sexta-feira, 12 de julho de 2024



A Batalha de Trafalgar foi uma das maiores batalhas navais da história. Ocorrida em outubro de 1805, lutaram por lados opostos na batalha a esquadra inglesa, de um lado, e as esquadras francesa e espanhola, de outro. Essa batalha aconteceu no cabo de Trafalgar, litoral sul da Espanha, próximo ao estreito de Gibraltar.






A Batalha de Trafalgar inseriu-se nas guerras napoleônicas travadas entre França e Inglaterra. Nesse momento, a batalha colocava em questão a invasão das ilhas britânicas, uma pretensão de Napoleão Bonaparte em acabar com o poderio econômico e militar inglês. O objetivo de Napoleão era direcionar as esquadras que se encontravam no Mediterrâneo para o apoio de outras esquadras que estavam próximas ao Canal da Mancha.



Almirante Nelson


Os navios franceses e espanhóis, em número de 33, posicionaram-se em linha, em uma estratégia comum de luta entre navios à vela na época, em razão de esse posicionamento possibilitar o ataque com os tanques, localizados nas laterais das embarcações. Em fila indiana e com os navios direcionados lateralmente ao inimigo, ampliava-se a área de ataque durante as batalhas.



Napoleão Bonaparte


A campanha naval começou como parte do plano de Napoleão Bonaparte para invadir a Grã-Bretanha no verão de 1805. Napoleão precisava ganhar o controle do Canal da Mancha para permitir que seu grande exército o cruzasse. Ao mesmo tempo, procurava uma oportunidade para atacar a Grã-Bretanha, sem ter que lutar contra Nelson e a Marinha Real.








Para conseguir isso, ele ordenou que os três esquadrões da frota francesa bloqueados em Brest, Toulon e outros portos saíssem, se reunissem nas índias Ocidentais e depois retornassem como uma frota para ganhar o controle do Canal.

A Inglaterra depositava todas as suas esperanças no almirante Horatio Nelson, um brilhante estrategista naval.





Nelson era um estrategista brilhante e muitas vezes foi capaz de surpreender seus inimigos por táticas audaciosas. Na Batalha do Nilo, em 1798, sua ousadia e coragem surpreendeu completamente os franceses quando navegou seus navios entre a costa e a frota francesa.

As armas francesas que vigiavam a costa não estavam prontas para a ação, porque acreditava-se que Nelson não poderia atacar a partir dessa posição!





Nelson antecipou cada movimento do inimigo. Na manhã do dia 21, as frotas já estavam visíveis uma à outra. Ele formou sua frota em duas colunas para um ataque arriscado, expondo seus navios ao fogo inimigo. Sabendo que uma tempestade se aproximava, precisava agir rápido.







A frota britânica avançou em duas colunas diretamente contra os franceses. Nelson liderou a primeira, mirando no navio-almirante inimigo, enquanto a segunda coluna, comandada pelo almirante Cuthbert Collingwood, tinha o objetivo de desorientar e destruir os inimigos já confusos.

Trafalgar foi uma ação de frotas muito próximas. Navios manobraram até o inimigo e abriram fogo em uma distância de alguns metros.
“A Inglaterra espera que cada homem cumpra seu dever”


Enquanto seus navios se aproximavam do inimigo, Nelson percorreu o convés do HMS Victory, animando a tripulação. Ele havia enviado o famoso sinal: “A Inglaterra espera que cada homem cumpra seu dever.”

Por volta das 12h35, a linha inimiga côncava permitiu que o Victory abrisse fogo. Em seguida, ao se posicionar na popa do Bucentaure, navio-almirante francês, o Victory disparou uma salva dupla devastadora, ferindo ou matando mais de 200 homens. O almirante Villeneuve era o único de pé no convés do Bucentaure.

O Redoutable bloqueou o caminho do Victory, e Nelson se viu lutando contra três navios no meio da frota inimiga. Os franceses do Redoutable abordaram o Victory e iniciaram uma luta corpo a corpo, mas foram rechaçados.






