domingo, 1 de novembro de 2026



Hoje é dia de todos os santos.


Festum omnium sanctorum








Sua origem, como é óbvio, tem a ver com a Igreja Católica, e inicia há mais de 1280 anos. Como uma forma do Vaticano conseguir que todos os santos fossem venerados pelo menos um dia por ano.




Quem impulsionou essa medida foi o Papa Gregório III, que durante seu tempo de pontificado - anos 731 a 741 d.C. - consagrou uma capela na Basílica de São Pedro em honra de todos os santos, e fixou a data comemorativa para o 1 de novembro. As festividades ocorriam apenas nessa capela.







Mais tarde, o Papa Gregório IV. - 827 a 844 d.C. - estendeu a celebração para todas as igrejas. É um dia festivo e em muitos países, um dia feriado. Segundo a Igreja, "é de preceito para os católicos", o que quer dizer que todos eles devem participar da missa.





Que o dia de Todos os Santos se situe justo antes do Dia dos Fiéis Defuntos, que tradicionalmente é conhecido como Dia dos Mortos, tampouco é casual. No 2 de novembro é habitual irmos aos cemitérios visitar nossos entes queridos mortos e "coroá-los" com flores. Ao celebrar o Dia de Todos os Santos justo um dia antes, a igreja quis garantir dessa forma, que todos os fiéis tivessem confessado e comungado, preparados para a visita a seus amigos e parentes falecidos (uma ideia de pureza da alma).


No transcurso dos anos e com os diferentes cismas que sofreu a Igreja Católica, ficou sendo a única a celebrar o Dia de Todos os Santos. A Igreja Ortodoxa. - a segunda a ter mais fiéis - a Protestante e a Anglicana não comemoram no 1 de novembro e sim no primeiro domingo depois de Pentecostes (a festividade religiosa que se celebra cinquenta dias depois da Páscoa).




O dia de Todos os Santos é uma homenagem da Igreja Católica a todos aqueles que levaram o Evangelho Cristão, e sobretudo àqueles que fora martirizados.




Fontes:
cleofas.com.br
wikipedia.org
campograndenwes.com.br

sábado, 31 de outubro de 2026



Hoje é dia de Halloween.







A origem da festa do Halloween possui uma grande trajetória, visto ser praticada há mais de 3 mil anos.


Ela surgiu com os celtas, povo que era politeísta e acreditava em diversos deuses relacionados com os animais e as forças da natureza.


Os celtas celebravam o festival de Samhain, o qual tinha a duração de 3 dias, com início no dia 31 de outubro. Nela, além de se comemorar o fim do verão, comemorava-se a passagem do ano celta, que tinha início no dia 1 de novembro.








Acreditava-se que nesse dia os mortos se levantavam e se apoderavam dos corpos dos vivos. Por esse motivo, eram usadas fantasias e a festa era repleta de artefatos sombrios com o intuito principal de se defenderem desses maus espíritos.


Mais tarde, durante a Idade Média, a Igreja começou a condenar o evento, e daí surgiu o nome “Dia das Bruxas”.


Durante o período Medieval, os curandeiros eram considerados bruxos e por se posicionarem contra os dogmas da Igreja, eles eram queimados na fogueira.


Assim, na tentativa de afastar o caráter pagão da festa, a igreja promoveu alterações no calendário, de modo que o Dia de Todos os Santos passou a ser comemorado no dia 1 de novembro, que antes acontecia no dia 13 de maio.


Daí que o nome Halloween decorra da junção das palavras hallow, que significa "santo", e eve, que significa "véspera".


Com a colonização das terras americanas, a tradição foi incluída na cultura da América, sobretudo nos Estados Unidos.










Foi nos o legume mais "entalhado" ou esculpido era o turnip, um tipo de nabo.EUA também que a abóbora passou a ser sinônimo de Halloween. No Reino Unido, 


Uma lenda sobre um ferreiro chamado Jack que conseguiu ser mais esperto do que o diabo e vagava como um morto-vivo deu origem às luminárias feitas com abóboras que se tornaram o principal símbolo do Halloween american.









