quinta-feira, 9 de abril de 2026

Hoje vamos falar de uma das mais notórias insurreições do Brasil, a Inconfidência Mineira.



A palavra Inconfidência é usada de forma inadequada, pois inconfidência significa falta de fidelidade, ou ausência de lealdade, mas lealdade a quem ? 


A luta dos inconfidentes não era contra o Brasil, mas sim contra Portugal, que governava o Brasil, usurpando suas riquezas. Talvez a palavra Conjuração seja mais adequada. Conjuração é a associação de pessoas que lutam contra um governo ou um sistema de governo.





A Inconfidência Mineira ou Conjuração Mineira foi um movimento de caráter separatista que ocorreu na então capitania de Minas Gerais, em 1789.

O objetivo era proclamar uma República independente em Minas Gerais, criar uma universidade e abolir dívidas junto à Fazenda Real.

O movimento, porém, foi descoberto antes do dia marcado para a eclosão por conta de uma delação. Com isso, seus líderes foram presos e condenados.


O principal antecedente histórico da Inconfidência Mineira foi o aumento de taxas e impostos da Coroa Portuguesa para a capitania de Minas Gerais, que estava recebendo muita atenção devido à quantidade de ouro e diamantes presente.

A Inconfidência Mineira foi causada pelo descontentamento quanto à taxa de impostos cobrados de colonos membros de uma elite local de Minas Gerais pela Coroa Portuguesa.

Os inconfidentes tinham como objetivos o republicanismo, instalação de novas manufaturas, separação de Minas Gerais.

Os participantes da Inconfidência Mineira foram membros da elite socioeconômica da capitania das Minas Gerais.
Tiradentes era um alferes e dentista amador (por isso o apelido). Ele era um dos inconfidentes, o menos abastado de todos e o único que teve pena de morte consumada.

Tiradentes


Fontes:

wikipedia.org
google.com
brasilescola.uol.com.br
historiadomundo.com.br
todamateria.com.br
dicio.com.br

quarta-feira, 8 de abril de 2026





Já publicamos uma postagem a respeito da Cabanagem que se deu no Pará entre os anos de 1835 e 1840, hoje vamos falar da Cabanada





Cabanada foi a rebelião ocorrida no Brasil entre 1832 e 1834, iniciada logo após a abdicação de Dom Pedro I, ou seja, no período da Regência. Dificuldades financeiras do novo Regime, com o comércio exterior quase estagnado e a queda das cotações do algodão e da cana de açúcar, além do privilégio aduaneiro à Inglaterra, em vigor desde 1810, fizeram com que eclodissem diversas revoltas no Império do Brasil nesse período.

Guerra dos cabanos




O movimento da Cabanada se deu em Pernambuco, Alagoas e Pará, porém são insurreições diferentes e em locais diferentes. A primeira se trata da revolta em Pernambuco e Alagoas e a segunda na região do atual Pará.

O termo cabana deriva de cabanas, habitações rudimentares onde moravam a maioria dos revoltosos.

Em Pernambuco, onde também foi chamado de "A Guerra dos Cabanos", a rebelião foi conservadora pois pretendia a volta do monarca português ao trono do Brasil (para alguns historiadores, uma pré-Canudos). Desenrolou-se na zona da mata e no agreste. Teve como líder Vicente de Paula, com seguidores de origem humilde, predominando indígenas (jacuípes e outros) e escravizados foragidos (chamados de papaméis - negros escravizados e foragidos que viviam de comer mel).


Vicente de Paula


Em 1834 correu o boato do regresso de D. Pedro I, fermentando a desordem até no Mato Grosso. Diziam que o ex-imperador viria servir de regente ao filho pequenino. Esses boatos eram espalhados por clubes aparentes, como a Sociedade do Zelosos da Independência.

Com a morte de Dom Pedro I em Portugal (1834), o movimento deixou de ter razão de existir, e em uma Conferência de Paz com participação do bispo Dom João da Purificação Marques Perdigão, a rebelião terminou. Mesmo assim, os governadores Manoel de Carvalho Paes de Andrade e Antônio Pinto Chichorro da Gama mandaram um exército de 4 mil soldados cercarem o local, prendendo centenas de revoltosos.

