domingo, 14 de novembro de 2021

Em 14 de novembro, morria no Rio de Janeiro o maestro Erlon Chaves.




Erlon Chaves nasceu em São Paulo em 9 de dezembro de 1933. Desde criança já trabalhava em programas de rádio e depois em televisão. Foi ator mirim do filme "Quase no céu"

Foi responsável por diversas trilhas sonoras de telenovelas brasileiras como "Pigmaleão 70"; "O Sheik de Agadir" e "Eu com pro essa mulher"

Pigmaleão 70 (1970)

Compôs ainda a música rema de "O preço de uma vida" de 1966 da TV Tupi.



Fez arranjos musicais parra grandes cantores e cantoras brasileiras como Elis Regina.

Em 1970 durante o Festival Internacional da Canção (FIC) apresentado pela Globo chocou a sociedade conservadora brasileira ao interpretar a música "Eu quero mocotó" de Jorge Benjor, ao beijar diversas loiras da sua banda Veneno.

The girl from Paramaribo



Erlon Chaves, à frente do conjunto vocal As Gatas e da banda Veneno, foi o protagonista de uma das mais inusitadas cenas da história da música brasileira.

Águas de Março


Quem explica é o próprio O Globo em sua edição de 26 de outubro, dia anterior ao editorial: “Agora vamos pedir um favor ao nosso júri popular. Gostaríamos de contar com o auxílio do seu presidente, o maestro Erlon ‘Mocotó’ Chaves para o nosso próximo número. Geraldo José de Almeida não precisou anunciar o número e o público já estava novamente de pé e aos gritos de ‘Queremos Mocotó’. Erlon displicente subiu ao palco foi ao microfone e anunciou um número extra: ‘Antes vamos fazer um número quente. Vou ser beijado por lindas garotas. É como se eu fosse beijado por todas aqui presentes”.

Foi nesse exato momento que Erlon Chaves causou a ira dos mais conservadores, espelhada pelo editorial de O Globo, que segue: “Mas não somente os espectadores; também a direção da TV Globo e os demais responsáveis pelo V Festival Internacional da Canção foram tomados de surpresa, uma vez que tal número não constava do programa e fora abusivamente introduzido pelo mencionado músico depois de chamado pelo locutor para apresentar o popular ‘Mocotó’”.

Eu quero mocotó


Erlon Chaves também foi jurado de programas como o de Flávio Cavalcante.

Erlon morreu de infarto fulminante em 14 de novembro de 1974.


Fontes:
juicysantos.com.br
youtube.com
wikipedia.org
amajazz.com.br



sábado, 13 de novembro de 2021

 




Yellow submarine - Beatles


A animação Submarino Amarelo (Yellow Submarine), dos Beatles, era lançada em 13 de novembro de 1968, nos Estados Unidos, com base em músicas do quarteto britânico The Beatles. A estreia do filme no Reino Unido aconteceu um pouco antes, no dia 17 de julho. O filme foi dirigido pelo produtor de animações George Dunning e produzido pela United Artists (UA) e King Features Syndicate. De acordo com notícias iniciais, os próprios Beatles iriam dublar seu personagens, contudo, apesar de comporem e cantarem as músicas, os integrantes da banda participaram apenas na cena final do filme, enquanto seus personagens ao longo da animação receberam vozes de outros atores.


A obra conta a história de um paraíso aquático, que fica a 80 mil léguas no fundo do mar, chamado Pepperland, protegido pela Banda do Sargento Pepper (Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band). Contudo, o vilão dos mares, o Líder dos Maldosos Azuis (Blue Meanies), que detestava todo tipo de música, decide acabar com Pepperland, deixando-a triste, sem cor e sem som. Entretanto, a bordo de um submarino amarelo e enfrentando todos os tipos de aventuras por vários tipos de mares (do tempo, dos monstros, da ciência, do nada, entre outros), os Beatles chegam para trazer novamente a paz e a música a Pepperland. Anos mais tarde, John Lennon disse que seu filho Sean percebeu pela primeira vez que seu pai havia sido um Beatle depois de assistir ao filme na casa de um amigo, no final da década de 70. Ele voltou para casa e perguntou por que o pai era um desenho animado.


Beatles - Submarino amarelo


Fontes:
history.uol.com.br
youtube.com







sexta-feira, 12 de novembro de 2021

 

Vamos falar hoje do primeiro livro de poemas de Manuel Bandeira, as cinzas das horas.





Manuel Carneiro de Souza Bandeira, nasceu em 19 de abril de 1886 no Recife, e morreu na cidade do Rio de Janeiro em 13 de outubro de 1968.




