terça-feira, 3 de fevereiro de 2026



Na manhã de 19 de outubro de 1934, o jornalista gaúcho Apparício Torelly (1895-1971) saía de casa em Copacabana, no número 188 da rua Saint-Romain, rumo ao Centro, onde trabalhava, quando seu carro, um Chrysler, foi interceptado por dois veículos. Cinco homens, alguns deles armados, sequestraram o editor do Jornal do Povo.




"Tem família?", perguntou um dos sequestradores, já com os carros batendo em retirada. "Isso não vem ao caso", respondeu o sequestrado. "Nem é da conta dos senhores". "Escreva despedindo-se", continuou o sujeito. "É um favor que lhe prestamos". "Dispenso-o", retrucou a vítima


Logo, Torelly descobriu que os homens que se diziam policiais eram, na verdade, oficiais da Marinha. Estavam indignados com a publicação de um folhetim sobre a Revolta da Chibata, liderada pelo marinheiro João Cândido (1880-1969), o Almirante Negro. Como Torelly se recusou a suspender a publicação, que denunciava os maus-tratos na Marinha, foi espancado.


Os sequestradores cortaram seus cabelos, furaram os pneus de seu carro e o abandonaram, quase nu, num local deserto. Na tarde daquele mesmo dia, uma sexta-feira, depois de voltar para a redação, Torelly pendurou, na porta de sua sala, uma placa com os dizeres: "Entre sem bater".

Apparício Fernando de Brinkerhoff Torelly, também conhecido por Apporelly e pelo falso título de nobreza de Barão de Itararé (Rio Grande , 29 de janeiro de 1895 - Rio de Janeiro, 27 de novembro de 1971), foi um jornalista, escritor e pioneiro no humorismo político brasileiro.


Sua biografia tem algumas imprecisões, como o local de seu nascimento. Em alguns documentos aparece como local de nascimento, o Uruguai. Segundo ele, sua mãe queria que ele nascesse naquele país e a caminho de lá, ele nasceu no meio do caminho.

Em 1918, com 23 anos, durante suas férias, sofre um AVC quando andava na fazenda de um tio. Abandona o curso de Medicina no quarto ano e começa a escrever. Publica sonetos e artigos em jornais e revistas, como a Revista Kodak, "A Máscara" e "Maneca".

À respeito de seu alcunha, ele diz: `Em 1930, Getúlio vinha do Rio Grande do Sul, para tomar o poder. Era previsto uma forte resistência dos opositores paulista na cidade de Itararé, divisa de São Paulo e Paraná. Era tido como a batalha das batalhas. No entanto, a grande batalha e não aconteceu. 

Aparício, então, se autodenominou Duque de Itararé, depois rebaixo para Barão de Itararé, aquele que foi sem nunca ter sido.


Torelly foi um dos fundadores da Aliança Nacional Libertadora (ANL). Não participou da Rebelião de 1935, conhecida como “Intentona Comunista”, mas foi preso, tendo sido companheiro de cadeia de Graciliano Ramos, que faz menção a este fato em Memórias do Cárcere. “A Manha deixou de circular e eu com ela”, contava o humorista. Solto, relançou o jornal.










Com a redemocratização, candidatou-se a vereador pelo PCB no Rio de Janeiro. Foi eleito em oitavo lugar com o lema de campanha “Mais água e mais leite e menos água no leite!”. Seu mandato foi dedicado às causas populares, a exemplo da defesa dos indígenas e do voto dos analfabetos. Era a atração das sessões. Testemunho de Luiz Carlos Prestes, então secretário-geral do PCB: “O Barão, com seu espírito, não só fez a Câmara rir, como as lavadeiras e os trabalhadores. As favelas suspendiam as novelas para ouvir as sessões da Câmara, que eram transmitidas pelo rádio”.






Aparício sempre foi eloquente e fez chacota, desde de menino. A história dele e seu professor virou  uma anedota clássica:

O Contexto: Enquanto estudava em um internato jesuíta em São Leopoldo (RS), Apparício Torelly era conhecido por ser um aluno rebelde e genial.

A Anedota: 

Durante um exame final de português, o Professor Vergara, querendo testar a conjugação de um verbo ou frase, colocou o aluno em uma situação difícil. O Barão, com sua rapidez de raciocínio, disparou:

"O burro vergara ao peso da carga".


Com Manuel Bandeira




"O Barão é daqueles que começam uma partida do zero. É como se tivesse inventado as regras do jogo", afirma o jornalista Cláudio Figueiredo, autor da biografia Entre Sem Bater - A vida de Apparício Torelly - O Barão de Itararé (2012). "Foi muito mais do que 'frasista'. Foi um humorista revolucionário, anárquico, inovador. Colocar o foco sobre um único aspecto de sua obra seria como julgar Pelé por sua atuação no Cosmos, já no seu fim de carreira".








