quarta-feira, 26 de setembro de 2018

Homenagem aos 70 anos da cantora britânica radica na Austrália , Olivia Newton John .

Ela nasceu em Cambridge em 26 de setembro de 1948.



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Sam


With a little more love

Suddenly
Hopelessly devoted to you

I Honestly love you


Fontes:
wikipedia.org
google.com.br
youtube.com
Hoje vamos falar do grande dramaturgo e ator brasileiro Gianfrancesco Guarnieri.


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Gianfrancesco Guarnieri (Milão, Itália, 1934 – São Paulo, 2006). Filho de músicos antifascistas, Gianfrancesco Guarnieri chegou ao Brasil em 1936, no Rio de Janeiro. Na década de 1950, já em São Paulo, ele se engajou no movimento estudantil e começou a fazer teatro amador com Oduvaldo Vianna Filho. 

Guarnieri foi um dos fundadores do Teatro Paulista do Estudante, criado em 1955, que pouco depois se fundiria ao Teatro de Arena. Estreou como dramaturgo com a peça Eles Não Usam Black-Tie (1958), encenada pelo Teatro de Arena, e participou das produções do grupo também como autor, tornando-se sócio-proprietário.


                            Eles não usam black tie - 1981


Tratava-se de um teatro político que, com o golpe de 1964, se tornou alvo preferencial da repressão. Foi a linguagem alegórica que viabilizou seu teatro de resistência durante a ditadura, período em que escreveu montagens musicais como Arena Conta Zumbi e Arena Conta Tiradentes, além de Um Grito Parado no Ar, peça reflexiva, que colocava em cheque o próprio fazer teatral. Também escreveu Ponto de Partida, que relatava de maneira alegórica a morte do jornalista Vladimir Herzog, o que só passou pela censura porque o espetáculo era ambientado em uma aldeia medieval. A carreira de Guarnieri incluiu ainda atuações na televisão e no cinema.


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Na televisão começou na TV Tupi de São Paulo, em junho de 1967, na novela “A Hora Marcada”. Em 1968 foi para a TV Excelsior, e atuou nas novelas: “O Tempo e o Vento”; “A Muralha”; “Os Estranhos”. Voltou em 1971 para a TV TUPI, e atuou em várias novelas em toda essa década, que ali esteve. Fez: “Os Inocentes”; “Éramos Seis”; “Roda de Fogo” e várias outras. Mas o que marcou sua carreira foi: “Mulheres de Areia”, em que interpretou com inegável talento, o estranho Tonho da Lua.

                             Mulheres de Areia - TV Tupi 1973


Seu sucesso foi completo. Guarnieri deixou a todos maravilhados, com sua criação artística. Depois Guarnieri foi para a Bandeirantes e a seguir para a TV Globo. Ali fez: “Sol de Verão”; “Jogo da Vida”. Voltou à Band, onde fez “Vereda Tropical”. Esteve na Rede Manchete, fazendo “Helena”. Outra vez na Globo fez: “Que Rei sou Eu? e “Mandala”. Na Globo também participou do seriado “Carga Pesada”, como ator, diretor e autor de vários episódios. Na década de 80 esteve na Rede Manchete e fez “Helena”. Mais uma vez na TV Globo fez: “Rainha da Sucata”; “Anos Rebeldes”; “Pátria Minha”; “Próxima Vítima”. Depois foi para a TV Cultura, para a produção “O Mundo da Lua”. Esteve ainda no S.B.T, na Bandeirantes , em “Serras azuis”. Outra vez na Globo fez “Terra Nostra”. E por último apareceu no especial “A Festa do Nonno”, de Sílvio de Abreu , em homenagem aos 450 anos de São Paulo. Esteve na TV Record, em “Metamorfoses”. (Em 2004). Gianfrancesco Guarnieri foi casado duas vezes. A primeira com Cecília Thompson, que é mãe de Paulo e Flávio Guarnieri, que seguiram a carreira do pai. O segundo casamento de Guarnieri foi com Vânia Santana, com quem tem três filhos. Gianfrancesco Guarnieri é um dos nomes artísticos mais respeitados no Brasil.

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                                      Gianfrancesco e os filhos



Foi Secretário da Cultura da cidade de São Paulo entre 1984 e 1986, durante o governo de Mário Covas. Nessa oportunidade procurou valorizar as ações comunitárias.


