sábado, 21 de março de 2026

 Morreu o ator e dramaturgo, Juca de Oliveira.




Reconhecido como um dos grandes nomes das artes cênicas brasileiras, Juca de Oliveira construiu uma trajetória sólida e admirada no teatro, na televisão e no cinema.


Nascido na cidade paulista de São Roque, José Juca de Oliveira Santos desistiu de um trabalho em um banco para se dedicar aos seus estudos na Escola de Arte Dramática em São Paulo. Foi lá que conheceu a atriz Glória Menezes.


Sua primeira peça, "Frei Luis de Sousa", garantiu um convite para participar do Teatro Brasileiro de Comédia (TBC). No TBC atuou em espetáculos como "A Semente" e "A Morte do Caixeiro Viajante".

Ele liderou o Teatro de Arena e enfrentou a ditadura militar. Ao lado de nomes como Gianfrancesco Guarnieri e Augusto Boal, fez do espaço um polo de resistência cultural nos anos 1960.

A perseguição política forçou seu exílio na Bolívia. Com o fechamento do teatro pelos militares, Juca precisou deixar o país temporariamente.





Quando voltou ao Brasil, após ser exilado, fez sua primeira novela na TV Tupi, "Quando o Amor é Mais Forte", de 1964. Ele atuou nas primeiras cenas externas da televisão brasileira e, na emissora, trabalhou com nomes como Janete Clair, Walter George Durst e Lauro César Muniz.





Famoso por seu papel na novela Saramandaia em 1976, interpretando João Gibão, um personagem que possuía asas, que frequentemente eram cortadas por sua mãe, para evitar que ele voasse, uma clara referência à censura da época.






Foi protagonista na novela Nino, o italianinho, em 1969 pela TV Tupi.

Atuou ainda, pela TV Globo em novelas como "Fera Ferida", "Torre de Babel" e "O Clone", dentre tantas outras telenovelas de sua longa carreira.



Ele também era membro da Academia Paulista de Letras e possui um currículo extenso com trabalhos no teatro e no cinema. Ao Memória Globo, projeto da emissora que conta a história de grandes nomes que passaram por ela, Juca contou que primeiro ingressou na faculdade de Direito e, só depois de fazer um teste vocacional, decidiu seguir para o teatro.






No cinema, Juca também construiu um caminho sólido. Em 1967, interpretou Sebastião Naves no longa O Caso dos Irmãos Naves, baseado em uma história real de injustiça durante o Estado Novo. Tem postagem no blog sobre os Irmãos Naves. Décadas depois, retornou às telas em papéis como o Professor Ceresso, no filme Bufo & Spallanzani (2001), e Aníbal, em O Signo da Cidade (2007), além de atuar em De Onde Eu Te Vejo (2016). Sua filmografia inclui ainda Outras Estórias (1998) e trabalhos como roteirista, entre eles a comédia Caixa Dois (2007) e a peça que deu origem a Qualquer Gato Vira-Lata (2011).



O caso dos irmãos Naves - filme 1967

Além da atuação, Juca se destacou como autor teatral, escrevendo peças de sucesso como Meno Male, Hotel Paradiso e Caixa Dois. Com a carreira atravessando mais de seis décadas, o ator acumulou prêmios importantes, incluindo o Troféu APCA de Melhor Ator em 1973 e o prêmio de Melhor Ator Coadjuvante no Festival de Gramado em 2001, pelo filme Bufo & Spallanzani.




Fontes:

wikipedia.org
google.com
uol.com.br
terra.com.br
g1.globo.com


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