Fontes:

wikipedia.org
google.com
todamateria.com
ebiografia.com
google.com
averdade.org.br
enciclopeida.itaucultural.org.br

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

 



Ícaro






Na romaniz.greg, Ícaro (Ίκαρος) em grego clássico: Ἴκαρο  romaniz.: Íkaros, pronúncia [i.karos] foi o filho do ,mestre artesão Dédalo, o arquiteto do labirinto de Creta . Depois que Teseu, rei de Atenas e inimigo de Minos, escapou do labirinto, o rei Minos suspeitou que Ícaro e Dédalo haviam revelado os segredos do labirinto e os aprisionaram - seja em uma grande torre com vista para o oceano ou no próprio labirinto, dependendo do relato. Ícaro e Dédalo escaparam usando as asas que Dédalo construiu com penas, fios de cobertores, roupas e cera de abelha.  Dédalo alertou Ícaro primeiro sobre a complacência e depois sobre a  arrogância, instruindo-o a não voar nem muito baixo nem muito alto, para que a umidade do mar não obstruísse suas asas ou o calor do sol as derretesse.  Ícaro ignorou as instruções de Dédalo para não voar muito perto do sol, fazendo com que a cera de abelha em suas asas derretesse. Ícaro caiu do céu e morreu afogado no mar. O mito deu origem à expressão “voar muito perto do Sol ”

Em algumas versões da história, Dédalo e Ícaro escapam de barco.

Como sabemos, os gregos antigos passavam ensinamentos através de lendas e mitos. A lenda de Ícaro, era contada, principalmente, para ensinar a importância da humildade após um êxito (vitória) e também de seguir as orientações dos mais experientes (no caso desse mito é Dédalo, seu pai). O mito também faz referência sobre a impossibilidade de um ser humano querer ter poderes semelhantes aos dos deuses.



Fontes:

wikipedia.org
google.com
suapesquisa.com

sexta-feira, 30 de janeiro de 2026



Dédalo





Dédalo (em grego: Δαίδαλος, transl. Daídalos; em latim Daedalos; em etrusco: Taitale), na mitologia grega,  é um personagem natural de Atenas e descendente de Erecteu.

Notável arquiteto e inventor, cuja obra mais famosa é o labirinto que construiu para o rei Minos de Creta, aprisionar o Minotauro, monstro filho de sua mulher.  Pasífae, esposa de Minos, se apaixonou perdidamente pelo Touro Cretense  vindo do mar. Pasífae pediu então ao arquetípico artesão Dédalo que lhe construísse uma vaca de madeira na qual ela pudesse se esconder no interior, de modo a copular com o touro branco. O filho deste cruzamento foi o monstruoso Minotauro, corpo de home e cabeça de boi.





Mito, segundo Diodoro Sículo

Família

Dédalo teve dois filhos: Ícaro e Iapyx, juntamente com um sobrinho, cujo nome varia, mas comumente chamado de Perdiz. Ele é mencionado pela primeira vez por Homero como o criador de uma vasta gama de dança solo para Ariadne. O labirinto de Creta, na qual o Minotauro (metade homem, metade touro parte) foi mantido, também foi criado pelo artesão Dédalo.




Em seus primeiros anos a vida do arquiteto Dédalo foi um ato de descobrimento dos materiais, formas, volume e do próprio espaço.

O assassinato de Perdiz


Certa vez, Dédalo estava ensinando tudo o que sabia para seu sobrinho Perdiz, este que, então, inventa a roda do oleiro e o serrote de ferro.


Roda do oleiro


Dédalo, com inveja, assassina-o, e quando descoberto é condenado, mas foge para Creta.

A história do labirinto é contada, onde Teseu é desafiada a matar o Minotauro, encontrando o seu caminho com a ajuda do fio de Ariadne.

Carreira de inventor



Em Creta

Em Creta, Dédalo se torna amigo do rei Minos,  mas ajuda Pasífae a se disfarçar de vaca para ser possuída pelo touro de Podeion. Desta relação nasce o Minotauro.

Dédalo, em seguida, constrói o labirinto de Creta, para conter o Minotauro.



As ruínas desse labirinto podem ser visitados, ainda hoje em Creta.



Para alimentar o Minotauro, Minos decidiu que todos os anos (em outras versões, de nove em nove anos) sete donzelas e sete rapazes de Atenas lhe seriam entregues como pasto: com isso vingava a morte de seu filho Andrógeo, que fora morto pelos Atenienses.


No momento do pagamento do tributo pela terceira vez, Teseu, filho do rei de Atenas, ofereceu‑se para seguir no número dos jovens a entregar em sacrifício. Quando chegou a Creta, porém, conquistou o amor de uma das filhas de Minos, Ariadne, a quem prometeu casamento, se ela o ajudasse. A princesa perguntou a Dédalo qual a maneira de o conseguir. Foi, assim, por artimanha dele que ela deu ao herói um novelo (o ‘fio de Ariadne’) e, segundo algumas versões, uma espada mágica. Teseu entrou no Labirinto, foi desenrolando o fio até encontrar o monstro, matou-o e conseguiu depois fazer o caminho de volta à medida que enrolava de novo o novelo.







Como castigo pela intervenção do arquiteto, Minos encerrou-o, juntamente com o filho, Ícaro, no labirinto, sem poder, no entanto, prever que a arte e a inteligência de Dédalo lhe permitiriam inventar um modo de se escapar de lá, com as famosas asas de cera.

O Labirinto de Creta identifica-se com o magnífico palácio que ainda hoje podemos visitar nessa ilha grega, testemunho da florescente civilização minoica (3000 a.C.-1100 a.C.).

