quinta-feira, 19 de março de 2026



Vamos falar hoje do filme Meia-Noite em Paris de Wood Allen de 2011.



Filmado em Paris, a cidade luz, Meia-Noite em Paris é visualmente incrível. Jogos de luzes e sombras transformam uma Paris contemporânea em uma Paris de 1920. Além disso, o filme recria muitos lugares icônicos dos anos 20, onde se reuniam grandes pensadores e artistas.


O filme narra a história de Gil Pender, um renomado escritor de roteiros de Hollywood, que na verdade, não se sente feliz e procura inspiração para um romance que está escrevendo.

Gil, a noiva Inez e os sogros vão para Paris. Lá Gil, como por magia, retorna aos anos 20, em Paris, que segundo Gertrude Stein, formavam a geração perdida.






O primeiro personagem que ele encontra é Cole Porter, cantando Let´s do it.



Depois encontra o casal Fitzgerald, Scott e Zelda.


Scott Fitzgerald se mudou com sua esposa Zelda Fitzgerald para a França no ano de 1920. Lá, concluiu o mais célebre de seus romances, "O Grande Gatsby" (1925), que descreve a vida em alta sociedade norte-americana.


Zelda Fitzgerald

Escritora americana ícone da década de 20, Zelda fora apelidada pelo marido de "a primeira melindrosa norte-americana". A novelista, interpretada por Alison Pill, obteve sucesso com o romance "Este Lado do Paraíso" (1920). Ricos, bonitos e invejados, o célebre casal viveu uma relação tempestuosa enquanto morou em Paris. Zelda foi internada várias vezes em clínicas de reabilitação e morreu quando uma dessas clínicas pegou fogo.


As belas cenas da cidade de Paris são retratadas como :


Église Saint-Etiénne-du-Mont: onde Gil é resgatado todas as noites para o passado;

Hotel Le Briston, onde os personagens estão hospedados em Paris;

Mercado de Pulgas de Saint-Ouen: onde Gil conhece a adorável Gabrielle (Léa Seydoux);

Museu de l’Orangerie: onde as obras de Claude Monet podem ser vistas, um passeio legal para fazer após ou antes a visitação de Giverny;

Escadarias de Montmartre: também locação de Amélie Poulain;

Parc Jean XXIII: um dos lugares mais adoráveis de Paris, atrás da Nôtre-Dame;

Margens do Rio Sena: onde ele passeia com Adriana (Marion Coutillard, do filme Piaf) ou também caminha sozinho (imagem do início do post);

Restaurante Maxim’s: o lugar onde Gil e Adriana viajam para o passado da Bélle Epoque;

Moulin Rouge: uma curiosidade é que o filme de Baz Luhrman “Moulin Rouge” não foi filmado na locação real;

Livraria Shakespeare and Company: locação também do filme “Antes do Pôr do Sol”.


Meia-Noite em Paris - abertura


Outros escritores famosos são retratados como Ernest Hemingway, vencedor do Prêmio Nobel com O homem e o mar e Paris é uma Festa.


O escritor fazia parte da comunidade de escritores expatriados em Paris conhecida como "geração perdida", termo criado pela poetisa Gertrude Stein. Ele também tem uma relação próxima com a cidade onde, recém casado, viveu no início dos anos 20. O ator Corey Stoll é quem dá vida ao escritor norte-americano.


Hemingway e Gertrude Stein

Gertrude Stein

Ernest Hemingway - real e personagem




Gertrude,  foi escritora, poetisa e ativista do movimento feminista. O filme e a história real contam que foi em torno de sua casa, na Rue de Fleures, número 27, em Paris, que se reunia o ilustre grupo de artistas composto por Picasso, Matisse, Hemingway, entre outros. Foi Gertrude que cunhou a frase `Geração Perdida´ para esse talentoso grupo de artistas dos anos 20 em Paris.






Thomas Stearns Eliot, conhecido pelo pseudônimo de T.S. Eliot não era o escritor mais bonito do mundo, mas suas obras compensam sendo lindas. Eliot ganhou o Nobel de Literatura e escreveu de poemas a peças de teatro. Uma de suas obras mais conhecidas foi inspirada na obra de Dante Alighieri e se chama “The Love Song of J. Alfred Prufrock”.


