sexta-feira, 3 de julho de 2026

Vamos falar hoje do líder da independência do Congo, Patrice Lumumba.






Em 2 de julho de 1925 nascia Patrice Émery Lumumba, um dos maiores líderes revolucionários do século XX e uma das figuras mais emblemáticas da luta pela libertação da África. Primeiro primeiro-ministro da República do Congo após a independência do domínio colonial belga, Lumumba transformou-se em símbolo universal da resistência ao colonialismo, da defesa da soberania nacional e do direito dos povos à autodeterminação. Seu assassinato, em janeiro de 1961, não interrompeu sua influência. Ao contrário, consolidou sua condição de mártir da emancipação africana e referência permanente para os movimentos de libertação em todo o Sul Global.


A liderança de Lumumba desagradava os colonialistas belgas, que buscaram dividir e instigar as rivalidades étnicas da região. Entre dezembro de 1958 e janeiro de 1959, uma onda de protestos em Léopoldiville e cidades próximas fez com que o governo colonial anunciasse eleições locais e um plano de cinco anos para transição para independência. Mas o gesto foi visto pelo MNC como uma tentativa dos belgas ganharem tempo para instalar políticos fantoches antes de uma retirada oficial e o movimento nacionalista anunciou que boicotaria o pleito. Lumumba liderou novas manifestações de desobediência civil e pela independência imediata do Congo. Em 30 de outubro de 1959, o líder revolucionário foi preso após um ato político em Stanleyville, cujo saldo foi de 30 manifestantes mortos.


Com Lumumba preso, o MNC (Movimento Nacional Congolês) decidiu mudar de tática e entrou nas eleições locais, tendo uma vitória arrasadora em Stanleyville (90% dos votos). Em janeiro de 1960, o governo belga convocou uma conferência em Bruxelas com todos os partidos quinxassa-congoleses para discutir a transição política, mas o MNC se recusou a participar sem Lumumba, que iria para julgamento no dia 18 daquele mês. O governo belga teve de tirá-lo da cadeia diretamente para o avião. Na fase final das negociações, já com a presença de Lumumba, foram assinados os protocolos que detalhavam a transição do poder para um governo quinxassa-congolês, com as eleições nacionais em maio de 1960 e a data para a independência em 30 de junho daquele ano.

Porém, um ano antes da independência nacional o partido de Lumumba, o MNC, sofreu uma cisão (motivada por disputas ideológicas entre a ala nacionalista radical lumumbista e a ala federalista) com a maioria do partido continuando sob comando de Lumumba, chamado informalmente de MNC-Lumumba (ou MNC-L), enquanto que uma fração menor é formada sob comando de Albert Kalonji, o MNC-Kalonji (ou MNC-K).

Nas eleições parlamentares de maio de 1960, que seriam definidoras do futuro governo do novo país independente, o MNC-L liderado por Lumumba recebeu a maioria dos votos, mas foi obrigado a formar uma coalizão governista que incluiu o Partido da Solidariedade Africana, o Centro de Reagrupamento Africano e a Associação dos Bacongos para a Unificação, a Conservação e o Desenvolvimento da Língua Congoko), além de grupamentos políticos menores. Lumumba foi confirmado como primeiro-ministro. Enquanto isso, o Senado e a Assembleia Nacional, elegeram Joseph Kasa-Vubu do regionalista e conservador Abako como presidente do país.




Poucos dias após a conquista da independência, Lumumba enfrentou diversas rebeliões dentro do país e uma declaração de independência da então província de Catanga, conduzida pelo rival político Moise Tshombe, com apoio de empresas de exploração de minas e pelo governo belga.  O governo do Congo acabou se aproximando da União Soviética, que enviou alimentos, remédios e também armamentos para combater o levante rebelde. Os Estados Unidos, a França e a Bélgica começaram a articular a deposição de Lumumba. O presidente Kasa-Vubu dissolveu o governo do líder nacionalista três meses após assumir o poder, mas o primeiro-ministro contestou a legalidade das ações presidenciais e, em retaliação, depôs o presidente e conquistou o voto de confiança do senado quinxassa-congolês. Mas a crise política do Congo estava instalada e abriu caminho para que o coronel Joseph Mobutu liderasse um golpe de Estado, em setembro, incapacitando Lumumba.

Colocado em prisão domiciliar e sob vigilância de tropas das Nações Unidas (ONU), Lumumba tentou fugir da residência em direção a Stanleyville, mas terminou capturado na fuga em dezembro de 1960. Nenhuma medida foi autorizada às forças de paz da ONU pelo secretário-geral da entidade, Dag Hammarskjold, apesar dos apelos para que as tropas locais salvassem-no e do pedido da União Soviética para que o ex-premier fosse liberado. Em 17 de janeiro de 1961, Lumumba foi transferido à força para a cidade de Lubumbashi, em Catanga, onde foi torturado e morto por um pelotão de fuzilamento comandado pelo líder rebelde Moïse Tshombe, ao lado de oficiais belgas. Os corpos nunca foram encontrados.

