terça-feira, 10 de junho de 2025

Vamos falar hoje de  curiosidades sobre a formação de algumas palavras.


QueijoA palavra queijo vem do latim "caseus", da qual a palavra caseína também é derivada. A fonte primária talvez seja da raiz proto-indo-europeu "kwat" que significa "fermentar, tornar azedo". Da palavra latina caseus se derivou o termo em espanhol queso, em português queijo, malay/indonésio keju, em romeno cas e em italiano cacio.

 





EsqueletoDo grego skéleton = armadura, ossatura. Curiosamente em italiano acrescenta-se um erre entre o "t" e o "o" final. Por isso em português, francês e espanhol a palavra está mais próxima do grego.




ConiventeA palavra conivente vem do latim conivere, que significa fechar os olhos para alguma coisa ou ser cúmplice de um ato.
    





Em latim, conivere vem da junção de duas palavras: cum e nictare. Cum é uma preposição que significa “junto com” ou “na companhia de”, e se modificou para con- na palavra conivere. Nictare significa fechar os olhos, pestanejar ou piscar. Nictare se transformou em -nivere e o duplo n de connivere acabou por ser suprimido, se tornando em conivere. Assim, conivere significa literalmente “piscar com alguém” ou “fechar os olhos para alguém”.

HumilharA palavra humilhar vem do latim humiliare, que significa rebaixar.
Em latim, humiliare tem o sentido de abaixar a confiança, a arrogância ou o estatuto de outra pessoa. Esse é o mesmo significado que humilhar, em português.
A palavra humiliare vem da raiz humilis, que significa baixo ou rente ao chão. Por exemplo, uma planta rasteira seria humilis.




PetulanteA palavra petulante vem do latim petulans, ou petulantis, que significa agressivo.




Em latim, o adjetivo petulans indica alguém que é provocante, agressivo ou sempre preparado para atacar. Por causa dessa ideia de agressividade, com o tempo petulans também passou a significar ousado, insolente ou sem vergonha.
A palavra petulans vem da raiz petere, que significa buscar atingir um alvo. O verbo petere também pode ter o sentido de ir na direção de alguém ou alguma coisa com intenção agressiva, ou atacar. Ainda outro significado de petere é seguir ou buscar um caminho. Patere ainda pode ser usado com o sentido de suplicar ou fazer um pedido oficial, uma solicitação. Assim, petulans tem o sentido literal de alguém que age com agressividade ou propósito firme.


Meliante





A palavra meliante vem do espanhol maleante, que significa uma pessoa que faz o mal.
Em espanhol, maleante tem o sentido de alguém que faz coisas ruins, prejudicando outros. Também se chama de maleante um criminoso ou alguém que se dedica a atividades criminosas, como o membro de uma quadrilha.
A palavra maleante vem do verbo malear, que significa estragar ou danificar alguma coisa. Malear também pode significar corromper uma pessoa, “estragando” essa pessoa moralmente. Assim, um maleante é uma pessoa corrompida, que se dedica a atividades corruptas.


Abacaxi :  A etimologia de "abacaxi" é amplamente aceita como sendo de origem tupi, um idioma falado por povos indígenas no Brasil.





A palavra "abacaxi" é formada pela junção de duas palavras tupi: "i'bá", que significa "fruta", e "ká'ti" ou "caxi", que significa "cheiroso", "que recende", ou "que exala aroma".   



Trabalho :  A palavra "trabalho", em português, tem origem no latim "tripalium", que designava um instrumento de tortura composto por três paus ou varas cruzadas. Inicialmente, "trabalho" estava associado à ideia de sofrimento, dor e fadiga. Com o passar do tempo, o significado evoluiu para abarcar a aplicação de forças e faculdades humanas para alcançar um fim.

Tripalium



Fontes:

wikipedia.org
google.com
dicionarioetmologico.com.br
todamateria.com.br
brasilescola.iuol.com.br

segunda-feira, 9 de junho de 2025

Vamos falar hoje do grande sambista e compositor brasileiro, Ataulfo Alves.