Pablo Picasso:

Escultor, artista gráfico e ceramista, Picasso chegou a França em outubro de 1900, adotando a cidade de Paris como seu novo lar. Picasso trabalhava exaustivamente durante toda a madrugada, o que não o impediu de socializar com os famosos amigos da Rue de Fleures. Di Fonzo Bo foi o selecionado para o importante papel.


Picasso e Man Ray


Picasso


Man Ray







Man Ray
O fotógrafo, interpretado por Tom Cordier, integrou o movimento surrealista após sua mudança para França, em 1921. Sob esta influência, desenvolveu a raiografia, sua marca registrada. A arte consiste em criar imagens a partir da exposição de objetos à luz no momento da revelação, sem o uso da câmera. Posaram para sua lente: Ernest Hemingway, Coco Chanel, Salvador Dalí, Jean Cocteau e inúmeros outros.


Casal Fitzgerald e Salvador Dali


Casal Fitzgerald

Salvador Dali








A dançarina e ativista Josephine Baker, também é lembrada no filme.


Recomendo a leitura do livro de Hemingway Paris é uma festa - A moveable feast - que retrata Paris dos anos 20, uma das épocas mais icônicas da chamada Cidade Luz.





O filme fala sobre projeções dos personagens com outras realidades. Como viver uma vida imaginária, cheia de fantasias, diferente da vida que eles levam.

Gil imagina essa época como o mais elevado momento nas artes, na literatura, e na cultura em geral. Nessa época fantástica, Gil vai conhecer uma jovem encantadora: Adriana.

Gil se apaixona por Adriana e pelo que ela representa: a vida cultural da época que ele idealiza. No entanto, Gil só se dá conta de que está vivendo um sonho quando ele e Adriana são transportados para o passado.

Da mesma forma que Gil conseguiu chegar nos anos 20, Adriana e Gil são enviados para 1890. Lá, conhecem Toulouse-Lautrec, Paul Gaugin e Edgar Degas. Quando Adriana confessa que essa é sua época preferida, os três pintores riem desdenhosamente. Os três pensam que a época de ouro aconteceu muito antes.






Fontes:


redeglobo.globo.com
youtube.com
google.com
wikipedia.org
cinealerta.com.br
amentemaravilhosa.com.br
viagenscinematograficas.com.br


quarta-feira, 18 de março de 2026



Hoje vamos falar de Zélia Gattai.







Descendentes de imigrantes italianos, Zélia nasceu e viveu em São Paulo, em 02 de julho de 1916, filha de Ernesto e Angelina Gattai, viveu a efervescência das décadas de 20, 30 e 40, quando São Paulo recebia um grande número de imigrantes, especialmente italianos, portugueses e espanhóis, que traziam além da força de trabalho, suas ideias políticas, especialmente do anarquismo.

Participava com os pais de reuniões do movimento anarquista.





Aos vinte anos casou-se com Aldo Veiga, um militante intelectual e comunista.
Desse casamento teve um filho em 1942, Luiz Carlos. O casamento durou oito anos.
Leitora de Jorge Amado, o conheceu em 1945, três anos depois do fim do primeiro casamento. Se apaixonou por ele e se casaram, vivendo juntos até a morte do escritor em 2001.


Zélia e Jorge Amado


Em 1947, depois do Partido Comunista ter sido declarado ilegal, e com um filho de um ano do casamento com Jorge, eles se viram obrigados a exilar.
Viveram na França e Checoslováquia, onde nasceu a filha Paloma.


Zélia, Jorge Amado e os filhos João Jorge e Paloma




Durante o período de exílio, Zélia fez curso de língua francesa, e civilização francesa e fonética na Sobornne.

Durante a permanência na Europa tiveram contato com artistas e intelectuais como Pablo Neruda, Jean-Paul Sartre sua esposa Simone de Beauvoir e o pintor Pablo Picasso.




Zélia, Sartre, Simone de Beauvoir, Jorge Amado e mãe senhora do Axé Opó (1960)




De volta ao Brasil, primeiro para o Rio de Janeiro e depois em definitivo para Salvador - Bahia.




Casa de Itapuã - Salvador - BA


Aos 63 anos publicou seu primeiro livro "Anarquistas graças a Deus", que baseou uma minissérie na Rede Globo. Conta a história de seu pai e sua família de imigrantes italianos.
Seu segundo livro foi "Um chapéu para viagem" que retrata a vida dela e da família co Jorge Amado.