No ano 2000, um ex-polícial belga, Gerard Soete, confessou à AFP a sua participação na execução de Lumumba e afirmou que os corpos do líder anticolonial e dos seus colaboradores foram dissolvidos em ácido. Não restou quase nada, apenas alguns dentes, acrescentou Soete, que faleceu pouco depois do depoimento. O ex-agente guardou um dos dentes, que permaneceu durante anos na posse da sua família na Bélgica como um troféu. Em junho de 2022, o procurador belga Frederic Van Leeuw entregou aos familiares de Lumumba uma pequena caixa azul que continha um dente — tudo que restou do herói assassinado — numa cerimônia transmitida pela televisão.

Após a Independência do Congo, num discurso histórico, afirmou que a independência não havia sido uma concessão generosa da Bélgica, mas resultado da luta, do sofrimento e do sacrifício do povo congolês.





Recordou as humilhações impostas aos africanos, denunciou décadas de exploração colonial e declarou que o Congo construiria seu próprio destino como uma nação livre.

A fala percorreu rapidamente o mundo e tornou-se um dos documentos políticos mais importantes do processo de descolonização do século XX.

Para milhões de africanos, aquele discurso simbolizou o nascimento de uma nova consciência continental.



A morte de Lumumba, em Janeiro de 1961, produziu exatamente o efeito contrário ao desejado por seus adversários.

Seu nome tornou-se bandeira dos movimentos de libertação nacional na África, inspirando dirigentes como Agostinho Neto, Amílcar Cabral, Samora Machel, Thomas Sankara e inúmeros líderes que enfrentaram o colonialismo português, o apartheid sul-africano e outras formas de dominação.

Também exerceu profunda influência sobre intelectuais como Frantz Fanon, sobre o Movimento dos Não Alinhados e sobre diversas correntes do pensamento anticolonial.

Ao longo das décadas seguintes, universidades, avenidas, praças e monumentos em diversos países passaram a homenagear Lumumba como símbolo da dignidade africana.

Lumumba permanece até os dias de hoje como herói nacional do Congo.



Fontes:

wikipedia.org
google.com
brasil247.com
almaopreta.com.br

quinta-feira, 2 de julho de 2026

 Em 2 de julho a Bahia comemora sua independência.





A Independência da Bahia é um movimento que se insere no contexto da Independência do Brasil, no começo da década de 1820. A insatisfação com Portugal existia em algumas partes da Colônia, mas ainda não era generalizada, e havia regiões leais à autoridade portuguesa.

Além disso, não existia uma consciência nacional, isto é, um senso de identificação dos colonos enquanto brasileiros ainda muito bem definida. Exemplos disso foram os dois movimentos separatistas que aconteceram em Minas Gerais e Bahia no final do século XVIII, por exemplo.




Salvador, capital da Província da Bahia e uma das cidades mais importantes do Reino do Brasil, parte do então Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves, aderiu à Revolução Liberal do Porto, de 1820 e, com a convocação das Cortes Gerais em Lisboa, em janeiro do ano seguinte, envia deputados como Miguel Calmon du Pin e Almeida na defesa dos interesses locais. Divide-se a cidade em vários partidos, o liberal unindo mesmo portugueses e brasileiros, interessados em manter a condição conquistada com a vinda da Corte para o país de Reino Unido, e os lusitanos interessados na volta ao estado de antes. Dividem-se os interesses, acirram-se os ânimos: de um lado, portugueses interessados em manter a província como colônia, e do outro, brasileiros, liberais, conservadores, monarquistas e até republicanos se unem, finalmente, no interesse comum de uma luta que já se fazia ao longo de quase um ano, e que somente se faz unificada com a própria Independência do Brasil a partir de 14 de junho de 1822, quando é feita na Câmara da vila de Santo Amaro da Purificação a proclamação que pregava a unidade nacional, e reconhecia a autoridade de Pedro I.

Embora antecedida pela Convenção de Beriberi e pelas reações ao Dia do Fico, a luta pela Independência na Bahia veio antes da independência brasileira, e só concretizou-se quase um ano depois do 7 de setembro de 1822: ao contrário da pacífica proclamação às margens do riacho do Ipiranga, só ao custo de muitas vidas e batalhas por terra e mar emancipou-se de Portugal, de tal modo que seu Hino afirma ter o Sol que nasceu ao 2 de julho brilhado mais que o primeiro.

