segunda-feira, 16 de março de 2026



Hoje vamos falar da escritora francesa Collete.






Foi atriz de music hall , envolveu-se na resistência antinazi, fez um ballet para a Ópera de Paris, colaborou com Maurice Ravel, tornou-se uma escritora de renome, mas Sidonie- -Gabrielle Colette (1873-1954) foi, acima de tudo, uma mulher muito à frente do seu tempo.


Collete
28/01/1873-03/08/1954


A controvérsia acompanhou-a, desde que, aos 27 anos, publicou o primeiro livro - Claudine à l'École - respondendo ao desafio que lhe fora lançado pelo marido para escrever sobre as suas recordações de infância e juventude. Colette acedeu, mas a série Claudine (pelo menos quatro livros) seria assinada por 'Willy', a alcunha do marido, Henry Gauthier-Villars.





Primeiro livro da série Claudine, escrito pela autora Colette no início do século XX. Claudine é uma moça francesa de 15 anos que vive numa cidade pequena e é famosa pela sua vivacidade, argúcia e ocasional insolência. Vive apenas com o pai, um desligado estudioso de lesmas, enquanto procura se situar e desfrutar do mundo adulto. Claudine vê e participa dos acontecimentos à sua volta com uma mistura entre malícia e inocência, aproveitando cada momento.








Colette e Willy


Terão sido, aliás, as aventuras extraconjugais de 'Willy' e a depressão que elas lhe provocaram que levaram a jovem Colette a livrar-se para sempre do papel de mulher submissa e de... esposa traída, que trocou por uma vida de liberdade. Esta, na Paris do início do século XX, conduzia diretamente ao escândalo.

Seu livro "A vagabunda" (la vagabunde) é um romance francês, escrito em 1910, descreve a vida de Rennée Néré, uma atriz que rejeita o homem que ama para perseguir, à sua maneira, a independência. Ela sentia-se muito melhor nesse mundo onde não se valorizava o casamento nem as instituições, mas sim a satisfação dos sentidos e a plenitude sexual. É um retrato colorido das casas de espetáculos e os atores do começo do século 20 em Paris. Poético e objetivo, o livro é um incentivo às mulheres para extrair seus desejos, realizar seus sonhos e justificar sua existência.






A lista dos seus amantes - homens e mulheres, reais ou presumidos - é extensa e vai desde Josephine Baker (com quem se terá cruzado nos tempos em que mostrava os seus espetáculos no Moulin Rouge ou no Bataclan)



 
 Josephine Baker

Até Maurice Goudeket, que acabaria por ser o seu terceiro e último marido.




Maurice e Collete



O escândalo terá dado frutos. Simone de Beauvoir reivindica a importância do seu exemplo na libertação do "segundo sexo". Para lá do escândalo, estava a escrita. Os seus livros (para os quais aproveita muitos episódios autobiográficos) contam histórias de relações amorosas num estilo poderoso e aproveitando uma capacidade de observação aperfeiçoada ao longo dos anos. No fim, era respeitada e até admirada e pertencia à Academia Goncourt. Em Dezembro de 1954, quando é atribuído o prémio a Os Mandarins, de Simone de Beauvoir, o júri do Goncourt ainda estava de luto pela morte de Colette, quatro meses antes. Celebrava-se uma passagem de testemunho.








Filme sobre a vida de Collete de Mara Phelps, conta sua vida seus amores, seu casamento fracassado com Willy, sua bissexualidade , sua luta contra a discriminação e pela liberdade feminina.

Seus livros chocaram as cabeças bem pensantes da época e seus livros eram guardados à chave, para que as meninas de boas famílias não pudessem ter-lhes acesso, inclusive colocados no Índex, do Vaticano. Divorciada (1906) tornou-se atriz do teatro de variedades, experiência que rendeu livros como La Vagabonde (1910) e L'Envers du music-hall (1913). Durante a primeira guerra mundial, tornou-se jornalista; depois dedicou-se à literatura. Na década seguinte tornou-se célebre como escritora, abordando as inquietações da juventude do pós-guerra, sob o pseudônimo literário de Colette. Foi eleita (1945) para a Academia Goncourt e recebeu a Legião de Honra, e morreu em Paris. Em sua obra fala das dores e dos prazeres do amor e são notáveis pela evocação sensorial de sons, sabores, cheiros, texturas e cores.







