quarta-feira, 18 de março de 2026



Hoje vamos falar de Zélia Gattai.







Descendentes de imigrantes italianos, Zélia nasceu e viveu em São Paulo, em 02 de julho de 1916, filha de Ernesto e Angelina Gattai, viveu a efervescência das décadas de 20, 30 e 40, quando São Paulo recebia um grande número de imigrantes, especialmente italianos, portugueses e espanhóis, que traziam além da força de trabalho, suas ideias políticas, especialmente do anarquismo.

Participava com os pais de reuniões do movimento anarquista.





Aos vinte anos casou-se com Aldo Veiga, um militante intelectual e comunista.
Desse casamento teve um filho em 1942, Luiz Carlos. O casamento durou oito anos.
Leitora de Jorge Amado, o conheceu em 1945, três anos depois do fim do primeiro casamento. Se apaixonou por ele e se casaram, vivendo juntos até a morte do escritor em 2001.


Zélia e Jorge Amado


Em 1947, depois do Partido Comunista ter sido declarado ilegal, e com um filho de um ano do casamento com Jorge, eles se viram obrigados a exilar.
Viveram na França e Checoslováquia, onde nasceu a filha Paloma.


Zélia, Jorge Amado e os filhos João Jorge e Paloma




Durante o período de exílio, Zélia fez curso de língua francesa, e civilização francesa e fonética na Sobornne.

Durante a permanência na Europa tiveram contato com artistas e intelectuais como Pablo Neruda, Jean-Paul Sartre sua esposa Simone de Beauvoir e o pintor Pablo Picasso.




Zélia, Sartre, Simone de Beauvoir, Jorge Amado e mãe senhora do Axé Opó (1960)




De volta ao Brasil, primeiro para o Rio de Janeiro e depois em definitivo para Salvador - Bahia.




Casa de Itapuã - Salvador - BA


Aos 63 anos publicou seu primeiro livro "Anarquistas graças a Deus", que baseou uma minissérie na Rede Globo. Conta a história de seu pai e sua família de imigrantes italianos.
Seu segundo livro foi "Um chapéu para viagem" que retrata a vida dela e da família co Jorge Amado.





Além desses ainda publicou outros livros de memórias, de fotografia e de literatura infantil.


Em 2001 foi eleita para Academia Brasileira de Letras, na cadeira 23 que tinha sido de Jorge Amado.


Zélia Gattai - Imortal



Zélia Gattai morreu em 17 de maio de 2008 , em Salvador, de problemas no aparelho digestivo.






Fontes:

educacao.uol.com.br/biografias/zelia-gattai.
wikipedia.org/wiki/Zelia_Gattai
google.com
todamateria,.com.br

terça-feira, 17 de março de 2026



Simone de Beauvoir foi escritora, filósofa, intelectual, ativista e professora. Integrante do movimento existencialista francês, Beauvoir foi considerada uma das maiores teóricas do feminismo moderno.

Uma de suas frases mais célebres é:

“Ninguém nasce mulher: torna-se mulher”.






Nascida em Paris, em 09 de janeiro de 1908, era a primogênita de duas irmãs, filha de um casal descendente de famílias tradicionais, porém decadente. Seu pai era o advogado Georges Bertrand de Beauvoir, ex-membro da aristocracia francesa, enquanto a mãe era Françoise Brasseur, membro da alta burguesia francesa. Ela estudou em uma escola católica privada até os 17 anos. Depois de passar no vestibular de matemática e filosofia, acabou por estudar matemática no Instituto Católico de Paris, literatura e línguas no colégio Sainte-Marie de Neuilly, e em seguida, filosofia na Universidade de Paris (Sorbone), onde conheceu outros jovens intelectuais, como Maurice Merleau-Ponty, René Maheu e Jean-Paul Sartre, com quem manteve um relacionamento aberto  por toda a vida.

Ou seja, ambos não eram adeptos da monogamia e, portanto, tiveram outros parceiros sexuais ao longo da vida. Assim, nenhum deles chegou a casar ou ter filhos.