A Revolução do Porto (1820) teve enorme repercussão na Bahia, onde era grande o número de portugueses. Com o retorno de D. João VI a Portugal (abril de 1821), permanecendo no Rio de Janeiro, D. Pedro como príncipe-regente, aceleraram-se os conflitos entre brasileiros e portugueses. Em novembro de 1821, soldados portugueses saíram pelas ruas de Salvador, atacando soldados brasileiros, num confronto corporal na Praça da Piedade, registrando-se mortos e feridos. A população, temerosa, afastou-se da capital buscando refúgio nos sítios do Recôncavo. Em 11 de fevereiro de 1822, chegou a notícia da nomeação do português Madeira de Melo como comandante das armas da província baiana. Ele substituiria o brigadeiro Manuel Pedro favorável aos brasileiros e tinha a missão de submeter o povo baiano às ordens de Portugal. O conflito estava armado. As tropas portuguesas percorriam as ruas, fazendo provocações, inspecionando as fortificações, desafiando as guarnições de maioria nacional.






As tropas portuguesas percorriam as ruas, fazendo provocações, inspecionando as fortificações, desafiando as guarnições de maioria nacional. Na madrugada do dia 19 tiros foram disparados do Forte de São Pedro para onde acorreram as tropas portuguesas. Salvador transformou-se numa praça de guerra, e confrontos violentos ocorreram nas Mercês, na Praça da Piedade e no Campo da Pólvora. As tropas portuguesas tomaram o quartel, atacaram casas e invadiram o Convento da Lapa onde alguns revoltosos tinham se refugiado, vindo a assassinar a sua abadessa, Sóror Joana Angélica (19 de fevereiro de 1822). Restava tomar o Forte de São Pedro. Madeira de Melo preparou-se para bombardear a fortificação — uma das poucas inteiramente em terra, no centro da cidade. No dia seguinte, o forte rendeu-se, evitando-se o derramamento de sangue.

O brigadeiro Manuel Pedro foi preso e enviado a Lisboa. As tensões continuaram. Os brasileiros ainda na capital reagiram com pedradas às ações militares de Madeira de Melo e, na procissão de São José (21 de março de 1822), os portugueses foram apedrejados.




Depois de uma luta acirrada finalmente em 2 de julho de 1823, Madeira de Melo derrotado, mas sem se render formalmente, embarcou com o que restava de suas tropas de volta a Portugal. Por isso essa data é considerada como a da independência da Bahia.


Fontes:

wikipedia.org
google.com
ensinarhistoria.com.br
brasilescola.uol.com.br

quarta-feira, 1 de julho de 2026

 Rodésia - continente africano.


Zimbábue (antiga Rodésia)




Rodésia era o nome utilizado durante a colonização da África a uma região do interior da África austral, sem litoral, cuja colonização inicial se deveu a Cecil Rhodes; embora ele tivesse chamado Zambezia a essa região (que é atravessada pelo rio Zambeze), mais tarde ela foi assim rebatizada.



CecilRhodes





A Rodésia original surgiu em 1888 quando Cecil Rhodes, através de sua empresa - Companhia Britânica da África do Sul, conseguiu direitos de mineração na região. A concessão foi dada através do Tratado Moffat e a Concessão Rudd, assinado com o rei Lombegula dos matebeles (grupo étnico nativo da região).

Tribo Matebele




Em 1911, a Rodésia foi separada em dois protetorados, a Rodésia do Norte (atual Zâmbia) e a Rodésia do Sul (atual Zimbábue).  Em 1953, as duas Rodésias e o Protetorado da Niassalândia (atual Maláui) formaram uma federação chamada Federação da Rodésia e Niassalândia, que durou até 1963, quando os três Estados voltaram a ser distintos entre si. Em 1965, a Rodésia do Sul declarou unilateralmente a independência, voltando a ser conhecida novamente pelo nome de Rodésia ou República da Rodésia.



A vitória eleitoral do novo partido com base numa proposta clara de protção e manutenção dos privilégios da minoria branca obrigou os movimentos nacionalistas negros da Rodésia a reverem a estratégia de negociações que tinham adoptado até aí. Isto é, o endurecimento da posição dos brancos provocou o endurecimento dos sectores mais moderados da ZANU e da ZAPU, não lhes dando outra saída que não fosse a luta armada.






Por outro lado, a ostracização da Rodésia pela comunidade internacional na sequência da política de independência branca e a consequente imposição de sanções económicas que ocorreu após a declaração unilateral de independência (UDI) provocaram uma estreita aliança entre a Rodésia e a África do Sul, o que seria desejado por ambas as comunidades brancas, mas também envolveram intensamente Portugal, o que já não seria tão consensual. Pelo contrário, a aliança tripartida que a independência unilateral da Rodésia provocou estará na origem dos conflitos entre vários atores da política de Moçambique.






Essas tensões serão permanentes e, embora se desenrolassem fora dos espaços públicos, tiveram afloramentos visíveis. As tensões entre colonos integristas como os Mesquitelas e Cardigas e governadores de cariz mais liberal como Sarmento Rodrigues, as que existiram entre colonos da Beira e de Lourenço Marques, uns mais ligados aos rodesianos, outros aos sul-africanos, as tensões entre militares, como Kaúlza de Arriaga, e Jorge Jardim, entre Kaúlza e os governadores Rebelo de Sousa e Arantes e Oliveira, entre Kaúlza e alguns dirigentes rodesianos como Ken Flower, sobre o modo de conduzir a guerra, são alguns dos exemplos.