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Gianfrancesco Guarnieri gravava no Teatro Oficina a telenovela Belíssima, da Rede Globo, em que interpretava o personagem Pepe, no dia 2 de junho de 2006, quando sentiu-se mal, sendo internado no Hospital Sírio-Libanês, onde veio a falecer de insuficiência renal crônica, cinquenta dias depois, no dia 22 de julho. Foi enterrado no cemitério Jardim da Serra na cidade de Mairiporã, onde morava.



Fontes:
memoriasdaditadura.org.br
wikipedia.org
youtube.com
biografia.netsaber.com.br

terça-feira, 25 de setembro de 2018

Hoje vamos falar de Ana Bolena.


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Ana Bolena foi a segunda esposa de Henrique VIII, rei da Inglaterra. O casamento foi polêmico já que o rei teve que anular sua união com Catarina de Aragão, o que era proibido. Por conta do episódio, Henrique VIII foi excomungado pelo Papa Clemente VII e fundou a Igreja Anglicana. Ana foi coroada rainha no dia 23 de maio de 1533 e manteve-se no trono por aproximadamente 1000 dias. Da união com Henrique VIII, Ana teve uma filha, mas nunca conseguiu gerar um menino. Sua filha, Elizabeth, se tornou umas das maiores rainhas da Inglaterra.




Ana Bolena nasceu em torno de 1501, provavelmente em Bickling (Norfolk), na Inglaterra, e foi executada no dia 18 de maio de 1536, na Torre de Londres. Ela era filha de sir Thomas Bolena (Boleyn) e de Isabel Howard, filha do duque de Norfolk. Após passar os anos 1519 a 1521 na corte francesa, Ana regressou à Inglaterra e foi cortejada pelo próprio rei. Ela era uma das mais admiradas senhoritas da corte e chamava a atenção de vários homens.

Na contramão do que alega a grande maioria dos historiadores contemporâneos, partidários da inocência da rainha, o autor George Bernard, professor da Universidade de Southampton, na Inglaterra, acredita que ela pode ter mesmo pulado a cerca. E até três vezes, talvez por causa da desesperada tentativa de conseguir um herdeiro do rei.

O pesquisador contesta a visão de que a mais famosa dos Bolenas tenha sido vítima de uma armação, seja por parte de Henrique VIII, interessado em ter um filho homem (que ela não dava), seja por parte de nobres inimigos, em busca de mais poder.

Para chegar a essa conclusão, Bernard baseia-se principalmente em um poema de 1536, escrito por Lancelot de Carles, diplomata francês na Inglaterra. Segundo um dos trechos, a infidelidade da rainha veio à tona por acaso, numa discussão entre uma de suas damas de companhia, a condessa de Worcester, e o irmão, que a acusava de adultério.

Na tentativa de se defender, a condessa teria alegado que suas escapadas não eram nada se comparadas às da rainha - ela, sim, ia para cama não só com um músico da corte, mas com o próprio irmão. Pronto, estaria engatilhado o processo que custou a vida de Ana e a de seus cinco supostos amantes. Entre eles, o músico da corte Mark Smeaton, o único réu confesso. Interrogado, disse que dormiu três vezes com a rainha.

                         Ana Bolena na Torre de Londres

Fontes:
seuhistory.com/biografias/ana-bolena
aventurasnahistoria.uol.com.br

segunda-feira, 24 de setembro de 2018

Hoje vamos falar sobre o escritor brasileiro José Lins do Rego.


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José Lins do Rego Cavalcanti nasceu no Engenho Corredor, Pilar, na Paraíba, a 03 de Junho de 1901. Seus pais eram João do Rego Cavalcanti e Amélia Lins Cavalcanti.

Iniciou os estudos no Colégio Itabaiana, na Paraíba. Logo após, passou para o Instituto N. S. do Carmo, e posteriormente, para o Colégio Diocesano Pio X, em João Pessoa. Quando mais velho, estudou no Colégio carneiro Leão e Osvaldo Cruz, no Recife, onde revelou seu gosto por literatura.


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Trazia consigo, desde a infância, conhecimentos relacionados à terra, que passaram de geração para geração por pessoas, como seus pais, que viviam no nordeste açucareiro.
Em 1920 iniciou seus estudos na Faculdade de Direito do Recife. Colaborou com o Jornal do Recife, fundando o semanário Dom Casmurro em 1922.