Em 1913 foi para o sanatório de Clavadel, na Suíça, na esperança de cura sua tuberculose. Lá começou escrever seu primeiro e mais amargurado livro de poesias "As cinza das horas".

O título do livro tem a ver com o pessimismo e a desilusão do autor naquela época com as sequelas da doença e a internação num país distante sem estar próximo dos amigos.


EPÍGRAFE


Sou bem-nascido. Menino,
Fui, como os demais, feliz.
Depois, veio o mau destino
E fez de mim o que quis.

Veio o mau gênio da vida,
Rompeu em meu coração,
Levou tudo de vencida,
Rugia e como um furacão,

Turbou, partiu, abateu,
Queimou sem razão nem dó -
Ah, que dor!
Magoado e só,
- Só! - meu coração ardeu:

Ardeu em gritos dementes
Na sua paixão sombria...
E dessas horas ardentes
Ficou esta cinza fria.
- Esta pouca cinza fria.

A tuberculose é bastante presente em alguns de seus poemas desse livro como em Desencanto.

"Eu faço versos como quem chora
De desalento...de desencanto...
Fecha o meu livro, se por agora
Não tens motivo nenhum de pranto.

Meu verso é sangue. Volúpia ardente...
Tristeza esparsa...remorso vão...
Dói-me nas veias. Amargo e quente,
Cai, gota a gota, do coração.

E nestes versos de angústia rouca
Assim dos lábios a vida corre,
Deixando um acre sabor na boca.

- Eu faço versos como quem morre.

                            Teresópolis - 1912




Crepúsculo de outono




O crepúsculo cai, manso como uma bênção.
Dir-se-á que o rio chora a prisão de seu leito…
As grandes mãos da sombra evangélicas pensam
As feridas que a vida abriu em cada peito.

O outono amarelece e despoja os lariços.
Um corvo passa e grasna, e deixa esparso no ar
O terror augural de encantos e feitiços.
As flores morrem. Toda a relva entra a murchar.

Os pinheiros porém viçam, e serão breve
Todo o verde que a vista espairecendo vejas,
Mais negros sobre a alvura inânime da neve,
Altos e espirituais como flechas de igrejas.

Um sino plange. A sua voz ritma o murmúrio
Do rio, e isso parece a voz da solidão.
E essa voz enche o vale… o horizonte purpúreo…
Consoladora como um divino perdão.

O sol fundiu a neve. A folhagem vermelha
Reponta. Apenas há, nos barrancos retortos,
Flocos, que a luz do poente extática semelha
A um rebanho infeliz de cordeirinhos mortos.

A sombra casa os sons numa grave harmonia.
E tamanha esperança e uma tão grande paz
Avultam do clarão que cinge a serrania,
Como se houvesse aurora e o mar cantando atrás.

Clavadel, 1913



Bandeira disse que não tinha intenções de ingressar na vida literária quando escreveu esse livro. Pensou que a atividade lhe seria útil para preencher seu tempo e sua solidão.

Cinza das horas, representa o fim de uma existência. Uma fogueira ardente e magnânima que vai pouco a pouco, à medida do passar das horas, transformar-se em cinzas.

Para encerrar essa linda canção da Adriana Calcanhoto, que cita as cinzas das horas.

Vambora - Adriana Calcanhoto


Fontes:
disal.com.br
maxwell.vrac.puc-rio.br
umlivrodepoesiapordia.blogspot.com
passeiweb.com
youtube.com

quinta-feira, 11 de novembro de 2021

Vamos falar hoje do escritor russo Nikolai Vassílievitch Gógol e sua obra prima "Amas Mortas" (Мёртвые души) em russo.

O escritor nasceu em Sorotchinsky na Ucrânia em 19 de março de 1809, e  morreu em Moscou-Rússia em 21 de fevereiro de 1852.

Gógol

Almas mortas, publicado pela primeira vez em 1842, é o livro precursor do romance clássico russo e a grande obra-prima de Nikolai Gógol (1809-1852). A narrativa traz a história de um especulador de São Petersburgo que chega a uma cidade de província e procura conquistar, com suas boas maneiras, a simpatia da sociedade e dos senhores de terras locais. Seu objetivo: comprar “almas mortas”, ou seja, servos já falecidos, mas que ainda não haviam sido declarados como tal no último censo. 

A obra traça uma dura crítica à sociedade feudal da Rússia no século XIX, onde os senhores donos das terras eram proprietários de seus servos que vivam em regime de semiescravidão.