Após uma longa guerra civil entre o governo branco e duas organizações guerrilheiras africanas (ZIPRA e ZANLA), em 1º de julho de 1979 o Reino Unido reassumiu o controle por um pequeno espaço de tempo, estabelecendo a dominação da Zimbábue-Rodésia, que, finalmente, em 1980, passou a ser o Estado independente do Zimbábue.


Fontes:

wikipedia.org
google.com
guerracolonial.pt
infoescola.com


terça-feira, 30 de junho de 2026

Em 30 de junho de 1936, foi publicado o romance de Margaret Mitchell, E O Vento Levou. Um best seller imediato, o livro torna-se um dos mais populares do século.




Disposta cronologicamente, a sua história, passada no Sul dos Estados Unidos, retrata a vida de Scarlett O`Hara, filha mimada de um rico dono de plantação algodoeira, que deve usar todos os meios à sua disposição para sobreviver durante a Guerra Civil Americana e, posteriormente, ao período da reconstrução. Apesar de extensa, a obra é conhecida pela sua clareza e legibilidade, com temas comuns à literatura popular — aventura, guerra, paixão e turbulência social.







Mitchell começou a escrevê-lo em 1926 para passar o tempo, enquanto se recuperava de alguns problemas de saúde. O processo de escrita levou quase dez anos, e em 1935, a editora Macmillan adquiriu os direitos de publicação do volume. Entrou rapidamente para as listas de mais vendidos e, pouco depois de seu lançamento, teve os seus direitos de filmagem comprados pelo produtor David O. Selnick. Lançada em 1939, a longa metragem homônima, interpretada nos papéis principais por Vivien Leigh e Clark Gable, foi um sucesso de público e de crítica. A obra também tem sido frequentemente adaptada para os palcos sob a forma de musicais, em diferentes produções do Japão, França e Inglaterra.


Capítulo 1

Scarlett O’Hara não era linda, mas os homens raramente se davam conta disso quando enredados por seu encanto, como acontecia aos gêmeos Tarleton. Em seu rosto, os traços delicados da mãe, uma aristocrata litorânea de ascendência francesa, combinavam-se com excessiva nitidez aos do pai irlandês, mais grosseiros. Mas era um rosto arrebatador, de queixo pontudo e maxilar quadrado. Os olhos eram verde-claros, sem qualquer toque de castanho, sombreados por profusos cílios negros de pontas levemente arqueadas. As sobrancelhas espessas e escuras, um tanto oblíquas, sobressaíam-se na pele alva como a magnólia, aquela pele tão apreciada pelas mulheres sulistas, e muito bem protegida contra o sol quente da Geórgia por chapéus de sol, véus e luvas. Sentada com Stuart e Brent Tarleton à sombra fresca da varanda de Tara, a fazenda de seu pai, naquela iluminada tarde de abril de 1861, ela fazia uma bela figura. Seu novo vestido florido de musselina verde espalhava dez metros de tecido ondulante à sua volta e combinava perfeitamente com as sapatilhas de pelica que o pai lhe trouxera recentemente de Atlanta. O vestido se ajustava com exatidão à cintura de 43 centímetros, a menor em três condados, e o corpete justo revelava seios maduros para seus 16 anos. Mas, apesar de toda a modéstia das saias espalhadas, do recato do cabelo preso em um coque suave e da tranquilidade das pequenas mãos brancas cruzadas sobre o colo, sua verdadeira personalidade não ficava oculta. Os olhos verdes no rosto meigo eram turbulentos, voluntariosos, cheios de vida, em desacordo com seu ar decoroso. As boas maneiras lhe haviam sido impostas pelas gentis repreensões maternas e pela disciplina mais severa de sua babá negra, Mammy;  os olhos, entretanto, lhe pertenciam. De cada lado dela, os gêmeos se reclinavam confortavelmente em suas cadeiras, olhos apertados sob a luz do sol, segurando copos altos decorados com folhas de hortelãenquanto riam e conversavam; as longas pernas, com botas até os joelhos, cruzavam-se com negligência, revelando os músculos construídos em cima da sela. Dezenove anos, 1,85m, ossos longos e robustos, rostos bronzeados e cabelos castanho-avermelhados. Os olhos eram alegres e arrogantes, e eles vestiam-se com idênticos casacos azuis e culotes cor de mostarda. Eram tão iguais quanto dois caroços de algodão. Lá fora, o sol do fim de tarde se inclinava sobre o pátio, iluminando os botões brancos dos alfeneiros contra a relva nova. Os cavalos dos gêmeos estavam amarrados no caminho de entrada, animais grandes, castanho-avermelhados como os cabelos de seus donos; e, em torno de suas patas, altercava-se a matilha de esbeltos e nervosos cães de caça que sempre acompanhava Stuart e Brent. Um pouco distanciado, como convém a um aristocrata, estava um dálmata, focinho descansando sobre as patas, pacientemente esperando que os rapazes fossem para casa jantar.




