terça-feira, 4 de outubro de 2016

Agora falaremos dos tempos verbais, assunto que causa algumas dúvidas  os leitores.
São eles : Indicativo, Subjuntivo e Imperativo.

O modo indicativo

Tempos verbais do Indicativo

Presente

Indica fato que ocorre no dia-a-dia, corriqueiramente.

Ex:
Todos os dias, caminho na praia.. 
Estudo pelo Algo Sobre.
Confio em meus amigos.

Pretérito

Indica fatos que já ocorreram.

Pretérito Perfeito

Indica fato que ocorreu no passado em determinado momento, observado depois de concluído.

Ex:
Ontem caminhei na praia.
Estudei pelo Algo Sobre no ano passado.
Confiei em falsos amigos.

Pretérito Imperfeito

Indica fato que ocorria com freqüência no passado, ou fato que não havia chegado ao final no momento em que estava sendo observado.

Ex: 
Naquela época, todos os dias, eu caminhava na praia.
Eu estudava pelo Algo Sobre, quando conheci Magali.
Eu confiava naqueles amigos.

Pretérito Mais-que-perfeito

Indica fato ocorrido antes de outro no Pretérito Perfeito do Indicativo.

Ex:
Ontem, quando você foi a praia, eu já caminhara 6 Km.
Eu já estudara pelo Algo Sobre, quando conheci Magali.
Eu confiara naquele amigo que mentiu a mim.

Futuro

Indica fatos que ocorrem depois do momento da fala.

Futuro do Presente

Indica fato que, com certeza, ocorrerá.

Ex:
Amanhã caminharei na praia pela manhã.
Estudarei só pelo Algo Sobre, no ano que vem.
Eu confiarei mais uma vez naquele amigo que mentiu a mim.

Futuro do Pretérito

Indica fato futuro, dependente de outro anterior a ele.

Ex:
Eu caminharia todos os dias, se não trabalhasse tanto.
Estudaria só pelo Algo Sobre, se tivesse internet em minha casa.
Eu confiaria mais uma vez naquele amigo, se ele me prometesse não mais me trair.

O modo subjuntivo

Tempos verbais do Subjuntivo

Presente

Indica desejo atual, dúvida que ocorre no momento da fala.

Ex:
Espero que eu caminhe bastante no ano que vem.
O meu desejo é que eu estude no Algo Sobre ainda.
Duvido de que eu confie nele novamente.

Pretérito Imperfeito

Indica condição, hipótese; normalmente é usado com o Futuro do Pretérito do Indicativo.

Ex: 
Eu caminharia todos os dias, se não trabalhasse tanto.
Estudaria só pelo Algo Sobre, se tivesse internet em casa.
Eu confiaria mais uma vez naquele amigo, se ele me prometesse não mais me trair.

Futuro

Indica hipótese futura.

Ex:
Quando eu começar a caminhar todos os dias, sentir-me-ei melhor.
Quando eu estudar pelo Algo Sobre, aprenderei mais coisas.
Quando ele me prometer que não me trairá mais, voltarei a confiar nele.

O modo Imperativo

O modo imperativo possui duas formas distintas, a positiva e a negativa, cada qual formada de uma maneira específica.

Imperativo Afirmativo


No caso das pessoas “tu” e “vós”, o imperativo afirmativo é formado a partir do presente do indicativo, eliminando-se o “s” ao final da conjugação. Para as demais pessoas, a formação é igual à do presente do subjuntivo.


Ex: 
Talvez ele chegue cedo. (Presente do subjuntivo)
Chegue cedo. (Imperativo afirmativo)

Imperativo Negativo

O imperativo negativo é sempre idêntico ao presente do subjuntivo.

Ex:
Não cantes tu.
Não paremos nós.



Hoje iremos falar de uma figura controvertida no mundo da animação e do cinema: Walt Disney.

