segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026



Hoje vamos falar do Caminho de Peabiru (Em Tupi - pe = caminho; abiru = grama amassada).







A designação Caminho do Peabiru foi empregada pela primeira vez pelo jesuíta Pedro Lozano em sua obra "História da Conquista do Paraguai, Rio da Prata e Tucumán", no início do século XVIII. Outras fontes, no entanto, dizem que o termo já era utilizado em São Vicente logo após o descobrimento do Brasil pelos portugueses, em 1500.






O principal destes caminhos, denominado Caminho do Peabiru, constituía-se em uma via que ligava os Andes ao Oceano Atlântico. Mais precisamente, Cusco, no Perú (embora talvez se estendesse até o oceano Pacífico), ao litoral brasileiro na altura da Capitania de São Vicente (atual estado de São Paulo), estendendo-se por cerca de 3 000 quilômetros, atravessando os territórios dos atuais Peru, Bolívia, Paraguai e Brasil. Segundo os relatos históricos, o caminho passava pelas regiões das atuais cidades de Assunção, Foz do Iguaçu, Alto Piquiri, Ivaí, Tibagi, Botucatu, Sorocaba e São Paulo até chegar à região da atual cidade de São Vicente. Ainda havia outros ramos do caminho que terminavam nas regiões das atuais cidades de Cananeia e Florianópolis.








Os caminhos de Peabiru apresentam um total de quatro mil quilômetros, mais ou menos. São inúmeras rotas diferentes, não havendo um caminho singular que ligue o ponto A ao ponto B.


Na realidade, devido a diversos registros históricos que compreendem o período de exploração europeia na América, é possível colher diversos escritos que diferenciam os caminhos de Peabiro.


Na região litorânea, os caminhos apresentavam duas diferentes entradas: uma ao norte de Santa Catarina, e outra na Cananeia, em São Paulo. Ambas as entradas tinham uma mesmo fim em comum na região norte do Paraná, que formava um caminho similar até a Guaíra.







Em território brasileiro, um de seus traços ou ramais era a chamada Trilha dos Tupiniquins, no litoral de São Vicente, que passava por Cubatão e por São Paulo, em lugares posteriormente conhecidos como o Pátio do Colégio e rua Direita; cruzava o Vale do Anhangabaú; seguia pelo traçado que hoje é o das avenidas Consolação e Rebouças; e cruzava o rio Pinheiros. Outro ramal partia de Cananeia. Ramificações adicionais partiam do litoral dos atuais estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul.








Em 1524, parte desse caminho foi percorrido pelo náufrago português Aleixo Garcia, que comandou uma expedição integrada por algumas centenas de índios guaranis carijós, partindo da Ilha de Santa Catarina ("Meiembipe"), percorrendo essa via para saquear ouro, prata e estanho, tendo atingido o território do Peru, no Império Inca, nove anos antes da invasão espanhola dos Andes em 1533.


Aleixo Garcia








Outros relatos dão conta de que Martim Afonso de Souza, fundador da Vila de São Vicente, só se fixou naquele trecho do litoral porque, de antemão, dispunha de informações de que, dali, se teria acesso ao caminho que o levaria às minas do Potosi, na Bolívia, e aos tesouros dos incas.


O espanhol Álvar Nuñez Cabeza de Vaca começou a caminhada partindo da foz do Rio Itapocu, no litoral norte de Santa Catarina, no dia 2 de novembro de 1541, vindo a descobrir, no final de janeiro de 1542, as Cataratas de Iguaçu.




Alvar Nuñez Cabeza de Vaca




Aleixo Garcia foi um marinheiro português, que partiu da Espanha no ano de 1515 em uma expedição comandada por Juan Diaz de Solís. Essa expedição visava chegar ao sul da América em busca de uma passagem para o outro lado, o Oceano Pacífico.




Juan Diaz de Solis




Eram 3 embarcações, e em torno de 60 homens, que chegam ao sul da América e entram pelo Rio da Prata, que por toda sua grandiosidade, era confundido com o mar naquele tempo (Para quem não sabe, o Rio da Prata é o rio que faz a divisa entre o extremo sul do Uruguai e a Argentina).


Só que esta expedição não obteve sucesso, o comandante Solís juntamente com 6 homens foram assados e comidos pelos índios Charruas conhecidos por serem antropófagos.
A tripulação apavorada ao ver o capitão sendo devorado pelos nativos foge, nesta fuga, decidem voltar para a Espanha e uma embarcação se perde das outras e acaba naufragando no extremo sul da Ilha de Santa Catarina, no canal da Barra Sul próximo a praia hoje conhecida como praia de Naufragados.
Entre os náufragos estava Aleixo Garcia que juntamente com outros 8 europeus, sobrevive. Juntos, os 9 náufragos passam a viver com os índios Guarani Carijó.


