segunda-feira, 28 de julho de 2025

Dom Casmurro - Machado de Assis

Escrito em 1899, conta a história de amor, ódio e ciúme entre Bentinho e Capitu.

No começo da história Bentinho escuta uma conversa de sua mãe com José Dias, um amigo da família, tratando de seu envio a um seminário, como promessa feita por sua mãe.
Lá ele conhece Escobar, de quem se torna grande amigo.
Depois do curso de direito feito no Largo S.Francisco em S.Paulo, Bentinho casa-se com Capitu, um velho amor de infância. Escobar, por sua vez casa-se com Sacha, e logo tem uma filha, que em homenagem à Capitu, recebe o nome de Capitulina. Enquanto isso, Capitu e Bentinho não conseguem ter o seu filho.




Com o tempo Capitu engravida, e retribuem a gentileza batizando o menino com o primeiro nome de Escobar, Ezequiel.
Segundo Bentinho, o filho de seu relacionamento com Capitu parece cada vez mais com Escobar, morre repentinamente afogado na praia.

Bentinho e Capitu se separam após uma viagem para Europa. Bentinho retorna ao Brasil sozinho e Capitu morre no exterior.

Bentinho nunca reconheceu Ezequiel como seu filho legitimo, sempre atormentado achando que Capitu o traiu.

A especulação sobre um caso amoroso entre Machado e Georgiana surgiu em parte devido à semelhança entre o personagem Capitu e a esposa de Alencar, além de boatos sobre um suposto filho de Machado com Georgiana, chamado Mário de Alencar como citado pelo escritor Humberto de Campos. (suposta traição entre Machado de Assis e José de Alencar)





Por fim Ezequiel morre de febre tifoide, e Bentinho acaba seus dias na amargura e no remorso.
Esse romance, devido a sua trama, a força dos personagens principais e o drama que envolve a história, é um dos maiores romances da literatura brasileira.

A dúvida entre os críticos e os leitores da obra persiste até hoje. Afinal Capitu traiu ou não traiu Bentinho ?





O romance, entretanto, presta-se a muitas leituras, e é interessante ver como a recepção ao livro se modificou com o passar do tempo. Quando foi lançado, era visto como o relato inquestionável de uma situação de adultério, do ponto de vista do marido traído. Depois dos anos 1960, quando questões relativas aos direitos da mulher assumiram importância maior em todo o mundo, surgiram interpretações que indicavam outra possibilidade: a de que a narrativa pudesse ser expressão de um ciúme doentio, que cega o narrador e o faz conceber uma situação imaginária de traição.


Machado de Assis, autor sutil e de penetração aguda em questões sociais, arma o problema e testa seu leitor. É impressionante como isso vale ainda hoje, mais de um século depois do lançamento do livro. O romance é a história de um homem de posses que ama uma moça pobre e esperta e se casa com ela. Em sua velhice, ele escreve um romance de memórias para compreender melhor a vida.









Capitu, até a metade do livro, é quem dá as cartas na relação. É inteligente, tem iniciativa, procura articular maneiras de livrá-lo do seminário etc. Trata-se de uma garota humilde, mas avançada e independente, muito diferente da mulher vista como modelo pela sociedade patriarcal do século XIX. Nesse sentido, Capitu representa no livro duas categorias sociais marginalizadas no Brasil oitocentista: os pobres e as mulheres. A personagem acabará por “perturbar” a família abastada, ao casar-se com o homem rico.












Percebe-se, por isso, o peso do possível adultério em suas costas. Não se trata apenas de uma questão conjugal entre iguais, mas de uma condenação de classe. Bentinho utiliza o arbítrio da palavra para culpar sua esposa. Mas é ele quem narra os acontecimentos e, por isso, pode manipular os fatos da maneira que melhor lhe convém. Não se sabe até que ponto os fatos relatados correspondem ao que ocorreu, ou são uma interpretação feita pelo personagem, que, além de tudo, escreve que não tem boa memória.





