sexta-feira, 4 de setembro de 2026



Hoje vamos falar de Adjuntos.




Os adjuntos são termos acessórios da oração, não sendo portanto indispensáveis para sua compreensão, mas tornam o sentido e o significado da oração mas específico.


Os adjuntos se classificam em adjuntos adnominal e adverbial.


Nominal: Adjunto Adnominal é o termo que tem valor de adjetivo, servindo para especificar ou delimitar o significado de um substantivo em qualquer que seja a função sintática exercida por este.


Adjuntos adnominal assumem uma função adjetiva, podendo ser formados por adjetivos e numerais, pronomes e locuções adjetivas. Esse termo da oração pode ser facilmente confundido com outros dois: o predicativo e o complemento nominal. Apesar da semelhança, eles têm funções diferentes e podem ser identificados na própria oração.


Adjetivos:

O dia ensolarado está contagiante.
Seu sorriso maroto é lindo.

Nas orações acima os adjuntos adnominais funcionam como adjetivo:

O dia está contagiante (ensolarado dá uma qualidade ao dia, ou seja é um adjetivo) Notem que sem o adjunto a frase já tinha sentido.



Locuções Adjetivas:

O passeio de campo nos deixou exaustas.
A água da chuva regou todas as plantas.

Nas orações acima, as locuções adjetivas, poderiam ser substituídas por adjetivos. (de campo - campestre; da chuva pluvial).



Pronome adjetivo:

Minha culpa é meu segredo
Este teu olhar felino incendeia (Clarice Lispector)

Artigos:

Um novo sonho ressurgiu.
Os alunos surpreenderam os professores.

Nas frases acima os artigos um e os, são artigos que funcionam nessas frases como adjunto adnominal.



Numerais:

O primeiro candidato já se apresentou.
A décima colocada no concurso é muito esforçada.

Orações adjetivas
Não quero saber do lirismo que não é libertação.
Admiro as pessoas que persistem.



Adjuntos adverbiais
A função do adjunto adverbial é simples: modificar o Verbo da oração, seja indicando alguma circunstância em que o processo verbal é desenvolvido ou intensificando o verbo, um adjetivo pu um advérbio. O adjunto adverbial é uma função sintática realizada pelos advérbios e locuções adverbiais, e sua classificação é feita de acordo com a circunstância expressa.


Exemplos:

Talvez eu viaje amanhã. – Adjunto adverbial de dúvida.

Eu não quero sair de casa. – Adjunto adverbial de negação.

Treinei muito para este dia. – Adjunto adverbial de intensidade.

Nas locuções adverbiais, é preciso ter muita atenção com à preposição utilizada. A mudança da preposição pode mudar toda a circunstância expressa pela locução.

Exemplo: “Vim do trabalho” e “Vim para o trabalho”. Ambos expressam uma circunstância de lugar, mas o primeiro indica origem (“do”) e o segundo indica destino (“para o”).






Fontes:

gramatica.net.br/adjunto
brasilescola.uol.com.br/gramatica
wikipedia.org
portugues.com.br
todamateria.com.br

quinta-feira, 3 de setembro de 2026


Hoje vamos falar do Advérbio.


Compare estes exemplos:


O ônibus chegou.


O ônibus chegou ontem.


A palavra ontem acrescentou ao verbo chegar uma circunstância de tempo: ontem é um advérbio.


Marcos jogou bem.


Marcos jogou muito bem.


A palavra muito intensificou o sentido do advérbio bem: muito, aqui, é um advérbio.


A criança é linda.


A criança é muito linda.


A palavra muito intensificou a qualidade contida no adjetivo linda: muito, nessa frase, é um advérbio.




Advérbio, portanto, é uma palavra invariável que modifica o sentido do verbo, do adjetivo e do próprio advérbio.


Às vezes, um advérbio pode se referir a uma oração inteira; nessa situação, normalmente transmitem a avaliação de quem fala ou escreve sobre o conteúdo da oração.


Por exemplo:


As providências tomadas foram infrutíferas, lamentavelmente.


Quando modifica um verbo, o advérbio pode acrescentar várias ideias, tais como:


Tempo: Ela chegou tarde.


Lugar: Ele mora aqui.


Modo: Eles agiram mal.


Negação: Ela não saiu de casa.


Dúvida: Talvez ele volte.