"- Não, nunca ouvi falar dele, não existe esse proprietário.
- Quais são os que existem, então ?
- Bobrov, Svinhin, Kanapátiev, Karápkin, Trepákin, Plêchacov.
- É gente rica ou não ?
- Não, meu senhor, não temos por aqui gente rica. Um tem umas vinte almas, outro umas trinta, mas desses que sejam donos de uma centena não há por aqui.
Tchítchicov se deu conta que tinha vindo parar numa região bastante perdida." (p.53)




Tchitchikov, personagem central da história, almeja fazer dinheiro adquirindo dos proprietários rurais, a preços módicos, almas mortas não contabilizadas nos registros oficiais. Com o patrimônio vitaminado, idealiza levantar boas somas de dinheiro vivo a partir da penhora dos servos fictícios. Aproveitando-se do delay entre a morte dos servos dos proprietários rurais e o registro dessas mortes no censo do Estado russo, engendra um negócio malandro e promissor.

Enfim, a atualidade dessa grande obra está em retratar, com riqueza de detalhes, a corrupção nos órgãos públicos, a mediocridade do ser humano frente ao desejo de poder, a ganância, fofocas e mentiras. Enfim, o que existe de pior na natureza humana encontra-se aí retratada, também com certos traços de humor, o que faz com que a leitura seja leve e prazerosa.
Algumas lacunas na segunda parte tornam o livro inacabado, deixando margem para a imaginação dos leitores. Qual destino teve Tchítchicov? Para que queria mesmo comprar as almas mortas? Fica, portanto, a cargo de cada um buscar a resposta.


"Nesse meio tempo, com efeito, os tribunais estavam recebendo petições sobre petições. Surgiram parentes dos quais nunca antes se tinha tido noticias. Como urubus sobrea carniça, toda a revoada baixou de todos os lados sobre a enorme herança que ficou após a morte da velha. Apareceram denúncias contra Tchítchicov, tanto de falsificação do último testamento como também sobre a falsidade do primeiro, testemunhos sobre apropriação indébita e sonegação de dinheiro. Vieram à tona denúncias contra Tchítchicov a respeito da compra de almas mortas...."

(p.418)





Fontes:

wikipedia.org
revistacult.uol.com.br
sagaliteraria.com.br
chicoeliton.blogspot.com
Gogol, Nikolai - Almas Mortas - tradução Tatiana Belinky - Abril Cultural - 1979

quarta-feira, 10 de novembro de 2021

 Vamos falar hoje de Zélia Gatai, escritora brasileira, membro da ABL (Academia Brasileira de Letras).





Começou a escrever com 63 anos. Estreou na literatura com o livro de memórias "Anarquistas Graças a Deus". Recebeu o Prêmio Paulista de Revelação Literária. Viveu com o escritor Jorge Amado durante 56 anos. Em 2001, foi eleita para a Academia Brasileira de Letras, para a cadeira n.º 23, a mesma que pertenceu a Jorge Amado.


Zélia Gattai nasceu em São Paulo, no dia 2 de julho de 1916. Filha de Ernesto Gattai e Angelina, imigrantes italianos, passou sua infância e adolescência no bairro do Paraíso.

Participava junto com a família do movimento político-operário organizado por imigrantes italianos, espanhóis e portugueses, que reivindicavam melhorias no trabalho.

Zélia Gattai casou-se aos dezenove anos com Aldo Veiga. Em 1942, nasceu seu primeiro filho, Luís Carlos. O casal separou-se de oito anos de casados.

Zélia Gattai e Jorge Amado

Em 1945, Zélia conheceu Jorge Amado quando ambos trabalhavam no movimento pela anistia dos presos políticos.


Zélia e Jorge Amado





Com pouco tempo foram morar juntos, ainda não havia divórcio e os dois eram separados. Zélia passou a trabalhar com Jorge, revisando e datilografando os originais de seus livros.

Em 1945, com a eleição de Jorge Amado para a Câmara Federal, o casal mudou-se para o Rio de Janeiro. Em 25 de novembro de 1947, nasceu João Jorge o primeiro filho do casal e o segundo filho de Zélia.

Exílio

Em 1948, o Partido Comunista foi declarado ilegal e os parlamentares eleitos pelo PCB foram cassados.

Jorge Amado perdeu o mandato e teve que se exilar. Foi para Europa e Zélia seguiu depois, com o filho pequeno. Chegou à Itália, no porto de Gênova, onde Jorge a esperava.

Depois de alguns dias, Zélia e Jorge seguem para a Tchecoslováquia, depois vão para a Polônia e por fim chegam a Paris. No final do ano vão para a URSS.

