¨Hoje mesmo - respondeu Phileas Fogg. - Muito bem - acrescentou, consultando o seu calendário de bolso - , como hoje é 2 de outubro, devo estar de volta em 21 de dezembro.¨
Assim começa a aposta de ¨Volta ao mundo em 80 dias¨ Escrito pelo francês Jules Verne e publicado em volume em 1873, o romance combina aventura, humor, geografia e avanços tecnológicos do século XIX. Mais do que narrar uma corrida contra o relógio, a obra mostra como a viagem transforma um homem inicialmente frio e preso à rotina.
Após a aposta de 20.000 libras, Fogg vai para casa na Saville Row, 7 - Burlington Gardens.
Lá encontra seu recém contratado empregado, Passepartout e comunica a viagem intempestiva.
Pegam um trem para o sul da Europa e, de lá, um vapor para Suez, na África.
No filme dirigido por Michael Anderson e John Farrow de 1956, estrelado por David Niven, Cantinflas e Shirley McLain, eles fazem o percurso de balão até a França e por engano vão parar na Espanha.
No seu encalço, entretanto, segue um detective inglês, convicto de que havia sido Fogg quem roubara o banco londrino. O detective Fix segue-os até Suez, possessão inglesa, à espera de um mandado de prisão para Phileas Fogg, a fim de garantir uma recompensa oferecida pela polícia inglesa. O mandado não chega e Fix é obrigado a segui-los até que consiga a ordem de prisão. Fogg e Passepartout pegam outro navio em Suez com destino a Bombaim, cidade na costa oeste da Índia. Fix continua a segui-los de perto, crente de que fora Fogg quem roubara aquele banco.
Já em Bombaim, os dois pegam um trem para Calcutá, na costa leste indiana. Surge um imprevisto, porém: a ferrovia estava inacabada. Tiveram, então, que descer na metade do caminho e improvisar um segundo meio de transporte até chegar ao outro ponto da rede, onde haveria outro trem. Fogg, um homem mais que remediado, compra para si um elefante, e seguem viagem. Um guia é contratado para levá-los selva adentro até alcançarem a outra parte da ferrovia. No caminho, presenciam um estranho ritual nativo que lhes dá calafrios: uma bela mulher era carregada para ser queimada viva junto ao corpo do marido, já morto. Tinham o costume de que, se o marido morresse, a mulher deveria morrer junto. Fogg, incrédulo, não podia acreditar em tal façanha. Como estava algumas horas adiantado no seu intento, decide dar meia volta e resgatar a moça. Passepartout finge que é o cadáver e entra no caixão. Na hora do ritual, levanta de seu leito fúnebre e carrega a donzela nos braços, provocando arrepios nos que assistiam à cerimônia. Assim, eles resgatam a moça, Aouda, e conseguem fugir.
Chegam por fim a Calcutá, junto com Aouda, que tem os mesmos hábitos ingleses que Fogg e lhes jura a mais eterna gratidão. De lá partem para Hong Kong em um navio, ainda seguidos por Fix, ansioso por pegá-los. Em Hong Kong, Fix leva Passepartout a um bar da cidade e decide contar a razão de os estar seguindo. Conta também que está tramando atrasar a viagem deles para que o mandado de prisão finalmente chegue e ele consiga prender Fogg. Passepartout, fiel ao seu patrão, não acredita em uma só palavra do detective e Fix deixa o pobre francês embriagado. Fogg acaba por perder o navio que os levaria a Yokohama, no Japão. Passepartout, desorientado, embarca para Yokohama, mas deixando seu amo para trás. O cavalheiro não se faz de vencido e aluga um barco para levar a senhorita Aouda, Fix (o qual pensa ser um amigo) e ele para o porto de Xangai, na China. Lá, conseguem pegar um outro navio para Yokohama.
Passepartout, faminto e derrotado, passa a trabalhar em um circo de Yokohama, que depois iria para os EUA. Seu objetivo era terminar a viagem para seu amo. Por acaso, Fogg assiste ao espetáculo de que Passepartout participava. Felizes por se reencontrarem, continuam a viagem. Pegam outro navio e seguem para São Francisco, Estados Unidos.
Em território estadunidense, já não há como o detetive prender Fogg, uma vez que se encontram fora de área sob jurisdição inglesa, e portanto Passepartout permite que este continue a viagem com os três, sem contar nada a seu amo. Em São Francisco os quatro pegam um trem para Nova Iorque, na recém-inaugurada ferrovia que corta os EUA de oeste a leste. No meio do caminho um bando de índios Sioux ataca o trem e leva Passepartout como refém. Seu dedicado amo não pensa duas vezes ao ir resgatá-lo e prosseguir viagem. Chegam atrasados a Nova Iorque, tendo perdido o navio que partira de lá para Liverpool, mas Fogg consegue alugar outro navio que os levaria até a costa inglesa. Quando chegam ao Reino Unido, ainda em tempo de Fogg ganhar a aposta, Fix consegue prendê-lo.
Descobre-se, entretanto, que o verdadeiro ladrão já havia sido preso há três dias, e após algumas horas Fogg é solto. Partem em correria os três, Fogg, Passepartout e Aouda, para Londres, mas chegam cinco minutos atrasados e nem passam pela frente do clube. Fogg, no outro dia, profundamente abatido, vai conversar com Aouda, e ela acaba pedindo-o em casamento. Passepartout vai correndo para a igreja marcar a cerimônia para o dia seguinte. Ao chegar lá, percebe que, ao contornar o mundo indo sempre para leste, Fogg ganhara um dia de vantagem, o que não havia notado. Ainda havia tempo para ganhar a aposta! Seus colegas o esperavam no salão no Clube reformador no horário combinado, quando Phileas Fogg chega, e ganha a aposta.
Fontes:
wikipedia.org
google.com
escritoradesucesso.com.br
verne.garmtdevries.nl/en/london/
Verne, Julio - Volta ao mundo em 80 dias - trad. Therezinha Monteiro Deutch - Nova Cultural - SP
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