A linguagem doce e poderosa de Margaret Mitchell nos apresenta personagens ricos e complexos, cujas histórias se entrelaçam de maneira magistral. Conheça Rhett Butler, o enigmático e carismático anti-herói que se torna o objeto do desejo de Scarlett. Vivencie o amor proibido entre Ashley Wilkes e Melanie Hamilton, um casal que enfrenta a adversidade com graça e compaixão. E descubra as alegrias e tristezas de Mammy, a fiel governanta da família O'Hara, cuja sabedoria e força são a base do lar.

Ao longo das 1500 páginas deste livro marcante, mergulhe na rica tapeçaria da vida sulista, onde a honra, a lealdade e o amor são colocados à prova. Sinta o ritmo lento e encantador do sul, com seus bailes suntuosos, suas plantações exuberantes e sua hospitalidade inigualável. Aprenda sobre a devastação causada pela guerra e as cicatrizes que ela deixou no coração e na alma dos personagens, enquanto eles lutam para se adaptar a um mundo em constante mudança.




Capítulo 6

— Ah, Scarlett, ele tem a pior das reputações. Chama-se Rhett Butler e é de Charleston, e a família dele é uma das melhores de lá, mas nem falam com ele. Caro Rhett me falou dele no verão passado. Ele não se dá com a família dela, mas ela sabe tudo a respeito dele, todo mundo sabe. Ele foi expulso de West Point! Imagine só! E por causa de coisas ruins demais para Caro saber. E depois teve aquele negócio da moça com quem ele não se casou. — Conte! — Querida, você não sabe de nada?

Caro me contou tudo no verão passado e a mãe dela teria um ataque se sonhasse que Caro sabe disso. Bem, esse Sr. Butler levou uma moça de Charleston para passear de charrete. Eu nunca fiquei sabendo quem ela era, mas tenho minhas desconfianças. Ela não devia ser muito distinta ou não teria saído com ele ao entardecer sem acompanhante. E, minha querida, eles ficaram fora quase toda a noite e acabaram indo para casa a pé, dizendo que o cavalo tinha fugido e despedaçado a charrete, e eles tinham ficado perdidos na mata. E adivinhe... — Não consigo adivinhar. Conte — disse Scarlett, entusiasmada, esperando pelo pior. — Ele se recusou a se casar com ela no dia seguinte! — Ah! — disse Scarlett, suas esperanças frustradas.

 — Ele disse que não tinha... hã... feito nada a ela e não via por que deveria se casar. E, é claro, o irmão dela o desafiou e o Sr. Butler disse que preferia morrer a se casar. (p.102)



Gone with the Wind apresenta certos elementos ideológicos e, devido à sua imensa popularidade, difundiu no imaginário popular uma fascinante nostalgia para as fazendas sulistas, onde há uma sociedade hierárquica em que os negros são parte da "família" e há uma ligação mística entre os latifundiários e o solo fértil onde aqueles escravos trabalham. Trata-se de uma visão romantizada e distorcida no cinema, na televisão e em outras obras de ficção, conhecida nos Estados Unidos como "Velho Sul".  Na realidade, o cultivo de tabaco, algodão, açúcar e cânhamo foi primitivo e muito destrutivo para o solo, tanto por esgotamento quanto pela erosão; não havia "classe média", uma vez que os plantadores consideravam que imigrantes judeus, alemães ou irlandeses estavam "abaixo deles" — de forma que estavam relegados a um estilo de vida rude, com uma dieta ruim e onde eram frequentes doenças como a pelagra e o raquitismo; Várias comunidades de povos nativos-americanos — como os cherokees na Georgia e os chickasaws, creeks e choctaws em Alabama e Mississipi — foram expulsos de suas terras, além de sofrerem com a limpeza étnica que os impulsionou impiedosamente para oeste de Oclahoma (onde foram, mais tarde, roubados novamente).

Era uma sociedade preconceituosa e racista, que dependia totalmente da mão de obra escrava para alcançar a riqueza. Por isso foram totalmente contra a abolição da escravatura, o que levou a uma guerra fraticida.

O livro que depois foi levado ao cinema, mostra com clareza o auge e fim da sociedade sulista norte-americana.



Fontes:

wikipedia.org
google.com
livroresumido.com.br
osaverdigital.com.br

sexta-feira, 26 de junho de 2026



Vamos falar hoje dos erros mais comuns praticados ma língua Pátria.



A/há

Erro: Atuo no setor de controladoria a 15 anos.
Forma correta: Atuo no setor de controladoria há 15 anos.

Explicação: Para indicar tempo passado usa-se o verbo haver.