Seu primeiro romance foi  "Menino de Engenho", romance do Ciclo da Cana-de-Açúcar, lhe deu o prêmio Graça Aranha. Seu romance "Riacho Doce", foi transformado em minissérie para a televisão. Integrou o "Movimento Regionalista do Nordeste". É patrono da Academia Paraibana de Letras. Foi eleito membro da Academia Brasileira de Letras, para a cadeira 25.

Riacho Doce - Minissérie

Em 1923 conheceu Gilberto Freire, que exerceu grande influência na sua vida literária. Em 1924 casou-se com Filomena Massa. Em 1925, já formado, mudou-se para Minas Gerais, onde exerceu o cargo de promotor público. Em 1926 desistiu de fazer carreira de magistrado e mudou-se para a cidade de Maceió, onde trabalhou como fiscal de bancos. 
Em 1935 foi para o Rio de Janeiro. Em 1937 publicou "Pureza", o primeiro romance que foge à temática do ciclo da cana-de-açúcar, seguindo-se de "Pedra Bonita" e "Riacho Doce". Com "Fogo Morto" (1943) retorna à temática nordestina. Em 1955 foi eleito para a Academia Brasileira de Letras.
José Lins do Rego morreu no Rio de Janeiro, no dia 12 de setembro de 1957.

Obras do autor:
Menino de Engenho é um romance de José Lins do Rêgo, publicado em 1932 e financiado pelo próprio escritor, que fez imenso sucesso de venda e de crítica. O livro conta a história da infância de Carlos em um dos engenhos da Paraíba.

A obra Banguê, de José Lins do Rego, apresenta um predomínio do memorialismo sobre a pura ficção. Isso ocorre pela presença do personagem autobiográfico Carlos de Melo, que é o narrador desse relato.

DoidinhoDoidinho, romance autobiográfico de José Lins do Rego, foi publicado em 1933, e é o segundo livro do "Ciclo da Cana-de-Açúcar".



Fogo Morto (1943) foi o décimo romance e é a obra-prima de José Lins do Rego. Romance de feição realista, revela o processo de mudanças sociais passados no Nordeste brasileiro, num período desde o Segundo Reinado até as primeiras décadas do século XX.

Na verdade, apesar de sua estrutura literária sólida, Fogo Morto é um documento sociológico, que retrata o Nordeste e a oligarquia composta pelos senhores de engenho, ameaçada com a chegada do capital proveniente da industrialização. São engenhos de “fogo morto”, onde decai o patriarcalismo com suas tragédias humanas. O romance é a expressão de uma cultura, pois retrata o mundo da casa grande e o mundo da senzala com as conseqüências sociais do relacionamento de um com o outro.

Riacho DoceEm Riacho Doce de José Lins do Rego, reúne amor e petróleo. Um casal de suecos vem para o Brasil, para Alagoas, e a loura Edna se extasia com a força tropical do Brasil, que ela descobre. Apaixona-se por um mestiço nordestino, Nô, uma das figuras mais empolgantes de toda a ficção numerosa e rica de José Lins.

Fontes:

culturalgenial.com
infoescola.com
ebiografia.com
youtube.com
passeiweb.com
vestibular1.com.br



domingo, 23 de setembro de 2018

Primavera começa neste sábado (22) às 22h54. — Foto: Erik Oliveira/SecomPB



A primavera teve início neste sábado (22), às 22h54 (horário de Brasília), com temperaturas mais altas e chuvas intensas.


De acordo com o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), há grande probabilididade de se desenvolver um novo El Niño entre o final da primavera e o começo do verão. Se for confirmado, afetará a distribuição de chuvas principalmente na região Sul.


A primavera vai até o dia 21 de dezembro. É comum no Brasil que a estação tenha tanto dias de calor como dias mais frios, mas sem temperaturas mais extremas.


Azaleias floridas anunciam chegada da Primavera em Porto Alegre — Foto: Sérgio Louruz/PMPA

Primavera - Tim Maia

Carlos Edler / Agencia RBS


Primavera - Vivaldi



Aproveitem a Primavera, Bom domingo a todos!

Fontes:
g1.globo.com
gauchazh.clicrbs.com.br
youtube.com
Hoje vamos falar do livro de Victor Hugo, os Miseráveis.