Além desses ainda publicou outros livros de memórias, de fotografia e de literatura infantil.


Em 2001 foi eleita para Academia Brasileira de Letras, na cadeira 23 que tinha sido de Jorge Amado.


Zélia Gattai - Imortal



Zélia Gattai morreu em 17 de maio de 2008 , em Salvador, de problemas no aparelho digestivo.






Fontes:

educacao.uol.com.br/biografias/zelia-gattai.
wikipedia.org/wiki/Zelia_Gattai
google.com
todamateria,.com.br

terça-feira, 17 de março de 2026



Simone de Beauvoir foi escritora, filósofa, intelectual, ativista e professora. Integrante do movimento existencialista francês, Beauvoir foi considerada uma das maiores teóricas do feminismo moderno.

Uma de suas frases mais célebres é:

“Ninguém nasce mulher: torna-se mulher”.






Nascida em Paris, em 09 de janeiro de 1908, era a primogênita de duas irmãs, filha de um casal descendente de famílias tradicionais, porém decadente. Seu pai era o advogado Georges Bertrand de Beauvoir, ex-membro da aristocracia francesa, enquanto a mãe era Françoise Brasseur, membro da alta burguesia francesa. Ela estudou em uma escola católica privada até os 17 anos. Depois de passar no vestibular de matemática e filosofia, acabou por estudar matemática no Instituto Católico de Paris, literatura e línguas no colégio Sainte-Marie de Neuilly, e em seguida, filosofia na Universidade de Paris (Sorbone), onde conheceu outros jovens intelectuais, como Maurice Merleau-Ponty, René Maheu e Jean-Paul Sartre, com quem manteve um relacionamento aberto  por toda a vida.

Ou seja, ambos não eram adeptos da monogamia e, portanto, tiveram outros parceiros sexuais ao longo da vida. Assim, nenhum deles chegou a casar ou ter filhos.



Simone e Sartre


Sua obra literária é vasta, Simone produziu diversas obras relacionados com filosofia, política e sociologia. Escreveu romances, novelas, peças de teatro, ensaios e autobiografias:

A Convidada (1943)

O Sangue dos Outros (1945)

O Segundo Sexo (1949)

Os Mandarins (1954)

Memórias de uma moça bem-comportada (1958)

Uma Morte Suave (1964)

A Mulher Desiludida (1967)

A Velhice (1970)

Tudo Dito e Feito (1972)

A Cerimônia do Adeus (1981)




Sem dúvida, sua grande contribuição foi no campo dos estudos sobre o feminismo e na luta da igualdade de gênero. Aliado a isso, Beauvoir foi adepta da teoria existencialista, onde a liberdade é a principal característica.

Em sua obra “O segundo sexo” Simone aborda sobre o papel da mulher na sociedade e a opressão feminina num mundo dominado pelo homem. O livro foi considerado agressivo e incluído na lista de negra do Vaticano.

No romance existencialista “Os Mandarins” Simone retrata a sociedade francesa no pós-guerra onde temas políticos, morais e intelectuais são discutidos pela autora. Com essa obra, Beauvoir recebeu o Prêmio Goncourt.

De suas autobiografias merece destaque a obra “Memórias de uma moça bem-comportada” onde Simone apresenta relatos reais de sua vida com foco nos dogmas da igreja e nos comportamentos da sua família burguesa. Nessa obra, também podemos notar o feminismo de Beauvoir.

Uma de suas ideias mais polêmicas está relacionada com o casamento e a maternidade. Para ela, o casamento é uma instituição problemática e falida da sociedade moderna.

E a maternidade, é uma espécie de escravidão, onde a mulher abdica de sua vida tendo a obrigação de casar, procriar e cuidar da casa. Sendo assim, para Simone a mulher deve ter autonomia.

Nas palavras da autora:




“Casamento é o destino tradicionalmente oferecido às mulheres pela sociedade. Também é verdade que a maioria delas é casada, ou já foi, ou planeja ser, ou sofre por não ser.”

“Não são as pessoas que são responsáveis pelo falhanço do casamento, é a própria instituição que é pervertida desde a origem.”

