quarta-feira, 22 de julho de 2026

Batalha Naval do Riachuelo.






A Batalha Naval do Riachuelo, ou simplesmente Batalha do Riachuelo, travou-se a 11 de junho de 1865 às margens do arroio Riachuelo, um afluente do rio Paraná, na província de Corrientes, na Argentina. Foi evento decisivo e vitorioso, o marco da vitória brasileira na guerra sendo considerada pelos historiadores militares como uma das mais importantes batalhas da Guerra do Paraguai (1864-1870).

A data da batalha é definida como data magna da Marinha do Brasil.



Esta batalha naval colocou de um lado os paraguaios e de outro os brasileiros. O Paraguai, sem conexão com o mar, queria muito controlar os rios da bacia do Prata, pois significava uma saída para o Oceano Atlântico, ou seja, uma via de transporte de pessoas e mercadorias.



Na fase inicial da guerra, o Paraguai já havia feito importantes conquistas militares, ocupando regiões da Argentina, Mato Grosso e Rio Grande do Sul. Se saíssem vencedores da Batalha do Riachuelo, iriam controlar os rios Paraná e Paraguai e dar um importante passo na conquista do Rio Grande do Sul e do Uruguai. Desta forma, poderiam fazer comércio com outros países e até receber armas da Europa.



A vitória brasileira na Batalha do Riachuelo




A estratégia paraguaia era boa. Aproveitariam o nevoeiro intenso da madrugada para atacar os navios de guerra brasileiros. Porém, um dos navios paraguaios apresentou um problema e fez com que todos outros chegassem atrasados (9h da manhã) para o ataque, num momento que o nevoeiro já havia passado. Com boas condições climáticas e visuais, as forças navais brasileiras, lideradas pelo Almirante Barroso venceram o Paraguai nesta importante e estratégica batalha.



Principais dados da batalha:




- A frota brasileira era composta por nove navios de guerra. Já a frota paraguaia possuía 8 navios de guerra.



- Cerca de 2.500 militares brasileiros combateram na Batalha do Riachuelo.



- Na Batalha do Riachuelo, a liderança brasileira foi exercida pelo Almirante Francisco Manuel Barroso da Silva, comandante da esquadra brasileira. Sob seu comando, a Marinha do Brasil obteve uma vitória decisiva contra as forças paraguaias no rio Paraná.
Material de referência geográfica





Importância



A vitória do Brasil na Batalha do Riachuelo foi fundamental no contexto da Guerra do Paraguai, pois garantiu o domínio estratégico sobre os rios da região, enfraqueceu a força naval paraguaia e reforçou a coesão da Tríplice Aliança. Esse triunfo assegurou o controle das rotas de abastecimento e transportes, favorecendo as operações militares terrestres e contribuindo para a vitória final sobre o Paraguai, consolidando a superioridade brasileira no conflito.


Batalha Naval do Riachuelo, pintura de Oscar Pereira da Silva.



A Batalha Naval do Riachuelo é considerada um dos maiores triunfos da História das Forças Armadas do Brasil. A sua deflagração tem a ver com a Guerra do Paraguai, onde o Brasil juntava forças com a Argentina e o Uruguai. O conflito, ocorrido entre 1864 e 1870, foi resultado de uma série de disputas políticas envolvendo as nações que trafegavam na região do rio da Prata. O início da guerra só tomou forma mediante o ambicioso projeto expansionista do governo paraguaio.

Os brasileiros que lutaram na Batalha Naval do Riachuelo foram reconhecidos como heróis pela bravura e pelo sucesso na batalha. Nomes como o do Almirante Barroso, do Guarda-Marinha Greenhalgh e do Imperial Marinheiro Marcílio Dias foram imortalizados na história do País.

A Data Magna da Marinha deste ano homenageia a trajetória de Marcílio Dias. Com o slogan “Heróis do passado, transformando o presente, inspirando o futuro”, a ação conta histórias de militares que têm como referência a dedicação e o amor ao Brasil do Imperial Marinheiro.

A Marinha do Brasil comemora, todos os anos, nessa data, os feitos heroicos daqueles homens que lutaram na Batalha Naval do Riachuelo, reconhecendo-os como exemplos e lembrando seus atos às gerações que os sucederam. Nossa participação nessa batalha deixou um legado de heroísmo, bravura, superação e amor ao Brasil.

