quinta-feira, 4 de outubro de 2018

Hoje vamos falar do romance "Onde está a felicidade" do escritor português, Camilo Castelo Branco.


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Editado em 1856, o romance Onde Está a Felicidade? é um retrato fiel da sociedade da época, caracterizada pela importância do dinheiro e do estatuto como forma de promoção social. Trata-se de um romance onde impera a crítica à sociedade, representada pelas figuras de Guilherme do Amaral, que simboliza a riqueza, e de Augusta, que personifica a população de parcos recursos. Outra personagem considerável é um tecelão, de nome Francisco, primo de Augusta, por quem estava apaixonado. A história resume-se à busca da felicidade por parte de Guilherme e Augusta. Apaixonam-se e tornam-se amantes, no entanto, Guilherme abandona a jovem, seduzido pela beleza de uma prima . Mesmo grávida, Augusta é aceita por Francisco, que decide viver com a mulher que ama. O bebe morre com pouco tempo de vida e é ao enterrá-lo debaixo do soalho, em casa, que Francisco descobre uma fortuna escondida por outra personagem ( João Antunes da Mota). O casal consorcia-se e alcança a baronia de Amares. É ao regressar de uma viagem que Guilherme sabe da novidade, contada por uma personagem inominada, jornalista de profissão.



O jornalista pergunta, em conclusão: Em suma, queres saber "onde está a felicidade?" / -Se quero!!…/ - Está debaixo de uma tábua, onde se encontram cento e cinquenta contos de réis.



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Camilo nasceu em 1825, em Lisboa, e suicidou-se a 1 de junho de 1890, em S. Miguel de Ceide (Famalicão). Ficou órfão de mãe aos dois anos e de pai aos nove. A partir desta idade passa a viver em Vila Real com uma tia paterna. Aos 16 anos, casa-se em Friúme (Ribeira de Pena). Em 1844, instala-se no Porto com o intuito de cursar Medicina, mas não passa do 2.º ano. Em 1845, estreia-se na poesia e no ano seguinte no teatro e no jornalismo - atividade que nunca abandonará. Viúvo desde 1847, fixa-se definitivamente no Porto a partir de 1848 (onde, em 1846, já estivera preso por ter raptado Patrícia Emília). De 1849 a 1851 consolida a sua atividade jornalística, retoma o teatro, estreia-se no romance com "Anátema" (1851), conhece a alta-roda portuense bem como os meios boêmios e é protagonista de aventuras romanescas. 


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Mas é a partir de 1856 que atinge a maturidade literária (no domínio dos processos de escrita) com o romance (ou novela?) "Onde Está a Felicidade?". É neste ano que inicia o relacionamento amoroso com Ana Plácido, casada desde 1850 com Manuel Pinheiro Alves. Por proposta de Alexandre Herculano, é eleito sócio da Academia Real das Ciências de Lisboa em 1858 - ano em que nasce Manuel Plácido, filho de Camilo e de Ana Plácido. Em 1860, Manuel Pinheiro Alves desencadeia o processo de adultério: em junho é presa a mulher e a 1 de outubro Camilo entrega-se na cadeia da Relação do Porto. D. Pedro V visita-o, em 1861, na cadeia, e a 16 de outubro desse ano os réus são absolvidos. É intensa a atividade literária de Camilo (não sendo a esse facto de todo alheias as dificuldades econômicas): entre 1862 e 1863, o escritor publica onze novelas e romances atingindo uma notoriedade dificilmente igualável. Em 1864, fixa-se na quinta de S. Miguel de Ceide (propriedade de Manuel Pinheiro Alves, que, entretanto, já faleceu, em 1863) e nasce-lhe o terceiro filho, Nuno. Quatro anos depois, dirige a Gazeta Literária do Porto; em 1870 inicia o processo do viscondado (o título ser-lhe-á atribuído em 1885), e, em 1876, toma consciência da loucura do segundo filho, Jorge. No ano seguinte morre Manuel Plácido. A partir de 1881, agravam-se os padecimentos, incluindo a doença dos olhos. Em 1889, por ocasião do seu aniversário (16 de março), é objeto de calorosa homenagem de escritores, artistas e estudantes, promovida por João de Deus. No ano seguinte, já cego, impossibilitado de escrever (a escrita foi, no fim de contas, a sua grande paixão), suicida-se com um tiro de revólver. A casa de Ceide é hoje o museu do escritor. 