Colette e Mathilde "Missy" de Morny, uma de suas amantes, pintora e escultora.




Foram sucesso livros como Chéri (1920), Le Blé en herbe (1923), La Maison de Claudine (1922), La Chatte (1933), Duo (1934), Gigi (1944), L'Étoile Vesper (1947) e Le Fanal bleu (1949). Um das glórias da França e da Literatura, escreveu livros, aparentemente destinados a meninas bem comportadas que, afinal, eram tão escandalosos como a vida da autora. Foi a primeira mulher francesa a ter direito a um funeral de Estado, apesar de o arcebispo de Paris ter recusado oficiar a cerimônia religiosa, o que suscitou críticas de católicos devotos como Graham Greene, e até hoje causa admiração e suscita controvérsias.










"Petite-fille et nièce adorée de deux demi-mondaines, Gigi s’applique à manger délicatement du homard à l’américaine, à distinguer une topaze d’un diamant jonquille et surtout à ne pas fréquenter « les gens ordinaires ». On lui apprend son futur métier de grande cocotte. Mais Gigi et Gaston Lachaille, le riche héritier des sucres du même nom, en décident autrement… Gigi, un des rares romans d’amour heureux de Colette, donne son titre à ce recueil qui réunit trois autres nouvelles : « L’enfant malade », « La dame du photographe » et « Flore et Pomone »."

Gigi suivi de trois nouvelles.




"Neta e sobrinha adorada por duas mulheres meio mundanas, a Gigi se aplica para comer delicadamente lagosta de estilo americano, para distinguir uma topázio de um narciso de diamante e, em especial, não frequentar "pessoas comuns". Ensinamos-lhe o seu futuro trabalho de grande caçarola. Mas Gigi e Gaston Lachaille, o rico herdeiro dos açúcares do mesmo nome, decidem de outra forma ... Gigi , uma das raras novelas de amor de Colette, dá o título a esta coleção que reúne outras três histórias curtas: " A criança doente " , " A dama do fotógrafo " e " Flora e Pomona "."





Collete era conhecida também por suas frases:


"Quando somos amados, não duvidamos de nada. Quando amamos, duvidamos de tudo".

"O difícil não é dar, é não dar tudo".

"A total ausência de senso de humor torna a vida impossível".

"À força de prazeres a nossa felicidade cai no abismo".


Sidonie Gabrielle Colette viveu na Paris dos anos vinte, onde floresceu uma das mais radiantes gerações de artistas do século XX.
Desde escritores como Hemingway, Scott FitzGerald, como pintores como Picasso, Dali, e Modigliani até cineastas como Luís Buñel e compositores como Cole Potter.


Paris at 21 Petter Allen



Fontes:
wikipedia.org
youtube.com
skoob.com.br
kdfrases.com
livrariacultura.com.br

sexta-feira, 13 de março de 2026



Plural dos substantivos compostos.


Beija-flor / Beija flores






O Plural dos Substantivos Compostos é feito mediante duas situações. Uma delas se refere à forma como ele é escrito.


Se o substantivo composto for escrito sem hífen, basta acrescentar o “s”, tal como acontece com a grande parte das palavras que passam para o plural. Exemplos: claraboia(s), ferrovia(s), passatempo(s).


A outra situação que deve ser observada é como o substantivo que escrito com hífen é formado (por verbo + substantivo, por palavras unidas por preposição, por palavras repetidas, entre outros). Nesses casos, algumas regras devem ser observadas.







Regras dos Substantivos Compostos com Hífen


1) Substantivo + substantivo que especifica o primeiro


Apenas o primeiro elemento passa para o plural. Exemplos: caneta-tinteiro (canetas-tinteiro), salário-família (salários-família), banana-prata (bananas-prata).


2) Palavras unidas por preposição


Apenas o primeiro elemento passa para o plural, tal como a regra acima.

Exemplos: estrela-do-mar (estrelas-do-mar), mula-sem-cabeça (mulas-sem-cabeça), peroba-do-campo (perobas-do-campo).


3) Verbo ou advérbio + substantivo ou adjetivo


Apenas o segundo elemento passa para o plural. Exemplos: abaixo-assinado (abaixo-assinados), beija-flor (beija-flores), sempre-viva (sempre-vivas).


