terça-feira, 20 de outubro de 2026

 Revolução Francesa - Girondinos e Jacobinos.






A Revolução Francesa é o nome dado ao ciclo revolucionário que aconteceu na França entre 1789 e 1799 que marcou o fim do absolutismo nesse país. Essa revolução, além de seu caráter burguês, teve uma grande participação popular e atingiu um alto grau de radicalismo, uma vez que a situação do povo francês era precária em virtude da crise que o país enfrentava.

A Revolução Francesa foi um marco na história da humanidade, porque inaugurou um processo que levou à universalização dos direitos sociais e das liberdades individuais a partir da Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão. Essa revolução também abriu caminho para a consolidação de um sistema republicano pautado pela representatividade popular, hoje chamado de democracia representativa. A Revolução Francesa só foi possível graças à popularização dos ideais do Iluminismo.

O absolutismo compreendia a existência de um soberano com poderes ilimitados sobre toda a população, impondo assim as suas "vontades" privilegiando alguns membros do clero e da nobreza, enquanto os burgueses e os demais trabalhadores pagavam pelas mordomias pagavam a conta sem ter uma contra-partida.

Alguns teóricos da época justificavam a existência desse soberano como a vontade Deus.



Luís XVI

A Revolução Francesa foi resultado da crise econômica, política e social que a França viveu no final do século XVIII. Essa crise na França foi consequência direta de uma sociedade marcada pela desigualdade típica do Antigo Regime, nome pelo qual ficou conhecido o absolutismo na França. A França do final do século XVIII era governada por Luís XVI.

A sociedade francesa era dividida em três classes sociais:


Primeiro Estado: clero


Segundo Estado: nobreza


Terceiro Estado: restante da população que não se incluía nos outros dois Estados

Dentro dessa organização social, existia uma divisão muito clara, pois clero e nobreza eram classes que compunham a aristocracia e que gozavam de uma série de privilégios, como isenção de certos impostos e direito de cobrar taxas por suas terras. O Terceiro Estado, por sua vez, mantinha todo o peso de arcar com as despesas do governo francês. Além disso, essa classe era extremamente variada, pois incluía grupos bastante diferentes, como burgueses e camponeses.

A grande desigualdade social da França foi a raiz que causou a convulsão que iniciou a Revolução Francesa. É importante também não ignorar a insatisfação da burguesia, que queria combater os privilégios da aristocracia como forma de prosperar seus negócios no país. Isso convergiu para a revolução em 1789.

Na segunda metade do século XVIII, a França sofria as consequências de seu atraso econômico (em comparação com a Inglaterra) no desenvolvimento do capitalismo e dos altos gastos do país. Tentativas de reforma econômica aconteceram naquele século, mas fracassaram, pois esbarraram na resistência do clero e da nobreza, que não queriam abrir mão de seus privilégios.

Os gastos desnecessários também eram um dos grandes males do país, sobretudo aqueles relacionados com guerras desnecessárias, como a Revolução Americana. Esses fatores endividaram bastante o governo e destruíram a economia francesa.

A crise econômica que se instalou na França impactou diretamente as relações sociais no país, pois a nobreza, tentando reduzir os impactos da crise em seu estilo de vida, aumentou a exploração sobre o povo. Dessa forma, os camponeses e a classe média francesa, principalmente, foram prejudicados. Isso aconteceu porque a nobreza passou a ocupar cargos de governo que, usualmente, eram ocupados pela classe média e porque os impostos cobrados dos camponeses aumentaram.

Essa situação gerou um grande impacto, principalmente, sobre a renda dos camponeses, grupo que já vivia uma situação delicada. O aumento dos impostos fez com que os camponeses abrissem mão de uma parcela cada vez maior da sua produção, utilizada basicamente para sua subsistência. Isso fez com que o estilo de vida dos camponeses piorasse bastante nos vinte anos anteriores à Revolução Francesa.

Os gastos elevados do governo francês também eram um problema grave. No final do século XVIII, a França gastava metade de seu orçamento anual para o pagamento de dívidas do Estado. Um dos resultados mais pesados da crise econômica sobre o povo foi a alta da inflação e, consequentemente, o aumento do custo de vida. Como a situação em 1789 era delicada, o rei francês optou por convocar os Estados Gerais.


A Queda da Bastilha, que aconteceu em 14 de julho de 1789, marcou o início da Revolução Francesa.
Queda da Bastilha

Os Estados Gerais eram uma espécie de assembleia emergencial convocada pelos reis franceses para tomada de decisões importantes. Os últimos Estados Gerais tinham sido convocados há mais de 150 anos. Embora a aristocracia francesa esperasse que medidas fossem tomadas, desejava que a assembleia convocada em 1789 mantivesse os privilégios aristocratas.

A convocação dos Estados Gerais coincidiu com um momento de grande mobilização popular em Paris. Essa mobilização foi resultado direto da insatisfação popular com a fome, que havia aumentado por conta das colheitas ruins de 1788. Em decorrência disso, o preço do alimento disparou, fazendo com que muitos não tivessem condição de comprar alimentos suficientes.

Com a fome espalhando-se pelo país, as pessoas mais pobres eram jogadas para a rebelião ou para o banditismo. Essa situação fez com que as camadas populares de Paris enxergassem os Estados Gerais como uma forma de melhorar a situação.

As decisões dos Estados Gerais eram realizadas por meio de uma votação, na qual cada estado tinha direito a um voto. Esse mecanismo permitia a união entre nobreza e clero contra o Terceiro Estado e, assim, garantia a permanência de seus privilégios. Os representantes do Terceiro Estado, por sua vez, sugeriram que o voto fosse individual, não por Estado. Com isso, o Terceiro Estado teria a possibilidade de ameaçar os interesses da nobreza e do clero.

