sexta-feira, 23 de maio de 2025

 





Morreu nesta quinta-feira (22), aos 97 anos, o professor, gramático e filólogo Evanildo Bechara. Internado no Hospital Placi, em Botafogo, ele teve falência múltipla dos órgãos. A morte foi confirmada pela Academia Brasileira de Letras (ABL), instituição da qual Bechara fazia parte desde 2001. O velório será nesta sexta (23), a partir das 10h, na Academia Brasileira de Letras. O sepultamento está marcado para às 16h, no Mausoléu da ABL do Cemitério São João Batista.

"Ele foi autor da Moderna gramática portuguesa, obra de referência para professores(as) e pesquisadores(as) do Brasil. A obra teve sua publicação em 1961 e foi várias vezes reeditada. A gramática de Bechara é normativa, mas valoriza também a diversidade linguística brasileira."





Evanildo Cavalcante Bechara nasceu no Recife (PE), em 26 de fevereiro de 1928. Aos onze para doze anos, órfão de pai, transferiu-se para o Rio de Janeiro, a fim de completar sua educação em casa de um tio-avô.


Desde cedo mostrou vocação para o magistério, vocação que o levou a fazer o curso de Letras, modalidade Neolatinas, na Faculdade do Instituto La-Fayette, hoje UERJ, Bacharel em 1948 e Licenciado em 1949.

Aos quinze anos conheceu o Prof. Manuel Said Ali, um dos mais fecundos estudiosos da língua portuguesa, que na época contava entre 81 e 82 anos. Essa experiência permitiu a Evanildo Bechara trilhar caminhos no campo dos estudos lingüísticos. Aos dezessete, escreve seu primeiro ensaio, intitulado Fenômenos de Intonação, publicado em 1948, com prefácio do filólogo mineiro Lindolfo Gomes. Em 1954, é aprovado em concurso público para a cátedra de Língua Portuguesa do Colégio Pedro II e reúne no livro Primeiros Ensaios de Língua Portuguesa artigos escritos entre os dezoito e vinte e cinco anos, saídos em jornais e revistas especializadas.

Concluído o curso universitário, vieram-lhe as oportunidades de concursos públicos, que fez com brilho, num total de onze inscritos e dez realizados. Aperfeiçoou-se em Filologia Românica em Madri, com Dámaso Alonso, nos anos de 1961 e 1962, com bolsa oferecida pelo Governo espanhol. Doutor em Letras pela UEG (atual UERJ), em 1964.

Convidado pelo Prof. Antenor Nascentes para seu assistente, chega à cátedra de Filologia Românica da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da UEG (atual UERJ) em 1964. Professor de Filologia Românica do Instituto de Letras da UERJ, de 1962 a 1992. Professor de Língua Portuguesa do Instituto de Letras da UFF, de 1976 a 1994.

Professor titular de Língua Portuguesa, Lingüística e Filologia Românica da Fundação Técnico-Educacional Souza Marques, de 1968 a 1988. Professor de Língua Portuguesa e Filologia Românica em IES nacionais (citem-se: PUC-RJ, UFSE, UFPB, UFAL, UFRN, UFAC) e estrangeiras (Alemanha, Holanda e Portugal).

Em 1971-72 exerceu o cargo de Professor Titular Visitante da Universidade de Colônia (Alemanha) e de 1987 a 1989 igual cargo na Universidade de Coimbra (Portugal).

Professor Emérito da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (1994) e da Universidade Federal Fluminense (1998).

Bechara foi um dos marcos da gramática da Língua Portuguesa.  Seu livro mais recente é Novo dicionário de dúvidas da Língua portuguesa. Um guia de consulta fácil para estudantes e concursando.




Foi eleito em 11 de dezembro de 2000 para a cadeira nº 33 da Academia Brasileira de Letras, sucedendo o professor e crítico literário Afrânio Coutinho.


Fontes:

oglobo.globo.com
brasilescola.uoo.com.br
google.com
academia.org.br
amazon.com.br
wikipedia.org



Hoje vamos falar da formação das palavras: palavras primitivas e derivadas.

