quinta-feira, 5 de março de 2026

Hoje vamos falar de mais um bandeirante, Domingos Jorge Velho.






Domingos Jorge Velho (1641-1705) é um personagem histórico brasileiro. Assim como outros chamados de “bandeirantes”, Jorge Velho era considerado mestiço, desbravador e um aventureiro que conhecia e circulava pelo interior do Brasil em busca de metais, pedras preciosas e indígenas para serem escravizados. Nasceu na vila de Parnaíba, em São Paulo, em 1631 e destacou-se por liderar a expedição que conseguiu a maior vitória militar dos colonos contra o Quilombo de Palmares, em 1694 e 1695.

Seu ofício como apresador, este passou cerca de 25 anos adentrando os sertões do nordeste, e sua experiência em batalhas contra quilombolas e indígenas considerados “bravios” o tornou conhecido como exterminador de índios, também graças a sua notória violência e truculência.

Domingos Jorge Velho


Por ordem do governador geral do Brasil, Antônio Luís Gonçalves da Câmara Coutinho, Jorge Velho desviou sua rota, para combater os índios janduís, no vale do Apodi, no Rio Grande do Norte.

A luta foi travada, os índios atacados em vários pontos da região, sendo derrotados definitivamente próximo a Lagoa do Apodi.

Domingos Jorge Velho, continuando sua marcha, chegou em Porto Calvo, Alagoas, em 1692, onde se estabeleceu. Com seus modos truculentos, desagradou a população da região.

Demorou algum tempo para atacar o quilombo. Em 1694, com o apoio da tropa pernambucana de Bernardo Vieira de Melo, após 22 dias de cerco, atacou o quilombo. No dia 7 de fevereiro, destruiu o Mocambo do Macaco, a aldeia principal do quilombo.

Zumbi dos Palmares, que resolveu abandonar sua aldeia, foi perseguido e no dia 22 de novembro foi derrotado e morto pelo capitão André Mendonça de Furtado.

Zumbi foi morto, em 20 de novembro de 1695, depois que um de seus companheiros chamado Antônio Soares revelou sob tortura o local de esconderijo de Zumbi. Um bandeirante chamado André Furtado de Mendonça organizou uma emboscada que localizou Zumbi. Após ser morto, sua cabeça foi decepada e exposta em Recife.




Pelos serviços prestados à Coroa, Jorge Velho recebeu uma grande quantidade de terras e a patente de Mestre de Campo. Obteve também licença para fundar duas vilas na Paraíba. No final de sua vida, residiu em Piancó, alto sertão da Capitania da Paraíba, casou-se com Jeronyma Cardim Fróes e veio a falecer em 1704, aos 64 anos, segundo relatos posteriores de sua própria esposa.

É importante ressaltar que a figura heroica dos bandeirantes foi construída a partir do século XIX, quando intelectuais e homens de poder da época buscavam encontrar personagens históricos para encaixar em uma história nacional de ares grandiosos. Diferente das representações em que os bandeiras apresentam em poses semelhantes a de monarcas europeus, seu trabalho e sua vida era ganha através da violência, aniquilação e a escravização de indígenas e africanos não integrados ao sistema colonial. A grandiosidade dos quadros e dos monumentos é um fenômeno que contrasta com a realidade das ações de homens como Domingos Jorge Velho.



Fontes:

infoescola.com
ebiografia.com
historiadomundo.com.br
wikipedia.org
google.com

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