A proposta do Terceiro Estado pelo voto individual foi rejeitada pelo rei, o que motivou seus a romper com os Estados Gerais e a formar uma Assembleia Nacional Constituinte a fim de que uma nova Constituição fosse redigida para a França. A insatisfação popular tomou as ruas quando o rei mostrou-se contrário à Constituição e ordenou o fechamento da Constituinte.

No dia 14 de julho de 1789, os sans-culottes (camadas populares de Paris), enfurecidos, resolveram atacar a Bastilha, prisão que abrigava presos políticos do absolutismo. Apesar de, naquele momento, a Bastilha estar quase desativada, continuava sendo um grande símbolo do absolutismo. A população parisiense conseguiu tomar a prisão. Essa ação é considerada pelos historiadores como o grande marco que iniciou a Revolução Francesa.

        Sans Coulottes


Fases da Revolução Francesa

Após a Queda da Bastilha, o processo revolucionário espalhou-se pelo país e estendeu-se por um período de dez anos. A revolução só foi encerrada na França quando Napoleão Bonaparte tomou o poder do país por meio do Golpe do 18 de Brumário. Esses dez anos de extensão da Revolução Francesa são divididos em três fases:


Assembleia Nacional Constituinte e Assembleia Legislativa (1789-1792)


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Assembleia Constituinte



Convenção (1792-1795)


Diretório (1795-1799)

Assembleia Nacional Constituinte e Assembleia Legislativa

Essa é fase da Revolução Francesa na qual ocorreu a atuação da Assembleia Nacional Constituinte e da Assembleia Legislativa. Após a Queda da Bastilha, a revolução espalhou-se pelo país e chegou às zonas rurais. Os camponeses temiam que a aristocracia reagisse aos fatos que aconteciam em Paris e deixasse a população sem alimento. Com isso, partiram para o ataque.

Essa reação recebeu o nome de Grande Medo e aconteceu entre julho e agosto de 1789. Nesse episódio, camponeses começaram a invadir as propriedades de aristocratas, promovendo saques e assassinando os proprietários. Além disso, exigiam o fim de alguns impostos e queriam ter direito a mais alimentos.

Os constituintes, temendo que a violência aumentasse, tomaram algumas medidas para conter as ações do povo. Assim, os privilégios feudais foram abolidos na França no início de agosto e, ainda nesse mês, foi anunciada a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, um dos documentos mais importantes de toda a Revolução Francesa. Essa declaração estabelecia, na teoria, que todos os homens eram iguais perante a lei.

A violência popular e as mudanças que estavam acontecendo fizeram com que parte da aristocracia francesa fugisse do país e fosse para outras nações absolutistas, como Áustria e Prússia. Essa aristocracia que fugiu da França iniciou esforços contrarrevolucionários com o objetivo de reimplantar o absolutismo na França.

O rei francês Luís XVI e sua esposa, Maria Antonieta, também tentaram fugir da França, mas foram reconhecidos quando se aproximavam da fronteira com a Bélgica. Após ser capturado, o rei francês foi reencaminhado para o Palácio de Tulherias, local onde vivia desde 1789 – antes disso, o rei francês vivia no Palácio de Versalhes.

Outras mudanças que aconteceram nesse período foram decorrentes da Constituição Civil do Clero, uma tentativa de colocar o clero francês sob o controle do governo. Em 1791, foi promulgada a nova Constituição da França, que transformou o país em uma monarquia constitucional. Após a promulgação, a Assembleia Constituinte transformou-se em Assembleia Legislativa.

Nessa Assembleia, consolidaram-se dois partidos, que foram muito importantes para os anos seguintes da Revolução Francesa: girondinos e jacobinos. Os girondinos assentavam-se à direita da Assembleia e tinham uma postura mais conservadora em relação às mudanças em curso. Já os jacobinos assentavam-se à esquerda e partilhavam de uma posição mais reformista, que defendia a ampliação das reformas em curso no país.



Robespierre


Além de Robespierre outras duas personagens foram importantes na Revolução Francesa: O médico e jornalista Jean-Paul Marat, dono do jornal "L`ami du peuple" - (amigo do povo) que defendia firmemente a revolução e os jacobinos.


Marat

Ele foi assassinado por Charlotte Corday uma simpatizante dos Girondinos com uma facada no peito numa banheira.


Outro personagem importante foi Georges Jacques Danton nasceu em uma família da pequena burguesia. Devido à sua grande eloquência foi um colaborador brilhante da implantação dos ideais revolucionários. Se indispôs com Robespierre devido aos modos violentos desse. A ruptura com os jacobinos foi consumada no fim de 1793, período durante o qual Robespierre tentou manter o equilíbrio político do seu governo, afastando mais os radicais e os moderados. Devido às medidas tomadas por Robespierre, Danton encontrava-se isolado e acabou acusado de ser um inimigo da República.

Danton depois de julgado por possíveis crimes financeiros contra a República, algo que nunca foi provado, foi levado à guilhotina em 5 de abril de 1794.



Danton




Nesse período, rumores de que austríacos e prussianos estavam organizando forças para invadir a França espalharam-se e fizeram com que a Assembleia emitisse uma declaração de guerra contra esses dois países. Os franceses lutaram essa guerra com a Guarda Nacional, tropa que tinha surgido em Paris no começo da revolução e que era liderada pelo Marquês de La Fayette.

O início da guerra criou condições para a radicalização da revolução e levou a população a apoiar os jacobinos e os sans-culottes. A guerra foi declarada em abril de 1792 e, em setembro de 1792, a Monarquia Constitucional na França caiu. Os sans-culottes anunciaram a instauração da República na França.