A champanhe/ o champanhe

Erro: Pegue a champanhe e vamos comemorar.
Forma correta: Pegue o champanhe e vamos comemorar.

Explicação: De acordo com o Dicionário Aurélio, a palavra “champanhe” provém do francês “champagne” e é um substantivo masculino, além disso champanhe é um vinho como defende a maioria dos gramáticos.



A cores/ em cores

Erro: O material da apresentação será a cores
Forma correta: O material da apresentação será em cores

Explicação: Se o correto é material em preto em branco, o certo é dizer material em cores. Além disso "em" é preposição, enquanto que "a" é um artigo.



A domicílio/ em domicílio

Erro: O serviço engloba a entrega a domicílio
Forma correta: O serviço engloba a entrega em domicílio

Explicação: No caso de entrega usa-se a forma em domicílio. A forma a domicílio é usada para verbos de movimento. Exemplo: Foram levá-lo a domicílio.



À partir de/ a partir de

Erro: À partir de novembro, estarei de férias
Forma correta: A partir de novembro, estarei de férias.

Explicação: Não se usa crase antes de verbos.
A crase é a junção do preposição "a" com o artigo feminino "a". Todos sabemos que o artigo é usado antes de substantivos, e como "a" é feminino, antes de substantivos femininos. Então antes de adjetivo, verbos, substantivos masculinos não usamos a crase.


A nível de, ou em nível de :

Virou moda, usarmos as expressões " a nível de" ou "em nível de"
Nível significa altura, âmbito, categoria, status.
Portanto deve ser usado com esse significado.

Ex: A prova será a nível federal
A cidade está ao nível do mar
Não pretendo descer ao seu nível (de caráter)
É errado utilizá-los com outros sentidos.
Ex: A nível sentimental, o que devo fazer ?
A crise deve acabar a nível social
Estamos satisfeitos a nível de funcionários.



A pouco/ há pouco

Erro: O diretor chegará daqui há pouco.
Forma correta: O diretor chegará daqui a pouco.

Explicação: Nesse caso, há pouco indica ação que já passou, pode ser substituído por faz pouco tempo. A pouco indica ação que ainda vai ocorrer, a ideia é de futuro.


Faz 10 anos/ fazem 10 anos

O correto é faz 10 anos.
O verbo fazer com sentido de tempo decorrido é impessoal, ou seja não tem sujeito , logo deve ser mantido no singular.



Anexo/ anexa/ em anexo

Erro: Segue anexo a carta de apresentação.
Formas corretas: Segue anexa a carta de apresentação. Segue em anexo a carta de apresentação.

Explicação: Anexo é adjetivo e deve concordar com o substantivo a que se refere, em gênero e número. A expressão em anexo é invariável. Laurinda Grion, autora de "Erros que um executivo comete ao redigir (mas não deveria cometer)" lembra que alguns estudiosos condenam o uso da expressão em anexo. Portanto, dê preferência à forma sem a preposição.



Ao invés de/ em vez de

Erro: Ao invés de comprar carros, compraremos caminhões para aumentar nossa frota.
Forma correta: Em vez de comprar carros, compraremos caminhões para aumentar nossa frota.

Explicação: “Ao invés de” representa contrariedade, oposição, o inverso. “Em vez de” quer dizer no lugar de. É uma locução prepositiva, sendo terminada em de normalmente.



Bastante/ bastantes

Erro: Eles leram o relatório bastante vezes.
Forma correta: Eles leram o relatório bastantes vezes.

Explicação: Para saber se bastante deve variar conforme o número é preciso saber qual a classificação dele na frase. Quando é adjetivo (como no caso acima) deve variar. Exemplo: Já há provas bastantes para incriminá-lo (= provas suficientes). Se for advérbio é invariável. Exemplo: Compraram coisas bastante bonitas (= muito bonitas). Se for pronome indefinido é variável.

Exemplo: Vimos bastantes coisas (= muitas coisas). Se for substantivo, não varia, mas pede artigo definido masculino: Os animais já comeram o bastante (= o suficiente).



Descrição/ discrição

Erro: Ela age com descrição.
Forma correta: Ela age com discrição.

Explicação: Descrição refere-se ao ato de descrever. Exemplo: Ela fez a descrição do objeto. (ela descreveu). Discrição significa ser discreto.



Eminente/ iminente

Erro: A falência é eminente.
Forma correta: A falência é iminente.

Explicação: Eminente é um adjetivo que significa alto, grande, elevado, saliente, pessoa importante, notável.

Exemplos: Era um eminente orador. A montanha eminente surge na paisagem. Iminente também é um adjetivo e indica que algo está prestes a acontecer. 

Exemplo: A sua morte é iminente.



Houveram/houve

Erro: Houveram rumores sobre um anúncio de demissão em massa.
Forma correta: Houve rumores sobre um anúncio de demissão em massa.

Explicação: Haver no sentido de existir não é usado no plural.