Nascido em 02 de Maio de 1909, na fazenda Cachoeira em Miraí, Minas Gerais, filho de Severino de Souza e Matilde de Jesus.

Com dezoito anos foi para o Rio der Janeiro, onde trabalhou como lavador de vidraças e auxiliar de laboratório numa farmácia.

À noite participa de rodas de samba. 



Casou-se com Judite e teve 5 filhos com ela. 


Aos 20 anos começou a compor e se tornou diretor de harmonia do Fale Quem Quiser , bloco organizado por moradores do bairro do Rio Comprido.

Em 1933, Almirante gravou o samba Sexta-feira , sua primeira composição a ser lançada como gravação. Dias depois, Carmen Miranda gravou sua composição Tempo Perdido , garantindo a entrada de Alves no mundo artístico. Em 1958, apareceu no filme Três Amores no Rio .  Sua discografia ultrapassa 320 canções, sendo um dos nomes mais famosos da música popular brasileira durante o tempo em que atuou.

Foi parceiro de Mário Lago em seus maiores sucessos;  Ai, que saudade da Amélia; e Atire a primeira pedra.


Ai, que saudade da Amélia

Atire a primeira pedra





Meus tempos de criança

Intérpretes importantes, como Clara Nunes, Luiz Melodia, Alaíde Costa e Fabia Cozza , cantaram versões de suas músicas.



Alves morreu no Rio de Janeiro devido a uma úlcera que piorou após uma cirurgia. Ele morreu apenas alguns dias antes de completar 60 anos.  Foi sepultado no Cemitério do Catumbi, na Zona Norte do Rio de Janeiro.
No aniversário de seu nascimento, em Miraí, em 2009, a cidade promoveu a construção de um mausoléu para abrigar seus restos mortais e de seus familiares já falecidos. O memorial está localizado no cemitério São Francisco de Assis. Há também um acervo memorial do compositor na cidade, inaugurado em 2005.  A exposição permanente reúne objetos que pertenceram a Alves e imagens de sua vida, ao lado de personalidades do cenário nacional, internacional e da política nacional.

Em 2009 foi condecorado postumamente com a Ordem do Mérito Cultural.


Fontes:

wikipedia.org
google.com
youtube.com
ebiografia.com

sexta-feira, 6 de junho de 2025

 A descoberta do zero.


A descoberta do zero é um processo complexo e não se atribui a um único indivíduo ou cultura. A ideia do zero surgiu em diferentes civilizações e foi evoluindo ao longo do tempo. Os babilônios e os maias, por exemplo, usavam símbolos semelhantes ao zero em seus sistemas de numeração, mas foi na Índia que o conceito de zero como um número com propriedades matemáticas foi desenvolvido. O matemático indiano Brahmagupta, no século VII, foi um dos primeiros a tratar o zero como um número e a desenvolver métodos para usá-lo em cálculos.

Imagine como era difícil efetuar uma operação sem a existência do (zero) 0!



Até a Idade Média, ninguém acreditava que “nada” podia ser um número. E isso gerou várias esquisitices que duram ainda hoje. Tradicionalmente, o dia começa às 12 horas e daí passa para 1 (o relógio de 24 horas, com a hora zero, surgiu só no século 19). Também não existe o ano zero no nosso Calendário Gregoriano, que passa de 1 a.C. para 1. d.C. Isso que quer dizer que, entre o ano 1 e o ano 100, existem apenas 99 anos. Por isso, os séculos começam no ano 1, não 0 – na passagem de 1999 para 2000, as pessoas apenas celebraram o último ano do século 20. Mais esquisito ainda: se o cálculo original do ano do nascimento de Jesus estivesse correto, ele teria nascido no ano 1 antes de Cristo. (Mas está errado: o monge Dionísio Exíguo, que calculou o ano de nascimento de Jesus no século 6, se embananou nas contas – o messias provavelmente nasceu entre 7 e 4 a.C.) Esse é apenas o lado superficial.