Fuga de Creta

Dédalo tinha um filho, Ícaro. Quando Minos descobriu que Dédalo tinha feito a vaca para Pasífae, este fugiu de Creta, com a ajuda de Pasífae.  Ícaro fugiu com Dédalo, mas morreu em um acidente naval na ilha que passou a se chamar Icária.

 Dédalo se refugia na Sicília, na corte do rei Cócalo.

Diodoro apresenta a versão mais conhecida da lenda de Dédalo, na qual Dédalo fugiu de Creta voando: com seu engenho inigualável, constrói para si e para o filho dois pares de asas de penas, ligadas com cera, para fugirem. Ícaro, deslumbrado com a beleza do firmamento, sobe demasiado e o Sol derrete a cera de suas asas, precipitando-o nas águas do Mar Egeu, enquanto Dédalo consegue chegar à Sicília.







Diodoro Sículo comenta que ele não acredita muito nesta versão, mas não poderia deixar de mencionar este mito.





Fontes:

wikipedia.org
google.com
olimpvs.net
mitologiagrega14.blogspot.com
mitografias.com


quinta-feira, 29 de janeiro de 2026



Perseu




Perseu (em grego: Περσεύς, transl: Perséus), na mitologia grega é um semideus conhecido por ser fundador da mítica cidade - estado de Micenas, meio-irmão de Héracles, ou Hércules e patrono tanto da casa real de Perseu como da dinastia persênica, tendo sido ancestral, segundo a mitologia, dos imperadores da Pérsia e famoso por ter decapitado a górgona Medusa, monstro que transformava em pedra qualquer um que olhasse em seus olhos. Perseu era um semideus, filho de Zeus que tinha entrado na forma de uma chuva de ouro na torre de bronze para engravidar a mãe de Perseu, a mortal Dânae ou Danai filha de Acrísio, rei de Argos.





Acrísio queria um filho homem. Ele foi até o Oráculo de Delfos, que lhe disse que, não apenas ele teria outro filho, mas aquela criança seria morta pelas mãos de uma criança nascida de sua filha. Para evitar isso, ele construiu uma câmara subterrânea e cobriu as paredes com placas de aço, fechando Dânae com sua criada e cercando-os de guardas para que Dânae não pudesse ter contato com nenhum homem. Seu único acesso ao mundo exterior era através de uma janela no alto.


Ao ver o sofrimento de Dânae, Zeus "se compadeceu dela", e se transformou em uma chuva de ouro, que ao cair sobre Dânae, a engravidou (segundo alguns poetas, Dânae teria sido na verdade violada por Preto, irmão e rival de Acrísio, e a "chuva de ouro" seria na verdade, uma larga soma em dinheiro que Preto teria despejado sobre o colo de Dânae, para compensar a desonra que ele havia causado nela, e os poetas posteriores adotaram a chuva de ouro como figura de expressão).



O fruto da união entre Zeus e Dânae foi um filho chamado Perseu que Dânae conseguiu esconder de seu pai por algum tempo. Quando Acrísio descobriu sobre o nascimento dessa criança, ele ordenou que a criada fosse morta e mandou encerrar Dânae e Perseu em um caixão e jogá-la no mar.


As ondas levaram o caixão à costa de Sérifos, onde Perseu cresceu e se tornou um homem forte. O caixão foi encontrado por Díctis. (Vale notar a semelhança com Moisés que, segundo a Bíblia, foi deixado no Nilo dentro de um cesto de papiro). Díctis provavelmente vivia na famosa "Caverna do Ciclope", pois o caixão pode ter sido levado à praia na frente da caverna.

Díctis era pescador e irmão do rei da ilha, Polideuces, ou Pólux. Díctis hospedou as duas pessoas em sua casa, e eles se tornaram membros de sua família; mas seu irmão, o rei Pólux, desejava que Dânae fosse sua esposa e negou a Díctis essa união com ela. Outro obstáculo para o rei era o filho de Dânae, Perseu. Pólux proclamou seu casamento com Hipodâmia e pediu a cada habitante da ilha um cavalo como presente de casamento. Perseu, sendo um pescador, não tinha cavalos, mas prometeu levar ao rei a cabeça da Medusa, a Górgona, em vez disso. Pólux aceitou prontamente esse compromisso, pois nenhum homem jamais havia retornado com vida de um encontro com uma Górgona. Pólux decidiu manter Dânae no palácio até que Perseu voltasse com a cabeça de Medusa.

Medusa era uma das três sereias que, de acordo com Hesíodo, viviam do outro lado do oceano na borda da terra perto da Noite. Ao contrário de suas irmãs que eram imortais, Medusa era mortal. De acordo com uma versão do mito, ela era considerada bonita e foi estuprada por Poseidon. A deusa Atena, furiosa então a amaldiçoou e a transformou em um monstro terrível, embora as primeiras versões do mito afirmassem que ela já era um monstro escamoso com cobras entrelaçadas em seus cachos de cobre, presas de porco, bocas grandes e olhos grandes que lançavam raios. Todos os que encontraram seu olhar terrível foram transformados em pedra.

Perseu deixou Sérifos em um navio em busca de Medusa. No caminho ele encontrou Atena e Hermes, que lhe disseram como matar a Medusa e, junto com as ninfas, deu-lhe as seguintes armas:

O capacete de Hades para torná-lo invisível enquanto ele se aproximava de seu alvo.