4) Palavras repetidas ou onomatopaicas:




Apenas o segundo elemento passa para o plural, tal como a regra acima.

Exemplos: pingue-pongue (pingue-pongues), teco-teco (teco-tecos), tique-taque (tique-taques).


5) Palavra variável + palavra variável


Os dois elementos passam para o plural. Lembrando que são palavras variáveis substantivos, verbos, adjetivos, pronomes, artigos e numerais. Exemplos: cota-parte (cotas-partes), mão-boba (mãos-bobas), segunda-feira (segundas-feiras).



Quando o substantivo composto é formado por duas palavras variáveis (ou seja, que têm uma forma no singular e outra no plural), geralmente sendo substantivos ou adjetivos, então os dois elementos podem ir para o plural.

cavalo-marinho → cavalos-marinhos

couve-flor → couves-flores

mestre-sala → mestres-salas

segundo-tenente → segundos-tenentes

terça-feira → terças-feiras




Fontes:

todamateria.com.br
google.com.br
brasilescola.uol.com.br

quinta-feira, 12 de março de 2026



Verbos Anômalos, Defectivos e Abundantes.





• Anômalos: verbos que apresentam mais de um radical ao serem conjugados.

Exemplo: verbo ser e ir.

No verbo ser ocorrem radicais diferentes, note pela diferença entre: seja, era.

No verbo ir, da mesma forma: vou, fui, irei.




Verbo ser:
Eu sou feliz contigo.
Eu fui feliz contigo.
Eu era feliz contigo.


Verbo ir:
Eu vou embora agora.
Eu fui embora ontem.
Eu irei embora amanhã.


O verbo ser e o verbo ir são os principais verbos anômalos. Há, contudo, diversos outros verbos que, apresentando uma irregularidade intensa no seu radical, podem ser considerados anômalos:
Verbo estar;
Verbo haver;
Verbo pôr;
Verbo saber;
Verbo ter;




• Defectivos: não se apresentam em todas as flexões.
Exemplos:


verbo abolir verbo reaver



Presente do indicativo Presente do indicativo
Eu # Eu #
Tu aboles Tu #
Ele abole Ele #
Nós abolimos Nós reavemos
Vós abolis Vós reaveis
Eles abolem Eles #









Os Verbos Defectivos podem ser: impessoais, unipessoais e pessoais.

Verbos defectivos impessoais


Os verbos defectivos impessoais não têm sujeito. Além dos verbos que manifestam fenômenos naturais, o verbo haver (no sentido de existir) e o verbo fazer (no sentido de tempo decorrido) são verbos impessoais e, assim, são normalmente conjugados na 3.ª pessoa do singular.


Exemplos:

Anoitece mais tarde no verão.
Trovejou durante todo o dia.
Venta muito naquela cidade.
Verbos defectivos unipessoais


Os verbos defectivos unipessoais indicam vozes dos animais e, assim, são normalmente conjugados na 3.ª pessoa do singular e do plural.


Exemplos:
Acordei logo que o galo cocoricou.
Assustou-se quando a vaca mugiu.
As abelhas zunem.
Verbos defectivos pessoais


Os verbos defectivos pessoais são verbos que, ao contrário dos impessoais, têm sujeito, mas não são conjugados em todas as formas.


Exemplos:

Vou colorir esta parte, enquanto ele colore aquela. (Uma vez que não existe “eu coloro”, substituímos por outra forma: “Vou colorir”)
Ressarcindo os clientes, o gerente da loja pediu desculpas pelos danos causados. (Uma vez que não existe “ela (a loja) ressarce”, substituímos por outra forma: “Ressarcindo”)
Ele retruca tudo o que falo. Parece que gosta mesmo de retorquir! (Uma vez que não existe “ele retorque”, substituímos pelo sinônimo retrucar: “Ele retruca”)



Abundantes: apresentam duas ou mais formas equivalentes.
Exemplo:




aceitar aceitado aceito
acender acendido aceso
corrigir corrigido correto
eleger elegido eleito
emergir emergido emerso
entregar entregado entregue
encher enchido cheio
expelir expelido expulso
extinguir extinguido extinto
fritar fritado frito
imergir imergido imerso
imprimir imprimido impresso
inserir inserido inserto
limpar limpado limpo
matar matado morto




Fontes:

conjugacao.com.br
brasilescola.uol.com.br
todamateria.com.br
google.com

quarta-feira, 11 de março de 2026



Concordância Nominal






Concordância nominal ocorre quando há concordância em gênero (masculino ou feminino) e número (plural ou singular) entre o substantivo e o adjetivo que o caracteriza.