Observações:
- Os advérbios que se relacionam ao verbo são palavras que expressam circunstâncias do processo verbal, podendo assim, ser classificados como determinantes.


Por exemplo:


Ninguém manda aqui!


mandar: verbo
aqui: advérbio de lugar = determinante do verbo.


- Quando modifica um adjetivo, o advérbio acrescenta a ideia de intensidade.


Por exemplo:


O filme era muito bom.


- Na linguagem jornalística e publicitária atuais, têm sido frequentes os advérbios associados a substantivos:


Por exemplo:
" Isso é simplesmente futebol" - disse o jogador.


"Orgulhosamente Brasil" é o que diz a nova campanha publicitária ufanista.




Os advérbios podem assumir um grau comparativo de igualdade, inferioridade ou superioridade, como pode ser visto respectivamente nos exemplos abaixo.


Ele era tão esperto quanto eu.
Ele era menos esperto que eu.
Ele era mais esperto que eu.






Grau superlativo:


Os advérbios podem variar para expressar uma maior intensidade, e isso pode se dar dos seguintes modos:


Analítico: ocorre pela a adição de um advérbio de intensidade.


Exemplos: muito calmamente, devagar demais, muito distante.


Sintético: obtido pela adição do sufixo -íssimo.


Exemplos: muitíssimo, pouquíssimo.


É comum, na linguagem coloquial, o uso do diminutivo, e algumas vezes até do aumentativo, para dar aos advérbios um valor superlativo.


Exemplos: Vamos andar devagarinho, dormiu cedinho, chegou tardão.




Fontes:




gramatica.com.br
gramatica.net.br
gramaticaportuguesa.blogs.sapo.pt
portugues.com.br

quarta-feira, 2 de setembro de 2026

 Se escreve com X ou CH  ?






O que são fonemas?
Antes de saber como utilizar X e CH, é importante saber o porquê das dúvidas em relação a esse assunto. E a razão disso, são os fonemas.


Mas afinal, o que são fonemas?


Um fonema pode ser entendido como qualquer um dos traços que atuam na distinção de um som na fala. Ou seja, são os sons de uma língua.


Temos alguns exemplos na língua portuguesa em que fonemas são representados por letras diferentes.


Deve-se empregar o "x" após os ditongos (encontros vocálicos = vogal + semivogal em uma mesma sílaba).

Exemplos:
ameixa, feixe, caixa, trouxa, frouxo, gueixa, peixe, queixo, baixo, encaixar, paixão, rebaixar etc.


EXCEÇÃO: recauchutar (mais seus derivados) e caucho (espécie de árvore que produz o látex).



Emprega-se também o x:
Após as sílabas "en" e "me"
Exemplos:
enxada, enxurrada, enxame, enxaqueca, enxerido, enxovalho, enxugar, etc.



Nas palavras de origem indígena ou africana:
Exemplos:
xavante, xingar, xique-xique, xará, xerife, xampu.


Outras palavras com X:
bexiga, xucro, lixo, bruxa, caxumba, laxativo, laxante, maxixe, paxá, etc.



Usamos X depois da sílaba inicial me-. 

Exemplos: mexer, mexido, mexerica, mexilhão. Essa é uma regra muito cobrada, especialmente com a palavra mexer, porque muitos estudantes escrevem incorretamente com CH. A forma correta é mexer, com X.

Atenção, porém, a uma exceção muito conhecida: mecha, com CH, quando significa porção de cabelo ou pavio. Por exemplo: Ela pintou uma mecha do cabelo. Já mexa, com X, é forma do verbo mexer: Não mexa nos meus livros. Essa diferença é excelente exemplo de pegadinha de prova.


Palavras escritas com CH:

Regras de uso do CH



Em palavras de origem latina ou germânica: as palavras que são originalmente de origem latina ou germânica utilizam o dígrafo ch

chave

chapéu




- Em palavras que derivam de outras que já utilizavam ch: as palavras que são derivadas de termos primitivos escritos com ch permanecem com a mesma grafia.

Chave: chaveiro, chavezinha.

