quinta-feira, 17 de julho de 2025

 Primeira Cruzada


A Primeira Cruzada ocorreu entre 1096 e 1099 e foi a primeira de uma série de guerras religiosas, ou Cruzadas, iniciadas e apoiadas pela Igreja Católica. O objetivo principal era recuperar a Terra Santa, especialmente Jerusalém, do domínio islâmico. A cruzada foi convocada pelo Papa Urbano II em 1095 e resultou na conquista de Jerusalém pelos cruzados em 1099.






As cruzadas tiveram início após a convocação do Santo Padre Urbano II no Concilio de Clermont, discurso ocorrido na França e datado de 27 de novembro de 1095.

Compreendida efetivamente entre 1096 e 1099, possuía diversas motivações, incluindo a religiosa: a tomada de Jerusalém das mãos muçulmanas.

Um dos outros elementos que estavam em jogo era a possível reconciliação entre as Igrejas Católica e Ortodoxa que haviam se separado no evento conhecido como o Grande Cisma( divisão da Igreja Católica Apostólica Romana e Ortodoxa).



Fontes:

incrivelhistoria.com.br
google.com
wikipedia.org

quarta-feira, 16 de julho de 2025

Período composto por  subordinação

O Período Composto por Subordinação é aquele cujas orações dependem sintaticamente uma da outra para que façam sentido. É o contrário do que acontece com o período composto por coordenação, em que as orações independem em termos sintáticos.

Compare:

Só quando terminamos o namoro/ percebi que gostava tanto dele. (Período Composto por Subordinação)

Compõe/ e canta suas canções. (Período Composto por Coordenação)

O período composto por subordinação é formado pela oração principal e pela oração subordinada.

A oração subordinada tem uma função sintática em relação à oração principal e, justamente por esse motivo, é chamada de subordinada.

Exemplos:
Quero/ que ele volte!

“Quero” é a oração principal.

“que ele volte!” é a oração subordinada.

Não sei dizer/ para onde ele foi.

“Não sei dizer” é a oração principal.
“para onde ele foi” é a oração subordinada.

Logo, em ambos os exemplos, os períodos são compostos por subordinação.
Período Composto por Coordenação e Subordinação

Há períodos em que a oração coordenada e oração subordinada estão presentes. Exemplo:

Enquanto ela falar, ficarei em silêncio e prestarei atenção nas suas palavras.

“Enquanto ela falar,” é a oração subordinada.
“ficarei em silêncio” é a oração principal.
“e prestarei atenção nas suas palavras.” é a oração coordenada.
Classificação das Orações Subordinadas

Existem três tipos de orações subordinadas, as quais são classificadas de acordo com a função que exercem.

Substantivas: As orações subordinadas substantivas exercem função de substantivo.

Adjetivas: As orações subordinadas adjetivas exercem função de adjetivo.

Adverbiais: As orações subordinadas adverbiais exercem função de advérbio.

Orações Subordinadas Substantivas

As orações subordinadas substantivas podem ser subjetivas, objetivas diretas, objetivas indiretas, predicativas, completivas nominais ou apositivas. Geralmente, elas são iniciadas pelas conjunções que e se.


Orações Subjetivas:



Têm função de sujeito da oração principal. O verbo da oração principal apresenta-se sempre na 3.ª pessoa do singular. Exemplo:

Sua presença é imprescindível.
É imprescindível/ que você venha.

Na primeira oração (período simples), “presença” é um substantivo. Na segunda oração (período composto), o substantivo “presença” foi modificado para “que você venha”, que tem a função de sujeito da oração principal.



Desta forma, estamos diante de uma oração subordinada subjetiva.

Orações Objetivas Diretas

Têm função de objeto direto da oração principal. Exemplo:

Não sei o meu destino.
Não sei/ se vou.

Na primeira oração (período simples), “o meu destino” é objeto direto. Na segunda oração (período composto), o objeto direto “o meu destino” foi modificado para “se vou”, de modo que passou a ter a função de objeto direto da oração principal. Logo, estamos diante de uma oração subordinada objetiva direta.


Orações Objetivas Indiretas

Têm função de objeto indireto da oração principal. Exemplo:Gosto de aventuras.
Gosto/ de me aventurar.

