Funções da palavra Se:
A palavra "SE" em português pode pertencer a várias categorias gramaticais, podendo ser: 1. Conjunção: quando relaciona entre si duas orações. Neste caso, não exerce função sintática. Enquanto conjunção a palavra SE pode ser:
1.1. Conjunção subordinativa integrante: quando inicia uma oração subordinada substantiva.
Exemplo: Perguntei se ela estava bem.
1.2. Conjunção subordinada condicional: quando inicia uma oração subordinada adverbial condicional.
Exemplo: Se todos tivessem estudado, as notas seriam altas.
2. Partícula expletiva ou realce: quando pode ser retirada da frase sem prejuízo algum no sentido da oração. Exemplo: Passavam-se dias e nada acontecia.
Partícula de realce ou expletiva
O uso do “se” enquanto partícula de realce é opcional. O fato de ele não ser usado não causa nenhum tipo de prejuízo ao sentido da frase.
Além do “se”, o “que” também pode exercer função de partícula expletiva.
Ambos têm o papel destacar; realçar determinada informação de uma frase.
Exemplos:Riu-se da piada do irmão.
Foi-se embora para nunca mais voltar.
O senhor estava cansado e se sentou.
Do que que ele está falando?
Os dias se passavam e nada de notícias dele.
3. Parte integrante do verbo: faz parte dos verbos pronominais: queixar-se; apiedar-se, arrepender-se, zangar-se; romper-se, etc.
Exemplo: Romperam-se os laços que uniam a colônia à metrópole.
4. Partícula ou pronome apassivador: quando ligada a verbo transitivo direto, torna a oração passiva.
Exemplo: Vendem-se casas. 5. Índice de indeterminação do sujeito: quando vem ligada a um verbo que NÃO é transitivo direto, tornando o sujeito indeterminado. Exemplo: Trabalha-se de dia.
Índice de indeterminação do sujeito ou pronome indefinido
Quando exerce a função de pronome indefinido, o “se” é utilizado com verbos flexionados na terceira pessoa do singular.
Esses verbos podem ser intransitivos, transitivos indiretos ou de ligação.
O pronome indefinido é utilizado quando não se quer ou não se pode identificar o sujeito da frase.
Exemplos:Fala-se muito do coronavírus.
Morre-se de fome e sede naquela região.
Acreditava-se que tudo terminaria bem.
Vive-se com dificuldade neste país.
Confia-se no que foi prometido.
3. Parte integrante do verbo
Essa classificação dá-se quando o “se” faz parte de verbos pronominais.
Exemplos:Bianca se machucou ao cair do escorrega.
As crianças se perderam no parque.
Eles se encantaram com a beleza da cidade.
A professora se aborreceu com a turma.
Ela se envolveu na discussão desnecessariamente.
. Pronome reflexivo
Quando desempenha essa função, o “se” faz parte de verbos pronominais reflexivos, ou seja, de verbos que indicam que o sujeito da frase praticou e recebeu a ação.
Exemplos:Giulia se cortou com a tesoura.
Paula se furou em um alfinete.
Natália está se penteando para sair.
O filhote de gato estava se lambendo.
Vanessa já se arrumou para a premiação.
5. Pronome reflexivo recíproco
Quando exerce a função de pronome reflexivo recíproco, o “se” é usado em frases na voz passiva recíproca e indica que uma ação verbal ocorreu de forma mútua, ou seja, um fez um ao outro e vice-versa.
Exemplos:Eles se abraçaram e tudo terminou bem.
Depois da festa, os amigos se despediram e foram embora.
Aline e Leonardo se olharam apaixonados.
As crianças desta turma se entendem muito bem.
Naquela família, todos se amam muito.
Pronome apassivador ou partícula apassivadora
Ao exercer a função de pronome apassivador/partícula apassivadora, o “se” é indicativo de voz passiva sintética e estabelece relação com verbos transitivos diretos ou verbos transitivos diretos e indiretos.
Exemplos:Venderam-se várias casas.
Compra-se ouro.
Alugam-se quartos para estudantes.
Entregam-se encomendas.
Poupou-se dinheiro com a compra de roupas usadas.
Para confirmar se a função do “se” é de partícula apassivadora, basta converter a frase na voz passiva sintética para a voz passiva analítica:Várias casas foram vendidas.
Ouro é comprado.
Quartos para estudantes são alugados.
Encomendas são entregues.
Dinheiro foi poupado com a compra de roupas usadas.
6. Pronome reflexivo: quando equivale a "si mesmo". Com o pronome reflexivo a ação recai sobre o próprio sujeito: Exemplo: Ele cortou-se com a faca.
A classificação do "se" enquanto conjunção subdivide-se em causal, condicional e integrante.
1. Conjunção subordinativa causal
Conforme a classificação já demonstra, essa conjunção é indicativa de causa.
Ela é bastante usada, mas muitas vezes confundida com a conjunção subordinativa condicional; a que indica condição.
Para se certificar de que o “se” de uma determinada frase é uma conjunção subordinativa causal, basta substituí-lo por “já que” ou “uma vez que”.
Exemplos:Se não tinha dinheiro, não deveria ter viajado.
Deveria ter feito o trabalho se estava disponível.
Se ela diz que é neutra, não deveria tomar partido de ninguém.
Não deveria ter se intrometido se ninguém pediu a sua opinião.
Se eles não entraram em contato, você poderia telefonar para o escritório.
Observe que, mesmo quando fazemos a substituição do “se” por “já que” ou “uma vez que”, as frases continuam fazendo sentido:Já que não tinha dinheiro, não deveria ter viajado.
Deveria ter feito o trabalho uma vez que estava disponível.
Uma vez que ela diz que é neutra, não deveria tomar partido de ninguém.
Não deveria ter se intrometido já que ninguém pediu a sua opinião.
Uma vez que eles não entraram em contato, você poderia telefonar para o escritório.
2. Conjunção subordinativa condicional
Conforme se subentende pelo nome, ela indica a existência de uma condição para que algo ocorra.
Exemplos:Se eu pudesse, teria ficado mais tempo.
Ele disse que vai comprar uma casa se ganhar na loteria.
Se eles conseguirem passar no teste, começarão a trabalhar semana que vem.
Ela disse que não virá se chover.
Se você me esperar, posso te dar carona.
Observe que nas frases acima, a oração com “se” indica a condição necessária para que a ação da outra oração se concretize.
3. Conjunção subordinativa integrante
Sob essa classificação, o “se” introduz uma oração que desempenha papel de substantivo. Esse papel é uma função do "que" e do "se".
As frases introduzidas por conjunções subordinativas integrantes funcionam como sujeito, objeto direto, objeto indireto, predicativo, complemento nominal ou aposto de outra oração.
Exemplos:
É necessário que eles terminem o relatório. (sujeito)
Ele conferiu se ela tinha chegado. (objeto direto)
Ele se convenceu de que eu estava certa. (objeto indireto)
Certifique-se de que ele faz o trabalho. (complemento nominal
Minha dúvida é se ele aceitará a proposta. (predicado)
Essa é a minha vontade: que você seja feliz. (aposto)
Fontes :
educacao.uol.com.br
todamateria.com.br
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