segunda-feira, 27 de julho de 2026

 Guerra do Paraguai.






Vamos falar sobre uma das guerras mais violentas da America do Sul, envolvendo principalmente Brasil e Paraguai, mas também com a participação de Argentina e Uruguai.

Começamos falando da guerra propriamente dita, e nas próximas postagens vamos falar de algumas de suas principais batalhas, como: Cerco de Humaitá, Batalha do Tuiuti, Retirada da Laguna, Batalha do Riachuelo, Batalha de Corumbá.




A Guerra do Paraguai foi um conflito militar que ocorreu na América do Sul, entre os anos de 1864 e 1870. Nesta guerra o Paraguai lutou conta a Tríplice Aliança formada por Brasil, Argentina e Uruguai.

Contexto histórico:


A Guerra do Paraguai ocorreu em um contexto de disputas políticas e econômicas na região do Rio da Prata durante o século XIX, período marcado pela consolidação dos Estados nacionais sul-americanos.

O Paraguai, sob o governo de Francisco Solano López, buscava afirmar sua autonomia e influência regional, enquanto Brasil, Argentina e Uruguai possuíam interesses divergentes na área, principalmente relacionados ao controle de territórios estratégicos e rotas comerciais. A intervenção brasileira no Uruguai, em 1864, para apoiar o grupo político colorado contra os blancos, aliados do Paraguai, foi interpretada por Solano López como uma ameaça direta à soberania paraguaia, levando ao ataque contra o Brasil e posteriormente à formação da Tríplice Aliança entre Brasil, Argentina e Uruguai para combater o Paraguai.



Segundo alguns historiadores, o Paraguai iniciou a guerra com mais de 60 mil homens treinados — 38 mil dos quais já armados — 400 canhões, um esquadrão naval de 23 barcos a vapor e cinco navios fluviais (entre eles a canhoneira Tacuarí). As comunicações na bacia do rio da Prata eram mantidas exclusivamente por via fluvial, pois existiam muito poucas estradas. Quem controlasse os rios venceria a guerra, então o Paraguai havia construído fortificações nas margens da parte inferior do rio Paraguai.

No entanto, estudos recentes sugerem muitos problemas. Embora o exército paraguaio tivesse entre 70 mil e 100 mil homens no início do conflito, eles estavam mal equipados. A maioria dos armamentos de infantaria consistia em mosquetes e carabinas de calibre lisos imprecisos, lentos para recarregar e de curto alcance. A artilharia era igualmente pobre. Os militares não tinham formação, nem experiência, nem sistema de comando, pois todas as decisões eram tomadas pessoalmente por López. Alimentos, munições e armamentos eram escassos, com logística e atendimento hospitalar deficientes ou inexistentes. A nação de cerca de 450 mil pessoas não poderia resistir à Tríplice Aliança de 11 milhões de pessoas.


Brasil e seus aliados


No início da guerra, as forças militares do Brasil, Argentina e Uruguai eram muito menores que as do Paraguai. A Argentina tinha aproximadamente 8 500 tropas regulares e um esquadrão naval de quatro vapores e um goleta.

Goleta




 O Uruguai entrou na guerra com menos de dois mil homens e nenhuma marinha. Muitos dos 16 mil soldados brasileiros estavam localizados nas guarnições do sul. A vantagem brasileira, porém, estava em sua marinha, composta por 45 navios com 239 canhões e cerca de quatro mil tripulantes bem treinados. Grande parte da esquadra já se encontrava na bacia do Rio da Prata, onde atuou sob o comando do Marquês de Tamandaré na intervenção contra o governo de Aguirre.

Como o Brasil não tinha forças armadas suficientes para bancar a guerra, foi criada uma força chamada de ¨Voluntários da Pátria¨.



Voluntários da Pátria eram as unidades militares criadas em 7 de janeiro de 1865 (Decreto no 3.371), pelo Império do Brasil, para lutarem na Guerra do Paraguai (1864-1870). O Brasil possuía, então, um exército despreparado, mal armado e pouco numeroso. Por isso foi necessário um esforço nacional para arregimentar soldados para a guerra.