Hoje, o Halloween é o maior feriado não cristão dos Estados Unidos. Em 2010, superou tanto o Dia dos Namorados quanto a Páscoa como a data em que mais se vendem chocolates. Ao longo dos anos, foi "exportado" para outros países, entre eles o Brasil.


Por aqui, desde 2003, também se celebra neste mesma data o Dia do Saci, fruto de um projeto de lei que busca resgatar figuras do folclore brasileiro, em contraposição ao Dia das Bruxas.


Fontes:
todamateria.com.br
bbc.com/portuguese
google.com.br








sexta-feira, 30 de outubro de 2026



Vamos voltar ao tema de análise morfológica e análise sintática.




A morfologia é a parte da gramática que estuda as palavras de acordo com a classe gramatical à qual elas pertencem.


A sintaxe é a parte que estuda a função que as palavras desempenham dentro da oração.




A manhã está ensolarada.


Análise morfológica:


A - artigo definido singular feminino
Manhã - substantivo, comum, singular, feminino
Está - verbo ser, terceira pessoa singular do presente do indicativo
Ensolarada - adjetivo, feminino, singular


Análise sintática


A manhã - sujeito simples
Está ensolarada - predicado nominal, pois o verbo estar é um verbo de ligação.( porque significa o estado da manhã).
Ensolarada - predicativo do sujeito, porque revela uma característica da manhã que está ensolarada.


Marcos e Paulo gostam de estudar todos os dias.


Análise morfológica


Marcos - substantivo próprio, singular, masculino.
Paulo - substantivo próprio, singular, masculino
e - conjunção
gostam - verbo gostar terceira pessoa plural, indicativo presente.
de - preposição
estudar - verbo estudar no infinitivo (forma original)
todos - pronome indefinido
os - artigo definido, masculino , plural.
dias - substantivo, comum, plural, masculino.


Análise sintática


Marcos e Paulo - sujeito composto
gostam de estudar todos os dias - predicado verbal.
de estudar - objeto direto, complemento do verbo gostar que é transitivo direto.
todos os dias - adjunto adverbial de tempo.


Como vimos, a análise morfológica analisa palavra por palavra, e análise sintática analisa os termos da oração de acordo com a sua função.


Maria comprou um carro.


Morfológica


Maria -substantivo feminino, singular, comum
comprou - verbo comprar terceira pessoa singular do pretérito perfeito.
um - artigo indefinido
carro - substantivo simples, masculino, comum


Análise sintática


Maria - sujeito ( quem faz a ação)
comprou um - predicado verbal
carro - objeto direto (verbo comprar é um verbo transitivo direto).


Espero que tenham achado útil.


Fontes:
infoescola.com/portugues/analise
brasilescola.uol.com.br/portugues/analise









terça-feira, 20 de outubro de 2026

 Revolução Francesa - Girondinos e Jacobinos.






A Revolução Francesa é o nome dado ao ciclo revolucionário que aconteceu na França entre 1789 e 1799 que marcou o fim do absolutismo nesse país. Essa revolução, além de seu caráter burguês, teve uma grande participação popular e atingiu um alto grau de radicalismo, uma vez que a situação do povo francês era precária em virtude da crise que o país enfrentava.

A Revolução Francesa foi um marco na história da humanidade, porque inaugurou um processo que levou à universalização dos direitos sociais e das liberdades individuais a partir da Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão. Essa revolução também abriu caminho para a consolidação de um sistema republicano pautado pela representatividade popular, hoje chamado de democracia representativa. A Revolução Francesa só foi possível graças à popularização dos ideais do Iluminismo.

O absolutismo compreendia a existência de um soberano com poderes ilimitados sobre toda a população, impondo assim as suas "vontades" privilegiando alguns membros do clero e da nobreza, enquanto os burgueses e os demais trabalhadores pagavam pelas mordomias pagavam a conta sem ter uma contra-partida.

Alguns teóricos da época justificavam a existência desse soberano como a vontade Deus.



