quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

Vamos iniciar uma série falando de grandes dramaturgos brasileiros, iniciando com Oduvaldo Viana Filho, o Vianinha.


Vianinha



Vianinha chegou ao teatro pela via da militância política. Tanto o comunismo quanto a arte já estavam presentes em sua trajetória desde sua infância, uma vez que seus pais eram engajados em ambos. Nascido em junho de 1936 no Rio de Janeiro, Oduvaldo Vianna Filho era fruto do segundo casamento do pai, o dramaturgo Oduvaldo Vianna, com a radionovellista Deocélia Vianna. Os Vianna sempre foram simpatizantes do Partido Comunista Brasileiro e cediam sua casa para reuniões do partido mesmo antes de se filiarem oficialmente no curto período em que o PCB esteve na legalidade.





Vianinha




Vianinha estudou na Escola Estadual Caetano de Campos e aos 14 anos ingressou nas fileiras da União da Juventude Comunista, participando ativamente do movimento estudantil após ser nomeado presidente da Associação Metropolitana de Estudantes Secundários e vice-presidente da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas.

Com a cassação do partido comunista durante o governo Dutra em 1947, a casa dos Vianna passou a funcionar como ponto de reunião dos comitês estadual e central do partido. A família mudou-se para a cidade de São Paulo e Vianinha atuou clandestinamente como secretário-geral da União Paulista dos Estudantes Secundários. Aos 17 anos, matriculou-se na Faculdade de Arquitetura do Mackenzie, curso que abandonaria no terceiro ano para então se dedicar ao teatro amador.

Vianinha nasce em 04 de julho de 1936, apenas como Oduvaldo Vianna. O “filho”, aliás, foi acrescido informalmente. Por equívoco, na certidão de nascimento consta apenas Oduvaldo Vianna, o mesmo nome do pai. Por isso, no Dops (por preguiça ou negligência) foi encontrada apenas uma ficha com anotação de atividades dos dois como se fossem uma só pessoa. Não é de surpreender, pois o que esperar de uma polícia política que durante uma das exibições da peça Liberdade, Liberdade (Millôr Fernandes), foi ao teatro prender um subversivo de nome Sófocles !?

Em 1954, ingressou, junto com Gianfrancesco Guarnieri no Teatro Paulista de Estudantes (TPE). Sua concepção de arte formou-se a partir da influência do pai e do PCB, consequentemente, transformando-o em agitador cultural, pensador e militante contra o imperialismo. Era o povo brasileiro, nossa realidade que devia estar no palco. Sua referência cultura histórica: Bertolt Brecht , Gritava Vianinha: É preciso um teatro de criação e não de imitação do real; um teatro otimista, direto, violento, sátiro e revoltado como deve ser o povo brasileiro.



Teatro de Arena




O Arena teve grande importância no Movimento Cultural Brasileiro, mas teve limites. Colocou o povo no palco, mas não o levou ao teatro. Por isso, Vianinha saiu para fundar o Centro Popular de Cultura (CPC) da União Nacional dos Estudantes (UNE); da fundação, além dele, participaram nomes de expressão tais como Guarnieri, Leon Hirszman e Carlos Estevam Martins.

Com área de encenação circular, central e circundada pelos assentos destinados ao público, nasce em 1953, o Teatro de Arena de São Paulo. A iniciativa do dramaturgo, José Renato Pécora, abria um espaço para participar popular.

O CPC levou a arte para os bairros populares, favelas, escolas, sindicatos, para as ruas. As apresentações eram uma festa multicultural, com teatro, cinema, música, literatura de cordel, etc. No chão, em cima de caminhões, onde quer que fosse. O principal era o conteúdo e a participação, não a estética; sem desprezar, porém, a qualidade artística. Era a arte buscando água terra adentro, se encharcando no lodo, “indo aonde o povo está.” Entre as obras mais importantes de Vianinha, dessa época, estão a peça Brasil Versão Brasileira (1962) e Quatro Quadras de Terra (1963), com a qual foi agraciado em Havana com o Prêmio Latino-Americano de Teatro da Casa de Las Américas.

Oduvaldo Vianna Filho, o Vianinha, foi um dos maiores dramaturgos brasileiros, destacando-se por seu teatro político e crítico durante a ditadura militar. Suas obras mais consagradas incluem Rasga Coração (1974), Ppa Highirte (1968), Mão na Luva (1974), Chapetuba Futebol Clube (1959) e a peça coletiva Opinião (1964).


Papa Highirte



Imediatamente após o golpe militar de 1964, um grupo de artistas ligados ao CPC (posto na ilegalidade) reúne-se com o intuito de criar um foco de resistência à situação. A iniciativa obteve grande sucesso e contagiou diversos outros setores artísticos, além de artistas dispersos ligados aos movimentos de arte popular. Após uma apresentação no Rio de Janeiro em 11 de dezembro de 1964, o grupo passou a se denominar Grupo Opinião.

