do Festival de Gramado e o festejado Troféu Mário Lago por sua trajetória artística.

Menezes iniciou sua carreira na Escola de Arte Dramática fundando o grupo Jovens Independentes, com quem montou seus primeiros espetáculos no teatro. O primeiro trabalho profissional da atriz já lhe rendeu prêmio de revelação em festival de teatro. A escalada inicial de sua carreia aconteceu de forma rápida. Ainda em 1959 fez sua primeira aparição em telenovelas em Um Lugar ao Sol, da TV Tupi, e no ano seguinte fez sua estreia no cinema rodando o filme indicado ao Oscar: ¨O Pagador de Promessas, um dos títulos mais importantes da filmografia nacional.

Posteriormente, ganhou enorme projeção na televisão ao protagonizar uma série de novelas de sucesso ao lado de ¨Tarcísio Meira, com quem se casou e manteve uma união de 59 anos, um dos casamentos mais duradouros da televisão brasileira, até a morte dele em agosto de 2021. 




Irmãos Coragem - 1970




O casal iniciou a parceria na TV Excelsior em 2-5499 Ocupado, a primeira novela diária da TV brasileira. Entre os títulos mais conhecidos do casal, estão A Deusa Vencida (1965), Sangue e Areia (1967), Rosa Rebelde (1969), Irmãos Coragem (1970), O Semideus  (1973) e Cavalo de Aço (1973).

A Deusa Vencida 1965



Fontes:

wikipedia.org
google.com
g1.globo.com
astrosemrevista.blogstpoot.com
youtube.com
uol.com.br

 





Também conhecida como língua geral, o Tupi era o idioma predominante entre a população nativa no Brasil, especialmente aquelas que viviam no litoral.



Quando os portugueses chegaram ao Brasil em 1500, falavam-se centenas de línguas indígenas no território de nosso país. No entanto, em sua região costeira ou próxima desta, onde foram fundadas as principais vilas brasileiras, hoje cidades de milhões de habitantes, falava-se praticamente uma mesma língua indígena. Tal língua foi chamada pelos portugueses de Língua Brasílica, sendo hoje conhecida como Tupi Antigo. Cabe aqui ressalvar que o designativo Tupi-Guarani não deve ser usado para designar uma língua em especial, mas uma família de línguas. Tupi e Guarani são línguas distintas, embora estejam na mesma família linguística.





Assim, é bem verdade que o Tupi Antigo não era a única língua falada pelos índios quando se deu a chegada dos portugueses em 1500. No entanto, foi aquela que os colonizadores do Brasil aprenderam e falaram por longo tempo. Assim sendo, o Tupi pode ser considerado a língua indígena clássica do país. Os jesuítas José de Anchieta e Luís Figueira ensinaram suas regras em gramáticas, publicando-as em 1595 e 1621, respectivamente.

Língua clássica do Brasil, o Tupi foi a única língua indígena, das centenas que foram faladas no país, que se fez representar significativamente no léxico da língua portuguesa. E, hoje, é possível encontrar, em quaisquer dicionários desta, milhares de verbetes daquela origem: termos como paca, capivara, tatu, jacaré-açu, cotia, perereca, guará, ubá, maniva, taquara, pindoba, pipoca, pirão, pururuca, mandioca, puba, expressões como “ficar com nhenhenhém”, “estar jururu”, “chorar as pitangas”, “ir para a cucuia” etc. Tal língua também está ostensivamente presente na toponímia, em nomes como Jabaquara, Tatuapé, Itaquera, Piratininga, Bertioga, Itanhaém, Paraguaçu, Cuiabá, Curitiba, Pará, Paraná, Sergipe, Paraíba etc. e na antroponímia, em nomes como Juçara, Moema, Iracema, Maiara etc., além de ter dado contribuições sui generis à literatura e à história de nosso país. Entre os textos preciosos que chegaram até nós podemos mencionar a poesia lírica e teatral de José de Anchieta e as famosas cartas dos índios Camarões, hoje guardadas na biblioteca de Haia, na Holanda, os únicos documentos conhecidos escritos pelos próprios índios da costa do Brasil, na época da invasão holandesa (1630-1656).

