quinta-feira, 1 de outubro de 2026

A Semana de Arte Moderna.



Na série da TV Globo se 2004, "Um só Coração" a cena de criação da Semana de Arte Moderna.




Um só coração - Minissérie de 2004




A Semana de Arte Moderna foi idealizada por jovens intelectuais brasileiros de famílias abastadas que queriam mostrar a arte dos novos tempos, o impressionismo, as formas cubistas, o verso livre, sem rimas, sem métrica, dizendo de forma graciosa aquilo que era a expressão legítima da cultura brasileira.




Tarsila do Amaral, Anita Mafaltti, Oswald de Andrade, Mário de Andrade e Menotti Del Picchia






Entre os dias 11 e 18 de fevereiro, o Theatro Municipal de São Paulo permaneceu aberto para visitação. Em seu saguão, instalou-se uma exposição de pintura e escultura. Obras de Anita Malfatti, Di Cavalcanti, Victor Brecheret, entre outros, escandalizaram o gosto público brasileiro, nada acostumado às novas formas de representação propostas pelo modernismo.


Vaias, burburinhos e agitação geral só aumentaram ao longo da Semana. Além da exposição, o evento contou com três festivais, que envolviam apresentações de música, dança, declamações de poesia e conferências, a acontecer nos dias 13, 15 e 17 de fevereiro.



Teatro Municipal de São Paulo


Ainda no dia 13, o já citado poeta Ronald de Carvalho esteve à frente de sua própria conferência, de nome “A pintura e a escultura moderna no Brasil”, seguida de três solos de piano de Ernani Braga e três danças africanas de Villa-Lobos – compositor, aliás, tachado na ocasião de “talento ainda não cultivado o bastante”, por sua música “Privada de bom senso” e “Puramente africana”.







Acima de tudo, o propósito dos artistas envolvidos foi romper com o conservadorismo e o provincialismo brasileiro, especialmente no Estado de São Paulo, que na época ainda era um Estado rural, cuja base era o cultivo de café.






Anita Mafaltti




Polêmica, confusa, barulhenta, tida como “demasiado festiva” e “pouco moderna”, não se pode negar que a Semana de Arte Moderna de 1922 foi um marco, um divisor de águas no panorama artístico brasileiro. Ela escancarou as portas para uma grande liberdade no que diz respeito à produção e pesquisa estética no país, contribuindo para um florescimento intelectual e artístico. Na visão de Di Cavalcanti, o acontecimento da Semana extrapolou o campo cultural e repercutiu também na área política.


Yolanda Penteado (socialite paulista)




De fato, à época, a Semana de Arte Moderna não teve tanta importância. Mas, nos anos seguintes, o evento passou a ser considerado o marco que inaugurou o Modernismo no país e provocou os efeitos sentidos em todos os aspectos da cultura brasileira.






A estudante de Anita Malfatti








A Semana fez o papel de divulgação da arte moderna, que, por sua vez, cultivou o terreno para a consolidação de uma revolução artística e literária que tomou forma após 1922, quando foram lançados os manifestos de Oswald de Andrade e as obras fundamentais do Primeiro Modernismo brasileiro, tais como Macunaíma (Mario de Andrade), Memórias Sentimentais de João Miramar (Oswald de Andrade) e Ritmo Dissoluto (Manuel Bandeira).




Artistas da Semana de 22
Sentado em primeiro plano (Oswald de Andrade) Em pé na terceira fileira de óculos Mário de Andrade




Di Cavalcante - Cinco Moças de Guaratinguetá







A semana se resumiu, de fato a três dias (13,15 e 17 de fevereiro de 1922)






Fontes:
bbc.com
brasilescola.uol.com.br
google.com
youtube.com
fashionbubbles.com
editoragrafset.com
fashionistasdeplantao.com

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