Existiram vários movimentos de resistência no decorrer dos anos, dentre eles destaca-se os partisans (partidários) em francês.
Partisan (do francês partisan; feminino partisane. Em italiano partigiano/partigiana) é um membro de uma tropa irregular formada para se opor à ocupação e ao controle estrangeiro de uma determinada área.
Os partisans operavam atrás das linhas inimigas. Tinham por objetivo atrapalhar a comunicação, roubar cargas e executar tarefas de sabotagem.
O termo ficou conhecido durante a Segunda Guerra Mundial para se referir a determinados movimentos de resistência à dominação alemã, principalmente no Leste Europeu.
Na Iugoslávia, o movimento partisan, liderado pelo guerrilheiro comunista Josip Broz Tito, foi responsável por quase toda a resistência contra o Eixo e ainda teve de lutar contra os croatas fascistas da Ustaše, partido de extrema direita da Iugoslávia, aliados de Hitler. Posteriormente, Tito tornar-se-ia o presidente do país unificado.
Partisans na Segunda Guerra
A organização em bandos, a vida na clandestinidade, as formas de infiltração entre pessoas comuns, como camponeses e operários, caracterizavam também os partisans. No desenrolar da Segunda Guerra, esses grupos passaram a atuar contra os exércitos invasores, sobretudo os nazistas. Por veze, chegavam a se aliar com outros exércitos da resistência, mas isso não era regra. Por ter um modus operandi típico de revolucionários de esquerda, a forma de atuação dos partisans teve grande lastro entre os comunistas que atuavam na Iugoslávia e na Bielorrússia.
Uma das figuras dos partisans mais lembradas é Zoya Kosmodemyanskaya (1923-1941), que atuava como partisan contra os nazistas e recebeu o título de Herói da União Soviética após ser capturada, torturada e enforcada aos 18 anos de idade, em 1941.
Esse movimento de resistência espalhou-se por quase todos os países da Europa, principalmente Europa Oriental.
Partisans judeus - distribuídos por todas as regiões da Europa com significantes comunidades judias, entre o quais se destacam os partisans de Bielski, na Bielorrússia.
O caso dos partisans de Bielski ilustra muito do que acontecia em outros países. Operando no oeste da Bielorrússia entre 1942 e 1944, o grupo foi responsável por um dos mais significativos esforços de resistência judaica contra a Alemanha nazista durante a Segunda Guerra Mundial. Embora seus membros estivessem envolvidos na luta armada contra os alemães e seus colaboradores, os líderes do grupo enfatizavam a organização de um refúgio seguro para os judeus, em especial mulheres, crianças e idosos que conseguiam fugir para as florestas.
Sob a proteção do grupo Bielski, mais de 1200 judeus sobreviveram à guerra, um dos mais bem sucedidos os esforços de resgate durante o Holocausto.
Várias façanhas foram realizadas pelos partisans; principalmente da União Soviética, como o assassinato do líder nazista, Wilhelm Kube, administrador da Bielorrússia, quando uma funcionária da mansão de Kube, Elena Mazanik, colaboradora dos partisans soviéticos, colocou uma bomba embaixo da cama dele.
Além disso eles explodiram ferrovias que levavam suprimentos e armas para as tropas alemãs.
Como as tropas soviéticas estavam se aproximando da fronteira polonesa, o comando alemão decidiu eliminar a fonte de problemas no Bosque de Janowskie. Em 8 de junho, 30 mil soldados alemães, com apoio de artilharia, tanques e aviação, cercaram 3.000 partisans na floresta e lançaram a Operação Sturmwind 1 para destruí-los.
Apesar de estarem em total desvantagem numérica, os partisans soviéticos e poloneses resistiram ferozmente. Um confronto especialmente violento ocorreu em 14 de junho em Porytowe Wzgórze (Colina Porytowe). Durante um dia inteiro, os partidários resistiram aos ataques alemães. Durante um desses contra-ataques, eles capturaram várias armas de artilharia que os ajudaram a quebrar o cerco.
“O termo 'partisan' surgiu na Guerra Civil Espanhola, nos anos 30. Através das Brigadas Internacionais, passou a ser usado pelos russos, ganhando rapidamente uma conotação comunista. Foi adotado pelos grupos de resistência apoiados pelos soviéticos, e também pelo movimento de Tito na Iugoslávia; porém, nem os Maquis francês, nem os Akowcy polaco, nem os Chetniks da Iugoslávia sonhariam adotá-lo. Os alemães utilizavam-no apenas para denunciar os partisans como uma espécie odiosa de bandido.
Fontes:
wikipedia.org
google.com
mundoeducacao.uol.com.br
infoescola.com
feriadoauportugal.blogspot.com
historiasdehistoria.blogs.sapo.pt
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