Desde a idade antiga, as guerras fazem parte da história da humanidade. Algumas tão terríveis que seria melhor esquecê-las. Entretanto, lembrá-las é uma maneira de evitá-las, ou deveria ser. Há 161 anos, uma batalha específica, travada num dos afluentes do rio Paraguai, na bacia do Prata, marcou a história do povo brasileiro.





“O Brasil espera que cada um cumpra o seu dever” – essa foi a mensagem transmitida para a frota brasileira pelo então comandante da Marinha no dia da Batalha do Riachuelo, almirante Barroso, a frase é “muito atual” e deve ser recordada nesse momento, para que os desafios do presente.

Embora os atuais desafios do Brasil tenham natureza distinta daqueles de 1865, precisam ser enfrentados com o mesmo espírito patriótico dos heróis do Riachuelo: honra, coragem lealdade e abnegação.


Fontes:

wikipedia.org
google.com
folhadolitoral.com.br
historiadobrasil.net


Hoje vamos falar de mitologia grega, especialmente da Caixa de Pandora.


Tudo começa quando o titã Prometeu rouba o fogo divino, que dava vida aos seres humanos, e o entrega para esses.






Até então a primazia de criar a vida era dos deuses, especialmente de Zeus.


O significado do feito de Prometeu foi muito importante, pois a partir de então, a vida foi dada para os seres humanos, dando-lhes autodeterminação e poder por seus destinos.


Ao roubar o fogo, Prometeu podia ficar com ele e ter o poder, mas quis dividi-lo com o Homem.


Zeus profundamente irritado e rancoroso condena Prometeu a ser acorrentado no Monte Cáucaso, e lá cumprir a sua pena de ter as entranhas devoradas por um abutre, sendo que as mesmas se regeneravam no dia seguinte, para que o suplício continuasse indefinidamente.












Vamos voltar à caixa de Pandora:


A caixa de Pandora é uma expressão muito utilizada quando se quer fazer referência a algo que gera curiosidade, mas que é melhor não ser revelado ou estudado, sob pena de se vir a mostrar algo terrível, que possa fugir de controle. Esta expressão vem do mito grego, que conta sobre a caixa que foi enviada com Pandora a Epimeteu, que era irmão de Prometeu.








Pandora foi a primeira mulher criada por Zeus, que a enviou como esposa de Epimeteu, junto com uma caixa que seria o dote, porém com instruções expressas de que não deveria ser aberta.


Ardiloso, Zeus sabia que Epimeteu era muito curioso, e assim aconteceu, ao abrir a caixa todos os males do mundo saíram dela, exceto a esperança.


Zeus, assim se vingou mais uma vez de Prometeu, que dando ao Homem a sua liberdade de criar a vida, deu também os males e o sofrimento.










A lenda grega se assemelha muito à lenda judaica do Gênesis 2:9; 2:16-17 e 3:1-24.


Deus disse para Adão e Eva que poderiam viver no Paraíso e dele tirar o seu sustento, exceto da árvore do conhecimento do bem e do mal.


Ou seja, eles seriam felizes se não conhecessem o bem nem o mal. O privilégio de indicar o que era permitido ou não, era exclusivo de Deus.


Ao serem curiosos e comerem o fruto da árvores proibida, Adão e Eva, tal qual Pandora e Epimeteu condenaram a Humanidade ao sofrimento e a todos os males.












Com isso a Humanidade convive até hoje com o conhecimento e a curiosidade, e também com o sofrimento e as benesses advindas desse conhecimento.




Fontes:
wikipedia.org
google.com.br
infoescola.com
sohistoria.com.br

terça-feira, 21 de julho de 2026



Euphrosine (Εὐφροσύνη) deusa grega, junto com suas irmãs, Thalia e Aglaea, formavam as Graças.











Alegria, bom ânimo, divertimento, festividade. Na mitologia grega, Eufrosina ou Eufrosine (Εὐφροσύνη, Eyphrosýnē) é uma das três Graças (Χάριτες, Khárites), deusas que seriam filhas de Zeus (Ζεύς, Zeús) e de Eurínome (Εὐρυνόμη, Eurynómē).





As Graças da mitologia grega, também chamadas de Charites , são deusas irmãs da beleza, graça e charme. Na mitologia romana, as Graças são chamadas de Gratiae . Seus nomes são Aglaea, que significa radiância ou beleza; Euphrosyne, que significa alegria; e Thalia, que significa florescer. Peitho, que representava a persuasão, foi posteriormente introduzida como uma quarta Graça nos escritos do poeta Hermesianax. O que as Graças pretendem representar na mitologia grega é a encarnação divina das qualidades de beleza e graça. Elas também representam atos de caridade por meio de doação de presentes, generosidade e reciprocidade.