Estes náufragos viveram ali próximo onde hoje é a baixada do Maciambu na Palhoça e naquele local formam um núcleo de povoamento. O primeiro núcleo europeu do sul da América




Fontes:
wikipedia.org
todoestudo.com.br
google.com
meiembiturismo.com.br
Náufragos, traficantes e degredados, Bueno, Eduardo, 1998


sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026



Hoje vamos falar sobre os nomes das ruas do centro histórico de São Paulo.










Começamos pela Rua Direita:


A rua Direita formou-se a partir da seção do caminho do “Peabiru”, que passava pelo centro, onde, a partir de 1590, os colonos foram construindo suas casas. Esse nome “Direita”, acreditamos que se deva ao fato do trecho compreendido entre o largo da Misericórdia e a atual praça do Patriarca, ser em linha reta.









Naquela época, ela iniciava-se no Largo da Sé e seguia em direção ao "Piques" (atual largo da Memória e Praça da Bandeira). Ali iniciava a antiga Estrada de Sorocaba (atual Rua da Consolação) que levava até Pinheiros. Mais tarde, ela passou a ser conhecida como Rua Direita da Misericórdia para Santo Antônio, numa referência à Igreja da Misericórdia (hoje demolida) que localizava-se no Largo da Misericórdia. Encontramos também para ela o nome de Direita de Santo Antônio. De qualquer modo, a origem do nome " Direita", estava sempre ligado à uma Igreja, seja a da Misericórdia, seja a de Santo Antônio.



Rua Direita (atual) Foto minha jul/2017




Rua Direita (1862)






Rua Boa Vista:


Esta rua, igualmente é parte das primitivas trilhas indígenas que cruzavam a colina histórica. Existia um caminho indígena ligando a atual região de Santo Amaro (Jerybatiba), onde se situaria a aldeia do cacique Caiuby, com a região do atual Bom Retiro (Piratininga), aldeia comandada por Tibiriçá. Seu trajeto atual, chegaria ao centro através das ruas Vergueiro e Liberdade, cruzando a Praça João Mendes, entrando pela Quintino Bocaiuva, depois seguindo pela 15 de Novembro, 3 de Dezembro, Boa Vista, largo São Bento, Florêncio de Abreu e avenida Tiradentes.






Foto de 1920


O nome da rua, é tradicional, e é das poucas ruas do centro cuja denominação não se alterou. Como a rua, bordeava as escarpas da colina para o lado leste, dali se tinha uma boa vista dessa região. Assim, desde os primeiros colonos que por ali passaram e repararam na vista, acabaram chamando-a como “A Rua da Boa Vista”





Foto (Luiz Carlos Castilho/2017)




Rua São Bento:


Rua São Bento, que liga o largo de São Bento ao de São Francisco, é a única que foi criada depois da ocupação portuguesa, para satisfazer a necessidade de ligação do recém-criado largo de São Bento, com a Rua Direita, margeando a escarpa que descia para o ribeirão Anhangabaú. Nesse início, provavelmente nos primeiros anos do seiscentismo, ela ficou conhecida primeiro, como a Rua de Martim Afonso, não o colonizador, mas o chefe índio Tibiriçá, que depois de batizado, adotara esse nome. Posteriormente o nome foi mudando para “rua que vai para São Bento”.



Foto de 1862 (foto Militão de Azevedo) Foto de 2011 (Gilberto Calixto Rios)




Foto 2017 (esquina da S.Bento e Dr.Miguel Couto) Foto: Luiz C.Castilho



Em 1878, funcionou na Rua São Bento, esquina com o Beco da Lapa (atual rua Dr. Miguel Couto), o “Grande Hotel”, que chegou a ser considerado o melhor do Brasil, e, onde as personalidades (políticos e artistas) em visita à cidade, se hospedavam.











Era nesta rua, que, no século XIX, habitavam os moradores mais abastados, os famosos “barões do café”, a nascente elite industrial, e a então nobreza titulada. Um dos barões a ter casa ali, foi Antônio Prado, Barão de Iguape, cuja residência ficava entre a Rua Direita e rua da Quitanda, e, onde , na década de 1920, viria a se instalar a loja “Mappin Stores”, que em 1939, mudou-se para o prédio em frente ao teatro Municipal.


Rua XV de Novembro:


Esta rua, que sai do vértice do conhecido “triângulo”, e, que atualmente liga a Praça da Sé à Praça Antônio Prado, no seu início, lá pelos idos de 1560, era, assim como a Direita, uma trilha ou caminho indígena, que cruzava a colina histórica, no sentido sul-norte (ou norte-sul). Era usada pelos índios da tribo Guaianá, para se deslocarem entre as aldeias do chefe Tibiriçá, instalado no local denominado Piratininga (atual Bom Retiro), e a aldeia de seu (provável) irmão Caiuby, localizada nas proximidades do atual bairro de Santo Amaro.


