quinta-feira, 13 de agosto de 2026



Hoje vamos falar de Gramática.




Tipos de Gramática


1. Gramática Normativa


É aquela que busca a padronização da língua, estabelecendo as normas do falar e escrever corretamente. Costuma ser utilizada em sala de aula e em livros didáticos.


2. Gramática Descritiva


Ocupa-se da descrição dos fatos da língua, com o objetivo de investigá-los e não de estabelecer o que é certo ou errado. Enfatiza o uso oral da língua e suas variações.



“Pilhei a senhora num erro!”, gritou Narizinho. “A senhora disse: ‘Deixe estar que já te curo!’ Começou com o Você e acabou com o Tu, coisa que os gramáticos não admitem. O ‘te’ é do ‘Tu’, não é do ‘Você'”…


“E como queria que eu dissesse, minha filha?”


“Para estar bem com a gramática, a senhora devia dizer: ‘Deixa estar que já te curo’.”


“Muito bem. Gramaticalmente é assim, mas na prática não é. Quando falamos naturalmente, o que nos sai da boca é ora o você, ora o tu; e as frases ficam muito mais jeitosinhas quando há essa combinação do você e do tu. Não acha?”


“Acho, sim, vovó, e é como falo. Mas a gramática…”


“A gramática, minha filha, é uma criada da língua e não uma dona. O dono da língua somos nós, o povo; e a gramática – o que tem a fazer é, humildemente, ir registrando o nosso modo de falar. Quem manda é o uso geral e não a gramática. Se todos nós começarmos a usar o tu e o você misturados, a gramática só tem uma coisa a fazer…”


“Eu sei o que é que ela tem a fazer, vovó!”, gritou Pedrinho. “É pôr o rabo entre as pernas e murchar as orelhas…”


Dona Benta aprovou. (…)


(Monteiro Lobato. Obra Completa. “Fábulas”, São Paulo, Editora Brasiliense)



Narizinho fala da gramática normativa ( a maneira correta de falar e escrever), já Dona Benta fala da gramática descritiva (o jeito como as pessoas falam no dia a dia)


3. Gramática Histórica


Estuda a origem e a evolução histórica de uma língua.


Estuda as origens da língua, no caso da língua portuguesa, sua origem é o latim vulgar.


4. Gramática Comparativa


Dedica-se ao estudo comparado de uma família de línguas. O Português, por exemplo, faz parte da Gramática Comparativa das línguas românicas.


Divisão da Gramática


Sabe-se que a língua é um sistema tríplice: compreende um sistema de formas (mórfico), um sistema de frases (sintático) e um sistema de sons (fônico). Por essa razão, a Gramática tradicionalmente divide-se em:


Morfologia - abrange o sistema mórfico.


Sintaxe - enfoca o sistema sintático.


Fonologia/Fonética - focaliza o sistema fônico.


Observação:


Alguns gramáticos incluem nessa visão uma quarta parte, a Semântica, que se ocupa dos significados dos componentes de uma língua.


Fontes:

infoenem.com.br/entenda-os-conceitos-de-gramatica
soportugues.com.br/secoes/gramatica
wikipedia.org
soportugues.com.br





quarta-feira, 12 de agosto de 2026



Hoje vamos falar de Adjuntos.




Os adjuntos são termos acessórios da oração, não sendo portanto indispensáveis para sua compreensão, mas tornam o sentido e o significado da oração mas específico.


Os adjuntos se classificam em adjuntos adnominal e adverbial.


Nominal: Adjunto Adnominal é o termo que tem valor de adjetivo, servindo para especificar ou delimitar o significado de um substantivo em qualquer que seja a função sintática exercida por este.


Adjuntos adnominal assumem uma função adjetiva, podendo ser formados por adjetivos e numerais, pronomes e locuções adjetivas. Esse termo da oração pode ser facilmente confundido com outros dois: o predicativo e o complemento nominal. Apesar da semelhança, eles têm funções diferentes e podem ser identificados na própria oração.


Adjetivos:

O dia ensolarado está contagiante.
Seu sorriso maroto é lindo.

Nas orações acima os adjuntos adnominais funcionam como adjetivo:

O dia está contagiante (ensolarado dá uma qualidade ao dia, ou seja é um adjetivo) Notem que sem o adjunto a frase já tinha sentido.