Walt Disney nasceu em 05 de dezembro de 1901 em Chicago. Ainda em criança ele já se interessava pelo desenho, tendo se matriculado  num curso de correspondência aos sábados.
Durante a Primeira Guerra Mundial, aos 17 anos, ele se alistou na Cruz Vermelha.
Em 1919 voltou ao Kansas e em 1922 abriu junto com um sócio um escritor de ilustrador de comerciais.
Seu primeiro filme "Branca de Neve e os sete anões" de 1937, rendeu mais de 1 milhão de dólares.
Em 18 de julho de 1955, foi inaugurada a Disneylândia em Anaheim - California.
Disney morreu em 15 de dezembro de 1966 de câncer no pulmão.
Uma lenda que ainda corre é sobre o congelamento criogênico de seu corpo, para num futuro, com  a descoberta da cura do câncer ele fosse descongelado. Esse boato surgiu a partir de um pequeno artigo da revista Ici Paris em 1969. Na verdade Disney foi cremado e suas cinzas residem no Forest Lawn Memorial Park em Glendale, Califórnia.


Disneyland



Walt Disney

Walt Disney foi o criador de Mickey Mouse e de muitos outros personagens de nossa infância. Fundador de uma moderna companhia de multimídia e parques temáticos, dentre estes a Disneylândia e a DisneyWorld, Walt Disney contribuiu significantemente para o campo do entretenimento, assim como para nossas fantasias de infância. Sua imaginação mudou o mundo para sempre.

Mickey


Figura controvertida, Walt Disney colaborou com o FBI, para revelar nomes de artistas de Hollywood, supostamente engajados com o comunismo.
O escritor Marc Eliot em O príncipe sombrio de Hollywood (Ed. Marco Zero), revela que teve acesso ao próprio FBI, que detinham informações sobre a colaboação de Disney. Segundo dados obtidos, essa colaboração começou em 1940, quando o escritor tinha 39 anos.

No clima de perseguição, Disney também participou ativamente do Communist Pictures, um grupo de representantes do FBI dedicados a localizar subversivos. Entre os que se uniram a esse movimento, estava um ator de segunda categoria, então desconhecido do grande público: Ronald Reagan. O dossiê do FBI sobre aquele que se tornaria presidente dos Estados Unidos entre 1981 e 1989 é eloqüente. Militante sindicalista, Reagan logo tornou-se suspeito por sua atuação no comitê dos cidadãos para as artes, ciências e profissões liberais, considerado uma fachada para os comunistas. 

Era a época do macartismo, inspirado no senador Joseph Raymond McCarthy, que perseguiu artistas e intelectuais ligados as idéias comunistas. Um dos seus alvos mais famosos foi o diretor e ator Charles Chaplin.

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Na década de 80 fiz um curso na Faculdade de Geografia da USP, sobre "Fontes de Energia".
O mundo tinha acabado de sair da segunda crise energética, com o aumento do preço do petróleo pela OPEP.

Vamos tratar nessa postagem sobre matrizes energéticas, tão importantes para o mundo industrializado.

Matriz Energética

Com o advento da industrialização e a predominância do sistema capitalista, o mundo contemporâneo vem sendo cada vez mais dependente dos recursos energéticos, que são destinados à produção de energia elétrica para residências e empresas, e servem como combustíveis para meios de transporte e maquinários agrícolas e industriais.
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Assim, cada país possui, de acordo com sua estrutura geográfica, uma matriz energética, ou seja, um conjunto de fontes de energia que sustenta o desenvolvimento de suas atividades econômicas.
Hoje em dia existe uma variedade de fontes de energia, que são classificadas em renováveis e não renováveis. A energia renovável é aquela obtida a partir de recursos naturais que não se esgotam com o uso, enquanto a energia não renovável é produzida através de recursos que não podem ser repostos nem pelo homem nem pela natureza, esgotando-se à medida que são explorados.