O assunto da 'culpa' ou 'inocência' de Capitu é fonte de permanente discussão. No romance, o foco narrativo está centrado em Bento Santiago, o Dom Casmurro, favorecendo, portanto sua visão de que ela seria, de fato, adúltera. A escritora Lygia Fagundes Telles, por exemplo, que chegou a publicar artigo demonstrando a culpa de Capitu, em 2009 declarou ter percebido, afinal, que Capitu era inocente. O debate em torno dessa personagem criada há mais de um século é uma demonstração da força criativa da ficção de Machado. Muito já se debateu sobre a personalidade de Capitu. Um grupo de estudantes de Direito brasileiros inocentou a personagem da acusação de adultério por "falta de provas".


Essa é uma discussão interminável, e cada leitor terá a sua própria convicção sobre o suposto adultério. Às vezes as opiniões podem mudar de acordo com a releitura do livro, como foi no meu caso. Ora achava que Capitu era culpada, ora achava que era inocente.


Acho que Bentinho, usou a desculpa do adultério para justificar a sua culpa por uma vida que poderia ter tido e que não teve.


Nesse sentido, a questão central do livro não é o adultério, e sim como Machado introduz na literatura brasileira o problema das classes e, ainda, de forma inovadora, a questão da mulher. Dom Casmurro coloca no centro de sua temática a menina que não se deixa comandar e, em virtude disso, perturba a ordem vigente naquele ambiente social estreito e conservador.



Fontes:
guiadoestudante.abril.com.br
wikipedia.org
google.com.br
brasilescola.uol.com.br

sexta-feira, 25 de julho de 2025

A acentuação gráfica está relacionada ao uso dos acentos agudo, circunflexo e grave. Os acentos agudo e circunflexo assinalam a sílaba tônica de algumas palavras, de acordo com as regras de acentuação de monossílabos tônicos, oxítonas, paroxítonas e proparoxítonas. Já o acento grave é usado para indicar o fenômeno da crase.


Quais são os tipos de acentuação gráfica? Acento agudo [ ´ ]: usado sobre as vogais da língua portuguesa.
Acento circunflexo [ ^ ]: usado apenas sobre as vogais “a”, “e” e “o”.
Acento grave [ ` ]: usado sobre a letra “a” da fusão entre o artigo “a” e a preposição “a”.
Regras de acentuação gráfica

A seguir, as regras de acentuação gráfica para o uso dos acentos agudo e circunflexo. Palavras proparoxítonas: todas as proparoxítonas, sem exceção, são acentuadas: máquina, ecumênico, índico, óbice, esôfago, última etc.
Palavras paroxítonas:
Paroxítonas terminadas em ditongo crescente, seguido ou não de S: lábio, demência, superfície, língua etc.
Paroxítonas terminadas em “ã”, “ãs”, “ão”, “ãos”, “ei”, “eis”, “i”, “is”, “ons”, “um”, “uns”, “us”, “l”, “n”, “ps”, “r”, “x”: órfã, órfãs, órfão, órfãos, jérsei, móveis, dândi, dândis, prótons, factótum, factótuns, corona vírus, túnel, próton, fórceps, caráter, cóccix etc.
Palavras oxítonas: oxítonas terminadas em “a”, “e”, “o” (seguidas ou não de S), “em”, “ens”, “éis”, “éu”, “éus”, “ói”, “óis”: crachá, patê, jiló, ajudá-los, comê-los, justapô-la, refém, reféns, ele contém, eles contêm, cartéis, escarcéu, mausoléus, ele destrói, tu destróis etc.
Monossílabos: monossílabos tônicos terminados em “a”, “e”, “o”, “éi”, “éu”, “ói”, seguidos ou não de S: lá, chás, ela vê, tu vês, pó, pós, réis, céu, rói etc.
Hiatos: oxítonas terminadas em “i” ou “u”, seguidos ou não de S, desde que precedidos de vogal átona, na formação de um hiato: daí, açaís, baú, destruí-la etc. Em hiatos, o “i” e o “u” tônicos (isolados na sílaba ou formando sílaba com S) são acentuados desde que precedidos de vogal: caída, ataúde, saía, egoísta etc. EXCEÇÃO: quando o “i” é seguido de “nh”: tainha, moinho etc.

O uso varia segundo o grupo linguístico ao qual o idioma pertence. Enquanto línguas de origem germânica, como o inglês, não têm acentuação, as latinas, como o português e o espanhol, usam sinais gráficos para marcar as alterações na entonação. 

No francês numa mesma letra é possível a verificação de dois acentos. Ex : Été (verão). Ou três acentos como em préférée (preferida).