Simone e Sartre


Sua obra literária é vasta, Simone produziu diversas obras relacionados com filosofia, política e sociologia. Escreveu romances, novelas, peças de teatro, ensaios e autobiografias:

A Convidada (1943)

O Sangue dos Outros (1945)

O Segundo Sexo (1949)

Os Mandarins (1954)

Memórias de uma moça bem-comportada (1958)

Uma Morte Suave (1964)

A Mulher Desiludida (1967)

A Velhice (1970)

Tudo Dito e Feito (1972)

A Cerimônia do Adeus (1981)




Sem dúvida, sua grande contribuição foi no campo dos estudos sobre o feminismo e na luta da igualdade de gênero. Aliado a isso, Beauvoir foi adepta da teoria existencialista, onde a liberdade é a principal característica.

Em sua obra “O segundo sexo” Simone aborda sobre o papel da mulher na sociedade e a opressão feminina num mundo dominado pelo homem. O livro foi considerado agressivo e incluído na lista de negra do Vaticano.

No romance existencialista “Os Mandarins” Simone retrata a sociedade francesa no pós-guerra onde temas políticos, morais e intelectuais são discutidos pela autora. Com essa obra, Beauvoir recebeu o Prêmio Goncourt.

De suas autobiografias merece destaque a obra “Memórias de uma moça bem-comportada” onde Simone apresenta relatos reais de sua vida com foco nos dogmas da igreja e nos comportamentos da sua família burguesa. Nessa obra, também podemos notar o feminismo de Beauvoir.

Uma de suas ideias mais polêmicas está relacionada com o casamento e a maternidade. Para ela, o casamento é uma instituição problemática e falida da sociedade moderna.

E a maternidade, é uma espécie de escravidão, onde a mulher abdica de sua vida tendo a obrigação de casar, procriar e cuidar da casa. Sendo assim, para Simone a mulher deve ter autonomia.

Nas palavras da autora:




“Casamento é o destino tradicionalmente oferecido às mulheres pela sociedade. Também é verdade que a maioria delas é casada, ou já foi, ou planeja ser, ou sofre por não ser.”

“Não são as pessoas que são responsáveis pelo falhanço do casamento, é a própria instituição que é pervertida desde a origem.”

“A humanidade é masculina e o homem define a mulher não em si, mas relativamente a ele: ela não é considerada um ser autônomo.”



Apesar de De Beauvoir ter tido um relacionamento de longa data com Sartre, ela era conhecida por ter várias amantes do sexo feminino. A natureza de alguns desses relacionamentos, alguns dos quais começaram enquanto trabalhava como professora, levou a uma controvérsia biográfica.

Uma ex-aluna, Bianca Lamblin (originalmente Bianca Bienenfeld), em seu livro Mémoires d'une jeune fille dérangée, escreveu que quando era estudante tinha sido abusada por sua professora (De Beauvoir), que estava em seus trinta anos na época. Em 1943, De Beauvoir chegou a ser suspensa do seu trabalho de ensino, devido a uma acusação de que em 1939 ela tinha seduzido a aluna Natalie Sorokine, então com 17 anos. Os pais de Sorokine fizeram acusações formais contra de Beauvoir e, como resultado, ela teve sua licença para lecionar na França revogada permanentemente.



Em 1981, ela escreveu La Cérémonie Des Adieux (A Cerimônia de Adeus), um doloroso relato sobre os últimos anos de Sartre. Na abertura de Adieux, De Beauvoir observa que é a única grande obra publicada por ela que Sartre não leu antes de ser publicada.

Ela esteve no Brasil em 1960, a convite de Jorge Amado e Zélia Gattai ela e Sartre eram amigos do casal.

Zélia, Sartre, Simone, Jorge Amado e mãe Senhora



Visitou: Recife, Salvador, Rio de Janeiro, Brasilia e São Paulo.


Sartre e Simone com Juscelino Kubitschek





Simone de Beauvoir morreu em 1986 de pneumonia em Paris, aos 78 anos de idade. Seu corpo encontra-se sepultado no mesmo túmulo de Jean-Paul Sartre no Cemitério de Montparnasse, na capital francesa.



Fontes:

wikipedia.org
google.com
todamateria.com.br
super.abril.com.br

segunda-feira, 16 de março de 2026



Hoje vamos falar da escritora francesa Collete.