Exemplos de concordância nominal:


A menina estudiosa passou no vestibular.
O menino estudioso passou no vestibular.
As meninas estudiosas passaram no vestibular.
Os meninos estudiosos passaram no vestibular.


A principal regra de concordância nominal é que um adjetivo, caracterizando um único substantivo, concorda em gênero e número com esse substantivo.


Apesar disso, ocorre também concordância nominal entre um pronome ou numeral substantivo e diversos termos da oração que se relacionam com eles, como artigos, pronomes adjetivos, numerais adjetivos e particípios.

Concordância em gênero e número


Masculino e plural:

Seus olhos castanhos olhavam-me silenciosamente!


Feminino e singular:

A blusa amarela é minha.

Casos específicos de concordância nominal


1. Adjetivo caracterizando vários substantivos:


O adjetivo concorda em gênero e número com o substantivo que está mais próximo.

A faca e o garfo dourado estão na gaveta.
O garfo e a faca dourada estão na gaveta.
As facas e os garfos dourados estão na gaveta.
Os garfos e as facas douradas estão na gaveta.




Nesse caso o adjetivo branco concordou com o substantivo mais próximo (cachorro).


Pode também assumir a forma no masculino plural, na existência de um substantivo masculino e um feminino.


A faca e o garfo dourados estão na gaveta.
O garfo e a faca dourados estão na gaveta.




Com substantivos do mesmo gênero no singular, o adjetivo pode ficar no singular ou no plural.

Viram a rua e a casa deserta.
Viram a rua e a casa desertas.




Se forem substantivos próprios ou substantivos que exprimam graus de parentesco, o adjetivo deve ficar no plural.

Meus simpáticos tios e tias me fizeram uma surpresa.

Os felizes, Pedro e Álvaro foram os campeões do torneio.

2. Adjetivo caracterizando pronomes pessoais:

O adjetivo concorda em gênero e número com o pronome a que se refere.

Ela ficou animada com a notícia.
Ele ficou animado com a notícia.
Elas ficaram animadas com a notícia.
Eles ficaram animados com a notícia.


3. Vários adjetivos no singular caracterizando um único substantivo:


O substantivo permanece no singular quando há presença de um artigo entre os adjetivos, mas fica no plural quando os adjetivos se apresentam sem artigos ou outros determinantes.
Fiquei aprendendo coisas novas com a professora americana e a francesa.


4. Verbo ser + adjetivo:


O adjetivo faz concordância com o substantivo quando há presença de artigos ou outros determinantes, mas permanece no masculino e no singular quando o substantivo se apresenta isolado.

A alegria é benéfica para todos!
Alegria é benéfico para todos!


5. Pronome indefinido neutro + de + adjetivo:


Com os pronomes indefinidos neutros nada, algo, muito, tanto,… mais a preposição de, o adjetivo deve ficar no masculino e no singular.


Ela não tem nada de encantador.
Ele não tem nada de encantador.
Elas não têm nada de encantador.
Eles não têm nada de encantador.


6. Palavra só como adjetivo:

Tendo o significado de sozinho, a palavra só atua como adjetivo, devendo concordar em número com o substantivo que caracteriza.


Meu avô está só.
Meus avós estão sós.




7. Com as expressões é proibido, é necessário, é bom, é preciso e é permitido:


Com as expressões: é proibido, é necessário, é bom, é preciso e é permitido, o adjetivo permanece no singular e no masculino, mantendo-se invariável, quando não há presença de artigos ou outros determinantes do substantivo.


É proibido visitação das instalações durante horário laboral.

É necessário respeito e tolerância para se viver em sociedade.




Quando há presença de artigos ou outros determinantes do substantivo, o adjetivo varia em gênero e número.
É proibida a visitação das instalações durante o horário laboral.
São necessários muito respeito e muita tolerância para se viver em sociedade.


