terça-feira, 21 de dezembro de 2021

 Mar morto de Jorge Amado.




O romance do escritor baiana Jorge Amado foi publicado em 1936, quando ele tinha 24 anos.

O livro fala sobre o personagem Guma e sua amada Livia, e a dura vida do mar, velhos marinheiros que remendam velas, os mestres de saveiros, o povo pobre e preto do cais da Bahia.


É doce morrer no mar - Dorival Caymmi

" É doce morrer no mar.... Lívia soluça. Ampara Judith no seu peito, mas soluça também, soluça pela certeza que seu dia chegará e o de Maria Clara e o de todas elas. A música atravessava o cais para chegar até elas."

O romance fala sobre a dura vida dos pescadores, dos perigos de suas investidas noite afora no mar escuro. Fala de suas crendices, seus santos, suas superstições.

O livro tem personagens como Rosa Palmeirão, prostituta dona de bar e muito valente e ousada.

"Rosa Palmeirão tem navalha na saia.
Tem brincos no ouvido e punhal no peito.
Não tem medo de rabo-de-arraia.
Rosa Palmeirão tem corpo bem feito."

Tem a bela mulata Esmeralda, mulher de Rufino, amigo de Guma, que se insinua para Guma.

"- Não quer entrar, vizinho  ?

- Tou bem, vizinha]

Ela convida com um sorriso:

-Entre. Sentado fica mais à vontade.

Ele relutou. Estava bem ali mesmo, não demoraria entrar em casa, Livia não devia tardar. Esmeralda falou :

- Tá com medo dela ou de Rufino ? Rufino tá viajando..." (p.138)


A traição de Guma o atormenta no decorrer da história. Ele traiu sua mulher e seu amigo. Rufino desconfia de Esmeralda e conta para Guma, que sofre ainda mais.

Com o tempo Esmeralda deixa de assediar Guma, o que o deixa enciumado sabendo que certamente, agora, ele tem outro amante.]


Um dia Rufino procura Guma.


"- Ela me botou chifre !

- Quem ?

- Corno, é o que eu sou.

E explicou: 

- Eu já tava com a pulga atrás da orelha. Botei os olhos em cima, acabei descobrindo a safadeza. Hoje achei uma carta dele.

- Quem era ?

- Um marinheiro do Miranda. O navio saiu hoje, por isso ele não engole um pedaço de ferro.

- O que é que tu vai fazer ?

- Eu vou ensiná a ela. Brincou com a minha amizade. Eu gostava daquela mulata um pedaço, seu mano.

- O que tu vai fazer ? Tu não vai se desgraçar por causa dela ?" (p.168)

 

Rufino sai com Esmeralda de barco, revela que sabe de tudo e que vai matá-la. Sabendo que vai morrer a mulata conta tudo para ela, inclusive de Guma.

Rufino a mata e depois se atira no mar. 

 

Guma fazia transporte de roupas de contrabando para o árabe Toufick. Iam até o navio que ancorava longe do quebra mar e de lá tiravam as sedas. Era noite de temporal. Com Guma iam Toufick, Haddad e um outro árabe jovem, Antônio filho do patrão F.Murad.


A tempestade aumenta e as ondas destroçam o saveiro. Os tubarões atacam e matam Haddad, Guma nada com Toufick nas costas. Já na praia encontra F. Murad que implora que ele salve seu filho, Antônio. Extenuado, Guma volta para o mar e resgata Antônio, os tubarões os perseguem. Sem forças Guma deixa Antônio à vontade das ondas, que o levam para a praia. Guma no entanto é alcançado pelos tubarões e desaparece.


"Foi aqui que o corpo de Guma desapareceu. Mestre Manuel para o saveiro, baixa as velas. No Viajante sem Porto estão Dr. Rodrigo, Manuel, o velho Francisco, Maneca Mãozinha, Maria Clara, e Lívia sem lágrimas." (p.215)


" - Vejam! Vejam! É Janaína.

Olharam e viram. Dona Dulce olhou também da janela da escola. Viu uma mulher forte que lutava. A luta era seu milagre. Começava a se realizar. No cais os marítimos viam Iemanjá, a dos cinco nomes. O velho Francisco gritava, era a segunda vez que ele a via.