Uma bolsa mágica para colocar a cabeça terrível.

Sandálias aladas para levá-lo até a rocha no meio do mar onde a Medusa residia.

O escudo brilhante para olhar a Medusa.

Uma espada afiada ou foice, que cortaria o pescoço duro da Medusa.


Perseu entrou na caverna onde viviam as górgonas, guiado apenas pelo brilho de seu escudo e com a ajuda de seu elmo invisível, voou sobre as górgonas com as sandálias aladas e se aproximou da Medusa.



Arte de John Petersen


Olhando apenas para o seu reflexo em seu escudo, Perseu desferiu um golpe certeiro que cortou-lhe a cabeça e a matou, pois era a única das górgonas que era mortal. Quando Perseu separou a cabeça da Medusa de seu pescoço, duas criaturas nasceram de seu sangue: o cavalo alado Pégaso e o gigante Crisaor, resultantes da união profana de Medusa e Poseidon. As outras duas irmãs de Medusa, Esteno e Euríale, perseguem Perseu, mas este escapa devido ao capacete de Hades, que o torna invisível às Górgonas.






O Encontro com Atlas


Em seu caminho de volta para Sérifos, Perseu passou pelo país das Hespérides, onde ficava o titã Atlas, que foi condenado pelos deuses a sustentar a abóbada celeste em seus ombros. Vendo que o lugar era muito bonito, Perseu pediu a Atlas se podia dormir pelos arredores naquele dia, dizendo ao titã: "Se vês uma pessoa pela sua família, saiba que sou filho de Zeus e se, porém, valorizas grandes feitos, saiba que matei a górgona Medusa".


Após ouvi-lo, Atlas respondeu: "Tu, mortal, mataste a rainha das górgonas? Nenhum mortal teria condições para fazer tal coisa". Revoltado por Atlas não ter acreditado em suas palavras, Perseu mostra a cabeça de Medusa ao enorme titã, que ao encarar os olhos da górgona, teve todo o seu corpo petrificado. Seus ossos se transformam em uma montanha, sua barba em uma floresta e sua cabeça o cume, e os céus continuariam a serem suportados por ele.



Atlas





Perseu e Andrômeda


Continuando sua jornada de volta para Sérifos, Perseu alcançou a terra dos etíopes, governada pelo rei Cefeu. Lá se deparou com uma linda mulher acorrentada no meio do mar, e não fossem as lágrimas que vertiam de seu rosto, teria confundido-a com uma estátua. Perseu pergunta a jovem o que fez para merecer tal punição, e ela diz a ele: "Eu sou Andrômeda. 

Minha mãe Cassiopéia ousou comparar sua beleza com as filhas de Poseidon, as ninfas do mar, e fomos castigados por isso. Poseidon enviou um monstro para destruir nossa cidade pelo erro de minha mãe e eu fui oferecida como sacrifício".


Perseu diz que a salvará, se em troca ela prometesse casar com ele (outra versão afirma que Perseu se apaixonou de imediato por Andrômeda, e fez um acordo com Cefeu, prometendo matar o monstro marinho em troca da mão de sua filha), mas antes de receber uma resposta, uma grande onda se abriu no meio e o monstro marinho apareceu. Sem pensar duas vezes, Perseu vai de encontro ao monstro, pulando sobre sua cabeça e a decapitando com sua espada, ou petrificando o monstro com a cabeça da Medusa.




Ao testemunhar sua bravura, Cefeu alegremente concedeu a mão de Andrômeda em casamento a Perseu. Fineu, tio de Andrômeda, ficou enfurecido com a situação pois Andrômeda já havia sido prometida a ele. Durante o conflito que se seguiu, Perseu transformou Fineu em pedra, usando novamente a cabeça da Medusa. Encerrado o conflito, Perseu e Andrômeda seguem juntos em direção a Sérifos.


Perseu se vinga de Polidectes


Finalmente de volta a Sérifos, Perseu descobriu que Polidectes e seus seguidores perseguiam sua mãe. Perseu obtém ajuda de seus amigos para enfrentar Polidectes, mas mesmo assim estavam em menor número. Quando a batalha parecia perdida, Perseu lembrou-se do que havia acontecido a Atlas quando este fitou os olhos na cabeça de Medusa, e então pediu aos seus amigos que fechassem os olhos. Em seguida, Perseu ergue mais uma vez a cabeça de Medusa, e todos que estavam contra ele, além de alguns amigos que não obedeceram seu aviso, foram petrificados, restando apenas Polidectes que perceber o que lhe aconteceria, virou seu rosto. Ele pede a clemência de Perseu, dizendo: "Por favor, ó Perseu, me deixe viver, eu reconheço que tu és mais forte e que mataste a górgona, então não me mate também".

Perseu então lhe responde: "Cuidarei bem de você Polidectes! Deixarei você em minha casa para jamais esquecer da covardia que me mostra agora". Perseu vira o rosto de Medusa na direção de Polidectes, petrificando-o na posição de covardia em que ele se mostrava, e então leva sua estátua para casa.




Posteriormente, Perseu ofereceu a cabeça da Medusa como um presente para a deusa Atena, que a colocou no centro de sua temida égide.