Luís XVI

A Revolução Francesa foi resultado da crise econômica, política e social que a França viveu no final do século XVIII. Essa crise na França foi consequência direta de uma sociedade marcada pela desigualdade típica do Antigo Regime, nome pelo qual ficou conhecido o absolutismo na França. A França do final do século XVIII era governada por Luís XVI.

A sociedade francesa era dividida em três classes sociais:


Primeiro Estado: clero


Segundo Estado: nobreza


Terceiro Estado: restante da população que não se incluía nos outros dois Estados

Dentro dessa organização social, existia uma divisão muito clara, pois clero e nobreza eram classes que compunham a aristocracia e que gozavam de uma série de privilégios, como isenção de certos impostos e direito de cobrar taxas por suas terras. O Terceiro Estado, por sua vez, mantinha todo o peso de arcar com as despesas do governo francês. Além disso, essa classe era extremamente variada, pois incluía grupos bastante diferentes, como burgueses e camponeses.

A grande desigualdade social da França foi a raiz que causou a convulsão que iniciou a Revolução Francesa. É importante também não ignorar a insatisfação da burguesia, que queria combater os privilégios da aristocracia como forma de prosperar seus negócios no país. Isso convergiu para a revolução em 1789.

Na segunda metade do século XVIII, a França sofria as consequências de seu atraso econômico (em comparação com a Inglaterra) no desenvolvimento do capitalismo e dos altos gastos do país. Tentativas de reforma econômica aconteceram naquele século, mas fracassaram, pois esbarraram na resistência do clero e da nobreza, que não queriam abrir mão de seus privilégios.

Os gastos desnecessários também eram um dos grandes males do país, sobretudo aqueles relacionados com guerras desnecessárias, como a Revolução Americana. Esses fatores endividaram bastante o governo e destruíram a economia francesa.

A crise econômica que se instalou na França impactou diretamente as relações sociais no país, pois a nobreza, tentando reduzir os impactos da crise em seu estilo de vida, aumentou a exploração sobre o povo. Dessa forma, os camponeses e a classe média francesa, principalmente, foram prejudicados. Isso aconteceu porque a nobreza passou a ocupar cargos de governo que, usualmente, eram ocupados pela classe média e porque os impostos cobrados dos camponeses aumentaram.

Essa situação gerou um grande impacto, principalmente, sobre a renda dos camponeses, grupo que já vivia uma situação delicada. O aumento dos impostos fez com que os camponeses abrissem mão de uma parcela cada vez maior da sua produção, utilizada basicamente para sua subsistência. Isso fez com que o estilo de vida dos camponeses piorasse bastante nos vinte anos anteriores à Revolução Francesa.

Os gastos elevados do governo francês também eram um problema grave. No final do século XVIII, a França gastava metade de seu orçamento anual para o pagamento de dívidas do Estado. Um dos resultados mais pesados da crise econômica sobre o povo foi a alta da inflação e, consequentemente, o aumento do custo de vida. Como a situação em 1789 era delicada, o rei francês optou por convocar os Estados Gerais.


A Queda da Bastilha, que aconteceu em 14 de julho de 1789, marcou o início da Revolução Francesa.
Queda da Bastilha

Os Estados Gerais eram uma espécie de assembleia emergencial convocada pelos reis franceses para tomada de decisões importantes. Os últimos Estados Gerais tinham sido convocados há mais de 150 anos. Embora a aristocracia francesa esperasse que medidas fossem tomadas, desejava que a assembleia convocada em 1789 mantivesse os privilégios aristocratas.

A convocação dos Estados Gerais coincidiu com um momento de grande mobilização popular em Paris. Essa mobilização foi resultado direto da insatisfação popular com a fome, que havia aumentado por conta das colheitas ruins de 1788. Em decorrência disso, o preço do alimento disparou, fazendo com que muitos não tivessem condição de comprar alimentos suficientes.

Com a fome espalhando-se pelo país, as pessoas mais pobres eram jogadas para a rebelião ou para o banditismo. Essa situação fez com que as camadas populares de Paris enxergassem os Estados Gerais como uma forma de melhorar a situação.