“A humanidade é masculina e o homem define a mulher não em si, mas relativamente a ele: ela não é considerada um ser autônomo.”



Apesar de De Beauvoir ter tido um relacionamento de longa data com Sartre, ela era conhecida por ter várias amantes do sexo feminino. A natureza de alguns desses relacionamentos, alguns dos quais começaram enquanto trabalhava como professora, levou a uma controvérsia biográfica.

Uma ex-aluna, Bianca Lamblin (originalmente Bianca Bienenfeld), em seu livro Mémoires d'une jeune fille dérangée, escreveu que quando era estudante tinha sido abusada por sua professora (De Beauvoir), que estava em seus trinta anos na época. Em 1943, De Beauvoir chegou a ser suspensa do seu trabalho de ensino, devido a uma acusação de que em 1939 ela tinha seduzido a aluna Natalie Sorokine, então com 17 anos. Os pais de Sorokine fizeram acusações formais contra de Beauvoir e, como resultado, ela teve sua licença para lecionar na França revogada permanentemente.



Em 1981, ela escreveu La Cérémonie Des Adieux (A Cerimônia de Adeus), um doloroso relato sobre os últimos anos de Sartre. Na abertura de Adieux, De Beauvoir observa que é a única grande obra publicada por ela que Sartre não leu antes de ser publicada.

Ela esteve no Brasil em 1960, a convite de Jorge Amado e Zélia Gattai ela e Sartre eram amigos do casal.

Zélia, Sartre, Simone, Jorge Amado e mãe Senhora



Visitou: Recife, Salvador, Rio de Janeiro, Brasilia e São Paulo.


Sartre e Simone com Juscelino Kubitschek





Simone de Beauvoir morreu em 1986 de pneumonia em Paris, aos 78 anos de idade. Seu corpo encontra-se sepultado no mesmo túmulo de Jean-Paul Sartre no Cemitério de Montparnasse, na capital francesa.



Fontes:

wikipedia.org
google.com
todamateria.com.br
super.abril.com.br

segunda-feira, 16 de março de 2026



Hoje vamos falar da escritora francesa Collete.






Foi atriz de music hall , envolveu-se na resistência antinazi, fez um ballet para a Ópera de Paris, colaborou com Maurice Ravel, tornou-se uma escritora de renome, mas Sidonie- -Gabrielle Colette (1873-1954) foi, acima de tudo, uma mulher muito à frente do seu tempo.


Collete
28/01/1873-03/08/1954


A controvérsia acompanhou-a, desde que, aos 27 anos, publicou o primeiro livro - Claudine à l'École - respondendo ao desafio que lhe fora lançado pelo marido para escrever sobre as suas recordações de infância e juventude. Colette acedeu, mas a série Claudine (pelo menos quatro livros) seria assinada por 'Willy', a alcunha do marido, Henry Gauthier-Villars.





Primeiro livro da série Claudine, escrito pela autora Colette no início do século XX. Claudine é uma moça francesa de 15 anos que vive numa cidade pequena e é famosa pela sua vivacidade, argúcia e ocasional insolência. Vive apenas com o pai, um desligado estudioso de lesmas, enquanto procura se situar e desfrutar do mundo adulto. Claudine vê e participa dos acontecimentos à sua volta com uma mistura entre malícia e inocência, aproveitando cada momento.








Colette e Willy


Terão sido, aliás, as aventuras extraconjugais de 'Willy' e a depressão que elas lhe provocaram que levaram a jovem Colette a livrar-se para sempre do papel de mulher submissa e de... esposa traída, que trocou por uma vida de liberdade. Esta, na Paris do início do século XX, conduzia diretamente ao escândalo.

Seu livro "A vagabunda" (la vagabunde) é um romance francês, escrito em 1910, descreve a vida de Rennée Néré, uma atriz que rejeita o homem que ama para perseguir, à sua maneira, a independência. Ela sentia-se muito melhor nesse mundo onde não se valorizava o casamento nem as instituições, mas sim a satisfação dos sentidos e a plenitude sexual. É um retrato colorido das casas de espetáculos e os atores do começo do século 20 em Paris. Poético e objetivo, o livro é um incentivo às mulheres para extrair seus desejos, realizar seus sonhos e justificar sua existência.






