quinta-feira, 24 de setembro de 2026

Quando usar Há (verbo haver) e A preposição.





Entendendo o “há” (verbo)

1.1 “Há” com sentido de tempo passado

Pode ser substituído por “faz”.

Exemplos:

Estudo português há dois anos (Estudo português faz dois anos.)

Ela saiu há cinco minutos.

Dica prática: Se puder trocar por “faz”, usa-se há.

1.2 “Há” com sentido de existir

Exemplos:

Há muitas dúvidas na sala.

Há um livro na mesa.

Nesse caso, não pode ser substituído por “faz”, mas por “existe” / “existem”.

 biblioteca.

4) Ele saiu Há duas horas.

2ª Etapa: Entendendo o “a” (preposição)

2.1 “A” indicando tempo futuro

Normalmente aparece na expressão:

daqui a + tempo

Exemplos:

O filme começará daqui a dez minutos.

Viajarei daqui a dois meses.

Não pode substituir por “faz”.

2.2 “A” indicando distância

Exemplos:

A escola fica a dois quilômetros daqui.

Estou a poucos passos de você.


Comecei o curso há dois meses. (passado)

Terminarei o curso daqui a dois meses. (futuro)


\”Há\” e \”a\” são termos frequentemente utilizados, mas a confusão entre eles pode levar a erros de interpretação.

Portanto, vamos mergulhar nesse tópico para entender quando e como aplicar cada uma dessas palavras de maneira correta.


O Significado e Uso de \”Há\”

\”Há\” é uma forma conjugada do verbo \”haver\” e é frequentemente usado para indicar a existência, passagem de tempo ou ocorrência de eventos.

 Por exemplo:

Existência: Há muitas estrelas no céu.

Passagem de Tempo:

 Ela mora aqui há cinco anos.

Ocorrência de Eventos:

Há discussões sobre o assunto.

O Significado e Uso de \”A\”

Por outro lado, \”a\” é uma preposição que tem várias funções, como indicar tempo, direção, modo, entre outras.

Alguns exemplos incluem:


Tempo:  Vou à escola a pé.

Direção:  Ele foi à praia.

Modo:  Eles resolveram o problema a seu modo.

Diferenciação em Contexto



A distinção entre \”há\” e \”a\” fica mais clara quando aplicada em diferentes contextos.

É importante notar que \”há\” é utilizado apenas quando há a ideia de passagem de tempo ou existência, enquanto \”a\” é utilizado em diversas situações prepositivas.
Evitando Erros Comuns:

A confusão entre essas duas palavras pode levar a erros gramaticais. Para evitar equívocos, é recomendado prestar atenção ao contexto em que as palavras são empregadas e considerar suas funções específicas.

Para Concluir

Dominar a diferença entre \”há\” (verbo haver) e \”a\” (preposição) é essencial para uma comunicação eficaz em português.

Ao compreender as funções específicas de cada termo e praticar seu uso, você estará mais apto a expressar suas ideias de maneira clara e precisa.






Fontes:

brasileducando.com
institutoclaro.org.br
google.com

terça-feira, 22 de setembro de 2026

 Amanhã 23 e setembro começa a primavera.




A palavra primavera tem origem no latim Primus - primeiro(a)

e Vera - estação.

No princípio, o ano era dividido em apenas duas estações básicas: ver, veris, o bom tempo, a estação da floração e da frutificação, e hiems(ou hibernus tempus), o mau tempo, a estação da chuva e do frio. Aos poucos, o grande período englobado pelo nome "ver" começou a ser subdividido em três: (1) o princípio da boa estação, denominado de primo vere (mais tarde prima vera); (2) a segunda parte do "ver" , o veranum tempus, de onde resultou o nosso vocábulo verão: e (3) a última parte do "ver", o aestivum, de onde veio o nosso vocábulo estio. Com relação às nossas estações atuais, estas três divisões do "ver" tinham a seguinte correspondência cronológica : (1) o período denominado de prima vera correspondia aos dois primeiros terços da actual primavera; (2) o veranum tempus correspondia ao final da nossa primavera e ao início do nosso verão; (3) o aestivum correspondia ao final do verão atual.


A primavera no Hemisfério Sul, inicia-se em setembro e vai até dezembro, quando começa o verão.

É portanto o primeiro verão, época que do florescimento do renascimento, do fim do inverno.

