Hoje é Dia 1º de Maio, data comemorativa no mundo inteiro como dia do Trabalhador.
O Dia do Trabalho, também conhecido como Dia do Trabalhador, é comemorado em 1º de maio. No Brasil e em vários países do mundo é um feriado nacional, dedicado a festas, manifestações, passeatas, exposições e eventos reivindicatórios e de conscientização.
"Os outros carregadores mais idosos meio que tinham caçoado do bobo, viesse trabalhar que era melhor, trabalho deles não tinha feriado. Mas o 35 retrucava com altivez que não carregava mala de ninguém, havia de celebrar o dia deles. E agora tinha o grande dia pela frente.
Dia dele... Primeiro quis tomar um banho pra ficar bem digno de existir. A água estava gelada, ridente, celebrando, e abrira um sol enorme e frio lá fora. Depois fez a barba. Barba era aquela penuginha meio loura, mas foi assim mesmo buscar a navalha dos sábados, herdada do pai, e se barbeou. Foi se barbeando. Nu só da cintura pra cima por causa da mamãe por ali, de vez em quando a distância mais aberta do espelhinho refletia os músculos violentos dele, desenvolvidos desarmoniosamente nos braços, na peitaria, no cangote, pelo esforço quotidiano de carregar peso. O 35 tinha um ar glorioso e estúpido. Porém ele se agradava daqueles músculos intempestivos, fazendo a barba.
Ia devagar porque estava matutando. Era a esperança dum turumbamba macota, em que ele desse uns socos formidáveis nas ruças dos polícias. Não teria raiva especial dos polícias, era apenas a ressonância vaga daquele dia. Com seus vinte anos fáceis, o 35 sabia, mais da leitura dos jornais que de experiência, que o proletariado era uma classe oprimida. E os jornais tinham anunciado que se esperava grandes "motins" do Primeiro de Maio, em Paris, em Cuba, no Chile, em Madri." (Trecho do conto 1º de Maio de Mário de Andrade).
Uma greve histórica, realizada em 1º de maio de 1886, nos Estados Unidos.
Neste dia, em Chicago, mais de 1 milhão de trabalhadores saíram às ruas para protestar. Centenas foram presos pela polícia. Três dias depois, numa assembléia na praça Haymarket, uma bomba explodiu, matando dezenas de trabalhadores e ferindo outros 200.
Em consequência desses eventos, os sindicalistas anarquistas Albert Parsons, Adolph Fischer, George Engel, August Spies e Louis Lingg, foram condenados à forca, apesar da inexistência de provas. Louis Lingg cometeu suicídio na prisão, ingerindo uma cápsula explosiva. Os outros quatro foram enforcados em 11 de novembro de 1887, dia que ficou conhecido como Black Friday. Três outros foram condenados à prisão perpétua.
Em 1893 eles foram inocentados e reabilitados pelo governador de Illinois, que confirmou ter sido o chefe da polícia quem organizara tudo, inclusive encomendando o atentado para justificar a repressão que viria a seguir.
Se hoje temos alguns direitos trabalhistas garantidos na Constituição Federal, isso se deveu à luta de várias gerações que nos precederam. Não foi um ato de bondade de empresários e da elite.
Lembremos que até 2013 as empregadas domésticas não tinham proteção. Muitas trabalhavam até 12 horas diárias sem horas extras e outros direitos.
A luta sindical permitiu que Direitos como 44 horas semanais, 13º salário, vale refeição, vale transporte, férias de 30 dias, 1/3 de abono de férias, licença maternidade e paternidade, horas extras, fossem conseguidos. Sem mobilização, organização e luta esses direitos tendem a se extinguir, pela ganância de empresários retrógrados e reacionários, que se utilizam do poder político para explorar e gerar mais lucros.
Hoje a luta é contra a escala 6 x 1, transformando-a em escala 5x2. Ou seja o trabalhador trabalharia cinco dias na semana e teria 2 dias de folga.
Fontes:
wikipedia.org
google.com
vermelho.org.br
guiadoestudante.abril.com.br
suapesquisa.com