Assim contam na beira do cais." (p. 227)



Fontes:

Mar Morto - 1935 - Amado Jorge - Círculo do livro
esquinadacultura.com.br
jorgeamado.com.br
wikipedia.org
palavradofinfgidor.blogspot.com
youtube.com


quinta-feira, 16 de dezembro de 2021

No dia 16 de dezembro de 1865 nascia, no Rio de Janeiro, o jornalista e escritor Olavo Brás Martins dos Guimarães Bilac, membro fundador da Academia Brasileira de Letras, em 1896. Bilac é considerado o mais importante dos poetas parnasianos do Brasil. Apesar de ter ingressado nos cursos de medicina e de direito, não concluiu nenhum deles. Ele preferia a vida de jornalista, poeta e as rodas de boêmia e de literatura do Rio. Por conta de sua profissão e de seu contato com intelectuais e políticos arranjou o emprego de inspetor escolar. Na vida pessoal, foi apaixonado por Amélia de Oliveira, irmã do poeta Alberto de Oliveira. Mas, o casamento não aconteceu, pois a família dela não acreditava em um futuro promissor ao lado de Bilac.







Ele voltou a noivar, desta vez com Maria Selika, mas este relacionamento também não evoluiu para um casamento. Com isso, ele nunca se casou e nem teve filhos. Republicano e nacionalista, ele escreveu a letra do Hino à Bandeira (1907) e fez oposição ao governo de Floriano Peixoto. Por conta disso, foi preso e ficou quatro meses na cadeia. No fim da sua vida e reconhecido, Bilac recebeu o título de professor honorário da Universidade de São Paulo. Também foi eleito Príncipe dos Poetas Brasileiros pela revista Fon-Fon, em 1907. Bilac morreu no dia 28 de dezembro de 1918, no Rio de Janeiro.


Letra do Hino à Bandeira Nacional 
Letra: Olavo Bilac /Música Francisco Braga


Salve lindo pendão da esperança! 
Salve símbolo augusto da paz! 
Tua nobre presença à lembrança
 grandeza da Pátria nos traz. 


Recebe o afeto que se encerra
em nosso peito juvenil,
Querido símbolo da terra, 
Da amada terra do Brasil! 

Em teu seio formoso retratas 
Este céu de puríssimo azul, 
A verdura sem par destas matas, 
E o esplendor do Cruzeiro do Sul.
 
Recebe o afeto que se encerra 
Em nosso peito juvenil, 
Querido símbolo da terra, 
Da amada terra do Brasil! 

Contemplando o teu vulto sagrado, 
Compreendemos o nosso dever, 
E o Brasil por seus filhos amado, 
poderoso e feliz há de ser! 

Recebe o afeto que se encerra 
Em nosso peito juvenil, 
Querido símbolo da terra, 
Da amada terra do Brasil! 

Sobre a imensa Nação Brasileira, 
Nos momentos de festa ou de dor, 
Paira sempre sagrada bandeira
Pavilhão da justiça e do amor! 

Recebe o afeto que se encerra 
Em nosso peito juvenil, 
Querido símbolo da terra, 
Da amada terra do Brasil!



Fontes:
seuhistory.uol.com.br
marinha.mil.br
letras.mus.br

segunda-feira, 13 de dezembro de 2021

 

Vamos abordar hoje a peça Mandrágora de Nicolau Maquiavel.





Maquiavel é um escritor italiano conhecido mundialmente por seu livro O Príncipe no qual faz reflexões sobre como se deveria governar um território e por isso, ainda é muito consumido por aspirantes a políticos e para os que gostam desses assuntos. Nascido no ano de 1469 o escritor presenciou uma Europa que acabara de sair da Idade Média por isso em suas obras critica os antigos costumes e tem uma visão, relatada em seus escritos, dessa nova fase que a humanidade ocidental estava a iniciar; seus pensamentos modernos fazem dele um dos maiores estudiosos do período do Renascimento, onde explorou áreas como a filosofia, história, música e literatura. No que diz respeito a esta última existem três títulos que foram traduzidos para o Brasil: Belfagor, o Arqui-diabo; A Mandrágora; e O Príncipe.