Na primeira oração (período simples), “de aventuras” é objeto indireto. Na segunda oração (período composto), o objeto indireto “de aventuras” foi modificado para o verbo “aventurar”, de modo que a oração “de me aventurar” passa a ter a função de objeto indireto da oração principal. Logo, estamos diante de uma oração subordinada objetiva indireta.

Orações Predicativas

Têm função de predicativo do sujeito da oração principal. Exemplo:Seja cantor!
Meu desejo era/ que ele cantasse

Na primeira oração (período simples), “cantor” é predicativo. Na segunda oração (período composto), o predicativo “cantor” foi modificado para “que ele cantasse”, o qual passou a ter a função de predicativo do sujeito da oração principal. Logo, estamos diante de uma oração subordinada predicativa.

Orações Completivas Nominais

Têm função de complemento nominal da oração principal. Exemplo:Tenho medo de escuro.
Tenho medo/ que escureça.

Na primeira oração (período simples), “de escuro” é complemento nominal. Na segunda oração (período composto), o complemento nominal “de escuro” foi modificado para “que escureça”, de modo que passou a ter a função de complemento nominal da oração principal. Logo, estamos diante de uma oração completiva nominal.


Orações Apositivas

Têm função de aposto da oração principal. Exemplo:Meu desejo: a felicidade dos meus filhos.
Desejo/ que meus filhos sejam felizes.

Na primeira oração (período simples), “a felicidade dos meus filhos” é aposto. Na segunda oração (período composto), o aposto “a felicidade dos meus filhos” foi modificado para “que meus filhos sejam felizes”, de modo que este tem função de aposto da oração principal, ou seja, é uma oração apositiva.


As orações subordinadas adjetivas podem ser explicativas ou restritivas. Essas orações são iniciadas pelos pronomes relativos cujo, onde, o qual, quanto, que, quem e respectivas variantes.

Orações Explicativas

Explicam ou esclarecem algo acerca da oração principal. As orações explicativas sempre aparecem entre vírgulas. Exemplo:

Na Ásia/, que é o maior continente do mundo,/ há 11 fusos horários.

Oração principal: Na Ásia há 11 fusos horários.

Oração subordinada: que é o maior continente do mundo.

A oração subordinada acresce uma informação acerca da Ásia, portanto, é explicativa.
Orações Restritivas

Restringem ou delimitam a informação dada acerca da oração principal. Exemplo:


O aluno/ que faltou/ ficou sem grupo.Oração principal: O aluno ficou sem grupo.
Oração subordinada: que faltou.

Neste caso, a oração subordinada não acrescentou somente uma informação acerca do aluno, mas o especificou. Portanto, estamos diante de uma oração subordinada adjetiva restritiva. Ao contrário das orações explicativas, as restritivas não são pontuadas entre vírgulas.


Orações Subordinadas Adverbiais

Esse tipo de oração substitui um advérbio, de modo que a sua função sintática equivale a do adjunto adverbial.

Compare:Terminamos o trabalho cedo.
Terminamos o trabalho/ quando era cedo.

Na primeira oração (período simples), “cedo” é um advérbio. Na segunda oração (período composto), esse advérbio foi modificado para “quando era cedo”, de modo que essa oração tem a função de adjunto adverbial.

As orações subordinadas adverbiais podem ser causais, comparativas, concessivas, condicionais, conformativas, consecutivas, finais, temporais ou proporcionais.

Cada uma delas expressa a circunstância indicada no seu nome:
Orações Causais (como, já que, porque, visto que, uma vez que): Uma vez que chovia, não saí.

Orações Comparativas (como, do que, que): Agiu como se fosse um adolescente.

Orações Concessivas (ainda que, a menos que, embora, mesmo que, por mais que, por menos que, se bem que): Não sairei daqui, a menos que você fale comigo.

Orações Condicionais (a não ser que, caso, contanto que, desde que, exceto, se): Caso puder, ligue-me.

Orações Conformativas (como, conforme, consoante, segundo): Fiz o trabalho conforme foi indicado.

Orações Consecutivas (de forma que, de modo que): De modo que se você for, eu irei também.

Orações Finais (a fim de que, para que, que): Faço assim para facilitar a nossa vida.

Orações Temporais (antes que, assim que, até que, cada vez que, depois que, enquanto, logo que, quando): Quando eu entrar, ela vai sair.