As decisões dos Estados Gerais eram realizadas por meio de uma votação, na qual cada estado tinha direito a um voto. Esse mecanismo permitia a união entre nobreza e clero contra o Terceiro Estado e, assim, garantia a permanência de seus privilégios. Os representantes do Terceiro Estado, por sua vez, sugeriram que o voto fosse individual, não por Estado. Com isso, o Terceiro Estado teria a possibilidade de ameaçar os interesses da nobreza e do clero.

A proposta do Terceiro Estado pelo voto individual foi rejeitada pelo rei, o que motivou seus a romper com os Estados Gerais e a formar uma Assembleia Nacional Constituinte a fim de que uma nova Constituição fosse redigida para a França. A insatisfação popular tomou as ruas quando o rei mostrou-se contrário à Constituição e ordenou o fechamento da Constituinte.

No dia 14 de julho de 1789, os sans-culottes (camadas populares de Paris), enfurecidos, resolveram atacar a Bastilha, prisão que abrigava presos políticos do absolutismo. Apesar de, naquele momento, a Bastilha estar quase desativada, continuava sendo um grande símbolo do absolutismo. A população parisiense conseguiu tomar a prisão. Essa ação é considerada pelos historiadores como o grande marco que iniciou a Revolução Francesa.

        Sans Coulottes


Fases da Revolução Francesa

Após a Queda da Bastilha, o processo revolucionário espalhou-se pelo país e estendeu-se por um período de dez anos. A revolução só foi encerrada na França quando Napoleão Bonaparte tomou o poder do país por meio do Golpe do 18 de Brumário. Esses dez anos de extensão da Revolução Francesa são divididos em três fases:


Assembleia Nacional Constituinte e Assembleia Legislativa (1789-1792)


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Assembleia Constituinte



Convenção (1792-1795)


Diretório (1795-1799)

Assembleia Nacional Constituinte e Assembleia Legislativa

Essa é fase da Revolução Francesa na qual ocorreu a atuação da Assembleia Nacional Constituinte e da Assembleia Legislativa. Após a Queda da Bastilha, a revolução espalhou-se pelo país e chegou às zonas rurais. Os camponeses temiam que a aristocracia reagisse aos fatos que aconteciam em Paris e deixasse a população sem alimento. Com isso, partiram para o ataque.

Essa reação recebeu o nome de Grande Medo e aconteceu entre julho e agosto de 1789. Nesse episódio, camponeses começaram a invadir as propriedades de aristocratas, promovendo saques e assassinando os proprietários. Além disso, exigiam o fim de alguns impostos e queriam ter direito a mais alimentos.

Os constituintes, temendo que a violência aumentasse, tomaram algumas medidas para conter as ações do povo. Assim, os privilégios feudais foram abolidos na França no início de agosto e, ainda nesse mês, foi anunciada a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, um dos documentos mais importantes de toda a Revolução Francesa. Essa declaração estabelecia, na teoria, que todos os homens eram iguais perante a lei.

A violência popular e as mudanças que estavam acontecendo fizeram com que parte da aristocracia francesa fugisse do país e fosse para outras nações absolutistas, como Áustria e Prússia. Essa aristocracia que fugiu da França iniciou esforços contrarrevolucionários com o objetivo de reimplantar o absolutismo na França.

O rei francês Luís XVI e sua esposa, Maria Antonieta, também tentaram fugir da França, mas foram reconhecidos quando se aproximavam da fronteira com a Bélgica. Após ser capturado, o rei francês foi reencaminhado para o Palácio de Tulherias, local onde vivia desde 1789 – antes disso, o rei francês vivia no Palácio de Versalhes.

Outras mudanças que aconteceram nesse período foram decorrentes da Constituição Civil do Clero, uma tentativa de colocar o clero francês sob o controle do governo. Em 1791, foi promulgada a nova Constituição da França, que transformou o país em uma monarquia constitucional. Após a promulgação, a Assembleia Constituinte transformou-se em Assembleia Legislativa.

Nessa Assembleia, consolidaram-se dois partidos, que foram muito importantes para os anos seguintes da Revolução Francesa: girondinos e jacobinos. Os girondinos assentavam-se à direita da Assembleia e tinham uma postura mais conservadora em relação às mudanças em curso. Já os jacobinos assentavam-se à esquerda e partilhavam de uma posição mais reformista, que defendia a ampliação das reformas em curso no país.