Durante a década de 70, Vianinha contribuiu para a renovação da teledramaturgia com adaptações de clássicos teatrais. Em 1972, a direção da Rede Globo decidiu criar uma versão do seriado estadunidense All in the Family que retratava a vida de uma família comum cheia de humorosos conflitos. A primeira temporada da série de televisão A Grande Família, no entanto, foi criticada pelo público que não se via retratada nas situações adaptadas do programa estrangeiro. Foi somente após a inserção da intelectualidade vinculada ao PCB que a audiência do programa subiu. Vianinha, em conjunto com outros dois dramaturgos e militantes do PCB, Paulo Pontes e Armando Costa, conseguiram abrasileirar a família Silva (protagonistas do programa), tornando os problemas, os diálogos e as referências em partes da realidade brasileira.



A grande família (1ª versão)



Vianinha faleceu aos 38 anos, em 16 de julho de 1974, vítima de câncer de pulmão. Sua última peça, "Rasga Coração", foi concluída durante sua hospitalização, quando ele já se encontrava em estado terminal. Em sua homenagem, o PCB organiza o Coletivo Cultural Vianinha desde 2013 como um espaço para o campo cultural e artístico. Em 2017, a Festa Literária das Periferias teve o dramaturgo como homenageado em sua sexta edição.


Fontes:

wikipedia.org
google.com
teatroemescala.com
averdade.org.br
















terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Vamos falar hoje da personagem bíblica Jezebel ou Jezabel





Jezabel foi esposa de Acabe, que reinou sobre as dez tribos do norte de Israel de 874 a 853 a.C. Acabe destacou-se pelo sucesso militar e político, mas era “fraco em questões religiosas”, pois: “fez Acabe, filho de Onri, o que era mau perante o Senhor, mais do que todos os que foram antes dele” (1 Reis 6:30). Ele escolheu casar-se com Jezabel, filha de Etbaal, um sumo sacerdote e rei pagão.

Rei Acabe


Conforme o relato bíblico referente a Acabe: “tomou por mulher a Jezabel, filha de Etbaal, rei dos sidônios; e foi, e serviu a Baal, e o adorou” (1 Reis 16:30-31). “A malvada esposa de Acabe, Jezabel, provinha da cidade Fenícia de Tiro, de onde seu pai havia sido sumo sacerdote e rei. Jezabel adorava ao deus Baal”. Tomando em conta que Baal simplesmente significa “senhor”, Jezabel e Acabe introduziram uma contrafação de Deus e de sua religião em Israel. Portanto, Acabe, “incitado por Jezabel”, introduziu o culto a Baal em Israel (1 Reis 21:25-26).



Deus Baaal



Para agradar a esposa, Acabe edificou um templo e um altar para Baal (16:32). E promoveu, assim, a idolatria, “até que quase todo Israel estava indo após Baal”. “O Baal mencionado aqui era considerado o deus que enviava chuva e fazia as colheitas crescerem. Os adoradores de Baal se envolviam em uma espécie de fornicação sagrada no templo para louvá-lo como a fonte da vida. Às vezes o povo até oferecia seus filhos a Baal como sacrifícios queimados (Jeremias 19:5)”. O casamento de Acabe com Jezabel cumpriu uma agenda política e interesseira, mas não a vontade de Deus. Biblicamente, aquela união foi um adultério espiritual e uma traição a Deus. A influência deles, como lepra, aprofundou o sincretismo religioso e a apostasia da nação. Ao mesmo tempo que o povo professava servir a Jeová, também servia a Baal. Eles “coxeavam entre dois pensamentos” (1 Reis 18:21).

Sabemos que o Apocalipse também menciona Jezabel e faz uma conexão dela à apostasia. O que significa isso?

Na mensagem de Cristo à Igreja de Tiatira, Jezabel é citada: “Tenho, porém, contra ti o tolerares essa mulher, Jezabel, que a si mesma se declara profetisa, não somente ensine, mas ainda seduza os meus servos a praticarem a prostituição e a comerem das coisas sacrificadas aos ídolos. Dei-lhe tempo para que se arrependesse; ela, todavia, não quer arrepender-se da sua prostituição. Eis que a prostro de cama, bem como em grande tribulação os que com ela adulteram, caso não se arrependam das obras que ela incita” (Apocalipse 2:20-22).

Segundo o Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, “assim como Jezabel propagou a adoração a Baal em Israel (1 Reis 21:25), alguma falsa profetisa da época de João estaria desencaminhando a igreja de Tiatira”. Só que deve se considerar que as cartas às sete igrejas do Apocalipse também tem aplicação profética a sete fases definidas da história do cristianismo. Quando “aplicada ao período de Tiatira na história cristã, a figura de Jezabel representa o poder que causou a grande apostasia medieval”.