O acento tônico em árabe é determinado pela estrutura da sílaba (longa ou breve) e pela posição da vogal na palavra.
Sílaba longa: Uma sílaba longa é aquela que contém uma vogal longa (marcada por uma vogal longa, como o alif com fathah - اَ) ou uma vogal breve seguida por uma consoante muda ou outra consoante.
Sílaba breve: Uma sílaba breve é aquela que contém uma vogal breve.
Regras: O acento tônico geralmente recai na primeira sílaba longa antes da última sílaba. Se não houver sílaba longa, o acento cai na penúltima sílaba para palavras dissílabas ou na antepenúltima para palavras tri ou polissílabas.
Exceções: Em alguns casos, a pausa ou elisão (a supressão de um som em uma palavra falada) pode alterar a posição do acento tônico


[ ِ ] Kasrah i curto,
traço sobre a consoante إِنْكِلْتِرَا
ʾinkiltirā - Inglaterra




Fontes:

mundoeducacao.uol.com.br
super.abril.com.br
reddit.com
afrancesados.com
aprender-arabe.com

quinta-feira, 24 de julho de 2025

 A origem do pecado.




Segundo estudiosos da Bíblia o primeiro pecado foi cometido no céu, quando houve a rebelião de anjos liderada por Lúcifer. Há também consenso de que a origem do pecado humano foi terrível escolha de Adão e Eva no jardim do Éden.







E o SENHOR Deus ordenou ao homem: — De toda árvore do jardim você pode comer livremente, mas da árvore do conhecimento do bem e do mal você não deve comer; porque, no dia em que dela comer, você certamente morrerá. Gen.2:16-17

Na tentação do homem e da mulher percebemos o seguinte processo: Insinuação, que Deus era demasiado e severo, duvida quanto ao perigo de comer o fruto, é finalmente, o tentador acusou Deus de ser egoísta. Ora, a serpente era mais astuta que todas as alimárias do campo que o Senhor Deus tinha feito. E esta disse a mulher: É assim que Deus disse: não comereis de toda árvore do jardim?

“disse a mulher a serpente: Do fruto das árvores do jardim comeremos, mas do fruto da árvore que esta no meio do jardim, disse Deus: não comereis dele, nem nele tocareis para que não morrais”. Então a serpente disse a mulher: certamente não morrereis. Porque Deus sabe que no dia em que dele comerdes se abrirão os vossos olhos, e sereis como Deus, sabendo o bem e o mal (GÊNESIS 3:1 – 5).





Mas, afinal o que é pecado ?

Segundo a crença religiosa, pecado é tudo aquilo que contraria as leis divinas e os preceitos religiosos. Mas além disso, pecado é toda transgressão aos preceitos morais, éticos e civis da sociedade.

Os tipos de pecado podem ser classificados em pecados mortais e pecados veniais. Os pecados mortais rompem a comunhão com Deus, exigindo confissão e arrependimento para a restauração da graça. Já os pecados veniais, embora não rompam essa comunhão, podem levar a vícios e impedir o crescimento espiritual. Além disso, existem os pecados capitais, que são aqueles que servem de base para outros pecados e vícios, como soberba, avareza, luxúria, ira, gula, inveja e preguiça.

Pecados mortais:

Envolvem matéria grave, consciência plena e consentimento da vontade.
Romper a comunhão com Deus e merecem as penas eternas.
Exigem confissão e arrependimento para a restauração da graça.

Exemplos incluem adultério, homicídio e roubo.

Pecados veniais:

Não rompem a comunhão com Deus, mas impedem o crescimento espiritual.

São pecados de menor gravidade, cometidos com menor consciência ou consentimento.

Podem ser perdoados através de orações e atos de caridade.

Exemplos incluem palavras ociosas ou atos de egoísmo.

Pecados capitais:

São considerados a raiz de outros pecados e vícios.

Os sete pecados capitais são: soberba, avareza, luxúria, ira, gula, inveja e preguiça.

A tradição católica também destaca pecados que "clamam ao céu", como o sangue de Abel, o pecado dos sodomitas e a opressão dos pobres.

Pecados por pensamentos, palavras, ações e omissões:


Pecados podem ser cometidos através do pensamento, palavras, ações ou omissões.

Pensamentos pecaminosos podem levar a ações pecaminosas, assim como palavras podem causar danos aos outros.