A lista dos seus amantes - homens e mulheres, reais ou presumidos - é extensa e vai desde Josephine Baker (com quem se terá cruzado nos tempos em que mostrava os seus espetáculos no Moulin Rouge ou no Bataclan)



 
 Josephine Baker

Até Maurice Goudeket, que acabaria por ser o seu terceiro e último marido.




Maurice e Collete



O escândalo terá dado frutos. Simone de Beauvoir reivindica a importância do seu exemplo na libertação do "segundo sexo". Para lá do escândalo, estava a escrita. Os seus livros (para os quais aproveita muitos episódios autobiográficos) contam histórias de relações amorosas num estilo poderoso e aproveitando uma capacidade de observação aperfeiçoada ao longo dos anos. No fim, era respeitada e até admirada e pertencia à Academia Goncourt. Em Dezembro de 1954, quando é atribuído o prémio a Os Mandarins, de Simone de Beauvoir, o júri do Goncourt ainda estava de luto pela morte de Colette, quatro meses antes. Celebrava-se uma passagem de testemunho.








Filme sobre a vida de Collete de Mara Phelps, conta sua vida seus amores, seu casamento fracassado com Willy, sua bissexualidade , sua luta contra a discriminação e pela liberdade feminina.

Seus livros chocaram as cabeças bem pensantes da época e seus livros eram guardados à chave, para que as meninas de boas famílias não pudessem ter-lhes acesso, inclusive colocados no Índex, do Vaticano. Divorciada (1906) tornou-se atriz do teatro de variedades, experiência que rendeu livros como La Vagabonde (1910) e L'Envers du music-hall (1913). Durante a primeira guerra mundial, tornou-se jornalista; depois dedicou-se à literatura. Na década seguinte tornou-se célebre como escritora, abordando as inquietações da juventude do pós-guerra, sob o pseudônimo literário de Colette. Foi eleita (1945) para a Academia Goncourt e recebeu a Legião de Honra, e morreu em Paris. Em sua obra fala das dores e dos prazeres do amor e são notáveis pela evocação sensorial de sons, sabores, cheiros, texturas e cores.







Colette e Mathilde "Missy" de Morny, uma de suas amantes, pintora e escultora.




Foram sucesso livros como Chéri (1920), Le Blé en herbe (1923), La Maison de Claudine (1922), La Chatte (1933), Duo (1934), Gigi (1944), L'Étoile Vesper (1947) e Le Fanal bleu (1949). Um das glórias da França e da Literatura, escreveu livros, aparentemente destinados a meninas bem comportadas que, afinal, eram tão escandalosos como a vida da autora. Foi a primeira mulher francesa a ter direito a um funeral de Estado, apesar de o arcebispo de Paris ter recusado oficiar a cerimônia religiosa, o que suscitou críticas de católicos devotos como Graham Greene, e até hoje causa admiração e suscita controvérsias.










"Petite-fille et nièce adorée de deux demi-mondaines, Gigi s’applique à manger délicatement du homard à l’américaine, à distinguer une topaze d’un diamant jonquille et surtout à ne pas fréquenter « les gens ordinaires ». On lui apprend son futur métier de grande cocotte. Mais Gigi et Gaston Lachaille, le riche héritier des sucres du même nom, en décident autrement… Gigi, un des rares romans d’amour heureux de Colette, donne son titre à ce recueil qui réunit trois autres nouvelles : « L’enfant malade », « La dame du photographe » et « Flore et Pomone »."

Gigi suivi de trois nouvelles.




"Neta e sobrinha adorada por duas mulheres meio mundanas, a Gigi se aplica para comer delicadamente lagosta de estilo americano, para distinguir uma topázio de um narciso de diamante e, em especial, não frequentar "pessoas comuns". Ensinamos-lhe o seu futuro trabalho de grande caçarola. Mas Gigi e Gaston Lachaille, o rico herdeiro dos açúcares do mesmo nome, decidem de outra forma ... Gigi , uma das raras novelas de amor de Colette, dá o título a esta coleção que reúne outras três histórias curtas: " A criança doente " , " A dama do fotógrafo " e " Flora e Pomona "."





Collete era conhecida também por suas frases:


"Quando somos amados, não duvidamos de nada. Quando amamos, duvidamos de tudo".

"O difícil não é dar, é não dar tudo".