As Caritas (ou Graças) nasceram para trazer bondade ao mundo, elas fazem parte da comitiva da Deusa Afrodite, ao lado de Eros, Hebe e Peitho, e também fazem parte da comitiva de sua madrasta Hera, ao lado de Hebe, Eileithyia e Íris.

A palavra caridade deriva da palavra grega caritas, que significa fazer o bem.

Quando a primeira mulher humana, Pandora, foi criada, os Caritas e Peitho a presentearam com colares e outros adornos.

As duas mais velhas Charites, Thalia e Euphrosyne, nunca foram registradas como casando, permanecendo virgens. Aglaea, no entanto, foi casada com Hefesto, Deus da Forja, e mais tarde teve quatro filhas.


Há uma história de uma das jovens Charites, Pasithea, sendo o interesse amoroso do antigo Deus do Sono, Hypnos. Hera prometeu a Hypnos, a mão de Pasithea em casamento se ele pudesse fazer Zeus adormecer durante um período dentro das Guerras de Troia, depois que ele completou a missão, Pasithea e Hypnos se casaram.








O trabalho das Caritas era atender os outros deuses olímpicos, especialmente durante festas e banquetes. Além disso, elas eram atendentes de Afrodite, que durante um ponto, a banhou e a ungiu em Pathos, depois que ela deixou o Olimpo, após a exposição do caso dela e de Ares, elas também eram ditas para tingir ou tecer o peplos (vestimenta) de Afrodite. Como atendentes de Afrodite, elas também dançavam em comemoração ao nascimento de Apolo com Afrodite, Hebe e Harmonia. 

Elas eram frequentemente referenciadas como dançando e cantando com Apolo e as Musas também. Píndaro também se referiu a elas como as guardiãs dos antigos Minyans e as rainhas de Orchomenus que têm seus tronos ao lado do de Apolo.




Fontes:


study.com/academy/lesson/graces
wikipedia.org
google.com
greekgoddesses.fandom.com

segunda-feira, 20 de julho de 2026



Hoje vamos falar do Inferno de Dante Alighieri.


Já falamos nesse blog do livro "A Divina Comédia", poema épico composto de três partes: Inferno, Purgatório e Paraíso, cada um com 33 cantos, com tercetos, e três personagens principais, Dante, que representa o ser humano, Beatriz que representa a fé, e Virgílio que representa a razão.
O número três é recorrente em todo poema, reportando a Santíssima Trindade.


Nessa postagem vamos tratar do Inferno, que serviu de inspiração para o livro de Dan Brown, que virou filme com o mesmo nome tendo como ator principal Tom Hanks, vivendo mais uma vez o professor Robert Langdom.







O Inferno de Dante é composto de nove círculos:


1º círculo - Limbo






Nesse primeiro círculo se encontram as pessoas que não tiveram a chance de serem batizadas e entre eles está Virgílio. Essas almas que se encontram no primeiro círculo não recebem nenhum castigo, porém, não terão a oportunidade de conhecer Deus.


2º círculo - Luxuriosos












Como se deixaram levar pelos prazeres carnais enquanto viviam, essas almas têm como castigo serem arrebatadas continuamente por ventos e furacões que representam o vício pela carne.


Nesse círculo também é possível encontrar Minos, que foi Rei de Creta enquanto viveu. Segundo a mitologia grega, após a sua morte Minos, Éaco e Radamento foram nomeados os juízes das almas.


De acordo com Dante, Minos é quem decide para qual círculo o pecador será levado.


3º círculo - Gula




É nesse círculo que se encontra Cérbero, o cão de três cabeças da mitologia grega. Lembrando que Hércules teve que enfrentar essa figura mitológica em seu 12º trabalho.


Segundo Dante, ali os que cometeram o pecado da gula são arrebatados continuamente com chuva de granizo e neve enquanto Cérbero os laceram e devoram aos poucos. Assim, os que gostavam de comer acabavam virando a comida.


4º círculo - Avareza










O guardião da entrada desse círculo é Pluto, deus da riqueza, filho de Deméter na mitologia grega.


Nesse local, o castigo dado às almas é empurrar eternamente grandes e pesadas pedras que representam suas riquezas acumuladas e que poderiam ter sido usadas de forma benéfica, mas não foram. Pelo trajeto eles vão se insultando.