O decreto assegurava aos cidadãos entre 18 e 50 anos que se alistassem vários benefícios além do soldo: prêmio de 300 mil réis, lotes de terra em colônias militares, preferência nos empregos públicos, patentes de oficiais honorários, liberdade imediata aos escravos, assistência a órfãos, viúvas e mutilados de guerra.

Houve, inicialmente, um grande número de voluntários estimulados pelos benefícios prometidos e também pelo patriotismo que tomou conta do Brasil no início da guerra. D. Pedro II deu o exemplo, apresentando-se como o primeiro voluntário da pátria em Uruguaiana, cidade ocupada pelo exército paraguaio. Mandou libertar todos os escravos das fazendas imperiais (como a Fazenda Imperial de Santa Cruz) para lutar na guerra.





Com o passar do tempo, porém, o entusiasmo popular diminuiu e o governo imperial passou a exigir dos presidentes das províncias (equivalentes aos atuais governadores estaduais) que recrutassem uma determinada cota de “voluntários”.

O recrutamento forçado levou a várias formas de se escapar da convocação: os mais ricos faziam doações de recursos, equipamento e escravos para lutarem em seu lugar; os de menos posses alistavam seus parentes ou agregados; os despossuídos fugiam para o mato.

O uso de escravos para lutar em nome de seus proprietários virou prática corrente. Por outro lado, muitos escravos se ofereceram para ir à guerra convencendo seus senhores a “vendê-los para a guerra” desejando, com isso, obter a alforria.

Destacavam-se, entre os Voluntários da Pátria, os Zuavos Baianos formados só por negros. Também participaram da guerra índios de várias províncias como os Kadiwéu, representantes do grupo Gauikuru da região do Chaco.

A denominação ¨Voluntários da Pátria¨ contém duas imprecisões:

"Voluntário", segundo o Dicionário Houaiss, é aquele "que não é forçado, que depende da vontade ou é controlado por ela".



No caso dos Voluntários da Pátria, "muitos foram voluntários a pau e corda", segundo diz à BBC News Brasil o historiador Mário Maestri, autor do livro Guerra sem fim: a Tríplice Aliança contra o Paraguai (editora do Programa de Pós-Graduação em História da Universidade de Passo Fundo/ECM, 2017).


Já "pátria", segundo o mesmo dicionário, designa "país em que se nasce e ao qual se pertence como cidadão".


Entretanto, os Voluntários da Pátria eram em parte estrangeiros, muitos dos quais receberam promessa oficial de auxílio para retornar a suas terras natais ao final do conflito.

A guerra demorou 5 anos, e terminou com a morte de Solano Lopes em 1º de março de 1870 na Batalha de Cerro Corá.

Solano Lopez

Existem muitas controvérsias sobre a morte do ditador do Paraguai. Alguns afirmam que ele foi morto em combate, outros que foi executado após ter se rendido. Seu corpo foi profanado, dentes foram arrancados, uma das orelhas decepada e seu uniforme dividido entres os combatentes como espólio de guerra.





O conflito terminou com a vitória da Tríplice Aliança.




A principal consequência do conflito, segundo o professor de História da Universidade Regional do Pampa (Unipampa) Jeremyas Machado Silva, de Santa Rosa, foi o extermínio de grande parte da população paraguaia.




Foram liquidados entre 28.286 e 268.649 paraguaios, números que correspondem respectivamente a 8,7% e 69% da população do país à época, diz Silva à BBC News Brasil, por telefone, de Santa Rosa.




Além disso, o país perdeu porção significativa de seu território para os vizinhos Brasil e Argentina.




Já o Brasil teve de 50 a 60 mil mortos, incluindo civis.




Para os vencedores, a guerra trouxe como consequências o fortalecimento do exército que contribuiria para o fim da monarquia no Brasil; a criação de condições para a centralização definitiva do Estado argentino e o fortalecimento do domínio colorado na política uruguaia.




"A Guerra do Paraguai foi o maior conflito entre Estados ocorrido entre as guerras napoleônicas e a Primeira Guerra Mundial", afirma Silva, da Unipampa.





Fontes:

wikipedia.org
historiadobrasil.net
google.com
studhistoria.com.br
bbc.com
ensinarhistoria.com.br

sexta-feira, 24 de julho de 2026



O Arcadismo, também conhecido como Setecentismo ou Neoclassicismo, é o movimento que compreende a produção literária brasileira na segunda metade do século XVIII.