Locuções Adjetivas:

O passeio de campo nos deixou exaustas.
A água da chuva regou todas as plantas.

Nas orações acima, as locuções adjetivas, poderiam ser substituídas por adjetivos. (de campo - campestre; da chuva pluvial).



Pronome adjetivo:

Minha culpa é meu segredo
Este teu olhar felino incendeia (Clarice Lispector)

Artigos:

Um novo sonho ressurgiu.
Os alunos surpreenderam os professores.

Nas frases acima os artigos um e os, são artigos que funcionam nessas frases como adjunto adnominal.



Numerais:

O primeiro candidato já se apresentou.
A décima colocada no concurso é muito esforçada.

Orações adjetivas
Não quero saber do lirismo que não é libertação.
Admiro as pessoas que persistem.



Adjuntos adverbiais
A função do adjunto adverbial é simples: modificar o verbo da oração, seja indicando alguma circunstância em que o processo verbal é desenvolvido ou intensificando o verbo, um adjetivo ou um advérbio. O adjunto adverbial é uma função sintática realizada pelos advérbios e locuções adverbiais, e sua classificação é feita de acordo com a circunstância expressa.


Exemplos:

Talvez eu viaje amanhã. – Adjunto adverbial de dúvida.

Eu não quero sair de casa. – Adjunto adverbial de negação.

Treinei muito para este dia. – Adjunto adverbial de intensidade.

Nas locuções adverbiais, é preciso ter muita atenção com à preposição utilizada. A mudança da preposição pode mudar toda a circunstância expressa pela locução.

Exemplo: “Vim do trabalho” e “Vim para o trabalho”. Ambos expressam uma circunstância de lugar, mas o primeiro indica origem (“do”) e o segundo indica destino (“para o”).






Fontes:
gramatica.net.br/adjunto
brasilescola.uol.com.br/gramatica

terça-feira, 11 de agosto de 2026



Regência:


Dá-se o nome de regência à relação de subordinação que ocorre entre um verbo (ou um nome) e seus complementos.


Existem diversas palavras e especialmente diversos verbos que precisam de um complemento para terem sentido. No caso das preposições que complementam esse sentido elas devem ser específicas para cada caso.


Exemplos:


Cheguei ao metrô, ou cheguei no metrô.


Uma primeira análise parece que as duas frases querem dizer a mesma coisa, mas reparem:


Chegar a algum lugar (no caso no metrô) indica que você chegou ao destino desejado. Já chegar no metrô, indica o meio de transporte que você utilizou para chegar ao destino desejado.


Cheguei “em” ou “a”



A frase a seguir é muito usada, tanto na comunicação falada quanto na escrita: “Cheguei tarde em casa”


Mas, segundo as regras gramaticais de regência verbal, o verbo chegar, ao indicar destino, não admite a preposição em. Verbos que indicam movimento (como “ir”, “vir”, “voltar”, “chegar”, “comparecer”, “dirigir-se”) admitem três preposições:


DE: quando a circunstância apresentada for de procedência.

Ex.: Cheguei de São Paulo ontem.


A: quando a circunstância for de destino. Ex.: Cheguei a Londrina ontem.


PARA: também quando a circunstância for de destino, porém na indicação de mudança definitiva. Então, quando se informa “Irei a São Paulo”, com sentido de “irei, mas voltarei em breve”.


Com base na explicação acima apresentada, pode-se concluir que a versão correta é “cheguei tarde a casa”, e não “em” como a maior parte das pessoas fala/escreve.






1- Chegar/ ir – deve ser introduzido pela preposição “a” e não pela preposição “em”.
Exemplos:


Vou ao dentista.
Cheguei a Belo Horizonte.


2- Morar/ residir – normalmente vêm introduzidos pela preposição “em”.
Exemplos:


Ele mora em São Paulo.
Maria reside em Santa Catarina.


3- Namorar – não se usa com preposição.


Ex.: Joana namora Antônio.


4- Obedecer/desobedecer – exigem a preposição “a”.
Exemplos:


As crianças obedecem aos pais.
O aluno desobedeceu ao professor.