A formação das palavras se dá por meio de palavras primitivas, ou seja, aquelas na sua forma original, e por derivação; aquelas que se dão a partir das palavras primitivas.










As palavras podem ser primitivas, como mar e fumo; derivadas, como remar e defumado; e compostas, como guarda-chuva, aguardente, etc.

As palavras primitivas são constituídas por um radical único e, em grande parte dos casos, por uma vogal temática.

As palavras derivadas têm um radical a que se acrescentam afixos (prefixos e sufixos) como em remar (re + mar) e defumado (de + fum + a + do).

As palavras compostas, por sua vez, independentemente da forma gráfica que assumam, têm mais do que um radical:

Guarda-chuva – palavra composta por justaposição;
Guardanapo – palavra composta por aglutinação.

Por vezes as pessoas tendem a considerar derivadas palavras que têm na sua composição um radical grego ou latino que já perdeu a sua autonomia e que já não dá, hoje, origem a uma palavra primitiva. Isso não invalida que seja um radical e que as palavras que o integram tenham dois radicais, sendo, por isso, compostas.

É, por exemplo, o caso de locomotiva (loco + motiva), em que «loco», vindo de ‘locus’, significa lugar e dá origem, por derivação, a palavras como local, localidade, e «motiva» vem de ‘moveo’, verbo latino que significa «mover».

A derivação se dá por derivação prefixal ou prefixação.
(acrescenta-se um prefixo)

Ex: crer - descrer
ler - reler
capaz- incapaz

Derivação sufixal ou sufixação (acrescenta-se um sufixo)

papel - papelaria
riso - risonho
atual - atualizar

Derivação parassintética ou parassíntese.

Quando ocorre o processo de prefixação e sufixação.

gordo - engordar
mudo - emudecer
alma - desalmado

Composição por justaposição - quando as palavras são postas uma ao lado da outra formando uma nova palavra.

Ex: guarda-chuva , passatempo, quero-quero.

Composição por aglutinação - quando uma nova palavra é formada pela supressão de um ou mais elementos fonéticos.

Ex: embora - em boa hora
fidalgo - filho de algo
hidrelétrica - hidro + elétrico
planalto - plano alto


Fontes:
soportugues.com.br
ciberduvidas.iscte-iul.pt
google.com.br

quinta-feira, 22 de maio de 2025

Pronomes relativos:








São pronomes relativos aqueles que representam nomes já mencionados anteriormente e com os quais se relacionam. Introduzem as orações subordinadas adjetivas. Por exemplo:


O racismo é um sistema que afirma a superioridade de um grupo racial sobre outros.
(que afirma a superioridade de um grupo racial sobre outros = oração subordinada adjetiva).


O pronome relativo "que" refere-se à palavra "sistema" e introduz uma oração subordinada. Diz-se que a palavra "sistema" é antecedente do pronome relativo "que".


Os pronomes relativos "que" e "qual" podem ser antecedidos pelos pronomes demonstrativos "o", "a", "os", "as" (quando esses equivalerem a "isto", "isso", "aquele(s)", "aquela(s)", "aquilo".). Por exemplo:


Não sei o que você está querendo dizer.


Às vezes, o antecedente do pronome relativo não vem expresso. Por exemplo:

Quem casa, quer casa.


a) O pronome "que" é o relativo de mais largo emprego, sendo por isso chamado relativo universal. Pode ser substituído por "o qual", "a qual", "os quais", "as quais" quando seu antecedente for um substantivo. Por exemplo:


O trabalho que eu fiz refere-se à corrupção. (= o qual)


A cantora que acabou de se apresentar é péssima. (= a qual)
Os trabalhos que eu fiz referem-se à corrupção. (= os quais)


As cantoras que se apresentaram eram péssimas. (= as quais)


b) O qual, os quais, a qual e as quais são exclusivamente pronomes relativos: por isso, são utilizados didaticamente para verificar se palavras como "que", "quem", "onde" (que podem ter várias classificações) são pronomes relativos. Todos eles são usados com referência à pessoa ou coisa por motivo de clareza ou depois de determinadas preposições. Por exemplo:


Regressando de São Paulo, visitei o sítio de minha tia, o qual me deixou encantado. (O uso de "que" neste caso geraria ambiguidade.)


