Reis católicos da Espanha - Fernando e Isabel
O território espanhol já foi dividido por vários reinos cristãos e muçulmanos desde 711, quando o conquistador berbere Tãriq Ibn Ziyãd conseguiu estabelecer o primeiro território muçulmano na região, que posteriormente desenvolveu o domínio do Al-Andalus, que chegou a ocupar a maior parte da Península Ibérica. Pouco depois, em 718, teve início a longa Guerra da Reconquista, que representou os esforços dos cristãos pela expulsão dos chamados mouros, processo que se estendeu até 1492.
No decorrer dos enfrentamentos e progresso da reconquista territorial, variados reinos foram formados como Leão, Castela, Navarra, Aragão e Portugal. As relações entre estas monarquias eram complexas, bastante influenciadas pelas condições da estrutura feudal, hierarquias de vassalagem e suserania entre os próprios reinos e pelas circunstâncias do equilíbrio de poder militar e dinástico.
Os Reis Católicos foram Isabel I de Castela e Fernando II de Aragão. Casaram-se em 1469 e, quando Isabel herdou a coroa de Castela em 1474 e Fernando a coroa de Aragão em 1479, tornaram-se os primeiros soberanos de uma monarquia espanhola centralizada.
A monarquia dos Reis Católicos se sustentou em medidas institucionais que concentraram o poder nos monarcas e consolidaram a unidade religiosa mediante a expulsão ou conversão de judeus (1492) e muçulmanos (1502) e mediante a criação da Inquisição espanhola (1478).
Através da evolução da configuração territorial e política ibérica, os reinos de Castela e Aragão eram os mais destacados reinos hispânicos. Castela possuía era o mais poderoso deles, possuindo o maior território e mais numeroso contingente populacional, além de vultosa produção de riquezas através da atividade agrícola e considerável poder militar. O Reino de Aragão desenvolveu uma promissora atividade comercial e marítima através das rotas do Mediterrâneo. A aproximação entre os reinos era estratégica, assim, em 1469, uma aliança foi firmada através do casamento entre a princesa Isabel de Castela e o príncipe Fernando de Aragão, que eram primos. A articulação em torno do casamento evolveu interesses políticos para lidar com divergências palacianas e contou ainda com o envolvimento papal.
Isabel I de Castela nasceu em 1451, filha do rei João II em seu seguindo casamento com Isabel de Portugal. Sua coroação, em 1474, após uma conflituosa disputa dinástica após a morte de seu meio-irmão Henrique IV, contou com o interessado apoio da coroa de Aragão, pois favorecia ainda mais a aliança entre os dois reinos. Fernando II de Aragão, nascido em 1452, era filho de João II de Aragão e de sua segunda esposa, a nobre castelhana Joana Enríquez. Sua coroação como rei de Leão ocorreu em 1479, quando, enfim, Fernando e Isabel, consolidaram-se como governantes plenos da união entre as duas coroas.
A monarquia dual que foi estabelecida favoreceu a conclusão da Reconquista. O bem protegido Reino de Granada era o último reduto ocupado pelos islâmicos e a atuação das forças combinadas de Castela e Aragão conseguiu, finalmente, firmar sua vitoriosa ação em 1492, quando os Reis Católicos receberam as chaves da cidade de Granada, entregues pelo do sultão Boabdil e simbolizando o triunfo definitivo da prolongada luta pelo estabelecimento do domínio cristão na região ibérica. No mesmo ano, o Decreto de Alhambra determinou a expulsão dos judeus que recusassem a conversão cristã e posteriormente a mesma exigência foi imposta aos muçulmanos que ainda permaneciam no território dos reinos.
Grandes navegações
Igualmente, os soberanos financiaram a expedição de Cristóvão Colombo à América, ocorrida também em 1492.
A fim de garantir a paz com o Reino de Portugal, os soberanos assinaram vários acordos com o vizinho, especialmente o Tratado de Tordesilhas onde os limites do novo mundo foram estabelecidos.
Inquisição e expulsão dos judeus
Do mesmo modo, a expansão da religião católica foi um assunto importante para estes monarcas.
Com o objetivo de transformar todos os habitantes do reino em súditos, em 1492 foi proclamado o Decreto de Alhambra. Nele, se dizia que os judeus que viviam em Castela eram obrigados a escolher entre a conversão ou deixarem o território.
Fontes:
wikipedia.org
google.com
hostoriablog.org
culturalespanhola.com.br
todamateria.com.br
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