sexta-feira, 27 de março de 2026

 

Colosso de Rodes




Considerada uma das sete maravilhas do mundo antigo, o Colosso de Rodes foi uma grande estátua construída na Grécia, próximo do Mar Mediterrâneo. O escultor Carés de Lindos demorou mais de dez anos para concluir o monumento: iniciou em 292 a.C. e só conseguiu terminar em 280 a.C.





Com 30 metros de altura e cerca de 70 toneladas de peso, a estátua servia como porta de entrada à Ilha de Rodes e representava o deus sol Hélios. Segundo alguns historiadores, as pernas do Colosso ligavam as margens do canal. Em uma das mãos do colosso, havia um farol que servia para iluminar as embarcações noturnas.



A estátua, cuja construção levou 12 anos ( c. 294–282 a.C. ), foi derrubada por um terremoto por volta de 225/226 a.C. O Colosso caído permaneceu no local até 654 d.C. , quando forças árabes invadiram Rodes e destruíram a estátua, vendendo o bronze como sucata. Supostamente, os fragmentos totalizaram mais de 900 cargas de camelos.


Fontes:

britannica.com
infoescola.com
google.com

quinta-feira, 26 de março de 2026



Vamos falar hoje da História da Literatura Portuguesa.





Luís de Camões, Antero de Quental, Eça de Queiroz, Fernando Pessoa, Florbela Espanca, Mário de Sá-Carneiro, Almada Negreiros, Sophia de Mello Breyner Andresen e José Saramago




Os inícios da literatura portuguesa encontram-se na poesia galego medieval, desenvolvida originalmente na Galiza e no Norte de Portugal. A Idade de ouro situa-se no Renascimento, momento em que aparecem escritores como Gil Vicente, Bernardim Ribeiro, Sá de Miranda e sobretudo o grande poeta épico Luís de Camões, autor de Os Lusíadas. O século XVII ficou marcado pela introdução do Barroco em Portugal e é geralmente considerado como um século de decadência literária, não obstante a existência de escritores como o Padre Antonio Vieira, o Padre Manuel Bernardes e Francisco Rodrigues Lobo. Os escritores do século XVIII, para contrariarem uma certa decadência da fase barroca, fizeram um esforço no sentido de recuperar o nível da idade dourada – o neoclassicismo, através da criação de Academias e Arcádias literárias. Com o século XIX, foram abandonados os ideais neoclássicos, Almeida Garrett introduziu o Romantismo, seguido por Alexandre Herculano e Rebelo da Silva. No campo do Romance, na segunda metade do século XIX, desenvolveu-se o Realismo, de feição naturalista, cujos máximos representantes foram Eça de Queiroz, Ramalho Ortigão e Camilo Castelo Branco. As tendências literárias do século XX estão representadas, principalmente, por Fernando Pessoa, considerado como o grande poeta nacional a par de Camões, e já nos seus últimos anos pelo desenvolvimento da prosa e ficção, graças a autores como Antônio Lobo Antunes e José Saramago, vencedor do Prêmio Nobel de Literatura em 1998, até agora o único escritor em língua portuguesa.






Obras essenciais na dramaturgia, poesia e prosa portuguesas, clássicos que influenciaram a formação de nossa cultura literária desse lado do Atlântico. Algumas escolhas são óbvias como: Gil Vicente, Camões e Padre António Vieira que não poderiam faltar em qualquer antologia, mas como escolher apenas um romance entre autores lusitanos favoritos como Eça de Queirós (A Relíquia, O Crime do Padre Amaro, O Primo Basílio, A Cidade e as Serras), José Saramago (Memorial do Convento, História do Cerco de Lisboa, O Evangelho Segundo Jesus Cristo, Ensaio Sobre a Cegueira) ou do demônio imbatível das letras António Lobo Antunes com mais de trinta livros publicados, entre eles: Conhecimento do Inferno e Explicação dos Pássaros.

Antonio Lobo Antunes




A literatura portuguesa nasceu formalmente no momento em que surgiu o português língua escrita, nos séculos XII e XIII. Ainda que seja provável a existência de formas poéticas anteriores, os primeiros documentos literários conservados pertencem precisamente à lírica galego-portuguesa, desenvolvida entre os séculos XII e XIV com uma importante influência na poesia trovadoresca provençal. Esta lírica era formada por canções ou cantigas breves, difundidas por trovadores (poetas) e segréis (instrumentistas) e desenvolveu-se primeiro na Galiza e no Norte de Portugal. Mais tarde trasladou-se para a corte de Afonso X, o sábio, rei de Castela e de Leão, onde as cantigas continuaram a ser escritas em galego-português.