Convenção

Com a República, a Assembleia Legislativa transformou-se em Convenção. Os membros da Convenção foram escolhidos por sufrágio universal masculino, e o rei francês, naturalmente, foi destituído de sua função. Nesse momento, uma nova discussão tomou a política francesa: o destino de Luís XVI.

Os jacobinos defendiam que o rei deveria ser guilhotinado, pois era considerado o grande culpado pelos males que a França enfrentava. Já os girondinos defendiam o exílio do rei. O processo de Luís XVI teve uma reviravolta quando um suposto cofre foi encontrado em Tulherias com evidências do envolvimento do rei com a contrarrevolução. O resultado disso foi a execução de Luís XVI na guilhotina em janeiro de 1793.

Maria Antonieta esposa de Luís XVI e rainha da França é morta na guilhotina em outubro de 1793.


A ela é atribuída a frase: "Se o povo não tem pão, que coma brioches". Em 1792, Áustria e Prússia unem-se em defesa da monarquia na França. Durante a guerra, Maria Antonieta é acusada de conspirar a favor de seu país natal. O ódio contra a rainha dá ímpeto à insurreição que derruba a monarquia em 1792. 



Maria Antonieta



Esse regicídio inaugurou a fase do Terror na revolução. Os jacobinos tomaram o poder da França e, liderados por Maximilien Robespierre, iniciaram uma fase de radicalização, que ampliou as reformas no país e perseguiu todos aqueles que se opunham a ela. Na República controlada pelos jacobinos, os opositores foram alvos da Lei dos Suspeitos, responsável pela morte na guilhotina de 17 mil pessoas em 14 meses.

O Terror imposto pelos jacobinos levou os girondinos a organizarem-se e a reagirem com a Reação Termidoriana em 1794. Com esse evento, os jacobinos foram destituídos do poder, Robespierre foi guilhotinado e a agenda reformista foi substituída por uma agenda mais conservadora e liberal. Em 1795, a Convenção foi substituída pelo Diretório.

Diretório

Com o enfraquecimento dos jacobinos, os girondinos, à frente dos interesses da alta burguesia francesa, redigiram uma nova Constituição para a França e reverteram algumas medidas. Utilizaram ainda o exército francês para reprimir todos aqueles que se opusessem às medidas que estavam sendo implantadas.

A França permaneceu em uma onda de instabilidade política, social e econômica durante os anos seguintes, que fez com que a alta burguesia defendesse a implantação de um governo autoritário presidido por uma figura de força. Essa figura era Napoleão Bonaparte, general do exército francês, famoso na época por liderar as tropas do país no exterior.

Napoleão tomou o poder da França em 1799, quando organizou um golpe que ficou conhecido como Golpe do 18 de Brumário. Isso marcou início do Período Napoleônico.



Napoleão Bonaparte
Napoleão Bonaparte





Fontes:

brasilescola.uol.com.br
escolakids.uol.com.br
google.com
linguee.com.br
sohistoria.com.br
wikipedia.org

quarta-feira, 14 de outubro de 2026

 

Continuando com o tema verbos, hoje iremos falar das conjugações verbais e dos verbos regulares.


Os verbos são divididos em três conjugações:


1ª conjugação são os verbos terminados em "ar"

Exs: amar, cantar, andar, amarrar


2ª conjugação são os verbos terminados em "er" e também os terminados em "or"

Exs: ver, ler, vender, querer, por, compor, propor, repor.


3ª conjugação são os verbos terminados em "ir"
Exs: fingir, rir, pedir, mentir.


Verbos Regulares


Os verbos regulares são aqueles que utilizam sempre a mesma desinência quando conjugados na mesma pessoa e tempo. Ou seja a terminação (desinência) de suas conjugações são sempre a mesma.


Exs:

Verbos: cantar, amar, falar

Presente do Indicativo


Eu canto amo falo
tu cantas amas falas
ele/ela canta ama fala
Nós cantamos amamos falamos
Vós cantais amais falais
Eles/elas cantam amam falam


Notem que a terminação (desinência) são sempre as mesmas. 

Assim também no particípio, e no futuro, no Indicativo e no Subjuntivo.


O radical dos verbos regulares também não sofrem alteração independente da pessoa em que é conjugado.


Verbo cantar; radical cant, verbo amar; radical am, verbo falar; radical fal.


Assim é também com os verbos na segunda e terceira conjugações;




Verbo vender – Modo Indicativo


Indicativo


Presente

euvendo
tuvendes
elevende
nósvendemos
vósvendeis
elesvendem


Pretérito Imperfeito

euvendia
tuvendias
elevendia
nósvendíamos
vósvendíeis
elesvendiam


Pretérito Perfeito

euvendi
tuvendeste
elevendeu
nósvendemos
vósvendestes
elesvenderam



Modo Subjuntivo:



Subjuntivo

Presente

que eu venda
que tu vendas
que ele venda
que nós vendamos
que vós vendais
que eles vendam


Pretérito Imperfeito

se eu vendesse
se tu vendesses
se ele vendesse
se nós vendêssemos
se vós vendêsseis
se eles vendessem


Futuro

quando eu vender
quando tu venderes
quando ele vender
quando nós vendermos
quando vós venderdes
quando eles venderem





Conjugação do verbo regular partir: (radical part-)

Modo indicativoPresente: parto, partes, parte, partimos, partis, partem
Pretérito perfeito: parti, partiste, partiu, partimos, partistes, partiram.
Pretérito imperfeito: partia, partias, partia, partíamos, partíeis, partiam.
Pretérito mais-que-perfeito: partira, partiras, partira, partíramos, partíreis, partiram.
Futuro do presente: partirei, partirás, partirá, partiremos, partireis, partirão.
Futuro do pretérito: partiria, partirias, partiria, partiríamos, partiríeis, partiriam.
Em breve falaremos dos verbos irregulares.