Mandrágora é uma planta da família da Solanaceae de origem eurasiana, herbácea, acaule, dotada de flores campanuliformes (forma de sino) e frutos bacáceos. Seus frutos amarelos, carnosos. arromáticos e tóxicos eram chamados de "as maçãs do diabo" pelos árabes devido a supostos efeitos afrodisíacos. As várias crendices e lendas ao redor desta planta provavelmente se originaram do fato de ela possuir uma raiz principal bifurcada bastante ramificada, muitas vezes assemelhando-se à forma humana.




No Filme Harry Potter e a Câmara Secreta a planta é citada como tarefa dos alunos que devem replanta-las em outros recipientes.


Maquiavel



A Mandrágora é uma comédia escrita pelo italiano Nicolau Maquiavel. Considerada uma obra-prima do Renascimento italiano. Composta de um prólogo e cinco atos, é uma sátira poderosa à corrupção da sociedade italiana da época. O título da peça faz referência a mandrágora uma planta cujas raízes são atribuídas propriedades afrodisíacas. Acreditava-se que a obra havia sido escrita em 1518, mas estudos recentes apontam que pode ter sido escrita quatro anos antes. Foi publicada pela primeira vez em 1524.


Conta a história do jovem florentino Calímaco, que por conta de uma aposta, conhece e passa a desejar furiosamente uma mulher casada que não consegue ter filhos com seu marido. Para conquistá-la, com ajuda de um jovem embusteiro, de um frei sem escrúpulos e da mãe da recatada esposa, ele finge ser médico e receita um tratamento a base de mandrágora, uma planta afrodisíaca.

Mandrágora


A história se passa em Florença em 1504. Calimaco, recém chegado de Paris apaixona-se por Lucrécia, que é casada com o ingênuo doutor Messer Nicia, um doutor da lei amargurado por não ter tido um filho. Calímaco, com a ajuda do servo Siro e do astuto amigo Ligúrio, finge ser um médico famoso e convence Messer Nicia de que a única maneira de fazer sua esposa engravidar seria obrigá-la a tomar uma infusão de mandrágora. Entretanto diz que o primeiro homem que mantiver relações sexuais com ela morrerá envenenado. Nicia recusa-se de imediato, porém Ligúrio intervém e encontra, rapidamente, uma solução ao raptarem um rapaz e fazê-lo ter um encontro com sua esposa, o que deixa Nicia um pouco tranquilizado, porém perplexo pois alguém terá que deitar-se com sua esposa. Ligúrio trama com Calímaco para que este vista-se de rapaz e que tenha uma noite com sua paixão. Calímaco, vestido de rapaz, é golpeado e trazido a casa de Nicia e, enfim é trazido até o leito de Lucrécia. Esta por fim, é convencida por frei Timóteo a consumar o ato adúltero, e no momento em que é revelada a verdadeira identidade de Calímaco, ela concorda finalmente em tornar-se sua amante. Após a noite do engano, Calímaco, desta vez fazendo-se de médico novamente, consegue de Nicia, satisfeito com a futura paternidade, autorização para habitar em sua casa.





A estrutura da peça teatral evidencia a crítica social de Maquiavel à vida e à política florentina. O enredo social é formado primeiramente por um doutor em Direito, Nícias Calfúcio que, segundo Maquiavel, (…) em Boécio (Buezio) aprendeu normas legais .O neologismo italiano Buezio, adaptado pelo tradutor para o português como Boiécio, é uma tentativa de Maquiavel de, no “Prólogo”, dar ao espectador – ou leitor – uma alusão à estupidez de Nícias que, mesmo sendo doutor, é engenhosamente enganado pelo jovem Calímaco, figura cheia de virtùe de fortuna, que nos faz lembrar o protótipo político estabelecido por Maquiavel na obra O Príncipe: César Bórgia, filho do Papa Alexandre VI.


Além destes, constituem o enredo os seguintes personagens: um corrupto frade servita, Frei Timóteo; o servo fiel Siro; Ligúrio, amigo e mediador do romance com Lucrécia; Sóstrata, sogra do doutor Nícias, e Lucrécia, a esposa deste; além de uma mulher anônima que aparece em cena breve mas, extremamente, importante junto ao frade servita, na Cena 3 do Terceiro Ato.
     

