quarta-feira, 9 de setembro de 2026



Hoje vamos falar do TBC Teatro Brasileiro de Comédia.




O Teatro Brasileiro de Comédia, foi fundado em 1948, pelo italiano Franco Zampari, no bairro do Bexiga em São Paulo, e tinha entre suas finalidades, o teatro amador e a descoberta de novos talentos.


Franco Zampari


Assim de um casarão reformado na Rua Major Diogo, surge uma das salas de teatro mais modernas e confortáveis da época.





Em sua inauguração são encenadas duas peças: a francesa "La voix Humaine" de Jean Cocteau, um monólogo interpretado pela atriz francesa Henriette Morineau.




Henriette Morineau




A outra peça era uma obra do dramaturgo Abilio Pereira de Almeida "A mulher do próximo".


O TBC trouxe para o teatro brasileiro uma de suas mais notáveis atrizes, Cacilda Becker.


Cacilda Becker





Cacilda, que foi esposa do ator Walmor Chagas, morreu durante a apresentação da peça "Esperando Godot de Samuel Beckett, no intervalo da apresentação no TBC, ela sofreu um derrame cerebral, foi levada ao hospital e morreu semanas depois.




Cacilda Becker e Walmor Chagas


A profissionalização do teatro veio com a contratação de profissionais estrangeiros, especialmente Adolfo Celi casado com Tônia Carrero , que muito contribuiu para a profissionalização do teatro nacional.


Depois dele a direção foi entregue ao primeiro diretor brasileiro da companhia, Flávio Rangel.


Flávio Rangel




O Teatro Brasileiro de Comédia, foi muito importante para o desenvolvimento do teatro brasileiro, com encenações famosas de dramaturgos de destaque como Beckett, Tenese Willians, Dias Gomes, Jorge Amado dentre outros.


Atores como Ziembinski, Paulo Autran, Cleyde Yacones (irmã de Cacilda Becker) Fernanda Montenegro, Tônia Carrero, Sérgio Cardoso, atuaram no TBC.

Espetáculo "Vereda da Salvação"
Raul Cortes (de branco em destaque, ainda com cabelos)



Fontes:

wikipedia.org
enciclopedia.itaucultural.org.br
portalsaofrancisco.com.br
google.com








terça-feira, 8 de setembro de 2026



Hoje vamos falar da Literatura Angolana.




Como todos sabemos Angola foi uma colônia portuguesa, que obteve a sua independência em 11 de novembro de 1975.







A literatura de Angola nasceu antes da Independência de Angola em 1975, mas o projeto de uma ficção que conferisse ao homem africano o estatuto de soberania surge por volta de 1950 gerando o movimento Novos Intelectuais de Angola.



Depois de passado a alegria dos primeiros anos da independência e depois do fracasso da experiência socialista e de guerras civis devastadoras, acontece às injustiças do presente. Tanto, porque, não havia competência para levar adiante a independência com certa modernidade.




A literatura de Angola muitas vezes traz muito realismo em suas imagem do preconceito, da dor causada pelos castigos corporais, do sofrimento pela morte dos entes queridos, da exclusão social.











A palavra literária desempenhou em Angola um importante papel na superação do estatuto de colônia. Presente nas campanhas libertadoras foi responsável por ecoar o grito de liberdade de uma nação por muito tempo silenciado, mas nunca esquecido. O angolano vive, por algum tempo, entre duas realidades, a sociedade colonial européia e a sociedade africana; os seus escritos são, por isso, os resultados dessa tensão existente entre os dois mundos, um com escritos na nascente da realidade dialética, o outro com traços de ruptura.




Foi na primeira metade do século XIX que surgiram as primeiras publicações “angolanas” que proporcionaram as condições necessárias para a manifestação do fenômeno literário que teria lugar em Angola durante os últimos anos do século XIX. Uma das publicações pertencentes a este período é o livro de poemas de José da Silva Maia Ferreira, Espontaneidades da Minha Alma, que foi impresso em Luanda em 1849 e possivelmente constitui até hoje o primeiro volume de poemas publicados em todos os países africanos de língua oficial portuguesa.