A omissão de ações que deveriam ser realizadas também pode ser considerada um pecado.

Pecados que clamam ao céu:

São aqueles que causam grande sofrimento e injustiça, clamando a Deus por vingança.

Exemplos incluem homicídio, opressão dos pobres e injustiça para com os assalariados.

É importante lembrar que o pecado é uma transgressão contra Deus e que o arrependimento e a busca por perdão são fundamentais para a restauração da relação com Ele.


1. Soberba

A soberba pode ser definida como orgulho excessivo. É a tendência de se considerar melhor do que as outras pessoas. A soberba é o pecado da pessoa extremamente vaidosa, que pensa e age como se estivesse acima de tudo e de todos. O oposto da soberba é a humildade.



2. Avareza

A avareza, também chamada de ganância, é o apego excessivo aos bens materiais e ao dinheiro. A pessoa avarenta é mesquinha, isto é, não gosta de compartilhar o que tem e faz de tudo para ter sempre mais. A avareza é o oposto da generosidade.




3. Inveja

A inveja é a tristeza pelo bem de outra pessoa. O invejoso é aquele que se sente mal pelas conquistas alheias, e é incapaz de ficar feliz pelos outros, como se a vitória da outra pessoa representasse uma perda pessoal. O oposto da inveja é a caridade, o desapego e o altruísmo.




4. Ira

Ira, raiva ou fúria é uma manifestação intensa de indignação que pode levar a agressões verbais ou físicas. O oposto da ira é a paciência.




5. Luxúria

A luxúria, lascívia ou libertinagem é o pecado associado aos desejos sexuais. Para os católicos, esse pecado tem a ver com o abuso do sexo ou a busca excessiva do prazer sexual. O oposto da luxúria é a pureza.




6. Gula

A gula é o pecado associado ao desejo de comer e beber de maneira exagerada, para além das necessidades. Esse pecado tem a ver com a perda de controle em relação ao próprio corpo. O oposto da gula é a moderação.




7. Preguiça

A preguiça é a falta de vontade ou de interesse em atividades que exijam algum esforço, seja físico ou intelectual. Ela pode ser definida como a falta de ação, a ausência de ânimo para o trabalho e outras tarefas do dia a dia. O oposto da preguiça é o esforço, a força de vontade, a ação.




Fontes:

monografias.brasilescola.uol.com.br
google.com
bible.com/pt
esdc.com.br
significados.com.br

quarta-feira, 23 de julho de 2025

 Dias da semana:


Os nomes dos dias da semana na maioria das línguas neolatinas derivam dos nomes dos planetas clássicos na astrologia helenística. Na antiguidade clássica, as Sete Luminárias sagradas são os sete objetos não fixos visíveis no céu: a Lua, Mercúrio, Vênus, Sol, Marte, Jupiter e Saturno. A palavra planeta vem da palavra grega πλανήτης, planētēs "planeta" (abreviação de asteres planetai "estrelas errantes"), expressando o fato de que esses objetos se movem através da esfera celestial em relação às estrelas fixas. Esse sistema de nominata de planetas foi introduzido no Império Romano durante a Antiguidade tardia, associado a alguns deuses olímpicos. Em algumas outras línguas, os dias da semana são nomeados conforme as divindades correspondentes da cultura regional.






Sábado e Domingo (Prima Santa, na semana Santa) vem das mais tradicionais línguas: Do Hebraico veio o Sabbath (Sábado), dia do descanso para os judeus e do latim veio o Dominicus Dies (Dia do senhor - Domingo).


Em português, a terminação "feira" nos dias da semana tem origem na palavra latina "feria", que significa "dia de descanso" ou "feriado". A adoção desse termo está ligada à influência da Igreja Católica, que, no século VI, propôs a substituição dos nomes dos dias da semana inspirados em deuses pagãos por uma nomenclatura que refletisse o caráter de descanso e celebração da Semana Santa.

Explicação detalhada:

Origem em "feria":

A palavra latina "feria" (plural "feriae") era usada para se referir aos dias de descanso dedicados aos deuses. No contexto da Semana Santa, todos os dias eram considerados "feria", ou seja, dias de descanso e celebração.

Já sábado e domingo seguem a denominação usual (sabath e Dia do Senhor).



