sexta-feira, 26 de dezembro de 2025

João Calvino





Nascido em Noyon, na região da Picardia, França, João Calvino (em francês, Jean Cauvin) nasceu em 10 de julho de 1509. Era filho dos religiosos Gérard Cauvin e de Jeanne Lefranc. Quando tinha apenas seis anos sua mãe faleceu.

Uma vez que sua família era devota do cristianismo, Calvino recebeu uma educação religiosa o que lhe garantiu uma bolsa de Estudos. Estudou Humanidades, Literatura, Teologia e Latim em Paris. Por conseguinte decide estudar Direito no interior da França, adquirindo uma gama de conceitos, que mais tarde, foi primordial para desenvolver suas ideias, que ficaram conhecidas como “Calvinismo”.



Em 1529, em obediência às ordens do pai, Calvino foi para Orleans estudar Direito. Depois de formado voltou à Paris, abandonou a Igreja Romana e converteu-se ao protestantismo, iniciando uma fase de intensa colaboração com o reitor da Universidade de Paris, Nicolas Cop, quando este afirmou seu apoio às reformas de Martinho Lutero.

Perseguido em Paris, onde o protestantismo foi declarado ilegal, Calvino abandonou a França e instalou-se na Basileia, Suíça, onde em 1536, publicou sua obra fundamental, “Instituição da Religião Cristã”, que reunia suas doutrinas protestantes.

A Reforma de Calvino




Em 1538, quando lecionava e pastoreava uma Igreja de refugiados franceses em Estrasburgo, casou-se com a viúva paroquiana Idelette de Bure, com quem teve um filho que faleceu ainda novo. Permaneceu dez anos casado e, em 1548, faleceu sua esposa. Depois disso, nunca mais voltou a se casar. Faleceu em Genebra dia 27 de maio de 1564, com 54 anos.



No contexto da Reforma Protestante do século 16, o calvinismo é uma das três principais vertentes, ao lado do luteranismo e da criação da Igreja Anglicana. Desta forma, Calvino também foi um dos responsáveis por quebrar a hegemonia ocidental da Igreja Católica. "Foi o fim do monopólio católico na administração dos bens de salvação, permitido novas formas de cristianismo".

Em sua base, a teologia calvinista é fortemente apoiada nas escrituras sagradas, ou seja, nos textos bíblicos. Neste aspecto procurava se diferenciar da Igreja Católica de então, já alicerçada pelas bases filosóficas da tradição escolástica. "O protestantismo, em geral, é a volta à Bíblia como elemento essencial", sintetiza o teólogo.

No pensamento social de Calvino a causa do caos econômico, da ganância e injustiça social é o pecado que entrou no mundo através da Queda no Édem. Mas a obra de Cristo, através da sua Igreja, é responsável pela reorganização moral e social da humanidade caída. Calvino denuncia o perigo espiritual das riquezas, a moderação e o dever à assistência social (dar esmolas). O que deve perdurar em qualquer transação econômica, deve ser, sempre: a honestidade, o amor, a moderação, a ética cristã e a caridade. É a mordomia cristã levada a sério. Para ele o homem exerce sua plena humanidade quando trabalha. O dinheiro, a riqueza e os bens econômicos são colocados à disposição do ser humano para a organização de sua vida e da sociedade, o qual é solidariamente responsável. Calvino combatia a teologia medieval da opção pela pobreza no ascetismo monástico. Para ele a vida material está intrinsecamente ligada à vida espiritual.



"Os calvinistas seguem os princípios gerais da Reforma Protestante: justificação por graça mediante a fé, sacerdócio geral dos crentes e a Bíblia como princípio de fé e prática", acrescenta a teóloga. Sonia Mota, pastora da Igreja Presbiteriana Unida do Brasil e diretora executiva da Coordenadoria Ecumênica de Serviço. "Calvino enfatizou de maneira especial: o princípio da soberania de Deus, ou seja, tudo redunda para a glória de Deus; fidelidade aos preceitos da Bíblia; valorização da ética e do trabalho social e a predestinação."






Por aqui, a maior igreja que segue os princípios calvinistas hoje é a Igreja Presbiteriana do Brasil. Mas há outras denominações e dissidências que, no cerne, seguem o modo de pensar desse teólogo francês.


"Calvino e também o calvinismo [ou seja, as interpretações posteriores da teologia dele] entendem que o trabalho deve ser visto como uma bênção, pois deve ser realizado para glorificar a Deus", explica o historiador, filósofo e teólogo Gerson Leite de Moraes, professor da Universidade Presbiteriana Mackenzie.


"Ele não pensa que isso pode ser uma ideologia que falseia a realidade. Ele realmente acreditava nisso."

Moraes destaca a chamada teologia da aliança como um princípio do calvinismo. "Aliança porque entende-se que Deus vai fazendo pactos ao longo da história, e renovando essas alianças. Com a vinda do Messias [Jesus Cristo], todos aqueles que aceitarem-no como senhor e salvador passam a fazer parte do povo de Deus", diz Moraes.


Outro ponto que se destaca é a ideia da eleição, da predestinação.


"A partir do século 17, o calvinismo passa a ser visto como uma religiosidade que enaltece a predestinação: só os eleitos são salvos. Mas essa é uma marca do calvinismo [ou seja, dos seguidores e não do próprio Calvino", explica o teólogo.


Fontes:

todamateria.com.br
ebiografia.com
bbc.com
google.com
wikipedia.org


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