O nome faz referência à Arcádia, região do sul da Grécia que, por sua vez, foi nomeada em referência ao semideus Arcas (filho de Zeus e Calisto).


Denota-se, logo de início, as referências à mitologia grega que perpassa o movimento.










Profundas mudanças no contexto histórico mundial caracterizam o período, tais como a ascensão do Iluminismo, que pressupunha o racionalismo, o progresso e as ciências. Na América do Norte, ocorre a Independência dos Estados Unidos, em 1776, abrindo caminho para vários movimentos de independência ao longo de toda a América, como foi o caso do Brasil, que presenciou inúmeras revoluções e inconfidências até a chegada da Família Real em 1808.


O balanço - Nicola Lancret








O movimento tem características reformistas, pois seu intuito era o de dar novos ares às artes e ao ensino, aos hábitos e atitudes da época. A aristocracia em declínio viu sua riqueza esvair-se e dar lugar a uma nova organizaçõ econômica liderada pelo pensamento burguês.


Ao passo que os textos produzidos no período convencionado de Quinhentismo sofreram influência direta de Portugal e aqueles produzidos durante o Barroco, da cultura espanhola, os do Arcadismo, por sua vez, foram influenciados pela cultura francesa devido aos acontecimentos movidos pela burguesia que sacudiram toda a Europa (e o mundo Ocidental).


Segundo o crítico Alfredo Bosi em seu livro História Concisa da Literatura Brasileira (São Paulo: editora Cultrix, 2006) houve dois momentos do Arcadismo no Brasil:


a) poético: retorno à tradição clássica com a utilização dos seus modelos, e valorização da natureza e da mitologia.


b) ideológico: influenciados pela filosofia presente no Iluminismo, que traduz a crítica da burguesia culta aos abusos da nobreza e do clero.






Tomás Antonio Gonzaga




Apaixonou-se por Maria Doroteia Joaquina de Seixas Brandão, a pastora Marília. Inspirado em sua própria história de amor, escreveu sua obra mais importante: Marília de Dirceu.







Com forte cunho autobiográfico, os versos de Marília de Dirceu fazem referência ao amor proibido de Maria Joaquina Doroteia Seixas e do poeta, que se vê refletido nos versos como o pastor Dirceu.


Dirceu é, portanto, sujeito lírico de Gonzaga, e canta seu amor pela pastora Marília, sujeito lírico de Maria Joaquina. Era uma convenção da altura cultuar as musas como sendo pastoras.







É bom, minha Marília, é bom ser dono
De um rebanho, que cubra monte e prado;
Porém, gentil pastora, o teu agrado
Vale mais que um rebanho e mais que um trono.






Seus principais autores são Cláudio Manoel da Costa, Tomás Antônio Gonzaga, Basílio da Gama e Santa Rita Durão. No Brasil, o ano convencionado para o início do Arcadismo é 1768, quando houve a publicação de Obras, do poeta Claudio Manoel da Costa.




Claudio Manoel da Costa




Toda a sua criação literária de Cláudio Manuel da Costa está em Obras Poéticas, obra que reúne a produção lírica do poeta, sonetos, éclogas, epicédios, cantatas e outras modalidades, e que dá início ao Arcadismo Brasileiro. Essa publicação marcou a fundação da Arcádia Ultramarina, uma instituição cultural onde os poetas se reuniam para escrever e declamar seus poemas.


Destes penhascos fez a natureza
O berço em que nasci! Oh, quem cuidara
Que entre penhas tão duras se criara
Uma alma terna, um peito sem durez

Arcádia Ultramarina


Trata-se de uma sociedade literária fundada na cidade de Vila Rica (MG), influenciada pela Arcádia italiana (fundada em 1690) e cujos membros adotavam pseudônimos, isto é, nomes artísticos, de pastores cantados na poesia grega ou latina. Por isso que alguns dos principais nomes do Arcadismo brasileiro publicavam suas obras com nomes inspirados na mitologia grega e romana.
Principais características


- inspiração nos modelos clássicos greco-latinos e renascentistas, como por exemplo, em O Uraguai (gênero épico), em Marília de Dirceu (gênero lírico) e em Cartas Chilenas(gênero satírico).