Os primeiros poetas conhecidos são João Soares de Paiva e Paio Soares Taveirós, sendo de autoria deste último a "Cantiga da Ribeirinha", também conhecida como "Cantiga da Garvaia".


Ribeirinha


No mundo non me sei pareiha,
Mentre me for como me vai,
Ca já moiro por vós – e ai!
Mia senhor branca e vermelha,
Queredes que vos retraia
Quando vos eu vi em saia!
Mau dia me levantei,
Que vos enton non vi fea!
E, mia senhor, dês aquel di’, ai!
Me foi a mim mui mal,
E vós, filha de don Paai
Moniz, e bem vos semelha
D’haver eu por vós guarvaia,
Pois, eu, mia senhor, d’alfaia
Nunca de vós houve nen hei
Valia d’ua Correa.


No mundo não conheço quem se compare
A mim enquanto eu viver como vivo,
Pois eu moro por vós – ai!
Pálida senhora de face rosada,
Quereis que eu vos retrate
Quando eu vos vi sem manto!
Infeliz o dia em que acordei,
Que então eu vos vi linda!
E, minha senhora, desde aquele dia, ai!
As coisas ficaram mal para mim,
E vós, filha de Dom Paio
Moniz, tendes a impressão de
Que eu possuo roupa luxuosa para vós,
Pois, eu, minha senhora, de presente
Nunca tive de vós nem terei
O mimo de uma correia.


(Paio Soares de Taveirós)





Outros poetas desenvolveram sua arte na corte do rei D. Afonso III de Portugal e mais tarde na de D.Dinis, ambos monarcas protetores e impulsionadores da cultura livresca. O corpus total da lírica galaico-portuguesa, composto por 1685 textos, excluindo as Cantigas de Santa Maria (As Cantigas de Santa Maria são um conjunto de quatrocentas vinte e sete composições em galego-português, que no século XIII era a língua fundamental da lírica culta em Castela), está reunido em Cancioneiros ou Livros das Canções: o Cancionoiros da Ajuda, Cancionaeiro da Vaticana e Cancioneiro da Biblioteca Nacional de Lisboa (Colocci Brancuti), além dos pergaminhos Vindel e Sharrer.


O Pergaminho Sharrer é um fragmento de pergaminho medieval que contém partes de sete cantigas de amor de Dom Dinis, rei de Portugal, com poesias em língua galaico-portuguesa e notação musical.








Pergaminho de Sharrer
.


Pergaminho de Vindel - final sec. XIII e inicio do sec. XIV



A prosa em português teve um desenvolvimento mais tardio que a poesia e não apareceu até o século XIII, época em que adotou a forma de breves crônicas, hagiografias e tratados de genealogia denominados Livros de Linhagens. Não se conservou nenhum cantar de gesta portuguesa, mas sim, em mudança, livros de cavalaria, como a "Demanda do Santo Graal". Nesta época escreveu-se ademais, possivelmente, a primeira versão, hoje perdida, do Amadis de Gaula, cujos três primeiros livros foram escritos segundo algumas fontes por um tal João Lobeira, trovador de finais do século XIII. Estas narrações cavalheirescas, ainda que desprezadas pelos homens cultos de finais da Idade Média e do Renascimento, gozaram do favor popular, dando lugar às intermináveis sagas dos "Amadises" e os "Palmerins", tanto em Portugal como em Espanha.


Em 1790 nasceu uma Nova Arcádia, a que pertencia Manuel Maria Barbosa du Bocage, que poderia talvez ter chegado a ser um grande poeta em outras circunstâncias.




Bocage


SONETO DO EPITAPHIO


La quando em mim perder a humanidade
Mais um daquelles, que não fazem falta,
Verbi-gratia — o theologo, o peralta,
Algum duque, ou marquez, ou conde, ou frade:


Não quero funeral communidade,
Que engrole "sub-venites" em voz alta;
Pingados gattarrões, gente de malta,
Eu tambem vos dispenso a caridade:


Mas quando ferrugenta enxada edosa
Sepulchro me cavar em ermo outeiro,
Lavre-me este epitaphio mão piedosa:


"Aqui dorme Bocage, o putanheiro;
Passou vida folgada, e milagrosa;
Comeu, bebeu, fodeu sem ter dinheiro".