Foto de Militão de Azevedo - 1862



Foto de Aurélio Becherini - 1911


Em 1872, a primeira linha de bondes (à burro), circulava por ali, sendo substituído pelos elétricos, em 1900. Essa época de fausto, foi o conhecido “afrancesamento” da arquitetura e dos costumes da elite, que durou até cerca de 1920/30, quando aquele comércio foi se deslocando para a região conhecida como “cidade nova”, a Barão de Itapetininga e imediações. A rua, e também o chamado centro velho, foram se tornando então, um grande centro bancário e empresarial, sediando as matrizes dos grandes bancos paulistas e nacionais, da grandes empresas, e as filiais dos principais bancos estrangeiros, que, a partir de 1960, começaram a deixar o centro em troca da Avenida Paulista, que então se elitizava.



Esquina da Rua Direita com a XV de Novembro

XV de Novembro (atual 2017)
foto de Luiz Carlos Castilho


A Rua XV de Novembro teve vários nomes como Rua do Rosário e Rua da Imperatriz, que por ocasião da Proclamação da República passou a se chamar XV de Novembro.

Rua da Quitanda:

Denominação tradicional e de origem popular que relembra o comércio miúdo ali estabelecido no século XIX e que era chamado de "quitanda". Em 1822, ela era conhecida também como "Rua do Cotovelo", pois o seu traçado lembrava de fato um cotovelo dobrado. Esse cotovelo foi suavizado com o tempo através de retificações. Porém, ainda hoje podemos notar a curvatura da rua. A partir de meados do século XIX, os paulistanos a denominaram como "Quitanda", uma vez que ela era a preferida pelas "quitandeiras", mulheres que vendiam miudezas e alimentos cozidos ou in natura. Um antigo trecho, hoje integrado à Rua da Quitanda, e localizado entre as ruas Alvares Penteado e 15 de Novembro, era no passado conhecido como "Beco da Cachaça", numa referência ao comércio de cachaça ali praticado.

Rua da Quitanda antiga Rua da Quitanda 2017


Rua da Quitanda (2017)
Foto de Luiz Carlos Castilho



Fontes:
wikipedia.org
dicionarioderuas.prefeitura.sp.gov.br
saopauloesuasruas.wordpress.com
youtube.com

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026



Vamos falar hoje do romance "O Coronel e o Lobisomem de José Cândido de Carvalho.


Escritor da Escola Modernista, José Cândido nasceu em Campos do Goytacazes, RJ em 1914 e morreu e Niterói, RJ em 1989.



Contista e romancista, começou a trabalhar ainda menino no pequeno comércio local. Aos 16 anos, iniciou-se como jornalista. Trabalhou em diversos jornais do Rio, foi chefe de copidesque e editor internacional da revista O Cruzeiro, a revista brasileira de maior circulação à época, e dirigiu o jornal O Estado.





Em 1937 obteve o bacharelado em Direito e em 1939 estreou na literatura com o romance Olha para o céu, Frederico. Depois de 25 anos de silêncio, publicou O coronel e o lobisomem, um clássico da moderna literatura brasileira. Em 1974, entrou para a Academia Brasileira de Letras. Faleceu em 1989, em Niterói, deixando inédita a obra O rei Baltazar.

Apenas a autoria de O Coronel e o Lobisomem (1964) já seria suficiente para garantir a José Cândido de Carvalho um lugar de destaque na literatura em língua portuguesa. Quando lançado, em 1964, imediatamente seduziu leitores em todo o Brasil. Entre eles, Erico Verissimo, que o definiu como um dos melhores romances da literatura brasileira de todos os tempos. Até hoje, dezenas de edições depois, o romance continua a apaixonar leitores e é adotado em escolas e estudado em universidades, tendo sido apontado em várias pesquisas como um dos melhores livros de ficção em língua portuguesa do século XX.


Segundo livro de José Cândido de Carvalho, lançado em 1964, O Coronel e o Lobisomem funde o realismo fantástico (inspirado na literatura de cordel e na fábula), e o retrato dos resíduos da sociedade patriarcal brasileira, valorizadora, da coragem e atrelada, simultaneamente, a superstições e atavismos de toda a natureza.

Esse realismo "fantástico" ou "mágico" que aproxima José Cândido de Carvalho de autores importantes de ficção latino-americana (Gabriel Garcia Marques, Vargas Losa etc) pode ser entendido como a resposta artística ao fenômeno da magia e da realidade do mundo, resultado do violento choque entre o Ocidente que avança e os povos extra-europeus que se rebelam, tentando consciente ou inconscientemente , defender suas criaturas nativas. É ainda uma vez, a luta do instinto contra a civilização; do primitivo contra o moderno, do mágico contra o racional, do surreal contra o real.


A obra é regionalista, narrada em primeira pessoa, e sua ação de se desenvolve nas primeiras décadas do século XX. O romance explora as situações satíricas e o ridículo das personagens. Busca a valorização da cultura popular, principalmente rural.





Romance em primeira pessoa. Ponciano de Azevedo Furtado, neto de Simeão, oficial superior da Guarda Nacional, espécie de herói picaresco de Campos dos Goytacazes, cidade do Rio de Janeiro, conta suas façanhas e seu esforço em lutar contra as mais variadas formas de injustiça: contra o valente de circo (Vaca-Braba), contra o cobrador de impostos, contra o tipo agiota.