O Uraguai, poema épico de 1769, critica drasticamente os jesuítas, antigos mestres do autor Basílio da Gama. Ele alega que os jesuítas apenas defendiam os direitos dos índios para ser eles mesmos seus senhores. O enredo situa-se todo em torno dos eventos expedicionários e de um caso de amor e morte no reduto missioneiro.






Cartas Chilenas é uma obra escrita pelo poeta árcade Tomás Antônio Gonzaga (1744-1810). Trata-se de uma das obras satíricas mais emblemáticas desse período.


Ela é composta por diversos poemas que ficaram conhecidos na cidade de Vila Rica (atual Ouro Preto), Minas Gerais, no contexto da Inconfidência Mineira.


Por esse motivo, os textos que circulavam na cidade no final do século XVIII, foram marcados pelo anonimato de seu autor. Durante muito tempo, foram analisadas as cartas para saber quem era o real escritor.


A obra recebe esse nome pois Critilo (pseudônimo do escritor) é morador da cidade de Santiago no Chile, que na verdade é Vila Rica, em Minas Gerais. Ele escreve 13 cartas para seu amigo Doroteu, que na verdade é Tomás Antonio Gonzaga, outro Inconfidente.






O foco central da obra é revelar a corrupção de Luís da Cunha Meneses, governador da Capitania de Minas Gerais. Ele governou o Estado entre os anos de 1783 e 1788.


Nas cartas, ele é referenciado como o “Fanfarrão Minésio”.




- influência da filosofia francesa;


- mitologia pagã como elemento estético;


- o bom selvagem, expressão do filósofo Jean-Jacques Rousseau, denota a pureza dos nativos da terra fazem menção à natureza e à busca pela vida simples, bucólica e pastoril;


- tensão entre o burguês culto, da cidade, contra a aristocracia;


- pastoralismo: poetas simples e humildes;


- bucolismo: busca pelos valores da natureza;


- nativismo: referências à terra e ao mundo natural;


- tom confessional;


- estado de espírito de espontaneidade dos sentimentos;


- exaltação da pureza, da ingenuidade e da beleza.
Termos em latim


O uso de expressões em latim era comum no neo-classicismo. Elas estavam associados ao estilo de vida simples e bucólico. Conheça algumas delas:


Inutilia truncat: "cortar o inútil", referência aos excessos cometidos pelas obras do barroco. No arcadismo, os poetas primavam pela simplicidade.


Fugere urbem: "fugir da cidade", do escritor clássico Horácio;


Locus amoenus: "lugar ameno", um refúgio ameno em detrimento dos centros urbanos monárquicos;


Carpe diem: "aproveitar a vida", o pastor, ciente da efemeridade do tempo, convida sua amada a aproveitar o momento presente.


Cabe ressaltar, no entanto, que os membros da Arcádia eram todos burgueses e habitantes dos centros urbanos. Por isso a eles são atribuídos um fingimento poético, isto é, a simulação de sentimentos fictícios.




Fontes:
culturagenial.com
todamateria.com.br
soliteratura.com.br
google.com.br
passeiweb.com

quinta-feira, 23 de julho de 2026

  

Dias da semana:



Os nomes dos dias da semana na maioria das línguas neolatinas derivam dos nomes dos planetas clássicos na astrologia helenística. Na antiguidade clássica, as Sete Luminárias sagradas são os sete objetos não fixos visíveis no céu: a Lua, Mercúrio, Vênus, Sol, Marte, Jupiter e Saturno. A palavra planeta vem da palavra grega πλανήτης, planētēs "planeta" (abreviação de asteres planetai "estrelas errantes"), expressando o fato de que esses objetos se movem através da esfera celestial em relação às estrelas fixas. Esse sistema de nominata de planetas foi introduzido no Império Romano durante a Antiguidade tardia, associado a alguns deuses olímpicos. Em algumas outras línguas, os dias da semana são nomeados conforme as divindades correspondentes da cultura regional.










Sábado e Domingo (Prima Santa, na semana Santa) vem das mais tradicionais línguas: Do Hebraico veio o Sabbath (Sábado), dia do descanso para os judeus e do latim veio o Dominicus Dies (Dia do senhor - Domingo).