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Fontes:
citi.pt/cultura/literatura/romance/c_castelo_branco/
wikipedia.org
www.wook.pt/autor/camilo-castelo-branco
google.com.br

quarta-feira, 3 de outubro de 2018

Hoje vamos falar do livro infanto/juvenil "Meu pé de laranja lima" de José Mauro de Vasconcelos.

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O livro foi publicado em 1968, completando, portanto 50 anos.


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José Mauro de Vasconcelos


Um garoto chamado Zezé, tinha 5 anos mas gostava de dizer que ele tinha seis. 

Ele vivia em uma casa de tamanho médio, seu pai se chamava Paulo, e estava desempregado, sua mãe, que por causa de seu marido desempregado trabalhava até tarde numa fábrica, e mais três irmãos: Totoca, Jandira e Glória. 

Por causa do desemprego de seu pai, eles foram obrigados a mudar para uma casa menor, onde o garoto conheceu Minguinho seu pé de laranja lima, que fica sendo seu melhor e único amigo. 

Como o moleque sempre foi muito arteiro, recebeu muitas palmadas e era surrado constantemente, apesar de que as vezes não tinha culpa do que acontecia. 

O garoto tinha cinco anos, aprendeu a ler e por isso foi a escola mais cedo. Lá ele era um garoto muito comportado e gostava muito da professora Célia Paím, ao qual, levava flores todos os dias, e apesar de contarem a ela o diabinho que ele era, ela não acreditava. 

Um dia o garoto foi pegar uma carona do lado de fora do carro, mas o carro era de um português chamado Manuel Valandarez, que tinha o carro mais bonito da cidade. O português viu isto e lhe deu uma surra que o garoto jurou se vingar. 

Mas o tempo foi passando e o garoto ia se esquecendo. E num dia ele pisou num caco de vidro que abriu um corte, mas mesmo assim o garoto ficou decidido de ir para a escola. 
Enquanto atravessava uma rua o português viu o garoto e pediu para ver o corte. 
Vendo aquele corte enorme ele levou o garoto de carro até o hospital, e fizeram muitos ponto nele. 

Desde então eles ficaram muito amigos e o português foi lhe tratando como um filho, sempre muito carinhoso. 

Foram até pescar algumas vezes e passavam a tarde toda juntos. Outras vezes iam tomar sorvete e fazer outras coisas. Outra vez o português deixou o menino andar de carona em seu carro, o português o convenceu até de não falar mais palavrões. 
Eles eram muito amigos até que ele recebeu a notícia que o carro do português foi esmagado por um trem, o português não resistiu e morreu. 

O garoto entrou numa depressão profunda, e como a família desconhecia a sua amizade com o português, eles acharam que foi a notícia que seu pé de laranja lima seria cortado. 

O garoto permaneceu dias comendo pouco, sem falar, deitado em sua cama e querendo morrer. Mas com as palavras de Glória, sua irmã preferida, ele conseguiu retornar a sua vida normal.

Este livro foi adaptado pela primeira vez em 1970, quando um filme dirigido por Aurélio Teixeira foi lançado; três telenovelas baseadas na obra foram criadas: em 1970, exibida pela TV Tupi em 1980, exibida pela Rede Bandeirantes; e em 1998, de novo exibida pela Rede Bandeirantes. Em 2003, Meu Pé de Laranja Lima foi publicado na Coréia do Sul , em forma de quadrinhos, numa edição com 224 páginas ilustradas. 

                         Abertura da novela da Tupi em 1970

Novela na Band 1980


Trailer do filme 2012


Em 2012, uma nova versão cinematográfica dirigida por Marcos Bernstein foi produzida e exibida durante o Festival do Rio a estreia foi em 19 de abril de 2013.

Fontes:
wikipedia.org
resumos.netsaber.com.br/resumo-47590/meu-pe-de-laranja-lima
youtube.com.br

terça-feira, 2 de outubro de 2018



Palavras com s, ss, c,e ç.




O ç (cedilha) é usado em palavras terminadas em "to"

Ex: 

intento - intenção

canto - canção

exceto - exceção

junto - junção




Também usamos o ç (cedilha) em palavras oriundas de verbos terminados em "ter".

Ex: deter - detenção

reter - retenção

conter - contenção

manter - manutenção




Usamos também o ç (cedilha) em palavras terminadas em "tor".

