terça-feira, 17 de março de 2026



Simone de Beauvoir foi escritora, filósofa, intelectual, ativista e professora. Integrante do movimento existencialista francês, Beauvoir foi considerada uma das maiores teóricas do feminismo moderno.

Uma de suas frases mais célebres é:

“Ninguém nasce mulher: torna-se mulher”.






Nascida em Paris, em 09 de janeiro de 1908, era a primogênita de duas irmãs, filha de um casal descendente de famílias tradicionais, porém decadente. Seu pai era o advogado Georges Bertrand de Beauvoir, ex-membro da aristocracia francesa, enquanto a mãe era Françoise Brasseur, membro da alta burguesia francesa. Ela estudou em uma escola católica privada até os 17 anos. Depois de passar no vestibular de matemática e filosofia, acabou por estudar matemática no Instituto Católico de Paris, literatura e línguas no colégio Sainte-Marie de Neuilly, e em seguida, filosofia na Universidade de Paris (Sorbone), onde conheceu outros jovens intelectuais, como Maurice Merleau-Ponty, René Maheu e Jean-Paul Sartre, com quem manteve um relacionamento aberto  por toda a vida.

Ou seja, ambos não eram adeptos da monogamia e, portanto, tiveram outros parceiros sexuais ao longo da vida. Assim, nenhum deles chegou a casar ou ter filhos.



Simone e Sartre


Sua obra literária é vasta, Simone produziu diversas obras relacionados com filosofia, política e sociologia. Escreveu romances, novelas, peças de teatro, ensaios e autobiografias:

A Convidada (1943)

O Sangue dos Outros (1945)

O Segundo Sexo (1949)

Os Mandarins (1954)

Memórias de uma moça bem-comportada (1958)

Uma Morte Suave (1964)

A Mulher Desiludida (1967)

A Velhice (1970)

Tudo Dito e Feito (1972)

A Cerimônia do Adeus (1981)




Sem dúvida, sua grande contribuição foi no campo dos estudos sobre o feminismo e na luta da igualdade de gênero. Aliado a isso, Beauvoir foi adepta da teoria existencialista, onde a liberdade é a principal característica.

Em sua obra “O segundo sexo” Simone aborda sobre o papel da mulher na sociedade e a opressão feminina num mundo dominado pelo homem. O livro foi considerado agressivo e incluído na lista de negra do Vaticano.

No romance existencialista “Os Mandarins” Simone retrata a sociedade francesa no pós-guerra onde temas políticos, morais e intelectuais são discutidos pela autora. Com essa obra, Beauvoir recebeu o Prêmio Goncourt.

De suas autobiografias merece destaque a obra “Memórias de uma moça bem-comportada” onde Simone apresenta relatos reais de sua vida com foco nos dogmas da igreja e nos comportamentos da sua família burguesa. Nessa obra, também podemos notar o feminismo de Beauvoir.

Uma de suas ideias mais polêmicas está relacionada com o casamento e a maternidade. Para ela, o casamento é uma instituição problemática e falida da sociedade moderna.

E a maternidade, é uma espécie de escravidão, onde a mulher abdica de sua vida tendo a obrigação de casar, procriar e cuidar da casa. Sendo assim, para Simone a mulher deve ter autonomia.

Nas palavras da autora:




“Casamento é o destino tradicionalmente oferecido às mulheres pela sociedade. Também é verdade que a maioria delas é casada, ou já foi, ou planeja ser, ou sofre por não ser.”

“Não são as pessoas que são responsáveis pelo falhanço do casamento, é a própria instituição que é pervertida desde a origem.”

“A humanidade é masculina e o homem define a mulher não em si, mas relativamente a ele: ela não é considerada um ser autônomo.”



Apesar de De Beauvoir ter tido um relacionamento de longa data com Sartre, ela era conhecida por ter várias amantes do sexo feminino. A natureza de alguns desses relacionamentos, alguns dos quais começaram enquanto trabalhava como professora, levou a uma controvérsia biográfica.

Uma ex-aluna, Bianca Lamblin (originalmente Bianca Bienenfeld), em seu livro Mémoires d'une jeune fille dérangée, escreveu que quando era estudante tinha sido abusada por sua professora (De Beauvoir), que estava em seus trinta anos na época. Em 1943, De Beauvoir chegou a ser suspensa do seu trabalho de ensino, devido a uma acusação de que em 1939 ela tinha seduzido a aluna Natalie Sorokine, então com 17 anos. Os pais de Sorokine fizeram acusações formais contra de Beauvoir e, como resultado, ela teve sua licença para lecionar na França revogada permanentemente.



Em 1981, ela escreveu La Cérémonie Des Adieux (A Cerimônia de Adeus), um doloroso relato sobre os últimos anos de Sartre. Na abertura de Adieux, De Beauvoir observa que é a única grande obra publicada por ela que Sartre não leu antes de ser publicada.

Ela esteve no Brasil em 1960, a convite de Jorge Amado e Zélia Gattai ela e Sartre eram amigos do casal.

Zélia, Sartre, Simone, Jorge Amado e mãe Senhora



Visitou: Recife, Salvador, Rio de Janeiro, Brasilia e São Paulo.


Sartre e Simone com Juscelino Kubitschek





Simone de Beauvoir morreu em 1986 de pneumonia em Paris, aos 78 anos de idade. Seu corpo encontra-se sepultado no mesmo túmulo de Jean-Paul Sartre no Cemitério de Montparnasse, na capital francesa.



Fontes:

wikipedia.org
google.com
todamateria.com.br
super.abril.com.br

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Vamos falar hoje de objeto direto e objeto indireto. O objeto direto e o indireto são termos integrantes da oração que completam o se...