Que três lições a vida de Acabe, Jezabel e Elias nos deixam?

Sobre Acabe, “ele era fraco em capacidade moral. Sua união por casamento com uma mulher idólatra de caráter decidido e temperamento definido resultou em desastre tanto para ele como para a nação”. A utilidade de um homem para servir a Deus e seu povo está intimamente relacionada com o caráter da pessoa que ele escolheu para ser sua esposa e companheira.

A respeito de Jezabel, podemos perceber o mal que esta mulher causou à vida de Acabe e ao povo de Israel. Não é difícil concluir, portanto, que a influência de uma mulher para o bem ou para o mal é comprovadamente decisiva. Por outro lado, tomando em conta que Jezabel é usada biblicamente como um tipo do “poder que causou a grande apostasia medieval”9, deveríamos evitar uma religião sincrética que faz casamento entre cristianismo e paganismo, entre a verdade e a mentira, e promove o adultério espiritual. “Não vos ponhais em jugo desigual com os incrédulos; porquanto que sociedade pode haver entre a justiça e a iniquidade? Ou que comunhão, da luz com as trevas?” (2 Coríntios 6:14-15).

Sobre o profeta Elias, devemos lembrar que nos dias de Jezabel havia em Israel centenas de falsos profetas e apenas um profeta verdadeiro. “Então, disse Elias ao povo: Só eu fiquei dos profetas do Senhor, e os profetas de Baal são quatrocentos e cinquenta homens” (1 Reis 18:22). Foi a presença e atuação desse verdadeiro profeta de Deus que conteve a maré da apostasia em Israel.

Profeta Elias


O profeta Elias , segundo a bíblia, foi um dos profetas arrebatados para o céu, o outro foi o profeta Enoque.


Jezabel é descrita como uma sacerdotisa dominadora e potencialmente religiosa e se denominava porta-voz dos deuses. Isso a categorizava como profetisa. Obs. A bíblia não diz que Jezabel era sarcedotisa, e nem profetisa, pois em Apocalipse está se referindo a uma mulher com o espírito de Jezabel pois levava os membros da igreja a se prostituirem à comer e beber de coisas sacrificadas a ídolos, e a mesma se intitulava profetisa. Quem diz que Jezabel era uma sacerdotisa é o historiador Flávio Josefo, um termo que não tem nenhum fundamento bíblico e nem de relato histórico em outro lugar, pois o mesmo não viveu nesse período.

Ao casar-se com o Rei de Israel, ela passou a governar de acordo com a sua cultura e religião. Como mística, ela passou a ser considerada sacerdotisa e ensinadora. Em nenhum momento se sabe sobre sua conduta como uma prostituta, isso porque sua imagem mística impedia.

Teve, com o Rei Acabe, três filhos e portava-se como uma verdadeira mãe e dona de casa.

Sua influência foi abalizada pelo rei Acabe, e cresceu superando os próprios rabinos e sacerdotes, submetendo-os as suas ordens. Israel, que já teocrático, passou a adorar Baal e Jezabel cresceu politicamente e ordenava sobre o clero sacerdotal, obrigando os próprios sacerdotes israelitas a cultuar a Baal.

Suprimindo os rituais mosaicos, Jezabel passou a cultuar Baal de forma ostensiva e dominadora, sacrificando crianças em nome da santidade e inocência. Sua atuação mística superava as expectativas dos Israelitas que aceitavam tudo de forma normal.

Mulher de energia feroz, ela tentou destruir aqueles que se opunham a ela; a maioria dos profetas de Javé foi morta por sua ordem. Essas ações cruéis e despóticas provocaram a justa ira de Elias; de acordo com 1 Reis 17, ele profetizou com precisão o início de uma severa seca como punição divina.

Algum tempo depois, Elias mandou matar os sacerdotes de Baal , após eles perderem uma disputa com ele para ver qual deus atenderia às orações para incendiar um novilho, Baal ou Javé. Quando Jezabel soube do massacre, jurou furiosamente que mandaria matar Elias, obrigando-o a fugir para salvar a vida (1 Reis 18:19–19:3).

O último ato perverso atribuído a Jezabel está registrado em 1 Reis 21:5-16. Ao lado do palácio de Acabe havia uma vinha, que ele cobiçava; pertencia a um plebeu, Nabote de Jezreel (uma antiga cidade ao pé do Monte Gilboa, provavelmente o local do atual assentamento israelense de mesmo nome). Quando Nabote se recusou a entregar sua vinha ("a herança de meus pais"), Jezabel o acusou falsamente de blasfemar contra "Deus e o rei", o que levou à morte de Nabote por apedrejamento. Elias confrontou Acabe na vinha, prevendo que ele e todos os seus herdeiros seriam destruídos e que os cães de Jezreel devorariam Jezabel.