Outra origem da palavra primavera vem no Século XIII — do latim vulgar 'parietina', derivado de 'paries' (parede), referindo-se a plantas que crescem em muros. Evoluiu para 'prima vera' (primeira estação), associada à ideia de 'primeira' e 'verdade' ou 'verde'.




A data de início da primavera é marcada pela passagem do Sol cruza o Equador (Equinócio) e vai até o Solstício em 21 de dezembro.


Fontes:

wikipedia.org
google.com
etymonline.net
iformaraprendersaber.blogspot.com
calendarr.com
brasilescola.uol.com.br

sexta-feira, 18 de setembro de 2026

Hoje vamos falar do grande escritor norte-americano, Edgar Allan Poe.






Ele nasceu em Massachusetts, Boston em 19 de janeiro de 1809. Abandonado pelo pai e com a morte de sua mãe, ele foi morar com uma família no estado da Virginia.


Saiu de casa para se alistar o exército, e em 1827 começa a escrever poemas "Tamerlane and Other Poems".


Casou-se com a prima, que dois anos mais tarde morreu de tuberculose. Nessa época já tinha publicado um de seus maiores sucessos; "O corvo" (The raven).






O poema "O corvo" nos leva a enveredar através de suas rimas com equilíbrio perfeito com a sonoridade, a um frenesi de um terror angustiante. É um poema esteticamente muito requintado, nos aspectos da mais bela literatura.



Foi uma vez: Eu refletia, à meia-noite erma e sombria,
A ler doutrinas de outro tempo em curiosíssimos manuais,
E, exausto, quase adormecido, ouvi de súbito um ruído,
Tal qual se houvesse alguém batido à minha porta, devagar.
“É alguém, fiquei a murmurar, que bate à porta, devagar;
Sim, é só isso e nada mais.”


Ah! claramente eu o relembro! Era no gélido dezembro
E o fogo, agônico, animava o chão de sombras fantasmais.
Ansiando ver a noite finda, em vão, a ler, buscava ainda
Algum remédio à amarga, infinda, atroz saudade de Lenora
Essa, mais bela do que a aurora, a quem nos céus chamam Lenora
E nome aqui já não tem mais.


(Tradução Milton Amado)



¨O Corvo¨ foi publicado em 1845, durante o movimento« literário do romantismo nos Estados Unidos. Edgar Allan Poe foi um dos escritores proeminentes deste período e é considerado um mestre do gênero do terror e da literatura gótica. A obra de Edgar Allan Poe é caracterizada por seu estilo sombrio e melancólico, e "O Corvo" é um de seus poemas mais reconhecidos e populares.




Poe foi integrante do movimento romântico americano. Após a publicação de sua primeira obra de poemas, o escritor trabalhou em jornais e revistas como crítico literário, e começou a escrever também em prosa.


Dentro do romantismo, Edgar Allan Poe é mais conhecido com a parte sombria, pois trabalhou com temas como a morte, o mistério, o terror. Alguns de seus biógrafos apontam que a escolha dos temas em parte vinham mais pelo gosto do público do que do próprio escritor, por isso ele também escreveu sobre pseudociência, frenologia e fisiognomia. A primeira, frenologia, estuda a mente; e é uma técnica usada nas investigações criminais, a outra estuda os traços do rosto, as feições.


Por volta de 1849, Poe planejava criar o seu próprio jornal, mas veio a falecer neste mesmo ano, de causas desconhecidas, aos 40 anos.


O primeiro detetive da ficção:


Muito antes de ouvirmos falar de Sherlock Holmes, Poe criou C. Auguste Dupin – o detetive de “Os Assassinatos da Rua Morgue”. Com esse personagem, Poe deu base para futuras histórias do gênero, já que Dupin usou a arte da dedução, com um apurado raciocínio lógico, em suas investigações para solucionar os crimes nas histórias.




Durante um dia inteiro de outono, escuro, sombrio, silencioso, em que as nuvens pairavam, baixas e opressoras (...) finalmente me encontrei diante da melancólica Casa de Usher. (Poe, 1981, p.7).


Esse conto, (The fall os the house of Usher) escrito em 1839, nos mostra a visão sombria do autor, e sua fascinação pelo mistério envoltos em penumbras perturbadoras que caminham do suspense ao terror. O conto faz parte do livro "Histórias extraordinárias".