Só em 321 d.C. a semana começou a ter sete dias, imposta pelo imperador romano Constantino que também organizou a semana como tendo seu princípio no domingo, mudando muita coisa do calendário dos romanos e seus oito dias semanais.

Veja as relações dos dias da semana com os astros, apenas algumas das muitas referências que encontramos ao vislumbrar todo o legado que a astrologia deixou em inúmeras situações e períodos da nossa história, desde os tempos mais remotos até os dias atuais:

SOL - Domingo. Em inglês, Sunday (Dia do Sol). Domingo (do latim dominicus dies, dia do Senhor, por associação entre o Deus cristão e os cultos solares pagãos)

LUA - Segunda-feira. Em inglês, Monday (Dia da Lua). Também Lunes - do latim "lunae dies", dia da Lua.

MARTE - Terça-feira. Em inglês "Thuesday", a nossa terça-feira, vem do Inglês arcaico "Tiwesdaeg" (dia de Tyr). Tyr (também conhecido como Tew ou Tiu), era o Deus nórdico da guerra. A terça-feira então é nomeada em sua homenagem, mantendo o contexto da mitologia nórdica. Se fosse convertido aos moldes romanos, talvez seria chamado de "Marsday". Marte era o Deus romano da guerra (o equivalente à sua versão grega Ares), que por sua vez é equivalente a versão nórdica, Tyr. Ares, Marte e Tyr são a mesma coisa em culturas diferentes.

MERCÚRIO - Quarta-feira. Em inglês "Wednesday", a nossa quarta-feira, vem do inglês arcaico "Wodnesdacg" (dia de Woden). Woden (ou seu nome mais arcaico Wotan e mais conhecido como Odin) era o Deus nórdico mais importante e mais cultuado. A quarta-feira então é nomeada em sua homenagem, também mantendo o contexto da mitologia nórdica. Odin era considerado senhor da ciência, das runas, do conhecimento, parcialmente análogo a Mercúrio. Em espanhol é Miércoles - do latim "mercuri dies", dia de Mercúrio.

JÚPITER - Quinta-feira. "Thursday", a nossa quinta-feira, também vem do inglês arcaico que significava basicamente "o dia de Thun". Thun (ou Thor), era o Deus nórdico do trovão. A quinta-feira foi nomeada em sua homenagem. Se tivesse sido nomeada em seu equivalente romano, teríamos algo como "Juptrsday", pois Júpiter na mitologia romana é a mesma coisa que Thor na mitolgia nórdica, e Zeus, na mitologia grega. Em espanhol é Jueves - do latim "jovis dies", dia de Júpiter.

VÊNUS - Sexta-feira. Em inglês, "Friday", a nossa sexta-feira, vem do inglês arcaico "Frigedaege", que significa basicamente "dia de fry, dia de freia ou dia de frio". Fry era a deusa germânica da beleza, que é ligada a deusa Frigg dos noruegueses, mas também à famosa deusa nórdica Freya. Seu equivalente romano é Vênus, deusa romana da beleza, do Amor e do sexo, que em sua versão grega se chama Afrodite. A sexta-feira então foi nomeada em sua homenagem. Em espanhol é Viernes - do latim "veneris dies", dia de Vênus.

SATURNO - Sábado. Em inglês, Saturday (Dia de Saturno). Sábado deriva do hebraico "sabbath", que significa descanso.


Línguas latinas                           Línguas germânicas

Domingo, dimanche                                  Sunday
Segunda-feira, lundi, lunes                     Monday
Terça-feira, Mardi, Martes                      Tuesday
Quarta-feira, Mercredi, Miercoles         Wednesday
Quinta-feira, Jeudi, Jueves                     Thursday
Sexta-feira, Vendredi, Viernes                Friday
Sábado, Samedi, Sábado                           Saturday





Fontes:

wikipedia.org
google.com
astrolink.com.br
brasilescola.uol.com.br
abcimaginario.blogspot.com

terça-feira, 22 de julho de 2025

Calendário Interativo Escolar – Loja ABC da Educação Mais – Por Sabrina  Bonassa

Nosso calendário sofreu durante os séculos muitas mudanças. Em Astronomia consideram-se várias espécies de ano. Iremos referir-nos apenas ao ano sideral e ao ano trópico.