Existe evidência arqueológica e histórica que aponta para a existência real de Jezabel, a rainha fenícia mencionada no Antigo Testamento (1 Reis) como esposa do rei Acabe de Israel, no século IX a.C. Embora o relato bíblico seja a fonte primária, descobertas arqueológicas deram peso à sua historicidade.

As principais evidências incluem:

O "Selo de Jezabel": Em 1964, o arqueólogo Nahman Avigad identificou um selo de opala do século IX a.C., de origem fenícia, contendo letras em hebraico antigo que formam o nome "Yzbl" (Jezabel).

Indícios de Realeza e Gênero: O selo é incomumente grande e traz símbolos de realeza feminina (uma esfinge alada com coroa, lotus, falcão), sugerindo fortemente que pertenceu a uma rainha de alta posição, condizente com a Jezabel histórica.

Contexto Arqueológico: Escavações em Samaria (capital do Reino do Norte) confirmaram a existência de um templo dedicado a Baal e Aserá durante o período do reinado de Acabe, o que corrobora o relato bíblico de que Jezabel introduziu o culto a divindades fenícias em Israel.

Cenário Histórico: A aliança entre o Reino de Israel (sob Acabe) e a Fenícia (sob Etbaal, pai de Jezabel) é um fato histórico documentado, e o casamento entre eles teria sido uma prática comum de aliança política, como menciona a bíblia.

Debate Acadêmico:

Apesar do selo, alguns especialistas notam que ele não foi encontrado em uma escavação "fechada" (contexto arqueológico confiável), o que gera debates. A grafia no selo difere ligeiramente da grafia bíblica (o que é normal em inscrições antigas), mas a maioria dos pesquisadores concorda que o selo reflete uma mulher de alto poder na época exata da rainha bíblica.

Portanto, a evidência indica que Jezabel foi uma figura histórica real, uma influente rainha fenícia casada com Acabe, cujo retrato bíblico é uma interpretação teológica de suas ações políticas e religiosas.




Fontes:


A morte de Jezebel




Um comandante chamado Jéu liderou uma revolta contra a família real, na qual matou o filho de Jezabel, Jorão. Quando Jezabel soube da revolta pintou os olhos e adornou a cabeça, desafiando Jeú da janela do palácio. Este ordenou aos eunucos da corte que a atirassem da janela (defenestração): Jezabel morreu, tendo o seu sangue atingido as paredes e os cavalos. Uns cães que por ali passavam devoraram o corpo de Jezabel, exatamente como Elias profetizou.

Depois de ter feito uma refeição no palácio, Jeú ordenou que Jezabel fosse sepultada, dado que se tratava da filha de um rei. De acordo com o Segundo Livro de Reis, os servos do palácio apenas encontraram o crânio (a cabeça), os pés e as mãos intactos. O texto sagrado aponta que os cães não comeram as carnes destes três membros.





Por causa desta mulher o nome "Jezabel" está associado na  cultura popular a uma mulher sedutora sem escrúpulos.

A mitologia hebraica, representada pelo Velho Testamento, relata a saga dos hebreus e dos reis e rainhas da época, dentre eles Jezebel e Acabe.




biblia.com.br
wikipedia.org
google.com
biblearchaeology.org











segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026



Hoje vamos falar do Caminho de Peabiru (Em Tupi - pe = caminho; abiru = grama amassada).







A designação Caminho do Peabiru foi empregada pela primeira vez pelo jesuíta Pedro Lozano em sua obra "História da Conquista do Paraguai, Rio da Prata e Tucumán", no início do século XVIII. Outras fontes, no entanto, dizem que o termo já era utilizado em São Vicente logo após o descobrimento do Brasil pelos portugueses, em 1500.






O principal destes caminhos, denominado Caminho do Peabiru, constituía-se em uma via que ligava os Andes ao Oceano Atlântico. Mais precisamente, Cusco, no Perú (embora talvez se estendesse até o oceano Pacífico), ao litoral brasileiro na altura da Capitania de São Vicente (atual estado de São Paulo), estendendo-se por cerca de 3 000 quilômetros, atravessando os territórios dos atuais Peru, Bolívia, Paraguai e Brasil. Segundo os relatos históricos, o caminho passava pelas regiões das atuais cidades de Assunção, Foz do Iguaçu, Alto Piquiri, Ivaí, Tibagi, Botucatu, Sorocaba e São Paulo até chegar à região da atual cidade de São Vicente. Ainda havia outros ramos do caminho que terminavam nas regiões das atuais cidades de Cananeia e Florianópolis.








Os caminhos de Peabiru apresentam um total de quatro mil quilômetros, mais ou menos. São inúmeras rotas diferentes, não havendo um caminho singular que ligue o ponto A ao ponto B.


Na realidade, devido a diversos registros históricos que compreendem o período de exploração europeia na América, é possível colher diversos escritos que diferenciam os caminhos de Peabiro.


