Vamos falar hoje de um dos conceitos da Filosofia, desenvolvido, principalmente pelo filósofo Edmund Husserl (1859-1938), a Fenomenologia.
O que é Fenomenologia ?
Fenomenologia é o estudo de um conjunto de fenômenos e como se manifestam, seja através do tempo ou do espaço. É uma matéria que consiste em estudar a essência das coisas e como são percebidas no mundo.
A palavra fenomenologia surgiu a partir do grego phainesthai, que significa "aquilo que se apresenta ou que se mostra", e logos é um sufixo que quer dizer "explicação" ou "estudo".
A fenomenologia é o estudo da consciência e dos objetos da consciência. A redução fenomenológica, epoché, é o processo pelo qual tudo que é informado pelos sentidos é mudado em uma experiência de consciência, em um fenômeno que consiste em se estar consciente de algo.
Epoché é um conceito fundamental para compreender a filosofia de Husserl. Quando se resgata a origem da palavra, Epoché vem do grego que significa “suspensão do juízo”.
Sendo assim, Epoché é o esforço por compreender a experiência mais pura do fenômeno. Isto é, a suspensão de crenças e julgamentos sobre o mundo para observar o fenômeno como ele é vivido.
A Fenomenologia, portanto é a forma como cada um encara os fenômenos que lhes são apresentados, como por exemplo:
Luto: Como diferentes pessoas lidam com a perda e quais significados atribuem à morte.
Autoimagem: A forma como indivíduos percebem sua identidade corporal ao longo do tempo.
Relações Interpessoais: O modo como relações significativas moldam as experiências emocionais.
Coisas, imagens, fantasias, atos, relações, pensamentos, eventos, memórias, sentimentos etc. constituem nossas experiências de consciência.
O interesse para a Fenomenologia não é o mundo que existe, mas sim o modo como o conhecimento do mundo se realiza para cada pessoa.
Aparência e Essência nos Fenômenos
Platão (427-348), em sua "teoria das ideias", afirmava que a aparência das coisas é falsa e o verdadeiro conhecimento devia ser buscado pelo uso exclusivo da razão. Para ele, os fenômenos são falhos, pois nossos sentidos são fontes de enganos.
Esse pensamento influenciou todo o pensamento ocidental e sua separação e hierarquização entre a alma (razão) e o corpo (sentidos).
Aristóteles (384-322), discípulo crítico de Platão, manteve esse pensamento de superioridade entre a razão e os sentidos, mas deu uma abertura para a relevância dos sentidos na construção do conhecimento. Para ele, ainda que os sentidos sejam falhos, são o primeiro contato dos indivíduos com o mundo e isso não deve ser desprezado.
Na filosofia moderna, as questões relacionadas à aquisição do conhecimento, de maneira simplificada, eram disputadas entre o racionalismo e seu oposto, o empirismo.
Descarte (1596-1650), como representante do racionalismo, afirmou que somente a razão pode dar fundamentos válidos para o conhecimento.
E, o empirismo radical, proposto por Hume (1711-1776), atesta que em meio a total incerteza, deve-se basear o conhecimento na experiência gerada pelos sentidos.
Kant(1724-1804) buscou unir essas duas doutrinas, ao reforçar a importância do entendimento, levando em conta os limites da razão. Para ele, jamais se pode compreender a "coisa-em-si", a compreensão dos fenômenos se dá a partir do entendimento e os esquemas mentais interpretam as coisas no mundo.
Hegel e a Fenomenologia do Espírito
A Fenomenologia do Espírito de Hegel (1770-1831) propõe que a manifestação do espírito humano é a história. Esta compreensão eleva a fenomenologia a um método das ciências.
Para ele, a história se desenvolve de maneira a evidenciar o espírito humano. Há uma identificação entre o ser e o pensar. Essa relação é o fundamento de uma compreensão do espírito humano como construído social e historicamente.
Como ser e pensar é uma e a mesma coisa, o estudo das manifestações dos seres é também o estudo sobre a própria essência do espírito humano.
Fontes:
wikipedia.org
google.com
todamateria.com.br
casadosavvedr.com.br
conceito.de/fenomenologia
exemplosite.com
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