Outras palavras que se escreve com CH :

Cochilar, charque, chuchu, chope, chimarrão, ficha, cochicho, cochilo, flecha, inchar, cachimbo, chope, pechinchar, penacho, salsicha, bochecha, brecha, comichão,chute, debochar, fachada, fechar, linchar, cochilar, mochila, piche, pichar, tchau, etc


Existem também as palavras que podem ser escritas tanto com X quando com CH, alterando seu significado de acordo com o que é utilizado, exemplo:


- cheque (ordem de pagamento)
- xeque (jogada do xadrez)


- cocho (vasilha para alimentar animais)
- coxo (capenga, imperfeito)


- chá (planta para preparo de bebida)
- xá (título do antigo soberano do Irã)

Fontes:

comoescreve.com
brasilescola.uol.com.br
escolaliteraria.com
google.com

terça-feira, 1 de setembro de 2026



Preposição e Conjunção




Preposição e conjunção são classes de palavras conhecidas como conectivos, pois ligam elementos dentro das frases. Entender a diferença entre elas é fundamental para a análise sintática e a construção de períodos corretos. Vamos aprender de forma prática a identificar e usar cada uma.


O que são preposições?

As preposições são palavras imprescindíveis para a coesão textual, pois estabelecem relações de sentido entre os termos de uma oração. Elas funcionam como um elo, ligando termos de mesma função ou orações.

Na prática, as preposições não possuem um significado próprio, mas indicam noções como posse, lugar, tempo, causa, modo, finalidade, entre outras. Alguns exemplos comuns são: a, de, em, com, por, para, sobre, entre, até.

Além das preposições simples, existem também as locuções prepositivas, que são formadas por duas ou mais palavras com a mesma função, como a fim de, de acordo com, em vez de etc.

Dominar o uso das preposições é fundamental para escrever de forma clara e objetiva, evitando construções ambíguas ou inadequadas. Nos próximos tópicos, aprofundaremos essa questão e veremos como diferenciar as preposições de outros conectivos, como as conjunções.
O que são conjunções?

As conjunções são palavras indispensáveis para a organização e a fluidez dos textos, pois estabelecem relações lógicas entre orações ou entre termos de mesma função sintática. Diferentemente das preposições, que ligam palavras dentro de uma mesma estrutura, as conjunções conectam ideias, criando sentido e coesão na construção textual.

Elas podem expressar diversos tipos de relação, como adição (e, nem), oposição (mas, porém), causa (porque, pois), conclusão (portanto, logo), condição (se, caso), comparação (como, assim como), entre outras.

As conjunções podem ser classificadas em dois grandes grupos:

● Coordenativas: ligam orações ou termos independentes entre si. Exemplo: Gosto de português e matemática.

● Subordinativas: conectam orações dependentes, em que uma complementa o sentido da outra. Exemplo: Vou estudar mais porque quero passar no concurso.

Entender o uso das conjunções é essencial para a produção de textos bem estruturados e argumentativamente fortes, sendo um aspecto importante para quem deseja aprimorar a redação, especialmente em provas e concursos.
Diferenças fundamentais entre preposições e conjunções

Embora tanto as preposições quanto as conjunções sejam conectivos importantes para a coesão textual, elas possuem funções e características distintas. Entender essas diferenças é fundamental para a correta construção de frases e para evitar confusões na escrita e na interpretação de textos. Veja as principais diferenças:
1. Função na oração

● Preposição: liga palavras dentro de uma mesma estrutura, estabelecendo relação de dependência entre elas. Exemplo: Gosto de literatura. (“de” liga “gosto” a “literatura”).

● Conjunção: conecta orações ou termos de mesma função sintática, indicando relações lógicas entre eles. Exemplo: Gosto de literatura, mas prefiro história. (“mas” estabelece uma relação de oposição entre as orações)
2. Sentido que estabelecem

● Preposição: indica relações de posse, lugar, tempo, causa, meio, finalidade, entre outras. Exemplo: O livro de português é excelente. (indica posse)

● Conjunção: estabelece relações como adição, oposição, causa, consequência, condição, comparação etc. Exemplo: Não fui à aula porque estava doente. (indica causa).
3. Independência das orações

● Preposição: não altera a independência da oração, pois apenas liga palavras dentro de uma mesma construção.

● Conjunção: pode conectar orações independentes (conjunções coordenativas) ou criar uma relação de dependência entre elas (conjunções subordinativas).
4. Estrutura e flexibilidade

● Preposição: geralmente exige um complemento e não pode ser retirada sem comprometer o sentido da frase.

● Conjunção: pode ser substituída por outra de mesmo valor sem afetar a estrutura gramatical da oração, apenas modificando o sentido lógico.