Tive a oportunidade de estudar o Tupi no curso de Letras USP em 1979. O curso era oferecido de forma optativa, e durava dois semestres.

O Tupi foi a língua mais falada no Brasil até o século XVIII. Era o idioma do povo, enquanto o português ficava para os governantes e para os negócios com a metrópole. Na vila de São Paulo de Piratininga (do tupi: pi’ra, peixe, + t’ninga, seco = peixe seco), em cada cinco habitantes da cidade, só dois conheciam o português no século XVII. O Tupi falado em São Paulo espalhou-se e misturou-se a outros idiomas graças ao isolamento geográfico da cidade e à atividade dos bandeirantes de capturar indígenas no sertão. O resultado da mistura ficou conhecido como Língua Geral do Sul, uma língua com influência do português e do tupi e com acréscimo de palavras de outros idiomas. No Maranhão e no Pará também surgiu uma língua geral, o Nheengatu (do tupi: nhe’eng, língua ou falar + katu, bom = língua boa de falar) cruzamento do dialeto Tupinambá com idiomas indígenas da Amazônia. O nheengatu, pertencente à família linguística Tupi-guarani, imperou em Belém e São Luís até os idos de 1750 e chegou a ser ensinado pelos jesuítas, junto com o português.

Coube ao padre José de Anchieta escrever a gramática do Tupi. Profundo conhecedor da língua nativa, ele escreveu as normas do idioma que dominava tão bem, e com o qual catequisou a população que vivia no litoral do Espirito Santo à São Paulo.





Fontes:

wikipedia.org
google.com
ensinarhistporia.com.br
tuoi.fflch.usp.br
mundoeducacao.uol.com.br

segunda-feira, 17 de agosto de 2026

 José de Anchieta





José de Anchieta foi um padre e missionário da Companhia de Jesus. Teve papel relevante na catequização dos povos indígenas em terras brasileiras, tendo por isso recebido o título de “apóstolo do Brasil”. O Padre Anchieta foi beatificado em 1980 e canonizado em 2014.

José de Anchieta nasceu no dia 19 de março de 1534, em Tenerife, Arquipélago das Canárias, na Espanha. Filho de João López de Anchieta com Mência Diaz de Clavijo y Llarena, sua família paterna tinha parentesco com o fundador da Companhia de Jesus, Inácio de Loyola.

Aos catorze anos foi enviado a Portugal para estudar no Real Colégio das Artes e Humanidades de Coimbra.




Ainda noviço, com apenas 19 anos, foi enviado para o Brasil em 1553, junto a outros seis missionários jesuítas. A viagem atendia à solicitação do Padre Manuel da Nóbrega, que pedia à Ordem Jesuíta mais missionários para a catequização dos indígenas.






José de Anchieta partiu para o Brasil, no dia 8 de maio de 1553, na frota que trouxe o segundo Governador Geral Duarte da Costa, com o objetivo de ajudar na doutrinação dos índios. Mesmo sofrendo com fortes dores na coluna, Anchieta juntou-se a um grupo de religiosos e enfrentou 65 dias de viagem, chefiados pelo Padre Luís de Grã.

A esquadra chegou a Salvador no dia 13 de julho e, ao descer, Anchieta teve seu primeiro contato com os índios. Depois de três meses, junto com outros religiosos, Anchieta seguiu para o sul quando dois navios seguiram em direção à capitania de São Vicente com o objetivo de catequizar os índios carijós.

Quando navegavam próximo ao rio Caravelas, no sul da Bahia, uma forte tempestade desgovernou os barcos. Só no dia seguinte conseguiram chegar em terra. Durante dez dias permaneceram entre os índios alimentando-se de abóbora, farinha e frutas da região.