O seu talento levou-o, no entanto, a reagir contra a mediocridade geral e não se conseguiu elevar a grande altura de maneira sustentada, apesar de os seus sonetos competirem com os de Camões. Também foi um mestre da poesia breve e improvisada, que empregou com sucesso em sua Pena de Talião contra José Agostinho de Macedo.


Este sacerdote era um autêntico ditador literário, e em sua obra Vós Burros ultrapassou a todos os demais poetas na agressividade de suas invectivas, chegando a ter tentado substituir os Lusíadas de Camões com uma obra épica inferior, Oriente. No aspecto positivo, escreveu notáveis obras didáticas e odes aceitáveis e as suas cartas e panfletos políticos mostram conhecimentos e versatilidade. Contudo, a sua influência no ambiente literário de Portugal foi mais negativa que positiva.


Nos últimos anos do século XX, e a começos do XXI, a literatura portuguesa em prosa tem demonstrado uma grande vitalidade, graças a escritores como Antonio Lobo Antunes e sobretudo o Prêmio Nobel de Literatura José Saramago, autor de novelas como "Ensaio sobre a cegueira" e "O Evangelho segundo Jesus Cristo" ou "A caverna".




José Saramago





Fontes:

wikipedia.orggoogle.com
brasilescola.uol.com.br
portaleducacao.com.br
google.com

quarta-feira, 25 de março de 2026

Dando sequência nos relatos do folclore brasileiro hoje vamos falar do Boitatá.





O primeiro registro da lenda do Boitatá data do ano de 1560, na época da colonização. Se trata de um texto do padre jesuíta José de Anchieta, no qual ele classificava esse animal imaginário - uma cobra com olhos de fogo - como sendo fruto de uma lenda indígena. Na língua indígena tupi, "mboi" quer dizer cobra e "tata" significa fogo.





Os padres evangelizadores ouviram dos índios que o Boitatá era uma cobra gigantesca, cujo corpo era coberto por fogo. Seus olhos eram como dois grandes faróis, seu couro era transparente, e sua cor cintilante podia ser vista durante a noite enquanto ele deslizava nas campinas e na beira dos rios.

Segundo a lenda que foi popularizada na época da colonização, o Boitatá tem o poder de se transformar em um tronco de fogo para enganar e atrair os lenhadores e pessoas que queimam as matas ou maltratam os animais.

Quem olhar diretamente para os olhos da cobra não sai impune: pode ficar cego, louco, ou até morrer. Por isso, recomenda-se que quem se deparar com o Boitatá não deve correr. Deve ficar parado, fechar os olhos e prender a respiração até que ele se afaste.



Luís Câmara Cascudo, estudioso do folclore brasileiro, trouxe em seu livro, Dicionário do folclore brasileiro, um trecho do relato do religioso sobre a lenda do boitatá:






“Há também outros (fantasmas), máxime nas praias, que vivem a maior parte do tempo junto do mar e dos rios, e são chamados baetatá, que quer dizer coisa de fogo, o que é o mesmo como se se dissesse o que é todo de fogo. Não se vê outra coisa senão um facho cintilante correndo para ali; acomete rapidamente os índios e mata-os, como os curupiras; o que seja isto, ainda não se sabe com certeza.”

A lenda do boitatá pode ser usada para explicar o fogo-fátuo, uma pequena chama que surge durante a decomposição de matéria orgânica. Cascudo segue essa linha de pensamento ao afirmar que o fogo-fátuo era interpretado como o movimento de uma cobra e, por isso, o boitatá teria esse formato.

Outra versão da lenda diz que, há muito tempo atrás, uma noite se prorrogou muito parecendo que nunca mais haveria luz do dia. Era uma noite muito escura, sem estrelas, sem vento, e sem barulho algum dos bichos da floresta, era um grande silêncio.

Os homens viveram dentro de casa e estavam passando fome e frio. Não havia como cortar lenha para os braseiros que mantinham as pessoas aquecidas, nem como caçar naquela escuridão. Era uma noite sem fim. Os dias foram passando e a chuva começou, choveu muito, esta chuva inundou tudo e muitos animais acabaram morrendo. Uma grande cobra que vivia em repouso num imenso tronco despertou faminta e começou a comer os olhos de animais mortos que brilhavam boiando nas águas. 