Saber diferenciar esses conectivos ajuda a construir frases mais claras e coerentes, tornando a comunicação mais precisa.
A Diferença Fundamental


A diferença principal está no que cada uma conecta e no tipo de relação que estabelece.


1. Preposição: Liga Palavras


A preposição liga duas palavras ou dois termos dentro de uma mesma oração, estabelecendo uma relação de subordinação entre eles.


Exemplo: O livro de Maria está sobre a mesa.


Aqui, "de" liga "livro" a "Maria" (relação de posse). "Sobre" liga "está" a "mesa" (relação de lugar).


Estrutura: Termo + Preposição + Termo.


2. Conjunção: Liga ORAÇÕES


A conjunção liga duas orações (dois verbos), estabelecendo uma relação de coordenação ou subordinação entre as ideias.


Exemplo: Fui ao mercado e comprei frutas.


Aqui, "e" liga a oração "Fui ao mercado" à oração "comprei frutas".


Estrutura: Oração + Conjunção + Oração.




Fontes:

wikipedia.org
www.projetoagathaedu.com.br/blog
professora.adrianafigueiredocursos.com.br/blog

segunda-feira, 31 de agosto de 2026

 Vamos falar da Crase.




A crase (`) serve para evitar a repetição da letra "a" nas situações em que precisamos utilizar o artigo definido a, ou os pronomes aquela, aquele e aquilo, junto com a preposição a.

Exemplos:

Vamos à praia?
Fui às compras ontem.
Devo tudo àquela pessoa que me ajudou.

A crase deve ser usada nos seguintes casos:

- antes de palavras femininas;
- na indicação de horas;
- nas locuções adverbiais, prepositivas e conjuntivas femininas;
- antes da expressão "à moda de", mesmo quando ela esteja       subentendida.


1. Antes de palavras femininas

Exemplo: Vou à padaria (a + a).

A crase serve para evitar que se escreva a a (vou a a padaria), porque quem vai, vai a algum lugar. E como "padaria" é uma palavra feminina, antes dela colocamos um "a" = a padaria.

Agora, repare: Vou a o cabeleireiro = Vou ao cabeleireiro (a + o).

Mais exemplos:

Muito açúcar faz mal à saúde.
Refiro-me à morena.
Vou à praça e já volto.
2. Na indicação de horas

Exemplos:

A aula começa às 8h.
Ela trabalha das 9h às 18h.
A consulta é às 14h.

Usamos crase quando se indica um horário, como nos exemplos acima.

No entanto, quando falamos em horas contadas, não usamos crase. Por exemplo: 

As duas horas de aula pareciam não ter fim.

A crase também não é usada se antes das horas estiverem as preposições após, desde, entre, para. Por exemplo: 

Venha após as 14h.

3. Nas locuções adverbiais, prepositivas e conjuntivas femininas

Exemplos:

Falaremos à noite.
Às custas dela, ficou de castigo.
Chorava de rir à medida que falava.

Usamos crase nas locuções adverbiais, prepositivas e conjuntivas que contenham palavras femininas, como nos exemplos acima.



São locuções adverbiais: 

à direita, à esquerda, às vezes, à tarde, à noite.

São locuções prepositivas:

à(s) custa(s) de, à exceção de, à mercê de, à proporção de, à volta de, às expensas de.

São locuções conjuntivas:

à medida que, à proporção que.

4. Antes da expressão "à moda de", mesmo quando ela esteja subentendida

Exemplos:

Fez um gol à Pelé. (Fez um gol à moda de Pelé.)
Gosta de poemas à Drummond. (Gosta de poemas à moda de Drummond.)
Veste-se à Chanel. (Veste-se à moda de Chanel.)

Usamos crase na expressão "à moda de", mesmo quando ela esteja subentendida na frase.

De modo geral, não se usa crase:

  1. Diante de palavras masculinas.

Fomos a pé até a escola.

Ela comprou o carro a prazo.

Ele anda a cavalo todo domingo.

  1. Diante de verbos.

Ele estava prestes a correr de medo.

Ela não tinha nada a declarar.

  1. Diante do artigo indefinido “uma”.

    Não dê confiança a uma pessoa que sempre mente.

  2. Em expressões com palavras repetidas.

    Eles ficaram cara a cara.

    No dia a dia, tudo é mais corrido.

    Quero vê-lo face a face.