Orações Proporcionais (ao passo que, à proporção que, enquanto, quanto mais, quanto menos): Enquanto agir assim, não falarei com ele.



Fontes:

todamateria.com.br
soportugues.com.br
educacao.uol.com.br

terça-feira, 15 de julho de 2025



O sincretismo religioso é um processo cultural que envolve a fusão de diferentes tradições, crenças e práticas para a formação de uma nova doutrina religiosa e/ou expressões de cunho cultural e filosófico.






No entanto, o termo sincretismo também é conhecido em um sentido pejorativo, sendo criticado como uma forma de diluir ou enfraquecer as tradições originais ou de perpetuar relações de poder desiguais entre diferentes grupos culturais ou religiosos.

Etimologicamente, a palavra “sincretismo” tem origem no termo grego “synkretismós”, que significa “união”, “mistura” ou “combinação”. No idioma helênico, ele aludia à expressão “reunião das ilhas de Creta contra um adversário em comum”. Foi traduzida para o francês como “syncrètisme”, dando origem à variante usada na língua portuguesa.






A palavra foi introduzida no português durante o século XVII para descrever a fusão de diferentes elementos de culturas ou religiões ao redor do mundo. As adaptações surgem em vários aspectos culturais, devido às relações de comunicação oportunizando que um grupo “absorva” o sistema de crenças e comportamento do outro.

Para muitos estudiosos, a intersecção de culturas e crenças contribuiu para um processo criativo e dinâmico de adaptação e reinterpretação das tradições religiosas em contextos novos e complexos. Considerado um fenômeno que faz parte do desenvolvimento humano, é difícil traçar uma única linhagem de origem para qualquer religião.



Antes do início da cristianização da África, havia a crença de que após a morte o espírito das pessoas permanecia neste mundo, podendo ajudar seus descendentes, ou puni-los se fossem desagradados. Esta crença permaneceu mesmo onde foi aceita a religião cristã. Daí, a possibilidade do surgimento ilimitado de entidades foi apenas uma via que seguiu paralela ao candomblé, e, como esse, seguiu inúmeras vertentes. No caso dessa via não apenas os orixás africanos foram incorporados, mas seguindo a possibilidade trazida da África, seres diversos que perman eciam no mundo dos mortos passaram a incorporar no plano terreno para ajudar, ou prejudicar as pessoas. Veja que o mundo dos mortos dos cultos afro-brasileiros continuou a ser abastecido com espíritos afro-americanos, daí as entidades não tradicionais.

No início do século XX, o cronista João do Rio fala de africanos e brasileiros ainda praticando esses cultos, vejam abaixo a descrição de uma de suas visitas:

Antes de estudar os feitiços, as práticas por que passam as iauô nas camarinhas e a maneira dos cultos, quis ter uma impressão vaga das casas e dos homens. Antônio levou-me primeiro à residência de um feiticeiro alufá. Pelas mesas, livros com escrituras complicadas, ervas, coelhos, esteiras, um calamo de bambu finíssimo. Da porta o guia gritou: - Salamaleco. Ninguém respondeu. - Salamaleco! - Maneco Lassalama! No canto da sala, sentado numa pele de carneiro, um preto desfiava o rosário, com os olhos fixos no alto. - Não é possível falar agora. Ele está rezando e não quer conversar. Saímos, e logo na rua encontramos o Xico Mina. Este veste, como qualquer de nós, ternos claros e usa suíças cortadas rentes. Já o conhecia de o ver nos cafés concorridos, conversando com alguns deputados. Quando nos viu, passou rápido. - Está com medo de perguntas. Chico gosta de fingir. Entretanto, no trajeto que fizemos do Largo da Carioca à praça da Aclamação, encontramos, a fora um esverdeado discípulo de Alikali, Omancheo, como eles dizem, duas mães-de-santo, um velho babalaô e dois babaloxás.