A queda da casa de Usher






The Alan Parsons Project (A queda da casa de Usher)






Podemos destacar também : "O assassinato da Rua Morgue", "O barril do amontilado" e "A morte da máscara escarlate", dentre as suas principais produções.


Ele foi enterrado no Cemitério de Westminster, em Baltimore. Desde 1949, um admirador misterioso deixava 3 rosas vermelhas e meia garrafa de conhaque no túmulo do escritor na noite de seu aniversário, no dia 19 de janeiro. O estranho era conhecido apenas como “Poe Toaster” (“aquele que brinda a Poe”). Desde 2009, ele não aparece por lá, o que indica que a tradição de 60 anos se encerrou.


O time de futebol de Baltimore adotou o nome de "The ravens" "O corvo" em homenagem ao autor.







A obra de Poe é instigante e complexa do ponto de vista psicológico, mas de fácil leitura e compreensão.




Fontes:


wikipedia.org
blog.poemese.com
netmundi.org/
passeiweb.com
google.com
infolivros.org

quinta-feira, 17 de setembro de 2026




Charles Baudelaire nasceu no ano de 1821 e faleceu em 31 de agosto de 1867. Foi um poeta e crítico francês, com quem se abriu caminho para a poesia moderna. Considerado hoje como um dos maiores poetas da literatura francesa, Baudelaire possuía um sentido clássico da forma, uma extraordinária habilidade para encontrar a palavra perfeita e um grande talento musical; escreveu alguns dos poemas mais lindos e incisivos da literatura francesa.












Flores do mal


Em 1857 no dia 25 de Junho, são publicadas As Flores do Mal. O livro foi logo violentamente atacado pelo Le Figaro e recolhido poucos dias depois sob acusação de insulto aos bons costumes. Baudelaire foi condenado a uma multa de 300 francos (reduzida depois para 50) e o editor a uma multa de 100 francos e, mais grave, seis poemas tiveram de ser suprimidos da publicação, condição sem a qual a obra não poderia voltar a circular. Em 1860 sai a segunda edição de As Flores do Mal. Foi organizada em cinco secções segregadas tematicamente:



ENIVREZ-VOUS

Il faut être toujours ivre. Tout est là: c’est

l’unique question. Pour ne pas sentir l’horrible
fardeau du Temps qui brise vos épaules et vous
penche vers la terre, il faut vous enivrer sans trêve.



Mais de quoi?
De vin, de poésie, ou de vertu, à votre guise. Mais enivrez-vous.


Et si quelquefois, sur les marches d’un palais,
sur l’herbe verte d’un fossé, dans la solitude
morne de votre chambre, vous vous réveillez,
l’ivresse déjà diminuée ou disparue, demandez
au vent, à la vague, à l’étoile, à l’oiseau, à
l’horloge, à tout ce qui fuit, à tout ce qui gémit,
à tout ce qui roule, à tout ce qui chante, à tout
ce qui parle, demandez quelle heure il est;
et le vent, la vague, l’étoile, l’oiseau, l’horloge, vous répondront: “Il est l’heure de s’enivrer!



Pour n’être pas les esclaves martyrisés du
Temps, enivrez-vous; enivrez-vous sans cesse!
De vin, de poésie ou de vertu, à votre guise.






EMBRIAGUEM-SE


É preciso estar sempre embriagado. Aí está: eis a única questão. Para não sentirem o fardo horrível do Tempo que verga e inclina para a terra, é preciso que se embriaguem sem descanso.


Com quê? Com vinho, poesia ou virtude, a escolher. Mas embriaguem-se.


E se, porventura, nos degraus de um palácio, sobre a relva verde de um fosso, na solidão morna do quarto, a embriaguez diminuir ou desaparecer quando você acordar, pergunte ao vento, à vaga, à estrela, ao pássaro, ao relógio, a tudo que flui, a tudo que geme, a tudo que gira, a tudo que canta, a tudo que fala, pergunte que horas são; e o vento, a vaga, a estrela, o pássaro, o relógio responderão: "É hora de embriagar-se!


Para não serem os escravos martirizados do Tempo, embriaguem-se; embriaguem-se sem descanso". Com vinho, poesia ou virtude, a escolher.