Essas são as conclusões sobre as quais pairam muitas dúvidas? (Não se poderia usar "que" depois de "sobre".)


c) O relativo "que" às vezes equivale a "o que", "coisa que" e se refere a uma oração. Por exemplo:


Não chegou a ser padre, mas deixou de ser poeta, que era a sua vocação natural.


Obs.: os pronomes relativos podem vir precedidos de preposição de acordo com a regência verbal dos verbos da oração. Por exemplo:


Havia condições com que não concordávamos. (concordar com)
Havia condições de que desconfiávamos. (desconfiar de)


Os pronomes relativos são os seguintes:


"Os pronomes relativos invariáveis são: “que”, “quem” e “onde”.

Os pronomes relativos variáveis são: “o qual”, “a qual”, “os quais”, “as quais”, “cujo”, “cuja”, “cujos”, “cujas”, “quanto”, “quanta”, “quantos”, “quantas”."

"O uso dos pronomes relativos é importante porque evita repetições no texto. Portanto, são elementos que retomam termos e, assim, contribuem para a coesão textual.

Os relativos invariáveis não possuem gênero nem número, então podem ser usados para retomar substantivos masculinos ou femininos, no singular ou no plural, como mostram estes exemplos:

O livro que eu li é muito bom. / Os livros que eu li são muito bons.

A carta que eu li me emocionou. / As cartas que eu li me emocionaram.

Já os pronomes relativos variáveis concordam em gênero e número com o substantivo que eles retomam:

Tenho um apartamento, o qual não vale muito. / Tenho dois apartamentos, os quais não valem muito.

Tenho uma casa, a qual não vale muito. / Tenho duas casas, as quais não valem muito."


Os antecedentes com os quais os pronomes relativos se relacionam podem ser um substantivo, um pronome, um adjetivo, um advérbio ou uma oração. Contudo, com os pronomes quem e onde, é possível que sejam utilizados na frase sem o antecedente, chamando-se então de pronomes relativos indefinidos.



Fontes:
soportugues.com.br
mundoeducacao.bol.uol.com.br
nornaculta.com.br
brasilescola.uol.com.br
google.com

quarta-feira, 21 de maio de 2025



Principais duvidas e erros da Língua Portuguesa:



Por que/Porque/Por quê/Porquê


Por que: usa-se o “por que” para perguntas, mesmo que implícitas.


Exemplos: “Por que ele ainda não saiu?” ou “Ela não sabe por que está
aqui”.


orque: usa-se “porque” para respostas. Se for possível a substituição por “pois”, significa que o emprego do porque foi correta.


Exemplos: “Não foi trabalhar porque estava doente” ou “Não fui porque eu sofri um acidente”.


Por quê: é empregado no final de uma frase, seguido por pontuação, seja exclamação, interrogação ou reticências, o correto é “por quê”.


Exemplos: “Estou chateado. Sabe por quê?” ou “Ele não quer ir, sabe por quê?”.




Porquê: o “porquê” tem exatamente o mesmo sentido de motivo ou razão


Exemplos: “Não sabia o porquê de tanta pressa” ou “Gostaria de saber o porquê de sua mudança de opinião”.




Mal e Mau


Mal: é substantivo quando precedido de um artigo, como em “o mal do homem”, e advérbio quando acompanha adjetivo ou verbo. É também antônimo de “bem”.


Exemplo: “Ele está bem/Ele está mal”.


Mau: é um adjetivo, Indica alguém ou alguma coisa não é boa. É também antônimo de “bom”.


Exemplo: “Você é um bom amigo/Você é um mau amigo”.




Mas e Mais


Mas: é conjunção adversativa e tem o mesmo significado de “porém”, “contudo” e “entretanto”.


Exemplo: “Você é legal, mas errou”.