  3. Diante de pronomes pessoais, inclusive os de tratamento (com exceção de dona, senhora e senhorita).

    Não disse nada a ela.

    A advogada referia-se a vossa excelência.

  4. Diante da palavra casa no sentido de “lar”, “residência”, não havendo um determinante.

    João foi a casa descansar.

  5. Diante da palavra terra em oposição a bordo.

    Conseguimos voltar a terra depois da tempestade.

  6. Diante de pronomes interrogativos e a maior parte dos indefinidos, relativos e demonstrativos.

Ela se referia a quem na ocasião?

Bom dia a todos.

O projeto se estende a qualquer pessoa em situação de rua.

Essa é a garota a que ele fez menção outro dia.

  1. Diante de palavra no plural.

    Maria agarrava-se a missões cada vez mais difíceis.

  2. Diante de numeral cardinal.

    Estamos a duas horas a pé da cidade.

Crase facultativa

Há casos em que o uso da crase é optativo, pois optativo é o uso do artigo definido. São exemplos:

  1. Diante de pronomes possessivos femininos:

    Ele se referia à minha mãe.

    Ele se referia a minha mãe.

  2. Diante de nome próprio feminino:

    O texto fazia menção à Maria.

    O texto fazia menção a Maria.

Obs.: Quando não há proximidade/intimidade entre o interlocutor e a mulher sobre a qual se fala, recomenda-se não usar artigo definido e, portanto, o acento indicador da crase.


Dicas sobre o uso da crase

  • Como saber se há crase ou não antes de nome de lugar?

Se surgirem dúvidas sobre a presença da crase antes de nome de lugar, basta substituir o verbo por algum em que apareça a preposição “de” ou “em” (como vir, voltar) que será possível visualizar a presença ou não do artigo e, portanto, da crase. Veja os exemplos a seguir:

Vou a Paris. (Vim de Paris)

Vou à Bahia. (Volto da Bahia)

Perceba que, ao fazer a troca de “Vou a Paris” por “Vim de Paris”, notamos que o termo “Paris” não admite o artigo, mas puramente a preposição, logo não há crase. Diferente é o caso do nome próprio “Bahia”, que admite o artigo (Volto da Bahia).

Antes de nomes de cidades, não há artigo; nessa situação, portanto, não ocorre crase: "Ir a São Paulo", "ir a Campinas", "ir a Fortaleza", "ir a Cuiabá", "ir a Paris", "ir a Nova York", "ir a Roma" etc.

Observe-se, entretanto, que isso não ocorre com os nomes de Estados, regiões ou países. No caso desses topônimos, vale a tradição, segundo a qual alguns recebem o artigo e outros não. Assim: "Ir a Israel", "ir a Cuba", "ir à Itália", "ir à França", "ir ao Egito", "ir ao Brasil", "ir à China" etc.

Para facilitar, vale a dica: substitua o verbo "ir" pelo "vir" e experimente a preposição "de", contraída ou não com os artigos, diante dos nomes de lugar. Assim: "Vir de Paris" (sem artigo), "vir da Itália" (com artigo), "vir de Israel" (sem artigo), "vir da Europa" (com artigo), "vir de Belo Horizonte" (sem artigo), "vir de Natal" (sem artigo). Esse "truque" permite testar a existência do artigo antes dos topônimos em geral. Havendo artigo feminino, ocorrerá a crase. Nos demais casos, não.


Fontes:

portugues.com.br
todamateria,com.br
uol.com.br
brainly.com.br
google.com

sexta-feira, 28 de agosto de 2026

Síndrome de Estocolmo 


Síndrome de Estocolmo ou síndroma de Estocolomo (Stockholmssyndromet em sueco) é uma condição ou teoria proposta que tenta explicar por que, às vezes, reféns desenvolvem um vínculo psicológico com seus captores. Supõe-se que resulte de um conjunto bastante específico de circunstâncias, ou seja, os desequilíbrios de poder contidos em situações de reféns, sequestros e relacionamentos abusivos. Portanto, é difícil encontrar um grande número de pessoas que experimentam a síndrome de Estocolmo para conduzir estudos com qualquer tipo de validade ou tamanho de amostra útil. Isso dificulta determinar tendências no desenvolvimento e nos efeitos da condição e na verdade é uma "doença contestada" devido a dúvidas sobre a legitimidade da condição.