"A total ausência de senso de humor torna a vida impossível".

"À força de prazeres a nossa felicidade cai no abismo".


Sidonie Gabrielle Colette viveu na Paris dos anos vinte, onde floresceu uma das mais radiantes gerações de artistas do século XX.
Desde escritores como Hemingway, Scott FitzGerald, como pintores como Picasso, Dali, e Modigliani até cineastas como Luís Buñel e compositores como Cole Potter.


Paris at 21 Petter Allen



Fontes:
wikipedia.org
youtube.com
skoob.com.br
kdfrases.com
livrariacultura.com.br

sexta-feira, 13 de março de 2026



Plural dos substantivos compostos.


Beija-flor / Beija flores






O Plural dos Substantivos Compostos é feito mediante duas situações. Uma delas se refere à forma como ele é escrito.


Se o substantivo composto for escrito sem hífen, basta acrescentar o “s”, tal como acontece com a grande parte das palavras que passam para o plural. Exemplos: claraboia(s), ferrovia(s), passatempo(s).


A outra situação que deve ser observada é como o substantivo que escrito com hífen é formado (por verbo + substantivo, por palavras unidas por preposição, por palavras repetidas, entre outros). Nesses casos, algumas regras devem ser observadas.







Regras dos Substantivos Compostos com Hífen


1) Substantivo + substantivo que especifica o primeiro


Apenas o primeiro elemento passa para o plural. Exemplos: caneta-tinteiro (canetas-tinteiro), salário-família (salários-família), banana-prata (bananas-prata).


2) Palavras unidas por preposição


Apenas o primeiro elemento passa para o plural, tal como a regra acima.

Exemplos: estrela-do-mar (estrelas-do-mar), mula-sem-cabeça (mulas-sem-cabeça), peroba-do-campo (perobas-do-campo).


3) Verbo ou advérbio + substantivo ou adjetivo


Apenas o segundo elemento passa para o plural. Exemplos: abaixo-assinado (abaixo-assinados), beija-flor (beija-flores), sempre-viva (sempre-vivas).


4) Palavras repetidas ou onomatopaicas:




Apenas o segundo elemento passa para o plural, tal como a regra acima.

Exemplos: pingue-pongue (pingue-pongues), teco-teco (teco-tecos), tique-taque (tique-taques).


5) Palavra variável + palavra variável


Os dois elementos passam para o plural. Lembrando que são palavras variáveis substantivos, verbos, adjetivos, pronomes, artigos e numerais. Exemplos: cota-parte (cotas-partes), mão-boba (mãos-bobas), segunda-feira (segundas-feiras).



Quando o substantivo composto é formado por duas palavras variáveis (ou seja, que têm uma forma no singular e outra no plural), geralmente sendo substantivos ou adjetivos, então os dois elementos podem ir para o plural.

cavalo-marinho → cavalos-marinhos

couve-flor → couves-flores

mestre-sala → mestres-salas

segundo-tenente → segundos-tenentes

terça-feira → terças-feiras




Fontes:

todamateria.com.br
google.com.br
brasilescola.uol.com.br

quinta-feira, 12 de março de 2026



Verbos Anômalos, Defectivos e Abundantes.





• Anômalos: verbos que apresentam mais de um radical ao serem conjugados.

Exemplo: verbo ser e ir.

No verbo ser ocorrem radicais diferentes, note pela diferença entre: seja, era.

No verbo ir, da mesma forma: vou, fui, irei.




Verbo ser:
Eu sou feliz contigo.
Eu fui feliz contigo.
Eu era feliz contigo.


Verbo ir:
Eu vou embora agora.
Eu fui embora ontem.
Eu irei embora amanhã.


O verbo ser e o verbo ir são os principais verbos anômalos. Há, contudo, diversos outros verbos que, apresentando uma irregularidade intensa no seu radical, podem ser considerados anômalos:
Verbo estar;
Verbo haver;
Verbo pôr;
Verbo saber;
Verbo ter;




• Defectivos: não se apresentam em todas as flexões.
Exemplos:


verbo abolir verbo reaver



Presente do indicativo Presente do indicativo
Eu # Eu #
Tu aboles Tu #
Ele abole Ele #
Nós abolimos Nós reavemos
Vós abolis Vós reaveis
Eles abolem Eles #









Os Verbos Defectivos podem ser: impessoais, unipessoais e pessoais.