Mais: é um advérbio de intensidade, indicando adição ou acréscimo. É também o oposto de “menos”.


Exemplo: “Sorvete é mais gostoso que chocolate”.




Haver e A ver


A confusão se dá porque a pronúncia é a mesma.


Haver: é verbo e significa “existir”.


Exemplo: “A de haver uma opção”.


A ver: significa “Ter a ver” é “ter ligação”.


Exemplo: “Ele não tem nada a ver com isso”.


Traz/Trás/Atrás


Segundo o professor, é bem comum se deparar com trocas de letra entre as palavras, como ‘tras’ e ‘atráz’, isso se dá por conta da sonoridade semelhante.


Traz: é conjugação do verbo “trazer”, refere-se ao ato de transportar


Exemplo: “Me traz isso aqui”.


Trás: é advérbio de lugar, “trás” vem sempre acompanhado de uma preposição, formando assim uma locução adverbial.


Exemplo: “Ela olhou para trás quando gritei”.


Atrás: também é um advérbio de lugar.


Exemplo: “Ele estava atrás do local indicado”.



Onde e Aonde

Onde: é o lugar em que alguém ou alguma coisa está.

Exemplo: “Onde está meu lápis?”.

Aonde: está relacionado ao ato de se movimentar. Por isso, quem vai, vai “a” algum lugar.

Exemplo: “Você vai aonde?”.

Aonde você vai, onde mora o sol ?


Eu e Mim

Eu: o pronome é utilizado apenas na posição de sujeito do verbo.

Exemplo: “Para eu fazer isso, vou precisar de ajuda”.

Mim: a expressão para mim deverá ser usada quando assume a função de objeto indireto:


Exemplo: “Deixe o resto do sorvete para mim”.


Esse e Este


Esse: é usado para retomar um termo, uma ideia ou uma oração já mencionados antes.


Exemplo: “A Terra gira em torno do Sol. Esse movimento é conhecido como translação”.

Este: por sua vez, introduz uma ideia nova, ainda não mencionada. Também pode indicar proximidade do falante, enquanto “esse” nos dá a ideia de proximidade do ouvinte.


Exemplo: “Esta ideia de presente é interessante”.


Faz e Fazem

Faz: é utilizado para dar ideia de tempo transcorrido, é impessoal. Também, pode ser usado quando estiver se referindo ao ato de construir, criar e outros verbos que apontem para a ação de realizar algo.


Exemplo: “Faz 1 ano que não corto meu cabelo”.


Fazem: esse tempo de conjugação da terceira do plural do verbo “fazer” só pode ser usado quando a oração possuir um sujeito explícito. Diferentemente do que acontece na conjugação anterior, “fazem” pede uma ação feita por alguém ou algo, e não uma subjetividade ou algo que não é tangível, como horas, dias e anos.


Exemplo: “Meu vizinhos fazem muito barulho”.


Mal e Mau

Forma incorreta: Jurandir não é um mal homem.


Forma correta: Jurandir não é um mau homem.


Forma incorreta: Ela mau sabia soletrar o nome.


Forma correta: Ela mal sabia soletrar o nome.


É que o termo “mal” é um advérbio, enquanto o vocábulo “mau” é um adjetivo. Saiba mais sobre o uso correto desses termos clicando"


Mau é o contrário de Bom, enquanto Mal é o contrário de Bem.




Caso de regência dos verbos:


"Empregar regência incorreta do verbo ir


É comum lermos este tipo de construção linguística:


Geraldo foi na padaria e não voltou.


No entanto, o verbo “ir” exige a preposição “a”, de modo que o correto é:


Geraldo foi à padaria e não voltou.


11. Empregar regência incorreta do verbo chegar


Você já deve ter dito isto:


Ele chegou atrasado na escola.


Mas o verbo “chegar” exige a preposição “a”, de forma que é gramaticalmente correto:


Ele chegou atrasado à escola.


12. Empregar regência incorreta do verbo obedecer


Esta construção linguística é bastante comum:


Ricardo obedeceu o pai e não pegou a moto.