Observem primeiramente a terminologia religiosa usada; iauô, filha de santo; alufá, líder religioso muçulmano; salamaleco, forma aportuguesada da saudação muçulmana que significa: “ a paz de Alá esteja convosco”  (سلام الرب معكم) . Observe também a convivência entre as  religiões, o Xico Mina, os babalaôs e as babalaorixás, componentes do culto aos orixás. Possivelmente o Xico Mina fosse um daqueles ogãs descrito por Rodrigues, responsável pel a negociação do terreiro com as autoridades policiais , através dos políticos, para evitar a perseguição, daí sua intimidade com deputados. Também é notável a visão preconceituosa do escritor. Um caso bastante estudado é o do “feiticeiro” José Sebastião da Rosa, o Juca Rosa, nascido no Rio de Janeiro em 1833 . Esse filho de africana trabalhou como cocheiro e alfaiate até que se tornou o líder espiritual de uma seita com o título de Pai Quibombo. Em sua clientela além de escravos e populares observou-se a frequência de políticos, comerciantes e damas da sociedade, entre outros representantes da elite social. Dava consultas incorporado e fazia “trabalhos” variados para resolver problemas das mais diversas ordens que afligiam seus clientes. Vemos nas práticas desse carioca da segunda metade do século XIX elementos do sincretismo muito aproximados daquele movimento que viria a constituir-se como a umbanda. Praticava seu culto em lugar fixo com altar onde figuravam os santos cristãos. No caso da descrição do local algumas informações são interessantes. Macumba não era o nome do ritual, mas sim o instrumento que acompanhava as cantorias. Rosa não utiliza vestimenta alusiva a qualquer orixá ou o abadá, mas uma vestimenta ritual própria que é identificada como parte da tradição da África Centro Ocidental. Veja que Rosa, sob possessão, dá consulta e remedia a situação do consulente. Também afirma que além do bem poder fazer o mal. Essas e outras práticas já eram observadas no antigo Congo. 


Cada um dos 16 orixás – as entidades cultuadas no candomblé e na umbanda – corresponde a um ou mais santos católicos. Dá para explicar essa ligação contando um pouco da história do período colonial no Brasil. Naquela época, chegaram ao país os primeiros africanos de origem iorubá, um povo que ocupava a região onde hoje ficam Nigéria, Benin e Togo. A religião dos iorubás era o candomblé, mas eles  aportaram no Brasil como escravos e não podiam cultuar suas divindades livremente – você sabe, a religião oficial do país era (e é) o catolicismo. Por causa dessa proibição, os escravos começaram a associar suas divindades com os santos católicos para exercerem sua fé disfarçadamente. Como os santos católicos são bem numerosos, existem divindades que são identificadas com mais de um santo. Por exemplo: Oxóssi, o rei da caça, é associado a São Jorge e a São Sebastião. Iemanjá é associada à Nossa Senhora dos Navegantes.


Ogum é o santo católico São Jorge.


Oxóssi é São Sebastião.



Fontes:

politize.com.br
revista eletrônica língua viva - Universidade Federal de Roraima
super.abril.com.br
opovo.com.br




segunda-feira, 14 de julho de 2025

 Por que usamos a consoante M antes das consoantes P e B ?




Na verdade essa é uma regra ortográfica baseada na fonética.


Para pronunciar o m, é necessário juntar os dois lábios, diferentemente do n. Como a pronúncia do p e do b também requerem a junção labial, é conveniente utilizar o m antes do p e do b, como forma de ligação entre as características fonéticas das letras.


M antes de P e B é uma das regras básicas da ortografia da língua portuguesa. Embora possa parecer um detalhe pequeno, essa regra é muito importante para escrever corretamente várias palavras. Além disso, a regra tem relação com a maneira como pronunciamos essas palavras, especialmente o som nasal que fazemos. Nas palavras em que usamos M antes de P e B, a letra M ajuda a indicar esse som nasal, o que torna a pronúncia e a escrita mais fáceis.




De forma bem simples, temos em português dois grupos de consoantes. De um lado, temos os fonemas (ou sons) das consoantes M, P e B – produzidos com a língua entre os dentes e os lábios fechando ao encostarem um no outro. Para perceber isso melhor, fale de forma lenta e em voz alta os sons (fonemas) mê - pê - bê, prestando atenção à forma como seus lábios encostam um no outro ao ponto de fecharem quando você produz esses sons.

De outro lado, temos os fonemas (ou sons),  do N e das demais consoantes – produzidos sem fechar os lábios e com a língua tocando alguma região entre os dentes e o fundo do céu da boca. Para perceber isso melhor, fale de forma lenta e em voz alta os sons (fonemas) nê - tê - sê - gê, prestando atenção à forma como seus lábios não se fecham e a língua toca a parte de trás dos dentes ou o céu da boca quando você produz esses sons.


