quarta-feira, 20 de maio de 2026

 Hoje vamos falar de Blood Mary, ou a Rainha Sanguinária.





Maria I da Inglaterra (1516-1558) foi a primeira rainha da Inglaterra a reinar por direito próprio. Buscando restaurar o catolicismo na Inglaterra, ela perseguiu centenas de protestantes e recebeu o apelido de Maria, a Sanguinária.

Maria I da Inglaterra, conhecida como Maria I a Católica ou ainda Maria Tudor, nasceu no Palácio de Placentia, em Greenwich, Inglaterra, no dia 18 de fevereiro de 1516. Foi a única filha de Henrique VIII com sua primeira esposa Catarina de Aragão a chegar à vida adulta. Era neta de Henrique II, fundador da Dinastia Tudor.

Mary I não foi a filha que Henrique VIII e Catarina de Aragão esperavam, porém, a criaram como uma princesa amada aos olhos do público. Com a separação de seus pais, a garota foi rebaixada do título de princesa para senhora, recusou-se a reconhecer o divórcio e o status de seu pai como chefe da igreja da Inglaterra.


Foi somente após diversos anos que Mary reatou os laços com o pai. Ela venceu o seu orgulho e conheceu três madrastas, além do meio irmão mais novo, Edward VI. Em 1543, uma nova lei permitiu que ela voltasse a fazer parte da linha sucessória, ficando atrás somente do irmão.


Com o intuito de dificultar a ascensão da irmã, Edward assumiu o trono como reformador protestante e, antes de morrer, deixou a coroa para Jane Gray, sua prima, a fim de evitar que uma católica se tornasse rainha.


No entanto, Maria reuniu forças no reino e conquistou o apoio popular, depondo-a nove dias depois de sua ascensão, ela foi presa, mas por conta de uma rebelião que aconteceu, que pretendia colocá-la novamente no trono, mesmo ela não estando envolvida com a rebelião, ela foi executada, por ser considerada perigosa.

Henrique VIII

Catarina de Aragão






Em seu reinado, Maria reverteu as reformas religiosas implantadas por Eduardo e o protestantismo passou a ser proibido na Inglaterra. Em 1556, ela se tornou Rainha Consorte da Espanha graças ao seu casamento com Filipe II, único filho de seu primo, Caros V. O matrimônio foi recebido com uma revolta popular organizada por Thomas Wyatt, um líder rebelde,  que buscava depô-la em favor de sua meia-irmã; no entanto, o levante fracassou e Isabel foi aprisionada na Torres de Londres. Por outro lado, Maria não teve filhos, passou por duas gravidezes psicológicas, uma em 1554 e outra em 1557, o que a fez ser ridicularizada na Europa, tornando a sucessão de Isabel iminente. No entanto, Maria só veio reconhecê-la como sucessora dias antes de sua morte, em 1558.

Maria é reconhecida como a primeira mulher a obter sucesso na reivindicação do trono da Inglaterra — a imperatriz Matilde fracassou em sua tentativa —, apesar da concorrência e determinação dos opositores. Em seus primeiros anos, gozava de apoio popular e simpatia, principalmente pela população católica. Apesar de seu reinado ser lembrado pelas perseguições aos protestantes, que lhe renderam o epíteto de  "Maria Sangrenta", suas políticas de reforma fiscal, expansão naval e exploração colonial se tornaram bem-sucedidas no Período Isabelino. Além disso, foi honrada pelo Papa Paulo IV com uma Rosa de Ouro.

Algumas pessoas acreditam que o nome “Bloody Mary” foi inspirado na Rainha Maria I da Inglaterra, que ganhou a alcunha de “Mary, a Sanguinária” devido à perseguição religiosa durante seu reinado. Outra teoria sugere que o nome surgiu em referência a uma garçonete chamada Mary, que trabalhava em um bar em Chicago.





Existe uma lenda, principalmente entre os mais jovens da invocação de Blood Mary.