Retificar/ ratificar

Erro: O homem retificou as informações perante o juiz.
Forma correta: O homem ratificou as informações perante o juiz.
o verbo retificar , significa corrigir.
o verbo ratificar, significar reafirmar.



Rúbrica/ rubrica

Erro: Ponha a sua rúbrica em todas as páginas do relatório, por favor.
Forma correta: Ponha a sua rubrica em todas as páginas do relatório, por favor.


Explicação: Rubrica é paroxítona, sem acento. A sílaba mais forte é a "bri"



Tão pouco/ tampouco

Erro: Não fala inglês, tão pouco espanhol.
Forma correta: Não fala inglês, tampouco espanhol

Explicação: Tão pouco equivale a muito pouco. Já tampouco pode significar: também não, nem sequer e nem ao menos.



Vem/ veem

Erro: Eles vem problemas em todas as inovações propostas
Forma correta: Eles veem problemas em todas as inovações propostas.

Explicação: Vivien Chivalski, do Instituto Passadori, mostra as conjugações no presente do verbo ver: ele vê (com acento), eles veem (sem acento, segundo o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa).

Exemplos: Ele vê os filhos aos sábados. Eles veem o pai uma vez por semana. O verbo vir, no presente, é conjugado assim: ele vem, eles vêm (com acento). Ele não vem sempre aqui. Eles vêm a São Paulo uma vez por ano.


Zero horas/ zero hora

Erro: O novo modelo entra em vigor a partir das zero horas de amanhã.


Forma correta: O novo modelo entra em vigor a partir da zero hora de amanhã.
Como sempre devemos utilizar o plural para horas a partir de 2 ("às duas horas"; "às sete horas"; "às dez e meia").




Fontes:
dc.clicrbs.com.br/sc/entretenimento/noticia
noticias.universia.com.br
wikipedia,org
google.com

quarta-feira, 24 de junho de 2026

A escolha entre os pronomes “te” e “lhe” muitas vezes gera dúvidas, especialmente em contextos informais. No dia a dia, é comum não diferenciarmos tais pronomes ou até mesmo não os usarmos corretamente.

É corriqueiro nos confundirmos sobre o uso do te ou do lhe na hora da escrita. Isso ocorre em função da língua coloquial, esta que utilizamos em nosso cotidiano. Nela não diferenciamos um pronome do outro ou sequer utilizamos algum deles. Nesse caso, inclusive, empregamos o pronome pessoal “te” em conjunto com o pronome de tratamento “você”. É aí que a concordância pode faltar. Vejamos quais são as particularidades de ambos os pronomes!


O pronome “te”

O “te” é usado em verbos transitivos diretos é um pronomes pessoal, correspondente à segunda pessoa do singular, “tu”. Por isso, deve ser empregado quando o verbo está na segunda pessoa do singular, por exemplo:

“Arrependeste-te?”

“Ele te deu um livro”.

Formas de uso do “te”

A ti: “Ele te deu um livro”.


Em ti: “Bateram-te com muita força?”


Para ti: “Mandou-te muitos beijos?”


De ti: “Cobraram-te caro?”


A ti mesmo: “Proclamaste-te líder?”

Além disso, “te” pode ter função possessiva, como em “Arde-te os olhos”, significando “os teus olhos ardem?”.


O pronome “lhe”

Diferentemente de “te”, o pronome “lhe” se refere à terceira pessoa do singular, “ele” ou “ela”. Seus significados incluem “dele(a)”, “nele(a)”, “para ele/ela”, “a ele/ela”, entre outros. Por isso, é usado com verbos transitivos indiretos, por exemplo:

“Eu lhe disse tudo” ou “Eu disse a ele tudo”.


“Eu lhe enviei a mensagem” ou “Eu enviei a ele/ela a mensagem”.

Nesse segundo caso, pode parecer ambíguo, pois muitas vezes as pessoas usam “lhe”, na segunda pessoa, mas este é um emprego incorreto do pronome.

Porém, é importante notar também que “lhe” é empregado junto aos pronomes de tratamento, como “você”, “vossa mercê” e “o senhor”. Frequentemente, o uso informal leva à confusão ao combinar “você” com “te”.


O pronome Te

Como o “te”, assim como o “lhe”, é pronome pessoal, isso significa que ele corresponde a uma das pessoas do verbo: eu, tu, ele, nós, vós e eles. O “te” se refere à segunda pessoa do singular, tu. De forma que deve ser empregado quando o verbo é, portanto, conjugado na segunda pessoa do singular. Por exemplo:

Ex.: Arrependeste-te?


O pronome lhe

O “lhe”, por sua vez, refere-se à terceira pessoa do singular, “ele” ou “ela”. Seus significados são “dele/dela”, “nela/nele”, “para ele/para ela” e também como possessivo.

Ex.: Eu lhe disse tudo.