Sem zero, não havia o sistema numérico posicional, nem a ideia de números decimais ou negativos, certos tipos de equações, plano cartesiano ou cálculo. E sem isso não haveria como surgir a física newtoniana – nem portanto praticamente todo o mundo moderno.

O zero era impensável para os antigos. A matemática surgiu contando contas concretas e achando proporções em objetos reais. Para Pitágoras, o número 1 tinha um valor sagrado, representando a harmonia e unidade do universo. Como o nada poderia ser alguma coisa?



Os numerais gregos – assim como os romanos – não tinham casas, eram sequências de letras representando somas de números inteiros. Era tão complicado que livros matemáticos escreviam muitas vezes os números por extenso. Na prática, contas eram feitas com o ábaco, não no papel.

O zero surgiu da ideia de representar números pela posição – primeiro em povos mesopotâmicos, cujo sistema se baseava em 60, não 10, e colocavam um espaço vazio entre as casas.

Por volta do século 1, astrônomos greco-romanos, como Ptolomeu, usavam o sistema mesopotâmico, com uma bolinha para representar contas que davam em nada – mas seu uso acabou perdido. Isto é, não deu nada. O zero surgiu entre os indianos, por volta do ano 650, chegando à Europa com os árabes, no século 13. O sistema “arábico” foi logo adotado por comerciantes, ainda que os matemáticos tenham continuado a torcer o nariz – com exceções, como o italiano Fibonacci, aquele da sequência Fibonacci ( onde a soma dos dois números anteriores gera o próximo
número 1,1,2,3,5,8,13,21,34,55,89,144,233,377 ) – até o século 16.



Os romanos usavam sua numeração própria, por isso não usavam o zero.

I = 1
V = 5 mão aberta com cinco dedos
X= 10 duas mãos uma sobre a outra - dez dedos
L = 50 representação do grego (χ) invertido ele se assemelha a um L.
C = 100 vem de centum
                   D = 500 -  Φ representação de 500 em grego (vejam que primeira metade do símbolo grego se assemelha a um D)
                                    M = 1000 - mille

Algumas civilizações utilizavam o ábaco, um instrumento para realizar operações aritméticas.

Civilizações antigas, como os sumérios, usavam sistemas de numeração de base 60, onde o zero era representado por um espaço em branco ou um ponto na tabela.

Dificuldade sem o zero:

A ausência do zero e de um sistema posicional tornava as operações matemáticas mais complexas. Por exemplo, para representar o número 317, os romanos teriam que escrever CCCXVII.

Como fazer a subtração de 105 - 5, se o zero não existisse ?!

1  5 - 5 ( o espaço entre o algarismo 1 o 5 representava a centena, mas podia ser confundido com o milhar também. Era bem complicado.

A invenção do zero:

O zero foi inventado pelos hindus, que desenvolveram um sistema numérico posicional de base dez. O zero representava a ausência de um número e permitia a criação de um sistema numérico mais eficiente e prático para cálculos.


Fontes:

wikipedia.org
google.com
aventurasnahistoria.com.br
ciberduvidas.iscte-iul.pt
infoescola.com

quinta-feira, 5 de junho de 2025

 









A Invencível Armada é um termo utilizado para designar a frota marítima-militar espanhola que foi organizada para atacar a Inglaterra e destituir sua governante, a rainha Elizabeth I (1533-1603), da Casa Tudor, a mando do rei Felipe II (1527-98), da Casa Habsburgo.

As origens deste projeto podem ser traçadas até o início do reinado da filha de Henrique VIII com Ana Bolena, em 1559, quando a recém-coroada Elizabeth rejeitaria o pedido do casamento de Felipe II, então viúvo de sua meia-irmã mais velha, Maria I (1516-58). Depois disso, a relação entre os monarcas seria de cordial animosidade por cerca de duas décadas. A cada ano que se passava, porém, o desenvolvimento agressivo do comércio inglês e a atividade de seus corsários contra as possessões ultramarinas de Espanha e Portugal – além da consolidação da ascendência religiosa protestante – tornavam Felipe II cada vez mais politicamente hostil em relação ao governo elisabetano.