5º círculo - Ira









Nesse círculo se encontram aqueles que cometeram o pecado da ira e como castigo, essas almas ficam mergulhadas se autoflagelando nas barrentas e sanguinárias águas do rio Estige, que também era um dos rios do reino de Hades na mitologia grega. No fundo do rio, sem permissão para subir, estão os rancorosos.


Lembramos que foi nesse mesmo rio que Aquiles foi mergulhado ainda bebê por sua mãe, que deixou somente o seu calcanhar de fora das águas.




Antes do próximo círculo vem o muro de Dite e a única passagem possível é uma porta que se encontra fechada. Além de ter que lidar com demônios que ficam tentando impedir a passagem, eles ainda dão de cara com Medusa e com as três Fúrias, criaturas que torturam as almas pecadoras no inferno dos gregos. Entretanto, conseguiram passar.


6º círculo - Hereges












Nesse círculo estão os hereges e lá, como castigo, os pecadores que não creem em Deus e Jesus Cristo são sepultados em túmulos flamejantes.


É aqui que podemos observar melhor essa mescla que Dante faz entre o cristianismo e a mitologia grega.


7º círculo - Violentos









A entrada desse círculo é guardada pelo Min0tauro e o espaço é subdivido em três sub-círculos:




No primeiro ficam os que foram violentos com o próximo, sendo mergulhados nas águas ferventes do rio Flegetonte, que é mais um dos rios de Hades. Vale ressaltar que as águas desse rio são compostas pelo sangue das pessoas que eles maltrataram. Às margens, centauros flecham todos aqueles que tentam fugir.


No segundo estão almas que foram violentas consigo ou com seus bens. Por não terem respeitado seus corpos em vida, elas perdem a posse sobre ele, tornando-se árvores. Até seria um castigo tranquilo se não fossem as Hárpias, monstros híbrido da mitologia grega, tendo a forma de mulher e pássaro. Elas completam o castigo arrancando pequenos pedaços das “árvores” sempre que regeneram. Já os que não valorizaram seus bens são perseguidos eternamente por cães.


No terceiro estão aqueles que foram violentos com Deus, num local ermo, com areia escaldante e fogo caindo do céu como se fosse chuva. Esse local representa o mundo contrário criado por Deus. Também se encontram aqui aqueles que não respeitaram a natureza, que Dante chamava de sodomitas, e os que foram violentos com a arte.


Separando esse círculo do próximo, existe um abismo onde fica Gerião, um gigante de três corpos que foi morto por Hércules em um de seus famosos trabalhos.


8º Círculo - Fraudadores e Maliciosos











Esse círculo também possui subdivisões, que são 10 no total:


Na primeira estão aqueles que seduziam mulheres, castigados através do açoite;
No segundo são os bajuladores, castigados com esterco;
No terceiro aqueles que fizeram a venda de favores divinos, cargos eclesiásticos e peças sagradas, são atolados em buracos com os pés para fora sendo queimados;
No quarto estão aqueles que se fizeram passar por adivinhos ou magos e seus castigos é terem seus rostos virados para trás.
No quinto são os que fizeram a negociação de cargos públicos ou furtaram seus amos, castigados por demônios que os espetam e os mergulham em um poço de piche fervente.
No sexto vêm os hipócritas, castigados com pesadas capas de chumbo dourado;
No sétimo estão os ladrões, em um eterno ciclo onde são picados por cobras, morrem e nascem para serem picados novamente;
No oitavo ficam os maus conselheiros, totalmente envolvidos em chamas;
No nono é a vez dos causadores de discórdia e confusão, que são perseguidos por demônios armados de espadas
No décimo estão os falsários, que são castigados com úlceras e feridas que ardem.




Separando esse círculo do próximo, que é o último, existe um poço repleto de gigantes rebeldes que Dante afirma serem horrorosos. Entretanto, mesmo sendo asquerosos eles foram gentis com nossos dois personagens, levando-os até o outro lado do poço.


9º Círculo - Traidores











Neste último círculo encontram-se os traidores, para quem o Diabo reservou um castigo bem peculiar: Gelo! Aqui os pecadores se encontram com gelo até a cabeça. Esse círculo também se subdivide em quatro partes menores.

Na primeira, denominada de Caína em referência a Caim da bíblia, os que traíram seu sangue estão mergulhados no gelo até o peito.