Porém, o verbo “obedecer” exige a preposição “a”, de modo que a construção gramaticalmente correta é:


Ricardo obedeceu ao pai e não pegou a moto."


"Empregar a regência incorreta do verbo assistir




É bastante comum dizermos e escrevermos:

Ontem à noite, assisti o jogo.


No entanto, o verbo “assistir”, no sentido de “ver”, “presenciar”, exige a preposição “a”:


Ontem à noite, assisti ao jogo.


3. Utilizar o verbo ter com o sentido de existir


Forma incorreta: Aqui em casa tem muita barata.


Forma correta: Aqui em casa há muita barata.


Isso porque “ter” não é sinônimo de “existir”. Esse sentido está reservado ao verbo “haver”.



Fontes:

normaculta.com.br
portalcomunicare.com.br
brasilescola.uol.com.br
google.com

terça-feira, 20 de maio de 2025

 Quando usamos "S", "Z", "C" e "Ç"











Usamos o "S":

1) adjetivos com os sufixos –oso, -osa:

teimoso, teimosa

2) adjetivos pátrios com os sufixos –ês, -esa:

português, portuguesa

3) substantivos e adjetivos terminados em –ês, feminino –esa:

burguês, burguesa

4) substantivos com os sufixos gregos –esse, -isa, -ose:

diocese, poetisa, metamorfose

5) verbos derivados de palavras cujo radical termina em –s:

analisar (de análise)

6) formas dos verbos pôr e querer e de seus derivados:

pus, pôs, pusemos, puseram, puser, compôs, compusesse, impuser etc

quis, quisemos, quiseram, quiser, quisera, quiséssemos etc

7) os seguintes nomes próprios personativos:

Inês, Isabel, Isaura, Luís, Queirós, Resende, Sousa, Teresa, Teresinha.

Resultado de imagem para escreve-se com C ou S

Emprego da letra z

1) os derivados em –zal, -zeiro, -zinho, -zinha, -zito, -zita:

cafezal, cafezeiro, cafezinho, avezinha, cãozito, avezita etc

2) os derivados de palavras cujo radical termina em –z:

cruzeiro (de cruz), enraizar (de raiz), esvaziar, vazar, vazão (de vazio) etc

3) os verbos formados com o sufixo –izar e palavras cognatas:

fertilizar, fertilizante, civilizar, civilização etc

4) substantivos abstratos em –eza, derivados de adjetivos e denotando qualidade física ou moral:

pobreza (de pobre), limpeza (de limpo), frieza (de frio) etc

5) as seguintes palavras:

azar, azeite, baliza, buzinar, bazar, chafariz, cicatriz, ojeriza, prezar, vizinho.


S ou Z ?

Sufixos –ês e ez

1) O sufixo –ês (latim –ense) forma adjetivos (às vezes substantivos) derivados de substantivos concretos:

montês (de monte) montanhês (de montanha) cortês (de corte)

2) O sufixo –ez forma substantivos abstratos femininos derivados de adjetivos:

aridez (de árido) acidez (de ácido) rapidez (de rápido)

Sufixos –esa e –eza

Escreve-se –esa (com s):

1) nos seguintes substantivos cognatos de verbos terminados em –ender:

defesa (defender), presa (prender)...

2) nos substantivos femininos designativos de nobreza:

baronesa, marquesa, princesa

3) nas formas femininas dos adjetivos terminados em –ês:

burguesa (de burguês)...

4) nas seguintes palavras femininas:

framboesa, indefesa, lesa, mesa, sobremesa, obesa, Teresa, tesa, turquesa etc



à Escreve-se –eza nos substantivos femininos abstratos derivados de adjetivos e denotando qualidade, estado, condição:

beleza (de belo), franqueza (de franco), pobreza (de pobre), leveza (de leve) 



Verbos em –isar e –izar

Escreve-se –isar (com s) quando o radical dos nomes correspondentes termina em –s. Se o radical não terminar em –s, grafa-se –izar (com z):

avisar (aviso+ar) anarquizar (anarquia+izar)

C ou S, ou Ç ?