8. Com as palavras anexo, obrigado, mesmo, próprio, incluso e quite:


As palavras anexo, obrigado, mesmo, próprio, incluso e quite devem concordar em gênero e número com o substantivo que caracterizam.
Por favor, leia as informações anexas.
As próprias professoras resolveram a falta de condições das salas de aula.

Eu e você estamos quites.


9. Com as palavras bastante, caro, barato, muito, pouco, longe e meio:


As palavras bastante, caro, barato, muito, pouco, longe e meio, embora invariáveis enquanto advérbios, devem concordar em gênero e número com o substantivo que caracterizam enquanto adjetivos.


Há bastantes alunos interessados na palestra.
Essas compras ficaram muito caras!
Vou comprar aqueles chinelos baratos.
Apenas preenchi meia folha de papel com as informações necessárias.


10. Com as palavras alerta e menos:


As palavras alerta e menos, embora atuem como adjetivos, são advérbios, permanecendo sempre invariáveis.
Os cachorros ouviram barulho e ficaram alerta.
Assim, há menos confusão!


11. Com as expressões um e outro, uma e outra, num e noutro, numa e noutra:


Com as expressões um e outro, uma e outra, num e noutro, numa e noutra, o adjetivo deve ser escrito no plural, embora ao substantivo permaneça no singular.


A diretora achou um e outro funcionário cumpridores.
Você pôs isso numa e noutra gaveta arrumadas?
Concordância nominal irregular




A concordância nominal pode ser também irregular, ocorrendo silepse, ou seja, concordância mental ou figurada com um substantivo que não está explícito na frase, mas sim subentendido.


Minas Gerais é encantador! (a palavra estado está subentendida)


São Paulo é linda! (a palavra cidade está subentendida)

No caso dos advérbios, esses são invariáveis. Portanto não existe "MENAS" gente, o correto é MENOS gente, ou MENOS pessoas, ou MENOS mulheres.


Outro alerta: GRAMAS quando se refere ao peso é MASCULINO.

Duzentos, trezentos, quatrocentos, etc são numerais, portanto concordam com o substantivo peso. Logo o correto é ; Duzentos gramas de azeitona, e NÃO "Duzentas" gramas,




Fontes:
wikipedia.org
linguaportuguesadescomplicadas.blogspot.com
normaculta.com.br
google.com
soportugues.com.br

sexta-feira, 6 de março de 2026

Dando continuidade as postagens sobre os bandeirantes hoje vamos falar de Raposo Tavares.


Antonio Raposo Tavares, o velho nasceu em São Miguel dos Pinheiros, distrito de Beja em Portugal em 1598 e morreu em São Paulo em 1659.





Em 1618 Embarca para o Brasil em companhia de seu pai que iria representar D. Álvaro Pires de Castro, donatário da capitania de Itamaracá, São Vicente e Santo Amaro. Seu pai assumiu a Capitania de São Vicente, da qual fazia parte a Vila de São Paulo.



Em 1622 casa-se com Beatriz Furtado de Mendonça, filha do bandeirante Manuel Pires e juntos tiveram dois filhos. Ficou viúvo e só depois de dez anos casa-se com Lucrécia Leme Borges de Cerqueira, também solteira e mãe de oito filhos. Lucrécia era filha do bandeirante Fernão Dias Pais. Juntos tiveram uma filha.

Nessa época, capturar índios e vendê-los rendia um bom dinheiro. A partir de 1624 o comércio se intensificou, quando a Holanda invadiu a Bahia e dificultou a vinda de escravos africanos. Teve início as "Bandeiras" para capturar os indígenas.

Foi juiz ordinário da Vila de São Paulo e Ouvidor de toda a capitania de São Vicente. Recebeu do rei D. João IV, o título de Mestre de Campo.




Em 25 de julho de 1633, um grupo de bandeirantes tomou de assalto a igreja e o colégio dos jesuítas em Barueri, perto de São Paulo. Imagens foram quebradas, objetos de prata, roubados, e as portas, pregadas. Eram seis homens, ricos, poderosos… e excomungados. Antônio Raposo Tavares, Pedro Leme, Paulo do Amaral, Manuel Pires, Lucas Fernandes Pinto e Sebastião de Ramos tinham acabado de receber, do padre Antônio de Medina, a notícia de que estavam expulsos do convívio da Santa Mãe Igreja. Os bandeirantes rasgaram o ofício e botaram para correr os missionários de Barueri.