Na seguinte, denominada de Antenora, os que traíram sua pátria ou seu partido estão mergulhados no gelo até o pescoço;
Na terceira, a Ptoloméia, os que traíram seus amigos e pessoas de seu convívio ficam somente com o rosto para fora do gelo, enquanto suas lágrimas congelam os olhos;

Por fim, a Judeca em referência a Judas Iscariotes, os que traíram seus benfeitores ou senhores estão totalmente cobertos pelo gelo.

É bem no meio dessa última espiral que está Lúcifer com três cabeças, mastigando os grandes traidores da história: Cássio, Brutus e Judas.

Para conseguir chegar até o purgatório, onde Beatriz o espera, Dante atravessa o caminho pelas costas peludas do Capetão-mor, e vai em direção ao centro da terra.


Como vimos quatro dos sete pecados capitais fazem parte do Inferno de Dante: avareza, gula, luxúria e ira.
Os hereges e os pagãos também purgam no Inferno: Os primeiros por não acreditarem em Deus e os segundos por o desconhecer.
A traição, os fraudadores e os violentos também ocupam lugar no Inferno, uma vez que são inconcebíveis pela Igreja Católica.









Fontes:


mitologiagrega.net.br
kdfrases.com
google.com.br
todamateria.com.br
wikipedia.org
stelle.com.br

sexta-feira, 10 de julho de 2026



Apesar de diversas postagens sobre o tema, notamos uma certa dúvida na conjugação de verbos impessoais.
Afinal o que são verbos impessoais ?


Verbos impessoais são verbos que, não apresentando sujeito, são conjugados apenas na 3.ª pessoa do singular. Os principais verbos impessoais são o verbo haver (apenas com sentido de existir), o verbo fazer (quando indica tempo decorrido) e verbos que indicam fenômenos da natureza e atmosféricos.


Lembramos que sujeito é o que pratica a ação na frase.


Logo:



Verbo haver


O verbo haver, quando utilizado como sinônimo de existir, é um verbo impessoal, devendo ser conjugado apenas na 3.ª pessoa do singular: há, houve, havia, haverá, haveria,...


Exemplos com o verbo haver:


Há inúmeras razões para eu estar chateada com você.
Havia muitas pessoas esperando na fila.
Houve reclamações sobre o desempenho do governante.




Portanto nada de dizer "haviam" muitas pessoas. O correto é havia muitas pessoas.

Verbo fazer

O verbo fazer, quando indica tempo decorrido ou fenômeno atmosférico, é um verbo impessoal, devendo ser conjugado apenas na 3.ª pessoa do singular: faz duas semanas, faz cinco meses, faz três horas,...

Portanto nada de dizer: "Faziam" cinco anos que não te vejo.
O correto é Faz cinco anos que não te vejo.

Exemplos com o verbo fazer
Faz cinco anos que não vejo minha irmã.
Faz trinta minutos que eu estou esperando você.
Casei faz duas semanas.
Na minha cidade, faz sol todos os dias.
Faz muito calor a esta hora!

Verbos indicativos de fenômenos da natureza e atmosféricos
Verbos que indicam fenômenos da natureza e atmosféricos, como o verbo chover, anoitecer, nevar, escurecer,... são verbos impessoais, devendo ser conjugado apenas na 3.ª pessoa do singular: choveu, anoitece, nevava, escurecerá,...

Lista de verbos indicativos de fenômenos da natureza e atmosféricos:
Verbo amanhecer;
Verbo anoitecer;
Verbo escurecer;
Verbo alvorecer;
Verbo chover;
Verbo chuviscar;
Verbo nevar;


Como vemos os vemos impessoais não têm sujeito.


Não podemos falar: eu chovo, tu choves.....




Fontes:

escreverbem.com.br
conjugacao.com.br
portugues.com.br
wikipedia.org

quinta-feira, 9 de julho de 2026



A Revolta Paulista de 1924, também chamada de Revolução Esquecida, Revolução do Isidoro, Revolução de 1924 e de Segundo 5 de julho, foi a segunda revolta tenentista e o maior conflito bélico da cidade de São Paulo. Teve início na madrugada de 5 de julho e terminou em 28 de julho de 1924. A revolta foi motivada pelo descontentamento dos militares com a crise econômica e a concentração de poder nas mãos de políticos de São Paulo e Minas Gerais, a chamada política do café com leite.