Robespierre


Além de Robespierre outras duas personagens foram importantes na Revolução Francesa: O médico e jornalista Jean-Paul Marat, dono do jornal "L`ami du peuple" - (amigo do povo) que defendia firmemente a revolução e os jacobinos.


Marat

Ele foi assassinado por Charlotte Corday uma simpatizante dos Girondinos com uma facada no peito numa banheira.


Outro personagem importante foi Georges Jacques Danton nasceu em uma família da pequena burguesia. Devido à sua grande eloquência foi um colaborador brilhante da implantação dos ideais revolucionários. Se indispôs com Robespierre devido aos modos violentos desse. A ruptura com os jacobinos foi consumada no fim de 1793, período durante o qual Robespierre tentou manter o equilíbrio político do seu governo, afastando mais os radicais e os moderados. Devido às medidas tomadas por Robespierre, Danton encontrava-se isolado e acabou acusado de ser um inimigo da República.

Danton depois de julgado por possíveis crimes financeiros contra a República, algo que nunca foi provado, foi levado à guilhotina em 5 de abril de 1794.



Danton




Nesse período, rumores de que austríacos e prussianos estavam organizando forças para invadir a França espalharam-se e fizeram com que a Assembleia emitisse uma declaração de guerra contra esses dois países. Os franceses lutaram essa guerra com a Guarda Nacional, tropa que tinha surgido em Paris no começo da revolução e que era liderada pelo Marquês de La Fayette.

O início da guerra criou condições para a radicalização da revolução e levou a população a apoiar os jacobinos e os sans-culottes. A guerra foi declarada em abril de 1792 e, em setembro de 1792, a Monarquia Constitucional na França caiu. Os sans-culottes anunciaram a instauração da República na França.

Convenção

Com a República, a Assembleia Legislativa transformou-se em Convenção. Os membros da Convenção foram escolhidos por sufrágio universal masculino, e o rei francês, naturalmente, foi destituído de sua função. Nesse momento, uma nova discussão tomou a política francesa: o destino de Luís XVI.

Os jacobinos defendiam que o rei deveria ser guilhotinado, pois era considerado o grande culpado pelos males que a França enfrentava. Já os girondinos defendiam o exílio do rei. O processo de Luís XVI teve uma reviravolta quando um suposto cofre foi encontrado em Tulherias com evidências do envolvimento do rei com a contrarrevolução. O resultado disso foi a execução de Luís XVI na guilhotina em janeiro de 1793.

Maria Antonieta esposa de Luís XVI e rainha da França é morta na guilhotina em outubro de 1793.


A ela é atribuída a frase: "Se o povo não tem pão, que coma brioches". Em 1792, Áustria e Prússia unem-se em defesa da monarquia na França. Durante a guerra, Maria Antonieta é acusada de conspirar a favor de seu país natal. O ódio contra a rainha dá ímpeto à insurreição que derruba a monarquia em 1792. 



Maria Antonieta



Esse regicídio inaugurou a fase do Terror na revolução. Os jacobinos tomaram o poder da França e, liderados por Maximilien Robespierre, iniciaram uma fase de radicalização, que ampliou as reformas no país e perseguiu todos aqueles que se opunham a ela. Na República controlada pelos jacobinos, os opositores foram alvos da Lei dos Suspeitos, responsável pela morte na guilhotina de 17 mil pessoas em 14 meses.

O Terror imposto pelos jacobinos levou os girondinos a organizarem-se e a reagirem com a Reação Termidoriana em 1794. Com esse evento, os jacobinos foram destituídos do poder, Robespierre foi guilhotinado e a agenda reformista foi substituída por uma agenda mais conservadora e liberal. Em 1795, a Convenção foi substituída pelo Diretório.

Diretório

Com o enfraquecimento dos jacobinos, os girondinos, à frente dos interesses da alta burguesia francesa, redigiram uma nova Constituição para a França e reverteram algumas medidas. Utilizaram ainda o exército francês para reprimir todos aqueles que se opusessem às medidas que estavam sendo implantadas.