Mesmo assim, Nelson conseguiu desferir o golpe decisivo. Villeneuve foi capturado em um navio semidestruído, e o centro franco-espanhol mergulhou no caos.


Apesar de Nelson ter sido mortalmente ferido por volta das 13h15, a batalha continuou. A artilharia britânica, mais rápida e eficaz, desgastava constantemente as forças inimigas. Em três horas, a frota franco-espanhola começou a colapsar.

A vitória teve um alto custo: cerca de 1.700 britânicos mortos ou feridos, contra 6.000 vítimas inimigas e quase 20.000 prisioneiros. A tempestade que se seguiu à batalha aumentou as perdas, tanto de vidas quanto do navio-capitânia de Villeneuve.






Lord Horatio Nelson morreu baleado no auge da batalha, apesar da vitória inglesa. Preservaram seu corpo em álcool para a viagem de volta. Ele chegou ao Royal Hospital for Seamen, em Greenwich, agora o Old Royal Naval College, em 24 de dezembro de 1805.

Nelson é um dos mais cultuados heróis ingleses. Para Byron, ele era o “Deus da Guerra da Bretanha”. Foi enterrado na Catedral de São Paulo. O rei George III premiou com medalhas os oficiais superiores e capitães dos navios de linha de Trafalgar. Uma pesquisa feita em 2008 revelou que Nelson é o maior herói militar da Grã-Bretanha de todos os tempos.




A Batalha de Trafalgar cimentou a reputação da Grã-Bretanha como governante dos mares e demonstrou que a Marinha Real tinha superioridade em treinamento, profissionalismo e experiência em táticas navais que a diferenciavam de seus rivais. Em 1809 havia mais de 140.000 homens servindo em 732 navios. A partir deste ponto e até a Segunda Guerra Mundial, a marinha inglesa dominou os mares do planeta.

O HMS Victory foi remodelado e preservado como uma relíquia. Ele ainda faz parte da Marinha Real e pode ser visitado no Portsmouth Historic Dockyard.


Fontes:

wikipedia.org
google.com
marsemfim.com.br/a-batalha-de-trafalgar
infopedia.pt
brasilescola.uol.com.br







quinta-feira, 11 de julho de 2024



As expressões “acerca de”, “a cerca de” e “há cerca de” são homófonas, ou seja, têm o mesmo som e, por isso, geram dúvidas de ortografia. É preciso entender quando usar cada uma, já que têm significados bem diferentes e aparecem em contextos distintos. A expressão “acerca de” indica o assunto do qual se fala, a expressão “a cerca de” indica a distância aproximada entre dois pontos e a expressão “há cerca de” indica o tempo decorrido aproximado de um evento passado.








Acerca  (advérbio) - a respeito  de, sobre.
de (preposição).

Exemplos:



Nossa conversa acerca de investimentos foi muito produtiva.

Acerca desse tópico, eu não tenho nenhuma colocação.

O texto acerca do impacto do desmatamento na Amazônia é muito relevante.



A ,  de (preposição) - aproximadamente, por volta de, em torno de.
Cerca (advérbio)

Exemplos:



São Paulo fica a cerca de 400 quilômetros do Rio de Janeiro. (próximo)

A criminosa foi encontrada a cerca de alguns metros do local do crime. (próximo)

O sítio fica a cerca de meia hora daqui. (próximo)




Há cerca de ( Há- verbo - cerca - advérbio- de preposição) Faz aproximadamente.

Exemplos:



Ela partiu  há cerca de 20 minutos. (aproximadamente)

A criminosa foi encontrada há cerca de uma hora do local do crime. (aproximadamente)


Há cerca de quatro anos, retornei à cidade. (aproximadamente)


Fontes:

portugues.com.br
mundoeducacao.uol.com.br
todamateria.com.br







quarta-feira, 10 de julho de 2024






O advérbio anteontem e a expressão antes de ontem existem na língua portuguesa e estão corretos.

São formas equivalentes para indicar o dia anterior ao dia de ontem.

Exemplos com anteontem: Visitei minha avó no hospital anteontem e ela estava bem.