Em português, a terminação "feira" nos dias da semana tem origem na palavra latina "feria", que significa "dia de descanso" ou "feriado". A adoção desse termo está ligada à influência da Igreja Católica, que, no século VI, propôs a substituição dos nomes dos dias da semana inspirados em deuses pagãos por uma nomenclatura que refletisse o caráter de descanso e celebração da Semana Santa.


Explicação detalhada:


Origem em "feria":


A palavra latina "feria" (plural "feriae") era usada para se referir aos dias de descanso dedicados aos deuses. No contexto da Semana Santa, todos os dias eram considerados "feria", ou seja, dias de descanso e celebração.


Já sábado e domingo seguem a denominação usual (sabath e Dia do Senhor).




Só em 321 d.C. a semana começou a ter sete dias, imposta pelo imperador romano Constantino que também organizou a semana como tendo seu princípio no domingo, mudando muita coisa do calendário dos romanos e seus oito dias semanais.


Veja as relações dos dias da semana com os astros, apenas algumas das muitas referências que encontramos ao vislumbrar todo o legado que a astrologia deixou em inúmeras situações e períodos da nossa história, desde os tempos mais remotos até os dias atuais:

SOL - Domingo. Em inglês, Sunday (Dia do Sol). Domingo (do latim dominicus dies, dia do Senhor, por associação entre o Deus cristão e os cultos solares pagãos)


LUA - Segunda-feira. Em inglês, Monday (Dia da Lua). Também Lunes - do latim "lunae dies", dia da Lua.


MARTE - Terça-feira. Em inglês "Thuesday", a nossa terça-feira, vem do Inglês arcaico "Tiwesdaeg" (dia de Tyr). Tyr (também conhecido como Tew ou Tiu), era o Deus nórdico da guerra. A terça-feira então é nomeada em sua homenagem, mantendo o contexto da mitologia nórdica. Se fosse convertido aos moldes romanos, talvez seria chamado de "Marsday". Marte era o Deus romano da guerra (o equivalente à sua versão grega Ares), que por sua vez é equivalente a versão nórdica, Tyr. Ares, Marte e Tyr são a mesma coisa em culturas diferentes.


MERCÚRIO - Quarta-feira. Em inglês "Wednesday", a nossa quarta-feira, vem do inglês arcaico "Wodnesdacg" (dia de Woden). Woden (ou seu nome mais arcaico Wotan e mais conhecido como Odin) era o Deus nórdico mais importante e mais cultuado. A quarta-feira então é nomeada em sua homenagem, também mantendo o contexto da mitologia nórdica. Odin era considerado senhor da ciência, das runas, do conhecimento, parcialmente análogo a Mercúrio. Em espanhol é Miércoles - do latim "mercuri dies", dia de Mercúrio.


JÚPITER - Quinta-feira. "Thursday", a nossa quinta-feira, também vem do inglês arcaico que significava basicamente "o dia de Thun". Thun (ou Thor), era o Deus nórdico do trovão. A quinta-feira foi nomeada em sua homenagem. Se tivesse sido nomeada em seu equivalente romano, teríamos algo como "Juptrsday", pois Júpiter na mitologia romana é a mesma coisa que Thor na mitolgia nórdica, e Zeus, na mitologia grega. Em espanhol é Jueves - do latim "jovis dies", dia de Júpiter.


VÊNUS - Sexta-feira. Em inglês, "Friday", a nossa sexta-feira, vem do inglês arcaico "Frigedaege", que significa basicamente "dia de fry, dia de freia ou dia de frio". Fry era a deusa germânica da beleza, que é ligada a deusa Frigg dos noruegueses, mas também à famosa deusa nórdica Freya. Seu equivalente romano é Vênus, deusa romana da beleza, do Amor e do sexo, que em sua versão grega se chama Afrodite. A sexta-feira então foi nomeada em sua homenagem. Em espanhol é Viernes - do latim "veneris dies", dia de Vênus.


SATURNO - Sábado. Em inglês, Saturday (Dia de Saturno). Sábado deriva do hebraico "sabbath", que significa descanso.


