Vamos falar da Crase.
De modo geral, não se usa crase:
Diante de palavras masculinas.
Fomos a pé até a escola.
Ela comprou o carro a prazo.
Ele anda a cavalo todo domingo.
Diante de verbos.
Ele estava prestes a correr de medo.
Ela não tinha nada a declarar.
Diante do artigo indefinido “uma”.
Não dê confiança a uma pessoa que sempre mente.
Em expressões com palavras repetidas.
Eles ficaram cara a cara.
No dia a dia, tudo é mais corrido.
Quero vê-lo face a face.
Diante de pronomes pessoais, inclusive os de tratamento (com exceção de dona, senhora e senhorita).
Não disse nada a ela.
A advogada referia-se a vossa excelência.
Diante da palavra casa no sentido de “lar”, “residência”, não havendo um determinante.
João foi a casa descansar.
Diante da palavra terra em oposição a bordo.
Conseguimos voltar a terra depois da tempestade.
Diante de pronomes interrogativos e a maior parte dos indefinidos, relativos e demonstrativos.
Ela se referia a quem na ocasião?
Bom dia a todos.
O projeto se estende a qualquer pessoa em situação de rua.
Essa é a garota a que ele fez menção outro dia.
Diante de palavra no plural.
Maria agarrava-se a missões cada vez mais difíceis.
Diante de numeral cardinal.
Estamos a duas horas a pé da cidade.
Crase facultativa
Há casos em que o uso da crase é optativo, pois optativo é o uso do artigo definido. São exemplos:
Diante de pronomes possessivos femininos:
Ele se referia à minha mãe.
Ele se referia a minha mãe.
Diante de nome próprio feminino:
O texto fazia menção à Maria.
O texto fazia menção a Maria.
Obs.: Quando não há proximidade/intimidade entre o interlocutor e a mulher sobre a qual se fala, recomenda-se não usar artigo definido e, portanto, o acento indicador da crase.
Dicas sobre o uso da crase
Como saber se há crase ou não antes de nome de lugar?
Se surgirem dúvidas sobre a presença da crase antes de nome de lugar, basta substituir o verbo por algum em que apareça a preposição “de” ou “em” (como vir, voltar) que será possível visualizar a presença ou não do artigo e, portanto, da crase. Veja os exemplos a seguir:
Vou a Paris. (Vim de Paris)
Vou à Bahia. (Volto da Bahia)
Perceba que, ao fazer a troca de “Vou a Paris” por “Vim de Paris”, notamos que o termo “Paris” não admite o artigo, mas puramente a preposição, logo não há crase. Diferente é o caso do nome próprio “Bahia”, que admite o artigo (Volto da Bahia).