Na região litorânea, os caminhos apresentavam duas diferentes entradas: uma ao norte de Santa Catarina, e outra na Cananeia, em São Paulo. Ambas as entradas tinham uma mesmo fim em comum na região norte do Paraná, que formava um caminho similar até a Guaíra.







Em território brasileiro, um de seus traços ou ramais era a chamada Trilha dos Tupiniquins, no litoral de São Vicente, que passava por Cubatão e por São Paulo, em lugares posteriormente conhecidos como o Pátio do Colégio e rua Direita; cruzava o Vale do Anhangabaú; seguia pelo traçado que hoje é o das avenidas Consolação e Rebouças; e cruzava o rio Pinheiros. Outro ramal partia de Cananeia. Ramificações adicionais partiam do litoral dos atuais estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul.








Em 1524, parte desse caminho foi percorrido pelo náufrago português Aleixo Garcia, que comandou uma expedição integrada por algumas centenas de índios guaranis carijós, partindo da Ilha de Santa Catarina ("Meiembipe"), percorrendo essa via para saquear ouro, prata e estanho, tendo atingido o território do Peru, no Império Inca, nove anos antes da invasão espanhola dos Andes em 1533.


Aleixo Garcia








Outros relatos dão conta de que Martim Afonso de Souza, fundador da Vila de São Vicente, só se fixou naquele trecho do litoral porque, de antemão, dispunha de informações de que, dali, se teria acesso ao caminho que o levaria às minas do Potosi, na Bolívia, e aos tesouros dos incas.


O espanhol Álvar Nuñez Cabeza de Vaca começou a caminhada partindo da foz do Rio Itapocu, no litoral norte de Santa Catarina, no dia 2 de novembro de 1541, vindo a descobrir, no final de janeiro de 1542, as Cataratas de Iguaçu.




Alvar Nuñez Cabeza de Vaca




Aleixo Garcia foi um marinheiro português, que partiu da Espanha no ano de 1515 em uma expedição comandada por Juan Diaz de Solís. Essa expedição visava chegar ao sul da América em busca de uma passagem para o outro lado, o Oceano Pacífico.




Juan Diaz de Solis




Eram 3 embarcações, e em torno de 60 homens, que chegam ao sul da América e entram pelo Rio da Prata, que por toda sua grandiosidade, era confundido com o mar naquele tempo (Para quem não sabe, o Rio da Prata é o rio que faz a divisa entre o extremo sul do Uruguai e a Argentina).


Só que esta expedição não obteve sucesso, o comandante Solís juntamente com 6 homens foram assados e comidos pelos índios Charruas conhecidos por serem antropófagos.
A tripulação apavorada ao ver o capitão sendo devorado pelos nativos foge, nesta fuga, decidem voltar para a Espanha e uma embarcação se perde das outras e acaba naufragando no extremo sul da Ilha de Santa Catarina, no canal da Barra Sul próximo a praia hoje conhecida como praia de Naufragados.
Entre os náufragos estava Aleixo Garcia que juntamente com outros 8 europeus, sobrevive. Juntos, os 9 náufragos passam a viver com os índios Guarani Carijó.


Estes náufragos viveram ali próximo onde hoje é a baixada do Maciambu na Palhoça e naquele local formam um núcleo de povoamento. O primeiro núcleo europeu do sul da América




Fontes:
wikipedia.org
todoestudo.com.br
google.com
meiembiturismo.com.br
Náufragos, traficantes e degredados, Bueno, Eduardo, 1998


sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026



Hoje vamos falar sobre os nomes das ruas do centro histórico de São Paulo.










Começamos pela Rua Direita:


A rua Direita formou-se a partir da seção do caminho do “Peabiru”, que passava pelo centro, onde, a partir de 1590, os colonos foram construindo suas casas. Esse nome “Direita”, acreditamos que se deva ao fato do trecho compreendido entre o largo da Misericórdia e a atual praça do Patriarca, ser em linha reta.









Naquela época, ela iniciava-se no Largo da Sé e seguia em direção ao "Piques" (atual largo da Memória e Praça da Bandeira). Ali iniciava a antiga Estrada de Sorocaba (atual Rua da Consolação) que levava até Pinheiros. Mais tarde, ela passou a ser conhecida como Rua Direita da Misericórdia para Santo Antônio, numa referência à Igreja da Misericórdia (hoje demolida) que localizava-se no Largo da Misericórdia. Encontramos também para ela o nome de Direita de Santo Antônio. De qualquer modo, a origem do nome " Direita", estava sempre ligado à uma Igreja, seja a da Misericórdia, seja a de Santo Antônio.