Matrizes energéticas renováveis

Matrizes energéticas renováveis
Energia hidrelétrica – é a energia elétrica produzida a partir do movimento das águas de rios em usinas. As hidrelétricas são importantes fontes de energia porque, além de ser inesgotável, a energia produzida é barata e limpa, ou seja, não é poluente. O Brasil é um dos maiores produtores de energia hidrelétrica do mundo, o que se deve à enorme quantidade de rios, ao relevo acidentado e à grande incidência de raios solares no país.

Energia eólica – é a geração de energia elétrica a partir da energia dos ventos. Embora seja uma forma de energia limpa e renovável, ainda é pouco utilizada porque depende muito das condições climáticas da região.
Energia solar – é a energia elétrica obtida através da luz do sol. Nesse processo, são utilizados painéis de silício denominados células voltaicas, que captam a energia do sol e a convertem diretamente em energia elétrica. Trata-se de uma fonte de energia limpa e sustentável, porém, pouco usada devido aos altos custos de implantação.
Energia de biomassa – é a energia produzida a partir da decomposição da matéria orgânica. O processamento da matéria nos biodigestores dá origem ao biogás, uma mistura gasosa composta especialmente por gás metano. O biogás é utilizado como combustível de veículos e caldeiras, e os resíduos formados no fim do processo, são destinados à produção de fertilizantes agrícolas. Através da biomassa também se produz o etanol e o biodiesel, combustíveis menos poluentes do que os derivados de petróleo.

Matrizes energéticas não renováveis

Petróleo – hidrocarboneto formado a partir da decomposição da matéria orgânica ao longo de milhares de anos. O petróleo é a matéria-prima de combustíveis como gasolina, querosene e óleo diesel, e de diversos produtos da indústria petroquímica, como o plástico, por exemplo. Trata-se da principal fonte de energia utilizada no mundo, porém, precisa ser substituído por novas matrizes energéticas, pois suas reservas tendem a se esgotar no futuro e a combustão dos seus derivados ainda produz grandes quantidades de gases poluentes, entre eles o CO2, que agrava o efeito estufa, e o SO2, que provoca a chuva ácida.
Carvão mineral – rocha sedimentar formada a partir da decomposição de vegetações soterradas há milhões de anos. É a fonte de energia não renovável mais abundante e a segunda mais consumida no mundo, porém, seu uso também acarreta impactos ambientais, assim como o petróleo.
Gás natural – mistura gasosa de hidrocarbonetos formada a partir da decomposição da matéria orgânica em milhões de anos. Embora seja um combustível fóssil, o gás natural é pouco poluente se comparado ao petróleo e ao carvão mineral. Trata-se da terceira fonte de energia mais consumida no mundo.
Energia nuclear – é a produção de energia elétrica através da fissão (quebra) de átomos de urânio. Ainda que seja uma fonte de energia limpa, tem dividido opiniões devido aos riscos de potenciais acidentes nucleares e ao alto custo de eliminação dos resíduos do processo, denominados lixo atômico.
O Brasil é dono da matriz energética mais diversificada e equilibrada do planeta, com o uso de fonte renováveis e não renováveis de energia. O conjunto de fontes geradoras de energia do país é formado por usinas hidrelétricas, termelétricas e nucleares, plataformas de extração de petróleo e gás natural, indústrias de álcool, carvão vegetal (lenha), parques eólicos e painéis para captação de energia solar.
Em se tratando de energia, o maior desafio de todos os países do mundo é adquirir autonomia e baixos custos de produção, de modo que sua economia não se abale caso haja alguma oscilação de preços das fontes energéticas que são importadas. Por isso, é muito importante ter uma matriz variada, principalmente com o uso de recursos energéticos renováveis, limpos e baratos.