Na história existem relatos do grande inverno de 536, onde por dois anos a luz do Sol ficou escondida, prejudicando as lavouras e os animais levando à fome no mundo. Esse fenômeno ocorreu devido a três erupções vulcânicas.



Fontes:

mundoeducacao.uol.com.br
sohistoria.com.br
hipercultura.com
google.com
wikipedia.org






“O rio Tamanduateí corria ao lado da via, abaixo do Mosteiro de São Bento, e tinha em seu percurso sete voltas. No final da sétima volta ficava o Porto Geral, onde eram desembarcados os produtos importados que vinham do porto de Santos. O nome do Porto foi dado à conhecida Ladeira Porto Geral, uma das travessas da 25 de Março. Em janeiro de 1850, os moradores do local enfrentaram uma enchente histórica, que destruiu dezenas de casas. No final do século XIX, o rio Tamanduateí foi drenado, e a região passou a se chamar rua de baixo, conhecida atualmente como o baixo de São Bento. Somente em novembro de 1865 o nome da rua foi alterado para 25 de Março.” ( Livro - Mascates e sacoleiros - Lineu Francisco de Oliveira)




Considerado o maior centro comercial da América Latina, a Rua 25 de Março, no Centro de São Paulo. Recentemente, o livro Mascates e Sacoleiros (Scortecci Editora, 158 páginas), de Lineu Francisco de Oliveira, publicado em 2010, afirma que o primeiro ofício de registro do local é de 1865, em substituição à Rua de Baixo. O novo nome foi escolhido em uma homenagem da Câmara Municipal e do Poder Executivo ao dia em que foi redigida a primeira Constituição brasileira de 25 de março de 1824, outorgada pelo imperador D. Pedro I.







A história da rua também é marcada pela forte presença de imigrantes, especialmente sírios, libaneses e chineses.


Atualmente, a região, que passou por uma modernização, recebe um misto de consumidores, deste a sacoleira até a madame. Ali, encontram todo o tipo de produto: caro, barato, sofisticado, simples, nacional e importado, no varejo e atacado. Às vésperas de feriados importantes, o comércio da 25 de Março chega a receber 1 milhão de pessoas.











Enquanto muitos consumidores e comerciantes celebram as boas compras e vendas, por outro lado a 25 de Março sofre com alguns problemas desde seus primórdios. Um deles são as enchentes, um obstáculo registrado pela primeira vez em 1850 e que assola a região até os dias atuais. Também, desde os tempos mais antigos, a segurança do local não é das melhores e quem passa por ali sabe que tem que ficar de olhos bem atentos aos seus pertences.







Rua XXV de Março - 1973.






Nos dias atuais, o comércio local é conhecido pelo alto volume de barracas de camelôs que disputam espaço com as lojas comerciais, shoppings e galerias. Esses estabelecimentos ofertam os mais diversos produtos tanto nacionais quanto importados. Embora a região seja de extrema importância econômica, social e cultural para a sociedade, casos de irregularidades com mercadoria, baixa segurança pública e outros crimes também fazem parte da história da rua 25 de Março.






Fontes:


history.uol.com.br
google.com
diariodotransporte.com.br
wikipedia.org

terça-feira, 24 de março de 2026

Vamos falar de algumas das lendas mais populares do folclore brasileiro. Iniciaremos com  Iara, a mãe d`água.





De acordo com a narrativa, ela era filha de um pajé e possuía grandes habilidades como guerreira. Essas habilidades eram motivo de inveja para os irmãos dela, que decidiram se reunir para matá-la em certa ocasião, mas ela resistiu, lutou e matou todos eles.


Temerosa da reação do seu pai, ela fugiu, mas foi encontrada, e seu pai decidiu lançá-la entre os rios Negro e Solimões. Ela teria sido salva pelos peixes e se transformado em Iara durante uma noite de lua cheia. 




Iara ou Yara, do indígena Iuara, significa “aquela que mora nas águas”. É uma sereia (metade mulher, metade peixe) que vive nas águas dos rios amazônicos como o Mearim, por exemplo. Muitas vezes, a figura de Iara é confundida com o orixá africano Iemanjá, a rainha do mar. Não tem nada a ver entre as duas personagens.


Com longos cabelos pretos e olhos castanhos, a sereia Iara, a Mãe D’água, emite uma melodia que atrai os homens, os quais ficam rendidos e hipnotizados com seu canto e sua voz doce. E são levados para o fundo do rio. Dependendo da região brasileira, a representação da índia pode diferir, por exemplo, na cor dos olhos e dos seus cabelos, que ora são escuros, ora são claros.