Fontes:

escolakids.uol.com.br/
todamateria.com.br/verbos-regulares
infoescola.com/portugues
conjugaçao.com.br

terça-feira, 13 de outubro de 2026



Hoje vamos falar de verbos defectivos e abundantes.


VERBOS DEFECTIVOS:




Vejamos abaixo a definição:


Pode-se dizer que os VERBOS DEFECTIVOS tem comportamento contrário ao dos verbos abundantes, pois enquanto estes apresentam mais de uma forma verbal para representar um mesmo modo, tempo e pessoa, aqueles apresentam uma ausência de algumas formas verbais, ou seja, não possuem determinadas formas conjugadas.




Vejamos os exemplos:


Verbo PARTIR (regular, 3ª conjugação, conjugado no presente do indicativo)

EU - parto
TU - partes
ELE - parte
NÓS - partimos
VÓS - partis
ELES - partem



Verbo ABOLIR (irregular, 3ª conjugação, defectivo, conjugado no presente do indicativo)
EU - ???
TU - aboles
ELE - abole
NÓS - abolimos
VÓS - abolis
ELES - abolem





Verbo COMER (regular, 2ª conjugação, conjugado no presente do indicativo)

EU - como
TU - comes
ELE - come
NÓS - comemos
VÓS - comeis
ELES - comem



Verbo REAVER (irregular, 3ª conjugação, defectivo, conjugado no presente do indicativo)
EU - ???
TU - ???
ELE - ???
NÓS - reavemos
VÓS - reaveis
ELES - ???












Os verbos defectivos impessoais não têm sujeito. Além dos verbos que manifestam fenômenos naturais, o verbo haver (no sentido de existir) e o verbo fazer (no sentido de tempo decorrido) são verbos impessoais e, assim, são normalmente conjugados na 3.ª pessoa do singular.


Exemplos:


Anoitece mais tarde no verão.


Trovejou durante todo o dia.


Venta muito naquela cidade.


Portanto o correto é: Houve muita gente na festa. e NÃO houveram muita gente...


O correto é: Faz muitos anos que não vou à São Paulo, e NÃO Fazem muitos anos....




Os VERBOS ABUNDANTES são um dos tipos de verbos irregulares existentes na língua portuguesa. Como o próprio nome já diz, os verbos irregulares são aqueles que se diferenciam dos demais verbos pois não seguem regularmente as conjugações a que pertencem. Ou se diferenciam nas terminações, como é o caso dos verbos anômalos, ou não apresentam alguma forma verbal como é o caso dos verbos defectivos, ou podem ser, ainda, VERBOS ABUNDANTES, ou seja, apresentam mais de uma palavra correspondente à mesma forma verbal.


DEFINIÇÃO:




VERBOS ABUNDANTES são aqueles verbos irregulares que apresentam mais de uma forma de conjugação, ou seja, apresentam duas ou mais formas equivalentes para o mesmo tempo e pessoa.
A incidência de verbos abundantes se dá especialmente na forma do particípio do verbo, pois temos dois tipos de particípio, um com a forma regular, ou seja, com as terminações ADO, IDO, ADA e IDA, e um com a forma irregular, ou seja, com terminações diferentes destas previstas.










Na Nova ortografia da Língua Portuguesa




Vejamos alguns exemplos de verbos que possuem duas formas no particípio, ou seja, VERBOS ABUNDANTES:


ENCHER - enchido, cheio
FIXAR - fixado, fixo
CORRIGIR - corrigido, correto
ACENDER - acendido, aceso
ACEITAR - aceitado, aceito
ELEGER - elegido, eleito
ENTREGAR - entregado, entregue
EXTINGUIR - extinguido, extinto
FRITAR - fritado, frito
EXPELIR - expelido, expulso
LIMPAR - limpado, limpo
MATAR - matado, morto




Fontes:

infoescola.com/portugues
google.com
portugues.com.br
todamateria.com.br

segunda-feira, 12 de outubro de 2026

Em 12 de Outubro de 1492, o navegador genovês Cristóvão Colombo descobriu o Continente Americano,






Colombo não sabia que havia chegado à América, já que esse continente era desconhecido dos europeus. A meta do navegador era atingir as Índias (Oriente), objetivo que julgou ter alcançado ao chegar a esse outro mundo. Mas em 1504, o navegador italiano, Américo Vespúcio, afirmou ser este um novo mundo, que ganhava, em sua homenagem, o nome de América.

O impacto de tal acontecimento não foi percebido logo de imediato, mas seus desdobramentos foram tão grandes que provocaram profundas e irreversíveis mudanças na ordem mundial. Como afirma o historiador mexicano Edmundo O’Gorman, os europeus inventaram a América à sua imagem e semelhança. Até aquela data, acreditava-se que o mundo estava dividido em três grandes partes: Europa, Ásia e África, desiguais em extensão e distintas em “índole”. Essa divisão foi elevada a uma categoria de conceito místico-geográfico, pois a Igreja Católica vinculou seu significado ao do Mistério da Santíssima Trindade e a outras alegorias referentes à perfeição do número três. Com a “descoberta” da América, esse preceito sofreu reformulações: nasceu e se firmou a ideia de que as novas terras formavam um conjunto unitário, a quarta parte, o Novo Mundo.



Geograficamente, o território foi sendo incorporado ao globo, passando a integrar os mapas do século xvi. Mas, no cenário da História do Ocidente, a América era apresentada como lugar onde havia um vazio original, diferentemente das outras três porções do mundo que estavam preenchidas por um saber histórico tradicional. A América, no plano histórico, tinha apenas futuro, ou melhor, possibilidades a serem desenvolvidas, sob o olhar europeu. A noção de História Universal implícita nessa perspectiva admitia a coexistência de um Velho e um Novo mundos como distintos modos de ser na História.