Depois de repararem um navio, seguiram para São Vicente, onde chegaram às vésperas do natal. Nessa época, a ação dos jesuítas na catequese dos índios já se estendia de São Vicente aos Campos de Piratininga, chefiados pelo padre Manuel da Nóbrega.
Fundação de São Paulo



José de Anchieta e outros religiosos subiram a Serra do Mar rumo ao Planalto, onde se instalaram. A inauguração do barracão do planalto deu-se junto a uma aldeia de índios no dia 24 de janeiro de 1554, dia da conversão do Apóstolo São Paulo. No local, Nóbrega, com a ajuda de Anchieta, celebrou uma missa, em homenagem ao Santo“ Era o início da fundação da cidade de São Paulo.”


Ao redor do colégio se formou um pequeno povoado. Durante esses anos, José de Anchieta aprendeu a língua tupi e posteriormente escreveu uma gramática que foi de grande ajuda em todas as missões dos jesuítas.
Os líderes indígenas dos Tamoios, inimigos dos Tupis, do litoral norte de São Paulo e do sul do Rio de Janeiro organizaram um movimento de resistência, em 1554, que ficou conhecido como Confederação dos Tamoios, contra os colonos portugueses que além de explorar o território, buscavam escravizar a mão de obra indígena.

Ameaça dos franceses e a missão de paz

Rio de Janeiro foi invadido pelos franceses, em 1555, sob o comando do almirante Nicolau Durand Villegaignon, que fizeram uma aliança com os tamoios e se instalam na Baía da Guanabara. O Governador Geral, Mem de Sá obteve uma vitória frente aos franceses, mas não conseguiu expulsá-los do solo brasileiro.

Em 10 de julho de 1562, os índios tamoios, estimulados pelos franceses, atacaram a vila de São Paulo. As lutas foram terríveis, com mortos e feridos de ambos os lados, mas os atacantes não conseguiram tomar a vila e se retiraram. Nessa mesma época, atacaram mais uma vez a Baía da Guanabara.



Além da presença dos franceses, aliada aos saques que os colonos faziam às aldeias indígenas, gerava um constante clima de tensão em toda a região.

Anchieta e Nóbrega, em missão pacificadora, partiram de São Vicente em 21 de abril de 1563, em um navio de um genovês que morava na vila e rumaram para Iperoig (atual Ubatuba). Ao chegarem na praia foram cercados pelos Tamoios que se mostram hostis.

Anchieta, no mais puro tupi, os saúda com promessas de paz e amizade. Convencidos, os índios os levaram até suas cabanas. Ariscando suas vidas os religiosos permaneceram na aldeia e o navio retornou para São Vicente.

Foram sete meses de negociações, entre ameaças de morte, zombarias, catequese, missas e a tentativa de fuga de Nóbrega e Anchieta.




A paz com os Tamoios durou pouco. Em 1564 uma esquadra comandada por Estácio de Sá, sobrinho do Governador Geral, tentou aportar na Baía de Guanabara, mas foi repelida pelos tamoios, e seguiu para a vila de Santos. Na capitania de São Vicente desejava obter reforços.

Anchieta e Nóbrega, influentes na região, conseguiram recrutar muita gente para reforçar a armada de Estácio de Sá. No dia 20 de janeiro de 1565, partiram para o Rio, onde chegam em março.

As batalhas se sucederam durante meses, mas finalmente os portugueses saíram vitoriosos. Anchieta foi o enfermeiro da campanha. Em 1566, Anchieta partiu para Salvador com o objetivo de se ordenar sacerdote. Em agosto, foi finalmente ordenado e ali na Bahia pode rezar sua primeira missa.

Três meses depois, o Padre José de Anchieta seguiu para o Rio na esquadra de Mem de Sá para auxiliar seu sobrinho na conquista definitiva do Rio de Janeiro. Chegaram em 18 de janeiro de 1567 e depois de vários combates os tamoios foram subjugados e os franceses expulsos.