O ritual de invocação de Bloody Mary é um elemento central da lenda urbana, conhecido por sua simplicidade e pelo impacto psicológico que provoca nos participantes. Tradicionalmente, o ritual é realizado em um ambiente escuro, geralmente um banheiro ou quarto, onde haja um espelho grande o suficiente para refletir a imagem de quem o encara. Os elementos necessários são mínimos: um espelho, uma vela acesa e a coragem de enfrentar o desconhecido.

Após um chamado por três vezes do nome Blood Mary, dizem que a imagem da rainha sanguinária aparece no espelho.



Claro que a aparição no espelho depende de quantos drinques de Blood Mary você bebeu....

A rainha Maria I da Inglaterra, chamada de Maria Sanguinária morreu em 17 de novembro de  1558 de um tumor nos ovários. Foi sepultada na Abadia de Westminster, sem filhos, foi sucedida por  sua meia-irmã Elisabeth I.



Fontes:

wikipedia.org
google.com
razaovirtual.com.br
ebiografia.com
aventurasnahistoria.com


terça-feira, 19 de maio de 2026

Sei que muitos de vocês já ouviram a expressão ¨agora que Inês é morta¨, mas de onde vem essa expressão ?




Uma expressão da língua portuguesa muito utilizada para dizer que nada mais adianta; que não tem mais nada a fazer é "Agora que a Inês é morta". Mas de onde vem essa expressão?





Inês de Castro



A inspiradora dessa frase é Inês de Castro, destacada no Canto III de Os Lusíadas:



Canto III


118


Passada esta tão próspera vitória,
Tornado Afonso à Lusitana Terra,
A se lograr da paz com tanta glória
Quanta soube ganhar na dura guerra,
O caso triste e digno da memória,
Que do sepulcro os homens desenterra,
Aconteceu da mísera e mesquinha
Que despois de ser morta foi Rainha.


122


De outras belas senhoras e Princesas
Os desejados tálamos enjeita,
Que tudo, enfim, tu, puro amor, desprezas,
Quando um gesto suave te sujeita.
Vendo estas namoradas estranhezas,
O velho pai sesudo, que respeita
O murmurar do povo e a fantasia
Do filho, que casar-se não queria,


123


Tirar Inês ao mundo determina,
Por lhe tirar o filho que tem preso,
Crendo co sangue só da morte ladina
Matar do firme amor o fogo aceso.
Que furor consentiu que a espada fina,
Que pôde sustentar o grande peso
Do furor Mauro, fosse alevantada
Contra hûa fraca dama delicada?


124


Traziam-na os horríficos algozes
Ante o Rei, já movido a piedade;
Mas o povo, com falsas e ferozes
Razões, à morte crua o persuade.
Ela, com tristes e piedosas vozes,
Saídas só da mágoa e saudade
Do seu Príncipe e filhos, que deixava,
Que mais que a própria morte a magoava,


Inês de Castro (1325-1355) , nobre dama de Castela, que fez parte da corte de Constança; quando essa foi para Portugal se casar com o Infante Pedro, filho do rei Afonso IV, e herdeiro do trono.



Em 1340, depois de casar-se com o príncipe D. Pedro de Portugal, por procuração, no convento de São Francisco em Évora, em 1336, D. Constança chegou a Portugal.

Em sua companhia vieram parentes, criados e pajens, entre elas, a dama de companhia Inês de Castro. De imediato, D. Pedro se apaixonou por D. Inês. Mesmo apaixonado por Inês, casa-se com Constança no dia 24 de agosto de 1339, na Sé de Lisboa.

Quando a princesa Constança teve seu primeiro filho em 1342, deu ao infante o nome de Luís. D. Inês foi convidada para madrinha. De acordo com os preceitos da Igreja Católica de então, a relação entre padrinhos era de parentesco moral e o amor entre eles era quase um incesto.


Pedro e Constança



D. Constança, ciente da traição do marido, vivia a lamentar a triste sorte. Teve seu segundo filho, Fernando, em 1345. Em 1349, logo depois de dar a luz a sua filha Maria, a rainha morre.


