Verbos impessoais são verbos que, não apresentando sujeito, são conjugados apenas na 3.ª pessoa do singular. Os principais verbos impessoais são o verbo haver (apenas com sentido de existir), o verbo fazer (quando indica tempo decorrido) e verbos que indicam fenômenos da natureza e atmosféricos.
Verbos indicativos de fenômenos da natureza e atmosféricos
Verbos que indicam fenômenos da natureza e atmosféricos, como o verbo chover, anoitecer, nevar, escurecer,... são verbos impessoais, devendo ser conjugado apenas na 3.ª pessoa do singular: choveu, anoitece, nevava, escurecerá,...
Lista de verbos indicativos de fenômenos da natureza e atmosféricos:
Verbo anoitecer;
Verbo escurecer;
Verbo alvorecer;
O verbo fazer torna-se impessoal quando indica o sentido de tempo transcorrido e, por isso, não deve ser flexionado no plural em sua concordância.

A concordância do verbo fazer indicando tempo transcorrido pode gerar muitas dúvidas
Observe a frase e escolha a melhor opção de uso do verbo fazer.
Faz/Fazem duas horas que liguei e você não retornou a ligação.
Certamente, você alguma vez teve dúvidas quanto à concordância desse verbo, não é mesmo? O uso correto na frase exemplificada acima seria “faz”. Mas, você sabe o porquê? A regra é bem simples e clara: o verbo fazer, quando expressa o sentido de tempo transcorrido, é um verbo impessoal, ou seja, não indica pessoa. Veja mais exemplos:
Faz dez anos que não vejo o mar.
Faz onze anos que me formei.
As locuções verbais, que possuem o verbo fazer com o mesmo sentido de tempo transcorrido, também seguirão a mesma regra na concordância dos verbos auxiliares, ou seja, não devem variar. Veja:
Já devia fazer dez anos que não via o mar.
Vai fazer onze anos que me formei.
Dessa forma, o verbo fazer, nesse sentido citado, não terá flexão em qualquer tempo verbal que esteja conjugado. Observe:
Faz dez anos que não vejo o mar.
Fazia dez anos que não via o mar.
Fez dez anos que não vejo o mar.
O verbo “haver” nos sentidos de “existir”, “acontecer”, “ocorrer” também é um verbo impessoal, ou seja, não possui sujeito, e é empregado na terceira pessoa do singular, independente do tempo verbal. Veja:
a) Havia pássaros no céu.
b) Há muitas vagas ainda.
c) Não sei se ainda há, mas havia muitas vagas.
d) Não haverá mais pássaros no céu se continuarmos a destruir seu habitat.
É muito comum o emprego do verbo “haver” no passado de maneira sistematicamente errada: Houveram vários pedidos de paz no mundo ou Nesta escola, houveram muitos alunos que passaram no vestibular.
O correto é : Houve vários pedidos de paz no mundo.
Nesta escola, houve muitos alunos que passaram nio vestibular.
Fontes:
mundoeducacao.uol.com.br
portugues.com.br
conjugacao.com.br
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