O ano sideral, duração da revolução da Terra em torno do Sol, é igual a 365 d 06 h 09 m 09,8 s. É este ano que intervém na terceira lei de Kepler da mecânica celeste, ao ligar as durações das revoluções dos planetas com os eixos maiores das órbitas.

O ano trópico, tempo decorrido entre duas passagens consecutivas do Sol médio pelo ponto vernal, é actualmente de 365 d 05 h 48 m 45,3 s. É mais curto do que o ano sideral, devido à precessão dos equinócios, que faz retrogradar o ponto vernal de 50,24 segundos de arco por ano. É o ano trópico que regula o retorno das estações e que intervém nos calendários solares.

Há ainda os calendários luni-solares, que procuram harmonizar as lunações com a revolução trópica do Sol.

O protótipo actual de calendário lunar é o calendário islâmico; do calendário solar é o calendário gregoriano; do calendário luni-solar é o calendário israelita. Mas também o calendário gregoriano conserva, de certo modo, uma base luni-solar no que diz respeito às regras para a determinação da data da Páscoa, a que procuraremos mais adiante fazer referência.

Um outro período de tempo utilizado nos calendários é a semana de sete dias, cuja origem se desconhece. É provável que estivesse relacionada com o mês lunar, visto que sete dias são aproximadamente um quarto de lunação, o intervalo aproximado entre a Lua cheia e o quarto minguante, ou talvez com o número dos sete astros principais do firmamento (os cinco planetas conhecidos na Antiguidade mais o Sol e a Lua). Mas é provável que a escolha de um intervalo de sete dias se deva ao carácter sagrado do número sete entre os judeus. Seja como for, o ciclo semanal de sete dias propagou-se inicialmente para oriente e só bastante mais tarde chegou ao ocidente, encontrando-se hoje praticamente incorporado em todos os calendários, como ciclo regulador das atividades laborais.




A história e origem do calendário tem início com a necessidade do ser humano de organizar o tempo, de registrar a evolução, bem como de comemorar em datas fixas.

Historiadores divergem sobre sua origem, apresentando hebreus, egípcios e sumérios como seus possíveis inventores.

No caso do sumério, seu calendário era composto por 12 meses lunares com 29 ou 30 dias, num total de 354 no ano.

Desta forma, não coincidia com o calendário solar, composto por 365 dias.



No primitivo calendário romano, o ano tinha 304 dias distribuídos por 10 meses. Os 4 primeiros tinham nomes próprios dedicados aos deuses da mitologia romana e provinham de tempos mais remotos, em que, provavelmente, se aplicaram às 4 estações; os 6 restantes eram designados por números ordinais, indicativos da ordem que ocupavam no calendário, segundo o esquema:

1.º Martius 31 dias, dedicado a Marte
2.º Aprilis 30 dias, dedicado a Apolo
3.º Maius (maior) 31 dias, dedicado a Júpiter
4.º Junius 30 dias, dedicado a Juno
5.º Quintilis 31 dias (n.º ordinal)
6.º Sextilis 30 dias
7.º September 30 dias
8.º October 31 dias
9.º November 30 dias
10.º December 30 dias



Durante o consulado de Marco António, reconhecendo-se a importância da reforma introduzida no calendário romano por Júlio César, foi decidido prestar-lhe justa homenagem, perpetuando o seu nome no calendário, de maneira que o sétimo mês, Quintilis, passou a chamar-se Julius.

Também no ano 730 de Roma, o Senado romano decretou que o oitavo mês, Sextilis, passasse a chamar-se Augustus, porque durante este mês começou o imperador César Augusto o seu primeiro consulado e pôs fim à guerra civil que desolava o povo romano. E para que o mês dedicado a César Augusto não tivesse menos dias do que o dedicado a Júlio César, o mês de Augustus passou a ter 31 dias. Este dia saiu do mês de Februarius, que ficou com 28 dias nos anos comuns e 29 nos bissextos. Também para que não houvesse tantos meses seguidos com 31 dias, reduziram-se para 30 dias os meses de September e November, passando a ter 31 dias os de October e December. Assim se chegou à distribuição sem lógica alguma dos dias pelos meses, que ainda hoje perdura e que transcrevemos a seguir com os nomes actuais em língua portuguesa:

1.º Janeiro 31 dias - dedicado ao deus Janus, que tinha duas faces; uma voltada para frente e outra pra trás (Passado e Futuro)

2.º Fevereiro 28 ou 29 dias - dedicado ao deus Februus ( deus associado à morte e a purificação)
3.º Março 31 dias -  Dedicado ao deus Marte
4.º Abril 30 dias - Dedicado ao deus Apolo
5.º Maio 31 dias - Dedicado ao deus Jupiter
6.º Junho 30 dias - Dedicado à deusa Juno
7.º Julho 31 dias - Dedicado ao imperador Júlio César
8.º Agosto 31 dias - Dedicado ao imperador Augusto.