A França permaneceu em uma onda de instabilidade política, social e econômica durante os anos seguintes, que fez com que a alta burguesia defendesse a implantação de um governo autoritário presidido por uma figura de força. Essa figura era Napoleão Bonaparte, general do exército francês, famoso na época por liderar as tropas do país no exterior.

Napoleão tomou o poder da França em 1799, quando organizou um golpe que ficou conhecido como Golpe do 18 de Brumário. Isso marcou início do Período Napoleônico.



Napoleão Bonaparte
Napoleão Bonaparte





Fontes:

brasilescola.uol.com.br
escolakids.uol.com.br
google.com
linguee.com.br
sohistoria.com.br
wikipedia.org

quarta-feira, 14 de outubro de 2026

 

Continuando com o tema verbos, hoje iremos falar das conjugações verbais e dos verbos regulares.


Os verbos são divididos em três conjugações:


1ª conjugação são os verbos terminados em "ar"

Exs: amar, cantar, andar, amarrar


2ª conjugação são os verbos terminados em "er" e também os terminados em "or"

Exs: ver, ler, vender, querer, por, compor, propor, repor.


3ª conjugação são os verbos terminados em "ir"
Exs: fingir, rir, pedir, mentir.


Verbos Regulares


Os verbos regulares são aqueles que utilizam sempre a mesma desinência quando conjugados na mesma pessoa e tempo. Ou seja a terminação (desinência) de suas conjugações são sempre a mesma.


Exs:

Verbos: cantar, amar, falar

Presente do Indicativo


Eu canto amo falo
tu cantas amas falas
ele/ela canta ama fala
Nós cantamos amamos falamos
Vós cantais amais falais
Eles/elas cantam amam falam


Notem que a terminação (desinência) são sempre as mesmas. 

Assim também no particípio, e no futuro, no Indicativo e no Subjuntivo.


O radical dos verbos regulares também não sofrem alteração independente da pessoa em que é conjugado.


Verbo cantar; radical cant, verbo amar; radical am, verbo falar; radical fal.


Assim é também com os verbos na segunda e terceira conjugações;




Verbo vender – Modo Indicativo


Indicativo


Presente

euvendo
tuvendes
elevende
nósvendemos
vósvendeis
elesvendem


Pretérito Imperfeito

euvendia
tuvendias
elevendia
nósvendíamos
vósvendíeis
elesvendiam


Pretérito Perfeito

euvendi
tuvendeste
elevendeu
nósvendemos
vósvendestes
elesvenderam



Modo Subjuntivo:



Subjuntivo

Presente

que eu venda
que tu vendas
que ele venda
que nós vendamos
que vós vendais
que eles vendam


Pretérito Imperfeito

se eu vendesse
se tu vendesses
se ele vendesse
se nós vendêssemos
se vós vendêsseis
se eles vendessem


Futuro

quando eu vender
quando tu venderes
quando ele vender
quando nós vendermos
quando vós venderdes
quando eles venderem





Conjugação do verbo regular partir: (radical part-)

Modo indicativoPresente: parto, partes, parte, partimos, partis, partem
Pretérito perfeito: parti, partiste, partiu, partimos, partistes, partiram.
Pretérito imperfeito: partia, partias, partia, partíamos, partíeis, partiam.
Pretérito mais-que-perfeito: partira, partiras, partira, partíramos, partíreis, partiram.
Futuro do presente: partirei, partirás, partirá, partiremos, partireis, partirão.
Futuro do pretérito: partiria, partirias, partiria, partiríamos, partiríeis, partiriam.
Em breve falaremos dos verbos irregulares.




Fontes:

escolakids.uol.com.br/
todamateria.com.br/verbos-regulares
infoescola.com/portugues
conjugaçao.com.br

terça-feira, 13 de outubro de 2026



Hoje vamos falar de verbos defectivos e abundantes.