5-Simpatizar/ antipatizar – exigem a preposição “com”.
Exemplos:


Simpatizo com Lúcio.
Antipatizo com meu professor de História.


Dicas:

Estes verbos não são pronominais, portanto, determinadas construções são consideradas erradas quando tais verbos aparecem acompanhados de pronome oblíquo.

Exemplos:


Simpatizo-me com Lúcio.
Antipatizo-me com meu professor de História.


6- Preferir - este verbo exige dois complementos, sendo que um é usado sem preposição, e o outro com a preposição “a”.


Ex.: Prefiro dançar a fazer ginástica.


Dicas:
Segundo a linguagem formal, é errado usar este verbo reforçado pelas expressões ou palavras: antes, mais, muito mais, mil vezes mais, etc.


Ex.: Prefiro mil vezes dançar a fazer ginástica.


Verbos que apresentam mais de uma regência


1 - Aspirar


a - no sentido de cheirar, sorver: usa-se sem preposição.
Ex.: Aspirou o ar puro da manhã.


b - no sentido de almejar, pretender: exige a preposição “a”.
Ex.: Esta era a vida a que aspirava.


2 - Assistir


a - no sentido de prestar assistência, ajudar, socorrer: usa-se sem preposição.

Ex.: O técnico assistia os jogadores novatos.


b - no sentido de ver, presenciar: exige a preposição “a”.
Ex.: Não assistimos ao show.


c - no sentido de caber, pertencer: exige a preposição “a”.

Ex.: Assiste ao homem tal direito.


d) no sentido de morar, residir: é intransitivo e exige a preposição “em”.
Ex.: Assistiu em Maceió por muito tempo.


3 - Esquecer/lembrar


a - Quando não forem pronominais: são usados sem preposição.
Ex.: Esqueci o nome dela.


b - Quando forem pronominais: são regidos pela preposição “de”.
Ex.: Lembrei-me do nome de todos.


4 - Visar


a - no sentido de mirar: usa-se sem preposição.
Ex.: Disparou o tiro visando o alvo.


b - no sentido de dar visto: usa-se sem preposição.
Ex.: Visaram os documentos.


c - no sentido de ter em vista, objetivar: é regido pela preposição “a”.
Ex.: Viso a uma situação melhor.


5 - Querer


a - no sentido de desejar: usa-se sem preposição.
Ex.: Quero viajar hoje.


b - no sentido de estimar, ter afeto: usa-se com a preposição “a”.
Ex.: Quero muito aos meus amigos.


6 - Proceder


a - no sentido de ter fundamento: usa-se sem preposição.
Ex.: Suas queixas não procedem.


b - no sentido de originar-se, vir de algum lugar: exige a preposição “de”.
Ex.: Muitos males da humanidade procedem da falta de respeito ao próximo.


c - no sentido de dar início, executar: usa-se a preposição “a”.
Ex.: Os detetives procederam a uma investigação criteriosa.


7 - Pagar/ perdoar


a - se tem por complemento uma palavra que denote algo: não exige preposição.
Ex.: Ela pagou a conta do restaurante.


b - se tem por complemento uma palavra que denote pessoa: é regido pela preposição “a”.
Ex.: Perdoou a todos.


8 - Informar


a - no sentido de comunicar, avisar, dar informação: admite duas construções:


1 - objeto direto de pessoa e indireto de coisa (regido pelas preposições “de” ou “sobre”).
Ex.: Informou todos do ocorrido.


2 - objeto indireto de pessoa (regido pela preposição “a”) e direto de coisa.
Ex.: Informou a todos o ocorrido.


9 - Implicar


a - no sentido de causar, acarretar: usa-se sem preposição.
Ex.: Esta decisão implicará sérias consequências.


b - no sentido de envolver, comprometer: usa-se com dois complementos, um direto e um indireto com a preposição “em”.
Ex.: Implicou o negociante no crime.


c - no sentido de antipatizar: é regido pela preposição “com”.
Ex.: Implica com ela todo o tempo.


10 - Custar


a - no sentido de ser custoso, ser difícil: é regido pela preposição “a”.
Ex.: Custou ao aluno entender o problema.


b - no sentido de acarretar, exigir, obter por meio de: usa-se sem preposição.
Ex.: O carro custou-me todas as economias.


c - no sentido de ter valor de, ter o preço: usa-se sem preposição.
Ex.: Imóveis custam caro.