Cumprindo a profecia


Acompanhado de Danae e Andrômeda, Perseu partiu em direção a Argos, disposto a fazer as pazes com Acrísio. Ao tomar conhecimento disso, e ainda recordando da profecia que ouvira anos atrás, Acrísico deixou Argos e foi para Lárissa, na Tessália.


Ironicamente, foi justamente para onde Perseu se dirigiu após não encontrar Acrísio em Argos. Teutamides, rei de Lárissa, celebrava jogos atléticos em homenagem a seu falecido pai, e estando na cidade, Perseu resolveu participar. Durante uma prova de lançamento de discos, Perseu acabou fazendo um lançamento desastroso, que acabou acidentalmente atingindo e matando um velho homem que assistia a prova. O homem era ninguém menos que Acrísio, e assim, a profecia se cumpriu.


Dessa forma, Perseu o rei de Argos. Apesar disso Perseu se recusou a governar Argos, atormentado pelas memórias ruins e também envergonhado de reclamar o trono. Ele foi até Tirinto, que era governada por Megapente, filho de Preto, e fez uma troca com o mesmo. entregando-lhe o trono de Argos, e ficando com o trono de Tirinto.


Depois de algum tempo, ele também fundou Micenas, onde ele e sua esposa Andrômeda viveram felizes por muitos anos e estabeleram uma família de sete filhos: Perseides, Perses, Alceu, Helio, Mestor, Sthenelus, Electrião; e uma filha, Gorgófona. Seus descendentes também governaram Micenas, de Electrião à Euristeu, após os quais Atreu conquistou o trono. Electrião teve uma filha chamada Alcmena, que viria a ser mãe de Héracles, o maior dos heróis gregos, sendo bisneto de Perseu (por parte da mãe) e também seu irmão (por parte do pai, Zeus).


Além de Micenas, Perseu foi o ancestral das casas reais de Elis, Esparta, Messênia e também da Pérsia.


A Morte de Perseu


Perseu é conhecido na mitologia grega como o único semideus (pelo menos dos mais famosos) que viveu sua vida plenamente e morreu de velhice e em paz, enquanto todos os outros heróis como Héracles, Aquiles, Jasão e muitos outros morreram em guerra ou por alguma punição ou maldição.


Porém, de acordo com uma obscura história narrada por Pseudo-Higino, Perseu teria sido morto por Megapente, com quem havia trocado de reino. O motivo teria sido vingança pela morte de Acrísio, mas essa história não é relevante, nem levada em consideração em nenhuma obra.







Fontes:

wikipedia.org
google.com
portal-dos-mitos.blogspot.com
br.pinterest.com
mitoselenadas.com.br





quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

Odisseia






A Odisseia, assim como a Ilíada, é um poema elaborado ao longo de séculos de tradição oral, tendo tido sua forma fixada por escrito, provavelmente no fim do século VIII a.C. A linguagem homérica combina dialetos diferentes, inclusive com reminiscências antigas do idioma grego, resultando, por isso, numa língua artificial, porém compreendida. Composto em hexâmetro dactílico era cantado pelo aedo (cantor), que também tocava, acompanhando, a cítara ou fórminx, como consta na própria Odisseia (canto VIII, versos 43-92) e também na Ilíada (canto IX, versos 187-190).





O poema relata o regresso de Odisseu ( (Ὀδυσσεύς),  aquele que causa ira ou ódio, odioso, ou Ulisses, como era chamado no mito romano, herói da Guerra de Tróia e protagonista que dá nome à obra. Como se diz na proposição, é a história do “herói de mil estratagemas que tanto vagueou, depois de ter destruído a cidadela sagrada de Troia, que viu cidades e conheceu costumes de muitos homens e que no mar padeceu mil tormentos, quanto lutava pela vida e pelo regresso dos seus companheiros”. Odisseu leva dez anos para chegar à sua terra natal, Ítaca, depois da Guerra de Tróia, que também havia durado dez anos.

Odisseu era tido como ardiloso, engenhoso, foi ele que inventou o Cavalo de Tróia. Os gregos cercaram Tróia por dez anos, e não obtiveram êxito com o uso da força. Foi somente pela engenhosidade de Odisseu e seu Cavalo de madeira, que eles lograram êxito.

A trama da narrativa, surpreendentemente moderna na sua não-linearidade, apresenta a originalidade de só conservar elementos concretos, diretos, que se encadeiam no poema sem análises nem comentários. A análise psicológica, a análise do mundo interior, não era ainda praticada. As personagens agem ou falam; ou então, falam e agem. E falam no discurso direto, diante de nós, para nós – preparando, de alguma forma, o teatro. Os eventos narrados dependem tanto das escolhas feitas por mulheres, criados e escravos quanto dos guerreiros.

A influência homérica é clara em obras como a Eneida de Virgílio,  Os Lusíadas de Camões, ou Ulysses de James Joyce, mas não se limita aos clássicos. As aventuras de Ulisses, a superação desesperada dos perigos, nas ameaças que lhe surgem na luta pela sobrevivência, são a matriz de grande parte das narrativas modernas, desde a literatura ao cinema.

Em português, bem como em diversos outros idiomas, a palavra odisseia passou a referir qualquer viagem longa, especialmente se apresentar características épicas.