Meu seguro de saúde venceu anteontem.

Você já fez o relatório da reunião de anteontem?

Exemplos com antes de ontem : Visitei minha avó no hospital antes de ontem e ela estava bem.

Meu seguro de saúde venceu antes de ontem.

Você já fez o relatório da reunião de antes de ontem

Embora os dicionários identifiquem anteontem e antes de ontem como sinônimos, há quem defenda que enquanto o advérbio anteontem indica apenas o dia imediatamente anterior ao de ontem, a expressão antes de ontem pode indicar qualquer dia anterior ao de ontem, sendo mais imprecisa.

Antes de ontem é tão correto quanto impreciso: pode ser um dia antes de ontem, como dois, três, uma semana ou um mês. Já o advérbio anteontem significa exatamente no dia anterior ao de ontem.

Exemplos:

Antes de ontem eu aprendi a cozinhar (pode ter sido, no domingo, no sábado, em junho, maio ou no ano passado)

Anteontem eu não trabalhei (Sendo hoje terça-feira; anteontem foi domingo)



Fontes:

dicio.com.br
ciberduvida.iscte-iul.pt
dicionarioinforma.com.br

terça-feira, 9 de julho de 2024

Hoje, 9 de Julho de 2024 completa-se 92 anos da chamada Guerra Paulista, ou também denominada Revolução
Constitucionalista de 1932.





Na chamada República velha (1898-1930) o poder central no Brasil estava restrito na chamada "política do café com leite", onde ora era eleito como presidente da República um mineiro, ora um presidente paulista.


São Paulo era um grande produtor de café e Minas Gerais era um estado produtor de leite.




As oligarquias paulistas e mineiras não tinham nenhuma preocupação com o social ou com os menos favorecidos. Principalmente em São Paulo, onde os grandes produtores de café substituíram a mão de obra escrava por uma mão de obra de imigrantes, nada mais importava que os seus próprios interesses e poder.




Com a revolução ou golpe de 1930, esse poder começou a ser questionado. Getúlio Vargas foi indicado ao posto de presidente da República e governou num regime ditatorial.


Getúlio Vargas


Os revoltosos de 1932, que tinham como pretexto uma nova Constituição,  diziam perseguir um ideal de liberdade, mas não se importavam muito com isso, enquanto era os atores principais da política brasileira.


Na verdade, a classe dominante de São Paulo estava contrariada por ter perdido o poder do governo central e ter que se sujeitar a um governo da capital da República (Rio de Janeiro).




Getúlio nomeou vários interventores para os Estados da federação. Só em São Paulo  ele nomeou : Tenente João Alberto Lins de Barros (de 25 de novembro de 1930 até 24 de julho de 1931); Laudo Ferreira Camargo (de 25 de julho de 1931 até 13 de novembro de 1931); coronel Manuel Rabelo (de 13 de novembro de 1931 até 7 de março de 1932); e Pedro de Toledo (de 7 de março de 1932 até o fim da Revolução de 1932, em 2 de outubro de 1932). Em 23 de maio de 1932, Pedro de Toledo, foi aclamado pelos paulistas presidente de São Paulo.


Pedro de Toledo



Após a queda da Bolsa de Nova York em 1929, parte dos latifundiários paulistas perderam toda a fortuna. O café despencou o preço, com isso insuflando uma revolta contra o governo federal.


O estopim foi a morte de quatro jovens durante a tentativa de invasão à sede do Partido Popular Paulista (PPP).




O início da guerra aconteceu com apoio de industriais, cafeicultores, intelectuais e jornalistas (elite paulista)     que induziu a população a entrar para um guerra que, de fato, nunca defendeu seus interesses.


A guerra durou de 9 de julho a 2 de outubro de 1932. São Paulo teve 50.000 mil combatentes e 634 mortos  (números oficiais) Alguns afirmam terem morrido perto de 2000 combatentes.





Dois anos mais tarde Getúlio Vargas promulgou a nova Constituição, que foi ignorada em 1937 com a formação do Estado Novo, um estado de ditadura que durou até 1945.