Felipe II da Espanha


A eleição de Sisto V (1521-90) como papa, em 1585, foi quando primeiro ocorreram conversas a respeito de uma conquista católica da Inglaterra. A ideia foi consolidada após o saque da Galícia por corsários ingleses no mesmo ano. Em 1586, como parte dos preparativos para a invasão, Felipe II vetou todo comércio entre Inglaterra e a Península Ibérica, além de estimular conspirações para assassinar Elizabeth I e substituí-la pela sua prima católica presa há quase vinte anos – Maria Stuart, rainha destronada da Escócia. Contudo, uma dessas conspirações seria descoberta. Acusada de conveniência com o plano regicida, Maria Stuart foi julgada e decapitada em fevereiro de 1587.


Elizabeth I



Sabendo da participação de Felipe II na conspiração, Elizabeth I ordenou mais ataques corsários contra os territórios espanhóis. Isso não impediria que a Armada organizada ao longo dos últimos anos com as forças combinadas do Império Habsburgo pudesse se reunir, partindo finalmente para atacar o reino inglês em 21 de julho. Eram, no total, 130 navios carregando cerca de 30.000 soldados. As forças inglesas, por outro lado, somavam apenas cerca de 200 navios e 16.000 mil soldados.




No dia 30, a Armada já estava na costa inglesa. Navios espiões, contudo, já haviam detectado a aproximação, causando os primeiros confrontos entre ingleses e espanhóis logo no dia seguinte. Nos próximos dias, ventos empurraram os navios espanhóis contra os adversários, causando confrontos tão violentos que foi necessário que as forças de Felipe II ancorassem em Calais para se reorganizar. Em cinco de agosto, os ingleses lançaram um ataque surpresa envolvendo navios incendiários.




Esta manobra inesperada semeia o terror e um indescritível caos. A fim de escapar às chamas, os capitães ordenam cortar as amarras atando-as às âncoras. A frota espanhola se dispersa em meio à escuridão. Ao alvorecer, o duque de Medina Sidonia se empenha em reagrupar seus navios.

É então que tem início, ao largo de Gravelines, o confronto final com os ingleses. Durante horas, a canhonada ribomba. Os espanhois recebem o fogo do inimigo sem poder responder eficazmente. E para cúmulo da desventura, um forte vento sul empurra os navios em dispersão na direção norte.

Na impossibilidade de reagrupar os 112 navios que lhe restava, sem notícia dos eventuais preparativos da parte do duque de Parma e de suas chatas de desembarque, Médina Sidonia se resigna a retornar à Espanha pela única rota possível em vista das circunstâncias e os ventos: contornar a Escócia e a Irlanda e fazer velas em direção à Espanha.

Desafortunadamente, o mar não foi nem um pouco clemente e muitos navios desapareceram na costa da Irlanda. Tripulantes sobreviventes foram massacrados pelos insulares. Apenas um punhado deles chegaram a rever a terra espanhola.


Fontes:

infoescola.com
google.com
wikipedia.org
operamundi.uol.com.br















quarta-feira, 4 de junho de 2025








No dia 15 de janeiro de 1919 morria assassinada em Berlim, na Alemanha, Rosa Luxemburgo, importante teórica dos movimentos socialista e comunista no século 20.

Assim como Lenin, ela acreditava na queda violenta do sistema capitalista, porém, era contra o nacionalismo que, na sua opinião, resultaria em um estado autoritário.

Nascida na Polônia no dia 5 de março de 1871, ela já participava de movimentos políticos desde muito nova. Em 1889, ela se mudou para Zurique, na Suíça, onde estudou economia, política e direito. Lá, participou da fundação do Partido Social Democrata polonês, que mais tarde se transformou no Partido Comunista Polonês.







Rosa Luxemburgo viveu a Revolução Russa, de 1905, e a Primeira Guerra Mundial. Da primeira, ela acreditava que a revolução mundial começaria na Rússia. Em relação ao conflito mundial, Luxemburgo defendia que a guerra atentava contra o internacionalismo socialista. Luxemburgo e o seu colega Karl Liebknecht formaram um movimento para acabar com a guerra por meio de uma revolução dos trabalhadores. Com isso foram contra o Partido Social Democrata (SPD). Em 1918, os dois fundaram o Partido Comunista Alemão mas, pouco tempo depois, ambos foram assassinados em Berlim.