Na segunda década do século passado o Brasil ainda era uma República anacrônica, pois o objetivo do Estado Brasileiro, em um “ciclo perverso”, encerrava-se em si mesmo. A população era o que menos importava! Reinava a famigerada política do “Café com Leite”, com a alternância do Executivo Federal (Presidência da República) apenas por representantes de oligarquias dos Estados economicamente majoritários, entenda-se São Paulo e Minas Gerais. Começava a se desenhar a Revolução Esquecida de 1924 .


As eleições eram manchadas pelo incrédulo voto aberto, o malicioso voto de cabresto, com o povo “exercendo cidadania” de acordo com o pensamento dos poderosos “coronés” (como eram chamados os chefes políticos locais). Tais práticas cobriam nossos sertões. O Presidente da República à época era o também oligarca Arthur Bernardes, em triste continuísmo político.








A espoleta da rebeldia nascera no Exército, através do Quartel de Santana, o tradicional 4º BC- Batalhão de Caçadores, na Rua Alfredo Pujol (hoje, Centro Preparatório de Oficiais da Reserva- CPOR/SP), no "Solar dos Andradas", dissipando-se através dos Quartéis da Força Pública da área central de São Paulo, ao longo da Av. Tiradentes.




O Quartel da Luz, no atual Regimento de Cavalaria e parte do antigo 1º Batalhão da Força Pública, hoje, 1º BPChq/ROTA), sob o comando do Major Fiscal do Regimento de Cavalaria da Força Pública MIGUEL COSTA e inúmeros outros colaboradores (destacando-se o tenente FP JOÃO CABANAS, autor do livro "A Coluna da Morte"), dominaram a cidade de São Paulo. O Quartel da Luz passa a ser a sede Revolucionária, até ser atingida por obuses legalistas, durante a dominação por 23 deias dias da cidade. Durante a Campanha a sede Revolucionária encontraria novo endereço, a Estação da Luz, a menos de 500 metros do Quartel da Luz.



General Miguel Costa

Do interior Paulista outras Unidades do Exército se levantaram, chegando à Capital, apoiando o Movimento Revolucionário, Batalhões esses de Quitaúna (região de Osasco), Itu, Rio Claro, Jundiaí e Caçapava também.


Uma resistência inesperada da Força Pública, em pleno Bairro da Luz, tomado pelos Revolucionários, destaca-se no horizonte: o 4º Batalhão da Força Pública, (hoje, 4ª BPM/I, com sede na cidade de Bauru- SP), também situado no centro nervoso da Revolução, na Av. Tiradentes, esquina com Rua Bandeirantes (Quartel hoje não mais existente), a 200 metros do Quartel da Luz da Força Pública.


O 4º Batalhão, transformou- se, segundo o tenente Benito Serpa, um de seus valentes soldados, “A Verdun Paulista”, bastião legalista, que resistiu a fúria rebelde até a fuga do Presidente do Estado para Guaiaúna, no Bairro da Penha, na Capital (hoje área abrangida pela estação do metrô Penha).


O Chefe do Executivo Paulista, Carlos de Campos, não resistindo aos ataques contra o Palácio Campos Elíseos (ainda existente, na Esquina da Av. Rio Branco x Praça Princesa Isabel), sede do Governo Paulista, no bairro de mesmo nome, em 08 de julho fugiu para Guaiaúna, após ataques sofridos no Palácio bem como nos prédios governamentais no Largo do Carmo, área central, próximo da Praça da Sé.


O intuito do Movimento era a derrubada do Presidente Arthur Bernardes, que representava a ordem vigente, arcaica, carcomida e corrompida, além da mudança radical da estrutura viciada do Estado Brasileiro, através do ensino gratuito e obrigatório, o voto secreto e uma Justiça independente.


O “5 de Julho de 1924” era originário do “Movimento Tenentista”, grupo essencialmente urbano, representante da classe média em crescimento, antagônico ao movimento ruralista e tradicional, pois almejava profundas mudanças na sociedade brasileira. Em nada se confunde com a ideologia pregada pela União das Repúblicas Socialistas Soviéticas – URSS, decorrente da Revolução Russa, de 1917.


O Movimento Tenentista teve seu batismo de fogo no mesmo dia, porém dois anos antes, na cidade do Rio de Janeiro, no episódio conhecido como "Os 18 do Forte de Copacabana", que, com semelhança ao voluntarismo dos "300 de Esparta", marcharam para a morte e pela glória na Praia de Copacabana. Ao final da peleja restaram feridos, em destaque, os Tenentes Siqueira Campos, que dá nome ao Parque Trianon, na Av. Paulista, e Eduardo Gomes, futuro Brigadeiro de nossa Força Aérea. 6 deles morreram.