Línguas latinas                            Línguas germânicas


Domingo, dimanche                                     Sunday
Segunda-feira, lundi, lunes                        Monday
Terça-feira, Mardi, Martes                        Tuesday
Quarta-feira, Mercredi, Miercoles             Wednesday
Quinta-feira, Jeudi, Jueves                        Thursday
Sexta-feira, Vendredi, Viernes                     Friday
Sábado, Samedi, Sábado                             Saturday


Fontes:


wikipedia.org
google.com
astrolink.com.br
brasilescola.uol.com.br
abcimaginario.blogspot.com




quarta-feira, 22 de julho de 2026

Batalha Naval do Riachuelo.






A Batalha Naval do Riachuelo, ou simplesmente Batalha do Riachuelo, travou-se a 11 de junho de 1865 às margens do arroio Riachuelo, um afluente do rio Paraná, na província de Corrientes, na Argentina. Foi evento decisivo e vitorioso, o marco da vitória brasileira na guerra sendo considerada pelos historiadores militares como uma das mais importantes batalhas da Guerra do Paraguai (1864-1870).

A data da batalha é definida como data magna da Marinha do Brasil.



Esta batalha naval colocou de um lado os paraguaios e de outro os brasileiros. O Paraguai, sem conexão com o mar, queria muito controlar os rios da bacia do Prata, pois significava uma saída para o Oceano Atlântico, ou seja, uma via de transporte de pessoas e mercadorias.



Na fase inicial da guerra, o Paraguai já havia feito importantes conquistas militares, ocupando regiões da Argentina, Mato Grosso e Rio Grande do Sul. Se saíssem vencedores da Batalha do Riachuelo, iriam controlar os rios Paraná e Paraguai e dar um importante passo na conquista do Rio Grande do Sul e do Uruguai. Desta forma, poderiam fazer comércio com outros países e até receber armas da Europa.



A vitória brasileira na Batalha do Riachuelo




A estratégia paraguaia era boa. Aproveitariam o nevoeiro intenso da madrugada para atacar os navios de guerra brasileiros. Porém, um dos navios paraguaios apresentou um problema e fez com que todos outros chegassem atrasados (9h da manhã) para o ataque, num momento que o nevoeiro já havia passado. Com boas condições climáticas e visuais, as forças navais brasileiras, lideradas pelo Almirante Barroso venceram o Paraguai nesta importante e estratégica batalha.



Principais dados da batalha:




- A frota brasileira era composta por nove navios de guerra. Já a frota paraguaia possuía 8 navios de guerra.



- Cerca de 2.500 militares brasileiros combateram na Batalha do Riachuelo.



- Na Batalha do Riachuelo, a liderança brasileira foi exercida pelo Almirante Francisco Manuel Barroso da Silva, comandante da esquadra brasileira. Sob seu comando, a Marinha do Brasil obteve uma vitória decisiva contra as forças paraguaias no rio Paraná.
Material de referência geográfica





Importância



A vitória do Brasil na Batalha do Riachuelo foi fundamental no contexto da Guerra do Paraguai, pois garantiu o domínio estratégico sobre os rios da região, enfraqueceu a força naval paraguaia e reforçou a coesão da Tríplice Aliança. Esse triunfo assegurou o controle das rotas de abastecimento e transportes, favorecendo as operações militares terrestres e contribuindo para a vitória final sobre o Paraguai, consolidando a superioridade brasileira no conflito.


Batalha Naval do Riachuelo, pintura de Oscar Pereira da Silva.



A Batalha Naval do Riachuelo é considerada um dos maiores triunfos da História das Forças Armadas do Brasil. A sua deflagração tem a ver com a Guerra do Paraguai, onde o Brasil juntava forças com a Argentina e o Uruguai. O conflito, ocorrido entre 1864 e 1870, foi resultado de uma série de disputas políticas envolvendo as nações que trafegavam na região do rio da Prata. O início da guerra só tomou forma mediante o ambicioso projeto expansionista do governo paraguaio.

Os brasileiros que lutaram na Batalha Naval do Riachuelo foram reconhecidos como heróis pela bravura e pelo sucesso na batalha. Nomes como o do Almirante Barroso, do Guarda-Marinha Greenhalgh e do Imperial Marinheiro Marcílio Dias foram imortalizados na história do País.

