segunda-feira, 30 de março de 2026

A origem de Guarujá (SP) está ligada à Ilha de Santo Amaro, habitada por indígenas Tupinambás e avistada por portugueses em 1502. O nome vem do tupi, significando "passagem estreita ou " ou "viveiro de sapos/rãs". Oficialmente, a vila foi fundada em 2 de setembro de 1893, impulsionada pelo turismo, cassino e hotelaria, sendo emancipada de Santos em 1934.





Antes da chegada dos europeus, o território do atual Guarujá era habitado por povos do tronco tupi-guarani, como os Tupiniquins e os Carijós. Com isso, como podemos perceber, eles nomeavam seus espaços a partir da relação direta com o ambiente natural. Por isso, para entender melhor o que significa Guarujá, é importante conhecer essas raízes indígenas que dão sentido à identidade da região.

Compreender as origens e interpretações do nome Guarujá é, portanto, um mergulho na história viva da região. Cada versão carrega traços de uma identidade construída muito antes da urbanização e do turismo — um lembrete de que, por trás do destino badalado, existe uma terra ancestral cheia de significados.






A cidade de Guarujá, situada na Ilha de Santo Amaro, foi visitada pela primeira vez no dia 22 de Janeiro de 1502 pelos exploradores portugueses André Gonçalves, Américo Vespúcio e suas armadas. Mais precisamente, essa visita ocorreu na parte ocidental da ilha, conhecida atualmente como Praia Santa Cruz dos Navegantes.

Contudo, devido à topografia, hostilidade indígena e áreas pantanosas a cidade ficou por mais de 300 anos abandonada. Tendo apenas a extração de óleo de baleia, pesca e poucos engenhos de açúcar como atividade econômica.

Com o passar do tempo as pessoas que viviam dessa economia foram formando um pequeno povoado, sendo assim, por um decreto imperial de 1832, Guarujá passou a condição de Vila.

Em 1893, Guarujá foi promovida a Vila Balneária de Guarujá. Para isso foram encomendados dos Estados Unidos um hotel, uma igreja, um cassino e 46 chalés residenciais desmontáveis. Além de receber serviços de água, esgoto e luz elétrica.


Praia do Tombo





Em 30 de Junho de 1934 a cidade recebeu o título de Estância Balneária e em 1947 passou a ser considerada município devido ao seu crescimento contínuo.

Com uma natureza exuberante espalhada por 27 praias com belezas totalmente diferentes que atraiam os turistas para a região, Guarujá foi reconhecido internacionalmente, na década de 70, com o título de “Pérola do Atlântico”.


Praia de Pitangueiras


Atualmente a cidade continua a ser referência nacional na qualidade de suas praias, o desenvolvimento econômico das últimas décadas trouxe grandes investimentos ao setor portuário, náutico, hoteleiro, empresarial, imobiliário e do comércio. Hoje Guarujá é o destino ideal para quem quer desfrutar das belezas naturais e garantir e um passeio com muita diversão e cultura.

Praia do Éden



Em 22 de janeiro de 1502, chegou por essas bandas a Armada de Américo Vespúcio, para reconhecimento das terras descobertas por Cabral, exatamente na Praia Santa Cruz dos Navegantes, conhecida como “Pouca Farinha”. Posteriormente, passaram por aqui, em 1526, o veneziano Sebastião Caboto e, em 1530, o espanhol Alonso de Santa Cruz, que declarou: “Estas ilhas (São Vicente e Santo Amaro atuais) os portugueses creem ficar no continente que lhes pertence, dentro da sua linha de partilha, eles porém se enganam segundo está averiguado por criados de Vossa Majestade com muita diligência… de maneira que a linha não termina no “Puerto de São Vicente” e sim mais para o oriente, num porto chamado “Sierras de San Sebastiian”…






Nota-se no relato acima, que estas terras eram muito visadas pelos europeus e que a coroa de Portugal tinha que tomar atitudes enérgicas para a fixação do território e, finalmente, em 1532, chegou a Armada de Martim Afonso.