Em 1949, estavam de volta à Paris quando Zélia ingressou na Sorbonne, onde estudou Civilização Francesa, Fonética e Língua Francesa.

Em fins desse mesmo ano, foram obrigados a deixar Paris, pois os comunistas não eram bem vistos pelo governo francês, então voltaram para a Tchecoslováquia.

Em 1951, nasceu sua filha Paloma. Viajaram ainda para a Hungria, Romênia, Bulgária, China e Mongólia.

A volta ao Brasil

De volta ao Brasil, em 1952, passam a morar no Rio de Janeiro, onde permanecem alguns anos.

Decididos a viver numa cidade mais pacata, em 1960, Zélia e Jorge compram uma casa em Salvador, Bahia, no bairro do Rio Vermelho.

Zélia a Jorge na casa de Rio Vermelho - Bahia




No dia 12 de maio de 1976, depois de vários anos de união, eles conseguiram oficializar o casamento.

Anarquistas Graças a Deus

Em 1979, depois de três anos do casamento, Zélia Gattai estreou na literatura com o livro de memórias "Anarquistas Graças a Deus”, onde narra sua infância de filha de imigrantes italianos, anarquistas e católicos.






O livro foi traduzido para diversos países, sendo adaptado para o teatro e para uma minissérie de televisão. Zélia recebeu pelo livro o Prêmio Paulista de Revelação Literária de 1979.

Sobre o início de sua carreira de escritora aos 63 anos ela diz no prefácio de seu segundo livro "Um chapéu para viagem" - 


 
"Há pouco mais de três anos, rendendo-me à afetuosa pressão de meus filhos Paloma e João Jorge para que escrevesse as histórias de minha infância que repetida vezes lhes contara no correr dos anos, decidi-me a fazê-lo, tendo comprovado ser muito mais fácil contar do que escrever."

Zélia, que assinou seu livro com o nome de solteira, tomou gosto e três anos depois já lançava o segundo livro e não parou mais. Alguns de seus livros foram traduzidos para vários países.

Um chapéu para viagem

Esse segundo livro da escritora nasceu para homenagear seu marido, Jorge Amado, por ocasião do cinquentenário do primeiro livro do autor e  do seu 70º aniversário que se daria em agosto de 1982.

O livro conta a vida de Jorge Amado, através das histórias ouvidas de Dona Lalu e Seu João, pais de Jorge Amado, e histórias vividas por ela mesma com o escritor.

Zélia Gattai viveu durante 56 anos com o escritor Jorge Amado, que faleceu em 6 de agosto de 2001. Nesse mesmo ano, foi eleita pra a cadeira n.º 23, que pertenceu a Jorge Amado, da Academia Brasileira de Letras. Foi também eleita para a Academia de Letras da Bahia.

Zélia Gattai Amado de Faria faleceu em Salvador, Bahia, no dia 17 de maio de 2008.


Escultura de Jorge e Zélia no bairro de Rio Vermelho - Bahia
devidamente protegidos com máscara




Fontes:


wilipedia.org
ebiografia.com
google.com
Gattai, Zélia - Anarquistas graças a Deus - Círculo do Livro - 1979
Gattai, Zélia - Um chapéu para viagem - Círculo do Livro - 1982
otabuleiro.com.br




terça-feira, 9 de novembro de 2021

Gramática Normativa é o ramo da gramática que dita as regras a serem utilizadas na fala e na escrita.

É considerada a norma culta, a forma que deve ser observada em concursos públicos, vestibulares e Enem.

Elabora normas de concordância nominal e verbal entre os diversos termos da oração e do texto. Flexão de número e gênero, flexão verbal, conjugação de verbos, regência, pontuação vírgula, enfim tudo aquilo que é imprescindível para a boa forma da escrita.


Gramática Descritiva leva em consideração as falas populares, o contexto regional dos usuários dessa gramática. A gramática descritiva está ligada a uma determinada comunidade linguística, seus vícios de linguagem, suas gírias, sem se preocupar com as normas da gramática normativa.


Exemplo: Mãe, vou no banheiro lavar esse machucado.

Observe que na oração acima existe um erro de regência. O verbo ir. Quem vai, vai a algum lugar e não no lugar.

O correto seria: Mãe, vou ao banheiro lavar esse machucado.

A incorreção gramatical não prejudica, no entanto, o entendimento da frase.


A língua é um elemento vivo, portanto encontra-se em continua modificação de acordo com as características semânticas, sociológicas e regionais.