Essa distinção supunha a elaboração da concepção de que os primeiros habitantes daquela parte do mundo, denominados de indígenas, não tinham História – para a qual só “entrariam” com a ajuda e direção dos europeus. Seu vasto território passava a “existir” apenas depois da “descoberta”. Portanto, a data de 12 de outubro de 1492 consagrou-se como o “início oficial” da História da América.

Com o intuito de chegar às Índias e incrementar o comércio de especiarias, principalmente ; cravo e nós moscada, Colombo bateu à porta de vários reinos europeus, até seu projeto ser financiado pelos reis católicos da Espanha, Fernão de Aragão e Isabel de Castela.



A bordo da nau principal Santa Maria, junto com as caravelas, Pinta e Niña, Colombo percorreu o Oceano Atlântico por dois meses até aportar em 
Guanahani, ilha renomeada de San Salvador (atual Bahamas).







Colombo realizou quatro viagens à América entre 1492 e 1504. Na primeira, aportou em uma ilha das Bahamas, chamada pelos nativos de Guanahani, à qual deu o nome de São Salvador. Explorou, posteriormente, parte das atuais ilhas de Cuba e do Haiti. Nas outras viagens chegou a Martinica, Guadalupe, Porto Rico e Jamaica, atingiu a costa da Venezuela e navegou pelas costas da América Central.











À “descoberta” de Colombo sucedeu-se a conquista da América. Depois da exploração das Antilhas, os conquistadores espanhóis empreenderam expedições ao continente e dominaram os povos aí situados, com particular destaque para as duas grandes sociedades organizadas politicamente, a dos mexicas (astecas), na Mesoamérica, e a dos incas, na região andina. O encontro e o choque entre os ocidentais e os primeiros habitantes da América foram marcados por uma intensa violência, cujo saldo foi o submetimento das populações indígenas ao trabalho forçado, quando não à dizimação completa de diferentes grupos e etnias, pelas guerras, pelas epidemias e pelos maus-tratos.

Além do mais forçaram os povos originários a absorverem a língua, cultura e religião dos povos descobridores, algo tido como uma violação dos costumes e crenças locais.



É importante ressaltar que os povos indígenas e os primeiros agrupamentos humanos já haviam chegado às Américas há pelo menos 23.000 anos, se espalhando em diferentes culturas e impérios do Sul ao Norte. Logo, dizer que os europeus “descobriram a América” pode ser considerado um equívoco; embora seja possível se considerar que descobriram como uma região que desconheciam até então.


Hoje 12 de outubro comemora-se o descobrimento da América.




Fontes:

wikipedia.org
google.com
todamateria.com.br
brasilescola.uol.com.br
aventurasnahistoria.com.br
seusaber.com.br

quarta-feira, 7 de outubro de 2026



No dia 7 de outubro de 1934. A Ação Integralista Brasileira (AIB) havia marcado para aquele dia um comício em comemoração aos dois anos do Manifesto Integralista e, tão logo souberam dessa intenção, os antifascistas da capital paulista se organizaram para impedir a realização do evento. Ainda que sem uma direção centralizada, todas as forças da esquerda paulista participaram do conflito, que resultou em sete mortos — sendo eles um estudante antifascista, três integralistas, dois agentes policiais e um guarda civil — e cerca de trinta feridos.









Para as esquerdas, esse evento tornou-se um símbolo da luta antifascista e contra os elementos reacionários da política nacional. Combinada com identificação do corpo do jovem militante Tobias Warchavski, a Batalha da Praça da Sé detonou uma campanha política contra a política repressora do governo de Getúlio Vargas que se combinou com o sentimento antifascista, impulsionando um movimento mais geral contra a "reação" e apontando para a formação de uma frente ampla progressista, o que seria concretizado com a formação da Aliança Nacional Libertadora (ANL).

Contexto

A década de 1930 foi marcada por uma radicalização política, em decorrência da crise do liberalismo após a quebra da Bolsa de Valores de Nova Iorque, em 1929, a chamada quinta-feira negra. A ascensão do fascismo e a radicalização dos movimentos comunistas tiveram reverberações no Brasil, em meio ao contexto marcado pelo funcionamento da Assembleia Nacional Constituinte entre 1933 e 1934. A crise ideológica e política do liberalismo transformou-se no Brasil numa questão política não apenas para as elites econômicas e políticas, mas também para as classes médias e trabalhadores, que buscavam alternativas ao liberalismo pela direita, com o fascismo, e pela esquerda, com o socialismo e o comunismo. Na prática, esse debate sofreu a concorrência do confronto entre o fascismo e o antifascismo.




Embora fascismo e antifascismo se confrontassem no país já desde a década de 1920, foi com a criação da Ação Integralista Brasileira (AIB) em 1932 que a disputa passou a integrar os temas políticos nacionais. Da mesma forma, as organizações de esquerda se preocupavam em criar organizações para combater o fascismo, como o Comitê Antiguerreiro, liderado pelo Partido Comunista do Brasil (PCB), o Comitê Antifascista, articulado pelos anarquistas em torno da Federação Operária de São Paulo (FOSP) e a Frente Única Antifascista (FUA), organizada pelos trotskistas da Liga Comunista (LC) e pelos militantes do Partido Socialista Brasileiro (PSB) paulista. Assim, a AIB e as esquerdas disputavam a atenção das massas urbanas e organizavam eventos que procuravam superar em magnitude os dos concorrentes, logo partindo para o conflito aberto.




No dia 23 de março de 1933, os integralistas, tendo à frente Plínio Salgado, realizaram sua primeira “Marcha sobre São Paulo”, seguindo o modelo do fascismo italiano.