As histórias envolvendo a Mãe D’água são muito comentadas entre os pescadores, principalmente. Tanto os pescadores quanto as crianças desacompanhadas, perambulando pela beira do rio, podem ser surpreendidos e enfeitiçados por ela. Durante o dia, a Mãe D’água costuma sair das profundezas do Mearim, onde mora, para tomar banho de sol e carregar alguma criança ou outro banhista desavisado para o fundo do rio, através do seu encanto e beleza perturbadora. Quando avistada por um ser humano precavido, mergulha rapidamente e foge. Iara pode ser boa ou má, dependendo do comportamento das pessoas para com ela. Contudo, tem preferência por crianças teimosas e desobedientes que banham no rio, escondidas de seus pais.

Segundo o grande escritor do folclore brasileiro, Luís Câmara Cascudo, a lenda de Iara é uma junção da lenda indígena com características com lendas europeias, especialmente portuguesa. O Mito de Iemanjá da cultura afro-brasileira



Fontes:

brasilescola.uol.com.br
wikipedia.org
google.com
ararizando.org



segunda-feira, 23 de março de 2026

Seis escritores latino-americanos ganharam o Prêmio Nobel de Literatura concedido anualmente pela Academia Sueca por relevantes contribuições no âmbito das letras: Gabriela Mistral, Miguel Ángel Asturias, Pablo Neruda, Gabriel García Márquez, Octavio Paz e Mario Vargas Llosa.


América latina




A chilena Gabriela Mistral (1889-1957), agraciada em 1945, foi a primeira mulher americana a receber a distinção. A poeta, diplomata, feminista e pedagoga, autora de "Tala" e "Desolación", foi premiada por sua poesia lírica.


Gabriela Mistral - chilena




O guatemalteco Miguel Ángel Asturias (1899-1974) recebeu o Nobel em 1967, em especial por suas obras literárias arraigadas nos povos indígenas da América Latina, segundo a Academia. O escritor, jornalista, diplomata, poeta e romancista é conhecido por seus livros "O senhor presidente" e "Hombres de maíz".



Miguel Ángel Asturias - guatemalteco




Um segundo chileno foi premiado com o Nobel em 1971. Pablo Neruda, autor de uma poesia que "dá vida ao destino e aos sonhos de um continente", justificou a Academia Sueca. Neruda (1904-1973), também político e diplomata, produziu uma vasta obra, com destaque para "Vinte poemas de amor e uma canção desesperada" e sua autobiografia "Confesso que vivi", entre outros trabalhos.






Pablo Neruda - chileno




Premiado em 1982, o colombiano Gabriel García Márquez (1927-2014) foi um dos principais nomes da literatura latino-americana. O autor de "Cem anos de solidão", romance considerado um clássico da literatura em espanhol pela Real Academia Espanhola, recebeu o Nobel "por seus romances e contos, nos quais o fantástico e o real se combinam em um mundo ricamente composto de imaginação".


Gabriel Garcia Marques - colombiano






O quinto ibero-americano agraciado foi o mexicano Octavio Paz (1914-1998), em 1990. Esse poeta, ensaísta e diplomata, de grande influência na literatura do século XX, é famoso por suas obras "Salamadra", "Vuelta" e "O labirinto da solidão".




Octavio Paz - mexicano






O peruano Mario Vargas Llosa (1936) foi o último escritor da América Latina a ganhar o Nobel. Ele foi premiado em 2010. Intelectual e jornalista que também enveredou pela política, é autor de "A casa verde", "Conversa na catedral", "Pantaleão e as visitadoras" e "A festa do bode", entre outros títulos de uma ampla produção que inclui romances, contos, ensaios, autobiografia e teatro.




Mario Vargas Lhosa - peruano






O Prêmio Nobel de Literatura é concedido em Estocolmo desde 1901, à exceção das interrupções durante as guerras mundiais.


Por que o Brasil nunca ganhou um Nobel de Literatura ?


Sabemos que a indicação é majoritariamente política, principalmente nos prêmios Nobel da Paz e da Literatura.


Outro ponto é a língua portuguesa, com pouco destaque na literatura universal, apesar de Camões, Machado de Assis e Jorge Amado.


O único escritor em língua portuguesa agraciado com o prêmio foi o português José Saramago, que ganhou o prêmio em 1998.