Foi atriz de music hall , envolveu-se na resistência antinazi, fez um ballet para a Ópera de Paris, colaborou com Maurice Ravel, tornou-se uma escritora de renome, mas Sidonie- -Gabrielle Colette (1873-1954) foi, acima de tudo, uma mulher muito à frente do seu tempo.


Collete
28/01/1873-03/08/1954


A controvérsia acompanhou-a, desde que, aos 27 anos, publicou o primeiro livro - Claudine à l'École - respondendo ao desafio que lhe fora lançado pelo marido para escrever sobre as suas recordações de infância e juventude. Colette acedeu, mas a série Claudine (pelo menos quatro livros) seria assinada por 'Willy', a alcunha do marido, Henry Gauthier-Villars.





Primeiro livro da série Claudine, escrito pela autora Colette no início do século XX. Claudine é uma moça francesa de 15 anos que vive numa cidade pequena e é famosa pela sua vivacidade, argúcia e ocasional insolência. Vive apenas com o pai, um desligado estudioso de lesmas, enquanto procura se situar e desfrutar do mundo adulto. Claudine vê e participa dos acontecimentos à sua volta com uma mistura entre malícia e inocência, aproveitando cada momento.








Colette e Willy


Terão sido, aliás, as aventuras extraconjugais de 'Willy' e a depressão que elas lhe provocaram que levaram a jovem Colette a livrar-se para sempre do papel de mulher submissa e de... esposa traída, que trocou por uma vida de liberdade. Esta, na Paris do início do século XX, conduzia diretamente ao escândalo.

Seu livro "A vagabunda" (la vagabunde) é um romance francês, escrito em 1910, descreve a vida de Rennée Néré, uma atriz que rejeita o homem que ama para perseguir, à sua maneira, a independência. Ela sentia-se muito melhor nesse mundo onde não se valorizava o casamento nem as instituições, mas sim a satisfação dos sentidos e a plenitude sexual. É um retrato colorido das casas de espetáculos e os atores do começo do século 20 em Paris. Poético e objetivo, o livro é um incentivo às mulheres para extrair seus desejos, realizar seus sonhos e justificar sua existência.






A lista dos seus amantes - homens e mulheres, reais ou presumidos - é extensa e vai desde Josephine Baker (com quem se terá cruzado nos tempos em que mostrava os seus espetáculos no Moulin Rouge ou no Bataclan)



 
 Josephine Baker

Até Maurice Goudeket, que acabaria por ser o seu terceiro e último marido.




Maurice e Collete



O escândalo terá dado frutos. Simone de Beauvoir reivindica a importância do seu exemplo na libertação do "segundo sexo". Para lá do escândalo, estava a escrita. Os seus livros (para os quais aproveita muitos episódios autobiográficos) contam histórias de relações amorosas num estilo poderoso e aproveitando uma capacidade de observação aperfeiçoada ao longo dos anos. No fim, era respeitada e até admirada e pertencia à Academia Goncourt. Em Dezembro de 1954, quando é atribuído o prémio a Os Mandarins, de Simone de Beauvoir, o júri do Goncourt ainda estava de luto pela morte de Colette, quatro meses antes. Celebrava-se uma passagem de testemunho.








Filme sobre a vida de Collete de Mara Phelps, conta sua vida seus amores, seu casamento fracassado com Willy, sua bissexualidade , sua luta contra a discriminação e pela liberdade feminina.

Seus livros chocaram as cabeças bem pensantes da época e seus livros eram guardados à chave, para que as meninas de boas famílias não pudessem ter-lhes acesso, inclusive colocados no Índex, do Vaticano. Divorciada (1906) tornou-se atriz do teatro de variedades, experiência que rendeu livros como La Vagabonde (1910) e L'Envers du music-hall (1913). Durante a primeira guerra mundial, tornou-se jornalista; depois dedicou-se à literatura. Na década seguinte tornou-se célebre como escritora, abordando as inquietações da juventude do pós-guerra, sob o pseudônimo literário de Colette. Foi eleita (1945) para a Academia Goncourt e recebeu a Legião de Honra, e morreu em Paris. Em sua obra fala das dores e dos prazeres do amor e são notáveis pela evocação sensorial de sons, sabores, cheiros, texturas e cores.