No hotel Eden de Berlim, o soldado Runge destroça seu crânio e seu rosto a pontapés; outro militar, também a serviço do capitão Pabst, arremata com um tiro em sua nuca. Amarram seu corpo a sacos com pedras para que pese e não flutue, e jogam em um dos canais do rio Spree, perto da ponte Cornelius. Não aparecerá até duas semanas depois. O Governo do socialdemocrata Friedrich Ebert acabava assim com a vida de Rosa Luxemburgo, a mais importante dirigente marxista da história, ex militante do Partido Socialdemocrata da Alemanha (SPD), a líder mais significativa da Liga Espartaquista e fundadora do Partido Comunista da Alemanha.





Minutos antes, os mesmos personagens tinham assassinato o principal companheiro de Luxemburgo em sua longa trajetória. Karl Liebknecht — único parlamentar que em primeira instância (1914) votou no Reichstag (Parlamento) contra os créditos de guerra para financiar a presença da Alemanha na Primeira Guerra Mundial — foi transferido para a prisão saindo do próprio hotel, mas antes de abandonar o local onde tinha sido interrogado lhe deram dois chutes que o deixaram aturdido e desmaiou; arrastado a um carro, é transportado ao Tiergarten, o grande parque de Berlim, onde é eliminado a sangue frio com tiros de pistola e abandonado no chão até ser encontrado. “Tentativa de fuga”, dirá a nota oficial; a de Luxemburgo trará: “Linchada pelas massas”.

Rosa Luxemburgo e Karl Liebknecht


Era a noite de 15 de janeiro de 1919, quando houve a  prisão e assassinato dos principais líderes da Liga Espartaquista e ícones históricos da revolução alemã de 1918-1919, que estoura logo depois que o Exército alemão foi derrotado e humilhado na Primeira Guerra. Rosa Luxemburgo tinha passado os quatro longos anos da guerra na prisão, depois que em um comício, em Frankfurt, pediu aos soldados, com sua oratória envolvente, que se negassem a combater, irmãos contra irmãos, e aos trabalhadores de seu país que iniciassem uma greve geral que deveria contagiar os trabalhadores de outros países do lado oposto, para que todos confluíssem sob a mesma bandeira para além das pátrias. Sai da cadeia no início de novembro de 1918 e se une à onda revolucionária que inunda as ruas das principais cidades e, sobretudo, de Berlim. Dois anos antes, em outro comício, em 1º de maio de 1916, em meio à conflagração, Liebknecht encerra sua fala ao grito de “Abaixo a guerra, abaixo o Governo!”. Também é preso e passa dois anos e meio na prisão. Sai em 23 de outubro de 1918.

A Rosa vermelha da revolução foi uma militante ousada, perseverante e profundamente crítica, que soube doar sua vida brilhante para impulsionar e promover o desenvolvimento da luta revolucionária. Rosa e seu parceiro Liebknecht nos deixaram ensinamentos importantes.


Fontes:

brasil.elpais.com.br
seuhistory.com
google.com
desacato.info
movimentorevista.com.br
vermelho.org.br

terça-feira, 3 de junho de 2025

Lord Robert Stephenson Smyth Baden-Powell um ator, pintor, músico, militar, escultor e escritor britânico. Fundou o Movimento do Escotismo Mundial no dia 1 de agosto de 1907, participou em diferentes campanhas militares na África, nas quais destacou e obteve grande popularidade entre a população britânica.


Baden Powell



Na Ilha de Brownsea, no Canal da Mancha, Inglaterra, Baden-Powell realizou um acampamento com vinte jovens, de 12 a 16 anos de idade, no qual ensinou técnicas como primeiro socorros, observação, segurança, orientação, etc. Como símbolo do grupo, levavam aqueles jovens uma bandeira verde com uma flor-de-lis amarela e preta no centro.