De todas elas o petróleo é o  mais utilizado no mundo, principalmente depois do acidente em Fukushima no Japão em 11 de março de 2011.
As grandes fontes de petróleo estão no Oriente Médio, e por causa dele, guerras foram e são travadas.
Países como EUA, tem sua matriz energéticas muito depende do petróleo, e sua atuação no cenário internacional em busca do domínio dessa fonte de energia se dá de forma bélica, como na Guerra do Iraque, da Síria, como por influências no regime político de outros países detentores de grandeds reservas do mineral. 
Assim suas intervenções na Venezuela,  e no Brasil com a espionagem da Petrobrás, denunciada pelo wikileaks, demonstra essa forma de controlar essa matriz energética.
Olá, pessoal.
Hoje vamos falar sobre o EMPREGO DAS LETRAS H, S, Z, X, CH, G, J, SS, SC


Emprego do h 

O h é uma letra que se mantém em algumas palavras em decorrência da etimologia ou da tradição escrita do nosso idioma. Algumas regras, quanto ao seu emprego devem ser observadas:

https://t.dynad.net/pc/?dc=5550001577;ord=1475530920847


a) Emprega-se o h quando a etimologia ou a tradição escrita do nosso idioma assim determina.
     homem, higiene, honra, hoje, herói.

b) Emprega-se o h no final de algumas interjeições. 
      Oh! Ah!

c) No interior dos vocábulos não se usa h, exceto:
- nos vocábulos compostos em que o segundo elemento com h se une por hífen ao primeiro. 
     super-homem, pré-história.

- quando ele faz parte dos dígrafos ch, lh, nh.
    Passarinho, palha, chuva.


Emprego do s 

Emprega-se a letra s:

- nos sufixos -ês, -esa e –isa, usados na formação de palavras que indicam nacionalidade, profissão, estado social, títulos honoríficos.
Chinês, chinesa, burguês, burguesa, poetisa.

- nos sufixos –oso e –osa (qua significa “cheio de”), usados na formação de adjetivos.
      delicioso, gelatinosa.

- depois de ditongos.
    coisa, maisena, Neusa.

- nas formas dos verbos pôr e querer e seus compostos.
    puser, repusesse, quis, quisemos.

- nas palavras derivadas de uma primitiva grafada com s.
     análise: analisar, analisado
     pesquisa: pesquisar, pesquisado.


Emprego do z 

Emprega-se a letra z nos seguintes casos:
- nos sufixos -ez e -eza, usados para formar substantivos abstratos derivados de adjetivos.
   rigidez (rígido), riqueza (rico).

- nas palavras derivadas de uma primitiva grafada com z.
     cruz: cruzeiro, cruzada.
    deslize: deslizar, deslizante.


Emprego dos sufixos –ar e –izar.

Emprega-se o sufixo –ar nos verbos derivados de palavras cujo radical contém –s, caso contrário, emprega-se –izar.
    análise – analisar                               eterno – eternizar


Emprego das letras e e i.

Algumas formas dos verbos terminados em –oar e –uar grafam-se com e.
      perdoem (perdoar),           continue (continuar).

Algumas formas dos verbos terminados em –air, -oer e –uir grafam-se com i.
     atrai (atrair), dói (doer), possui (possuir).


Emprego do x e ch.

Emprega-se a letra x nos seguintes casos:

- depois de ditongo: caixa, peixe, trouxa.

- depois de sílaba inicial en-: enxurrada, enxaqueca (exceções: encher, encharcar, enchumaçar e seus derivados).

- depois de me- inicial: mexer, mexilhão (exceção: mecha e seus derivados).

- palavras de origem indígena e africana: xavante, xangô.

Emprego do g ou j

Emprega-se a letra g

- nas terminações –ágio, -égio, -ígio, -ógio, -úgio: prestígio, refúgio.
- nas terminações –agem, -igem, -ugem: garagem, ferrugem.

Emprega-se a letra j em palavras de origem indígena e africana: pajé, canjica, jirau.


Emprego de s, c, ç, sc, ss.