A Odisseia é a história da longa viagem do herói Odisseu em seu retorno para casa, depois da guerra nas planícies de Troia, onde os gregos e os troianos se enfrentaram. A cidade de Troia se erguia nas proximidades do Helesponto, em uma região que hoje pertence à Turquia. De acordo com a tradição homérica, essa guerra durou dez anos e, historicamente, aconteceu no período em que se desenvolveu a civilização micênica, entre 1600 e 1200 a.C.. Segundo a lenda, os acontecimentos que levaram à guerra de Troia tiveram início com uma disputa proposta por Éris, a deusa da discórdia, que ofereceu uma maçã de ouro à mais bela das deusas. Como três divindades poderosas, Hera, Atena e Afrodite, disputavam o fruto de ouro, os deuses convidaram o príncipe Páris, filho de Príamo, rei de , para ser o juiz. A deusa Hera prometeu honras, poder e riquezas ao jovem príncipe, se fosse a escolhida. Atena disse que lhe daria sabedoria e vitórias na guerra. Páris, porém, escolheu Afrodite, que havia lhe prometido o amor da mais bela mulher sobre a terra. Essa mulher era Helena, filha de Zeus, que já era casada com o rei Menelau. Helena teve muitos pretendentes poderosos, reis e heróis, que se reuniram diante do palácio para aguardar a decisão da bela princesa. Seu pai adotivo, o rei Tíndaro, temia que a escolha da filha pudesse despertar a fúria dos outros pretendentes e acabasse provocando uma guerra. Por fim, Odisseu, rei de Ítaca, um dos que disputavam a mão de Helena, resolveu o impasse, ao propor que todos deveriam jurar proteger a princesa e o marido escolhido por ela. Afinal, Helena se casou com Menelau, que se tornou rei de Esparta. Para cumprir a promessa feita a Páris, a deusa Afrodite ajudou o príncipe troiano a seduzir Helena e a raptá-la, levando-a para o palácio de Príamo. Os gregos, porém, honrando o juramento feito ao rei Tíndaro, uniram seus exércitos e navegaram em direção a Troia. Teve início uma guerra sangrenta, que Homero descreve em seu poema Ilíada. Após dez anos de luta, certo dia os troianos perceberam que o acampamento grego estava vazio e imaginaram que a guerra, finalmente, havia terminado. Na praia, onde se erguiam as tendas gregas, encontraram um enorme cavalo de madeira. Acreditando que seus inimigos haviam voltado para sua terra, deixando de presente aquele portentoso cavalo, decidiram levá-lo, como um troféu, para dentro dos muros da cidade. À noite, porém, quando todos dormiam, soldados gregos saíram de dentro do cavalo e abriram os portões da muralha. Os troianos não conseguiram reagir e foram vencidos pelos gregos. A ideia de construir um cavalo oco, de madeira, que escondesse os melhores soldados em seu bojo para, dessa forma, atacar Troia de surpresa, dentro de suas muralhas, foi do esperto Odisseu.

Odisseu ou Ulisses



Tróia era protegida pela deusa Hera, que ficou furiosa com o ardil de Ulisses criando obstáculos para sua volta à Ítaca , seu filho Telêmaco e sua esposa Penélope.


Penélope



Enquanto enfrenta deuses como Poseidon e criaturas míticas (Ciclopes, Sereias, Circe), sua esposa Penélope resiste a pretendentes em seu palácio.


1. O Encontro com o Ciclope Polifemo




A primeira grande dificuldade de Ulisses foi quando ele e seus homens entraram na caverna do ciclope gigante Polifemo. O monstro de um olho só começou a devorar os companheiros de Ulisses como se fossem petiscos. Mas nosso herói teve uma ideia genial: embebedou o ciclope e furou seu único olho com uma estaca em brasa. Polifemo, furioso, perguntou o nome de Ulisses, que respondeu ´Ninguém`. Polifemo então vociferava: `Ninguém furou o meu olho´ O problema? Na saída, Ulisses não conseguiu resistir e gritou seu nome verdadeiro para o ciclope. Grande erro! Polifemo era filho de Poseidon, deus dos mares, que ficou pistola e amaldiçoou a viagem de Ulisses.

2. As Sereias e Seu Canto Mortal





Quem nunca teve curiosidade de ouvir algo que não deveria? Ulisses sabia que as sereias tinham um canto tão lindo que fazia os marinheiros se jogarem no mar e morrerem afogados. Sua solução foi genial: tampou os ouvidos dos seus homens com cera e pediu para eles o amarrarem no mastro do navio. Assim, ele pôde ouvir o canto sem morrer. 




3. Circe, a Feiticeira Sedutora




Na ilha de Circe, uma feiticeira poderosa transformou metade da tripulação de Ulisses em porcos! Mas nosso herói, com ajuda do deus Hermes e uma planta mágica chamada moly, conseguiu resistir aos feitiços de Circe. Melhor ainda: ele seduziu a feiticeira e ela acabou se apaixonando por ele, revertendo o feitiço e ainda dando dicas preciosas para a continuação da viagem.


Planta Moly


4. A Descida ao Mundo dos Mortos





Para descobrir como voltar para casa, Ulisses teve que fazer algo que poucos mortais fizeram: descer ao Hades, o mundo dos mortos. Lá ele conversou com fantasmas de guerreiros famosos, incluindo Aquiles, e recebeu profecias sobre seu futuro do profeta cego Tirésias.