Dom João da Purificação Marques Perdigão



Já bem antes da revolta começar o bispo Dom João da Purificação Marques Perdigão, estava arrumando um jeito de acabar com ela, pois ele já tinha em mente que iria acontecer isso, estava mais preocupado com como terminar que com como começar.




A insurreição da Cabanagem no Pará foi mais grave, pois foi nacionalista e queria a independência da província. Durou cerca de 5 anos, pacificada pelo Marechal Soares de Andréa, o barão de Caçapava, a custa de vários conflitos sangrentos e execuções dos insurretos.

Ao final da Cabanada, o líder Vicente de Paula foi preso e enviado para a ilha de Fernando de Noronha.



Fontes:

wikipedia.org
google.com
brasilescola.com
historiadobrasil.net
infoescola.com

terça-feira, 7 de abril de 2026

 7 de Abril


Em 7 de abril de 1831, o imperador D.Pedro I abdicava do trono em favor de seu filho D.Pedro II.





D. Pedro I (1798-1834), filho de D. João VI e de Carlota Joaquina, nasceu em Portugal e veio para o Brasil junto com a Família Real em 1808, por conta da invasão das tropas francesas. Em 1820, por causa da chamada Revolução do Porto, D. João VI voltou para Portugal, deixando seu filho D. Pedro I como Príncipe Regente no Brasil.

D.Pedro I




Em 1822, D. Pedro I proclamou a independência do Brasil, tornando-se o primeiro Imperador do Brasil. Durante esse período chamado Primeiro Reinado, D. Pedro I enfrentou diversos conflitos e insatisfações contra seu governo autoritário e centralizador.

Após a morte de seu pai, D. João VI, em 1826, houve uma crise de sucessão no trono português. D. Pedro I foi aclamado Rei de Portugal, mas logo nomeou sua filha D. Maria II como herdeira do trono. Ele lutou contra seu irmão D. Miguel na chamada Guerra Civil Portuguesa, a fim de restaurar o trono para sua filha.

Na madrugada de 7 de abril de 1831, D. Pedro I abdicou em nome de seu filho D. Pedro de Alcântara (1825-1891), que tinha à época apenas 5 anos de idade. Escreveu um documento de abdicação:

“Usando do direito que a Constituição me concede, declaro que hei muito voluntariamente abdicado na pessoa de meu muito amado e prezado filho o Sr. D. Pedro de Alcântara. Boa Vista, sette de abril de mil oitocentos e trinta e um, décimo da Independência e do Império. – Pedro”

D. Pedro I embarcou de volta a Europa com sua esposa D. Amélia e sua filha D. Maria. Deixou no Brasil seus filhos D. Pedro, D. Januária, D. Paula e D. Francisca. Foram encarregados da educação do pequeno imperador e de suas irmãs: José Bonifácio de Andrada e Silva, Mariana Carlota de Verna Magalhães Coutinho (sua aia carinhosamente chamada de Dadama), e um empregado do Paço chamado Rafael.


D.Pedro II



A abdicação de D. Pedro I marcou o fim do Primeiro Reinado e início do chamado Período Regencial. Nesse mesmo dia o Príncipe Imperial foi aclamado Dom Pedro II, Imperador Constitucional e Defensor Perpétuo do Brasil”. Em 1840, foi antecipada a maioridade de D. Pedro II, aos 14 anos de idade, e ele tornou-se o segundo Imperador do Brasil, dando fim ao Período Regencial. Ele reinou até 1889, quando foi exilado do Brasil por conta da Proclamação da República.



Fontes:

wikipedia.org
google.com
antigo.bn.gov.br
spcuriosos.com.br

segunda-feira, 6 de abril de 2026



Hoje falaremos da Cabanagem.