                       A Mandrógara - Prólogo
"Que Deus vos salve, ouvintes meus benignos, pois depender parece do agrado que eu vos der essa
bondade. Se guardando silêncio vós seguirdes, conhecer podereis novo caso surgido nesta terra.
Atentai no cenário, tal como se apresenta: esta é a nossa Florença (de outra feita será Roma ou
Pisa); e a coisa é de se morrer de riso. Esta porta que fica à minha destra é a casa de um doutor,
que aprendeu muitas leis lendo Boiécio

2. Aquela rua que vedes lá na esquina é a Rua do Amor,
onde quem cai não se levanta mais. Conhecereis depois, pelo trajo de um frade, qual abade ou
prior mora no templo que está posto em frente, se não fordes embora antes do tempo.
Um mancebo, Calímaco Guadagni,
3
que chegou de Paris, mora acolá, naquela porta à esquerda.
Entre os demais alegres companheiros traz ele claras marcas do primado no garbo e no donaire.
Uma jovem prudente acendeu-o de amor e, por isto, enganada foi, tal como ouvireis; e eu
desejara que enganadas como ela fôsseis vós.
A comédia intitula-se A MANDRÁGORA; por quê, isso dirá a representação, tenho certeza. Não
desfruta o autor de muita fama; se não rirdes, no entanto, aceitará pagar-vos um bom trago. Um
amante infeliz, um doutor pouco astuto, um frade de má vida, um parasito fértil em malícia, hoje
serão vosso passatempo. Se julgais o assunto pouco digno, por leve em demasia, de quem
pretende ser grave e sisudo, perdoai-o, por isso que se empenha, nesses vãos pensamentos, em
mais brando tornar seu triste tempo, pois não pode voltar seu rosto a outra parte, vedado que lhe
foi o talento mostrar noutras façanhas e obter o galardão de tais fadigas."




No Brasil, a peça ganhou versões de diversos encenadores e grupos conceituados. Em 1962, Augusto Boal a montou no Teatro de Arena, com Paulo José e Maria Alice Vergueiro no elenco.

Com Paulo José, Dina Sfat e Ney Latorraca



Depois, em 1975, Paulo José encenou o texto, com participação de Dina Sfat e Ney Latorraca. Mais recentemente, o Grupo Tapa, sob direção de Eduardo Tolentino, também levou a peça aos palcos.



Fontes:
wikipedia.org
spescoladeteatro.org.br
google.com
literatura-italiana.blogspot.com
comnsciencia.org
docs.goolge.com

quinta-feira, 9 de dezembro de 2021

 Modo Indicativo e Modo Subjuntivo:


No modo indicativo o fato expressado é dado como certo.


Eu vou, eu ando, ele viaja, ela correu, eles comprarão.

O Indicativo divide-se em Presente, pretérito perfeito, imperfeito, mais que perfeito, futuro do presente e futuro do pretérito.


Presente: Como o próprio nome sugere, refere-se a uma ação no momento atual.

Eu ando, tu andas, ele anda, nós andamos, vós andais, eles andam.


Pretérito perfeito: refere-se a uma ação realizada no passado e já concluída.

Eu comprei uma bicicleta. 

A ação foi concluída, a bicicleta já foi comprada.


Pretérito imperfeito: refere-se a um fato passado, mas não concluído.

Eu esperava ansioso a chegada do Natal.

Esperava indica uma forma do passado ainda não concluída. Eu esperava, não esperei, que seria o pretérito perfeito.


Pretérito mais que perfeito: Registra uma ação que ocorreu no passado antes de outra já passada.

Eu hesitara diante de uma situação de perigo.

Hesitara mostra uma ação antes do ato de hesitar, ou seja, o mais que perfeito indica uma ação anterior à ação passada.

É construído a partir da 3ª pessoa do plural do pretérito  perfeito, tirando a desinência "m" e acrescentando a desinência corresponde a cada pessoa.

Ex: Ele cantam (pretérito perfeito) - tiramos o "m"e acrescentamos o "ra"

Eu cantara

tu cantaras

ele cantara

nós cantáramos

vós cantáreis

eles cantaram


Futuro do presente: Indica fatos certos ou prováveis no futuro.

Ex: As aulas começarão amanhã

O que será feito no futuro.

Honrarás pai e mãe.


Futuro do pretérito: Indica fatos posteriores ao momento em que se fala.

Ex: Gostaríamos de revê-lo mais tarde.