Depois da morte da mulher, D. Pedro manda buscar Inês, contrariando as ordens do pai. Instalados em Coimbra finalmente estavam juntos. No Mosteiro de Santa Clara vive o feliz casal e é ali que nascem os seus filhos Afonso, João, Dinis e Beatriz.

Pedro e Inês de Castro



Quando D. Constança, esposa de D. Pedro faleceu, D. Afonso IV e seus vassalos ficaram preocupados com a influência da galega na vida política do futuro rei. Contra a vontade do pai, D Pedro ordenou que Inês de Castro voltasse para o reino, e passaram a viver juntos. Isto representou uma grande afronta para o pai e rei. Temendo pela independência de Portugal, D. Afonso IV mandou matar Inês enquanto D. Pedro estava numa excursão de caça.


Fonte das lágrimas (local do assassinato de Inês)





A morte de Inês provocou revolta de D. Pedro contra seu pai. Aclamado rei em 1357, com a morte de D. Afonso, Pedro I começa a perseguição aos assassinos de sua amada Inês. Com requintada malvadez, a vingança é executada nos Paços de Santarém.


Manda amarrar as vítimas em postes e ordena ao carrasco que tire de um o coração pelas costas e do outro pelo peito. Como se ainda não bastasse, teve coragem de partir os corações, terminando sua sede de vingança.




Em 1360, o rei D. Pedro I assume publicamente que o casamento com Inês de Castro teria se realizado, em segredo, antes de sua morte.


Conta a tradição que Pedro I resolve fazer uma homenagem merecida a D. Inês de Castro, rainha de Portugal, ordenando que o corpo da amada fosse desenterrado e sentado no trono.


Inês é coroada rainha depois de morta. Daí vem a frase :"Inês é morta".








A rainha foi coroada, e os nobres obrigados a procederem a cerimônia do beija-mão ao cadáver sob pena de morte. Em seguida ordenou o translado dos restos mortais de Coimbra para um túmulo que mandou construir em Alcobaça.




Túmulo de Inês de Castro em Coimbra






Fontes:
wikipedia.org
google.com
ebiografia.com
significados.com.br
passeiweb.com
vestibular1.com.br

segunda-feira, 18 de maio de 2026

Vamos falar hoje de um dos conceitos da Filosofia, desenvolvido, principalmente pelo filósofo Edmund Husserl (1859-1938), a Fenomenologia.



Edmund Husserl








O que é Fenomenologia ?



Fenomenologia é o estudo de um conjunto de fenômenos e como se manifestam, seja através do tempo ou do espaço. É uma matéria que consiste em estudar a essência das coisas e como são percebidas no mundo.

A palavra fenomenologia surgiu a partir do grego phainesthai, que significa "aquilo que se apresenta ou que se mostra", e logos é um sufixo que quer dizer "explicação" ou "estudo".


A fenomenologia é o estudo da consciência e dos objetos da consciência. A redução fenomenológica, epoché, é o processo pelo qual tudo que é informado pelos sentidos é mudado em uma experiência de consciência, em um fenômeno que consiste em se estar consciente de algo.

Epoché é um conceito fundamental para compreender a filosofia de Husserl. Quando se resgata a origem da palavra, Epoché vem do grego que significa “suspensão do juízo”.



Sendo assim, Epoché é o esforço por compreender a experiência mais pura do fenômeno. Isto é, a suspensão de crenças e julgamentos sobre o mundo para observar o fenômeno como ele é vivido.



A Fenomenologia, portanto é a forma como cada um encara os fenômenos que lhes são apresentados, como por exemplo:

Luto: Como diferentes pessoas lidam com a perda e quais significados atribuem à morte.

Autoimagem: A forma como indivíduos percebem sua identidade corporal ao longo do tempo.


Relações Interpessoais: O modo como relações significativas moldam as experiências emocionais.



Coisas, imagens, fantasias, atos, relações, pensamentos, eventos, memórias, sentimentos etc. constituem nossas experiências de consciência.

O interesse para a Fenomenologia não é o mundo que existe, mas sim o modo como o conhecimento do mundo se realiza para cada pessoa.