Essa Armada era composta de 5 navios e 400 homens e tinha o propósito de combater os franceses, assegurar a posse portuguesa e efetuar a colonização no Brasil entre Pernambuco e Cananeia. Alguns portugueses instalaram-se na parte ocidental da Ilha de Santo Amaro, trabalhando com pesca, agricultura de subsistência e reparos de embarcações.




A mando de Brás Cubas, o Forte São Felipe foi construído em 1552, com a intenção de “fechar” o Canal de Bertioga, que sempre foi um acesso fácil à Ilha de São Vicente. Grandes inimigos daquele tempo eram os índios Tupinambás, que se aliaram aos franceses na luta contra a escravidão de seu povo feita pelos portugueses. Brás Cubas usou mão de obra escrava dos indígenas nesta construção.

Do outro lado do Canal de Bertioga, está o Forte São João, formando uma perfeita barreira ao inimigo. Também conhecido como Forte de São Luis e Forte de Pedra, o Forte São Felipe foi reparado em 1765.

Hans Staden – alemão que residiu no Forte São Felipe, caiu nas mãos dos Tupinambás onde ficou cativo por nove meses. Resgatado pelo navio francês Catherini de Vetteville, escreveu o livro “Duas Viagens ao Brasil”, publicado em 1557.





Ermida de Santo Antônio do Guaibê

Construída em 1544, com pedra e cal, foi utilizada pelos padres José de Anchieta e Manoel da Nóbrega na reza de missas e catequização dos indígenas. Neste local, Anchieta escreveu o poema Milagre dos Anjos. “Além da catequese aos índios, prestava serviços educacionais e assistenciais aos colonos.

O objetivo era manter a coesão dos colonizadores através da religião, evitando que fossem absorvidos pela cultura nativa. Anchieta foi designado para a Missão de São Vicente, aonde chegou em 24 de dezembro de 1553. Sua atuação junto aos índios foi intensa; profundo conhecedor da língua e da cultura indígena, chegou a elaborar uma gramática tupi.” Fonte: livro “30 Anos em Prol da Cultura – Instituto Histórico e Geográfico Bertioga – Guarujá – 1958 -1988”. Em 1966, em homenagem ao Padre Anchieta foi rezada uma missa com mais de 1000 velas acendidas por caiçaras e moradores da região.


Armação das Baleias.





O Forte São Felipe, já entre os séculos XVIII e XIX, serviu como Armação de Baleias, uma das bases econômica do Brasil Colônia. No local, havia tudo o que era necessário para a produção do óleo de baleia: baleias, madeira, água potável, sendo a primeira indústria extrativista da Ilha de Santo Amaro. Por possuírem grande quantidade de gordura em sua estrutura, as baleias foram alvo de caçadas para o fornecimento de combustível para iluminação de casas, vias públicas, parcas indústrias e matéria prima para a confecção de argamassa para a construção civil da época. Aqui os ossos serviam para a fabricação de pentes, broches e agulhas, além de outros utilitários.


Curiosidades da época

“Lá vinha o teco-teco, avião monomotor, comum na década de 30 e 40. Estava preparando o pouso. À medida que se aproximava da terra, balançava de um lado para o outro, como um pato andando. A pista era toda a extensão de areia da Praia de Pitangueiras, que ficava vazia em tais ocasiões. Ninguém queria ser atropelado por aquela geringonça.







Mas, o que estavam fazendo aqueles três homens? Assim que o avião encontrava-se a poucos metros do solo, eles dirigiram-se para a pista. Levavam cordas nas mãos, com laços nas pontas. A aeronave já estava taxiando. Aproximava-se dos homens, em gestos rápidos, lançava-lhes as duas asas e a calda, segurando-o como se segura um touro no pasto. Era assim mesmo que se parava o teco-teco em Pitangueiras. Evitando que ele se precipitasse no mar ou ficasse atolado em um banco de areia.” Fonte: livro “Pérola ao Sol” – Mônica Damasceno e Paulo Motta.





Fontes:

wikipedia.org
google.com
visiteguaruja.com.br
guaruja.org.br
cidadeecultura.com

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