Ex: infrator - infração

trator - tração

redator - redação

setor - seção

Usamos também o ç (cedilha) em palavras terminadas em "tivo"


Ex: introspectivo - introspecção

relativo - relação

ativo - ação

intuitivo - intuição.


Usamos também em verbos onde retiramos a desinência "r"


Ex: reeducar - reeducação

importar - importação

repartir - repartição

fundir - fundição

Finalmente usamos o ç (cedilha)após ditongo* quando houver som de "s"
Ex: eleição
traição.
* ditongo - encontro das vogais (a,e,o) com as semivogais (i, u).



O s entre vogais tem sempre o som /z/, por isso, nas palavras derivadas e compostas formadas a partir de uma palavra com s em posição inicial, tem de se dobrar o s, escrevendo-se ss.


Ex.

Sala – antessala
Seguir – prosseguir
Sol – girassol
Soma – cromossoma


Os dois ss só aparecem entre vogais.

Ex. passar; pessoa.






Emprego de s com valor de z

1) adjetivos com os sufixos –oso, -osa:

teimoso, teimosa

2) adjetivos pátrios com os sufixos –ês, -esa:

português, portuguesa

3) substantivos e adjetivos terminados em –ês, feminino –esa:

burguês, burguesa

4) substantivos com os sufixos gregos –esse, -isa, -ose:

diocese, poetisa, metamorfose

5) verbos derivados de palavras cujo radical termina em –s:

analisar (de análise)

6) formas dos verbos pôr e querer e de seus derivados:

pus, pôs, pusemos, puseram, puser, compôs, compusesse, impuser etc

quis, quisemos, quiseram, quiser, quisera, quiséssemos etc

7) os seguintes nomes próprios personativos:

Inês, Isabel, Isaura, Luís, Queirós, Resende, Sousa, Teresa, Teresinha.


A a letra "c"  é utilizada junto com a vogal e e a semivogal i.

Ex: cedilha, cidade, precioso, coice, meiguice.


Fontes:
mundovestibular.com.br
emportuguescorrecto.pt
tudosobreconcursos.com






segunda-feira, 1 de outubro de 2018

Quem não conhece essa linda música, She, de 1974, tema em 2001 do filme "Um Lugar chamado Notthing Hill"

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Originalmente chamada de "Tous les visages de l'amour", a música foi lançada em 1974 e ganhou logo depois a versão em inglês, que chegou ao primeiro lugar na lista das mais ouvidas na Inglaterra.


Em 1999, o hit foi gravado pelo britânico Elvis Costello para o filme "Um lugar chamado Notting Hill", estrelado por Hugh Grant e Julia Roberts.


                                                  She - Charles Aznavour

Seu ator e interprete Charles Aznavour morreu aos 94 anos hoje, em sua casa no sul da França.

O cantor teve uma carreira de mais de 80 anos, e era frequentemente descrito como o Frank Sinatra da França. Ele é conhecido principalmente pelo sucesso "She".

Cantor com uma voz marcante, foi um astro de primeira grandeza na música francesa e mundial.

                                         La bohéme

                                           Hier encore


                                    Que c´ est triste Venize


                                                      Etre


                                   The old fashion way

                                           la mama


Nascido Shahnour Varinag Aznavourian, filho de pais armênios em Paris, o músico vendeu mais de 100 milhões de discos e também trabalhou como ator em mais de de 60 filmes.


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Em maio deste ano,foi internado após fraturar o úmero (osso mais longo do membro superior). numa queda em sua casa. Um mês antes, precisou cancelar um show em São Petersburgo, na Rússia, depois de sofrer um ataque de lombalgia, condição que afeta a parte inferior da coluna.

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O jornal Le Monde escreve que Azvanour "era a França".

"Uma França internacional, terra acolhedora, que sabe ensinar aos seus filhos valores fundamentais, mas também charmosa, com um romantismo sexy e com um tipo de leveza que equilibra o norte introvertido e o sul extravagante."

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Em março 2017. Fez shows no Rio e em São Paulo. Esteve no país também em 2008, passando por cidades como Recife, Fortaleza e Goiânia, além de Rio e São Paulo.

Uma pesquisa realizada em 1998 pelo canal de TV CNN e pela revista Time apontou Aznavour como "o cantor popular mais importante do século XX", na frente de ícones como Elvis Presley, Bob Dylan e Frank Sinatra. Ele vendeu mais de 180 milhões de discos e escreveu 1.300 músicas em várias línguas.

