terça-feira, 31 de março de 2026

 Franz Scott Fitzgerald





Francis Scott Fitzgerald (1896-1940) foi um escritor norte-americano, um dos escritores da chamada "Geração Perdida" da literatura americana.

Francis Scott Fitzgerald nasceu em Saint Paul, Minnesota, Estados Unidos, no dia 24 de setembro de 1896. Filho de um rico fazendeiro do sul e de uma católica irlandesa frequentou as melhores escolas sem mostrar interesse pelos estudos. Ingressou na Universidade de Princeton, mas não concluiu o curso. Em 1917 alista-se no Exército.

Em um campo de treinamento no Alabama, conhece Zelda Sayre, com quem se casou. Desmobilizado de suas funções militares, tenta seguir a carreira publicitária até publicar seu primeiro romance, "Este Lado do Paraíso" (1920). O livro é sucesso de vendas. Scott passa a ser porta-voz dos jovens intelectuais revoltados com a sociedade.





O livro foi lançado em 26 de março de 1920. Narra a história de Amory Blaine, nascido em berço de ouro, foi mimado por sua mãe, Beatrice, uma mulher que reunia as qualidades esperadas de uma dona-de-casa rica da virada do século XX. Ela era bonita, interessante, propensa a doenças misteriosas e com um fraco por vícios em bebidas e medicamentos. Nada além do normal dentro daquela sociedade. Beatrice praticamente criou Amory sozinha, já que o pai do rapaz ausenta-se durante todo o romance. A educação era, de fato, vista como assunto de mulheres. E Amory foi educado de forma muito próxima pela mãe durante seus anos de infância, o que parece tê-lo marcado para sempre. Se Fitzgerald colocou tal construção como crítica ao apego entre uma mãe e um filho fica à interpretação do leitor.

É interessante perceber como Amory passa de um jovem que tem tudo - dinheiro, status e convicções firmes - para alguém que não possui grandes certezas, alquebrado pelo mundo que o rodeia, a qual não mais sente-se pertencente. O Amory que acompanhamos durante mais da metade do romance exibindo seu intelecto, fazendo farras com os colegas, tendo diversos encontros e usando o mundo como se fosse seu parque-de-diversões é bem diferente do rapaz que encontramos da metade para o final da história, quando ele já está com as ilusões por terra e enxerga o mundo e a si mesmo como coisas irremediáveis.






Publicado originalmente há um século, o romance possui diversas similaridades com a atualidade. Em muitas maneiras, poderia ter sido escrito hoje em dia. A melancolia sem direção daquela que ficou conhecida como a Geração Perdida se faz presente com força no enredo. Até mesmo o estilo muda conforme Amory vai perdendo as bases fundamentais que sustentavam sua personalidade. O que começa como prosa muda para poemas, diários, cartas e teatro. Não há uma constante porque aquela era uma época de mudanças - tal qual o é esta. A guerra, a crise econômica, o rompimento com Rosalind, seu primeiro e mais intenso amor (claramente baseada em Zelda), a pandemia, a falta de perspectivas, tudo deprime aqueles personagens, que continuam tentando encontrar seus lugares, quer seja numa profissão, quer seja num casamento tradicional, seguindo os passos da geração anterior que já não se encaixam naquele contexto, pois os valores vitorianos foram rompidos no início do século XX.



Principal cronista da vida da alta sociedade dos Estados Unidos nos anos 20, por ele definidos como "Era do Jazz". Pelo estilo de vida boêmia, torna-se uma espécie de ídolo da chamada "Geração Perdida", que proclama a falência do sonho norte-americano de uma sociedade harmônica. Em 1922 escreve o romance, "Belos e Malditos".

Em 1924 parte para a França, como outros artistas norte-americanos, e leva uma vida agitada. Escreve “O Grande Gatsby” (1925), um romance sobre a Era do Jazz, época de grande prosperidade e liberdade da sociedade norte-americana. Com a segunda edição do livro, o autor conquistou seu lugar entre os maiores escritores do seu tempo. O livro se transformou em sua obra-prima.


Fontes:

wikipédia.org
google.com
ebiografia.com
queridoclassico.com

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