Fontes:



wikipedia.org
brasildefato.com.br
google.com
educacao.uol.com.br
atlas.fgv.br
mundoeducacao.uol.com.br
bbc.com.br

segunda-feira, 8 de julho de 2024

Vamos falar hoje da história do jornal "O Estado de São Paulo".





Fundado em 4 de janeiro de  1875, como a "Província de São Paulo, por Manoel Ferraz de Campos Salles e Américo Braziliense, era um jornal que combatia a escravidão e oposição da monarquia.




A Redação, administração e oficinas foram instaladas em um sobrado da Rua do Palácio, n.º14, antiga Rua das Casinhas, atualmente Rua do Tesouro, esquina com a Rua do Comércio (atual Álvares Penteado), no Centro velho de São Paulo. Entre os proprietários do novo jornal, destacavam-se Américo de Campos e Francisco Rangel Pestana. O administrador era José Maria Lisboa, que morava com a família nos fundos do prédio.

EX-Libris (dos Livros)

A venda avulsa foi impulsionada pelo imigrante francês Bernard Gregoire, que saía às ruas montado num cavalo e tocando uma corneta para chamar a atenção do público — e que, décadas depois, viraria o próprio símbolo do jornal — aumentou a tiragem do jornal. Ao final do século XIX, o Estado já era o maior jornal de São Paulo.

Com aumento das exportações do café, o jornal sentiu a necessidade de abrir uma sucursal em Santos na Rua XV de novembro.


Ao final do século XIX, o Estado já era o maior jornal de São Paulo, superando em muito o Correio Paulistano. Propriedade exclusiva da família Mesquita a partir de 1902, o Estado apoiou a causa aliada na Primeira Guerra Mundial, sofrendo represália da comunidade alemã na cidade, que retira todos os anúncios do jornal. Mesmo assim, Mesquita mantém a posição de seu diário. Nas mesmas circunstâncias, sofreu censura por parte do governo, que cortava matérias relacionadas às suas ações ou às questões nacionais. Durante a guerra, passa a circular a edição vespertina do jornal, conhecida como "Estadinho", dirigida pelo então jovem Júlio de Mesquita Filho.

Da esquerda para a direita: Júlio de Mesquita Filho, Rangel Pestana e Sr. Comora, representante da United Press




Em 1924, o Estado foi impedido de circular pela primeira vez, entre os dias 28 de julho e 17 de agosto. A censura veio primeiramente do lado dos revoltosos, quando ocuparam a cidade, e depois do governo federal, após expulsar os rebeldes. Julio Mesquita foi preso e enviado ao Rio de Janeiro, sendo libertado pouco depois.


Com a morte do velho diretor em 1927, seu filho Júlio de Mesquita Filho assumiu a redação com o irmão Francisco, este à frente da parte financeira do jornal.

Em 1930, o Estado, ligado ao Partido Democrático, apoiou a candidatura de Getúlio Vargas pela Aliança Liberal. Vargas foi derrotado nas eleições, mas assumiu o poder com a Revolução de 1930, saudada pelo jornal como um marco do fim de um sistema oligárquico.

O chamado Grupo Estado assumiu em 1932 a liderança da revolução constitucionalista e, com sua derrota, boa parte da diretoria foi enviada ao exílio — Júlio e Francisco foram para Portugal e lá permaneceram até novembro de 1933, quando Getúlio nomeou Armando de Salles Oliveira, amigo dos diretores, como interventor de São Paulo.


Armando de Salles Oliveira



Durante a Revolução de 32 ou a Guerra Paulista, o evento contou com o apoio do jornal.




“A revolução contou com o apoio de quase toda a imprensa paulista”, segundo o jornalista Oscar Pilagallo. Um dia após o início da revolução, em 10 de julho, o jornal O Estado de S. Paulo publica a seguinte manchete na primeira página: “Está vitorioso em todo o Estado o movimento revolucionário de caráter constitucionalista”. A Gazeta afirmava: “De São Paulo partiu o brado da Independência; de São Paulo também parte, agora, o brado pela Constituição”. Os dois jornais de Chateaubriand, O Diário de S. Paulo e o Diário da Noite, também exaltavam os paulistas.