Colette e Mathilde "Missy" de Morny, uma de suas amantes, pintora e escultora.




Foram sucesso livros como Chéri (1920), Le Blé en herbe (1923), La Maison de Claudine (1922), La Chatte (1933), Duo (1934), Gigi (1944), L'Étoile Vesper (1947) e Le Fanal bleu (1949). Um das glórias da França e da Literatura, escreveu livros, aparentemente destinados a meninas bem comportadas que, afinal, eram tão escandalosos como a vida da autora. Foi a primeira mulher francesa a ter direito a um funeral de Estado, apesar de o arcebispo de Paris ter recusado oficiar a cerimônia religiosa, o que suscitou críticas de católicos devotos como Graham Greene, e até hoje causa admiração e suscita controvérsias.










"Petite-fille et nièce adorée de deux demi-mondaines, Gigi s’applique à manger délicatement du homard à l’américaine, à distinguer une topaze d’un diamant jonquille et surtout à ne pas fréquenter « les gens ordinaires ». On lui apprend son futur métier de grande cocotte. Mais Gigi et Gaston Lachaille, le riche héritier des sucres du même nom, en décident autrement… Gigi, un des rares romans d’amour heureux de Colette, donne son titre à ce recueil qui réunit trois autres nouvelles : « L’enfant malade », « La dame du photographe » et « Flore et Pomone »."

Gigi suivi de trois nouvelles.




"Neta e sobrinha adorada por duas mulheres meio mundanas, a Gigi se aplica para comer delicadamente lagosta de estilo americano, para distinguir uma topázio de um narciso de diamante e, em especial, não frequentar "pessoas comuns". Ensinamos-lhe o seu futuro trabalho de grande caçarola. Mas Gigi e Gaston Lachaille, o rico herdeiro dos açúcares do mesmo nome, decidem de outra forma ... Gigi , uma das raras novelas de amor de Colette, dá o título a esta coleção que reúne outras três histórias curtas: " A criança doente " , " A dama do fotógrafo " e " Flora e Pomona "."





Collete era conhecida também por suas frases:


"Quando somos amados, não duvidamos de nada. Quando amamos, duvidamos de tudo".

"O difícil não é dar, é não dar tudo".

"A total ausência de senso de humor torna a vida impossível".

"À força de prazeres a nossa felicidade cai no abismo".


Sidonie Gabrielle Colette viveu na Paris dos anos vinte, onde floresceu uma das mais radiantes gerações de artistas do século XX.
Desde escritores como Hemingway, Scott FitzGerald, como pintores como Picasso, Dali, e Modigliani até cineastas como Luís Buñel e compositores como Cole Potter.


Paris at 21 Petter Allen



Fontes:
wikipedia.org
youtube.com
skoob.com.br
kdfrases.com
livrariacultura.com.br

sexta-feira, 13 de março de 2026



Plural dos substantivos compostos.


Beija-flor / Beija flores






O Plural dos Substantivos Compostos é feito mediante duas situações. Uma delas se refere à forma como ele é escrito.


Se o substantivo composto for escrito sem hífen, basta acrescentar o “s”, tal como acontece com a grande parte das palavras que passam para o plural. Exemplos: claraboia(s), ferrovia(s), passatempo(s).


A outra situação que deve ser observada é como o substantivo que escrito com hífen é formado (por verbo + substantivo, por palavras unidas por preposição, por palavras repetidas, entre outros). Nesses casos, algumas regras devem ser observadas.







Regras dos Substantivos Compostos com Hífen


1) Substantivo + substantivo que especifica o primeiro


Apenas o primeiro elemento passa para o plural. Exemplos: caneta-tinteiro (canetas-tinteiro), salário-família (salários-família), banana-prata (bananas-prata).


2) Palavras unidas por preposição


Apenas o primeiro elemento passa para o plural, tal como a regra acima.

Exemplos: estrela-do-mar (estrelas-do-mar), mula-sem-cabeça (mulas-sem-cabeça), peroba-do-campo (perobas-do-campo).


3) Verbo ou advérbio + substantivo ou adjetivo


Apenas o segundo elemento passa para o plural. Exemplos: abaixo-assinado (abaixo-assinados), beija-flor (beija-flores), sempre-viva (sempre-vivas).