Nessa época, começou a implantação de um núcleo de povoamento bem fortificado: ao qual deram o nome de São Sebastião do Rio de Janeiro. Era o começo da fundação do Rio de Janeiro.


Anchieta escreveu cartas, informações, fragmentos históricos e sermões, publicados pela Academia Brasileira de Letras em 1933. Também foi autor de peças teatrais (autos) e poemas, sempre de caráter religioso.

Dentre suas obras mais conhecidas se distinguem o Poema à Virgem, escrito durante o tempo em que se fez refém dos indígenas durante a Confederação dos Tamoios, e Arte de Gramática da Língua Mais Usada na Costa do Brasil, gramática sobre a língua tupi utilizada na missão jesuíta.

O Poema à Virgem é composto por mais de cinco mil versos. José de Anchieta teria decorado todos os versos, escritos na areia da praia de Ubatuba e, somente meses mais tarde, transcreveu-os para o papel em São Vicente, primeira vila do Brasil.






O conjunto de sua obra faz com que José de Anchieta seja considerado um dos fundadores da literatura brasileira.


O padre José de Anchieta, já doente, em 1597, foi para Reritiba, aldeia que fundou no Espírito Santo, onde passou seus últimos dias, falecendo no dia 9 de junho do mesmo ano.

Hoje Reritiba tem o nome de Anchieta, em homenagem ao padre. Em São Paulo, existe a rodovia Anchieta, que liga a capital paulista ao litoral Sul (Santos, Guarujá, Praia Grande, São Vicente)



Fontes:

wikipedia.org
google.com
ebiografia.com
toamateria.com.br

sexta-feira, 14 de agosto de 2026



Hoje vamos falar do Advérbio.

Compare estes exemplos:

O ônibus chegou.

O ônibus chegou ontem.

A palavra ontem acrescentou ao verbo chegar uma circunstância de tempo: ontem é um advérbio.

Marcos jogou bem.

Marcos jogou muito bem.

A palavra muito intensificou o sentido do advérbio bem: muito, aqui, é um advérbio.

A criança é linda.

A criança é muito linda.

A palavra muito intensificou a qualidade contida no adjetivo linda: muito, nessa frase, é um advérbio.


Advérbio, portanto, é uma palavra invariável que modifica o sentido do verbo, do adjetivo e do próprio advérbio.

Às vezes, um advérbio pode se referir a uma oração inteira; nessa situação, normalmente transmitem a avaliação de quem fala ou escreve sobre o conteúdo da oração.

Por exemplo:

As providências tomadas foram infrutíferas, lamentavelmente.

Quando modifica um verbo, o advérbio pode acrescentar várias ideias, tais como:

Tempo: Ela chegou tarde.

Lugar: Ele mora aqui.

Modo: Eles agiram mal.

Negação: Ela não saiu de casa.

Dúvida: Talvez ele volte.


Observações:
- Os advérbios que se relacionam ao verbo são palavras que expressam circunstâncias do processo verbal, podendo assim, ser classificados como determinantes.

Por exemplo:

Ninguém manda aqui!

mandar: verbo
aqui: advérbio de lugar = determinante do verbo.

- Quando modifica um adjetivo, o advérbio acrescenta a ideia de intensidade.

Por exemplo:

O filme era muito bom.

- Na linguagem jornalística e publicitária atuais, têm sido frequentes os advérbios associados a substantivos:

Por exemplo:
" Isso é simplesmente futebol" - disse o jogador.

"Orgulhosamente Brasil" é o que diz a nova campanha publicitária ufanista.


Os advérbios podem assumir um grau comparativo de igualdade, inferioridade ou superioridade, como pode ser visto respectivamente nos exemplos abaixo.

Ele era tão esperto quanto eu.
Ele era menos esperto que eu.
Ele era mais esperto que eu.