Fontes:
portugues.com.br
soportugues.com.br
guiadoestudante.abril.com.br

segunda-feira, 10 de agosto de 2026



Hoje vamos falar de Preposição.




Preposição é a palavra invariável que liga dois termos da oração numa relação de subordinação donde, geralmente, o segundo termo subordina o primeiro.


Tipos e Exemplos de Preposições:


Preposição de lugar: O navio veio de São Paulo.

Preposição de modo: Os prisioneiros eram colocados em fila.

Preposição de tempo: Por dois anos ele viveu aqui.

Preposição de distância: A cinco quilômetros daqui passa uma estrada.

Preposição de causa: Com a seca, o gado começou a morrer.

Preposição de instrumento: Ele cortou a árvore com o machado.

Preposição de finalidade: A praça foi enfeitada para a festa.


Classificação das Preposições


As preposições podem ser divididas em dois grupos:


Preposições Essenciais – são as palavras que só funcionam como preposição, a saber: a, ante, após, até, com, contra, de, desde, em, entre, para, per, perante, por, sem, sob, sobre, trás.


Preposições Acidentais – são as palavras de outras classes gramaticais que, em certas frases funcionam como preposição, a saber: afora, como, conforme, consoante, durante, exceto, mediante, menos, salvo, segundo, visto etc.


Locuções Prepositivas


A locução prepositiva é formada por duas ou mais palavras com o valor de preposição, sempre terminando por uma preposição, por exemplo:


abaixo de, acima de, a fim de, além de, antes de, até a, depois de, ao invés de, ao lado de, em que pese a, à custa de, em via de, à volta com, defronte de, a par de, perto de, por causa de, através de, etc.
Combinação, Contração e Crase


Importante notar que, algumas preposições podem aparecer combinadas com outras palavras. Assim, quando na junção dos termos não houver perda de elementos fonéticos, teremos uma combinação, por exemplo:

ao (a + o)
aos (a + os)
aonde (a + onde


Por conseguinte, quando da junção da preposição com outra palavra houver perda fonética, teremos a chamada contração, por exemplo:

do (de + o)
dum (de + um)
desta (de + esta)
no (em + o)
neste (em + este)
nisso (em + isso)


Por fim, toda fusão de vogais idênticas forma uma crase:

à = contração da preposição a + o artigo a
àquilo = contração da preposição a + a primeira vogal do pronome aquilo.


Na língua cotidiana, falada ou escrita, aparecem as reduções pra (para a) e pro (para o). Essas palavras não pedem acento, já que se trata de palavras átonas. por exemplo:

Este é um país que vai pra frente.
Vá pra casa, e não pro botequim!


A principal diferença entre conjunção e preposição é que a primeira junta duas frases, onde uma frase pode ou não ser subordinada à outra. Já a Preposição liga duas palavras, sendo primordial para o entendimento das mesmas.


Ex: O meu gato gosta de ração.
de - preposição, liga as palavras gosta e ração


Fui ao mercado e ao banco


A conjunção aditiva coordenada e, liga as duas frases, nesse caso por serem coordenadas ambas são independentes.

Quando minhas férias chegarem irei viajar.


A conjunção subordinada temporal quando liga a oração "quando minhas férias chegarem" e "irei viajar". Notem que uma frase se subordina à outra para terem sentido completo.



Fontes:
todamateira.com.br
googel.com.br
ciberduvidas.iscte-iul.pt

sexta-feira, 7 de agosto de 2026

 Fortaleza de Massadas


Massada, que provavelmente significa “lugar seguro” ou “fortaleza”, é um imponente planalto escarpado, situado no litoral sudoeste do Mar Morto. O local é uma fortaleza natural, com penhascos íngremes e terreno acidentado. Na parte leste, a face do penhasco se eleva 400 metros acima da planície circundante


Massada (em hebraico מְצָדָה məṣādā, ‘fortaleza’; em árabe: جبل مسعدة) é um complexo de fortaleza localizado no topo de uma montanha no Deserto da Judeia, com vista para a margem ocidental do Mar Morto no sudeste de Israel. A fortificação, construída no século I a.C., foi erguida sobre um platô natural que se eleva a mais de 400 m (1 300 pés) acima do terreno ao redor, cerca de 20 km (12 milhas) a leste de Arad.