Sua originalidade, que causava tanto assombro quanto mal-estar, o fez merecedor de um lugar à margem das escolas literárias dominantes em sua época. Sua poesia é para alguns, a síntese definitiva do romanticismo, para outros a precursora do simbolismo e para outros, finalmente, a primeira expressão das técnicas modernas da poesia. Baudelaire foi um homem dividido, atraído com igual força pelo divino e pelo diabólico. Seus poemas falam do eterno conflito entre o ideal e o sensual. Neles, descrevem-se todas as experiências humanas, desde as mais sublimes até as mais sórdidas. Entre suas obras destacam-se: Pequenos Poemas em Prosa, seus Diários Íntimos e Meu Coração Desnudo. Todas elas publicadas após a morte do autor.




Les yeux de Berthe


Vous pouvez mépriser les yeux les plus célèbres,
Beaux yeux de mon enfant, par où filtre et s’enfuit
Je ne sais quoi de bon, de doux comme la Nuit!
Beaux yeux, versez sur moi vos charmantes ténèbres!


Grands yeux de mon enfant, arcanes adorés,
Vous ressemblez beaucoup à ces grottes magiques
Où, derrière l’amas des ombres léthargiques,
Scintillent vaguement des trésors ignorés!


Mon enfant a des yeux obscurs, profonds et vastes,
Comme toi, Nuit immense, éclairés comme toi!
Leurs feux sont ces pensers d’Amour, mêlés de Foi,


Qui pétillent au fond, voluptueux ou chastes.












Os olhos de Berta


Podeis bem desprezar os olhos mais famosos,
Olhos de meu amor, dos quais foge e se eleva
Não sei o quê de bom, de doce como a treva!
Vertei vosso fascínio obscuro, olhos graciosos!


Olhos de meu amor, arcanos adorados,
Fazei-me recordar essas mágicas furnas
Em que, por trás de imóveis sombras taciturnas,
Cintilam vagamente escrínios ignorados!


Tem meu amor olhos tão negros quanto vastos,
Como os teus, Noite imensa,e , como os teus, preclaros!
Sonhos de Amor e Fé são seus lampejos raros,
Que fulguram ao fundo, orgiásticos ou castos







Fontes:
algumapoesia.com.br
seuhistory.com
google.com
revistaprosaversoearte.com

quarta-feira, 16 de setembro de 2026











“Em política, meu caro, sabes tão bem quanto eu; não existem homens, mas ideias; não existem sentimentos, mas interesses; em política, ninguém mata um homem: suprime-se um obstáculo. ponto final.”




Não esse texto não pertence ao livro "O Príncipe" de Maquiavel, pertence ao livro "O conde de Monte Cristo" de Alexandre Dumas.










Alexandre Dumas






“As feridas morais tem a particularidade de que se escondem, mas não se fecham; sempre dolorosas, sempre prontas a sangrar quando são tocadas, ficam vivas e abertas no coração.”






Vamos falar hoje de Alexandre Dumas.



Alexandre Dumas (1802-1870) nasceu em Villers-Cotterêts, França, no dia 24 de julho de 1802. Filho do General Thomas Alexandre Dumas Davy de la Pailleterie, nascido de um nobre francês e uma escrava negra, e de Marie Louise. Em 1806 ficou órfão de pai. Estudou no Colégio do Padre Gregório, onde aprendeu uma caligrafia perfeita, que mais tarde lhe garantiria a vaga de escriturário.




Em 1821, junto com o amigo Leuven, nobre sueco refugiado na França, escreve a peça "O Major de Strasburgo". Em 1822 viaja à Paris, onde conhece o escritor Auguste Lafarge. A certeza de que sua vocação era escrever para o teatro, se confirmou quando assistiu a representação de Hamlet, de Shakespeare. Saiu certo de que poderia criar algo igual, ou melhor.




Em 1823 transfere-se para Paris. Em busca de emprego foi recebido pelo General Foy, amigo de seu pai, que ao ver sua bela caligrafia conclui que Dumas poderia secretariar o Duque de Orléans, futuro rei Luís Filipe. O emprego lhe garantiu seu sustento em Paris e lhe abriu caminho para a "Comédie Française". Conhece Catarina Labay, a costureira do prédio vizinho e com ela teve um filho, Alexandre Dumas (1824-1895) que ficou célebre com "A Dama das Camélias".




Continuou tramando um meio de estrear no mundo do teatro. Um funcionário lhe orienta procurar o Barão Taylor, inglês nascido na Bélgica, naturalizado francês, amigo de Vitor Hugo, comissário real junto à Comédie. Sua peça "Cristina" foi recusada pela atriz permanente do teatro, que não queria saber de representar gritos e choros, e "Cristina" foi para a gaveta.