4) Palavras repetidas ou onomatopaicas:




Apenas o segundo elemento passa para o plural, tal como a regra acima.

Exemplos: pingue-pongue (pingue-pongues), teco-teco (teco-tecos), tique-taque (tique-taques).


5) Palavra variável + palavra variável


Os dois elementos passam para o plural. Lembrando que são palavras variáveis substantivos, verbos, adjetivos, pronomes, artigos e numerais. Exemplos: cota-parte (cotas-partes), mão-boba (mãos-bobas), segunda-feira (segundas-feiras).



Quando o substantivo composto é formado por duas palavras variáveis (ou seja, que têm uma forma no singular e outra no plural), geralmente sendo substantivos ou adjetivos, então os dois elementos podem ir para o plural.

cavalo-marinho → cavalos-marinhos

couve-flor → couves-flores

mestre-sala → mestres-salas

segundo-tenente → segundos-tenentes

terça-feira → terças-feiras




Fontes:

todamateria.com.br
google.com.br
brasilescola.uol.com.br

quinta-feira, 12 de março de 2026



Verbos Anômalos, Defectivos e Abundantes.





• Anômalos: verbos que apresentam mais de um radical ao serem conjugados.

Exemplo: verbo ser e ir.

No verbo ser ocorrem radicais diferentes, note pela diferença entre: seja, era.

No verbo ir, da mesma forma: vou, fui, irei.




Verbo ser:
Eu sou feliz contigo.
Eu fui feliz contigo.
Eu era feliz contigo.


Verbo ir:
Eu vou embora agora.
Eu fui embora ontem.
Eu irei embora amanhã.


O verbo ser e o verbo ir são os principais verbos anômalos. Há, contudo, diversos outros verbos que, apresentando uma irregularidade intensa no seu radical, podem ser considerados anômalos:
Verbo estar;
Verbo haver;
Verbo pôr;
Verbo saber;
Verbo ter;




• Defectivos: não se apresentam em todas as flexões.
Exemplos:


verbo abolir verbo reaver



Presente do indicativo Presente do indicativo
Eu # Eu #
Tu aboles Tu #
Ele abole Ele #
Nós abolimos Nós reavemos
Vós abolis Vós reaveis
Eles abolem Eles #









Os Verbos Defectivos podem ser: impessoais, unipessoais e pessoais.

Verbos defectivos impessoais


Os verbos defectivos impessoais não têm sujeito. Além dos verbos que manifestam fenômenos naturais, o verbo haver (no sentido de existir) e o verbo fazer (no sentido de tempo decorrido) são verbos impessoais e, assim, são normalmente conjugados na 3.ª pessoa do singular.


Exemplos:

Anoitece mais tarde no verão.
Trovejou durante todo o dia.
Venta muito naquela cidade.
Verbos defectivos unipessoais


Os verbos defectivos unipessoais indicam vozes dos animais e, assim, são normalmente conjugados na 3.ª pessoa do singular e do plural.


Exemplos:
Acordei logo que o galo cocoricou.
Assustou-se quando a vaca mugiu.
As abelhas zunem.
Verbos defectivos pessoais


Os verbos defectivos pessoais são verbos que, ao contrário dos impessoais, têm sujeito, mas não são conjugados em todas as formas.


Exemplos:

Vou colorir esta parte, enquanto ele colore aquela. (Uma vez que não existe “eu coloro”, substituímos por outra forma: “Vou colorir”)
Ressarcindo os clientes, o gerente da loja pediu desculpas pelos danos causados. (Uma vez que não existe “ela (a loja) ressarce”, substituímos por outra forma: “Ressarcindo”)
Ele retruca tudo o que falo. Parece que gosta mesmo de retorquir! (Uma vez que não existe “ele retorque”, substituímos pelo sinônimo retrucar: “Ele retruca”)



Abundantes: apresentam duas ou mais formas equivalentes.
Exemplo:




aceitar aceitado aceito
acender acendido aceso
corrigir corrigido correto
eleger elegido eleito
emergir emergido emerso
entregar entregado entregue
encher enchido cheio
expelir expelido expulso
extinguir extinguido extinto
fritar fritado frito
imergir imergido imerso
imprimir imprimido impresso
inserir inserido inserto
limpar limpado limpo
matar matado morto




Fontes:

conjugacao.com.br
brasilescola.uol.com.br
todamateria.com.br
google.com

quarta-feira, 11 de março de 2026



Concordância Nominal






Concordância nominal ocorre quando há concordância em gênero (masculino ou feminino) e número (plural ou singular) entre o substantivo e o adjetivo que o caracteriza.