Fontes:

noticiaisconcursos.com.br
escolaeducação.com.br
clubedoportugues.com.br

terça-feira, 23 de junho de 2026



Dédalo








Dédalo (em grego: Δαίδαλος, transl. Daídalos; em latim Daedalos; em etrusco: Taitale), na mitologia grega, é um personagem natural de Atenas e descendente de Erecteu.


Notável arquiteto e inventor, cuja obra mais famosa é o labirinto que construiu para o rei Minos de Creta, aprisionar o Minotauro, monstro filho de sua mulher. Pasífae, esposa de Minos, se apaixonou perdidamente pelo Touro Cretense vindo do mar. Pasífae pediu então ao arquetípico artesão Dédalo que lhe construísse uma vaca de madeira na qual ela pudesse se esconder no interior, de modo a copular com o touro branco. O filho deste cruzamento foi o monstruoso Minotauro, corpo de home e cabeça de boi.









Mito, segundo Diodoro Sículo


Família


Dédalo teve dois filhos: Ícaro e Iapyx, juntamente com um sobrinho, cujo nome varia, mas comumente chamado de Perdiz. Ele é mencionado pela primeira vez por Homero como o criador de uma vasta gama de dança solo para Ariadne. O labirinto de Creta, na qual o Minotauro (metade homem, metade touro parte) foi mantido, também foi criado pelo artesão Dédalo.








Em seus primeiros anos a vida do arquiteto Dédalo foi um ato de descobrimento dos materiais, formas, volume e do próprio espaço.


O assassinato de Perdiz




Certa vez, Dédalo estava ensinando tudo o que sabia para seu sobrinho Perdiz, este que, então, inventa a roda do oleiro e o serrote de ferro.




Roda do oleiro



Dédalo, com inveja, assassina-o, e quando descoberto é condenado, mas foge para Creta.


A história do labirinto é contada, onde Teseu é desafiada a matar o Minotauro, encontrando o seu caminho com a ajuda do fio de Ariadne.


Carreira de inventor






Em Creta


Em Creta, Dédalo se torna amigo do rei Minos, mas ajuda Pasífae a se disfarçar de vaca para ser possuída pelo touro de Podeion. Desta relação nasce o Minotauro.


Dédalo, em seguida, constrói o labirinto de Creta, para conter o Minotauro.




As ruínas desse labirinto podem ser visitados, ainda hoje em Creta.






Para alimentar o Minotauro, Minos decidiu que todos os anos (em outras versões, de nove em nove anos) sete donzelas e sete rapazes de Atenas lhe seriam entregues como pasto: com isso vingava a morte de seu filho Andrógeo, que fora morto pelos Atenienses.




No momento do pagamento do tributo pela terceira vez, Teseu, filho do rei de Atenas, ofereceu‑se para seguir no número dos jovens a entregar em sacrifício. Quando chegou a Creta, porém, conquistou o amor de uma das filhas de Minos, Ariadne, a quem prometeu casamento, se ela o ajudasse. A princesa perguntou a Dédalo qual a maneira de o conseguir. Foi, assim, por artimanha dele que ela deu ao herói um novelo (o ‘fio de Ariadne’) e, segundo algumas versões, uma espada mágica. Teseu entrou no Labirinto, foi desenrolando o fio até encontrar o monstro, matou-o e conseguiu depois fazer o caminho de volta à medida que enrolava de novo o novelo.












Como castigo pela intervenção do arquiteto, Minos encerrou-o, juntamente com o filho, Ícaro, no labirinto, sem poder, no entanto, prever que a arte e a inteligência de Dédalo lhe permitiriam inventar um modo de se escapar de lá, com as famosas asas de cera.


O Labirinto de Creta identifica-se com o magnífico palácio que ainda hoje podemos visitar nessa ilha grega, testemunho da florescente civilização minoica (3000 a.C.-1100 a.C.).


Fuga de Creta


Dédalo tinha um filho, Ícaro. Quando Minos descobriu que Dédalo tinha feito a vaca para Pasífae, este fugiu de Creta, com a ajuda de Pasífae. Ícaro fugiu com Dédalo, mas morreu em um acidente naval na ilha que passou a se chamar Icária.


Dédalo se refugia na Sicília, na corte do rei Cócalo.


Diodoro apresenta a versão mais conhecida da lenda de Dédalo, na qual Dédalo fugiu de Creta voando: com seu engenho inigualável, constrói para si e para o filho dois pares de asas de penas, ligadas com cera, para fugirem. Ícaro, deslumbrado com a beleza do firmamento, sobe demasiado e o Sol derrete a cera de suas asas, precipitando-o nas águas do Mar Egeu, enquanto Dédalo consegue chegar à Sicília.












Diodoro Sículo comenta que ele não acredita muito nesta versão, mas não poderia deixar de mencionar este mito.




Fontes:


wikipedia.org
google.com
olimpvs.net
mitologiagrega14.blogspot.com
mitografias.com


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