Verbos defectivos impessoais


Os verbos defectivos impessoais não têm sujeito. Além dos verbos que manifestam fenômenos naturais, o verbo haver (no sentido de existir) e o verbo fazer (no sentido de tempo decorrido) são verbos impessoais e, assim, são normalmente conjugados na 3.ª pessoa do singular.


Exemplos:

Anoitece mais tarde no verão.
Trovejou durante todo o dia.
Venta muito naquela cidade.
Verbos defectivos unipessoais


Os verbos defectivos unipessoais indicam vozes dos animais e, assim, são normalmente conjugados na 3.ª pessoa do singular e do plural.


Exemplos:
Acordei logo que o galo cocoricou.
Assustou-se quando a vaca mugiu.
As abelhas zunem.
Verbos defectivos pessoais


Os verbos defectivos pessoais são verbos que, ao contrário dos impessoais, têm sujeito, mas não são conjugados em todas as formas.


Exemplos:

Vou colorir esta parte, enquanto ele colore aquela. (Uma vez que não existe “eu coloro”, substituímos por outra forma: “Vou colorir”)
Ressarcindo os clientes, o gerente da loja pediu desculpas pelos danos causados. (Uma vez que não existe “ela (a loja) ressarce”, substituímos por outra forma: “Ressarcindo”)
Ele retruca tudo o que falo. Parece que gosta mesmo de retorquir! (Uma vez que não existe “ele retorque”, substituímos pelo sinônimo retrucar: “Ele retruca”)



Abundantes: apresentam duas ou mais formas equivalentes.
Exemplo:




aceitar aceitado aceito
acender acendido aceso
corrigir corrigido correto
eleger elegido eleito
emergir emergido emerso
entregar entregado entregue
encher enchido cheio
expelir expelido expulso
extinguir extinguido extinto
fritar fritado frito
imergir imergido imerso
imprimir imprimido impresso
inserir inserido inserto
limpar limpado limpo
matar matado morto




Fontes:

conjugacao.com.br
brasilescola.uol.com.br
todamateria.com.br
google.com

quarta-feira, 11 de março de 2026



Concordância Nominal






Concordância nominal ocorre quando há concordância em gênero (masculino ou feminino) e número (plural ou singular) entre o substantivo e o adjetivo que o caracteriza.

Exemplos de concordância nominal:


A menina estudiosa passou no vestibular.
O menino estudioso passou no vestibular.
As meninas estudiosas passaram no vestibular.
Os meninos estudiosos passaram no vestibular.


A principal regra de concordância nominal é que um adjetivo, caracterizando um único substantivo, concorda em gênero e número com esse substantivo.


Apesar disso, ocorre também concordância nominal entre um pronome ou numeral substantivo e diversos termos da oração que se relacionam com eles, como artigos, pronomes adjetivos, numerais adjetivos e particípios.

Concordância em gênero e número


Masculino e plural:

Seus olhos castanhos olhavam-me silenciosamente!


Feminino e singular:

A blusa amarela é minha.

Casos específicos de concordância nominal


1. Adjetivo caracterizando vários substantivos:


O adjetivo concorda em gênero e número com o substantivo que está mais próximo.

A faca e o garfo dourado estão na gaveta.
O garfo e a faca dourada estão na gaveta.
As facas e os garfos dourados estão na gaveta.
Os garfos e as facas douradas estão na gaveta.




Nesse caso o adjetivo branco concordou com o substantivo mais próximo (cachorro).


Pode também assumir a forma no masculino plural, na existência de um substantivo masculino e um feminino.


A faca e o garfo dourados estão na gaveta.
O garfo e a faca dourados estão na gaveta.




Com substantivos do mesmo gênero no singular, o adjetivo pode ficar no singular ou no plural.

Viram a rua e a casa deserta.
Viram a rua e a casa desertas.




Se forem substantivos próprios ou substantivos que exprimam graus de parentesco, o adjetivo deve ficar no plural.

Meus simpáticos tios e tias me fizeram uma surpresa.

Os felizes, Pedro e Álvaro foram os campeões do torneio.

2. Adjetivo caracterizando pronomes pessoais:

O adjetivo concorda em gênero e número com o pronome a que se refere.