José da Silva Maia Ferreira é, sem sombra de dúvida, elemento importante no estudo do surgimento da literatura em Angola. Ele foi o primeiro poeta “angolano” a publicar uma obra lírica em verso e, ao mesmo tempo, a primeira obra impressa em Angola. Segundo alguns autores, as obras de Maia Ferreira constituem o ponto de partida do estudo e desenvolvimento da literatura em Angola . Além de publicar Espontaneidades da Minha Alma, livro que ele dedicava a todas as mulheres africanas, Carlos Ervedosa considera que José da Silva Maia Ferreira terá deixado vasta colaboração no Almanach de Lembranças Luso-Brasileiro, que terá sido naquela altura a publicação periódica mais lida e espalhada entre os portugueses, seus descendentes e nativos letrados das colônias, pelo mundo fora.


Segundo Francisco Soares [2000: 132], José da Silva Maia Ferreira constitui um dos fenômenos típicos de assimilação cultural do século XIX. Filho de comerciantes “angolanos” ligados ao negócio de escravos, Maia Ferreira teria recebido influências da sociedade brasileira onde viveu alguns anos até 1845, altura em que regressou para Angola. Da vasta leitura que fazia, figuravam sobretudo obras de origem brasileira e portuguesa. Assim, ao contribuir para a formação da literatura em Angola, fê-lo trazendo consigo elementos tanto da literatura portuguesa como da brasileira.



Alguns escritores e intelectuais angolanos de destaque:








Agostinho Neto, poeta - (1922 – 1979)





Nasceu em Kaxicane, região de Icolo e Bengo, em 17 de Setembro de 1922. Fez os estudos liceais em Luanda. Formou-se em Medicina em Portugal. Colaborou em diversas publicações periódicas em Angola, Portugal e Brasil. Foi por diversas vezes preso pela política portuguesa.




Aires Almeida dos Santos(1922-1991)




Nasceu em 1922 no Chinguar, província do Bié. Passou a infância em Benguela e a adolescência no Huambo. Em Benguela fez os estudos primários e no Liceu do Lubango concluíu o 7º ano.


Alexandre Dáskalos (1922-1991)




Nasceu no Huambo em 1924. Fez a instrução primária e secundária no Huambo, antiga Nova Lisboa. Em 1942 frequentou o liceu de Sá da Bandeira (Lubango), onde concluíu o 7º ano.




Amélia Dalomba (poetisa)






Amélia Dalomba, nasceu em Cabinda aos 23 de Novembro de 1961. Tem exercido atividades profissionais em diversas áreas do jornalismo, nomeadamente radiofônico e de imprensa. Publicou poemas e artigos no Jornal de Angola. Presentemente prossegue os estudos superiores de Psicologia.


Dois poemas de Amélia Dalomba:






Mãos




Mãos desenham raízes dos cânticos da terra
Geram vida na identidade da flor entre o espírito da letra
Engendram salmos na inserção da cruz às preces das dores
Mãos são séculos de páginas aos joelhos de Fátima
São lágrimas ao altar do desespero



Herança de morte


Lírios em mãos de carrascos
Pombal à porta de ladrões
Filho de mulher à boca do lixo
Feridas gangrenadas sobre pontes quebradas
Assim construímos África nos cursos de herança e morte
Quando a crosta romper os beiços da terra
O vento ditará a sentença aos deserdados
Um feixe de luz constante na paginação da história
Cada ser um dever e um direito






Fontes:
wikipedia.org
journals.openedition.org/ras/1227
aresemares.com/index.php
google.com.br
poesiangolana.blogspot.com

segunda-feira, 7 de setembro de 2026






Hoje, 7 de setembro de 2026, comemora-se 204 da Independência do Brasil.

A História é bem conhecida; D.Pedro I  subia a serra do mar em direção à cidade de São Paulo, vindo do Rio de Janeiro, quando dois mensageiros com cartas de D. Leopoldina, dizia que Portugal questionava suas ordens.



D.Pedro I






Carta de D. Leopoldina para D.Pedro I


São Cristóvão, 28 de agosto de 1822

Meu querido e muito amado esposo

Perdoe mil vezes que eu ralhei na minha última carta, mas deve ser-lhe prova de amizade de ser muito triste de ter me deixado faltar notícias suas; agora estou contentíssima com suas regras de Lorena; não é preciso recomendar-me as suas qualidades; seja persuadido, depois de dar-me tantas provas de confiança antes perder tudo que faltar aos meus deveres e bem do Brasil; os papéis se vão imprimir na Gazeta.