A Cabanagem foi uma rebelião ocorrida no Brasil de 1835 a 1840, na província do Grão-Pará, que incluía os atuais estados do Pará e do Amazonas. Não deve ser confundida com a Cabanada, um movimento de outro tipo que ocorreu em Pernambuco de 1832 a 1835.








Com o início do Período Regencial, o Brasil encontrava-se em uma situação econômica muito fragilizada e politicamente conturbada. Desde a Revolução Industrial, no século XVIII, os países da Europa passavam por uma série de transformações de ordem política e econômica, e o Brasil, ainda no século XIX, mantinha-se como uma economia extrativista, apesar dos esforços em modernizar o país durante o Império.


O Brasil não conseguia manter uma balança econômica favorável, na medida em que importava mais produtos manufaturados do que exportava, aumentando o déficit comercial em suas contas públicas. Elites econômicas locais disputavam entre si um projeto de nação, bem como noções próprias de patriotismo, fazendo com que o grau de descontentamento com o governo central aumentasse cada vez mais.


Junto a isso, setores populares (escravos alforriados, indígenas, quilombolas e pobres livres) começam a surgir de forma mais decisiva no cenário político, em reação à situação de miséria em que viviam. A Cabanagem faz parte de uma série de outras revoltas regenciais que, cada qual a seu modo, correspondem a esse turbulento contexto histórico em que o Brasil encontrava-se.




Curiosamente, o nome deste movimento é um termo pejorativo e se refere às habitações típicas da província, construídas como "cabanas" ou "palafitas".










Desde a independência do Brasil, em 1822, as elites do Grão-Pará se ressentiam com a presença dos comerciantes portugueses na província.


No governo de D. Pedro I, os proprietários e comerciantes estavam insatisfeito com o tratamento recebido por parte do governo central.




Além disso, sofriam com a repressão do Governador Bernardo Lobo de Sousa desde 1833, que ordenou deportações e prisões arbitrárias para quem se opusesse a ele.


Assim, em agosto de 1835, os cabanos se amotinam, sob a liderança dos fazendeiros Félix Clemente Malcher e Francisco Vinagre, culminando na execução do Governador Bernardo Lobo de Sousa.




Antonio Vinagre





Em seguida, indicam Malcher para presidente da província. Na ocasião, os revoltosos se apoderaram dos armamentos legalistas e se fortaleceram ainda mais.


Contudo, Clemente Malcher se revela um farsante e tenta reprimir os revoltosos, mandando prender Eduardo Angelim, um dos líderes do movimento. Após um sangrento conflito, Malcher é morto pelos “cabanos” e substituído por Francisco Pedro Vinagre.


Em julho 1835, o então presidente da província recém-conquistada, aceita sua rendição mediante a anistia geral dos revolucionários e por melhores condições de vida para a população carente. Contudo, é traído e preso.





Cabano paraense





Embora a perseguição tenha sido violenta, alguns revolucionários conseguiram escapar e fugiram para a floresta, o que permitiu a sobrevivência dos ideais da cabanagem mesmo após sua derrota.


A Cabanagem deixou uma carnificina de mais de trinta mil mortos quase 30 a 40% de uma população da província. Dizimou populações ribeirinhas, quilombolas, indígenas, bem como membros da elite local.


Também desorganizou o tráfico de escravos e os quilombos se multiplicaram na região.




Como forma de tentar amenizar as revoltas regenciais, o governo central procurou reformar a Constituição de 1824, de caráter autoritário e centralizado, por meio do Ato Adicional de 1834, prevendo, inclusive, mais autonomia para as províncias. Contudo, durante o período regencial, os conservadores impuseram sua hegemonia, e eram eles que indicavam os presidentes de cada província. Sendo assim, o Ato Adicional não teve forças suficientes para, ao menos, amenizar as sublevações políticas que estavam ocorrendo.


A Cabanagem é, muitas vezes, referida também como a primeira sublevação popular que conseguiu de fato tomar o poder na História do Brasil.