Espécie de cavaleiro andante das causas perdidas, solteirão rico, é cobiçado pelas mães ansiosas pelo casamento de suas filhas. Apesar de fraco no entendimento de coisas econômicas e administrativas (especulação do café) é um forte na arte de desencantar assombrações e cair na artimanha de mulheres casadas. O Coronel e o Lobisomem funde o realismo mágico (inspirado na literatura de cordel e na fábula), e o retrato dos resíduos da sociedade patriarcal brasileira, valorizadora da coragem e atrelada, simultaneamente, a superstições e atavismos de toda a natureza.








Em 2005 foi lançado o filme baseado na obra com direção de Mauricio Farias com Shelton Melo, Diogo Vilela, Andréa Beltrão e Ana Paula Arósio.


O coronel e o lobisomem - trailer




Fontes:
wikipedia.org
agenciariff.com.br
google.com
passeiweb.com
youtube.com

terça-feira, 3 de fevereiro de 2026



Na manhã de 19 de outubro de 1934, o jornalista gaúcho Apparício Torelly (1895-1971) saía de casa em Copacabana, no número 188 da rua Saint-Romain, rumo ao Centro, onde trabalhava, quando seu carro, um Chrysler, foi interceptado por dois veículos. Cinco homens, alguns deles armados, sequestraram o editor do Jornal do Povo.




"Tem família?", perguntou um dos sequestradores, já com os carros batendo em retirada. "Isso não vem ao caso", respondeu o sequestrado. "Nem é da conta dos senhores". "Escreva despedindo-se", continuou o sujeito. "É um favor que lhe prestamos". "Dispenso-o", retrucou a vítima


Logo, Torelly descobriu que os homens que se diziam policiais eram, na verdade, oficiais da Marinha. Estavam indignados com a publicação de um folhetim sobre a Revolta da Chibata, liderada pelo marinheiro João Cândido (1880-1969), o Almirante Negro. Como Torelly se recusou a suspender a publicação, que denunciava os maus-tratos na Marinha, foi espancado.


Os sequestradores cortaram seus cabelos, furaram os pneus de seu carro e o abandonaram, quase nu, num local deserto. Na tarde daquele mesmo dia, uma sexta-feira, depois de voltar para a redação, Torelly pendurou, na porta de sua sala, uma placa com os dizeres: "Entre sem bater".

Apparício Fernando de Brinkerhoff Torelly, também conhecido por Apporelly e pelo falso título de nobreza de Barão de Itararé (Rio Grande , 29 de janeiro de 1895 - Rio de Janeiro, 27 de novembro de 1971), foi um jornalista, escritor e pioneiro no humorismo político brasileiro.


Sua biografia tem algumas imprecisões, como o local de seu nascimento. Em alguns documentos aparece como local de nascimento, o Uruguai. Segundo ele, sua mãe queria que ele nascesse naquele país e a caminho de lá, ele nasceu no meio do caminho.

Em 1918, com 23 anos, durante suas férias, sofre um AVC quando andava na fazenda de um tio. Abandona o curso de Medicina no quarto ano e começa a escrever. Publica sonetos e artigos em jornais e revistas, como a Revista Kodak, "A Máscara" e "Maneca".

À respeito de seu alcunha, ele diz: `Em 1930, Getúlio vinha do Rio Grande do Sul, para tomar o poder. Era previsto uma forte resistência dos opositores paulista na cidade de Itararé, divisa de São Paulo e Paraná. Era tido como a batalha das batalhas. No entanto, a grande batalha e não aconteceu. 

Aparício, então, se autodenominou Duque de Itararé, depois rebaixo para Barão de Itararé, aquele que foi sem nunca ter sido.


Torelly foi um dos fundadores da Aliança Nacional Libertadora (ANL). Não participou da Rebelião de 1935, conhecida como “Intentona Comunista”, mas foi preso, tendo sido companheiro de cadeia de Graciliano Ramos, que faz menção a este fato em Memórias do Cárcere. “A Manha deixou de circular e eu com ela”, contava o humorista. Solto, relançou o jornal.










Com a redemocratização, candidatou-se a vereador pelo PCB no Rio de Janeiro. Foi eleito em oitavo lugar com o lema de campanha “Mais água e mais leite e menos água no leite!”. Seu mandato foi dedicado às causas populares, a exemplo da defesa dos indígenas e do voto dos analfabetos. Era a atração das sessões. Testemunho de Luiz Carlos Prestes, então secretário-geral do PCB: “O Barão, com seu espírito, não só fez a Câmara rir, como as lavadeiras e os trabalhadores. As favelas suspendiam as novelas para ouvir as sessões da Câmara, que eram transmitidas pelo rádio”.