Ainda ficarei um pouco mais de tempo.

Desejaríamos ouvi-lo sobre negócios.


No modo subjuntivo o fato é expresso de forma incerta ou duvidosa.

Se estudasse mais teria passado de ano.


Presente do subjuntivo:

Pode indicar um fato no presente de forma duvidosa ou um desejo.

Ex: Espero que tenhas comido bem. (duvida)

Que você seja muito feliz.(desejo)


Pretérito perfeito: Só ocorre na forma composta.

Exprime um fato no passado (supostamente concluído)

Ex: Não creio que ele tenha ido bem na prova

Pretérito imperfeito do subjuntivo: Exprime uma condição.

Ex: Se eu tivesse dinheiro compraria o carro.


Pretérito mais que perfeito do subjuntivo: Exprime uma ação que poderia ter ocorrido.

Ex: Se ele não fosse tão severo, teríamos contado para ele.

Sempre ocorre na forma composta.


O modo subjuntivo futuro exprime uma ação possível uma condição.

Ex: Se você estiver disponível faremos a reunião amanhã.

Uma ação no futuro em relação a outra ação no futuro (forma composta)

Quando você tiver terminado a tarefa me avise.



Fontes:



Cunha, Celso - Gramática do português contemporâneo - 1976 - Ed. Bernardo Alvares S.A. - Belo Horizonte - MG
portugues.com.br
educamaisbrasil.com.br
mundoeducacao.uol.com.br

terça-feira, 7 de dezembro de 2021

Vamos falar e um ramo da gramática chamado de Semântica. A semântica é um ramo dos estudos da Linguística.


Semântica estuda o significado das palavras , frases, textos, sinais e símbolos.


A semântica sincrônica estuda o significado no contexto atual, enquanto que a semântica diacrônica estudo o significado histórico do contexto.


Conotação e denotação:

A conotação é a interpretação das palavras em seu sentido figurado da palavra.

João partiu o coração de Maria.

Denotação é a interpretação do sentido literal da palavra.

João partiu para São Paulo.


Sinonímia e Antonímia:


Sinonímia: Vocábulos diferentes com o mesmo significado.

Ex:

 rude - grosseiro

carinhoso - afetuoso

apoiar - sustentar


Antonímia - Vocábulo diferentes com significados diferentes.

Ex:

feio - bonito

bom - mau

grande - pequeno


Hiperônimo - estuda as palavras no sentido mais abrangente.

Frutas é um hiperônimo de :maça, pera, banana, pêssego, morango, uva...


A palavra profissão é um hiperônimo; pois dentro do grupo "profissão" estão compreendidas as palavras, médico, alfaiate, mecânico, professor....

Inseto é outro hiperônimo - abelha, barata, mosquito, mosca...

Hipônimo - trata dos elementos mais específicos dentro do hiperônimo.

Ex: barata, mosquito, mosca são palavras contidas dentro do hiperônimo insetos.

Gato, ser humano, baleia, cachorro são hipônimos de mamíferos. (hiperônimo)


Paronímia - possuem a pronúncia e a escrita semelhantes, mas com significados diferentes.

Ex: recrear -  (divertir)  - recriar - (criar novamente)

Ouço soar o sino da igreja.

Corro até suar.


Homonímia - palavras que têm a mesma pronúncia ou escrita, mas significados diferentes.

Dividem-se em:

Homógrafas -  palavras com escrita semelhante, mas com significado diferente.

Sede (vontade de beber) Sede (matriz)

Homófonas - escrita diferente com a mesma pronúncia.


Cessão (ceder algo)

Sessão (sessão de cinema) - encontro , conferência, exibição

Secção - seção - fracionar alguma coisa, departamento, segmento, divisão, ramo.


Perfeitas - São palavras com a mesma grafia (homógrafas) e mesmo som (Homófonas), mas com significado diferente.

Ex: Estou são e salvo.

Eles são bonitos.


Polissemia : Uma mesma palavra pode ser interpretada com diversos sentidos.

Ex: Eu gosto de manga (fruta)

A manga da camisa está suja.

Banco (de sentar) banco (instituição financeira)

Cabo (patente militar); cabo ( acidente geográfico formado por uma massa de terra que avança pelo mar) cabo (de vassoura, de martelo, etc).