Aparência e Essência nos Fenômenos

Platão (427-348), em sua "teoria das ideias", afirmava que a aparência das coisas é falsa e o verdadeiro conhecimento devia ser buscado pelo uso exclusivo da razão. Para ele, os fenômenos são falhos, pois nossos sentidos são fontes de enganos.


Esse pensamento influenciou todo o pensamento ocidental e sua separação e hierarquização entre a alma (razão) e o corpo (sentidos).


Aristóteles (384-322), discípulo crítico de Platão, manteve esse pensamento de superioridade entre a razão e os sentidos, mas deu uma abertura para a relevância dos sentidos na construção do conhecimento. Para ele, ainda que os sentidos sejam falhos, são o primeiro contato dos indivíduos com o mundo e isso não deve ser desprezado.


Na filosofia moderna, as questões relacionadas à aquisição do conhecimento, de maneira simplificada, eram disputadas entre o racionalismo e seu oposto, o empirismo.


Descarte (1596-1650), como representante do racionalismo, afirmou que somente a razão pode dar fundamentos válidos para o conhecimento.


E, o empirismo radical, proposto por Hume (1711-1776), atesta que em meio a total incerteza, deve-se basear o conhecimento na experiência gerada pelos sentidos.




Kant(1724-1804) buscou unir essas duas doutrinas, ao reforçar a importância do entendimento, levando em conta os limites da razão. Para ele, jamais se pode compreender a "coisa-em-si", a compreensão dos fenômenos se dá a partir do entendimento e os esquemas mentais interpretam as coisas no mundo.
Hegel e a Fenomenologia do Espírito


A Fenomenologia do Espírito de Hegel (1770-1831) propõe que a manifestação do espírito humano é a história. Esta compreensão eleva a fenomenologia a um método das ciências.


Para ele, a história se desenvolve de maneira a evidenciar o espírito humano. Há uma identificação entre o ser e o pensar. Essa relação é o fundamento de uma compreensão do espírito humano como construído social e historicamente.


Como ser e pensar é uma e a mesma coisa, o estudo das manifestações dos seres é também o estudo sobre a própria essência do espírito humano.


Fontes:

wikipedia.org
google.com
todamateria.com.br
casadosavvedr.com.br
conceito.de/fenomenologia
exemplosite.com



sexta-feira, 15 de maio de 2026



Vamos falar hoje da história da escrita e do alfabeto.





Durante milhares de anos os homens sentiram a necessidade de registrar visualmente, isto é, de "ler" as informações. Desenvolvida originalmente para guardar os registros de contas e trocas comerciais, a escrita tornou-se um instrumento de valor inestimável para a difusão de ideias e informações. Foi na Antiga Mesopotâmia há cerca de 6 mil anos atrás, que se desenvolveu a escrita.


A escrita cuneiforme


No início, a escrita era feita através de desenhos: uma imagem estilizada de um objeto significava o próprio objeto. O resultado era uma escrita complexa (havia pelo menos 2.000 sinais) e seu uso era bastante complicado. Assim, os sinais tornaram-se gradativamente mais abstratos, tornando o processo de escrever mais objetivo. Finalmente, o sistema pictográfico evoluiu para uma forma escrita totalmente abstrata, composta de uma série de marcas na forma de cunhas e com um número muito menor de caracteres. Esta forma de escrita ficou conhecida como cuneiforme (do grego, em forma de cunha) e era escrita em tabletes de argila molhada, usando-se uma espécie de caneta de madeira com a ponta na forma de cunha. Quando os tabletes endureciam, forneciam um meio quase indestrutível de armazenamento de informações.


Os Pictogramas eram difíceis de aprender e embora o método cuneiforme fosse muito mais fácil, a escrita àquela época era principalmente uma “reserva exclusiva” de escribas profissionais. Com o objetivo de determinar a posse de algo, quase sempre um selo era usado. Os selos primitivos constavam simplesmente de um desenho pessoal referente ao proprietário. Mais tarde, uma inscrição por escrito, seria também incluída.