Não era o primeiro enfrentamento direto contra os enviados do Vaticano. Nem seria o último. Em 18 de abril de 1639, uma das maiores autoridades da Igreja nas Américas, o comissário da Inquisição e reitor do Colégio de Assunção, Diogo de Alfaro, foi assassinado com um tiro no rosto quando tentava punir outro grupo de bandeirantes, que incluía André Fernandes, fundador de Santana de Parnaíba, e seu irmão, Baltazar Fernandes, fundador da vila de Sorocaba — foi Baltazar, aliás, quem disparou a arma. Antes desses incidentes, entre 1628 e 1629, uma expedição que partiu de São Paulo varreu todo o esforço missionário na região que atualmente compreende Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul.





Desrespeitando o Tratado de Tordesilhas, os bandeirantes definiram o tamanho do Brasil. Nessas incursões — nas quais a maioria da tropa era composta de índios ou mestiços — faziam outros índios de escravos. Seus alvos não eram apenas aldeias sem contato, mas também missões e suas “ovelhas”, que já eram treinadas no trabalho agrícola.

Raposo Tavares não foi o único a atacar missões. Mas, para ele, a coisa era pessoal. E a razão de sua fúria tinha nome e sobrenome: Maria da Costa, sua madrasta.



A família de Maria da Costa foi envolvida nesse turbilhão. Ela nasceu em Évora, em 1584. Era adolescente quando seu pai, o mercador João Lopes de Elvas, foi preso, acusado de praticar judaísmo. Não totalmente sem justificativa: diferentes membros do clã de cristãos-novos haviam sido forçados à conversão ao cristianismo, mas ainda se mantinham secretamente fiéis à sua fé.

Mas não era a única preocupação da Inquisição: havia também a de natureza econômica, uma vez que os bens subtraídos dos cristãos-novos processados, por vezes abonados, engrossavam a Fazenda Real de Portugal.” Não por acaso, a família de Maria tinha muitas posses.

Ela foi presa, junto com seu tio, irmão de seu pai, em 1º de junho de 1618. Só seria libertada em 6 de maio de 1624. Antes e depois de ser entregue ao Santo Ofício, tentou fugir para o Brasil, mas não conseguiu. Estava pobre e sem nenhuma possibilidade de recuperar suas conexões dentro da sociedade lusitana. Seu marido, Fernão Vieira Tavares, vivia no Brasil desde 1617, aonde chegou para assumir um alto posto na administração da colônia. Ele morreria em 1622. E ela nunca mais pôde ver os filhos e os enteados — tanto Maria quanto Fernão estavam em seu segundo casamento e tinham filhos da primeira união. Antônio Raposo Tavares, resultado do primeiro matrimônio de Fernão, havia sido educado por Maria, na região do Alentejo. Certamente participou de rituais judaicos secretos em casa.


Em fins de 1648, no comando da “Bandeira dos Limites”, Raposo Tavares parte de São Paulo, vai em direção ao interior, em busca de minas de prata. Segue o curso dos rios Guaporé, Madeira e Amazonas, até chegar em 1651 em Gurupá, atual estado do Pará.






Com apenas 58 homens e sem a prata sonhada. Retornou a São Paulo três anos depois, tendo percorrido mais de 12 mil quilômetros, velho, abatido, doente e sem a prata que tanto sonhou..

A bandeira realizou a primeira viagem de reconhecimento geográfico da América do Sul e assegurou a posse das terras dos atuais Estados do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

Antônio Raposo Tavares morreu no Estado de São Paulo, no ano de 1658.

Mais um dos bandeirantes tão enaltecidos na cultura e na história de São Paulo, que na verdade só visavam riquezas e e fama pessoal. Os desbravamentos que efetuaram e a expansão do Brasil, deu-se pelos seus próprios interesses de lucro e poder.


Fontes:

wikipedia.org
google.com
ebiografia.com
aventurasnahistoria.com.br

quinta-feira, 5 de março de 2026

Hoje vamos falar de mais um bandeirante, Domingos Jorge Velho.