A parte mais significativa dos vestígios no local data do reinado de Herodes, o Grande, Rei do Reino herodiano da Judéia. 37 a.C –4 a.C., que transformou Massada em um refúgio fortificado no deserto, no início de seu governo. Ele cercou o cume com uma muralhas casamatas e torres, construindo armazéns, um avançado sistema de água e casas de banho, juntamente com dois palácios elaborados: um no lado ocidental e outro construído em três terraços na encosta norte. Esses palácios permanecem entre os melhores exemplos da arquitetura herodiana.





Massada é mais conhecida por seu papel durante a Primeira Guerra Romano-Judaica (66–73), quando se tornou o último reduto dos rebeldes judeus após a destruição de Jerusalém. Um grupo conhecido como os Sicários, liderado por Eleazar ibne Iair, defendeu o local contra a Legião X Fretensis romana sob o comando de Lúcio Flávio Silva. Os romanos iniciaram o cerco construindo uma muralha de circunvalação e uma enorme rampa.

Há dois mil anos, a Judeia era governada por Roma e, em 66 d.C., uma revolta judaica se transformou em uma guerra em grande escala que durou quatro anos – até que o general romano Tito destruiu Jerusalém. Mas apenas um posto avançado resistiu aos romanos. Era a fortaleza de Massada, construída no alto de um planalto montanhoso e árido, acima do Mar Morto, e foi lá que se desenrolou uma das histórias mais heroicas e incríveis de toda a história, quando um pequeno grupo de zelotes judeus desafiou o poder de Roma.




O acesso para a fortaleza natural de Massadas era feito por caminhos estreitos, onde tropas e armamentos romanos não passavam. Lúcio Flávio, então mandou confeccionar uma rampa que levava até às portas da cidadela.





A palavra sicário deriva de sica, um punhal curvo. 




Descritos principalmente pelo historiador judeu Flávio Josefo, autor de A Guerra dos Judeus, os sicários eram um grupo extremista associado ao movimento dos zelotes, conhecidos pelo uso de assassinatos seletivos e ataques furtivos contra autoridades romanas e contra judeus considerados colaboradores do império.

Sua atuação contribuiu para intensificar o clima de violência que culminou na Primeira Guerra Romano-Judaica, um conflito devastador que terminou com a destruição de Jerusalém


De acordo com Josefo, quando as muralhas foram violadas em 73/74, os romanos encontraram cerca de mil habitantes mortos por suicídio coletivo — uma alegação que permanece debatida entre historiadores. Nos tempos modernos, a história de Massada foi interpretada como um símbolo de heroísmo que se tornou influente na identidade nacional inicial de Israel.


Como o suicídio era proibido pela Lei Judaica, homens mataram primeiro as esposas e os filhos e depois foram assassinando outros guerreiros judeus, até que o último se jogou em cima de uma espada.







A fortaleza de Massada foi o último foco de resistência contra os romanos e caiu em 73 E.C., três anos após Jerusalém. Desde o início do século XX, Massada é considerada um símbolo do heroísmo nacional judaico, exercendo um forte apelo à liberdade e à independência de Israel.


Fontes:

wikipeia.org
google.com
tij.tv/shows/masada/
qoshe.com/revista
explicado.net
morasha.com.br

quinta-feira, 6 de agosto de 2026

Beatos




Beatos é a comunhão de pessoas que trazem a visão de um mundo sem males.

Um beato, do latim beatum que significa feliz, bem-aventurado, é, no Direito Canônico da Igreja Católica, um homem ou uma mulher com qualidades e ações que o/a indicam para ser reconhecido como santo. Nesse sentido, as palavras beato e santo designam o reconhecimento oficial da Igreja a pessoas com uma vida digna de servir de exemplo. Os beatos nascidos no sertão do Nordeste brasileiro não se definem como tais. Trata-se de homens de fé que desenvolveram ações em prol dos mais pobres no sentido de lhes propiciar uma existência digna, uma terra fértil para cultivar. Os sertanejos nordestinos perseguiam o mito da terra prometida, onde haveria leite e cuscuz em abundância, diferentemente do texto bíblico que prometia leite e mel.