O integralismo diferenciava-se, contudo, do nazismo por não apoiar o racismo, tendo por slogan a “união de todas as raças e todos os povos”. Contudo, alguns de seus integrantes, como Gustavo Barroso tinham opiniões antissemitas. Como símbolo, a AIB tinha uma bandeira azul com um disco branco e, no centro, a letra grega sigma maiúscula (Σ). A saudação integralista era “Anauê”, palavra indígena, usada pelos nhambiquaras do Mato Grosso e pelos escoteiros brasileiros na década de 1920.



Integralistas feridos


O grosso dos integralistas fugiu logo no início do conflito. Uma testemunha descreveu a cena: “Despiam as camisas mesmo correndo. Naquela capital do inferno em que se transformara a Praça da Sé, desabusada e corajosamente, rindo, um antifascista, Vitalino, carroceiro, dono de um ferro-velho, divertia-se, ajudando-os a despi-las. Tempos depois se vangloriava de possuir, como recordação, em sua casa, mais de uma dúzia delas, guardadas como troféus de um momento histórico”. Diante desta fuga desorganizada, ironizou o humorista Barão de Itararé: “Um integralista não corre, voa”.



Fontes:

ensinarhistoria.com,br
wikipedia.org
google.com
dialogosdosul.operamundi.com.br
integralismo.org.br

segunda-feira, 5 de outubro de 2026



Vamos falar hoje de outra obra clássica de Júlio Verne, "Viagem ao centro da Terra".







Viagem ao Centro Da Terra (em língua francesa: Voyage au Centre de la Terre) é um livro de ficção científica, de autoria do escritor francês Júlio Verne, lançado em 1864 e considerado como um dos clássicos do gênero.









Em 1863, pleno século XIX, o renomado cientista e professor de geologia e mineralogia alemão, Otto Lidenbrock, após ter encontrado um manuscrito escrito em código único pelo antigo alquimista islandês do século XVI, Arne Saknussemm, e de o ter decifrado, ele descobre que, segundo o alquimista, quem desce a cratera do vulcão Sneffels, situado na Islândia, antes do início de julho, se chega ao centro da Terra; sendo que Saknussemm teria feito esse percurso.







Capítulo I





"A 24 de maio de 1863, um domingo, meu tio, o professor Lidenbrock, voltou precipitadamente para sua casinha no número 19 da Königstrasse, uma das ruas mais antigas do velho bairro de Hamburgo. A boa Marthe deve ter achado que estava muito atrasada, pois o jantar mal começara a chiar no fogão da cozinha. "Bem", pensei, "se estiver com fome, meu tio, que é o mais impaciente dos homens, vai dar gritos de aflição". - O senhor Lidenbrock já chegou! - exclamou Marthe, estupefata, entreabrindo a porta da sala de jantar. - Já, Marthe; mas o jantar tem o direito de não estar pronto, pois não são nem duas horas. Acabou de dar a meia hora em São Miguel".




Eufórico e meio aturdido com a descoberta do manuscrito de Saknnussemm, ele corre para casa para empreender a mais incrível aventura já realizada, a viagem ao centro da Terra.




Repousou cuidadosamente em sua mesa um pedaço de pergaminho de cinco polegadas de comprimento e três de largura, no qual se distribuíam em linhas transversais caracteres ilegíveis. Aqui está seu fac-símile exato. Faço questão de apresentar esses sinais estranhos, pois levaram o professor Lidenbrock e seu sobrinho à expedição mais estranha do século XIX:


öx.ö,l,ööh öhö,tntö ö,ör:rrlblö h dThh'YP ntö.Y.Ylö'F!ö ITbööö T! 1ö' I ötö t11öÞ YT öh ö Ibö ö1ö öTn öö ö, . I, h Y,ö r ö r r b ,öör I .r .r n T n r F ö,ö t,T n bTö Iö r kh.öI Bk YtbIlI

O professor considerou por alguns instantes a série de caracteres; depois disse, erguendo seus óculos: - É rúnico; esses tipos são idênticos aos do manuscrito de Snorre Turleson! Mas... o que será que tudo isso significa? Como eu acreditava ser o rúnico uma invenção dos cientistas para ludibriar o pobre mundo, não fiquei aborrecido com o fato de meu tio não entender nada. Pelo menos é o que parecia pelo movimento de seus dedos, que começavam a tremer muito. - Mas é islandês antigo! - murmurava entre os dentes.









Assim que consegue ler o pergaminho, o geólogo ordena que Axel prepare duas malas, uma para cada um. A travessia dura em torno de dez dias e, quando os dois chegam à Islândia, vão à procura de alguém que possa ajudá-los a encontrar a trilha.






Para tanto, tio e sobrinho contam com as contribuições de um guia local chamado Hans, que levará os dois à aldeia de Stapi, o caminho tão ansiado. O percurso será feito com quatro cavalos, uma série de instrumentos (termômetro, manômetro, bússolas) e terá início no dia 16 de junho.


O trabalho empreendido anos antes por Arne Saknusemm os ajuda a escolher o percurso correto. Quando avistam a cratera do Sneffels, sem saberem para onde ir, o tio identifica a pista de Arne:






"— Axel, venha correndo! — dizia num tom de espanto e alegria.


Corri para perto dele, que apontava para um rochedo colocado no centro da cratera. A evidência tomou conta de mim. Na face ocidental do bloco, em caracteres rúnicos semirroídos pelo tempo, estava escrito: Arne Saknussemm".








E usando lâmpadas portáteis - como os mineiros - que os três personagens ingressam no centro da Terra e sobrevivem a uma série de aventuras.