Domingos Jorge Velho (1641-1705) é um personagem histórico brasileiro. Assim como outros chamados de “bandeirantes”, Jorge Velho era considerado mestiço, desbravador e um aventureiro que conhecia e circulava pelo interior do Brasil em busca de metais, pedras preciosas e indígenas para serem escravizados. Nasceu na vila de Parnaíba, em São Paulo, em 1631 e destacou-se por liderar a expedição que conseguiu a maior vitória militar dos colonos contra o Quilombo de Palmares, em 1694 e 1695.

Seu ofício como apresador, este passou cerca de 25 anos adentrando os sertões do nordeste, e sua experiência em batalhas contra quilombolas e indígenas considerados “bravios” o tornou conhecido como exterminador de índios, também graças a sua notória violência e truculência.

Domingos Jorge Velho


Por ordem do governador geral do Brasil, Antônio Luís Gonçalves da Câmara Coutinho, Jorge Velho desviou sua rota, para combater os índios janduís, no vale do Apodi, no Rio Grande do Norte.

A luta foi travada, os índios atacados em vários pontos da região, sendo derrotados definitivamente próximo a Lagoa do Apodi.

Domingos Jorge Velho, continuando sua marcha, chegou em Porto Calvo, Alagoas, em 1692, onde se estabeleceu. Com seus modos truculentos, desagradou a população da região.

Demorou algum tempo para atacar o quilombo. Em 1694, com o apoio da tropa pernambucana de Bernardo Vieira de Melo, após 22 dias de cerco, atacou o quilombo. No dia 7 de fevereiro, destruiu o Mocambo do Macaco, a aldeia principal do quilombo.

Zumbi dos Palmares, que resolveu abandonar sua aldeia, foi perseguido e no dia 22 de novembro foi derrotado e morto pelo capitão André Mendonça de Furtado.

Zumbi foi morto, em 20 de novembro de 1695, depois que um de seus companheiros chamado Antônio Soares revelou sob tortura o local de esconderijo de Zumbi. Um bandeirante chamado André Furtado de Mendonça organizou uma emboscada que localizou Zumbi. Após ser morto, sua cabeça foi decepada e exposta em Recife.




Pelos serviços prestados à Coroa, Jorge Velho recebeu uma grande quantidade de terras e a patente de Mestre de Campo. Obteve também licença para fundar duas vilas na Paraíba. No final de sua vida, residiu em Piancó, alto sertão da Capitania da Paraíba, casou-se com Jeronyma Cardim Fróes e veio a falecer em 1704, aos 64 anos, segundo relatos posteriores de sua própria esposa.

É importante ressaltar que a figura heroica dos bandeirantes foi construída a partir do século XIX, quando intelectuais e homens de poder da época buscavam encontrar personagens históricos para encaixar em uma história nacional de ares grandiosos. Diferente das representações em que os bandeiras apresentam em poses semelhantes a de monarcas europeus, seu trabalho e sua vida era ganha através da violência, aniquilação e a escravização de indígenas e africanos não integrados ao sistema colonial. A grandiosidade dos quadros e dos monumentos é um fenômeno que contrasta com a realidade das ações de homens como Domingos Jorge Velho.



Fontes:

infoescola.com
ebiografia.com
historiadomundo.com.br
wikipedia.org
google.com

terça-feira, 3 de março de 2026

 Borba Gato


Borba Gato



Borba Gato foi outro importante brasileiro na História do Brasil.

Manuel Borba Gato, genro de Fernão Dias, foi um bandeirante que participou das expedições que adentraram o sertão brasileiro em busca de metais preciosos e mão de obra escravizada.


Casou-se em 1670 com Maria Leite, filha do bandeirante Fernão Dias Paes Leme e de sua esposa Maria Betim.


Ele foi responsável pela morte do administrador-geral de minas Rodrigo de Castelo Branco.

Como todos os outros bandeirantes é tido como cruel e explorador da mão de obra escrava, principalmente de indígenas.







Os bandeirantes são tidos como desbravadores dos sertões e responsáveis pela expansão territorial do Brasil, além das linhas traçadas pelo Tratado de Tordesilhas, no entanto, essas conquistas foram efetuadas somente pelo vislumbre de angariar riquezas e poder. Nunca houve essa preocupação de expansão do território brasileiro, e sim ima ganância de encontrar ouro e pedras preciosas.