A escrita cuneiforme teve muito sucesso. Milhares de tabletes de argila foram desenterrados contendo registros de transações comerciais e impostos de cidades da Mesopotâmia, e a escrita cuneiforme foi usada para escrever a língua sumeriana. A escrita cuneiforme também foi usada para a forma escrita das línguas da Assíria e Babilônia, línguas bastante diferentes da sumeriana. Embora a escrita cuneiforme fosse muito menos adaptada à estas línguas, a escrita foi amplamente usada no Oriente Médio, numa vasta gama de documentos, desde registros comerciais até cartas de reis. O sucesso da escrita cuneiforme foi parcialmente devido ao fato de que suas matrizes em forma de cunha eram bastante adequadas para o meio em que se escrevia - o tablete de argila.
















Com base na escrita cuneiforme são elaborados os hieróglifos. Não se sabe, todavia, onde e quando exatamente a escrita egípcia teria começado.


Na escrita hieroglífica alguns sinais assumiram uma representação fonográfica, às vezes de uma letra, outras vezes de palavras inteiras. Trata-se de uma escrita complexa e era utilizada em representações religiosas.


Além dessa, os egípcios desenvolveram sucessivamente outras formas de escrita, a Hierática - utilizada especialmente em textos literários, administrativos e jurídicos, bem como a Demótica - semelhante à hierática, porém mais simples, utilizada também em documentos jurídicos.






A forma mais antiga de escrita na China remonta a 1200 a.C. e, embora tenha sofrido alterações, ela resiste até os nossos dias.





A escrita chinesa é composta por cerca de 40 ou 50 mil caracteres, mas nem todos são necessariamente utilizados. Tais caracteres podem representar um som, uma palavra inteira ou mesmo um conceito.

A escrita chinesa é uma arte e para tanto requer habilidade e equilíbrio.





Alfabeto


A representação fonética foi desenvolvida pelos fenícios. A análise promovida por esse povo deu origem a 22 sinais, aos quais foram acrescentadas as vogais pelos gregos, ao mesmo tempo que foram abandonadas as letras cujos sons não existiam nessa cultura, passando, assim, a ser representada por 24 sinais.






O alfabeto fenício arcaico originou todos os alfabetos atuais. O sistema é composto por 22 signos que permitem a elaboração da representação fonética de qualquer palavra.


Alfabeto Fenício


Diferente do conjunto de representações do povo semita, o alfabeto fenício continha símbolos específicos.


Dessa evolução surge o nosso alfabeto, que tem origem no sistema greco-romano.


Letras gregas - Alfa e Beta
Alfabeto










Foi esse o alfabeto adotado pelos gregos por volta do século VIII a.C. Os gregos acrescentaram ao sistema mais sons vocálicos e o alfabeto passou a ter 24 letras, entre vogais e consoantes.


Com base neste sistema, um tanto mais refinado, originam-se outros alfabetos, como o etrusco e o gótico, na Idade Média; o grego clássico e o latino, que foi adotado pelos romanos.





Em consequência da expansão do Império Romano, o alfabeto latino foi largamente difundido.


Foram os gregos os primeiros europeus a aprender escrever com um alfabeto e seu sistema foi fundamental para o mundo moderno.


A palavra alfabeto, aliás, é de origem grega e representa a primeira letra (Alfa) e a segunda (Beta). Com a adoção de um sistema de notação silábica, os gregos influenciaram em todo o alfabeto moderno.


Alfabeto árabe:


Muitas das formas escritas primitivas, como a cuneiforme e a fenícia, surgiram e prosperaram devido ao comércio. A escrita permitia que os mercadores mantivessem o registro de suas transações e que os governos anotassem os bens das pessoas ou os impostos que deviam. Um subproduto interessante e frequente foi o surgimento de uma nova cultura literária. Os primeiros poemas épicos da Mesopotâmia e a profícua literatura da Grécia Antiga têm uma dívida com os comerciantes fenícios e sumerianos, que foram os “desenvolvedores” dos primórdios da escrita.