Sinto muito dar-lhe notícias desagradáveis, mas não quero faltar à verdade, mesmo se é penoso a meu coração; a tropa de Lisboa entrou na Bahia, e dizem que desembarcou; a nossa esquadra não se sabe o que fez, se é falta de ânimo dela é preciso o mais rigoroso castigo, chegarão três navios de Lisboa, os quais dão notícias de que os abomináveis portugueses querem sua ida para lá mesmo se voltasse ao Brasil outra vez, e que ia ao poder executivo a decidir se deve vir mais tropa para cá, é certo que aprontem a toda pressa dois navios; ontem deram a falsa notícia que estava uma esquadra de Lisboa fora da Barra de modo que todo se aprontou para recebê-la com fogo e bala.

O Abregé106 tem tido uma questão com o Martim Francisco107, o último deve [ter] toda a razão, e o primeiro tem sido muito atrevido, de modo que era preciso eu o fazer calar; eu lhe escrevo isto porque penso que lhe representaram em baixo de outro modo falso.

Deram um tiro no autor do Diário108, e o General Usley na qual diz irão que haviam de dar outro no amigo José Bonifácio; a Polícia já anda vigiando este negócio.

Mandou-se dar castigo ao autor do Correio que estas três últimas vezes tem sido o mais que possível.

Chegou um certo Veríssimo109, dizendo que foi nomeado Encarregado dos Negócios dos Estados Unidos pelo Congresso de Lisboa; ele vem falar-me e o José Bonifácio me disse de eu ver se podia tirar-lhe alguma coisa pois soube que saiu mandado pelas Cortes, três meses faz de Lisboa, desembarcou na América inglesa, tratando de negócios deles, e por ordem dos mesmos veio para cá até mais ordenar, é muito mau sujeito, e espertíssimo, de modo que anda sempre em companhia de espias nossos.

O povo e muitos outros falam no por os esquadrões da cavalaria a pé com muito atrevimento e barulho crê que era bom deixar este negócio em esquecimento. O José Bonifácio mais lhe falará.

Recebo neste instante sua carta de Taubaté que muito lhe agradeço em lhe merecer a amizade que me prova sendo certamente todo meu ser, não falando das muitas saudades suas que eu tenho, pedindo-lhe que não fique mais ausente que um mês; o José Bonifácio lhe dirá o mesmo; a sua presença é muito preciso sendo São Paulo muito longe para dar prontas.

Receba mil abraços e as expressões do mais terno amor e amizade desta sua esposa que o ama ao extremo

Leopoldina

D. Leopoldina - Imperatriz do Brasil



Irritado com a corte portuguesa, D.Pedro, montado, provavelmente numa mula, desembaciou a espada e deu o famoso ¨grito do Ipiranga¨



Um documento do coronel Manuel Marcondes de Oliveira e Melo, barão de Pindamonhangaba e comandante da guarda de honra de D. Pedro, descreve:

“Diante da guarda, que descrevia um semicírculo, com a espada desembainhada [o Príncipe Regente], bradou: ‘Amigos! Estão, para sempre, quebrados os laços que nos ligavam ao governo português! E bradou ainda o príncipe: ‘Será nossa divisa de ora em diante: Independência ou morte! E as nossas cores, verde e amarelo, em substituição às das cortes”


Famoso quadro de Pedro Américo





Contudo, outros historiadores explicam que, segundo relatos do Padre Belchior de Oliveira, conselheiro de D. Pedro I, que viajava com a comitiva na época, o príncipe teria gritado: “Nada mais quero com o governo português e proclamo o Brasil, para sempre, separado de Portugal”.

De qualquer forma, aquele ato rompeu definitivamente o Brasil com a Corte Portuguesa, e tornou o Brasil uma nação independente.






Fontres:

wikipedia.org
google.com
youtube.com
todoestudo.com.br
www.labcidade.fau.usp.br
tempo.com

 

Vamos falar hoje de objeto direto e objeto indireto. O objeto direto e o indireto são termos integrantes da oração que completam o se...