Borba Gato era filho do casal João de Borba Gato e Sebastiana Rodrigues, nasceu em São Paulo no ano de 1649. Casou-se com a filha do também bandeirante Fernão Dias e fez parte da expedição do sogro em busca de pedras preciosas, principalmente as esmeraldas.





No final de uma expedição, com um pressentimento de que morreria em breve, Fernão Dias entregou a liderança do grupo ao seu genro, Manuel de Borba Gato. Após terminar a expedição em que o grupo descobriu as tais pedras verdes (esmeraldas) todos já retornavam à vila no momento em que encontraram Rodrigo Castelo Branco, este era natural da Espanha, que prestava serviços à Portugal e tinha a responsabilidade de fiscalizar as minas.

O filho de Fernão Dias Paes, Garcia Paes entregou as jazidas ao fiscal das Minas, Rodrigo Castelo Branco e gerou muitas reclamações, o que fez com outros bandeirantes ficassem insatisfeitos. Durante a confusão entre os dois, Garcia acabou morto e Borba Gato foi o principal suspeito pelo crime.


Com a grande possibilidade de ser preso, Borba Gato fugiu para o sertão, percorrendo os territórios por dezessete anos à procura de ouro nas atuais cidades de Sabará e Caeté, nas proximidades do Rio das Velhas no estado de Minas Gerais, onde finalmente encontrou grande quantidade de ouro.



O então governador do estado do Rio de Janeiro, Artur Sá, ao receber a notícia da descoberta de Borba Gato o procurou para negociar sua liberdade em troca da informação sobre a mina de ouro recém descoberta. Nesse período várias pepitas de ouro foram encontradas na região e o local viveu seu apogeu da fase de ouro.

Em 15 de outubro de 1698, foi publicada a carta patente que perdoava Borba Gato do seu crime e a sua nomeação para o posto de lugar-tenente. O bandeirante se encontrou com o governador Arthur de Sá Menezes e indicou onde havia minas de ouro em abundância, na região do rio das Velhas. A grande quantidade de ouro encontrada na região apontada por Borba Gato fez com que ele recebesse o perdão pela morte de d. Rodrigo de Castelo Branco. Após esse perdão, ele começou a atuar na administração das minas.





Borba Gato foi nomeado tenente-general do mato e organizou as arrecadações na vila de Sabará. Além dessa região, o bandeirante explorou as minas das regiões dos rios Grande, das Mortes e Sapucaí. Ele se mostrou eficiente na administração das minas por meio da conservação das estradas e sendo um juiz severo, evitando os contrabandos de metais preciosos. Além disso, Borba Gato procurava ajudar os familiares que perderam algum ente querido.


Guerra dos emboabas





Após descobrir ouro no vale do Rio das Velhas, Borba Gato tornou-se uma autoridade local, mas enfrentou a chegada de forasteiros (portugueses e outros brasileiros, os "emboabas") que queriam explorar as minas, liderados por Manuel Nunes Viana.

O termo emboaba vem do uso de grandes botas que cobriam as pernas quase até a coxas. Esse termo tinha um ar jocoso, pois ao contrário que aparece em desenhos e pinturas os bandeirantes andavam descalços.



O Conflito (1708-1709): A guerra ocorreu devido à disputa pelo domínio das recém-descobertas minas de ouro em Minas Gerais, com paulistas (bandeirantes) contra forasteiros.
Papel de Borba Gato: Líder dos paulistas, ele tentou manter a hegemonia bandeirante na região, mas foi superado pelas forças emboabas.

Capão da Traição: Após uma rendição prometida, cerca de 300 paulistas foram massacrados pelos emboabas neste episódio, selando a vitória dos forasteiros.

Consequências: Com a derrota, os paulistas recuaram e partiram para o oeste, descobrindo ouro em Goiás e Mato Grosso. A Coroa Portuguesa assumiu maior controle sobre a região, criando a capitania de São Paulo e Minas de Ouro.

Borba Gato morreu segundo algumas fontes em 1717 com 68 anos, embora outras fontes diz que ele morreu com 85 anos em 1734.

Em sua homenagem foi construída uma estátua de Borba Gato na Av. Santo Amaro em São Paulo. Obra do escultor Júlio Guerra de 1963.







Fontes:

wikipedia.org
brasilescola.uol.com.br
educamaisbrasil.com.br
google.com



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