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Os miseráveis (no original Les Misérables) foi uma obra-prima publicada pelo autor francês Victor Hugo no ano de 1862. Celebrado como um clássico que venceu o tempo, o texto transcendeu as páginas do livro e foi adaptado inúmeras vezes para o cinema e para o teatro.  

Os Miseráveis narra a história de vários personagens, dentre eles, Jean Valjean, um homem que foi condenado a trabalhados forçados por roubar um pão para saciar a fome de sua família.  Durante dezenove anos ele fica preso e ao ser libertado, traz consigo a marca de ser ex-condenado, pois viveria em condicional para o resto de sua vida e assim, encontra uma sociedade que lhe fecha as portas, tornando sua vida ainda mais difícil. Ao contrário dos demais, o bispo de Digne lhe estende a mão e o aceita em sua residência.

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Victor Hugo
Durante a estadia na casa do bispo ele comete dois delitos, o que poderia levá-lo de volta a prisão, no entanto, ao ser abordado pelos policiais que o localiza com os objetos furtados, o bispo encontra uma maneira de livrá-lo daquela situação. Diante de tanta generosidade, Jean Valjean se sente tocado por tanta bondade e dali em diante se tornaria um novo homem.

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No decorrer da narrativa vamos conhecer Fantine, uma jovem que teve uma filha e foi abandonada pelo namorado. Para conseguir trabalhar na fábrica do Sr.Madeleine (nova identidade de Jean Valjean), ela teve que deixar sua filha Cosette aos cuidados do casal Thénardier . Para isso era necessário que Fantine enviasse certa quantia, entretanto, o casal a explorava pedindo que ela enviasse sempre mais dinheiro.
Cosette, assim como sua mãe era explorada pelo casal, eles obrigavam a menina a trabalhar o dia inteiro. Isso acontecerá até seus oito anos de idade, quando os caminhos de Cosette e Jean Valjean se encontrarão. Com o passar dos anos e após vários acontecimentos, outros personagens como Javert, o policial que irá perseguir Jean Valjean por toda sua vida, o menino Gavroche, Éponine e Marius Pontmercy terão suas histórias entrelaçadas.
Através dessa obra, Victor Hugo faz uma crítica social, política econômica vivenciada pela sociedade francesa do século XIX. A narrativa descreve ainda vários acontecimentos históricos como a Batalha de Waterloo e os vários motins realizados por estudantes republicanos que tentavam derrubar o regime do rei Luís Filipe I, fato que resultou na morte de vários estudantes.
Por se tratar de uma adaptação, a linguagem é simples e de fácil compreensão, o que possibilita a leitura por pessoas de todas as idades. Ainda não tive a oportunidade de ler a versão original, o que espero conseguir algum dia.
Como sugere o título, o livro traz experiências muito tristes da vida de cada personagem, fatos que nos levam a refletir, sobre a vida e a condição humana.

Fontes:
atraidospelaleitura.wordpress.com
culturagenial.com/livro-os-miseraveis/

google.com.br

sábado, 22 de setembro de 2018

Vivemos momentos de intolerância exacerbada. As pessoas parecem sair do seu estado natural e ver no diferente um inimigo que deve ser eliminado.

Na História da Humanidade várias vezes esses fatos se repetiram. Vamos falar de um deles "O Massacre de São Bartolomeu"


O massacre da noite de São Bartolomeu ou a noite de São Bartolomeu, foi um episódio, da história da França, na repressão ao protestantismo, engendrado pelos reis franceses, que eram católicos.
Esses assassinatos aconteceram em 23 e 24 de agosto de 1572, em Paris, no dia de São Bartolomeu.

Na Noite de São Bartolomeu de 1572, os católicos massacraram os huguenotes (protestantes) na França. Somente em Paris, três mil protestantes foram exterminados nessa noite. A violência estava espalhada por todo o país, o número de huguenotes mortos foi de dezenas de milhares.

Poucos dias antes, era calmo o ambiente na capital. Celebrara-se um matrimônio real, que deveria encerrar um terrível decênio de lutas religiosas entre católicos e huguenotes. Os noivos eram Henrique, rei de Navarra e chefe da dinastia dos huguenotes, e Margarida Valois, princesa da França, filha do falecido Henrique 2º e de Catarina de Médici.

Margarida era irmã do rei Carlos 9º. Alguns milhares de huguenotes de todo o país – a nata da nobreza francesa – foram convidados a participar das festas de casamento em Paris. Uma armadilha sangrenta, como se constataria mais tarde.