Exemplos de concordância nominal:


A menina estudiosa passou no vestibular.
O menino estudioso passou no vestibular.
As meninas estudiosas passaram no vestibular.
Os meninos estudiosos passaram no vestibular.


A principal regra de concordância nominal é que um adjetivo, caracterizando um único substantivo, concorda em gênero e número com esse substantivo.


Apesar disso, ocorre também concordância nominal entre um pronome ou numeral substantivo e diversos termos da oração que se relacionam com eles, como artigos, pronomes adjetivos, numerais adjetivos e particípios.

Concordância em gênero e número


Masculino e plural:

Seus olhos castanhos olhavam-me silenciosamente!


Feminino e singular:

A blusa amarela é minha.

Casos específicos de concordância nominal


1. Adjetivo caracterizando vários substantivos:


O adjetivo concorda em gênero e número com o substantivo que está mais próximo.

A faca e o garfo dourado estão na gaveta.
O garfo e a faca dourada estão na gaveta.
As facas e os garfos dourados estão na gaveta.
Os garfos e as facas douradas estão na gaveta.




Nesse caso o adjetivo branco concordou com o substantivo mais próximo (cachorro).


Pode também assumir a forma no masculino plural, na existência de um substantivo masculino e um feminino.


A faca e o garfo dourados estão na gaveta.
O garfo e a faca dourados estão na gaveta.




Com substantivos do mesmo gênero no singular, o adjetivo pode ficar no singular ou no plural.

Viram a rua e a casa deserta.
Viram a rua e a casa desertas.




Se forem substantivos próprios ou substantivos que exprimam graus de parentesco, o adjetivo deve ficar no plural.

Meus simpáticos tios e tias me fizeram uma surpresa.

Os felizes, Pedro e Álvaro foram os campeões do torneio.

2. Adjetivo caracterizando pronomes pessoais:

O adjetivo concorda em gênero e número com o pronome a que se refere.

Ela ficou animada com a notícia.
Ele ficou animado com a notícia.
Elas ficaram animadas com a notícia.
Eles ficaram animados com a notícia.


3. Vários adjetivos no singular caracterizando um único substantivo:


O substantivo permanece no singular quando há presença de um artigo entre os adjetivos, mas fica no plural quando os adjetivos se apresentam sem artigos ou outros determinantes.
Fiquei aprendendo coisas novas com a professora americana e a francesa.


4. Verbo ser + adjetivo:


O adjetivo faz concordância com o substantivo quando há presença de artigos ou outros determinantes, mas permanece no masculino e no singular quando o substantivo se apresenta isolado.

A alegria é benéfica para todos!
Alegria é benéfico para todos!


5. Pronome indefinido neutro + de + adjetivo:


Com os pronomes indefinidos neutros nada, algo, muito, tanto,… mais a preposição de, o adjetivo deve ficar no masculino e no singular.


Ela não tem nada de encantador.
Ele não tem nada de encantador.
Elas não têm nada de encantador.
Eles não têm nada de encantador.


6. Palavra só como adjetivo:

Tendo o significado de sozinho, a palavra só atua como adjetivo, devendo concordar em número com o substantivo que caracteriza.


Meu avô está só.
Meus avós estão sós.




7. Com as expressões é proibido, é necessário, é bom, é preciso e é permitido:


Com as expressões: é proibido, é necessário, é bom, é preciso e é permitido, o adjetivo permanece no singular e no masculino, mantendo-se invariável, quando não há presença de artigos ou outros determinantes do substantivo.


É proibido visitação das instalações durante horário laboral.

É necessário respeito e tolerância para se viver em sociedade.




Quando há presença de artigos ou outros determinantes do substantivo, o adjetivo varia em gênero e número.
É proibida a visitação das instalações durante o horário laboral.
São necessários muito respeito e muita tolerância para se viver em sociedade.