Aparício sempre foi eloquente e fez chacota, desde de menino. A história dele e seu professor virou  uma anedota clássica:

O Contexto: Enquanto estudava em um internato jesuíta em São Leopoldo (RS), Apparício Torelly era conhecido por ser um aluno rebelde e genial.

A Anedota: 

Durante um exame final de português, o Professor Vergara, querendo testar a conjugação de um verbo ou frase, colocou o aluno em uma situação difícil. O Barão, com sua rapidez de raciocínio, disparou:

"O burro vergara ao peso da carga".


Com Manuel Bandeira




"O Barão é daqueles que começam uma partida do zero. É como se tivesse inventado as regras do jogo", afirma o jornalista Cláudio Figueiredo, autor da biografia Entre Sem Bater - A vida de Apparício Torelly - O Barão de Itararé (2012). "Foi muito mais do que 'frasista'. Foi um humorista revolucionário, anárquico, inovador. Colocar o foco sobre um único aspecto de sua obra seria como julgar Pelé por sua atuação no Cosmos, já no seu fim de carreira".








Fontes:

wikipedia.org
google.com
todamateria.com
ebiografia.com
google.com
averdade.org.br
enciclopeida.itaucultural.org.br

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

 



Ícaro






Na romaniz.greg, Ícaro (Ίκαρος) em grego clássico: Ἴκαρο  romaniz.: Íkaros, pronúncia [i.karos] foi o filho do ,mestre artesão Dédalo, o arquiteto do labirinto de Creta . Depois que Teseu, rei de Atenas e inimigo de Minos, escapou do labirinto, o rei Minos suspeitou que Ícaro e Dédalo haviam revelado os segredos do labirinto e os aprisionaram - seja em uma grande torre com vista para o oceano ou no próprio labirinto, dependendo do relato. Ícaro e Dédalo escaparam usando as asas que Dédalo construiu com penas, fios de cobertores, roupas e cera de abelha.  Dédalo alertou Ícaro primeiro sobre a complacência e depois sobre a  arrogância, instruindo-o a não voar nem muito baixo nem muito alto, para que a umidade do mar não obstruísse suas asas ou o calor do sol as derretesse.  Ícaro ignorou as instruções de Dédalo para não voar muito perto do sol, fazendo com que a cera de abelha em suas asas derretesse. Ícaro caiu do céu e morreu afogado no mar. O mito deu origem à expressão “voar muito perto do Sol ”

Em algumas versões da história, Dédalo e Ícaro escapam de barco.

Como sabemos, os gregos antigos passavam ensinamentos através de lendas e mitos. A lenda de Ícaro, era contada, principalmente, para ensinar a importância da humildade após um êxito (vitória) e também de seguir as orientações dos mais experientes (no caso desse mito é Dédalo, seu pai). O mito também faz referência sobre a impossibilidade de um ser humano querer ter poderes semelhantes aos dos deuses.



Fontes:

wikipedia.org
google.com
suapesquisa.com

sexta-feira, 30 de janeiro de 2026



Dédalo





Dédalo (em grego: Δαίδαλος, transl. Daídalos; em latim Daedalos; em etrusco: Taitale), na mitologia grega,  é um personagem natural de Atenas e descendente de Erecteu.

Notável arquiteto e inventor, cuja obra mais famosa é o labirinto que construiu para o rei Minos de Creta, aprisionar o Minotauro, monstro filho de sua mulher.  Pasífae, esposa de Minos, se apaixonou perdidamente pelo Touro Cretense  vindo do mar. Pasífae pediu então ao arquetípico artesão Dédalo que lhe construísse uma vaca de madeira na qual ela pudesse se esconder no interior, de modo a copular com o touro branco. O filho deste cruzamento foi o monstruoso Minotauro, corpo de home e cabeça de boi.





Mito, segundo Diodoro Sículo

Família

Dédalo teve dois filhos: Ícaro e Iapyx, juntamente com um sobrinho, cujo nome varia, mas comumente chamado de Perdiz. Ele é mencionado pela primeira vez por Homero como o criador de uma vasta gama de dança solo para Ariadne. O labirinto de Creta, na qual o Minotauro (metade homem, metade touro parte) foi mantido, também foi criado pelo artesão Dédalo.




Em seus primeiros anos a vida do arquiteto Dédalo foi um ato de descobrimento dos materiais, formas, volume e do próprio espaço.

O assassinato de Perdiz


Certa vez, Dédalo estava ensinando tudo o que sabia para seu sobrinho Perdiz, este que, então, inventa a roda do oleiro e o serrote de ferro.


Roda do oleiro


Dédalo, com inveja, assassina-o, e quando descoberto é condenado, mas foge para Creta.

A história do labirinto é contada, onde Teseu é desafiada a matar o Minotauro, encontrando o seu caminho com a ajuda do fio de Ariadne.

Carreira de inventor



Em Creta

Em Creta, Dédalo se torna amigo do rei Minos,  mas ajuda Pasífae a se disfarçar de vaca para ser possuída pelo touro de Podeion. Desta relação nasce o Minotauro.