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Aznavour ganhou uma estrela na Calçada da Fama de Hollywood em 2017. Ele deixa seis filhos.

Outra personalidade que excede a vida e viverá para sempre através de sua música e de sua arte.

Sempre fui um grande fã dele, e agradeço por ter vivido na mesma época  e desfrutar de seu talento e de suas músicas.

Fontes:
g1.globo.com.br
youtube.com.br
google.com.br
folha.uol.com.br

Por que falamos que as cegonhas trazem os bebês?

Há milênios a ave é relacionada à fertilidade e aos bebês; a explicação tem a ver com seu instinto migratório

Todos nós sabemos de onde vem os bebês: uma cegonha vem voando sobre a cidade, levando no bico um lençol, e pousa diante da porta de um feliz casal, que tira de entre os panos o seu precioso e sorridente bebê. Certo? Esse mito já foi uma história muito popular contada às crianças ainda novas demais para saberem algo diferente.
Cegonhas são relacionadas a bebês e famílias há milênios. Na mitologia grega, elas estavam ligadas ao sequestro de bebês, depois que Hera transformou sua rival em uma cegonha e ela tentou então roubar o seu filho. Na mitologia egípcia, a alma de uma pessoa era geralmente representada por uma cegonha. A volta de uma cegonha significava o retorno da alma, quando a pessoa poderia ser reanimada. Já na mitologia nórdica, a cegonha representava os valores familiares e o compromisso de um com o outro.

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Em diversas mitologias, as cegonhas são um símbolo de fidelidade e do casamento monogâmico, porque crê-se largamente que esses animais têm apenas um companheiro pela vida toda. Na verdade, não é bem assim: as cegonhas tendem a retornar para os mesmos ninhos todo ano e geralmente acasalam então com o mesmo parceiro.

                                Cegonha, a história que não te contaram
Hans Christian Andersen popularizou a fábula em As cegonhas, um pequeno conto que ele escreveu no século XIX. Na história, as cegonhas voam sobre um vilarejo quando são provocadas por um garoto. Elas se vingam deixando um bebê morto na casa da sua família. Nessa versão, as cegonhas tiram os bebês de uma lagoa e os entregam a famílias que têm bons filhos. Outra versão popular é a de que os bebês são encontrados em cavernas chamadas Adeborsteines – literalmente “rocha da cegonha”, em alemão. O termo pode se referir também a rochas em que os bebês seriam “chocados”; a pedras pretas e brancas que as crianças jogam para cima para dizer às cegonhas que querem um irmãozinho; ou a rochas nas quais os bebês são deixados para secar depois de serem pegos do mar.
A história foi amplamente difundida devido à necessidade de contornar as questões espinhosas das crianças tanto quanto possível. No tempo de Andersen, o sexo era um tabu. Mesmo hoje, muitas crianças ganham irmãozinhos antes de estarem preparadas para “aquela conversa”, mas a sua natureza curiosa exige que os pais expliquem de alguma forma.


Curiosidades

– Em alguns países, acreditava-se que deixar doces na janela era uma maneira de informas as cegonhas que a casa estava pronta para ter um bebê.
– Na Grécia antiga, havia uma lei que obrigava os filhos a cuidar dos seus pais idosos. A lei chamava-se Pelargonia, palavra que deriva do termo grego para cegonha: pelargos. As cegonhas costumam cuidar dos seus filhotes ainda por muito tempo depois de eles já terem aprendido a voar e a buscar alimento, o que levou à crença de que o mais novo estava cuidando do mais velho.
– As cegonhas costumavam fazer ninhos nos telhados e nas chaminés. Uma cegonha no próprio telhado significava que o casal teria um filho.


Ao que parece, essa crença surgiu em alguns pequenos vilarejos na Holanda. Como a população do local foi aumentando, a quantidade de casas que foram construídos no entorno da vila também seguiu a mesma crescente. Com isso, existiam mais telhados para que as cegonhas — aves comuns na região — fixassem pouso durante seus passeios diários.


Fontes:

recreio.uol.com.br
semprefamilia.com.br
megacurioso.com.br
brasilescola.uol.com.br




Vamos falar hoje de objeto direto e objeto indireto. O objeto direto e o indireto são termos integrantes da oração que completam o se...