Os negócios comerciais não foram nem de longe a única influência sobre a escrita. No mundo islâmico, por exemplo, o repentino surgimento de uma nova religião do Islã estimulou o desenvolvimento e a difusão da escrita árabe. Esta escrita evoluiu, provavelmente durante os séculos IV e V, a partir das escritas do povo nabateu, que habitava as cercanias do monte Sinai. Baseia-se nos sinais originais das línguas semitas, com o acréscimo de outros sinais para diferenciar as sutilezas da pronúncia.


A fé islâmica foi fundada no século VII. O texto do Corão foi ditado por Deus ao profeta Maomé e teve que ser copiado pelos seguidores da sua fé. Estas palavras obviamente têm uma importância capital para os fiéis e devem ser descritas com perfeição e reverência. Consequentemente, a capacidade de escrever e a arte da caligrafia eram, e ainda são, altamente consideradas no mundo islâmico. O fato de que a representação de formas vivas seja proibida na arte islâmica fez com que a caligrafia se tornasse ainda mais importante. Além disso, a escrita tornou-se vital como uma forma de registrar os ensinamentos islâmicos e as descobertas científicas.




Alfabeto cirílico


alfabeto cirílico um sistema alfabético de escrita utilizado atualmente para representar a língua russa, além de várias outras na Europa oriental e na Ásia central. É também conhecido como azbuka, derivada dos nomes antigos das suas duas primeiras letras. Seu nome é uma referência a dois santos, Cirilo e Metódio, diáconos em Constantinopla, capital à época do Império Bizantino, mas, na verdade, acredita-se que seu criador seja São Clemente de Ohrid, que em algum momento durante o século X o desenvolveu a partir do alfabeto grego, acrescido de ligaduras e consoantes do alfabeto glagolítico e do búlgaro antigo para representar sons que não haviam na Antiga Grécia. Este novo sistema foi desenvolvido para registrar o antigo eslavo eclesiástico, a primeira língua eslava literária (Cirilo e Metódio foram na verdade o estruturador do alfabeto). Além do alfabeto grego foram acrescentados alguns símbolos inspirados na escrita hebraica para representar fonemas característicos das línguas eslavas.






Seguindo a orientação da origem grega, as anotações latinas são lidas da esquerda para a direita. Originalmente, o alfabeto latino é constituído por 26 letras (A,B,C,D, E, F, G, H, I, J, K, L, M, N, O, P, Q, R, S, T, U, V, X, Y, W, Z).


A letra Z chegou ser descartada no século 250 a.C. porque o latim, neste período, não continha nenhum som específico para este sinal gráfico.




Alfabeto Português


O alfabeto de representação gráfica da língua portuguesa é o latino. Os países de língua portuguesa, que incluem o Brasil, aboliram as variações após a assinatura do Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa e acrescentaram as letras que notam os sons de K, Y e W.


Assim, esse alfabeto é grafado pelas letras, A, B, C, D, E, F, G, H, I, J, K, L, M, N, O, P, Q, R, S, T, U, V, X, Y, W, Z.






Fontes:
todamateria.com.br
infoescola.com
10emtudo.com.br
google.com

quinta-feira, 14 de maio de 2026

Sumérios





A Mesopotâmia, localizada entre os rios Tigre e Eufrates, é frequentemente chamada de “Berço da Civilização”. Esta região, que hoje compreende partes do Iraque, Síria e Turquia, abrigou algumas das primeiras civilizações humanas, incluindo os sumérios, acádios, babilônios e assírios.

Sumérios: Os sumérios foram uma das primeiras sociedades a desenvolver escrita, arquitetura monumental e sistemas administrativos complexos. A escrita cuneiforme, desenvolvida por volta de 3500 a.C., foi uma das primeiras formas de registrar informações e desempenhou um papel crucial na administração das cidades-estados sumérias.




A mitologia suméria também é fascinante. Muitos mitos explicavam a criação do mundo e dos seres humanos. O mito de Gilgamesh é um dos mais conhecidos. Ele conta a história de um rei semideus que busca a imortalidade. Essa história é uma reflexão sobre a vida e a morte.





Além disso, os sumérios acreditavam em uma vida após a morte. Eles pensavam que os mortos iam para um submundo. Este lugar era sombrio e não oferecia descanso. Os rituais de sepultamento eram importantes para garantir uma boa passagem.