Dédalo, em seguida, constrói o labirinto de Creta, para conter o Minotauro.



As ruínas desse labirinto podem ser visitados, ainda hoje em Creta.



Para alimentar o Minotauro, Minos decidiu que todos os anos (em outras versões, de nove em nove anos) sete donzelas e sete rapazes de Atenas lhe seriam entregues como pasto: com isso vingava a morte de seu filho Andrógeo, que fora morto pelos Atenienses.


No momento do pagamento do tributo pela terceira vez, Teseu, filho do rei de Atenas, ofereceu‑se para seguir no número dos jovens a entregar em sacrifício. Quando chegou a Creta, porém, conquistou o amor de uma das filhas de Minos, Ariadne, a quem prometeu casamento, se ela o ajudasse. A princesa perguntou a Dédalo qual a maneira de o conseguir. Foi, assim, por artimanha dele que ela deu ao herói um novelo (o ‘fio de Ariadne’) e, segundo algumas versões, uma espada mágica. Teseu entrou no Labirinto, foi desenrolando o fio até encontrar o monstro, matou-o e conseguiu depois fazer o caminho de volta à medida que enrolava de novo o novelo.







Como castigo pela intervenção do arquiteto, Minos encerrou-o, juntamente com o filho, Ícaro, no labirinto, sem poder, no entanto, prever que a arte e a inteligência de Dédalo lhe permitiriam inventar um modo de se escapar de lá, com as famosas asas de cera.

O Labirinto de Creta identifica-se com o magnífico palácio que ainda hoje podemos visitar nessa ilha grega, testemunho da florescente civilização minoica (3000 a.C.-1100 a.C.).

Fuga de Creta

Dédalo tinha um filho, Ícaro. Quando Minos descobriu que Dédalo tinha feito a vaca para Pasífae, este fugiu de Creta, com a ajuda de Pasífae.  Ícaro fugiu com Dédalo, mas morreu em um acidente naval na ilha que passou a se chamar Icária.

 Dédalo se refugia na Sicília, na corte do rei Cócalo.

Diodoro apresenta a versão mais conhecida da lenda de Dédalo, na qual Dédalo fugiu de Creta voando: com seu engenho inigualável, constrói para si e para o filho dois pares de asas de penas, ligadas com cera, para fugirem. Ícaro, deslumbrado com a beleza do firmamento, sobe demasiado e o Sol derrete a cera de suas asas, precipitando-o nas águas do Mar Egeu, enquanto Dédalo consegue chegar à Sicília.







Diodoro Sículo comenta que ele não acredita muito nesta versão, mas não poderia deixar de mencionar este mito.





Fontes:

wikipedia.org
google.com
olimpvs.net
mitologiagrega14.blogspot.com
mitografias.com


quinta-feira, 29 de janeiro de 2026



Perseu




Perseu (em grego: Περσεύς, transl: Perséus), na mitologia grega é um semideus conhecido por ser fundador da mítica cidade - estado de Micenas, meio-irmão de Héracles, ou Hércules e patrono tanto da casa real de Perseu como da dinastia persênica, tendo sido ancestral, segundo a mitologia, dos imperadores da Pérsia e famoso por ter decapitado a górgona Medusa, monstro que transformava em pedra qualquer um que olhasse em seus olhos. Perseu era um semideus, filho de Zeus que tinha entrado na forma de uma chuva de ouro na torre de bronze para engravidar a mãe de Perseu, a mortal Dânae ou Danai filha de Acrísio, rei de Argos.





Acrísio queria um filho homem. Ele foi até o Oráculo de Delfos, que lhe disse que, não apenas ele teria outro filho, mas aquela criança seria morta pelas mãos de uma criança nascida de sua filha. Para evitar isso, ele construiu uma câmara subterrânea e cobriu as paredes com placas de aço, fechando Dânae com sua criada e cercando-os de guardas para que Dânae não pudesse ter contato com nenhum homem. Seu único acesso ao mundo exterior era através de uma janela no alto.


Ao ver o sofrimento de Dânae, Zeus "se compadeceu dela", e se transformou em uma chuva de ouro, que ao cair sobre Dânae, a engravidou (segundo alguns poetas, Dânae teria sido na verdade violada por Preto, irmão e rival de Acrísio, e a "chuva de ouro" seria na verdade, uma larga soma em dinheiro que Preto teria despejado sobre o colo de Dânae, para compensar a desonra que ele havia causado nela, e os poetas posteriores adotaram a chuva de ouro como figura de expressão).



O fruto da união entre Zeus e Dânae foi um filho chamado Perseu que Dânae conseguiu esconder de seu pai por algum tempo. Quando Acrísio descobriu sobre o nascimento dessa criança, ele ordenou que a criada fosse morta e mandou encerrar Dânae e Perseu em um caixão e jogá-la no mar.