Entusiasmado com os bons resultados deste acampamento, Baden-Powell começou a escrever o livro Escotismo para Rapazes, que foi publicado em 1908, inicialmente como seis fascículos, de janeiro a maio, vendido em bancas de jornal. Em maio do mesmo ano, foi editado como livro com ligeiras modificações.





A recepção das ideias de Baden-Powell foi tanta que, em poucas semanas, centenas de Patrulhas Escoteiras estavam formadas, praticando Escotismo. Rapidamente o movimento se espalhou por vários países do mundo, chegando à América do Sul em 1908, ao Chile.

Em 1909, mais de 10.000 jovens realizaram uma exibição de suas perícias escoteiras no famoso Palácio de Cristal, em Londres. Nem mesmo a chuva e o frio, naquela manhã do dia 4 de setembro, puderam arrefecer o entusiasmo deles. Nesta reunião histórica, os rapazes formavam a maioria.

Temendo a degeneração das suas ideias, e verificando a necessidade de integrar todos dentro de um movimento que crescia rapidamente, Baden-Powell passou a dedicar-se à organização do Movimento Escoteiro, que não era sua proposta original. Desliga-se do Exército, em 1910, e ingressa no que chamou de sua "segunda vida", dedicada ao crescimento e fortalecimento do Escotismo.





Ainda em 1910, é criado o Escotismo do Mar, bem como surgem dentro do Movimento as "Girls Guides", ou seja, as Guias Escoteiras. A partir de 1912, Baden-Powell passa a viajar pelo mundo divulgando e unindo o Escotismo, que se desenvolve agora como uma "Fraternidade Mundial". Também em 1912, foi publicado o primeiro Manual das Guias, "Como as Moças podem ajudar o Império…" escrito por Agnes Baden-Powell.





Foi em 1916 que, a pedido das crianças menores que queriam fazer parte do Movimento Escoteiro, Baden-Powell criou o Ramo Lobinho, baseado no Livro do Jângal, de Rudyard Kipling, com auxílio de sua irmã, Agnes.

  Em 1917, é constituído informalmente o primeiro Conselho Internacional da Associação de Guias da Inglaterra, e no ano seguinte, é publicado o texto base do Guidismo, escrito por Baden Powell, especialmente para guias.


O Escotismo recebe de William F. de Bois Mclaren uma área de terra, na floresta de Epping, arredores de Londres, onde se instala Gilweel Parko centro de formação de chefes escoteiros (o curso passa a ser chamado de curso para Insígnia da Madeira. Os que completam o curso recebem um colar de contas e um lenço com um pedaço de tecido atrás com a trama característica do clã dos McLaren). Em 1930, Lady Olave Baden-Powell é aclamada Chefe Guia Mundial, função que exerceu até 1976, quando veio a falecer.

A última presença pública de Baden-Powell para os escoteiros foi em 1937, no Quinto Jamboree Mundial em Vogelezang, Holanda, depois do que viajou para o Quênia, onde fixou residência a partir de 1938 juntamente com Lady Olave. Morre nesse local.

A principal organização representativa internacional é a Organização Mundial do Movimento Escoteiro (OMME), WOSM em inglês. O Escotismo é o maior movimento organizado de educação não-formal. Em setembro de 2005, as estatísticas apontam o Escotismo presente em 216 país e territórios, com um total de 28 milhões de filiados, havendo apenas seis países sem escotismo. Já passaram pelo Movimento Escoteiro mais de 300 milhões de jovens desde a sua criação na Inglaterra.







Em 17 de abril de 1910, encerrando um ciclo de quatro anos de renovação da frota naval brasileira, o Encouraçado Minas Gerais chegava ao Brasil, vindo da Europa, com um grupo de oficiais que trazia consigo uniformes e acessórios escoteiros, depois de acompanhar o enorme sucesso que o Movimento fazia na Inglaterra.


O grupo logo se organizou para fundar a primeira associação escoteira, chamada de Centro de Boys Scouts do Brasil, no Rio de Janeiro. A palavra “escoteiros” só surgiu alguns anos depois, ocupando o lugar do termo “scrutar”, adotado assim que o Escotismo chegou ao país.