8. Com as palavras anexo, obrigado, mesmo, próprio, incluso e quite:


As palavras anexo, obrigado, mesmo, próprio, incluso e quite devem concordar em gênero e número com o substantivo que caracterizam.
Por favor, leia as informações anexas.
As próprias professoras resolveram a falta de condições das salas de aula.

Eu e você estamos quites.


9. Com as palavras bastante, caro, barato, muito, pouco, longe e meio:


As palavras bastante, caro, barato, muito, pouco, longe e meio, embora invariáveis enquanto advérbios, devem concordar em gênero e número com o substantivo que caracterizam enquanto adjetivos.


Há bastantes alunos interessados na palestra.
Essas compras ficaram muito caras!
Vou comprar aqueles chinelos baratos.
Apenas preenchi meia folha de papel com as informações necessárias.


10. Com as palavras alerta e menos:


As palavras alerta e menos, embora atuem como adjetivos, são advérbios, permanecendo sempre invariáveis.
Os cachorros ouviram barulho e ficaram alerta.
Assim, há menos confusão!


11. Com as expressões um e outro, uma e outra, num e noutro, numa e noutra:


Com as expressões um e outro, uma e outra, num e noutro, numa e noutra, o adjetivo deve ser escrito no plural, embora ao substantivo permaneça no singular.


A diretora achou um e outro funcionário cumpridores.
Você pôs isso numa e noutra gaveta arrumadas?
Concordância nominal irregular




A concordância nominal pode ser também irregular, ocorrendo silepse, ou seja, concordância mental ou figurada com um substantivo que não está explícito na frase, mas sim subentendido.


Minas Gerais é encantador! (a palavra estado está subentendida)


São Paulo é linda! (a palavra cidade está subentendida)

No caso dos advérbios, esses são invariáveis. Portanto não existe "MENAS" gente, o correto é MENOS gente, ou MENOS pessoas, ou MENOS mulheres.


Outro alerta: GRAMAS quando se refere ao peso é MASCULINO.

Duzentos, trezentos, quatrocentos, etc são numerais, portanto concordam com o substantivo peso. Logo o correto é ; Duzentos gramas de azeitona, e NÃO "Duzentas" gramas,




Fontes:
wikipedia.org
linguaportuguesadescomplicadas.blogspot.com
normaculta.com.br
google.com
soportugues.com.br

sexta-feira, 6 de março de 2026

Dando continuidade as postagens sobre os bandeirantes hoje vamos falar de Raposo Tavares.


Antonio Raposo Tavares, o velho nasceu em São Miguel dos Pinheiros, distrito de Beja em Portugal em 1598 e morreu em São Paulo em 1659.





Em 1618 Embarca para o Brasil em companhia de seu pai que iria representar D. Álvaro Pires de Castro, donatário da capitania de Itamaracá, São Vicente e Santo Amaro. Seu pai assumiu a Capitania de São Vicente, da qual fazia parte a Vila de São Paulo.



Em 1622 casa-se com Beatriz Furtado de Mendonça, filha do bandeirante Manuel Pires e juntos tiveram dois filhos. Ficou viúvo e só depois de dez anos casa-se com Lucrécia Leme Borges de Cerqueira, também solteira e mãe de oito filhos. Lucrécia era filha do bandeirante Fernão Dias Pais. Juntos tiveram uma filha.

Nessa época, capturar índios e vendê-los rendia um bom dinheiro. A partir de 1624 o comércio se intensificou, quando a Holanda invadiu a Bahia e dificultou a vinda de escravos africanos. Teve início as "Bandeiras" para capturar os indígenas.

Foi juiz ordinário da Vila de São Paulo e Ouvidor de toda a capitania de São Vicente. Recebeu do rei D. João IV, o título de Mestre de Campo.




Em 25 de julho de 1633, um grupo de bandeirantes tomou de assalto a igreja e o colégio dos jesuítas em Barueri, perto de São Paulo. Imagens foram quebradas, objetos de prata, roubados, e as portas, pregadas. Eram seis homens, ricos, poderosos… e excomungados. Antônio Raposo Tavares, Pedro Leme, Paulo do Amaral, Manuel Pires, Lucas Fernandes Pinto e Sebastião de Ramos tinham acabado de receber, do padre Antônio de Medina, a notícia de que estavam expulsos do convívio da Santa Mãe Igreja. Os bandeirantes rasgaram o ofício e botaram para correr os missionários de Barueri.