Escreve "Henrique III e sua Corte", uma peça cheia de emoção, que teve o mérito de haver iniciado o teatro romântico na França, levado à cena pela primeira vez, na Comédie Française, em 11 de fevereiro de 1829. Além do sucesso teve a honra de ver presentes ao espetáculo o Duque de Orléans e sua comitiva.




Em 1830, explode a revolução liberal, que leva ao trono o Duque de Orléans, com o nome de Luís Filipe. Quando se restabelece a tranquilidade, Dumas volta a escrever. Leva à cena o drama "Antony", não mais baseado em temas históricos. Toda a obra versa sobre o amor de um bastardo por uma aristocrática.





Alexandre Dumas e Catarina Labay viviam separados. Dumas tinhas suas amante. Em 1840, resolve casar com uma delas, a atriz Ida Ferrier. Quatro anos depois estavam separados. Nesse mesmo ano começa a publicar no folhetim do jornal Le Siècle, "Os Três Mosqueteiros", que depois é lançado em livro. A história conta as aventuras do cavaleiro D'Artagnan e os três amigos, Athos, Porthos e Aramis, a serviço do rei Luís XIII e da rainha Ana da Áustria, enfrentado as ciladas do Cardeal Richelieu, que foi o primeiro ministro do rei Luís XIII.


O personagem DÁrtagnan foi inspirado em Charles de Batz-Castelmore, conde de Artagnan, que foi um militar francês, tendo servido ao rei Luis XIV, (Rei Sol, que governou a França por 72 anos); como capitão da guarda dos Mosqueteiros.







Entre 1844 e 1846, escreve com colaboração de Auguste Maquet, a sua obra prima "Le Comte de Monte Cristo" "O conde de Monte Cristo" inspirada na história real do sapateiro Pierre Picaud, que fica com noivo com uma mulher mais rica, e é traído por amigos invejosos.

No livro, Edmond Dantés é um imediato de navio que se torna capitão e fica noivo de Mercedes, amor secreto do amigo dele Ferdinand, que junto com Danglars que ambiciona o seu posto de capitão, traem Edmond e o mandam para a prisão.












Na prisão ele conhece uma pessoa que lhe fala de um tesouro escondido em Monte Cristo. Edmond consegue fugir da prisão, descobre o tesouro, fica rico e volta à Paris para se vingar.












Em 1850, declarado o Segundo Império, Dumas exila-se na Bélgica. De volta a Paris, em 1853, funda o jornal "Os Mosqueteiros". Em 1860, na Itália, participa da campanha de unificação de Garibaldi. Em 1861, em Nápoles, assume a direção do Museu.


Alexandre Dumas morre em Puys, França, no dia 5 de dezembro de 1870.





Fontes:
wikipedia.org
ebiografia.com
mamaesoucult.wordpress.com
google.com

terça-feira, 15 de setembro de 2026



Hoje vamos falar de mais um clássico da Literatura Universal - Illusions Perdues - Ilusões Perdidas de Honoré de Balzac.







A tradução que tenho é do Mário Quintana e Ernesto Pelanda com prefácio de Paulo Ronái, de 1978 da Editora Abril.

O autor nasceu em Tours na França em 1799, filho de um modesto funcionário e uma mãe burguesa.




Estudou direito em Paris, mas, desiludido com os rumos da carreira resolveu ser escritor. Antes teve uma pequena tipografia que faliu, deixando-o muito endividado.







Escreveu uma vasta obra intitulada "Comédia da Vida Humana" onde constam narrações de costumes como da vida privada, vida parisiense, vida no campo, vida política e vida militar.
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Em toda a primeira parte, batizada de “Dois poetas”, Balzac descreve a vida na pacata Angoulême, colocando sua lente de aumento na vida de um sonhador Lucien que almeja fazer sucesso em Paris como poeta; de seu melhor amigo, David Séchard, que passa a tocar a ultrapassada tipografia de seu pai (um velho avarento, que não dá ponto sem nó); de Ève (Eva), irmã de Lucien, por quem David se apaixona; e o núcleo aristocrático comandado pela senhora de Bargeton, que será amante de Lucien e, como ele, sonha com os esplendores da capital. Na segunda parte, “Um grande homem de província em Paris”, ele pinta (para usar uma expressão do próprio autor) os costumes íntimos da vida parisiense, com a chegada da senhora de Bargeton e Lucien. Nesse capítulo, o maior do livro, o escritor flagra com ironia a vida cultural da grande cidade, principalmente o meio corrompido do jornalismo e do espetáculo teatral. Na última parte, “Os sofrimentos do inventor”, Balzac volta-se ao cotidiano de Angoulême, retratando as dificuldades de David Séchard com sua gráfica e o retorno de Lucien, após a experiência vivida na metrópole.