Como Julho tem 31 dias, atribuiu-se a Agosto 31 dias também, porque ambos homenageavam um imperador romano.

9.º Setembro 30 dias  - Sétimo mês no calendário romano
10.º Outubro 31 dias - Oitavo mês no calendário romano
11.º Novembro 30 dias - Nono mês no calendário romano
12.º Dezembro 31 dias - décimo mês no calendário romano.

O termo calendário, vem do termo latino Calendas, que no calendário antigo romano representava o primeiro dia de cada mês, assim como idos representava o último dia.



Fontes:

wikipedia.org
mat.uc.pt
todamateria.com.br
google.com



segunda-feira, 21 de julho de 2025


Maniqueísmo


O maniqueísmo é uma filosofia religiosa sincrética e dualística fundada e propagada por Manes ou Maniqueu, filósofo heresiarca do século III, que divide o mundo simplesmente entre Bom, ou Deus, e Mau, ou Diabo. A matéria é intrinsecamente má, e o espírito, intrinsecamente bom. Com a popularização do termo, maniqueísta passou a ser um adjetivo usado para descrever todas as doutrinas fundamentadas nos dois princípios opostos do Bem e do Mal.

Essa filosofia tinha como argumento que é preciso existir o Mau para existir o Bem.

"O maniqueísmo teve origem na Pérsia, no século III d.C., quando Mani, o seu fundador, começou a pregar suas ideias. Mani acreditava ser o último de uma série de profetas que incluía figuras como Buda, Zoroastro e Jesus Cristo. Segundo ele, cada um desses profetas trouxe uma parte da verdade, e sua missão era sintetizar e completar essas revelações em uma única doutrina universal."


Manes



No que concerne à origem do mal, a princípio, Santo Agostinho aceitou a solução dualista dos maniqueístas. Esta solução livra Deus da responsabilidade pelo mal, mas compromete sua onipotência, ou seja, seu poder sobre tudo, inclusive de fazer o mal deixar de existir. Devido a isto, o autor de Confissões passou a se identificar com o ponto de vista neoplatonista de que o mal consiste em privação ou corrupção do bem ao invés de algo substancial como faz parecer o Maniqueísmo. Sendo assim, em sua maturidade filosófica que também marca sua oposição ao maniqueísmo, Agostinho afirmará que todo ser é bom, tal como foi criado por Deus. Cabe ressaltar que existem vários graus de “ser” e “bem”, mas, em suma, tudo o que é real é bom em algum nível conforme determinada hierarquia.

Santo Agostinho ainda escreve que uma criatura só pode ser considerada má se ela fica aquém de sua bondade natural ao ser corrompida ou viciada. Isto é, só a corrupção em si é má, enquanto a essência da coisa em si permanece boa. Portanto, o filósofo se distingue dos maniqueístas, pois não se conforma com a existência de um ‘mal’ que contraponha o bem. Para ele, então, o mal não existe, senão pela própria ausência do bem e a essa ausência consideramos a corrupção e os vícios.

Santo Agostinho: o amante dos prazeres que, convertido, se tornou um dos  maiores pensadores da história - BBC News Brasil
Santo Agostinho


A doutrina, de um certo ponto, simplista, afirma que existe a dualidade entre o Bem e o Mal, mas de forma mais objetiva sabemos que pode existir somente o Mal em ambos os lados, ou apenas o Bem, em ambos os lados.

Essa dualidade, então, não se sustenta.




Fontes:

wikipedia.org
google.com
tudoestudo.com.br
brasilescola.uol.com.br

sexta-feira, 18 de julho de 2025

 Legião Perdida de Roma.




Um dos mistérios mais debatidos do período romano envolve o desaparecimento da Legio IX Hispana, uma religião romana que desapareceu misteriosamente por volta de 120 d.C.