A tradição possui raízes no catolicismo português do período moderno, que já produzia eremitas e penitentes leigos com funções devocionais semelhantes. No Brasil, as primeiras referências estáveis a beatos sertanejos surgem no século XVIII, especialmente em Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte e Bahia, onde atuavam como líderes de orações comunitárias, praticantes de curas empíricas associadas a devoção religiosa e divulgadores de mensagens moralizantes. No século XIX, a prática devocional do beatos passa por um período de quase institucionalização sob as orientações de Padre Ibiapina, o qual recrutava devotos das classes sertanejas menos favorecidas e, após rigoroso treinamento, tomava-lhes votos de castidade e pobreza, entregando-lhes um hábito e confiando-lhes, ainda, a administração de uma de suas casas de caridade. Apesar deste período de organização, os beatos nunca foram integrados à hierarquia católica, ou mesmo reconhecidos por ela, nem, tampouco, deixou de haver beatos que simplesmente tomavam hábito e passavam a se dedicar à mendicância e às devoções católicas, sem que qualquer padre lhes houvesse orientado. Neste universo encontra-se o beato Antônio Conselheiro, cuja influência dos ensinamentos do Padre Ibiapina são frequentemente apontadas.


Antônio Conselheiro



O fenômeno alcançou projeção nacional no início do século XX, sobretudo em Juazeiro do Norte, no Ceará, que se tornou o principal centro de atração de beatos. Padre Cícero, sob influência de Padre Ibiapina, com cujas obras tivera contato na mocidade, entregava frequentemente o hábito a beatos, que se comprometiam a guardar a castidade e pobreza. Entre os mais conhecidos estão Maria de Araújo, Beato José Lourenço e diversas beatas que mantinham casas de oração, davam conselhos espirituais e participavam da vida comunitária. A concentração dessas figuras em Juazeiro não indica exclusividade do fenômeno, mas reflete a capacidade daquela cidade em institucionalizar um estilo de vida religioso até então disperso pelo interior nordestino.



Beato José Loureiro


Os beatos exerceram funções sociais variáveis: eram mediadores religiosos, líderes de romarias, mantenedores de práticas de penitência coletiva, pregadores moralizadores e guardiões de tradições locais. Muitos viviam de esmolas e de pequenos trabalhos devocionais, gozando prestígio entre populações rurais. Ao mesmo tempo, foram alvo de desconfiança por parte de setores da Igreja e do Estado, que por vezes os viam como propagadores de misticismo excessivo ou de ideias consideradas subversivas. Apesar disso, a atuação dos beatos moldou de forma decisiva a vida religiosa do Nordeste, influenciando festas populares, movimentos messiânicos, peregrinações e práticas comunitárias que perduram até hoje.

O sertão pernambucano foi terreno fértil para a atuação de beatos, penitentes e líderes religiosos populares. Em uma região marcada por secas, deslocamentos e forte religiosidade católica, esses personagens ganharam espaço como mediadores da fé e da esperança cotidiana.


                                                    Padre Cícero



Na história do Nordeste, nomes como Padre Cícero, em Juazeiro do Norte, e José Lourenço, ligado ao Caldeirão da Santa Cruz do Deserto, no Ceará, ajudam a entender o ambiente de devoção popular que também alcançou o sertão de Pernambuco. A circulação de romeiros e pregadores reforçou práticas religiosas que ainda aparecem na memória local.




Em Pernambuco, a lembrança de beatos costuma aparecer em capelas rurais, cruzes à beira de estrada, cemitérios antigos e festas de padroeiro. Municípios do Sertão do Pajeú, do Araripe e do Moxotó preservam narrativas sobre homens e mulheres vistos como orientadores espirituais da comunidade.

Cidades como Serra Talhada, Flores, Triunfo, Afogados da Ingazeira e Petrolina integram um mapa cultural onde a religiosidade popular segue viva. Em muitos casos, a tradição local mantém nomes e episódios que nem sempre aparecem com destaque nos arquivos oficiais, mas permanecem na fala dos mais velhos.