Logo após o fim da Segunda Guerra Mundial, o Estado viu enorme progresso, com o aumento da tiragem e de seu prestígio nacional. A administração dos interventores mostrou-se financeiramente eficiente e o periódico gozava de ótima situação financeira.




Durante a República Nova (1946–1964) o Estado alinhou-se à União Democrática Nacional, um partido de extrema direita,  de Carlos Lacerda e fez oposição a todos os governos, em especial o de João Goulart. Em 1962, o diretor Júlio de Mesquita Filho chegou a escrever o "Roteiro da Revolução", procurando unir a oposição civil aos militares, o chamado "partido fardado", que desde o início da República costumava intervir na política brasileira. Em 1964, o Estado apoiou o golpe militar — descrito como "contragolpe" por Ruy Mesquita — e a eleição indireta de Castelo Branco. No dia 1 de abril daquele ano publicou texto de apoio à derrubada de João Goulart, traçando um paralelo com a Revolução Constitucionalista de 1932:

“ Minas desta vez está conosco... Dentro de poucas horas, essas forças não serão mais do que uma parcela mínima da incontável legião de brasileiros que anseiam por demonstrar definitivamente ao caudilho que a nação jamais se vergará às suas imposições. ”





Logo após o Ato Institucional Número Dois, de 1965, que dissolveu os partidos políticos, o jornal rompeu com o regime.



Após esse fato o jornal, como outros órgãos da imprensa, sofreu forte censura, sendo obrigado a publicar poemas de Camões e receitas culinárias no lugar das matérias censuradas.




O Jornal sempre foi ligado ao liberalismo econômico e à elite brasileira, sempre combatendo ideias progressistas que ensejam a diminuição das desigualdades sociais e a inclusão dos mais pobres no mercado de consumo.

Icônica sede na Major Quedinho


Sede atual (Marginal Tietê)







O jornal era o quarto em circulação no Brasil em 2015, com uma média diária de 157.761 mil exemplares e terceiro na versão digital com 78.410 visitas, e o segundo na Grande São Paulo, com média diária de 159,9 mil exemplares em 2007. Sofre, no entanto, uma queda acelerada no número de leitores, assim como outras grandes publicações brasileiras.




Fontes:
arquivodoestado.sp.gov.br
wikipedia.org
acervo.estadao.com.br
google.com
memorialdaresistenciasp.org.br

sábado, 6 de julho de 2024

Por que usamos a letra M antes das letras P e B ?


O mais aceito gramaticalmente é que P e B são fonemas bilabiais que se assimilam melhor com a junção da letra M.









O uso da consoante M é obrigatório antes das consoantes P e B, sendo essa uma regra da língua portuguesa. Percebemos que, ao produzir o som das letras M/P/B, nossos lábios se juntam, por isso elas são chamadas de consoantes bilabiais.

É importante saber que, na língua portuguesa, temos fonemas e letras. Os fonemas são os sons que ouvimos ao falarmos uma palavra, e as letras são a forma como o fonema é escrito. Assim, as letras, quando as escrevemos, representam graficamente os sons (fonemas) que pronunciamos quando falamos.




Quando se pronuncia a primeira sílaba  da palavra embora, por exemplo, a consoante m nasala  o e e prolonga-se até à articulação do b, havendo como que um instante de fusão entre as duas. Mas se reparar no modo como pronuncia dente, verificará que o ponto de articulação do n está próximo do ponto de articulação do t.

Com base na "física" das palavras, a Ortografia convencionou o uso da nasal m antes de p e b, e da nasal n antes de outras consoantes.


Fontes:

escolakids.uolo.com.br
recantodasletras.com.br
ciberduvidas.iscte-iul.pt
google.com

quinta-feira, 4 de julho de 2024

Vamos abordar hoje a história da Revolução tenentista de 1924, onde a cidade de São Paulo foi bombardeada  pelas forças legalistas,  e o bairro da Penha tornou-se a sede do governo paulista.