Rua Direita (atual) Foto minha jul/2017




Rua Direita (1862)






Rua Boa Vista:


Esta rua, igualmente é parte das primitivas trilhas indígenas que cruzavam a colina histórica. Existia um caminho indígena ligando a atual região de Santo Amaro (Jerybatiba), onde se situaria a aldeia do cacique Caiuby, com a região do atual Bom Retiro (Piratininga), aldeia comandada por Tibiriçá. Seu trajeto atual, chegaria ao centro através das ruas Vergueiro e Liberdade, cruzando a Praça João Mendes, entrando pela Quintino Bocaiuva, depois seguindo pela 15 de Novembro, 3 de Dezembro, Boa Vista, largo São Bento, Florêncio de Abreu e avenida Tiradentes.






Foto de 1920


O nome da rua, é tradicional, e é das poucas ruas do centro cuja denominação não se alterou. Como a rua, bordeava as escarpas da colina para o lado leste, dali se tinha uma boa vista dessa região. Assim, desde os primeiros colonos que por ali passaram e repararam na vista, acabaram chamando-a como “A Rua da Boa Vista”





Foto (Luiz Carlos Castilho/2017)




Rua São Bento:


Rua São Bento, que liga o largo de São Bento ao de São Francisco, é a única que foi criada depois da ocupação portuguesa, para satisfazer a necessidade de ligação do recém-criado largo de São Bento, com a Rua Direita, margeando a escarpa que descia para o ribeirão Anhangabaú. Nesse início, provavelmente nos primeiros anos do seiscentismo, ela ficou conhecida primeiro, como a Rua de Martim Afonso, não o colonizador, mas o chefe índio Tibiriçá, que depois de batizado, adotara esse nome. Posteriormente o nome foi mudando para “rua que vai para São Bento”.



Foto de 1862 (foto Militão de Azevedo) Foto de 2011 (Gilberto Calixto Rios)




Foto 2017 (esquina da S.Bento e Dr.Miguel Couto) Foto: Luiz C.Castilho



Em 1878, funcionou na Rua São Bento, esquina com o Beco da Lapa (atual rua Dr. Miguel Couto), o “Grande Hotel”, que chegou a ser considerado o melhor do Brasil, e, onde as personalidades (políticos e artistas) em visita à cidade, se hospedavam.











Era nesta rua, que, no século XIX, habitavam os moradores mais abastados, os famosos “barões do café”, a nascente elite industrial, e a então nobreza titulada. Um dos barões a ter casa ali, foi Antônio Prado, Barão de Iguape, cuja residência ficava entre a Rua Direita e rua da Quitanda, e, onde , na década de 1920, viria a se instalar a loja “Mappin Stores”, que em 1939, mudou-se para o prédio em frente ao teatro Municipal.


Rua XV de Novembro:


Esta rua, que sai do vértice do conhecido “triângulo”, e, que atualmente liga a Praça da Sé à Praça Antônio Prado, no seu início, lá pelos idos de 1560, era, assim como a Direita, uma trilha ou caminho indígena, que cruzava a colina histórica, no sentido sul-norte (ou norte-sul). Era usada pelos índios da tribo Guaianá, para se deslocarem entre as aldeias do chefe Tibiriçá, instalado no local denominado Piratininga (atual Bom Retiro), e a aldeia de seu (provável) irmão Caiuby, localizada nas proximidades do atual bairro de Santo Amaro.


Foto de Militão de Azevedo - 1862



Foto de Aurélio Becherini - 1911


Em 1872, a primeira linha de bondes (à burro), circulava por ali, sendo substituído pelos elétricos, em 1900. Essa época de fausto, foi o conhecido “afrancesamento” da arquitetura e dos costumes da elite, que durou até cerca de 1920/30, quando aquele comércio foi se deslocando para a região conhecida como “cidade nova”, a Barão de Itapetininga e imediações. A rua, e também o chamado centro velho, foram se tornando então, um grande centro bancário e empresarial, sediando as matrizes dos grandes bancos paulistas e nacionais, da grandes empresas, e as filiais dos principais bancos estrangeiros, que, a partir de 1960, começaram a deixar o centro em troca da Avenida Paulista, que então se elitizava.



Esquina da Rua Direita com a XV de Novembro

XV de Novembro (atual 2017)
foto de Luiz Carlos Castilho


A Rua XV de Novembro teve vários nomes como Rua do Rosário e Rua da Imperatriz, que por ocasião da Proclamação da República passou a se chamar XV de Novembro.

Rua da Quitanda:

Denominação tradicional e de origem popular que relembra o comércio miúdo ali estabelecido no século XIX e que era chamado de "quitanda". Em 1822, ela era conhecida também como "Rua do Cotovelo", pois o seu traçado lembrava de fato um cotovelo dobrado. Esse cotovelo foi suavizado com o tempo através de retificações. Porém, ainda hoje podemos notar a curvatura da rua. A partir de meados do século XIX, os paulistanos a denominaram como "Quitanda", uma vez que ela era a preferida pelas "quitandeiras", mulheres que vendiam miudezas e alimentos cozidos ou in natura. Um antigo trecho, hoje integrado à Rua da Quitanda, e localizado entre as ruas Alvares Penteado e 15 de Novembro, era no passado conhecido como "Beco da Cachaça", numa referência ao comércio de cachaça ali praticado.