O ç e os ss não existem em início de palavras

2. O c possui o som de /s/ em um único caso: com as vogais e e i. Em todos os outros casos, deve-se usar o ç. Exemplo: censura, ácido/ açafrão, endereço, açúcar

3. Para assumir som de /s/ entre vogais, deve-se colocar os ss – senão a palavra fica com som de /z/.

4. Se a palavra contar com consoante precedida de vogal, nesse caso emprega-se apenas s. Por exemplo: descanso, farsa, remorso.

5. No caso dos sufixos de naturalidade, deve-se utilizar o s. Exemplo: Paraná – paranaense.

6. Palavras de origem indígena, árabe e africana carregam ç. Por exemplo: miçanga, paçoca, Paiçandu, muçulmano. 

7. Usa-se o ç nos substantivos derivados dos verbos “ter” e “torcer”. Exemplo: Deter – detenção. Manter – manutenção. Distorcer – distorção. Contorcer – contorção.

8. Deve ser escrito com ç todas os vocábulos que terminam com “to” ou “tor”. Exemplo: Canto – canção, exceto – exceção, setor – seção, redator – redação.

9. Emprega-se s nas palavras derivadas de verbos terminados em “nder”, “ndir”, “erter” e “ertir”. Por exemplo: pretender – pretensão, confundir – confusão, converter – conversão, divertir – diversão.

10. Emprega-se ss nos substantivos terminados em “gredir”, “mitir”, “ceder” e “cutir”. Por exemplo: Progredir– progressão; demitir– demissão; conceder– concessão; discutir– discussão.




Fontes:
tudosobreconcursos.com.br
stoodi.com.br
google.com.br
wikipedia.org
brasilescola.uol.com.br

segunda-feira, 19 de maio de 2025



Vamos falar hoje sobre a utilização das letras dobradas "rr" e "ss"

Vários idiomas no mundo possuem consoantes e palavras dobradas.

No árabe o sinal gráfico que determina que a consoante é dobrada é esse sinal em forma de uma onda em cima da consoante (L)
Alá (Deus)

Outros idiomas como inglês, francês, italiano etc. também têm consoantes dobradas.


Exemplos:


(inglês) - bigger , cutting, letting, sitting...


francês - apprende, oppressé, Marseille, elle


italiano - fratello, tutto, bella, corriere.


Em português as consoantes "s" e "r" também podem ser dobradas.


Na língua portuguesa existem  várias palavras com RR. Quando a pronúncia de uma palavra requer um som “r” forte e prolongado em algum lugar no meio da palavra, e este está entre duas vogais, torna-se necessário duplicar a consonante, formando uma palavra com rr.


aborrecer;
amarrotar;
arranhar;
arrasar;
arrebatado;
arrepender;
arrogante;
arrojado;
arrumar;


Segundo as regras fonéticas e ortográficas da língua portuguesa, a consoante r pode ser pronunciada com uma vibração mais fraca e curta ou mais forte e prolongada.


Assume sempre uma pronúncia forte no início das palavras (roupa, rato, ridículo, ralo, relevo, Rita) e quando aparece duplicada entre duas vogais (carro, terra, morro, serra, berro, barriga).


Assume uma pronúncia fraca quando aparece sozinha entre duas vogais no meio das palavras (cara, nora, loira, hora, duro, raro).

No entanto, algumas vezes essa regra não é obedecida.

Confira a diferenciação entre som forte (rr) e som fraco (r):


Carro e caro

O carro está no mecânico. (automóvel)
Este computador é muito caro. (dispendioso)

Arranha e aranha


Sua barba arranha! (verbo arranhar)
Eu tenho medo de aranha. (aracnídeo)


Carrinho e carinho


Meu filho está brincando com um carrinho. (brinquedo)
Estou precisando de carinho! (carícia)

Morro e moro

Vamos subir o morro pela trilha. (pequeno monte)
Eu não morro de amores por ela. (verbo morrer)
Eu moro em Maceió. (verbo morar)