Fontes:


escola.brittanica.com.br
mundoeducacao.uol.com.br
todamateria,com.br
google.com
historia.uff.br

sexta-feira, 3 de abril de 2026



Hoje iremos falar de expressões que usamos, e ouvimos outros usarem, mas que às vezes, temos dúvidas sore sua origem e significado.


Segredo de Polichinelo:






Polichinelo provém do latim 'pullicenum', «franguinho, pintinho», no sentido «pessoa a quem falta traquejo». Daqui derivou para o italiano "pucinello", personagem napolitana da "commedia dell'arte", corcunda e com um peito disforme, nariz adunco, popularizado entre nós pelo teatro de fantoches, que representa um homem do povo, preguiçoso mas muito astucioso.
A palavra, que entrou na nossa língua por via da variante francesa "polichinelle", passou a equivaler a saltimbanco, palhaço, títere, bobo; pessoa que muda muitas vezes de opinião.


«Segredo de polichinelo», a expressão mais comummente utilizada, diz-se daquilo que toda a gente sabe. Por ser assíduo nas cortes da Europa, ele conhecia os segredos dos nobres e não deixava de contá-los. Menos usada, «voz de polichinelo», significa voz tremida e esganiçada.
Polichinelo era uma espécie de "bobo da corte" sua função era fazer rir, entrava em cena aos pulos, levantando as mãos, daí vem o exercício de polichinelo, onde os praticantes parem de uma posição ereta e depois saltam abrindo as pernas e erguendo os braços.




Caixa de Pandora:








Prometeu tinha roubado o fogo dos deuses que dava à vida, com isso tinha conseguido um grande poder, ou seja criar a vida, mas num gesto de bondade, deu o fogo aos homens, com isso tirou o poder dos deuses sobre a vida, e deu aos homens.


Uma das várias versões deste mito indica que Pandora, uma mulher de extrema beleza, foi enviada por Zeus para se casar com Epimeteu, que era irmão de Prometeu. O presente de casamento era uma caixa que continha todos os males, que ficou conhecida como caixa de Pandora, uma vez que esta não conseguiu conter a sua curiosidade e abriu a caixa, libertando todos os males e desgraças sobre a humanidade, porém fechando-a antes que a esperança também se esvaísse. Desta forma, os deuses se vingaram de Prometeu por ter roubado o fogo dos deuses.




Parecer a uma Poliana:










Aquele ou aquela que enxerga o lado bom em todas as coisas, por mais terríveis que possam ser.
A frase vem de uma peça infanto-juvenil Eleanor H.Porter, publicada em 1913, que conta a história de Pollyanna, uma garota de 11 anos, filha de um missionário pobre.


Com a morte do pai, vai morar com uma tia rica e muito severa.


Na casa Pollyanna, passa a jogar o "jogo do contente" que aprendeu com seu pai. O jogo consistia em achar algo de bom e positivo em tudo, mesmo nas coisas mais desagradáveis.




O pomo da discórdia:












A lendária Guerra de Troia começou numa festa dos deuses do Olimpo: Éris, a deusa da Discórdia, que naturalmente não tinha sido convidada, resolveu acabar com a alegria reinante e lançou por sobre o muro uma linda maçã, toda de ouro, com a inscrição “à mais bela”.
Como as três deusas mais poderosas: Hera, Afrodite e Atena disputavam o troféu, Zeus passou a espinhosa função de julgar para Páris, filho do rei de Troia O príncipe concedeu o título a Afrodite em troca do amor de Helena, casada com o rei de Esparta.
A rainha fugiu com Páris para Troia, os gregos marcharam contra os troianos e a famosa maçã passou a ser conhecida como “o pomo da discórdia” – que hoje indica qualquer coisa que leve as pessoas a brigar entre si.


O pior cego é aquele que não quer ver:




Em 1647, em Nimes, na França, na universidade local, o doutor Vicent de Paul D’Argenrt fez o primeiro transplante de córnea em um aldeão de nome Angel.