Rua da Quitanda antiga Rua da Quitanda 2017


Rua da Quitanda (2017)
Foto de Luiz Carlos Castilho



Fontes:
wikipedia.org
dicionarioderuas.prefeitura.sp.gov.br
saopauloesuasruas.wordpress.com
youtube.com

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026



Vamos falar hoje do romance "O Coronel e o Lobisomem de José Cândido de Carvalho.


Escritor da Escola Modernista, José Cândido nasceu em Campos do Goytacazes, RJ em 1914 e morreu e Niterói, RJ em 1989.



Contista e romancista, começou a trabalhar ainda menino no pequeno comércio local. Aos 16 anos, iniciou-se como jornalista. Trabalhou em diversos jornais do Rio, foi chefe de copidesque e editor internacional da revista O Cruzeiro, a revista brasileira de maior circulação à época, e dirigiu o jornal O Estado.





Em 1937 obteve o bacharelado em Direito e em 1939 estreou na literatura com o romance Olha para o céu, Frederico. Depois de 25 anos de silêncio, publicou O coronel e o lobisomem, um clássico da moderna literatura brasileira. Em 1974, entrou para a Academia Brasileira de Letras. Faleceu em 1989, em Niterói, deixando inédita a obra O rei Baltazar.

Apenas a autoria de O Coronel e o Lobisomem (1964) já seria suficiente para garantir a José Cândido de Carvalho um lugar de destaque na literatura em língua portuguesa. Quando lançado, em 1964, imediatamente seduziu leitores em todo o Brasil. Entre eles, Erico Verissimo, que o definiu como um dos melhores romances da literatura brasileira de todos os tempos. Até hoje, dezenas de edições depois, o romance continua a apaixonar leitores e é adotado em escolas e estudado em universidades, tendo sido apontado em várias pesquisas como um dos melhores livros de ficção em língua portuguesa do século XX.


Segundo livro de José Cândido de Carvalho, lançado em 1964, O Coronel e o Lobisomem funde o realismo fantástico (inspirado na literatura de cordel e na fábula), e o retrato dos resíduos da sociedade patriarcal brasileira, valorizadora, da coragem e atrelada, simultaneamente, a superstições e atavismos de toda a natureza.

Esse realismo "fantástico" ou "mágico" que aproxima José Cândido de Carvalho de autores importantes de ficção latino-americana (Gabriel Garcia Marques, Vargas Losa etc) pode ser entendido como a resposta artística ao fenômeno da magia e da realidade do mundo, resultado do violento choque entre o Ocidente que avança e os povos extra-europeus que se rebelam, tentando consciente ou inconscientemente , defender suas criaturas nativas. É ainda uma vez, a luta do instinto contra a civilização; do primitivo contra o moderno, do mágico contra o racional, do surreal contra o real.


A obra é regionalista, narrada em primeira pessoa, e sua ação de se desenvolve nas primeiras décadas do século XX. O romance explora as situações satíricas e o ridículo das personagens. Busca a valorização da cultura popular, principalmente rural.





Romance em primeira pessoa. Ponciano de Azevedo Furtado, neto de Simeão, oficial superior da Guarda Nacional, espécie de herói picaresco de Campos dos Goytacazes, cidade do Rio de Janeiro, conta suas façanhas e seu esforço em lutar contra as mais variadas formas de injustiça: contra o valente de circo (Vaca-Braba), contra o cobrador de impostos, contra o tipo agiota.




Espécie de cavaleiro andante das causas perdidas, solteirão rico, é cobiçado pelas mães ansiosas pelo casamento de suas filhas. Apesar de fraco no entendimento de coisas econômicas e administrativas (especulação do café) é um forte na arte de desencantar assombrações e cair na artimanha de mulheres casadas. O Coronel e o Lobisomem funde o realismo mágico (inspirado na literatura de cordel e na fábula), e o retrato dos resíduos da sociedade patriarcal brasileira, valorizadora da coragem e atrelada, simultaneamente, a superstições e atavismos de toda a natureza.








Em 2005 foi lançado o filme baseado na obra com direção de Mauricio Farias com Shelton Melo, Diogo Vilela, Andréa Beltrão e Ana Paula Arósio.


O coronel e o lobisomem - trailer




Fontes:
wikipedia.org
agenciariff.com.br
google.com
passeiweb.com
youtube.com

terça-feira, 3 de fevereiro de 2026



Na manhã de 19 de outubro de 1934, o jornalista gaúcho Apparício Torelly (1895-1971) saía de casa em Copacabana, no número 188 da rua Saint-Romain, rumo ao Centro, onde trabalhava, quando seu carro, um Chrysler, foi interceptado por dois veículos. Cinco homens, alguns deles armados, sequestraram o editor do Jornal do Povo.