Quando eu era criança, minha avó materna,  já contava essa história de como ela viu muitos corpos no centro de São Paulo, na região do mercado da Cantareira e arredores.



Uma chaminé da antiga Usina de Força, no bairro da Luz, é o único resquício do maior conflito bélico ocorrido na cidade. Foram 504 mortos e quase 5 000 feridos durante os 23 dias em que as tropas federais do presidente Arthur Bernardes atacaram militares rebeldes que tentavam destituí-lo do poder, em 1924. Apesar do alto grau de letalidade, o confronto sempre esteve às sombras da guerra civil de 1932 nos registros históricos e, por isso, é chamado de Revolução Esquecida de 1924. 

A Revolta Paulista de 1924 foi uma revolta tenentista que aconteceu em São Paulo em julho de 1924. Foi a segunda revolta tenentista do período e tinha como objetivo a derrubada do governo de Artur Bernardes, o então presidente do Brasil. A cidade de São Paulo foi intensamente bombardeada, o que forçou os tenentistas a abandonarem a cidade dias depois.

Hoje faz 100 anos do inicio da revolta, que iniciou-se em 5 de julho de 1924.

Durante a Revolução de 1924, o presidente (governador) do Estado, Carlos de Campos, fugiu do Palácio do Governo, localizado nos Campos Elíseos, Região Central, que havia sido atacado pelos revoltosos, e se refugiou na estação de trem que hoje leva seu nome, para comandar a resistência.

Igreja de N.S. da Penha - 1924


A rua Guaiaúna, onde ficava a estação de trem citada, que na época também se chamava Guayauna, foi um dos centros de ataque aos rebeldes, pelas tropas federais comandadas pelo General Eduardo Artur Sócrates.


Mansão Maria Carlota, ladeira Cel. Rodovalho 
refúgio do governador, Carlos de Campos, se refugiou


Antecedentes da Revolta Paulista de 1924

A década de 1920 presenciou a decadência das oligarquias, modelo político que caracterizou a Primeira República, período que se estendeu de 1889 a 1930. O jogo político das oligarquias se tornou incapaz de atender às demandas da sociedade brasileira, e isso deu origem a uma série de movimentos de contestação.

Nesse cenário, o grande destaque foi o movimento tenentista, uma moção política que se iniciou entre os soldados de baixa patente do exército brasileiro. Esse movimento surgiu durante a campanha eleitoral para presidente em 1922 e tinha como objetivo colocar fim ao domínio das oligarquias na política brasileira.


Governador Carlos de Campos




O tenentismo teve relação direta com a decadência do modelo político da Primeira República e, inclusive, seus adeptos estiveram envolvidos com a Revolução de 1930, que colocou fim definitivo a essa fase. A atuação dos tenentistas no cenário político brasileiro se deu porque os militares entendiam que era papel deles interferir na política para salvar os rumos do país, se fosse necessário.

Dentre alguns dos interesses dos tenentistas, estavam:

construir uma república politicamente autoritária e economicamente liberal;

realizar uma reforma educacional;

desenvolver um sistema eleitoral mais eficaz para evitar que fraudes acontecessem. Nessa época o voto não era secreto, com isso existia o chamado ''voto de cabresto";  onde patrões forçavam seus empregados a votarem naqueles que eles indicassem.




A primeira revolta tenentista aconteceu no Rio de Janeiro em 1922 e ficou conhecida como Revolta do Forte de Copacabana. O movimento fracassou, e um ano depois os rebeldes já planejavam realizar outra revolta no Brasil. Essa conspiração, que seria a Revolta Paulista de 1924, era encabeçada pelo general da reserva Isidoro Dias Lopes e os tenentes Joaquim e Juarez Távora.

Eles desejavam iniciar um movimento que fosse capaz de derrubar o presidente. Para isso, planejaram revoltas em uma série de locais diferentes do país. Os tenentistas decidiram que a revolta organizada por eles deveria ter um grande impacto e, por isso, escolheram fazê-la na maior cidade do Brasil: São Paulo.