Ela ficou animada com a notícia.
Ele ficou animado com a notícia.
Elas ficaram animadas com a notícia.
Eles ficaram animados com a notícia.


3. Vários adjetivos no singular caracterizando um único substantivo:


O substantivo permanece no singular quando há presença de um artigo entre os adjetivos, mas fica no plural quando os adjetivos se apresentam sem artigos ou outros determinantes.
Fiquei aprendendo coisas novas com a professora americana e a francesa.


4. Verbo ser + adjetivo:


O adjetivo faz concordância com o substantivo quando há presença de artigos ou outros determinantes, mas permanece no masculino e no singular quando o substantivo se apresenta isolado.

A alegria é benéfica para todos!
Alegria é benéfico para todos!


5. Pronome indefinido neutro + de + adjetivo:


Com os pronomes indefinidos neutros nada, algo, muito, tanto,… mais a preposição de, o adjetivo deve ficar no masculino e no singular.


Ela não tem nada de encantador.
Ele não tem nada de encantador.
Elas não têm nada de encantador.
Eles não têm nada de encantador.


6. Palavra só como adjetivo:

Tendo o significado de sozinho, a palavra só atua como adjetivo, devendo concordar em número com o substantivo que caracteriza.


Meu avô está só.
Meus avós estão sós.




7. Com as expressões é proibido, é necessário, é bom, é preciso e é permitido:


Com as expressões: é proibido, é necessário, é bom, é preciso e é permitido, o adjetivo permanece no singular e no masculino, mantendo-se invariável, quando não há presença de artigos ou outros determinantes do substantivo.


É proibido visitação das instalações durante horário laboral.

É necessário respeito e tolerância para se viver em sociedade.




Quando há presença de artigos ou outros determinantes do substantivo, o adjetivo varia em gênero e número.
É proibida a visitação das instalações durante o horário laboral.
São necessários muito respeito e muita tolerância para se viver em sociedade.


8. Com as palavras anexo, obrigado, mesmo, próprio, incluso e quite:


As palavras anexo, obrigado, mesmo, próprio, incluso e quite devem concordar em gênero e número com o substantivo que caracterizam.
Por favor, leia as informações anexas.
As próprias professoras resolveram a falta de condições das salas de aula.

Eu e você estamos quites.


9. Com as palavras bastante, caro, barato, muito, pouco, longe e meio:


As palavras bastante, caro, barato, muito, pouco, longe e meio, embora invariáveis enquanto advérbios, devem concordar em gênero e número com o substantivo que caracterizam enquanto adjetivos.


Há bastantes alunos interessados na palestra.
Essas compras ficaram muito caras!
Vou comprar aqueles chinelos baratos.
Apenas preenchi meia folha de papel com as informações necessárias.


10. Com as palavras alerta e menos:


As palavras alerta e menos, embora atuem como adjetivos, são advérbios, permanecendo sempre invariáveis.
Os cachorros ouviram barulho e ficaram alerta.
Assim, há menos confusão!


11. Com as expressões um e outro, uma e outra, num e noutro, numa e noutra:


Com as expressões um e outro, uma e outra, num e noutro, numa e noutra, o adjetivo deve ser escrito no plural, embora ao substantivo permaneça no singular.


A diretora achou um e outro funcionário cumpridores.
Você pôs isso numa e noutra gaveta arrumadas?
Concordância nominal irregular




A concordância nominal pode ser também irregular, ocorrendo silepse, ou seja, concordância mental ou figurada com um substantivo que não está explícito na frase, mas sim subentendido.


Minas Gerais é encantador! (a palavra estado está subentendida)


São Paulo é linda! (a palavra cidade está subentendida)

No caso dos advérbios, esses são invariáveis. Portanto não existe "MENAS" gente, o correto é MENOS gente, ou MENOS pessoas, ou MENOS mulheres.


Outro alerta: GRAMAS quando se refere ao peso é MASCULINO.

Duzentos, trezentos, quatrocentos, etc são numerais, portanto concordam com o substantivo peso. Logo o correto é ; Duzentos gramas de azeitona, e NÃO "Duzentas" gramas,




Fontes:
wikipedia.org
linguaportuguesadescomplicadas.blogspot.com
normaculta.com.br
google.com
soportugues.com.br

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