- verbos grafados com ced originam substantivos e adjetivos grafados com cess.
   ceder – cessão.
   conceder - concessão. 
   retroceder - retrocesso.
   Exceção: exceder - exceção. 

- nos verbos grafados com nd originam substantivos e adjetivos grafados com ns.
   ascender – ascensão
   expandir – expansão
   pretender – pretensão.

- verbos grafados com ter originam substantivos grafados com tenção.
   deter – detenção
   conter – contenção.

domingo, 2 de outubro de 2016

Hoje iremos abordar um tema muito importante para a população de S.Paulo, o transporte público,
principalmente o Metrô de S.Paulo.


Obra da Linha 6 Laranja


O ritmo de expansão do metrô de São Paulo desde 1995, quando o PSDB assumiu o governo do Estado, tem sido tão lento quanto o das gestões anteriores e muito inferior ao de outros países em condições comparáveis.
Dados obtidos pela Folha por meio da Lei de Acesso à Informação apontam que a gestão tucana investiu R$ 30 bilhões em trilhos, trens e estações do metrô nos últimos 20 anos, quando inaugurou 37,2 km de linhas e 27 estações.
Isso significa uma entrega de menos de 2 km de novas linhas por ano. Trata-se de um valor semelhante ao obtido entre 1974, quando o metrô entrou em operação, e 1994, quando governos da Arena, PDS e PMDB inauguraram 43,4 km e 41 estações

Seul, na Coreia do Sul, inaugurou a sua malha de metrô apenas um mês antes da capital paulista, em 1974. Mas hoje, enquanto os paulistanos contam com uma rede de 80,6 km, a cidade asiática possui 326,5 km —fazendo 8 km de metrô por ano.
No ritmo atual, a capital paulista demoraria mais de 120 anos para ter uma malha similar à que dispõe atualmente a capital sul-coreana.

Além da linha 4, a gestão Alckmin também postergou a entrega da linha 17-ouro (São Paulo Morumbi/Congonhas), prevista para a Copa de 2014, mas que agora só deve ficar pronta em 2016. As 11 estações da linha 5, prometidas na campanha de 2010 para serem entregues em 2014, deverão sair do papel só em 2017.

Independente de partido politico no poder, o importante é constatar a lentidão e o descaso que é dado ao transporte público sobre trilhos, que iria desafogar o trânsito caótico da cidade e fazer com que as pessoas deixassem o carro em casa!

sábado, 1 de outubro de 2016












Fotos antigas São Paulo e da zona leste





Década de 40 - Praça Silvio Romero no bairro do Tatuapé.


Praça Silvio Romero década de 40
Década de 50 - Via Anchieta.
Via Anchieta década de 50

Avenida São João - 1952

A.S.João 1952

Década de 40 - Cine Glória na rua do Gasômetro.

Cine Glória - Rua do Gasômetro década de 40


Av. Rangel Pestana



Panificadora Lisboa Praça Silvio Romero



Padaria do bairro da Penha 1930


Ônibus A.E.Caralho até Parque D.Pedro
Estação de trem S.Miguel Paulista



Famosa porteira do Brás
Fábrica Moinho na Moóca

Olá, pessoal.
Amanhã é dia de eleições, para alguns um verdadeiro "porre" ter de ir votar, para outros um dia de exercer a cidadania.
Vamos falar hoje sobre a história das eleições no Brasil, uma história repleta de curiosidades  e casuísmos.