A Data Magna da Marinha deste ano homenageia a trajetória de Marcílio Dias. Com o slogan “Heróis do passado, transformando o presente, inspirando o futuro”, a ação conta histórias de militares que têm como referência a dedicação e o amor ao Brasil do Imperial Marinheiro.

A Marinha do Brasil comemora, todos os anos, nessa data, os feitos heroicos daqueles homens que lutaram na Batalha Naval do Riachuelo, reconhecendo-os como exemplos e lembrando seus atos às gerações que os sucederam. Nossa participação nessa batalha deixou um legado de heroísmo, bravura, superação e amor ao Brasil.

Desde a idade antiga, as guerras fazem parte da história da humanidade. Algumas tão terríveis que seria melhor esquecê-las. Entretanto, lembrá-las é uma maneira de evitá-las, ou deveria ser. Há 161 anos, uma batalha específica, travada num dos afluentes do rio Paraguai, na bacia do Prata, marcou a história do povo brasileiro.





“O Brasil espera que cada um cumpra o seu dever” – essa foi a mensagem transmitida para a frota brasileira pelo então comandante da Marinha no dia da Batalha do Riachuelo, almirante Barroso, a frase é “muito atual” e deve ser recordada nesse momento, para que os desafios do presente.

Embora os atuais desafios do Brasil tenham natureza distinta daqueles de 1865, precisam ser enfrentados com o mesmo espírito patriótico dos heróis do Riachuelo: honra, coragem lealdade e abnegação.


Fontes:

wikipedia.org
google.com
folhadolitoral.com.br
historiadobrasil.net


Hoje vamos falar de mitologia grega, especialmente da Caixa de Pandora.


Tudo começa quando o titã Prometeu rouba o fogo divino, que dava vida aos seres humanos, e o entrega para esses.






Até então a primazia de criar a vida era dos deuses, especialmente de Zeus.


O significado do feito de Prometeu foi muito importante, pois a partir de então, a vida foi dada para os seres humanos, dando-lhes autodeterminação e poder por seus destinos.


Ao roubar o fogo, Prometeu podia ficar com ele e ter o poder, mas quis dividi-lo com o Homem.


Zeus profundamente irritado e rancoroso condena Prometeu a ser acorrentado no Monte Cáucaso, e lá cumprir a sua pena de ter as entranhas devoradas por um abutre, sendo que as mesmas se regeneravam no dia seguinte, para que o suplício continuasse indefinidamente.












Vamos voltar à caixa de Pandora:


A caixa de Pandora é uma expressão muito utilizada quando se quer fazer referência a algo que gera curiosidade, mas que é melhor não ser revelado ou estudado, sob pena de se vir a mostrar algo terrível, que possa fugir de controle. Esta expressão vem do mito grego, que conta sobre a caixa que foi enviada com Pandora a Epimeteu, que era irmão de Prometeu.








Pandora foi a primeira mulher criada por Zeus, que a enviou como esposa de Epimeteu, junto com uma caixa que seria o dote, porém com instruções expressas de que não deveria ser aberta.


Ardiloso, Zeus sabia que Epimeteu era muito curioso, e assim aconteceu, ao abrir a caixa todos os males do mundo saíram dela, exceto a esperança.


Zeus, assim se vingou mais uma vez de Prometeu, que dando ao Homem a sua liberdade de criar a vida, deu também os males e o sofrimento.










A lenda grega se assemelha muito à lenda judaica do Gênesis 2:9; 2:16-17 e 3:1-24.


Deus disse para Adão e Eva que poderiam viver no Paraíso e dele tirar o seu sustento, exceto da árvore do conhecimento do bem e do mal.


Ou seja, eles seriam felizes se não conhecessem o bem nem o mal. O privilégio de indicar o que era permitido ou não, era exclusivo de Deus.


Ao serem curiosos e comerem o fruto da árvores proibida, Adão e Eva, tal qual Pandora e Epimeteu condenaram a Humanidade ao sofrimento e a todos os males.












Com isso a Humanidade convive até hoje com o conhecimento e a curiosidade, e também com o sofrimento e as benesses advindas desse conhecimento.




Fontes:
wikipedia.org
google.com.br
infoescola.com
sohistoria.com.br

Vamos falar hoje de objeto direto e objeto indireto. O objeto direto e o indireto são termos integrantes da oração que completam o se...