"...A vida não me chegava pelos jornais nem pelos livros

Vinha da boca do povo na língua errada do povo

Língua certa do povo

Porque ele é que fala gostoso o português do Brasil

Ao passa que nós

O que fazemos

É macaquear

A sintaxe Lusíada..."

(do livro Libertinagem de Manuel Bandeira - poema Evocação do Recife)


Fontes:

infoenem.com.br
portugues.com.br
rockcontent.com/br
infoescola.com
Bandeira, Manuel - Estrela da vida inteira - Ed. José Olympio - Rio de Janeiro - 1976 - introdução Gilda e Antonio Cândido


segunda-feira, 8 de novembro de 2021

 Vamos falar das duas maiores correntes do islamismo: Sunitas ( سني)  e Xiitas (شيعي ).




Como sabemos o profeta Maomé (محمد) - Meca - 25 de abril de 571 - Medina - 8 de junho de 632, foi o fundador do Islamismo.

De acordo com a religião islâmica, Maomé é o último profeta de Deus, precedido por Jesus, Moisés, Davi, Jacó, Isaac, Ismael e Abraão.  Segundo a crença muçulmana o profeta Maomé recebeu os versos do Alcorão através do anjo Gabriel nas cavernas do Monte Hira.

O profeta foi perseguido em Meca devido à sua pregação das mensagens de Deus e em 622 viajou para Latrebe, hoje Medina (المدينة المنورة) , na chamada Hégira.



Após a morte do profeta Maomé (ou Mohammed), o fundador do Islamismo e autor do livro sagrado Alcorão, houve um processo de disputa para decidir quem deveria sucedê-lo, já que o Islã não consistia apenas em uma religião desconectada do poder político. O Islã, em si mesmo, está estruturado em uma proposta de civilização que articula princípios religiosos e políticos.




Da disputa pelo direito de sucessão legítima do Profeta, duas correntes tornaram-se majoritárias: os xiitas e os sunitas. Tal disputa teve seu início em 632 d.C., quando os califas (sucessores de Maomé), que também eram sogros de Maomé, Abu Bakr e Omar, tentarem organizar a transmissão do poder político e da autoridade religiosa. Essa tentativa logrou êxito até o ano de 644 d.C., quando um integrante da família Omíada, também genro de Maomé, chamado Othmã, tornou-se califa e passou a ter sua autoridade contestada por árabes islamizados que viviam próximos à Medina. Othmã acabou sendo assassinado.

Ao assassinato de Othmã esteve associada a figura de Ali, primo de Maomé que sucederia ao califa assassinado. Os muçulmanos contrários a Ali declararam guerra ao califa e seus simpatizantes. A figura mais proeminente que contestou a autoridade de Ali foi o então responsável pelo poder da Síria, Muhawya. Esse último decidiu apurar o assassinato de Othmã e averiguar a participação de Ali no caso. Isso foi o bastante para que outro grupo muçulmano conspirasse contra Ali, que acabou também assassinado.



Os xiitas começaram como uma facção política: literalmente "Shiat Ali", ou partido de Ali.


O Ali em questão era genro do profeta Maomé, e os xiitas reivindicam o direito dele e o de seus descendentes de liderar os muçulmanos.


Muhawya, então, tornou-se um califa poderoso e transferiu a capital do califado de Medina para Damasco, atual capital da Síria. Seus oponentes, que defendiam a sucessão do califado pela hereditariedade, isto é, pelos descendentes da família de Maomé, ficaram conhecidos como xiitas, um grupo ainda hoje minoritário e que se caracteriza por ser tradicionalista, conservando as antigas interpretações do Alcorão e da Lei Islâmica, a Sharia.




Já os membros do outro grupo, muito maior em número de adeptos ainda hoje, constituindo cerca de 90% da população islâmica, ficaram conhecidos como sunitas, primeiro por divergirem da concepção sucessória dos xiitas e, segundo, por sempre atualizarem suas interpretações do livro sagrado do Alcorão e da Lei Islâmica, levando em consideração as transformações pelas quais o mundo passou e valendo-se de outra fonte além das citadas, a Suna — livro onde estão compilados os grandes feitos e exemplos do profeta Maomé. Daí deriva o nome sunita.

De fato, o nome sunitas vem da expressão "Ahl al-Sunna": "o povo da tradição". Nesse caso, a tradição se refere a práticas derivadas das ações do profeta Maomé e seus parentes.


Fontes:
wikipedia.org
google.com
bbc.com
operamundi.uol.com.br
historiadomundo.com.br

Vamos falar hoje de objeto direto e objeto indireto. O objeto direto e o indireto são termos integrantes da oração que completam o se...