Os três, fascinados com as descobertas, atravessam florestas de cogumelos, poços, corredores estreitos e chegam a testemunhar monstros pré-históricos. Uma realidade inimaginável, de tirar o fôlego.






A aventura mágica infelizmente termina antes do esperado, quando um dos vulcões, situado em Stromboli (na Sicília, Itália), atira os três integrantes para fora da Terra. Surpreendentemente nem Lidenbrock, nem Axel, nem Hans sofrem qualquer ferimento.





Vulcão Stromboli - Itália






"Eis a conclusão de uma narrativa na qual as pessoas mais habituadas a não se surpreender com nada acreditarão. Mas armei-me antecipadamente contra a incredulidade humana. Fomos recebidos pelos pescadores de Stromboli com todas as atenções devidas aos náufragos. Deram-nos roupas e víveres. Após uma espera de quarenta e oito horas, a 31 de agosto, uma pequena speronare conduziu-nos a Messina, onde nos recuperamos com alguns dias de descanso. Na sexta-feira, 4 de setembro, embarcávamos no Volturne, um dos navios-correio das empresas de transportes imperiais da França, e, três dias depois, estávamos em Marselha, com uma única preocupação: a da maldita bússola. O fato inexplicável não parava de atormentar-me. A 9 de setembro à noite, chegávamos a Hamburgo. Renuncio a descrever o estupor de Marthe e a alegria de Grauben".






Trata-se, é claro, de um livro de ficção científica que graças a genialidade de Júlio Verne, mistura a realidade com a alegoria.


No livro "Viagem ao Centro da Terra", o escritor francês Júlio Verne narra a aventura do professor e geólogo alemão Otto Lidenbrock, que ao descer em um vulcão na Islândia chegou ao centro do nosso planeta. No mundo real, uma viagem do tipo seria bem diferente. No livro, Lidenbrock e seu grupo descobriram um mundo paralelo e fantástico, onde animais como os dinossauros ainda existiam. Acabaram emergindo da aventura em um outro vulcão, localizado na Itália.


Mas na realidade, é bem provável que a jornada durasse só poucos quilômetros. E só encontraríamos dinossauros se cruzássemos com alguma ossada desses habitantes terrestres do passado. Mal passamos da casca Até hoje, a maior profundidade já atingida por um ser humano foi de 10,9 km. A marca foi obtida em 23 de janeiro de 1960 por um submersível, uma pequena embarcação mais resistente à pressão do que um submarino convencional. Em seu interior estavam um oceanógrafo suíço, Jacques Piccard, e um tenente da Marinha dos Estados Unidos, Donald Walsh. A aventura aconteceu na Fossa das Marianas, o ponto mapeado mais profundo do oceano —próximo dos 11 km de profundidade.


Uma viagem dessas teria de levar em consideração outros fatores como pressão atmosférica e o calor. A pressão no centro do planeta poderia chegar a 3, 6 milhões de atm, ao nível do mar essa pressão é de 1 atm. Qualquer coisa submetida a essa pressão seria esmagada.





O calor é outro fator, calcula-se que a 670 km de profundidade o calor já beirasse a marca de 1.700 °C, ou seja seríamos cozinhados.


Cálculos feitos por cientistas do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo (IAG-USP) apontam que a temperatura do núcleo do planeta seja de cerca de 4.530 ºC —ainda que um estudo publicado em 2013 indique que essa temperatura pode chegar próxima dos 6.000 ºC.


Mesmo assim vale muito a pena ler o livro. Ele cativa por seu suspense, sua aventura que certamente os deixarão ligados a cada página. Desde que, como aconteceu comigo, uma amigo não venha estragar a leitura te contando o final. Mesmo assim já li o livro outras duas vezes.


A obra foi levada ao cinema em 1959, dirigido por Henry Levy e em 2008 com direção de Eric Brevig.





Viagem ao centro da Terra 1959 - com Pat Boone, James Mason, Arlene Dahl e Diane Baker




Viagem ao centro da Terra - 2008 - com Brendan Fraser, Josh Hutherson e Anita Briem


O sucesso do livro se manifestou num século em que as descobertas ampliaram o conhecimento e a valorização dos estudos da ciência, popularizando assim as obras deste novo estilo literário. No caso de Verne, as principais influências vieram da dramaticidade de Victor Hugo e das fantasias de Edgar Allan Poe, este último reconhecido como a maior fonte de inspiração.








Fontes:
wikipedia.org
google.com
memoria.ebc.com.br
culturagenial.com
youtube.com
revisas.ufpr.com
uol.com.br

sexta-feira, 2 de outubro de 2026

 

Mário de Andrade





Pioneiro, Mário de Andrade foi autor do livro de poemas Pauliceia Desvairada, inaugural da primeira fase do Modernismo.




Além de escrever ficção, o intelectual também foi crítico de arte em jornais e revistas. Polivalente, amante da música, Mário chegou igualmente a dar aulas particulares de piano.


Em termos literários, a sua maior criação foi provavelmente o romance Macunaíma (1928), que chegou a ser mais tarde adaptado para o cinema. Já nessa produção, vemos uma característica fundamental do autor: Mário procurava uma linguagem nacional, queria conhecer a fundo a cultura de cada região do país e valorizar a nossa terra.




“Uma feita a Sol cobrira os três manos duma escaminha de suor e Macunaíma se lembrou de tomar banho.
Porém no rio era impossível por causa das piranhas tão vorazes que de quando em quando na luta pra pegar um naco de irmã espedaçada, pulavam aos cachos pra fora d’água metro e mais. Então Macunaíma enxergou numa lapa bem no meio do rio uma cova cheia d’água. E a cova era que-nem a marca dum pé-gigante.
Abicaram. O herói depois de muitos gritos por causa do frio da água entrou na cova e se lavou inteirinho. Mas a água era encantada porque aquele buraco na lapa era marca do pezão do Sumé, do tempo em que andava pregando o evangelho de Jesus pra indiada brasileira. Quando o herói saiu do banho estava branco louro e de olhos azuizinhos, água lavara o pretume dele. E ninguém não seria capaz mais de indicar nele um filho da tribo retinta dos Tapanhumas.
Nem bem Jiguê percebeu o milagre, se atirou na marca do pezão do Sumé.