Foi um sucesso da medicina da época, menos para Angel, que assim que passou a enxergar ficou horrorizado com o mundo que via. Disse que o mundo que ele imagina era muito melhor. Pediu ao cirurgião que arrancasse seus olhos.
O caso foi acabar no tribunal de Paris e no Vaticano. Angel ganhou a causa e entrou para a história como o cego que não quis ver. Atualmente, o ditado se refere a a alguém que se nega a admitir um fato verdadeiro.




Entrar com o pé direito:






A expressão "entrar com o pé direito" surgiu com a superstição de entrar em algum lugar com o pé direito para dar sorte. Essa tradição é de origem romana. Nos eventos e festas em Roma, os anfitriões acreditavam que ao entrar com o pé certo, poderiam evitar agouros na sua festa e por isso mesmo pediam para os seus convidados cumprirem essa norma. No latim, a palavra “esquerda” significa “sinistro”, o que explica a crença dos romanos de que os lados direito e esquerdo simbolizavam o bem e o mal. Foi a partir dessa altura que a expressão e a crença se espalharam pelo mundo.


Antigamente uma criança que era canhota, era repreendida pelos pais e familiares, era tido como coisa do diabo, e forçada a escrever com a mão direita.




Na política os termos esquerda e direita vêm da França, do século XVIII, onde os nobres da elite e o clero se sentavam à direita do rei, e a burguesia e as classes mais populares se sentavam à esquerda.
A direita era mais conservadora e sempre trabalhava para manter seus privilégios, enquanto que a esquerda lutava por ampliação dos direitos dos cidadãos e diminuir a influência da nobreza e do clero.


Até mesmo na Igreja na oração do Credo, vemos a frase "sentado à direita de Deus Pai".




Fontes:


ciberduvidas.iscte-iul.pt
significados.com.br
geledes.org.br
wikipedia.org
tokdehistoria.com.br

quinta-feira, 2 de abril de 2026



Martim Afonso de Sousa (1500-1571) foi um militar e administrador português. Foi o comandante da primeira “expedição colonizadora enviada ao Brasil pelo rei de Portugal D. João III no ano de 1530.


Martim Afonso de Souza



Martim Afonso foi donatário da Capitania de São Vicente. Desempenhou papel fundamental na expulsão dos franceses das costas brasileiras e na consolidação do império colonial português.

Martim Afonso de Sousa nasceu em Vila Viçosa, Portugal, por volta de 1500,não existem registros fidedignos da data de seu nascimento. Sua morte deu-se em 21 de julho de 1564 em Lisboa, Portugal.



Filho de Lopo de Sousa, alcaide-mor de Bragança, passou ao serviço do rei Manuel I em 1516. Em 1530, foi incumbido a comandar a armada que haveria de expulsar os franceses da costa da América portuguesa, e assim iniciar a colonização efetiva do território.

Em 22 de janeiro de 1532, fundou a primeira vila do Brasil, batizando-a de São Vicente, em homenagem a São Vicente Mártir, por ser o dia consagrado a este santo, confirmando o nome dado por Gaspar de Lemos trinta anos antes. Em 1533, retornada para Portugal, não retornando mais à América.







Tempos depois, era nomeado pelo rei como capitão-mor da Armada do Reino, cargo que exerceu até 1539.

Em 1542, retorna à Índia onde foi governador até 1545, onde retornaria à Portugal onde atuaria como conselheiro de estado.

Alguns relatos e interpretações sugerem que, embora ele não tenha se interessado em saquear recursos no Brasil, sua atuação posterior como Capitão-Mor do Mar das Índias envolveu a acumulação de riquezas de maneiras consideradas, à luz de padrões éticos contemporâneos, como corruptas, ou pelo menos tirou proveito do sistema colonial de forma extrema.







É crucial entender que, no período colonial, as linhas entre a administração pública e o enriquecimento pessoal de funcionários da Coroa eram frequentemente tênues e diferentes das concepções modernas de corrupção. As benesses e privilégios faziam parte do sistema de recompensas da metrópole.


Independentemente das acusações de corrupção, Martim Afonso de Sousa teve um papel fundamental na colonização do Brasil. Ele comandou a primeira expedição colonizadora em 1531, combateu traficantes franceses e, em 1532, fundou a primeira vila do Brasil, São Vicente, marcando o início da colonização oficial e da estrutura administrativa portuguesa na América.