Grau superlativo:

Os advérbios podem variar para expressar uma maior intensidade, e isso pode se dar dos seguintes modos:

Analítico: ocorre pela a adição de um advérbio de intensidade.

Exemplos: muito calmamente, devagar demais, muito distante.

Sintético: obtido pela adição do sufixo -íssimo.

Exemplos: muitíssimo, pouquíssimo.

É comum, na linguagem coloquial, o uso do diminutivo, e algumas vezes até do aumentativo, para dar aos advérbios um valor superlativo.

Exemplos: Vamos andar devagarinho, dormiu cedinho, chegou tardão.


Fontes:


gramatica.com.br
gramatica.net.br
gramaticaportuguesa.blogs.sapo.pt

quinta-feira, 13 de agosto de 2026



Hoje vamos falar de Gramática.




Tipos de Gramática


1. Gramática Normativa


É aquela que busca a padronização da língua, estabelecendo as normas do falar e escrever corretamente. Costuma ser utilizada em sala de aula e em livros didáticos.


2. Gramática Descritiva


Ocupa-se da descrição dos fatos da língua, com o objetivo de investigá-los e não de estabelecer o que é certo ou errado. Enfatiza o uso oral da língua e suas variações.



“Pilhei a senhora num erro!”, gritou Narizinho. “A senhora disse: ‘Deixe estar que já te curo!’ Começou com o Você e acabou com o Tu, coisa que os gramáticos não admitem. O ‘te’ é do ‘Tu’, não é do ‘Você'”…


“E como queria que eu dissesse, minha filha?”


“Para estar bem com a gramática, a senhora devia dizer: ‘Deixa estar que já te curo’.”


“Muito bem. Gramaticalmente é assim, mas na prática não é. Quando falamos naturalmente, o que nos sai da boca é ora o você, ora o tu; e as frases ficam muito mais jeitosinhas quando há essa combinação do você e do tu. Não acha?”


“Acho, sim, vovó, e é como falo. Mas a gramática…”


“A gramática, minha filha, é uma criada da língua e não uma dona. O dono da língua somos nós, o povo; e a gramática – o que tem a fazer é, humildemente, ir registrando o nosso modo de falar. Quem manda é o uso geral e não a gramática. Se todos nós começarmos a usar o tu e o você misturados, a gramática só tem uma coisa a fazer…”


“Eu sei o que é que ela tem a fazer, vovó!”, gritou Pedrinho. “É pôr o rabo entre as pernas e murchar as orelhas…”


Dona Benta aprovou. (…)


(Monteiro Lobato. Obra Completa. “Fábulas”, São Paulo, Editora Brasiliense)



Narizinho fala da gramática normativa ( a maneira correta de falar e escrever), já Dona Benta fala da gramática descritiva (o jeito como as pessoas falam no dia a dia)


3. Gramática Histórica


Estuda a origem e a evolução histórica de uma língua.


Estuda as origens da língua, no caso da língua portuguesa, sua origem é o latim vulgar.


4. Gramática Comparativa


Dedica-se ao estudo comparado de uma família de línguas. O Português, por exemplo, faz parte da Gramática Comparativa das línguas românicas.


Divisão da Gramática


Sabe-se que a língua é um sistema tríplice: compreende um sistema de formas (mórfico), um sistema de frases (sintático) e um sistema de sons (fônico). Por essa razão, a Gramática tradicionalmente divide-se em:


Morfologia - abrange o sistema mórfico.


Sintaxe - enfoca o sistema sintático.


Fonologia/Fonética - focaliza o sistema fônico.


Observação:


Alguns gramáticos incluem nessa visão uma quarta parte, a Semântica, que se ocupa dos significados dos componentes de uma língua.


Fontes:

infoenem.com.br/entenda-os-conceitos-de-gramatica
soportugues.com.br/secoes/gramatica
wikipedia.org
soportugues.com.br





Vamos falar hoje de objeto direto e objeto indireto. O objeto direto e o indireto são termos integrantes da oração que completam o se...