"Tem família?", perguntou um dos sequestradores, já com os carros batendo em retirada. "Isso não vem ao caso", respondeu o sequestrado. "Nem é da conta dos senhores". "Escreva despedindo-se", continuou o sujeito. "É um favor que lhe prestamos". "Dispenso-o", retrucou a vítima


Logo, Torelly descobriu que os homens que se diziam policiais eram, na verdade, oficiais da Marinha. Estavam indignados com a publicação de um folhetim sobre a Revolta da Chibata, liderada pelo marinheiro João Cândido (1880-1969), o Almirante Negro. Como Torelly se recusou a suspender a publicação, que denunciava os maus-tratos na Marinha, foi espancado.


Os sequestradores cortaram seus cabelos, furaram os pneus de seu carro e o abandonaram, quase nu, num local deserto. Na tarde daquele mesmo dia, uma sexta-feira, depois de voltar para a redação, Torelly pendurou, na porta de sua sala, uma placa com os dizeres: "Entre sem bater".

Apparício Fernando de Brinkerhoff Torelly, também conhecido por Apporelly e pelo falso título de nobreza de Barão de Itararé (Rio Grande , 29 de janeiro de 1895 - Rio de Janeiro, 27 de novembro de 1971), foi um jornalista, escritor e pioneiro no humorismo político brasileiro.


Sua biografia tem algumas imprecisões, como o local de seu nascimento. Em alguns documentos aparece como local de nascimento, o Uruguai. Segundo ele, sua mãe queria que ele nascesse naquele país e a caminho de lá, ele nasceu no meio do caminho.

Em 1918, com 23 anos, durante suas férias, sofre um AVC quando andava na fazenda de um tio. Abandona o curso de Medicina no quarto ano e começa a escrever. Publica sonetos e artigos em jornais e revistas, como a Revista Kodak, "A Máscara" e "Maneca".

À respeito de seu alcunha, ele diz: `Em 1930, Getúlio vinha do Rio Grande do Sul, para tomar o poder. Era previsto uma forte resistência dos opositores paulista na cidade de Itararé, divisa de São Paulo e Paraná. Era tido como a batalha das batalhas. No entanto, a grande batalha e não aconteceu. 

Aparício, então, se autodenominou Duque de Itararé, depois rebaixo para Barão de Itararé, aquele que foi sem nunca ter sido.


Torelly foi um dos fundadores da Aliança Nacional Libertadora (ANL). Não participou da Rebelião de 1935, conhecida como “Intentona Comunista”, mas foi preso, tendo sido companheiro de cadeia de Graciliano Ramos, que faz menção a este fato em Memórias do Cárcere. “A Manha deixou de circular e eu com ela”, contava o humorista. Solto, relançou o jornal.










Com a redemocratização, candidatou-se a vereador pelo PCB no Rio de Janeiro. Foi eleito em oitavo lugar com o lema de campanha “Mais água e mais leite e menos água no leite!”. Seu mandato foi dedicado às causas populares, a exemplo da defesa dos indígenas e do voto dos analfabetos. Era a atração das sessões. Testemunho de Luiz Carlos Prestes, então secretário-geral do PCB: “O Barão, com seu espírito, não só fez a Câmara rir, como as lavadeiras e os trabalhadores. As favelas suspendiam as novelas para ouvir as sessões da Câmara, que eram transmitidas pelo rádio”.






Aparício sempre foi eloquente e fez chacota, desde de menino. A história dele e seu professor virou  uma anedota clássica:

O Contexto: Enquanto estudava em um internato jesuíta em São Leopoldo (RS), Apparício Torelly era conhecido por ser um aluno rebelde e genial.

A Anedota: 

Durante um exame final de português, o Professor Vergara, querendo testar a conjugação de um verbo ou frase, colocou o aluno em uma situação difícil. O Barão, com sua rapidez de raciocínio, disparou:

"O burro vergara ao peso da carga".


Com Manuel Bandeira




"O Barão é daqueles que começam uma partida do zero. É como se tivesse inventado as regras do jogo", afirma o jornalista Cláudio Figueiredo, autor da biografia Entre Sem Bater - A vida de Apparício Torelly - O Barão de Itararé (2012). "Foi muito mais do que 'frasista'. Foi um humorista revolucionário, anárquico, inovador. Colocar o foco sobre um único aspecto de sua obra seria como julgar Pelé por sua atuação no Cosmos, já no seu fim de carreira".








Fontes:

wikipedia.org
google.com
todamateria.com
ebiografia.com
google.com
averdade.org.br
enciclopeida.itaucultural.org.br

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