As eleições para governanças locais foram realizadas até a Independência. A primeira de que se tem notícia aconteceu em 1532, para eleger o Conselho Municipal da Vila de São Vicente/SP. As pressões populares e o crescimento econômico do país, contudo, passaram a exigir a efetiva participação de representantes brasileiros nas decisões da corte. Assim, em 1821, foram realizadas eleições gerais para escolher os deputados que iriam representar o Brasil nas cortes de Lisboa. Essas eleições duraram vários meses, devido a suas inúmeras formalidades, e algumas províncias sequer chegaram a eleger seus deputados.
A Velha República
   (1889-1930)
A Proclamação da República inaugurou um novo período da nossa legislação eleitoral, que passou a inspirar-se em modelos norte-americanos. 
Faltava ainda uma lei que presidisse a eleição dos constituintes, marcada para setembro. Em 23 de junho de 1890, ela foi publicada. Ficou conhecida como “Regulamento Alvim”, em referência ao ministro e secretário de Estado dos Negócios do Interior, José Cesário de Faria Alvim, que a assinou.

Eleição de Deodoro
Eleita em 15 de setembro de 1890, uma das primeiras tarefas da constituinte foi dar respaldo ao governo provisório, promulgando a Constituição de 1891 e elegendo Deodoro da Fonseca no dia seguinte.

Coronelismo
O plano dependia da ação dos coronéis, grandes proprietários de terras cujo título derivava de sua participação na Guarda Nacional (instituição que durante o Império assegurava a ordem interna). Eles controlavam o eleitorado regional, faziam a propaganda dos candidatos oficiais, fiscalizavam o voto não secreto dos eleitores e a apuração.
Uma das maneiras de garantir o chamado "voto de cabresto" era a artimanha do voto encadeado, fraude eleitoral inventada na Tasmânia. O cabo eleitoral trazia seu grupo de eleitores para o lugar de votação. O primeiro eleitor entrava no lugar de votação e, em lugar de depositar seu voto na urna, saía com sua cédula em branco. Essa era preenchida pelo cabo eleitoral e entregue a outro eleitor, que a depositava na urna e trazia para fora outra cédula em branco para o próximo eleitor. O pagamento pelos votos era feito em dinheiro ou em favores, com total controle sobre o número dos votos obtidos

 Voto secreto
O Código introduziu o voto secreto, o voto feminino e o sistema de representação proporcional, em dois turnos simultâneos. Pela primeira vez, a legislação eleitoral fez referência aos partidos políticos, mas ainda era admitida a candidatura avulsa. Esse código já previa o uso de máquina de votar, o que só veio a se efetivar na década de 90.
 Voto feminino
O Código Eleitoral de 1932 estendeu a cidadania eleitoral às mulheres.
A potiguar Celina Guimarães Vianna, da cidade de Mossoró, foi a primeira eleitora do Brasil.
A Constituição de 1934 estabeleceu a idade mínima obrigatória de 18 anos para o exercício do voto. Durante o regime militar, iniciado em 1964, não houve, na legislação eleitoral, qualquer progresso quanto ao direito de voto.
O Regime Militar
(1964-1985)
A legislação eleitoral, no período compreendido entre a deposição de João Goulart (1964) e a eleição de Tancredo Neves (1985) foi marcada por uma sucessão de atos institucionais e emendas constitucionais, leis e decretos-leis com os quais o Regime Militar conduziu o processo eleitoral de maneira a adequá-lo aos seus interesses, visando ao estabelecimento da ordem preconizada pelo movimento de 64 e à obtenção de uma maioria favorável ao governo. Com esse objetivo, o regime alterou a duração de mandatos, cassou direitos políticos, decretou eleições indiretas para presidente da República, governadores dos estados e dos territórios e para prefeitos dos municípios considerados de interesse da segurança nacional e das estâncias hidrominerais, instituiu as candidaturas natas, o voto vinculado, as sublegendas e alterou o cálculo para o número de deputados na Câmara, com base ora na população, ora no eleitorado, privilegiando estados politicamente incipientes, em detrimento daqueles tradicionalmente mais expressivos, reforçando assim o poder discricionário do governo.

