segunda-feira, 2 de março de 2026



Hoje iniciaremos uma série de postagens falando dos principais bandeirantes. Foram eles heróis ou bandidos ?

Os bandeirantes são figuras centrais na história do Brasil colonial, representando ao mesmo tempo, heroísmo e brutalidade. Originários de São Paulo, esses homens desbravaram o interior do território brasileiro entre os séculos XVI e XVIII, expandindo as fronteiras do Brasil além das demarcações estabelecidas pelo Tratado de Tordesilhas. No entanto, as ações dos bandeirantes estão longe de ser unanimemente celebradas. Enquanto alguns os veem como heróis que ajudaram a construir o Brasil, outros os consideram bandidos pela violência que praticaram contra indígenas e africanos escravizados. Neste texto, vamos explorar as diferentes facetas dos bandeirantes e discutir se é possível classificá-los como heróis, bandidos, ou ambos.

Começamos com o  ´caçador de esmeraldas `, Fernão Dias.

Fernão Dias.




Fernão Dias (1608-1681) foi um célebre bandeirante paulista. Ficou conhecido como "O Caçador de Esmeraldas". Os bandeirantes tinham o objetivo de procurar riquezas minerais e encontrar mão de obra indígena.

No século XVI foram organizadas as primeiras expedições, que exploravam principalmente o litoral. No começo do século XVII, as bandeiras se embrenhavam pela mata em busca de mão de obra indígena, para trabalhar na plantação de cana de açúcar.




Fernão Dias Pais nasceu na vila de São Paulo de Piratininga, em 1608. Filho e neto dos primeiros povoadores da capitania de São Vicente.

A mão de obra indígena

O povoado de São Paulo do começo do século XVII não passava de uma vila isolada do litoral e do progresso, pela Serra do Mar. Não era como o Nordeste açucareiro enriquecido pela exportação agrícola.







São Paulo produzia para seu próprio consumo e se destacava pelo comércio de mão de obra indígena com o Nordeste para o trabalho na indústria açucareira.

Em busca de índios, os paulistas se embreavam pela mata em expedições conhecidas como bandeiras. Porém, quando os holandeses invadiram e ocuparam o Nordeste, em 1642, monopolizaram o comércio de escravos africanos.

Em 1654, com a expulsão dos holandeses, o açúcar brasileiro entrou em decadência, barrado pela concorrência dos holandeses que iniciaram o plantio da cana-de-açúcar nas Antilhas.

Em 1660, Fernão Dias casou-se com Maria Garcia Betim, descendente do índio Tibiriçá pelo lado materno e de um irmão de Pedro Alvares Cabral pelo lado paterno.

Integrou a famosa bandeira de Antônio Raposo Tavares, ao sul do Brasil, em 1638, que devassou os atuais estados do  e talvez o Uruguai.



Defensor da expulsão dos jesuítas, que não concordavam com a escravização dos índios, partiu em nova bandeira, de 1644 a 1646, dessa vez pelo sertão paulista. Ele seria eleito juiz ordinário em 1651 e, em 1653, promoveria uma reconciliação entre paulistas e jesuítas.






A vila de São Paulo, que apenas em 1711 seria promovida ao estatuto de cidade, desenvolveu-se em torno do Colégio dos Jesuítas, a partir de 1554. Desde essa época a vila contou com a presença da Ordem de São Bento, que, por iniciativa do frade beneditino Mauro Teixeira, vindo da Bahia, mandou construir "uma pequena capela sob a invocação de São Bento" na região da aldeia de Inhambuçu, na qual vivia o cacique Tibiriçá, pai de Bartira, que mais tarde casou-se com com o explorador português João Ramalho. Nessa localidade, que hoje corresponde ao Largo São Bento, no triângulo histórico do Centro de São Paulo, ao longo dos séculos seria construído o Mosteiro de São Bento.






O governo português preocupado com a crise do açúcar passou a financiar as bandeiras e a conceder títulos e privilégios aos bandeirantes como forma de estimulá-los na procura das grandes minas.


Fernão Dias foi um dos representantes mais importantes desse período. Empreendeu em 1674, uma formidável caravana, da qual fazia parte seus filhos Garcia Rodrigues Pais e José Dias Pais e seu genro Manuel Borba Gato e muitos índios.

 

Partiu de São Paulo a tropa de D. Rodrigo de Castelo Branco, com Matias Cardoso de Almeida. No mês de março de 1681, escrevia Fernão Dias carta datada de 27: "Deixo abertas cavas de esmeraldas no mesmo morro donde as levou Marcos de Azeredo, já defunto, coisa que há de estimar-se em Portugal." A tradição quer que tais esmeraldas tenham sido colhidas na região dos rios Jequitinhonha e Araçuaí.





Fernão Dias Pais Leme morreu junto ao rio Guaicuí (Guaiachi ou Rio das Velhas), com todos os seus bens empenhados na expedição, deixando viúva Dona Maria Pais Betim, de apenas 39 anos, cinco filhas solteiras e cinco sobrinhas órfãs. Segundo a lenda o seu corpo esta enterrado ao lado da Igreja de Pedra que ele mandou construiu no século XVII, por razões desconhecidas a igreja que fica no distrito de Barra do Guaicuí, município de Várzea da Palma,  Minas Gerais nunca foi concluída. Muitos outros morreriam da mesma febre no Vapauçu e Itamarandiba. Comentam autores que certamente chegou às alturas do Serro do Frio e proibiu a penetração de qualquer bandeira ao norte de Sabarabuçu. Muito se escreveu sobre sua morte: especula-se que deve ter morrido à vista do Sumidouro. Por última vontade, encarregou o filho Garcia de voltar a São Paulo para entregar as esmeraldas à câmara e se colocar como primogênito à testa da família. Ao genro Borba Gato, deve ter na mesma ocasião mandado sair do Sumidouro em continuação dos descobrimentos do Sabaraboçu, para cuja diligência Garcia lhe entregaria, como se cumpriu, os instrumentos, armas e munições da bandeira. O historiador Diogo de Vasconcelos acha, por sua vez, que Borba Gato estivera nesse tempo no Sabaraboçu e não no Sumidouro, enquanto Fernão Dias seguira para o sertão das esmeraldas – o que outros autores consideram contraditório, pois não teria armas e munições como lhe foram entregues, e o ouro do Sabaraboçu, à flor da margem do rio, certamente já estaria por este descoberto.

Fernão Dias, voltando para São Paulo, morreu as proximidade do Rio da Velhas, com turmalinas nas mãos, que acreditava fossem esmeraldas.



Em sua homenagem um rodovia que liga São à Minas Gerais recebe o seu nome, BR 381 - São Paulo - Belo Horizonte. Rodovia Fernão Dias.




Fontes:

wikipedia.org
google.com
panoramamercantil.com.br
ebiografia.com

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Vamos falar hoje de objeto direto e objeto indireto. O objeto direto e o indireto são termos integrantes da oração que completam o se...