VERBOS DEFECTIVOS:




Vejamos abaixo a definição:


Pode-se dizer que os VERBOS DEFECTIVOS tem comportamento contrário ao dos verbos abundantes, pois enquanto estes apresentam mais de uma forma verbal para representar um mesmo modo, tempo e pessoa, aqueles apresentam uma ausência de algumas formas verbais, ou seja, não possuem determinadas formas conjugadas.




Vejamos os exemplos:


Verbo PARTIR (regular, 3ª conjugação, conjugado no presente do indicativo)

EU - parto
TU - partes
ELE - parte
NÓS - partimos
VÓS - partis
ELES - partem



Verbo ABOLIR (irregular, 3ª conjugação, defectivo, conjugado no presente do indicativo)
EU - ???
TU - aboles
ELE - abole
NÓS - abolimos
VÓS - abolis
ELES - abolem





Verbo COMER (regular, 2ª conjugação, conjugado no presente do indicativo)

EU - como
TU - comes
ELE - come
NÓS - comemos
VÓS - comeis
ELES - comem



Verbo REAVER (irregular, 3ª conjugação, defectivo, conjugado no presente do indicativo)
EU - ???
TU - ???
ELE - ???
NÓS - reavemos
VÓS - reaveis
ELES - ???












Os verbos defectivos impessoais não têm sujeito. Além dos verbos que manifestam fenômenos naturais, o verbo haver (no sentido de existir) e o verbo fazer (no sentido de tempo decorrido) são verbos impessoais e, assim, são normalmente conjugados na 3.ª pessoa do singular.


Exemplos:


Anoitece mais tarde no verão.


Trovejou durante todo o dia.


Venta muito naquela cidade.


Portanto o correto é: Houve muita gente na festa. e NÃO houveram muita gente...


O correto é: Faz muitos anos que não vou à São Paulo, e NÃO Fazem muitos anos....




Os VERBOS ABUNDANTES são um dos tipos de verbos irregulares existentes na língua portuguesa. Como o próprio nome já diz, os verbos irregulares são aqueles que se diferenciam dos demais verbos pois não seguem regularmente as conjugações a que pertencem. Ou se diferenciam nas terminações, como é o caso dos verbos anômalos, ou não apresentam alguma forma verbal como é o caso dos verbos defectivos, ou podem ser, ainda, VERBOS ABUNDANTES, ou seja, apresentam mais de uma palavra correspondente à mesma forma verbal.


DEFINIÇÃO:




VERBOS ABUNDANTES são aqueles verbos irregulares que apresentam mais de uma forma de conjugação, ou seja, apresentam duas ou mais formas equivalentes para o mesmo tempo e pessoa.
A incidência de verbos abundantes se dá especialmente na forma do particípio do verbo, pois temos dois tipos de particípio, um com a forma regular, ou seja, com as terminações ADO, IDO, ADA e IDA, e um com a forma irregular, ou seja, com terminações diferentes destas previstas.










Na Nova ortografia da Língua Portuguesa




Vejamos alguns exemplos de verbos que possuem duas formas no particípio, ou seja, VERBOS ABUNDANTES:


ENCHER - enchido, cheio
FIXAR - fixado, fixo
CORRIGIR - corrigido, correto
ACENDER - acendido, aceso
ACEITAR - aceitado, aceito
ELEGER - elegido, eleito
ENTREGAR - entregado, entregue
EXTINGUIR - extinguido, extinto
FRITAR - fritado, frito
EXPELIR - expelido, expulso
LIMPAR - limpado, limpo
MATAR - matado, morto




Fontes:

infoescola.com/portugues
google.com
portugues.com.br
todamateria.com.br

segunda-feira, 12 de outubro de 2026

Em 12 de Outubro de 1492, o navegador genovês Cristóvão Colombo descobriu o Continente Americano,






Colombo não sabia que havia chegado à América, já que esse continente era desconhecido dos europeus. A meta do navegador era atingir as Índias (Oriente), objetivo que julgou ter alcançado ao chegar a esse outro mundo. Mas em 1504, o navegador italiano, Américo Vespúcio, afirmou ser este um novo mundo, que ganhava, em sua homenagem, o nome de América.