Dois poetas:


Nessa primeira parte o autor descreve suas dificuldades com a tipografia e o sonho de ser um grande escritor.






" Na época em que começa esta história, a impressora de Stanhope e os rolos de de distribuição de tinta não funcionavam ainda nas pequenas tipografias da província. Não obstante a especialidade de que a põe em relação com a tipografia parisiense. Angoulême ainda se servia de prensas de madeira, às quais a língua deve a expressão: 'fazer gemer os prelos', atualmente sem aplicação." (p.15)




Ilusões Perdidas é a narrativa mais extensa de Balzac, foi escrita entre 1836 e 1843.
Balzac cria um personagem provinciano e ambicioso com veleidades literárias. Lucien de Rubempré é o fio condutor da narrativa que engloba não apenas os costumes da província ou da capital, mas principalmente a produção cultural do período — campo fértil para o sarcasmo do autor. Os retratos que vai traçando com riqueza de detalhes, lançando mão do naturalismo, sem medo de perder o ritmo — sempre envolvente — de sua ação, deslumbram o leitor de qualquer época da história. Não deixa de ser interessante observar hoje, passados quase dois séculos de sua criação, como Ilusões perdidas mantém seu frescor e até mesmo sua atualidade.


A segunda parte, "Um grande homem da província em Paris" é a mais longa das três partes.




As primícias de Paris



"Jamais Luciano ou a Sra. de Bargeton, e sequer Gentil ou Albertina, a criada de quarto, falaram dos acontecimentos daquela viagem; mas, fácil é supor quanto a continua presença de outras pessoas a tornou sem graça para um enamorado que imaginava todos os prazeres de um rapto." (p.89)


Paris séc. XIX




Luciano, ao chegar a Paris, percebe-se bem miserável diante da elegância parisiense. Pobre e pouco familiarizado com os costumes da capital, ele comporta-se de modo ridículo na Ópera, onde dá seus primeiros passos na nova vida, o que faz com que Madame de Bargeton, aconselhada por sua prima marquesa d'Espard, abandone-o rapidamente para não comprometer-se diante da alta sociedade parisiense. Suas tentativas para publicar seus livros fracassam. Ele encontra então um jovem filósofo liberal, Daniel d'Arthez, que o introduz ao Cenáculo, um círculo de homens jovens de tendências políticas e ocupações diversas que compartilham, em uma amizade perfeita, uma vida ascética ao serviço da arte ou da ciência. Luciano frequenta o Cenáculo durante algum tempo. Todavia, demasiado impaciente para obter sucesso pela via árdua só do trabalho literário, ele cede à tentação do jornalismo, um universo corrompido no qual ele consegue rapidamente fazer sucesso. Luciano passa a assinar seus artigos como Luciano de Rubempré (sobrenome aristocrático de sua mãe antes do casamento). Apaixona-se por uma jovem atriz, Coralie (Corália), e leva uma vida de luxo com ela. Sua ambição leva-o a interessar-se pela política e, de um jornal liberal, ele passa a escrever para um jornal monarquista. Esta falta total de princípios é mal vista no meio jornalístico: seus antigos amigos atacam-no violentamente, seus novos colegas não o suportam. Ele logo se arruína; a isto adiciona-se a morte de Corália. Luciano resolve finalmente voltar a Angoulême para solicitar a ajuda de David a quem ele já havia pedido ajuda financeira em várias ocasiões, inclusive falsificando sua assinatura em notas falsas que levariam seu amigo à completa ruína.