A Nova República
A Emenda Dante de Oliveira, que previa eleição direta para presidente e vice-presidente da República, foi rejeitada em abril de 1984. Assim, a eleição do primeiro civil após o período de exceção se deu, em 1985, ainda indiretamente, por meio de um colégio eleitoral.
Em 15 de maio desse ano, a Emenda Constitucional nº 25 alterou dispositivos da Constituição Federal e restabeleceu eleições diretas para presidente e vice-presidente da República, em dois turnos; eleições para deputado federal e para senador, para o Distrito Federal; eleições diretas para prefeito e vice-prefeito das capitais dos estados, dos municípios considerados de interesse da segurança nacional e das estâncias hidrominerais; aboliu a fidelidade partidária e revogou o artigo que previa a adoção do sistema distrital misto.
§  Plebiscito
A Constituição de 1988 determinou a realização de plebiscito para definir a forma (República ou Monarquia Constitucional) e o sistema de governo (parlamentarismo ou presidencialismo) e prescreveu que o presidente e os governadores, bem como os prefeitos dos municípios com mais de 200 mil eleitores, fossem eleitos por maioria absoluta ou em dois turnos, se nenhum candidato alcançasse a maioria absoluta na primeira votação.
Nessa votação a maioria da população decidiu pelo regime presidencialista, e pela República.
Curiosidades:
Cabalista era o nome dado àquele que promovia as fraudes eleitorais durante o Império, que começou com o conturbado reinado de dom Pedro 1°. Os cabalistas eram responsáveis pela inclusão de nomes de eleitores na lista de votação, pela exclusão de outros nomes e pela falsificação dos boletins de votação

Os "cacetistas" eram grupos armados que afastavam das igrejas, lugar em que aconteciam as votações, os eleitores da oposição. A prática já aparecia em jornais de 1840, após a posse de dom Pedro 2o, quando as eleições do Rio de Janeiro ficaram conhecidas como "eleições do cacete". Nesse ano, além de membros do Partido Liberal enviados aos lugares de votação armados com cacete (tipo de porrete), a Polícia Militar também foi utilizada para confiscar as listas de eleitores

Fósforo era o nome dado ao eleitor que vota por outro, tanto de maneira legítima, quanto aquele que usa o nome de outra pessoa para garantir mais um voto a seu candidato. Dizia-se, à época, que o fósforo riscava em qualquer urna, que ficava parecida com uma caixa de fósforos. Em 1955, no governo de Café Filho, o eleitor passa a ter de imprimir sua digital para poder votar

Ficou conhecida como "política do café-com-leite" o arranjo político que vigorou no período da Primeira República (mais conhecida pelo nome de República Velha), envolvendo as oligarquias de São Paulo e Minas Gerais e o governo central no sentido de controlar o processo sucessório, para que somente políticos desses dois estados fossem eleitos à presidência de modo alternado. Assim, ora o chefe de estado sairia do meio político paulista, ora do mineiro.

O dia em que a população de S. Paulo elegeu um rinoceronte!

Em 1959, a insatisfação popular com o nível dos políticos e candidatos para as eleições tomava conta de São Paulo. Diante deste quadro, o jornalista Itaboraí Martins teve uma ideia que se tornou emblemática das singularidades deste pleito eleitoral. Itaboraí propôs à população paulistana que votasse em Cacareco, um rinoceronte do Zoológico de São Paulo, para o cargo de vereador. 
Cacareco obteve 100 mil votos e foi eleito vereador. Na época a legenda com mais votos teve 95 mil votos.
Cacareco, porém, não teve tempo de assumir a cadeira de vereador, pois foi devolvido para o zoológico do Rio de Janeiro.
Anos mais tarde o macaco Tião ficou em terceiro lugar para prefeitura do Rio de Janeiro.
Votos em Éneas Carneiro e o palhaço Tiririca, também são considerados votos de protesto!

Fonte T.S.E.


Boa eleição para todos!

Vamos falar hoje de objeto direto e objeto indireto. O objeto direto e o indireto são termos integrantes da oração que completam o se...