O brasileiro que chegou mais perto foi Jorge Amado, com sua obra traduzida em diversos idiomas do mundo inteiro.


Outros escritores como : Carlos Drummond de Andrade, Graciliano Ramos, Lygia Fagundes Teles e Ariano Suassuna, certamente mereciam ser premiados.


Outro fator preponderante é que o Brasil não é um país de leitores, além de até o século XX não ter tido preponderância politica num mundo globalizado.


Quem sabe  num futuro próximo um brasileiro consiga o prêmio tão ambicionado. Já ganhamos um Oscar, por   que não um Nobel ?




Fontes:


wikipedia.org
google.com
em.com.br
paginacinco.globosfera.uol.com.br

sábado, 21 de março de 2026

 Morreu o ator e dramaturgo, Juca de Oliveira.




Reconhecido como um dos grandes nomes das artes cênicas brasileiras, Juca de Oliveira construiu uma trajetória sólida e admirada no teatro, na televisão e no cinema.


Nascido na cidade paulista de São Roque, José Juca de Oliveira Santos desistiu de um trabalho em um banco para se dedicar aos seus estudos na Escola de Arte Dramática em São Paulo. Foi lá que conheceu a atriz Glória Menezes.


Sua primeira peça, "Frei Luis de Sousa", garantiu um convite para participar do Teatro Brasileiro de Comédia (TBC). No TBC atuou em espetáculos como "A Semente" e "A Morte do Caixeiro Viajante".

Ele liderou o Teatro de Arena e enfrentou a ditadura militar. Ao lado de nomes como Gianfrancesco Guarnieri e Augusto Boal, fez do espaço um polo de resistência cultural nos anos 1960.

A perseguição política forçou seu exílio na Bolívia. Com o fechamento do teatro pelos militares, Juca precisou deixar o país temporariamente.





Quando voltou ao Brasil, após ser exilado, fez sua primeira novela na TV Tupi, "Quando o Amor é Mais Forte", de 1964. Ele atuou nas primeiras cenas externas da televisão brasileira e, na emissora, trabalhou com nomes como Janete Clair, Walter George Durst e Lauro César Muniz.





Famoso por seu papel na novela Saramandaia em 1976, interpretando João Gibão, um personagem que possuía asas, que frequentemente eram cortadas por sua mãe, para evitar que ele voasse, uma clara referência à censura da época.






Foi protagonista na novela Nino, o italianinho, em 1969 pela TV Tupi.

Atuou ainda, pela TV Globo em novelas como "Fera Ferida", "Torre de Babel" e "O Clone", dentre tantas outras telenovelas de sua longa carreira.



Ele também era membro da Academia Paulista de Letras e possui um currículo extenso com trabalhos no teatro e no cinema. Ao Memória Globo, projeto da emissora que conta a história de grandes nomes que passaram por ela, Juca contou que primeiro ingressou na faculdade de Direito e, só depois de fazer um teste vocacional, decidiu seguir para o teatro.






No cinema, Juca também construiu um caminho sólido. Em 1967, interpretou Sebastião Naves no longa O Caso dos Irmãos Naves, baseado em uma história real de injustiça durante o Estado Novo. Tem postagem no blog sobre os Irmãos Naves. Décadas depois, retornou às telas em papéis como o Professor Ceresso, no filme Bufo & Spallanzani (2001), e Aníbal, em O Signo da Cidade (2007), além de atuar em De Onde Eu Te Vejo (2016). Sua filmografia inclui ainda Outras Estórias (1998) e trabalhos como roteirista, entre eles a comédia Caixa Dois (2007) e a peça que deu origem a Qualquer Gato Vira-Lata (2011).



O caso dos irmãos Naves - filme 1967

Além da atuação, Juca se destacou como autor teatral, escrevendo peças de sucesso como Meno Male, Hotel Paradiso e Caixa Dois. Com a carreira atravessando mais de seis décadas, o ator acumulou prêmios importantes, incluindo o Troféu APCA de Melhor Ator em 1973 e o prêmio de Melhor Ator Coadjuvante no Festival de Gramado em 2001, pelo filme Bufo & Spallanzani.




Fontes:

wikipedia.org
google.com
uol.com.br
terra.com.br
g1.globo.com


Vamos falar hoje de objeto direto e objeto indireto. O objeto direto e o indireto são termos integrantes da oração que completam o se...