Não era o primeiro enfrentamento direto contra os enviados do Vaticano. Nem seria o último. Em 18 de abril de 1639, uma das maiores autoridades da Igreja nas Américas, o comissário da Inquisição e reitor do Colégio de Assunção, Diogo de Alfaro, foi assassinado com um tiro no rosto quando tentava punir outro grupo de bandeirantes, que incluía André Fernandes, fundador de Santana de Parnaíba, e seu irmão, Baltazar Fernandes, fundador da vila de Sorocaba — foi Baltazar, aliás, quem disparou a arma. Antes desses incidentes, entre 1628 e 1629, uma expedição que partiu de São Paulo varreu todo o esforço missionário na região que atualmente compreende Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul.





Desrespeitando o Tratado de Tordesilhas, os bandeirantes definiram o tamanho do Brasil. Nessas incursões — nas quais a maioria da tropa era composta de índios ou mestiços — faziam outros índios de escravos. Seus alvos não eram apenas aldeias sem contato, mas também missões e suas “ovelhas”, que já eram treinadas no trabalho agrícola.

Raposo Tavares não foi o único a atacar missões. Mas, para ele, a coisa era pessoal. E a razão de sua fúria tinha nome e sobrenome: Maria da Costa, sua madrasta.



A família de Maria da Costa foi envolvida nesse turbilhão. Ela nasceu em Évora, em 1584. Era adolescente quando seu pai, o mercador João Lopes de Elvas, foi preso, acusado de praticar judaísmo. Não totalmente sem justificativa: diferentes membros do clã de cristãos-novos haviam sido forçados à conversão ao cristianismo, mas ainda se mantinham secretamente fiéis à sua fé.

Mas não era a única preocupação da Inquisição: havia também a de natureza econômica, uma vez que os bens subtraídos dos cristãos-novos processados, por vezes abonados, engrossavam a Fazenda Real de Portugal.” Não por acaso, a família de Maria tinha muitas posses.

Ela foi presa, junto com seu tio, irmão de seu pai, em 1º de junho de 1618. Só seria libertada em 6 de maio de 1624. Antes e depois de ser entregue ao Santo Ofício, tentou fugir para o Brasil, mas não conseguiu. Estava pobre e sem nenhuma possibilidade de recuperar suas conexões dentro da sociedade lusitana. Seu marido, Fernão Vieira Tavares, vivia no Brasil desde 1617, aonde chegou para assumir um alto posto na administração da colônia. Ele morreria em 1622. E ela nunca mais pôde ver os filhos e os enteados — tanto Maria quanto Fernão estavam em seu segundo casamento e tinham filhos da primeira união. Antônio Raposo Tavares, resultado do primeiro matrimônio de Fernão, havia sido educado por Maria, na região do Alentejo. Certamente participou de rituais judaicos secretos em casa.


Em fins de 1648, no comando da “Bandeira dos Limites”, Raposo Tavares parte de São Paulo, vai em direção ao interior, em busca de minas de prata. Segue o curso dos rios Guaporé, Madeira e Amazonas, até chegar em 1651 em Gurupá, atual estado do Pará.






Com apenas 58 homens e sem a prata sonhada. Retornou a São Paulo três anos depois, tendo percorrido mais de 12 mil quilômetros, velho, abatido, doente e sem a prata que tanto sonhou..

A bandeira realizou a primeira viagem de reconhecimento geográfico da América do Sul e assegurou a posse das terras dos atuais Estados do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

Antônio Raposo Tavares morreu no Estado de São Paulo, no ano de 1658.

Mais um dos bandeirantes tão enaltecidos na cultura e na história de São Paulo, que na verdade só visavam riquezas e e fama pessoal. Os desbravamentos que efetuaram e a expansão do Brasil, deu-se pelos seus próprios interesses de lucro e poder.


Fontes:

wikipedia.org
google.com
ebiografia.com
aventurasnahistoria.com.br

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