O impacto de tal acontecimento não foi percebido logo de imediato, mas seus desdobramentos foram tão grandes que provocaram profundas e irreversíveis mudanças na ordem mundial. Como afirma o historiador mexicano Edmundo O’Gorman, os europeus inventaram a América à sua imagem e semelhança. Até aquela data, acreditava-se que o mundo estava dividido em três grandes partes: Europa, Ásia e África, desiguais em extensão e distintas em “índole”. Essa divisão foi elevada a uma categoria de conceito místico-geográfico, pois a Igreja Católica vinculou seu significado ao do Mistério da Santíssima Trindade e a outras alegorias referentes à perfeição do número três. Com a “descoberta” da América, esse preceito sofreu reformulações: nasceu e se firmou a ideia de que as novas terras formavam um conjunto unitário, a quarta parte, o Novo Mundo.



Geograficamente, o território foi sendo incorporado ao globo, passando a integrar os mapas do século xvi. Mas, no cenário da História do Ocidente, a América era apresentada como lugar onde havia um vazio original, diferentemente das outras três porções do mundo que estavam preenchidas por um saber histórico tradicional. A América, no plano histórico, tinha apenas futuro, ou melhor, possibilidades a serem desenvolvidas, sob o olhar europeu. A noção de História Universal implícita nessa perspectiva admitia a coexistência de um Velho e um Novo mundos como distintos modos de ser na História.

Essa distinção supunha a elaboração da concepção de que os primeiros habitantes daquela parte do mundo, denominados de indígenas, não tinham História – para a qual só “entrariam” com a ajuda e direção dos europeus. Seu vasto território passava a “existir” apenas depois da “descoberta”. Portanto, a data de 12 de outubro de 1492 consagrou-se como o “início oficial” da História da América.

Com o intuito de chegar às Índias e incrementar o comércio de especiarias, principalmente ; cravo e nós moscada, Colombo bateu à porta de vários reinos europeus, até seu projeto ser financiado pelos reis católicos da Espanha, Fernão de Aragão e Isabel de Castela.



A bordo da nau principal Santa Maria, junto com as caravelas, Pinta e Niña, Colombo percorreu o Oceano Atlântico por dois meses até aportar em 
Guanahani, ilha renomeada de San Salvador (atual Bahamas).







Colombo realizou quatro viagens à América entre 1492 e 1504. Na primeira, aportou em uma ilha das Bahamas, chamada pelos nativos de Guanahani, à qual deu o nome de São Salvador. Explorou, posteriormente, parte das atuais ilhas de Cuba e do Haiti. Nas outras viagens chegou a Martinica, Guadalupe, Porto Rico e Jamaica, atingiu a costa da Venezuela e navegou pelas costas da América Central.











À “descoberta” de Colombo sucedeu-se a conquista da América. Depois da exploração das Antilhas, os conquistadores espanhóis empreenderam expedições ao continente e dominaram os povos aí situados, com particular destaque para as duas grandes sociedades organizadas politicamente, a dos mexicas (astecas), na Mesoamérica, e a dos incas, na região andina. O encontro e o choque entre os ocidentais e os primeiros habitantes da América foram marcados por uma intensa violência, cujo saldo foi o submetimento das populações indígenas ao trabalho forçado, quando não à dizimação completa de diferentes grupos e etnias, pelas guerras, pelas epidemias e pelos maus-tratos.

Além do mais forçaram os povos originários a absorverem a língua, cultura e religião dos povos descobridores, algo tido como uma violação dos costumes e crenças locais.



É importante ressaltar que os povos indígenas e os primeiros agrupamentos humanos já haviam chegado às Américas há pelo menos 23.000 anos, se espalhando em diferentes culturas e impérios do Sul ao Norte. Logo, dizer que os europeus “descobriram a América” pode ser considerado um equívoco; embora seja possível se considerar que descobriram como uma região que desconheciam até então.


Hoje 12 de outubro comemora-se o descobrimento da América.




Fontes:

wikipedia.org
google.com
todamateria.com.br
brasilescola.uol.com.br
aventurasnahistoria.com.br
seusaber.com.br

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