Os dois já recuperados e eternos rebeldes teriam intensa participação na Revolução de 1924 bem como no comando de tropas da Coluna Miguel Costa-Prestes pelo Brasil. O ano de 1922 na História brasileira foi no mínimo diferenciado, pois outros dois episódios fecharam-no: Semana de Arte Moderna e fundação do Partido Comunista do Brasil!


Alguns anos antes, em 1917, durante a Greve Geral de São Paulo, surgiria para os anais da História brasileira a figura do então capitão de Cavalaria MIGUEL COSTA. O Cavalariano, em determinada ação, recebera ordens governamentais para dissipar os manifestantes. Já na atividade policial, recebeu uma pedrada na testa, lançada por um dos grevistas mais exaltado.

Palácio dos Campos Elísios


Segurando sua tropa, apeou de seu cavalo e se pôs a conversar com os grevistas. Recebeu o convite para verificar as precárias condições em que viviam as pessoas. Aceitou o convite. Influenciado pelas condições subumanas que seus olhos constataram, o estado de abandono e promiscuidade em que viviam nos cortiços os operários, imigrantes, migrantes, crianças, mulheres, idosos etc.


Auxiliou na negociação da primeira greve no Brasil, servindo-se como intermediário entre os paredistas e as autoridades constituídas. Muitos dos moradores daqueles casebres eram seus soldados com suas famílias... Com certeza aquela vistoria de 1917 incrementou sua visão humanista, pois foi testemunha presencial das condições adversas de vida no Brasil naquele primeiro quarto do século passado.


Mas, enquanto persistia o "Julho Revolucionário de 1924", a situação na Cidade, durante o domínio rebelde, só piorava.




Por estúpida decisão de Arthur Bernardes, apoiada por Carlos de Campos bem como no Ministro da Guerra, general Setembrino de Carvalho, decidiram bombardear a Cidade Aberta, mesmo sem alvos essencialmente militares, com os destruidores canhões de 75 e 105 mm. Era o chamado “bombardeio terrificante”, tão usado pelos litigiosos durante a I Guerra Mundial. O Governo situacional, através dos canhões e de sua debutante aviação, em total desrespeito à população civil, arrasou bairros populares (e operários) como Moóca, Brás, Penha, Belém, Centro, Ipiranga, Perdizes, Vila Mariana, Paraíso, dentre outros, agraciados com as bombas que levavam o beijo da morte...


Prédio bombardeado na Rua 21 de abril (Belém)



A Cidade era habitada por aproximadamente 700.000 almas, muitas das quais simpatizantes dos rebeldes. Em decorrência das "bombas legalistas" ocorreu um gigantesco êxodo da cidade, pois em torno de 300.000 pessoas abandonaram-na, a pé, de trem, carroças, carros, à cavalo etc.. Sempre ela, a Guerra, fazendo vítimas civis, similar ao que ocorre hoje na Síria, um Estado retalhado por concepções políticas, ideológicas e religiosas radicais.




Deflagrada na capital paulista em 5 de julho de 1924, a revolta ocupou a cidade por 23 dias, forçando o presidente do estado, Calos de Campos, a fugir para o bairro da Penha, em 9 de julho, depois de ter sido bombardeado o Palácio dos Campos Elíseos, sede do governo paulista na época. Carlos de Campos ficou instalado em um vagão adaptado na estação Guaiaúna, da Central do Brasil, onde se encontravam as tropas federais vindas de Mogi das Cruzes.






No interior do estado de São Paulo aconteceram rebeliões em várias cidades, com tomada de prefeituras no estado de São Paulo.


Com ataque aéreo do governo federal, a revolta foi controlada.Isidoro Dias Lopes e Juarez Távora planejaram, então, um ataque àquela cidade. A derrota em Três Lagoas, no entanto, foi a maior derrota de toda esta revolta. Um terço das tropas revoltosas morreu, feriram-se gravemente, ou foram capturadas. Os tenentistas recuaram rumo ao sul do Brasil, na cidade de Foz do Iguaçu, unindo-se aos oficiais gaúchos comandados por Luís Carlos Prestes, no que veio a ser o maior feito guerrilheiro no Brasil até então: a Coluna Prestes.
Ouvi muitas histórias de minha avó Laura, que na época vendia verduras pelas ruas de São Paulo, afirmando que quando saia de madrugada para ir até o Mercado Municipal da Cantareira via muitos corpos espalhados pelas ruas.