Calipso era uma ninfa marítima que recebeu Ulisses com hospitalidade, de forma magnífica e acabou apaixonando-se por ele, desejando tê-lo ao seu lado para sempre.

Ulisses queria voltar para sua família e seu reino, Calipso recebeu ordens de Júpiter para deixá-lo ir embora, e ela assim o fez.


Depois de todos esses percalços, finalmente Ulisses chega à Ítaca, maltrapilho, parecendo um mendigo.
Ao retornar a Ítaca disfarçado de mendigo após 20 anos, Ulisses (Odisseu) é reconhecido primeiro por seu velho cão, Argos, que morre logo após vê-lo. Posteriormente, a ama Euricleia o reconhece por uma cicatriz na perna enquanto lavava seus pés, seguida por seu filho Telêmaco e, por fim, sua esposa Penélope.

Penélope ainda acreditava na volta de Ulisses, embora os pretendentes dissessem que ele tinha  morrido e  que ela tinha  de escolher um deles. Naquela época uma mulher não podia viver sozinha numa casa. Tinha de ter um homem para comandar e proteger o lar. Penélope então diz que após terminar uma manta que ela estava tricotando ela escolheria um deles.

À noite ela desmancha toda a manta que tinha feito de dia, assim atrasando sua escolha. Enquanto isso os pretendentes se valiam das riquezas do reino de Ítaca,  comendo da comida e bebendo seu vinho.

Não tendo mais como adiar a escolha , ela então propõe que aquele que conseguisse vergar o arco de Ulisses seria o escolhido. Todos tentam e falham. Nisso, chega Ulisses, como um mendigo e pede para tentar. Todos riem dele e caçoam de sua pretensão. 

Ulisses então consegue vergar o arco, e mata todos os pretendentes.







É uma história de resignação e vontade, que mostra que mesmo com todas as dificuldades enfrentadas, Ulisses consegue ficar com a sua família.


Fontes:

wikipedia.org
google.com
culturagenial.com
alb.org.br
bibliobras.com.br
pt.quizur.com
brasilescola.uol.com.br

terça-feira, 27 de janeiro de 2026

Ilíada




``Canta-me, ó deusa, do Peleio Aquiles
A ira tenaz, que, lutuosa aos Gregos,
 Verdes no Orco lançou mil fortes almas, 
Corpos de heróis a cães e abutres pasto:
Lei foi de Jove, em rixa ao discordarem
O de homens chefe e o Mirmidon divino.
Nume há que os malquistasse? 
O que o Supremo Teve em Latona.
Infenso um letal morbo
No campo ateia; o povo perecia,
 Só porque o rei desacatara a Crises.
Com ricos dons remir viera a filha
Aos alados baixéis, nas mãos o cetro
 E a do certeiro Apolo ínfula sacra.
Ora e aos irmãos potentes mais se humilha: “Atridas, vós Aqueus de fina greva, Raso o muro Priâmeo, assim regresso Vos dêem feliz do Olimpo os moradores´´


A Ilíada é constituída por 15 693 versos em hexâmetro datílico ( uma sílaba longa e duas curtas), a forma tradicional da poesia épica grega. Foi composta por uma mistura de dialetos, resultando numa língua literária artificial, nunca de fato falada na Grécia.





Com origem na tradição oral da época micênica ou seja, teria sido cantada pelos aedos (artistas que cantavam epopeias), e só muito mais tarde os versos foram compilados numa versão escrita, no século VI a.C. em Atenas. O poema foi então posteriormente dividido em 24 cantos, divisão que persiste até hoje, onde cada canto corresponde a uma letra do alfabeto grego - divisão atribuída aos estudiosos da biblioteca de Alexandria.



Considerada como a "obra fundadora" da literatura ocidental e uma das mais importantes da literatura mundial. Tornou-se, juntamente com a Odisseia (atribuída ao mesmo autor), modelo da poesia épica, seguido pelos autores clássicos, como Virgílio, no poema Eneida, dentre outros. Também influenciou fortemente a cultura clássica de maneira geral, abrangendo campos não só da literatura, como a poesia lírica e a tragédia (na linguagem e temas), mas também a historiografia (na temática bélica e estrutura das narrativas historiográficas), a filosofia, etc., sendo amplamente estudada na Grécia Antiga (como parte da educação básica) e, posteriormente, no Império Romano.

Poeta Homero






Argumento
A Ilíada passa-se durante o décimo ano da Guerra de Tróia (A Guerra de Troia foi um lendário conflito de 10 anos entre gregos (aqueus) e troianos, ocorrido por volta de 1250 a.C. na atual Turquia. Narrada na Ilíada e Odisséia de Homero, a guerra teria sido motivada pelo rapto de Helena por Páris, terminando com a destruição de Troia através do ardil do Cavalo de Madeira). e trata da ira de Aquiles. A ira é causada por uma disputa entre Aquiles e Agamenon, comandante dos exércitos gregos em Troia, que toma Briseida, mulher de Aquiles e consumada com a morte do herói troiano Heitor (ou Héctor), terminando com seu funeral.







Heitor é morto por Aquiles que desfila com seu corpo diante das muralhas de Troia.