As histórias sobre os deuses e mitos eram passadas de geração para geração. Isso ajudou a formá-los como povo. A religião e a mitologia foram essenciais para a cultura e identidade sumérias. Elas influenciaram suas decisões e estilo de vida no dia a dia.

De antemão, foi na região da antiga Suméria, na Mesopotâmia, que surgiram as primeiras civilizações, como Ur, Uruk e Nipur.

Por volta do quarto milênio antes de Cristo os povos sumérios e acádios começaram a dominar uma região pantanosa da Mesopotâmia. Basicamente, foram os sumérios os responsáveis pela criação de um moderno sistema de drenagem. Além disso, trouxeram os núcleos urbanos, as primeiras civilizações.






O início da civilização humana foi bem anterior, mas eram povos nômades, que viviam de região em região e não formavam as ¨polis¨.

Portanto podemos chamar a primeira civilização conhecida de Suméria e localizá-la no sul da Mesopotâmia, atual Iraque.




Essa afirmação provêm de estudos e pesquisas que provam que a civilização suméria era composta por diversas cidades e possivelmente Uruk era a maior delas, mas todas eram bastante desenvolvidas.

As cidades eram muradas e possuíam ruas, casas, prédios públicos, templos e palácios. Temos então, o homem causando modificações no entorno natural, que podem ter sido intencionais ou não.

Assim como na Suméria, na Assíria, na Babilônia e no Egito que serão focalizados em outros módulos, esses povos viveram em cidades, das quais sobraram ruínas para contar sua história.

Uma cidade surpreendente e que talvez seja um exemplo único é Amarna, no Egito. Construída pelo faraó Akhenaton, que rompeu com a religião formal do seu país, a cidade ficou ocupada por menos de vinte anos, talvez. O grande interesse na cidade de Amarna é o fato de que não houve construções gigantescas em pedra, como nas outras cidades e também nada foi construído sobre o que existia.

Praticamente era tudo construído em tijolos de barro que não resistiram ao tempo, mas deixaram um testemunho da vida das pessoas comuns no Egito da época.

As fundações permitem um estudo das casas dos ricos e dos pobres, suas divisões ficaram preservadas de modo que se pode saber que o centro da cidade era dedicado ao complexo real. Templos, palácios, residências dos nobres e sacerdotes. Longe do centro, ficavam os subúrbios onde havia casas pobres e ricas e mais distante ainda ficavam os bairros dos trabalhadores.





Um dos subúrbios era habitado pelas pessoas que trabalhavam na necrópole, eram os pintores, os pedreiros, todos os que tinham funções relacionadas com a construção das tumbas. Suas casas eram pequenas mas tinham vários aposentos e eram separadas por ruelas estreitas.

Com o fim do reinado de Akhenaton, a cidade foi abandonada mas permanece como uma oportunidade única de estudo.




Fontes:

wikipedia.org
google.com
pt.wikibooks.org
guiadoestudante.abril.com.br
olhardigital.com.br
conhecimentocientifico.r7.com
historiamania.com

quarta-feira, 13 de maio de 2026

Hoje 13 de Maio e 2026 comemora-se 138 anos da Lei Áurea.



As razões que a levaram tomar tal decisão foram várias e o processo que culminou no fim oficial da escravidão foi muito longo. A demora para a abolição foi tanta, que o Brasil foi o último país do Ocidente a ter abolido a escravidão.

O termo “áureo” é definido no dicionário como algo que é relativo a ouro. O intuito dessa associação era o de transmitir uma imagem positiva da lei, como um grande feito, uma grande benesse da monarquia e algo glorioso.






Faz parecer que a Lei Áurea fosse uma benesse da classe dominante, esquecendo a luta dos escravizados e outros abolicionistas  durante anos.






A escravidão foi uma instituição que se estabeleceu no Brasil por volta da década de 1530, quando as primeiras medidas efetivas de colonização foram implantadas pelos portugueses. Essa escravização ocorreu, a princípio, com os nativos, e, entre os séculos XVI e XVII, foi sendo gradativamente substituída pela escravização dos africanos que chegavam no Brasil pelo tráfico negreiro.