Corro e coro

Eu corro todos os dias antes de trabalhar. (verbo correr)
Meu pai canta no coro da igreja. (coral)
Eu coro sempre que a vejo. (verbo corar)

Murro e muro


Cansei de dar murro em ponta de faca! (soco)
Estão aumentando o muro da casa. (parede que cerca)


Erra e era


Toda a gente erra! (verbo errar)
Naquele ano, eu era o presidente da empresa. (verbo ser)
Estamos estudando a Era Paleozoica. (época)


Sarro e saro


Você vai continuar tirando sarro dos jogadores daquele time? (zombar)
Não se preocupe que eu saro rápido! (verbo sarar)


Forro e foro


O forro do sofá está rasgado. (revestimento)
Eu forro o vestido amanhã. (verbo forrar)
Esta situação será analisada pelo foro jurídico. (justiça)


Forra e fora
A costureira forra o vestido. (verbo forrar)
Ele prometeu ir à forra de quem o tinha maltratado. (vingança)
Você está fora do espaço delineado. (no exterior)
Palavras com r entre vogais (som fraco e curto)


alterar;
aranha;
arara;
áspero;
bateria;
cadeira;
camarão;
cara;
carinho;
coleira;
coroa;
deferido;
duro;
faqueiro;
farofa;
feira;
geladeira.
gerar;
goleiro;
gorila;
hora;
inerente;
jacaré;
lírio;
madeira;
marido;
muro;
parâmetro;
parar;
pera;
periquito;
picareta;
pirata;
pirueta;
segurar;
tabuleiro;
tesoura;
tubarão;
zero.


Atenção! Nas palavras enrolar, genro, enredo, honrado, enraivecido,... o r assume uma pronúncia forte e com vibração prolongada não sendo necessário que haja duplicação do mesmo, por não se encontrar entre duas vogais, mas sim entre uma consoante e uma vogal.




Palavras com dois "s"


Existem várias palavras com SS na língua portuguesa. SS é um dígrafo, ou seja, uma sequência de duas letras que forma um único som.


Segundo as regras fonéticas e ortográficas da língua portuguesa, quando a consoante s aparece no meio das palavras em posição intervocálica, ou seja, entre duas vogais, assume a pronúncia z (casa, desânimo, liso). Para que se mantenha a pronúncia s no meio das palavras, entre vogais, é necessário que se duplique a consoante s, ficando ss, como em pássaro, missa e massa.


Palavras com ss entre vogais (som s)


acessível;
agressivo;
assim;
assinar;
assistir;
associar;
assumir;
assunto;
bússola;
classe;
clássico;
classificação;
colossal;



Os verbos terminados em -ceder, -gredir, -mitir, -cutir, -meter e -primir formam substantivos com ss.


Exemplos com a terminação -ceder:
conceder - concessão
exceder - excesso
proceder - processo
suceder - sucessão
interceder - intercessão

Exemplos com a terminação -gredir:

regredir - regressão
agredir - agressão
progredir - progresso
transgredir - transgressão


Exemplos com a terminação -mitir:

permitir - permissão
admitir - admissão
emitir - emissão
omitir - omissão
transmitir - transmissão


Exemplos com a terminação -cutir:

discutir - discussão
repercutir - repercussão
percutir - percussão


Exemplos com a terminação -meter:

comprometer - compromisso
intrometer - intromissão
remeter - remessa
prometer - promessa


Exemplos com a terminação -primir:
imprimir - impressão
reprimir - repressão
deprimir - depressão
suprimir - supressão
exprimir - expressão
oprimir - opressão


2) A principal regra de formação do grau superlativo absoluto sintético dos adjetivos é pela junção do sufixo -íssimo, escrito com ss.


Exemplos de adjetivos no grau superlativo absoluto sintético:
ágil - agilíssimo
belo - belíssimo
bonito - bonitíssimo
calmo - calmíssimo
cheio - cheiíssimo
estranho - estranhíssimo
forte - fortíssimo
fraco - fraquíssimo
mal - malíssimo
normal - normalíssimo
novo - novíssimo
original - originalíssimo
pouco - pouquíssimo
rico - riquíssimo
triste - tristíssimo


3) Segundo o atual acordo ortográfico, ocorre a duplicação da consoante s em palavras compostas não hifenizadas, quando o prefixo termina em vogal e a segunda palavra começa com a consoante s.