As ondas levaram o caixão à costa de Sérifos, onde Perseu cresceu e se tornou um homem forte. O caixão foi encontrado por Díctis. (Vale notar a semelhança com Moisés que, segundo a Bíblia, foi deixado no Nilo dentro de um cesto de papiro). Díctis provavelmente vivia na famosa "Caverna do Ciclope", pois o caixão pode ter sido levado à praia na frente da caverna.

Díctis era pescador e irmão do rei da ilha, Polideuces, ou Pólux. Díctis hospedou as duas pessoas em sua casa, e eles se tornaram membros de sua família; mas seu irmão, o rei Pólux, desejava que Dânae fosse sua esposa e negou a Díctis essa união com ela. Outro obstáculo para o rei era o filho de Dânae, Perseu. Pólux proclamou seu casamento com Hipodâmia e pediu a cada habitante da ilha um cavalo como presente de casamento. Perseu, sendo um pescador, não tinha cavalos, mas prometeu levar ao rei a cabeça da Medusa, a Górgona, em vez disso. Pólux aceitou prontamente esse compromisso, pois nenhum homem jamais havia retornado com vida de um encontro com uma Górgona. Pólux decidiu manter Dânae no palácio até que Perseu voltasse com a cabeça de Medusa.

Medusa era uma das três sereias que, de acordo com Hesíodo, viviam do outro lado do oceano na borda da terra perto da Noite. Ao contrário de suas irmãs que eram imortais, Medusa era mortal. De acordo com uma versão do mito, ela era considerada bonita e foi estuprada por Poseidon. A deusa Atena, furiosa então a amaldiçoou e a transformou em um monstro terrível, embora as primeiras versões do mito afirmassem que ela já era um monstro escamoso com cobras entrelaçadas em seus cachos de cobre, presas de porco, bocas grandes e olhos grandes que lançavam raios. Todos os que encontraram seu olhar terrível foram transformados em pedra.

Perseu deixou Sérifos em um navio em busca de Medusa. No caminho ele encontrou Atena e Hermes, que lhe disseram como matar a Medusa e, junto com as ninfas, deu-lhe as seguintes armas:

O capacete de Hades para torná-lo invisível enquanto ele se aproximava de seu alvo.

Uma bolsa mágica para colocar a cabeça terrível.

Sandálias aladas para levá-lo até a rocha no meio do mar onde a Medusa residia.

O escudo brilhante para olhar a Medusa.

Uma espada afiada ou foice, que cortaria o pescoço duro da Medusa.


Perseu entrou na caverna onde viviam as górgonas, guiado apenas pelo brilho de seu escudo e com a ajuda de seu elmo invisível, voou sobre as górgonas com as sandálias aladas e se aproximou da Medusa.



Arte de John Petersen


Olhando apenas para o seu reflexo em seu escudo, Perseu desferiu um golpe certeiro que cortou-lhe a cabeça e a matou, pois era a única das górgonas que era mortal. Quando Perseu separou a cabeça da Medusa de seu pescoço, duas criaturas nasceram de seu sangue: o cavalo alado Pégaso e o gigante Crisaor, resultantes da união profana de Medusa e Poseidon. As outras duas irmãs de Medusa, Esteno e Euríale, perseguem Perseu, mas este escapa devido ao capacete de Hades, que o torna invisível às Górgonas.






O Encontro com Atlas


Em seu caminho de volta para Sérifos, Perseu passou pelo país das Hespérides, onde ficava o titã Atlas, que foi condenado pelos deuses a sustentar a abóbada celeste em seus ombros. Vendo que o lugar era muito bonito, Perseu pediu a Atlas se podia dormir pelos arredores naquele dia, dizendo ao titã: "Se vês uma pessoa pela sua família, saiba que sou filho de Zeus e se, porém, valorizas grandes feitos, saiba que matei a górgona Medusa".


Após ouvi-lo, Atlas respondeu: "Tu, mortal, mataste a rainha das górgonas? Nenhum mortal teria condições para fazer tal coisa". Revoltado por Atlas não ter acreditado em suas palavras, Perseu mostra a cabeça de Medusa ao enorme titã, que ao encarar os olhos da górgona, teve todo o seu corpo petrificado. Seus ossos se transformam em uma montanha, sua barba em uma floresta e sua cabeça o cume, e os céus continuariam a serem suportados por ele.



Atlas





Perseu e Andrômeda


Continuando sua jornada de volta para Sérifos, Perseu alcançou a terra dos etíopes, governada pelo rei Cefeu. Lá se deparou com uma linda mulher acorrentada no meio do mar, e não fossem as lágrimas que vertiam de seu rosto, teria confundido-a com uma estátua. Perseu pergunta a jovem o que fez para merecer tal punição, e ela diz a ele: "Eu sou Andrômeda. 

Minha mãe Cassiopéia ousou comparar sua beleza com as filhas de Poseidon, as ninfas do mar, e fomos castigados por isso. Poseidon enviou um monstro para destruir nossa cidade pelo erro de minha mãe e eu fui oferecida como sacrifício".