Aquiles só volta para a batalha com a morte de seu amigo Pátroclo, que com a recusa de Aquiles de lutar, guerreou com sua armadura. Foi morto por Heitor.







Embora Homero se refira a vários mitos e acontecimentos prévios, fortemente presentes na cultura grega, a história da guerra de Troia não é contada na íntegra. Dessa forma, o conhecimento prévio da mitologia grega acerca da guerra é relevante para a compreensão da obra.


Aquiles tido como imortal, tinha seu ponto franco no calcanhar. Segundo a lenda, sua mãe o mergulhou no rio Estige, quando bebe, segurando-o com as mãos, impedindo assim que seus calcanhares tivessem a proteção.





Paris atinge Aquiles com uma flecha no seu calcanhar, matando-o. Daí vem a expressão ´calcanhar de Aquiles`







Fontes:


wikipedia.orggoogle.com
guiadoestudante.abril.com.br
brasilescola.uolo.com.br
bibliote.torres.rs.gov.br
mitografias.com.br



segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

Peste negra





A peste negra, é como ficou conhecida, a peste bubônica, doença causada pela bactéria Yersinia pestis, que atingiu o continente europeu em meados do século XIV. Os historiadores acreditam que a doença surgiu em algum lugar da Ásia Central e foi levada por genoveses para o continente europeu.





Também chamada simplesmente de "a praga" ou "a peste", é uma doença infecciosa potencialmente fatal. Ela é causada pela bactéria Yersinia pestis, que vive em animais, especialmente os roedores, mais especificamente nas pulgas que eles carregam em seus pelos.




A Peste Negra provavelmente teve a sua origem na Ásia Central ou na Ásia Oriental de onde viajou ao longo da Rota da Seda, atingindo a Criméia em 1343. De lá, era provavelmente transportada por pulgas que viviam nos ratos que viajavam em navios mercantes genoveses, espalhando-se por toda a bacia do Mediterrâneo, atingindo o resto da Europa através da península italiana.

Estima-se que a Peste Negra tenha matado entre 30% a 60% da população da Europa. No total, censos dos últimos anos estimam que a peste pode ter reduzido a população mundial de 475 milhões para 350–375 milhões no século XIV.  A população da Europa demorou cerca de 200 anos a recuperar o nível anterior e algumas regiões (como Florença) recuperaram apenas no século XIX A peste retornou várias vezes como surtos até ao início do século XX.




A doença poderia se apresentar de três formas distintas: pulmonar, bubônica e septicêmica.

Alguns dos sintomas que poderiam aparecer ao enfermo eram:

dores pelo corpo;
febre alta;
sangramento pelos orifícios;
inchaço nos gânglios e aparecimento de bubos;
protuberâncias na pele.



Apesar de serem muito relacionadas à Idade Média, foi apenas no século XVII, já na Idade Moderna, que apareceram as imagens de médicos vestidos com as máscaras de couro e com um bico que se assemelhava ao de uma ave.

Dentro dessas máscaras havia ervas aromáticas a fim de prevenir o contágio, pois durante muito tempo se acreditou que a doença era transmitida pelo ar, através do mau cheiro.

Essas ervas também ajudavam a suportar o fedor da putrefação dos cadáveres.

Os médicos eram contratados pelas cidades para cuidar dos doentes, contabilizar os mortos e alertar as autoridades sobre possíveis novos focos da doença.

A população, é claro, voltou-se ao misticismo e crendices, sem no entanto, nada eliminar o problema.

Quando perceberam que nem as súplicas e sacrifícios pra os deuses adiantava, eles passaram a culpar a população dos judeus pela praga, cometendo várias arbitrariedades e atrocidades contra esse povo.

Os judeus e suas mentiras



9 de janeiro de 1349 – Em Basiléia, na Suíça, a comunidade judaica é massacrada sob a acusação de ser responsável pela peste negra. Segundo os registros, cerca de 600 pessoas de origem judia foram queimadas em fogueiras, e 240 crianças hebraicas se salvaram, mas foram forçadas à conversão ao catolicismo.


Vítimas, como sempre, do antissemitismo, os judeus daquela cidade se tornaram suspeitos pelo fato de que na comunidade hebraica o índice de mortalidade pela peste negra era bem menor que no resto da população (provavelmente pelo próprio isolamento social e por hábitos higiênicos diferenciados).


A maior crise da peste negra, ocorrida entre 1347 e 1351, se encerrou devido à própria exaustão do ciclo da doença. Isso quer dizer que ela se alastrou pelas principais áreas do continente, deixando pessoas mortas ou já curadas. Ou seja, assim como começou ela foi embora. Além de ter infectado muitas pessoas, outras tantas se isolaram nos campos com medo da doença, ajudando também o fim do contágio.





Navios era deixados por 40 dias  (quarentena) sem poder atracar nos portos, até que a doença fosse controlada.

A peste negra (peste bubônica), causada pela bactéria Yersinia pestis, chegou ao Brasil no início do século XX (1899-1900), com surtos severos no Rio de Janeiro e Santos. A doença foi controlada por ações de higiene e campanhas de vacinação, mas persiste como focos naturais em roedores silvestres, com último caso humano registrado no Ceará em 2005.




Fontes:


wikipedia.org
google.com
todamateria.com.br
brasilescola.uol.com.br
emtemponoticias.com
historiadomundo.com.br

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