A escravidão no Brasil atendia à demanda dos portugueses por trabalhadores braçais (tipo de trabalho que os portugueses desprezavam) e, nos séculos XVI e XVII, isso está relacionado, principalmente, com o trabalho nas roças. A princípio, a relação de trabalho utilizada pelos portugueses foi a do escambo com os indígenas, mas logo optaram por implantar a escravidão.

A escravidão no Brasil foi tão cruel e a quantidade de africanos que foram trazidos durante três séculos foi tão grande que a imagem do trabalhador escravo em nosso país associou-se com a cor de pele do africano. Um sintoma evidente do racismo que estava por trás da instituição da escravidão em nosso país.

A escravidão no Brasil foi cruel e desumana e suas consequências, mesmo passados mais de 130 anos da abolição, ainda são perceptíveis. A pobreza, violência e a discriminação que afetam os negros no Brasil são um reflexo direto de um país que normalizou o preconceito contra esse grupo e o deixou à margem da sociedade.

Importante nos atentarmos que a escravidão também afetou milhões de indígenas e disseminou preconceitos em nosso país contra esse grupo também. O reflexo direto disso, além do próprio preconceito contra os indígenas, foi a redução populacional desses povos que de milhões de habitantes, no século XVI, passaram para cerca de 800 mil, atualmente.



Para que tudo terminasse com a assinatura da Lei Áurea pela Princesa Isabel, muita coisa teve de acontecer antes, já que o processo se deu de forma gradativa.

O primeiro passo foi a Lei Eusébio de Queiroz, sancionada no dia 4 de setembro de 1850. Ela proibia o tráfico de escravos para o Brasil. De imediato, a lei não surtiu nenhum efeito, dada pela baixa fiscalização da época.

Logo em seguida, veio a Lei do Ventre Livre, promulgada em 28 de setembro de 1871. Assinada pela Princesa Isabel, ela tinha um caráter abolicionista, já que considerava livre todos os filhos de mulheres escravas nascidas a partir da validação da mesma.

A Lei dava duas possibilidades as crianças: serem entregues ao governo ou ficarem sob os cuidados dos senhores até os 21 anos de idade.




No ano de 1885, mais exatamente no dia 28 de setembro, veio a sanção da Lei dos Sexagenários, que também ficou conhecida como Lei Saraiva-Cotegipe. Essa Lei concedia liberdade para os escravos com mais de 60 anos de idade. Poucos escravos foram beneficiados com a sanção da lei, já que poucos conseguiam alcançar essa idade, divido as condições com que eram tratados.

Rodrigo Augusto Silva - autor da Lei Áurea



No dia 13 de maio de 1888, 38 anos após o início do processo que visava libertar os escravos da crueldade com que eram tratados, foi apresentado à Câmara Geral, atual Câmara do Deputados, pelo ministro da Agricultura da época, Rodrigo Augusto da Silva, em 8 de maio de 1888. Foi votada e aprovada nos dias 9 e 10 de maio, na Câmara Geral.

A Lei Áurea foi apresentada formalmente ao Senado Imperial por Rodrigo Augusto da Silva em 11 de maio.



Foi debatida nas sessões dos dias 11, 12 e 13 daquele mês. Foi votada e aprovada, em primeira votação em 12 de maio. Foi votada e aprovada em definitivo, um pouco antes das treze horas, no dia 13 de maio de 1888, e, no mesmo dia, levada à sanção da princesa regente do Brasil Dona Isabel.

No domingo de 13 de maio, dia comemorativo do nascimento de D. João VI, foi assinada por sua bisneta Dona Isabel, e Rodrigo Augusto da Silva a lei que aboliu a escravatura no Brasil



Fontes:

wikipedia.org
google.com
mundoeducacao.uol.com.br
todadisciplina.com.br
nationalgeogrphicbrasil.com
brasilescola.uol.com.br

Vamos falar hoje de objeto direto e objeto indireto. O objeto direto e o indireto são termos integrantes da oração que completam o se...