O primeiro registro de atividade da Legio IX Hispana foi durante o século I a.C., com sua participação no cerco de Asculum na Guerra Social. A Nona Legião Hispana foi incorporada às forças de Júlio César, servindo ao imperador na Gália (durante as Guerras Gálicas) e na luta contra Pompeu Magno durante a Guerra Civil Romana (49 – 45 a.C.). Também lutou ao lado do imperador Augusto, e participou da invasão da Grã-Bretanha sob o comando de Cláudio.



A origem da IX Hispana é incerta, mas ela parece ter participado do cerco de Ásculo durante a Guerra Social de 90 a.C..


IX Legião




A nona legião cesariana lutou nas batalhas de Dirráquio (48 a.C.) e Farsalos (48 a.C.) e na Campanha africana de Júlio César de 46 a.C. Depois de sua vitória final, César debandou suas legiões e assentou os veteranos na região de Piceno.

Depois do assassinato de Júlio César, seu aliado Ventídio Basso tentou recriar a VII, VIII e a IX, mas "não é claro se qualquer uma delas teria chegado mesmo até a época da batalha de ´Filipos Otaviano`, herdeiro de César, posteriormente reconvocou os veteranos da nona para lutar contra a revolta de Sexto Pompeu, filho de Pompeu, na Sicília ( 42 a.C.). Depois de derrotá-lo, a legião seguiu para a Macedônia e lutou com Otaviano na guerra civil de Antônio, incluindo a Batalha de Ácio (31 a.C.).




Ela carregava em seu estandarte um touro romano, e possui cerca de 5.400 homens.

A IX Legio IX Hispana esteve presente durante todo o período das guerras da Gália e mais tarde permaneceu fiel a César na sua guerra civil contra a facção conservadora do senado, liderada por Pompeu. Neste conflito, participaram nas batalhas de Dirráquio e Farsalos (48 a.C., na atual Grécia) e na campanha africana de 46 a.C.. Depois da sua vitória final em 45 a.C., César desmobilizou a legião e estabeleceu os veteranos na área de Piceno.

Uma das legiões romanas que mais lutou em batalhas neste período, uma das teorias de seu desaparecimento denota que estava estacionada na Britânia logo após a invasão romana de 43, afirma que ela foi destruída em combate no norte da Britânia logo depois de 108, data da inscrição mais tardia datável da nona na Britânia, provavelmente numa revolta das tribos nortenhas, como uma legião romana com soldados experientes, e altamente tarimbados em batalhas foram cair nesta armadilha em meio à névoa vertiginosa da Caledônia, à medida que marchavam em direção ao norte para combater uma rebelião ?



Outra teoria, que ganhou força com descobertas arqueológicas posteriores, sugere que a Nona Legião foi transferida para a Baixa Alemanha, onde foi posteriormente desmantelada ou absorvida por outras unidades militares. Esta hipótese é sustentada pela descoberta em 1959 de vestígios da legião em Nijmegen, na atual Holanda, sugerindo que parte de seus soldados pode ter sido realocada para o continente europeu.

Uma teoria alternativa e igualmente fascinante propõe que a Nona Legião foi enviada ao Oriente durante o reinado do imperador Adriano, possivelmente para combater na Revolta Judaica de Bar-Kokhba entre 132 e 136 d.C. Segundo esta teoria, a legião teria sido envolvida em combates intensos e, eventualmente, destruída em uma batalha catastrófica. Outra variação dessa teoria sugere que a legião encontrou seu fim em uma batalha na Armênia, onde teria sido liderada por Marco Severiano, um comandante militar de renome.


Um filme que retrata muito esta história é a Aguia da Nona Legião de 2011 com o ator Channing Tatum e Jamie Bell, que se passa 20 anos depois do desaparecimento da Nona Legião nas montanhas da Escócia, o jovem centurião Marcus Aquila veio tentar solucionar o mistério e restaurar a reputação do seu pai, o comandante da legião perdida. Acompanhado pelo escravo Esca, cruza a Muralha de Adriano até à Caledónia, onde irá enfrentar tribos selvagens para recuperar o emblema da legião do seu pai.




Fontes:

historiaemdestaque.com.br
miniworldminiaturas.com.br
wikipedia.org
google.com

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