Em 23 de Agosto de 1973, dois assaltantes invadiram um banco em Estocolmo, localizado na Suécia. Após a chegada da polícia, os dois assaltantes fizeram quatro funcionários do banco como reféns, por seis dias.




Quando os policiais fizeram o procedimento para libertação das vítimas, as mesmas não aceitaram a ajuda das autoridades e usaram seus próprios corpos como forma de proteger a integridade física dos assaltantes.


Esta síndrome acontece sem que a vítima tenha consciência disso, uma vez que o objetivo inicial é proteger a sua própria integridade, mas, após “entrar na jogada” do sequestrador/assaltante/agressor, o estágio emocional e de estresse é extremo, que faz a vítima acreditar que qualquer gesto gentil do agressor seja para proteger sua vítima, o que gera facilmente o sentimento de empatia, já que, naquele momento, existe apenas a vítima e o agressor.



Nesse episódio de 1973, que deu origem ao nome ¨Síndrome de Estocolmo¨, Jan-Erik Olsson era um criminoso condenado que desapareceu enquanto estava em licença da prisão e depois assaltou um banco e fez quatro reféns. Durante as negociações que se seguiram, o ministro sueco da Justiça, Lennart Geijer, permitiu que o ex-colega de cela e amigo de Olsson, Clark Olofsson, para ser trazido da prisão para o banco. Embora Olofsson fosse um criminoso de carreira de longa data, foi considerado improvável que ele estivesse ligado a Olsson. Notoriamente, os reféns então se uniram a seus captores e pareciam protegê-los.



A polícia cercou o local, posicionando franco-atiradores no entorno. Os assaltantes refugiaram-se no cofre do banco, mantendo os reféns com eles. Um policial então entrou no banco e fechou a porta do cofre, trancando tanto os bandidos como os reféns do grupo em seu interior.









Foi nesse momento que a história ficou estranha. De dentro do cofre, Kristin Enmark, que estava entre os reféns, telefonou para o primeiro-ministro sueco e implorou para que seus captores fossem autorizados a sair. Mais estranho ainda, ela afirmou que gostaria de ir com eles.










O primeiro-ministro recusou a ideia, a polícia começou a se preparar para invadir o cofre. Os criminosos concordaram em deixar o local, mas os reféns ofereceram-se a servir como escudos humanos, protegendo seus captores da possibilidade de serem mortos a tiros pela polícia.





Clark Olofsson



Deve-se notar, no entanto, que os reféns estavam, na verdade, simplesmente desconfiados da polícia e de sua disposição de arriscar a vida dos reféns. A polícia finalmente montou um ataque com gás lacrimogêneo cinco dias depois da crise, e os ladrões se renderam.







Posteriormente, os reféns se recusariam a testemunhar no tribunal contra os assaltantes - e inclusive arrecadariam dinheiro para financiar a defesa dos acusados.


Olsson foi condenado a 10 anos pelo roubo, e Olofsson foi finalmente absolvido. As ações aparentemente paradoxais dos reféns levaram a um grande interesse acadêmico e público no caso, suscitando debates sobre o apego dos reféns aos seus captores.


Fontes:


wikipedia.org
google.com
psicologosberrini.com.br
bbc.com
oglobo.globo.com
g1.globo.com

quinta-feira, 27 de agosto de 2026

Vamos falar hoje de Nicolau Copérnico.




Nicolau Copérnico

Nicolau Copérnico, um dos pais da astronomia moderna, nasceu em Tourum, na Polônia, em 19 de fevereiro de 1473. Seu nome de batismo era MIkolaj Kopernik.

Copérnico era monge, matemático e astrônomo. É autor da Teoria Heliocêntrica, segundo a qual o Sol é o centro do sistema solar.

Até então, a Igreja Católica – que controlava o poder religioso, político e econômico na Idade Média – adotava a Teoria Geocêntrica, em que a Terra era o centro do universo.

Essa teoria tinha como base os estudos de Aristóteles e foi elaborada por Cláudio Ptolomeu, um astrônomo e geógrafo do século II. Por isso, também era chamada de Teoria Ptolomaica.



Quando Copérnico tinha 10 anos de idade, seu pai morreu e a família ficou sob os cuidados de seu tio materno, Lucas Watzenrode, que mais tarde se tornou bispo de Warmia, cidade no norte da Polônia. O fato ocorreu em 1489 e permitiu que Copérnico recebesse uma boa educação.