A coluna, durante mais de dois anos, percorreu 24 mil quilômetros e 13 Estados da federação. Foi combatida por todos os tipos de adversários: forças regulares, conduzidas pelo General Cândido Mariano da Silva Rondon e Coronel Bertholdo Klinger, milícias · estaduais, jagunços, assaltantes e cangaceiros









Enfrentou efetivos superiores ao seu, que era de 1.500 homens, sem que nunca lhe tivesse sido infligida uma única derrota séria.
Luís Carlos Prestes ( O cavaleiro da esperança)






Fonte:


Wikipedia.org
google.com
eb.mil.br/exercito-brasileiro
historiadobrasil.net
ulimosegundo.ig.com.br
saopauloinfoco.com.br


Em 9 de Julho de 1932 começa a chamada Guerra Paulista.






Também chamado de "guerra civil" e "revolução", o movimento armado paulista pretendia destituir Getúlio Vargas da presidência do país. O gaúcho assumira o poder em 1930, após um golpe de Estado que colocou por terra a República Velha e retirou de São Paulo e Minas Gerais o protagonismo na política nacional.


A elite paulista, liderada pelos setores cafeicultor e industrial, organizou o levante para garantir a retomada dos privilégios. Outra demanda era a abertura de uma Assembleia Constituinte, o que explica o nome do movimento.


A elite paulista da época composta de cafeicultores que dominavam a chamada "República Velha" ao lado de Minas Gerais com a política do café com leite, não queria perder seus privilégios de traçar políticas econômicas que beneficiavam seus negócios. Estavam poucos interessados; enquanto estavam no poder, de Liberdade, Igualdade e Fraternidade e tampouco faziam menção a uma Constituinte.


É claro que Getúlio Vargas era um presidente ilegítimo, ditador que tomou o poder na escora da Revolução Tenentista de 1930 e governava o país com pulso firme e sem liberdades individuais, mas a elite paulista não lutava de verdade por isso e sim para manter seus privilégios.


Ao reivindicar a autonomia paulista, integrantes e apoiadores do movimento lançavam mão, diversas vezes, de discurso xenófobo e racista. Os nordestinos, por exemplo, era comum que fossem chamados de “cabeças chatas”, como lembra Quartim de Moraes. “Não é a toa que uma das organizações de apoio ao levante armado de 1932 se chamava ‘Liga pela Constituição e pela Ordem, de paulistas de nascimento'. O principal argumento dos que sustentavam essa visão era seu pujante desenvolvimento econômico em oposição ao atraso dos outros estados”, lembra.


O conflito teve início em 9 de julho de 1932 e só terminou em 2 de outubro do mesmo ano. São Paulo foi o centro da revolta e o campo de batalha com as tropas federais, mas o movimento teve apoio de outros estados: parte de Minas Gerais, Mato Grosso, Bahia e Amazonas enviaram apoio para a luta.




Nas ruas de São Paulo, o levante também ganhou a adesão significativa da população, como explica o historiador Quartim de Moraes.


Os mais pobres que eram a maioria da população foram "condicionados" com propagandas ufanistas e sentimentos de patriotismo a se engajar na luta armada, apesar que caso saíssem vencedores as classes mais pobres não lucrariam nada com a vitória, continuariam a ser discriminados pela elite paulista.








“Os defensores do levante paulista de 1932 costumam exaltar a unanimidade do movimento. De fato, independentemente dos métodos de convencimento, o apoio à luta armada foi bastante generalizado em São Paulo. Pessoas das mais diferentes posições políticas, classes sociais e origens se manifestaram a favor do levante. Porém, ainda que minoria, não faltaram os que se opusessem a guerra”, explica o historiador em seu livro.










Estima-se que 35 mil paulistas lutaram contras 100 mil homens das forças federais. Getúlio Vargas seguiu no poder até 1945. Em 1934, uma nova Constituição foi elaborada, principal reivindicação do levante de 1932.


No total, foram 87 dias de combates (de 9 de julho a 4 de outubro de 1932 - sendo os últimos dois dias depois da rendição paulista), com um saldo oficial de 934 mortos, sendo 830 paulistas, embora estimativas, não oficiais, reportem até 2 200 mortos, sendo que numerosas cidades do interior do estado de São Paulo sofreram danos devido aos combates.




Fontes:
seuhistory.com
brasildefato.com.br
google.com
wikipedia.org
g1.globo.com

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