Exemplos de palavras compostas com consoante s duplicada:
antissocial
autossuficiência
autossugestão
contrassenso
infrassom
microssegundo
psicossocial
sacrossanto
semissólido


Diferença entre palavras com S e SS


O dígrafo ss entre duas vogais apresenta o som s.
A consoante s entre duas vogais apresenta o som z.


Confira a diferenciação entre palavras com ss e com s:


Assar e asar


Vou assar carne para o jantar. (forma de cozinhar)
As crianças vão asar suas bonecas com pequenas asas de cartolina. (guarnecer de asas)


Cassado e casado


Os documentos do infrator da lei foram cassados. (apreendidos)
Meu irmão está casado há dois anos. (unido pelo casamento)


Pressa e presa


Por favor, ande mais rápido que eu tenho pressa. (urgência)
A mulher do contrabandista também foi presa. (encarcerada)
A leoa regressou com sua presa. (caça para comer)


Posse e pose


O material está em sua posse? (poder)
Essa pose ficará ótima na fotografia. (postura corporal)
Curiosidade: verossímil e verosímil


As palavras verossímil (com ss) e verosímil (com s) existem na língua portuguesa e estão corretas. Apresentam dupla grafia.




Fontes:
wikipedia.org
google.com
normaculta.com.br
falabonito.worpress.com
teclasap.com.br
francesfluente.com
soitalinao.com.br

sexta-feira, 16 de maio de 2025

Vamos falar hoje da Caixa de Pandora, outro mito na história grega antiga.






Como comentamos na postagem de Prometeu, Zeus se vingou de Prometeu criando Pandora, a mulher. Como em outras mitologias antigas, como a mitologia hebraica; a mulher surgiu para trazer a discórdia.

Seja pela curiosidade de Pandora ao abrir a caixa que continha os males da Terra, ou a desobediência de Eva para com Deus ao morder o fruto proibido e oferecê-lo a Adão, fica evidente que a mulher dos saberes antigos é a grande responsável pela miséria humana. Não apenas isso, é possível perceber que várias criaturas folclóricas e mitológicas estão relacionadas a essa ideia da mulher imoral e ao maligno, uma vez que essas personagens não atendem aos critérios de feminilidade impostos pela sociedade patriarcal vigente na maioria dos grupos sociais.




Zeus havia proibido que o fogo fosse entregue à humanidade e, assim, quis se vingar.

Com o auxílio de todos os deuses, Zeus encarregou Hefesto, deus do fogo e dos metais, e Atena, deusa da justiça e da sabedoria, de criar Pandora. Essa seria a primeira mulher a viver com os homens na Terra.

Pandora recebeu qualidades como graça, beleza, inteligência, paciência, meiguice, habilidade na dança e nos trabalhos manuais.



Antes de ser enviada à Terra, Zeus entregou-lhe uma caixa com a recomendação de que a mesma não deveria ser aberta.

Essa caixa continha todas as desgraças do mundo: a guerra, a discórdia, o ódio, a inveja, as doenças do corpo e da alma, como também a esperança.

Assim como Eva, que ao comer o fruto proibido e dá-lo para Adão, fez com que ele perdesse o Paraíso, Pandora ao abrir a caixa liberou todos os males do mundo.




Pandora não conseguiu resistir a curiosidade e, abrindo a caixa, libertou todos os males. Arrependida, tornou a fechá-la, mantendo presa a esperança.

O mito da caixa de pandora foi difundido por meio da obra "Os Trabalhos e os Dias", de Hesíodo. Pelo fato de a obra desse poeta grego do século VIII a.C. ter sido transmitida por via oral, não há precisão sobre esse mito.


Fontes:

wikipedia.org
google.com
todamateria.com.br
labdicasjornalismo.com

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