A terceira parte: "Os sofrimentos de um inventor"



"Depois da partida de Luciano para Paris, David Séchard, esse verdadeiro boi, corajoso e inteligente como o que deram os pintores de companheiro ao evangelista, resolveu fazer a grande e rápida fortuna que almejara, menos para si mesmo que para Eva e Luciano, uma noite em que Eva e ele estavam sentados à margem do Charente, e em que ela lhe dera a mão e o coração." (p. 265)


David, depois de numerosas experiências, encontra enfim o processo de fabricação de papel que tanto procurara; mas os irmãos Cointet, concorrentes de David, o arruínam com a ajuda de um espião, Cérizet, empregado na tipografia de David, para obter seu segredo. David é preso por não quitar as dívidas feitas por Luciano em Paris. Por causa da catástrofe que causou à família, Luciano decide suicidar-se. Porém, quando iria afogar-se, é impedido por um misterioso padre espanhol, Carlos Herrera, que oferece-lhe dinheiro, glória e vingança, sob a condição de que Luciano o obedecesse cegamente a partir de então. Luciano aceita o pacto. Ele envia a David a soma necessária de dinheiro para quitar suas dívidas e parte para Paris com o padre estranho. David chega a um acordo com os irmãos Cointet para que estes explorem sua invenção. David e Eva retiram-se para viver no campo, de forma bucólica, simples e apaixonada, no pequeno vilarejo de Marsac.



O estilo de vida das províncias é justaposto ao das metrópoles; Balzac contrasta o ritmo de Angoulême e Paris, os diferentes padrões (como o de preço) das duas cidades.


Balzac explora a natureza da vida artística de Paris em 1821-1822. Lucien, que ainda não era um autor com obras publicadas no início do romance, falha na publicação de sua obra em Paris e, durante o tempo que passa na capital, nada escreve em consequência disso. Daniel d’Arthez, por outro lado, não busca ativamente a fama literária: ela vem a ele naturalmente devido ao seu sólido mérito literário.


Balzac denuncia o jornalismo, apresentando-o como a mais perversa forma de prostituição intelectual.


Balzac mostra a duplicidade - as duas faces - de todas as coisas, seja em Paris ou Angoulême. Por exemplo, o personagem Lucien de Rubempré possui dois sobrenomes conforme os lugares que frequenta (na alta sociedade envergonha-se do sobrenome Chardon, de seu pai boticário, e passa a usar o sobrenome de sua mãe); embora amigo de David Séchard, o notário Petit-Claud conduz o processo contra seu cliente sem que este desconfie; o teatro e a alta sociedade vivem ambos de aparências; o padre Carlos Herrera não é padre, mas criminoso, etc.




Fontes:


Balzac, Honoré de - Ilusões perdidas - Abril Cultural - 1978
estacaoliberdade.com.br
google.com
wikipedia.org


sexta-feira, 11 de setembro de 2026

Hoje está fazendo 25 anos dos ataques ao World Trade Center e ao Pentágono.


O que parecia, e  principio, ser um acidente, logo depois mostrou-se como o maior atentado terrorista aos EUA.




O dia 11 de setembro de 2001 entrou para a história como uma das datas mais sombrias da contemporaneidade. Naquela manhã, quatro aviões comerciais foram sequestrados por integrantes da rede terrorista Al-Qaeda, liderada por Osama bin Laden. Dois deles colidiram contra as Torres Gêmeas do World Trade Center, em Nova Iorque; um atingiu o Pentágono, sede do Departamento de Defesa dos EUA; e o quarto, com destino a outro alvo estratégico em Washington, caiu na Pensilvânia após resistência dos passageiros.


Osama Bin Laden



Este evento não apenas abalou a sociedade norte-americana, mas também provocou mudanças estruturais na segurança mundial, nas políticas externas dos Estados Unidos e na percepção global sobre o terrorismo transnacional.

O atentado foi resultado de uma série de fatores geopolíticos. Entre eles, destacam-se o crescimento do fundamentalismo islâmico, a presença militar dos EUA no Oriente Médio e as tensões históricas envolvendo Israel, Palestina e países árabes. A Al-Qaeda utilizou uma estratégia simbólica: atacar ícones da economia (World Trade Center) e do poder militar (Pentágono).

Atentado ao Pentágono

A ação foi muito bem planejada, e a execução foi quase perfeita, uma vez que o quarto avião, voo United 93, foi derrubado numa luta entre os terroristas e os passageiros, não atingindo o objetivo que seria a Casa Branca ou o Congresso.



Fontes:

wikipedia.org
google.com
cafepolitico.com.br
ndmais.com.br



Vamos falar hoje de objeto direto e objeto indireto. O objeto direto e o indireto são termos integrantes da oração que completam o se...