Rapidamente o Movimento Escoteiro se espalhou por todo o território nacional, inicialmente com diversas associações independentes, até que, em 4 de novembro de 1924, foi criada a União dos Escoteiros do Brasil, acompanhando o desejo de B-P de ver o senso de unidade entre os diversos grupos escoteiros em cada país.






Fontes:
seuhistory.com
pt.scoutwiki.org/História_do_Escotismo_Mundial
escoteiros.org.br/historia/
google.com

segunda-feira, 2 de junho de 2025

 
Grupo Escolar Santos Dumont



1913 - Atual


Este primeiro estabelecimento oficial de ensino do bairro da Penha foi criado em 15.09.1913 e inaugurado em 24.09.1913, no Largo da Penha, durante o mandato do governador Altino Arantes. Seu edifício foi projetado por Hércules Beccari. Segundo o Anuário do Ensino de 1915, a escola que funcionava em 2 períodos, com 13 classes, em prédio do Estado, com capacidade para 585 aluno, teve 591 matriculados e frequência média de 330. Seu diretor era Galdino Lopes Chaves, normalista. Conforme Resolução SE nº 40, de 22.05.1973, publicada no DO de 23.05.1973, foram integrados o 4º Ginásio Estadual da Penha e o GESC Santos Dumont. Passou a denominar-se Escola Estadual de Primeiro Grau (EEPG) Santos Dumont, conforme Resolução SE nº 24, de 28.01.1976, publicada no DO de 29.01.1976. Atualmente a escola oferece Ensino Fundamental (de 1ª a 4ª série) e Ensino Especial.

Falando do ensino a escola – cujo primeiro diretor foi o normalista Galdino Lopes Chaves – seguia o padrão base das escolas da época onde que mesmo recebendo educação básica iguais, meninos e menina estudavam em turmas separadas, sem classes mistas e com alguns cursos diferentes entre os gêneros, como carpintaria, alvenaria e horticultura para os meninos e corte e costura, jardinagem e culinária e para as garotas. Com capacidade à época para 585 alunos, o Grupo Escolar Santos Dumont operava em dois períodos e com 13 classes.








O prédio por sua relevância arquitetônica na história das escolas paulistas foi tombado como patrimônio histórico em 2010. No alto de seus 111 anos de trajetória a escola permanece funcionando e está muito preservada. Seu nome atual é Escola Estadual Santos Dumont e oferece ensino fundamental (da 1ª a 4ª série) e ensino especial.












O local escolhido para erguer a nova escola não poderia ter sido melhor: o coração do bairro, na então praça Bernardino de Campos, posteriormente, em 1915, rebatizada para praça 8 de Setembro em homenagem à padroeira do bairro Nossa Senhora da Penha.

Construída em estilo clássico, tem em seu frontão altas e luminosas janelas que dão vista para a referida praça e para a lateral da escola, o imóvel da instituição de ensino tem um pé direito muito alto, característico das construções da época, o que combinado com amplas as janelas permite uma farta iluminação natural, algo fundamental naquela época que a eletricidade ainda não era tão eficiente longe da região central.

Toda sua construção foi feita em alvenaria de tijolos e o prédio tem uma linguagem arquitetônica própria, pois foi erguido em um período em que as escolas não eram padronizadas, tempo que encontravam escolas estaduais bem diferenciadas uma das outras em estilo. Na lateral da escola, hoje ocupada por um estacionamento de veículos, existia um grande jardim e uma horta que eram cuidados por estudantes e professores. Ao fundo existia oficinas dedicadas à marcenaria e alvenaria. Outro destaque construtivo da escola são os portões e gradis em estilo art déco.

A escola completará em setembro de 2025, 112 anos.



Fontes:

saopauloantiga.com.br
crmariocovas.sp.gov.br
google.com


Vamos falar hoje de objeto direto e objeto indireto. O objeto direto e o indireto são termos integrantes da oração que completam o se...