Vamos falar hoje de Nicolau Copérnico.
Nicolau Copérnico, um dos pais da astronomia moderna, nasceu em Tourum, na Polônia, em 19 de fevereiro de 1473. Seu nome de batismo era MIkolaj Kopernik.
Copérnico era monge, matemático e astrônomo. É autor da Teoria Heliocêntrica, segundo a qual o Sol é o centro do sistema solar.
Até então, a Igreja Católica – que controlava o poder religioso, político e econômico na Idade Média – adotava a Teoria Geocêntrica, em que a Terra era o centro do universo.
Essa teoria tinha como base os estudos de Aristóteles e foi elaborada por Cláudio Ptolomeu, um astrônomo e geógrafo do século II. Por isso, também era chamada de Teoria Ptolomaica.
Quando Copérnico tinha 10 anos de idade, seu pai morreu e a família ficou sob os cuidados de seu tio materno, Lucas Watzenrode, que mais tarde se tornou bispo de Warmia, cidade no norte da Polônia. O fato ocorreu em 1489 e permitiu que Copérnico recebesse uma boa educação.
Como o Museu indica, o jovem estudou na Academia de Cracóvia, na Polônia, onde adquiriu um amplo conhecimento das ciências humanas e uma grande paixão pelo estudo da astronomia. Ele também foi educado na Itália, onde estudou direito e medicina e obteve um doutorado em direito canônico em 1503.
No mesmo ano, deixou a Itália e voltou para Warmia. Seu tio conseguiu um emprego para Copérnico como professor em Wroclaw (cidade no sudoeste da Polônia), embora, na realidade, ele tenha se dedicado principalmente a trabalhos administrativos e médicos.
Na época de Copérnico, a maioria das pessoas acreditava na teoria do astrônomo grego Cláudio Ptolomeu, que mais de mil anos antes havia dito que a Terra era o centro do Universo e que o planeta permanecia imóvel, como explica a Nasa.
De acordo com a agência norte-americana, Copérnico achava que a teoria de Ptolomeu estava incorreta. Assim, em algum momento entre 1507 e 1515, ele divulgou pela primeira vez os princípios de sua teoria heliocêntrica.
O astrônomo propôs que a Terra e os demais planetas giravam em torno do Sol e que, além de orbitar anualmente em torno do Sol, a Terra girava uma vez por dia em seu próprio eixo. Ele também argumentou que mudanças lentas de longo prazo na direção do eixo da Terra explicavam a precessão dos equinócios, informa a Britannica.
De acordo com a enciclopédia, "a teoria de Copérnico teve consequências importantes para pensadores posteriores da Revolução Científica, incluindo figuras relevantes como Galileu Galilei, Johannes Kepler, René Descartes e Isaac Newton".
Além disso, a Nasa ressalta que as observações de Copérnico sobre os céus foram feitas a olho nu, pois o telescópio não existia até então.
O astrônomo expressou a teoria heliocêntrica em sua principal obra – “Sobre as Revoluções dos Orbes Celestes” – escrita em latim, e cujo manuscrito foi concluído em 1530, embora não tenha decidido publicá-la por muito tempo.
Copérnico só publicou seus estudos ao chegar a Frombork (uma outra cidade polonesa, que fica no norte do país) e por insistência de seu discípulo, o astrônomo e matemático George Joachim von Lauchen (cujo nome real era Georg Joachim Rheticus), Foi ele que persuadiu Copérnico a publicar o trabalho em papel, segundo as observações do museu.
Desconhecem-se as razões pelas quais Copérnico não publicou sua obra em vida. Muitas suspeitas apontam para que em 1536, já próximo de sua teoria definitiva, sabia-se em toda a Europa de seus estudos e foi citado pelo arcebispo de Cápua, Nicolau von Schönberg, para que comparecesse e explicasse suas teorias. Nesta citação, parece evidenciar-se a supervisão eclesiástica à qual Copérnico cederia.
Outros estudiosos preferem pensar que Copérnico tinha medo da crítica, o que reforça a sua fé no modelo científico mais do que no religioso.
Publicação de sua obra
O livro que continha sua obra astronômica se denominou De revolutionis Orbium celestium (Das revoluções das esferas celestes) e foi publicado pelo teólogo e editor literário alemão Andreas Osiander, em 1543.
Nela, Copérnico estudou numerosos filósofos gregos, especialmente os pitagóricos, e curiosamente nunca nomeou Aristarco de Samos, primeiro estudioso da história a considerar o modelo heliocêntrico.
Ruptura com as ideias medievais
A grande ruptura que supôs a obra de Copérnico é de índole cosmológica e sobretudo religiosa, já que as ideias sustentadas durante toda a Idade Média pelo dogma da Igreja Católica, e que se sustentava nos textos do filósofo grego Aristóteles, velava por um universo fechado e hierarquizado, do qual a Terra era o centro, dada a sua importância na criação divina.
O modelo copernicano, ao contrário, propôs um universo vasto e indeterminado, praticamente infinito, cujo centro se localizava próximo do Sol.
Nicolau Copérnico morreu em 24 de maio de 1543, na Polônia, deixando um legado muito importante para a ciência e para a evolução humana.
Fontes:
wikipedia.org
google.com
humanidades.com.br
nationalgeographicbrasil.com
todamateria.com.br