Casamento sobre o Sena

A guerra entre católicos e protestantes predominou na França durante anos, com assassinatos, depredações e estupros. E agora, um casamento deveria fazer com que tudo fosse esquecido?

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                                   Margot de Valois
O casamento não foi realizado na catedral. O noivo protestante não deveria entrar na Notre Dame, nem assistir à missa. Diante do portal ocidental da catedral, foi construído um palco sobre o rio Sena, no qual celebrou-se o casamento. Margarida não respondeu com um "sim" à pergunta, se desejava desposar Henrique, mas fez simplesmente um aceno positivo com a cabeça. Como era comum na época, o casamento tinha motivação exclusivamente política.

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No século 16, o maior esteio da França não era o rei, mas sim a Igreja. E ela estava inteiramente infiltrada pela nobreza católica. Uma reforma do clero significaria, ao mesmo tempo, o tolhimento do poder dos príncipes. Assim, a nobreza – tendo à frente os Guise – buscava a preservação do status quo.

Casamento forçado seguido de atentado

Os Guise – a linhagem predominante na França – observavam com profunda desconfiança a cerimônia ao lado da Notre Dame. O casamento foi realizado por determinação da poderosa rainha-mãe Catarina de Médici – uma mulher fria, detentora de um marcante instinto de poder.

Poucos dias depois da cerimônia, almirante Coligny sofreu um atentado em rua aberta. O líder huguenote teve apenas ferimentos leves. Ainda assim, os huguenotes pressentiram uma conspiração. Estava em perigo a trégua frágil, lograda através do casamento. Por trás do atentado, estavam os Guise e Catarina de Médici.


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Catarina de Médici


O casamento era parte de um plano preparado a longo prazo. Carlos, o rei com olhar de louco, ficou furioso ao saber do atentado a Coligny, que era seu conselheiro e confidente. Os católicos espalharam então o boato de que os huguenotes estavam planejando uma rebelião para vingar-se do atentado.


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Em 18 de agosto de 1572, milhares de protestantes huguenotes, vindos de todas as partes da França, enchiam as ruas de Paris. A capital do reino ficou tão apinhada de gente, que muitos tiveram que dormir nas ruas, pois as estalagens e hospedarias já estavam lotadas. Todos queriam estar presentes no casamento de Henrique de Bourbon, rei de Navarra, com Margarida de Valois, irmã do rei Carlos IX. Os noivos, por sua vez, sequer se conheciam. Aquele matrimônio entre o rei protestante e a princesa católica pretendia simbolizar a paz que o país precisava após uma série de conflitos religiosos envolvendo as duas facções. Porém, longe de trazer a conciliação desejada, as bodas de Henri e Margot foram marcadas por uma grande chacina, ocorrida no dia de São Bartolomeu.

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Começa o plano diabólico

O rei Carlos foi pressionado por sua mãe, Catarina. Carlos vacilou, ficou inseguro. Mas cedeu, finalmente, e ordenou a execução de Coligny. E exigiu, de repente, um trabalho completo: não deveria sobrar nenhum huguenote que pudesse acusá-lo posteriormente do crime.

Coligny foi assassinado com requintes de crueldade na noite de São Bartolomeu. Com ele, milhares de pessoas que professavam a mesma fé.


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Henrique de Navarra sobreviveu à noite de São Bartolomeu nos aposentos do rei, que tinha dado a ordem para o massacre. Henrique teve de renegar a sua fé e foi encarcerado no Louvre. Quatro anos mais tarde, ele conseguiu fugir. Retornou ao seu reino na Espanha e, anos depois, subiu ao trono francês.


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Henrique de Bourbon

Henrique, que permaneceu católico, mas irmão espiritual dos huguenotes, concedeu-lhes a igualdade de direitos políticos através do Édito da Tolerância de Nantes. Uma compensação tardia para os huguenotes. Henrique defendia a coesão do país: "A França não se dividirá em dois países, um huguenote e outro católico. Se não forem suficientes a razão e a Justiça, o rei jogará na balança o peso da sua autoridade."



Fontes:
dw.com/pt-br/1572-a-noite-de-são-bartolomeu
wikipedia.org
rainhastragicas.com/2016/10/22/filme-a-rainha-margot
google.com.br

Vamos falar hoje de objeto direto e objeto indireto. O objeto direto e o indireto são termos integrantes da oração que completam o se...