Perseu diz que a salvará, se em troca ela prometesse casar com ele (outra versão afirma que Perseu se apaixonou de imediato por Andrômeda, e fez um acordo com Cefeu, prometendo matar o monstro marinho em troca da mão de sua filha), mas antes de receber uma resposta, uma grande onda se abriu no meio e o monstro marinho apareceu. Sem pensar duas vezes, Perseu vai de encontro ao monstro, pulando sobre sua cabeça e a decapitando com sua espada, ou petrificando o monstro com a cabeça da Medusa.




Ao testemunhar sua bravura, Cefeu alegremente concedeu a mão de Andrômeda em casamento a Perseu. Fineu, tio de Andrômeda, ficou enfurecido com a situação pois Andrômeda já havia sido prometida a ele. Durante o conflito que se seguiu, Perseu transformou Fineu em pedra, usando novamente a cabeça da Medusa. Encerrado o conflito, Perseu e Andrômeda seguem juntos em direção a Sérifos.


Perseu se vinga de Polidectes


Finalmente de volta a Sérifos, Perseu descobriu que Polidectes e seus seguidores perseguiam sua mãe. Perseu obtém ajuda de seus amigos para enfrentar Polidectes, mas mesmo assim estavam em menor número. Quando a batalha parecia perdida, Perseu lembrou-se do que havia acontecido a Atlas quando este fitou os olhos na cabeça de Medusa, e então pediu aos seus amigos que fechassem os olhos. Em seguida, Perseu ergue mais uma vez a cabeça de Medusa, e todos que estavam contra ele, além de alguns amigos que não obedeceram seu aviso, foram petrificados, restando apenas Polidectes que perceber o que lhe aconteceria, virou seu rosto. Ele pede a clemência de Perseu, dizendo: "Por favor, ó Perseu, me deixe viver, eu reconheço que tu és mais forte e que mataste a górgona, então não me mate também".

Perseu então lhe responde: "Cuidarei bem de você Polidectes! Deixarei você em minha casa para jamais esquecer da covardia que me mostra agora". Perseu vira o rosto de Medusa na direção de Polidectes, petrificando-o na posição de covardia em que ele se mostrava, e então leva sua estátua para casa.




Posteriormente, Perseu ofereceu a cabeça da Medusa como um presente para a deusa Atena, que a colocou no centro de sua temida égide.


Cumprindo a profecia


Acompanhado de Danae e Andrômeda, Perseu partiu em direção a Argos, disposto a fazer as pazes com Acrísio. Ao tomar conhecimento disso, e ainda recordando da profecia que ouvira anos atrás, Acrísico deixou Argos e foi para Lárissa, na Tessália.


Ironicamente, foi justamente para onde Perseu se dirigiu após não encontrar Acrísio em Argos. Teutamides, rei de Lárissa, celebrava jogos atléticos em homenagem a seu falecido pai, e estando na cidade, Perseu resolveu participar. Durante uma prova de lançamento de discos, Perseu acabou fazendo um lançamento desastroso, que acabou acidentalmente atingindo e matando um velho homem que assistia a prova. O homem era ninguém menos que Acrísio, e assim, a profecia se cumpriu.


Dessa forma, Perseu o rei de Argos. Apesar disso Perseu se recusou a governar Argos, atormentado pelas memórias ruins e também envergonhado de reclamar o trono. Ele foi até Tirinto, que era governada por Megapente, filho de Preto, e fez uma troca com o mesmo. entregando-lhe o trono de Argos, e ficando com o trono de Tirinto.


Depois de algum tempo, ele também fundou Micenas, onde ele e sua esposa Andrômeda viveram felizes por muitos anos e estabeleram uma família de sete filhos: Perseides, Perses, Alceu, Helio, Mestor, Sthenelus, Electrião; e uma filha, Gorgófona. Seus descendentes também governaram Micenas, de Electrião à Euristeu, após os quais Atreu conquistou o trono. Electrião teve uma filha chamada Alcmena, que viria a ser mãe de Héracles, o maior dos heróis gregos, sendo bisneto de Perseu (por parte da mãe) e também seu irmão (por parte do pai, Zeus).


Além de Micenas, Perseu foi o ancestral das casas reais de Elis, Esparta, Messênia e também da Pérsia.


A Morte de Perseu


Perseu é conhecido na mitologia grega como o único semideus (pelo menos dos mais famosos) que viveu sua vida plenamente e morreu de velhice e em paz, enquanto todos os outros heróis como Héracles, Aquiles, Jasão e muitos outros morreram em guerra ou por alguma punição ou maldição.


Porém, de acordo com uma obscura história narrada por Pseudo-Higino, Perseu teria sido morto por Megapente, com quem havia trocado de reino. O motivo teria sido vingança pela morte de Acrísio, mas essa história não é relevante, nem levada em consideração em nenhuma obra.







Fontes:

wikipedia.org
google.com
portal-dos-mitos.blogspot.com
br.pinterest.com
mitoselenadas.com.br





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