Fontes:

wikipedia.org
google.com
dimassantos.com.br
beatos.org.br
meussertoes.com.br

quarta-feira, 5 de agosto de 2026

Ludistas:


No início da Revolução Industrial na Inglaterra, entre 1820 e 1840, onde o método de produção manual foi substituído pelo método de produção mecânica, vários trabalhadores se insurgiram contra esse processo de produção, com medo de perderem seus empregos. Esse grupo era chamado de ludistas, originário do personagem fictício chamado Ned Ludd. Afirma-se que Ned Ludd foi originalmente um aprendiz em Anstey, Leicestershire, Inglaterra. Avesso ao regime de trabalho nas máquinas de tecelagem, foi condenado a chicotadas sob alegação de não demonstrar empenho. Em resposta, Ned Ludd destruiu com um martelo a máquina em que trabalhava.



Um dos métodos mais utilizados por esses trabalhadores foi a sabotagem, do francês sabots, sapatos de madeira que eram jogados dentro das máquinas para inutiliza-las.




A experiência que teve o impacto mais duradouro em Haywood foi assistir a uma greve geral nas ferrovias francesas. Cansados ​​de esperar que o parlamento agisse de acordo com suas demandas, os trabalhadores da estrada de ferro abandonaram seus empregos em todo o país. O governo francês respondeu enviando os grevistas para o exército e depois mandando-os de volta ao trabalho. Destemidos, os trabalhadores levaram a greve para o trabalho. De repente, eles não pareciam fazer nada certo. Perecíveis sentaram-se por semanas, distraídos e esquecidos. O frete para Paris foi desviado para Lyon ou Marselha. Essa tática - os franceses a chamaram de "sabotagem" - venceu as exigências de seus grevistas e impressionou Bill Haywood.




O ludismo não era um movimento político ou partidário, por isso não tinha como característica defender pautas específicas, mas era um movimento de contestação à industrialização. Como tal, praticava ações violentas contra a indústria e seu maquinário, como a invasão de fábricas e a quebra de máquinas. Como exemplo dessas ações, pode-se destacar o assalto à tecelagem de William Cartwright, no condado inglês de York, em 1812. Nesse evento, diversas máquinas foram destruídas e muitos dos ludistas foram presos e condenados à morte ou à deportação para as colônias da Inglaterra.



O ludismo e outros movimentos de trabalhadores, como o cartismo, surgiram como consequência direta das transformações causadas nas relações de trabalho e na qualidade de vida do trabalhador inglês a partir da Revolução Industrial. Os trabalhadores organizavam-se contra a precarização que a industrialização trouxe em seu trabalho.

A Revolução Industrial consistiu, basicamente, em um período de grande avanço tecnológico que permitiu o nascimento e o desenvolvimento da indústria moderna. Essa primeira fase da Revolução Industrial ocorreu a partir de 1780, segundo Eric Hobsbawm.  Já para outros historiadores, esse processo se iniciou em 1760.





O Cartismo foi um movimento político e social que surgiu no Reino Unido no final do século XVIII e início do século XIX. O Cartismo foi liderado pelo político e ativista William Lovett e buscava reformas políticas e sociais para melhorar as condições de vida dos trabalhadores.

O Cartismo defendia:O sufrágio universal: o direito de todos os adultos, independentemente de sua classe social ou renda, de votar nas eleições.

A reforma da lei eleitoral: a eliminação das restrições à participação eleitoral, como as propriedades eleitorais e os requisitos de renda.

Reforma política: os cartistas lutavam pelo direito ao voto universal para os homens, pois acreditavam que isso daria aos trabalhadores mais poder político e os ajudaria a se defenderem dos abusos dos ricos.

Reforma social: os cartistas lutavam por reformas sociais, como o aumento dos salários e a redução das jornadas de trabalho, para melhorar as condições de vida dos trabalhadores.

Influência da Revolução Francesa: a Revolução Francesa, que ocorreu no final do século XVIII, teve uma grande influência no Cartismo, pois inspirou os cartistas a lutarem por reformas políticas e sociais mais amplas.




Fontes:

wikipedia.org
google.com
brasilescola.uol.com.br
historiadomundo.com.br
projetoagathaedu.com.br

Vamos falar hoje de objeto direto e objeto indireto. O objeto direto e o indireto são termos integrantes da oração que completam o se...