Fontes:

wikipedia.org
google.com
historiadobrasil.net
bs9.com.br
ebiografia.com
infoescola.com

quarta-feira, 1 de abril de 2026

 Hoje é 1º de Abril, considerado o Dia da Mentira! Mas por quê?


 




O Dia da Mentira (1º de abril) surgiu na França no século XVI. Após a mudança do Ano Novo do calendário Juliano (que ia até 1º de abril) para o Gregoriano (iniciando em 1º de janeiro), quem resistia à mudança era alvo de brincadeiras e chamado de "tolos de abril". A tradição de pregar peças se espalhou pelo mundo.

O rei Carlos IX adotou o 1º de janeiro, mas muitos continuaram comemorando o ano novo em 1º de abril. Os "fiéis" ao calendário antigo viraram alvo de zombarias e convites para festas falsas.

Alguns historiadores associam a data ao festival romano Hilaria (dedicado à deusa Cibele) ou ao fim do inverno no hemisfério norte, quando a natureza "pregava peças" com tempo instável.


Deusa Cibele




Chegada ao Brasil (1828): A tradição firmou-se com o jornal mineiro "A Mentira", que publicou em 1º de abril de 1828 a notícia falsa da morte de Dom Pedro I.



Outros Nomes: Em países de língua inglesa, é chamado de April Fools' Day (Dia dos Bobos), e na Itália/França, Peixe de Abril.



Além das brincadeiras entre amigos, algumas empresas e até veículos de comunicação já aderiram à tradição de fazer pegadinha com os consumidores.

Em 1980, a emissora pública britânica BBC noticiou que o governo do Reino Unido trocaria o mecanismo de ponteiros do famoso relógio Big Ben por um mostrador digital. A brincadeira também dizia que a primeira pessoa a ligar para a rádio ganharia os antigos ponteiros do grande relógio como lembrança.

Big Ben





Nos Estados Unidos, em 1992, a National Public Radio (NPR), também uma emissora pública de comunicação, veiculou entrevista do comediante Rich Little em que ele se passava pelo ex-presidente Richard Nixon. O personagem afirmava que se candidataria novamente à Presidência naquele ano. Nixon havia renunciado durante processo de impeachment em 1974 pelo envolvimento no escândalo de Watergate, o que gerou revolta nos ouvintes.

Richard Nixon

Algumas mentiras famosas contadas no 1º de abril:



Em 1957, um programa de televisão da BBC anunciou que era possível cultivar espaguete plantando-o sobre molho de tomate. A mentira enganou milhares de espectadores, que ligavam para a rádio para saber como era possível fazer isso.


Em 1974, um homem enganou todo um vilarejo do Alasca ao incendiar pneus velhos na cratera de um vulcão. Todos acreditaram que o vulcão estava entrando em erupção.


Em 1977, o jornal britânico The Guardian publicou uma reportagem sobre um país que não existia: Ilhas San Serriffe. Diversos leitores acreditaram na reportagem, ligando na redação do jornal para ter mais informações.



No momento em que a Amazônia sofria o maior desmatamento da sua história, a indústria de teoria da conspiração viralizava,  Ratanabá, uma cidade perdida no meio da selva, com pirâmides encobertas pela mata. “A civilização complexa e sofisticada, com pirâmides construídas por gigantes, é o verdadeiro motivo pelo qual homens poderosos” querem a floresta”, dizia uma postagem com milhares de curtidas. E assim a população desconfia ainda mais de ambientalistas e ativistas, que, neste contexto mentiroso, se tornam na verdade inimigos interesseiros de olho nas riquezas perdidas de Ratanabá.




Fontes:

wikipedia.org
google.com
agencianossa.com
brasilescola.com
agenciabrasil.ebc.com.br

Vamos falar hoje de objeto direto e objeto indireto. O objeto direto e o indireto são termos integrantes da oração que completam o se...