Casa destruída na Rua Caetano Pinto


Depois disso, revoltas tenentistas aconteceram em outros estados. Como forma de homenagem à Revolta do Forte de Copacabana (que aconteceu em 5 de julho de 1922), a Revolta Paulista foi iniciada no dia 5 de julho de 1924. Tiroteios e bombas começaram a ser ouvidos já na madrugada do dia 5, e os tenentistas conseguiram conquistar locais importantes, como quartéis do exército e da Força Pública.

Logo após isso, o presidente do estado de São Paulo, Carlos de Campos, recebeu o conselho de abandonar o palácio que residia, o Campos Elísios. Isso porque o local seria um importante alvo dos revoltosos, e, por medida de segurança, o ideal era abandoná-lo. Ele assim o fez e se instalou na Zona Leste de São Paulo, em um local mais distante do raio de ação dos rebeldes.


Palácio dos Campos Elíseos 1924


Quando os revoltosos chegaram ao palácio, o encontraram vazio. Durante cinco dias, houve intensos combates nas ruas de São Paulo, e, no final, os tenentistas tomaram o controle da cidade, ao menos de locais estratégicos. Enquanto isso, o presidente do Brasil já tinha deliberado ações para reprimir o movimento, enviando milhares de soldados a São Paulo para conter a revolta.



A Revolta de São Paulo de 1924 ficou marcada por ser o maior conflito armado já presenciado pela maior cidade brasileira. Isso porque o governo de Artur Bernardes não poupou esforços para derrotar o movimento e realizou uma repressão violenta contra São Paulo. O presidente autorizou uma campanha de bombardeio severa.

Os bombardeios eram indiscriminados e não visavam atingir alvos ocupados pelos revoltosos especificamente. Com isso, os civis também se tornaram alvo, o que fez com que a população entrasse em pânico. Cerca de 300 mil pessoas abandonaram a capital paulista e muitas se deslocaram para zonas periféricas.

Esses ataques seguiram por todo o período em que a cidade esteve nas mãos dos revoltosos, causando mortes e destruição. Estima-se que cerca de 4000 pessoas ficaram feridas. Destaca-se o fato de que os ataques aconteceram em bairros de trabalhadores e imigrantes, isto é, bairros de pessoas de classe econômica baixa.

Estima-se que o número de mortos foi de 503, segundo dados oficiais, porém existem estudos que esse número poderia teria chegados a mais de 800 mortos. O número de feridos também foi alto 4846, muitos estimam esse número em 5.000 feridos.

Cotonifício Crespi no bairro da Mooca



A situação dos rebeldes se agravou porque o cerco a São Paulo, somado aos bombardeios, colocou a cidade em uma posição muito ruim e afetou diretamente a vida das pessoas. Assim, uma série de inocentes morreram e, além disso, a cidade começou a sofrer com falta de alimentos, o que ocasionou saques nas regiões mais prejudicadas.


Saque ao depósito da Cia. Puglisi



Isso afetou o moral dos revoltosos, que se viram em uma situação muito delicada. Assim, no dia 27 de julho, eles planejaram fugir de São Paulo e o fizeram no dia 28 de julho. Com a fuga, eles se uniram a tenentistas rebeldes no interior do estado e partiram em direção ao oeste do Paraná.

No Paraná, eles encontraram os tenentistas que haviam se rebelado no Sul, no estado do Rio Grande do Sul. O encontro dos paulistas liderados por Miguel Costa com o grupo liderado por Luís Carlos Prestes deu início à Coluna Miguel Costa- Prestes, que ficou conhecida mais tarde somente como Coluna Prestes, um agrupamento de centenas de homens que marchou pelo interior do país, entre 1925 e 1927, lutando contra as tropas do governo.

A Revolução durou 23 dias de 5 de julho à 28 de julho de 1924.



Fontes:

wikipedia.org
google.com
mundoeducacao.uol.com.br
historiadesaopaulo.blogspot.com
veja.abril.com.br
avidanocentro.com.br

Vamos falar hoje de objeto direto e objeto indireto. O objeto direto e o indireto são termos integrantes da oração que completam o se...