Como o Museu indica, o jovem estudou na Academia de Cracóvia, na Polônia, onde adquiriu um amplo conhecimento das ciências humanas e uma grande paixão pelo estudo da astronomia. Ele também foi educado na Itália, onde estudou direito e medicina e obteve um doutorado em direito canônico em 1503.

No mesmo ano, deixou a Itália e voltou para Warmia. Seu tio conseguiu um emprego para Copérnico como professor em Wroclaw (cidade no sudoeste da Polônia), embora, na realidade, ele tenha se dedicado principalmente a trabalhos administrativos e médicos.




Na época de Copérnico, a maioria das pessoas acreditava na teoria do astrônomo grego Cláudio Ptolomeu, que mais de mil anos antes havia dito que a Terra era o centro do Universo e que o planeta permanecia imóvel, como explica a Nasa.

De acordo com a agência norte-americana, Copérnico achava que a teoria de Ptolomeu estava incorreta. Assim, em algum momento entre 1507 e 1515, ele divulgou pela primeira vez os princípios de sua teoria heliocêntrica.

O astrônomo propôs que a Terra e os demais planetas giravam em torno do Sol e que, além de orbitar anualmente em torno do Sol, a Terra girava uma vez por dia em seu próprio eixo. Ele também argumentou que mudanças lentas de longo prazo na direção do eixo da Terra explicavam a precessão dos equinócios, informa a Britannica.

De acordo com a enciclopédia, "a teoria de Copérnico teve consequências importantes para pensadores posteriores da Revolução Científica, incluindo figuras relevantes como Galileu Galilei, Johannes Kepler, René Descartes e Isaac Newton".

Além disso, a Nasa ressalta que as observações de Copérnico sobre os céus foram feitas a olho nu, pois o telescópio não existia até então.

O astrônomo expressou a teoria heliocêntrica em sua principal obra – “Sobre as Revoluções dos Orbes Celestes” – escrita em latim, e cujo manuscrito foi concluído em 1530, embora não tenha decidido publicá-la por muito tempo.

Copérnico só publicou seus estudos ao chegar a Frombork (uma outra cidade polonesa, que fica no norte do país) e por insistência de seu discípulo, o astrônomo e matemático George Joachim von Lauchen (cujo nome real era Georg Joachim Rheticus), Foi ele que persuadiu Copérnico a publicar o trabalho em papel, segundo as observações do museu.



Desconhecem-se as razões pelas quais Copérnico não publicou sua obra em vida. Muitas suspeitas apontam para que em 1536, já próximo de sua teoria definitiva, sabia-se em toda a Europa de seus estudos e foi citado pelo arcebispo de Cápua, Nicolau von Schönberg, para que comparecesse e explicasse suas teorias. Nesta citação, parece evidenciar-se a supervisão eclesiástica à qual Copérnico cederia.

Outros estudiosos preferem pensar que Copérnico tinha medo da crítica, o que reforça a sua fé no modelo científico mais do que no religioso.
Publicação de sua obra

O livro que continha sua obra astronômica se denominou De revolutionis Orbium celestium (Das revoluções das esferas celestes) e foi publicado pelo teólogo e editor literário alemão Andreas Osiander, em 1543.

Nela, Copérnico estudou numerosos filósofos gregos, especialmente os pitagóricos, e curiosamente nunca nomeou Aristarco de Samos, primeiro estudioso da história a considerar o modelo heliocêntrico.


Ruptura com as ideias medievais




A grande ruptura que supôs a obra de Copérnico é de índole cosmológica e sobretudo religiosa, já que as ideias sustentadas durante toda a Idade Média pelo dogma da Igreja Católica, e que se sustentava nos textos do filósofo grego Aristóteles, velava por um universo fechado e hierarquizado, do qual a Terra era o centro, dada a sua importância na criação divina.

O modelo copernicano, ao contrário, propôs um universo vasto e indeterminado, praticamente infinito, cujo centro se localizava próximo do Sol.

Nicolau Copérnico morreu em 24 de maio de 1543, na Polônia, deixando um legado muito importante para a ciência e para a evolução humana.


Fontes:

wikipedia.org
google.com
humanidades.com.br
nationalgeographicbrasil.com
todamateria.com.br

Vamos falar hoje de objeto direto e objeto indireto. O objeto direto e o indireto são termos integrantes da oração que completam o se...