Porém, a água já estava muito suja da negrura do herói e por mais que Jiguê esfregasse feito maluco atirando água pra todos os lados só conseguiu ficar da cor do bronze novo. Macunaíma teve dó e consolou:
— Olhe, mano Jiguê, branco você ficou não, porém pretume foi-se e antes fanhoso que sem nariz.
Maanape então é que foi se lavar, mas Jiguê esborrifava toda a água encantada pra fora da cova. Tinha só um bocado lá no fundo e Maanape conseguiu molhar só a palma dos pés e das mãos. Por isso ficou negro bem filho da tribo dos Tapanhumas. Só que as palmas das mãos e dos pés dele são vermelhas por terem se limpado na água santa. Macunaíma teve dó e consolou:
— Não se avexe, mano Maanape, não se avexe não, mais sofreu nosso tio Judas!”
(trecho sobre a questão racial no Brasil)




Mário de Andrade (1893-1945) foi um escritor brasileiro. Publicou "Pauliceia Desvairada" o primeiro livro de poemas da Primeira Fase do Modernismo. Além de poeta, foi romancista, contista, crítico literário, professor e pesquisador de manifestações musicais e excelente folclorista.


Mário se interessava por tudo aquilo que dissesse respeito ao seu país, e teve papel importante na implantação do Modernismo no Brasil se tornado a figura mais importante da Geração de 22. Seu romance "Macunaíma" foi sua maior criação.




Mário Raul de Morais Andrade nasceu na Rua da Aurora, em São Paulo, no dia 9 de outubro de 1893. Filho do Dr. Carlos Augusto de Andrade e de Maria Luísa, concluiu o ginásio e entrou para a Escola de Comércio Alves Penteado.

Depois de se desentender com o professor de português, abandonou o curso. Em 1911 ingressou no Conservatório Dramático e Musical de São Paulo e passava nove horas do dia estudando. O resto do tempo, lia tudo o que lhe interessava.

Em 1917, ano da morte de seu pai, concluiu o curso de piano no Conservatório. Passou a dar aulas particulares de piano. Frequentador das rodas literárias, conheceu Oswald de Andrade e Anita Malfatti, de quem se tornou amigo inseparável. Mais tarde, romperia sua longa amizade com Oswald, quando este insistiu em piadas sobre sua sexualidade.



Foi um dos mais importantes poetas do movimento. Foi um incentivador das principais revista do modernismo na fase polêmica de afirmação do movimento, como Klaxon, Estética, Terra Roxa e outras.

Meses após a semana de 1922 (13/02 a 17/02), Mário de Andrade publicou Pauliceia Desvairada, na qual reuniu seus primeiros poemas modernistas, na tentativa de definir e animar os novos caminhos para a criação artística brasileira.

No prefácio de Pauliceia Desvairada ele diz:

“Quando sinto a impulsão lírica, escrevo sem pensar tudo o que meu inconsciente me grita. Penso depois: não só para corrigir, como para justificar o que escrevi. Daí a razão deste Prefácio Interessantíssimo.”

Pauliceia Desvairada é uma obra cosmopolita na linguagem e nos temas. Mário poetiza São Paulo em suas múltiplas manifestações: o progresso, a transformação da paisagem, o já visível domínio econômico dos imigrantes sobre as tradicionais famílias da burguesia da cidade, sempre envolta em garoa.


Na rua Aurora eu nasci


Na rua Aurora eu nasci
na aurora de minha vida
E numa aurora cresci.

no largo do Paiçandu
Sonhei, foi luta renhida,


Fiquei pobre e me vi nu.

nesta rua Lopes Chaves
Envelheço, e envergonhado
nem sei quem foi Lopes Chaves.

Mamãe! me dá essa lua,
Ser esquecido e ignorado
Como esses nomes da rua.




No período que se estendeu de 1935 a 1938, Mário realizou uma importante ação cultural. Convidado por Paulo Duarte, organizou e dirigiu o Departamento Municipal de Cultura de São Paulo, construiu bibliotecas, fixas e ambulantes, redigiu o anteprojeto para a criação do Serviço de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional etc.

Com o advento da ditadura no governo de Getúlio Vargas, Mário de Andrade foi demitido e exilou-se no Rio de Janeiro. Tornou-se professor de Filosofia e História da Arte da Universidade Federal. Em 1939 foi nomeado chefe da seção do Instituto Nacional do Livro.

Em 1940 voltou para São Paulo e trabalhou no serviço do Patrimônio Histórico. Viveu com grande angústia os acontecimentos da Segunda Guerra Mundial.

Mário de Andrade faleceu em São Paulo, no dia 25 de fevereiro de 1945, vítima de um ataque cardíaco. A Biblioteca Mário de Andrade, fundada em 1925, é hoje a Biblioteca Municipal de São Paulo. A casa onde viveu o escritor entre os anos de 1921 e 1945, foi tombada em 1975, e hoje abriga um museu em homenagem ao escritor.



Casa onde residiu Mário de Andrade - Rua Lopes Chaves
Barra Funda



Fontes:

wikipedia.org
google.com
culturagenial.com
ebiografia.com
saopaulo.com.br

Vamos falar hoje de objeto direto e objeto indireto. O objeto direto e o indireto são termos integrantes da oração que completam o se...