Ambiguidade - está atrelada às diversas interpretações que podem levar.

Levou o filho para seu quarto. (Levou o filho para o quarto do filho ou para o quarto dele ?)

A estudante falou para a professora que era paulista.

Quem era paulista a estudante ou a professora ?



Fontes:



portugues.com.br
google.com
youtube.com (português sem enrolação - professora Lis)
educamaisbrasil.com.br







domingo, 5 de dezembro de 2021

Em 5 de dezembro de 2012 morria o arquiteto Oscar Niemeyer, aos 104 anos.





Ele  morreu de insuficiência respiratória próximo de completar 105 anos que se daria 10 dias depois, em 15 de dezembro.

Niemeyer era do Partido Comunista Brasileiro e ateu e dizia sempre que o importante no final é a própria vida. Conhecer pessoas, se relacionar e solidarizar com elas.




Ao longo de sua longa vida sua carreira de arquiteto foi reconhecida mundialmente, com obras na França, Itália, Israel, Estados Unidos, Espanha, e é claro no Brasil, onde junto com Lúcio Costa construiu Brasilia.


Oscar Niemeyer e Lúcio Costa


Sua obra da dureza do concreto armado era suavizado pelas curvas sensuais, que davam leveza à  sua arte.

Segundo ele eram as curvas do Universo de Einstein, das curvas dos nossos rios, das curvas da mulher desejada.


Construiu obras como o Edifício Copan  e Memorial da América Latina em São Paulo, Edifício Sede da ONU em Nova York, Museu de Arte Contemporânea em Niterói, Igreja São Francisco de Assis em Belo Horizonte, Palácio Capanema no Rip de Janeiro.


Memorial da América Latina - SP


M.A.C. Niterói

Complexo da Pampulha - BH


Edifício Copan - SP



Dizia ele: "Não é o ângulo reto que me atrai, nem a  linha reta, dura e inflexível criada pelo homem. O que me atrai é a curva livre e sensual."


Aos críticos de sua obra, as quais pecam pela funcionalidade e praticidade, o arquiteto tinha sempre uma resposta pronta: "Quando uma forma cria a beleza, tem na beleza a sua própria justificativa."



Oscar Niemeyer nasceu no Rio de Janeiro em 15 de dezembro de 1907, e morreu na mesma cidade em 05 de dezembro de 2012.


Fontes:


metropoles.com
hjnahistoria.com.br
google.com
fashionismo.com.br
wikipedia.org

sexta-feira, 3 de dezembro de 2021

Vamos falar da obra de Giuseppe Tomasi, O Príncipe de Lampedusa, Leopardo (Il Gattopardo).


Lampedusa


"Se quisermos que tudo continue como está é preciso que tudo mude".


 

O título "O Leopardo" foi tirado do brasão da família Tomasi, família do autor.




O romance  fala de uma sociedade em transformação, de uma nobreza decadente para uma burguesia pungente que transforma costumes e valores.

Fala da luta do homem contra a decadência. Fala dos levantes   que transformaram pequenos principados numa Itália unida e forte.

Dom Fabrizio, um dos personagens principais da história é um nobre do feudo de Donnafugata, Príncipe de Salinas,  que acompanha a queda da nobreza e a ascensão da burguesia. Seu sobrinho Tancredi é o símbolo das novas gerações com sonhos de um país melhor, com o ímpeto das mudanças  que se apresentam.

Parte para guerra ao lado de Garibaldi, se apaixona pela filha de um burguês muito rico. Mais que a união às tropas revolucionárias Tancredi se alia também a burguesia que estava tomando seu lugar na sociedade da época.



Único livro de Lampedusa o romance é uma história que autor conta a partir de suas próprias experiências pessoais e de sua família.

O livro foi levado às telas do cinema em 1963, com Claudia Cardinale, Burt Lancaster e Allan Delon, direção de Luchino Visconti.





Fontes:


Lampedusa, Giuseppe Tomasi di - O leopardo - trad. Rui Cabeçadas - S.Paulo - Abril Cultural - 1979
blogletras.com
achadoselidos.com.br
jornalopcao.com.br
revistabula.com 
wikipedia.org


Vamos falar hoje de objeto direto e objeto indireto. O objeto direto e o indireto são termos integrantes da oração que completam o se...