Fontes:

portuguese.stackexchange.com
escolakids.uol.com.br

sexta-feira, 11 de julho de 2025

 Uso do Hífen




O hífen (-) é um sinal gráfico usado nos seguintes casos:

Em palavras compostas. Exemplos: beija-flor, segunda-feira, guarda-chuva.

para ligar pronomes a verbos. Exemplos: disse-me, deu-nos, abriu-as.

Em adjetivos compostos. Exemplos: cor-de-rosa, verde-amarelo, sul-africano.

Em palavras formadas por elementos e prefixos acentuados. Exemplos: pré-escolar, recém-nascido, pós-operatório.


Emprego em palavras compostas:

Para ligar as partes de adjetivos compostos

Exemplos: O tênis é verde-claro. / O estádio é luso-brasileiro.

Nas palavras compostas por justaposição, sem elemento de ligação, quando o primeiro termo está representado por forma substantiva, adjetiva, numeral ou verbal

Exemplos: amor-perfeito / boa-fé / decreto-lei / primeiro-ministro / guarda-noturno

Exceções! (formas consagradas pelo uso) mandachuva
paraquedas

Nas palavras compostas sem elemento de ligação quando o primeiro elemento está representado pelo advérbio MAL e o segundo elemento começa por VOGAL, H ou L

Exemplos: mal-afortunado / mal-humorado / mal-limpo

Nas palavras compostas sem elemento de ligação quando o primeiro elemento está representado pelo advérbio BEM.

Exemplos: bem-estar / bem-humorado / bem-vindo

Nos nomes geográficos, também conhecidos como Topônimos, compostos pelas formas GRÃ, ou por forma verbal, ou aqueles ligados por artigo.

Exemplos: Grã-Bretanha / Passa-Quatro / Entre-os-Rios

Nos compostos que designam espécies botânicas, zoológicas e áreas afins, ligados ou não por preposição ou outro elemento.

Exemplos: bola-de-neve (arbusto) / bico-de-papagaio (arbusto) / bola de neve (gelo) / bico de papagaio (doença)

Quando NÃO usar o hífen em palavras compostas :

Não se usa hífen nas locuções substantivas, adjetivas, pronominais, adverbiais, prepositivas ou conjuncionais.

Exemplos: fim de semana / cão de guarda / mestre de obra / mão de obra / cor de laranja / sala de jantar / dia a dia

Exceções! (formas consagradas pelo uso)água-de-colônia

cor-de-rosa
pé-de-meia
arco-da-velha
mais-que-perfeito
ao deus-dará
à queima-roupa

Não se usa hífen com as palavras NÃO e QUASE.

Exemplos: não agressão / não fumante / não violento / quase delito / quase domicílio.

Não se usa hífen quando o 1º elemento termina por vogal e o 2º elemento começa por vogal diferente.

Exemplos: aeroespacial / agroindustrial / socioeconômico/ neoimperialismo / sobreaquecer / semiárido

Não se usa hífen quando o 1º elemento termina por vogal e o 2º elemento começa por R ou S, devendo estas consoantes duplicarem-se.

Exemplos: ultrassonografia / antirreligioso / antessala /  contrarregra / contrassenha.

Emprego em palavras formadas por prefixos.

Nas formações em que o segundo elemento começa por h.

Exemplos: anti-higiênico / circum-hospitalar / co-herdeiro/ contra-harmônico/ pré-história / super-homem.

Nas formações em que o prefixo termina na mesma letra com que se inicia o segundo elemento.

Exemplos: anti-ibérico / contra-almirante / auto-observação / micro-ondas / sub-bairro / ad-digital / circum-navegação / hiper-realista

Exceção! O prefixo co- aglutina-se com o segundo elemento mesmo quando iniciado por “o”

Exemplos: coocupante / coordenar / cooperação / cooperar

Nas formações em que o prefixo terminar com b ou d, quando seguidos de radical iniciado por R.

Exemplos: ab-rupto / ob-rogar / sub-região / sob-roda / ad-renal

Nas formações com os prefixos pós-, pré- e pró-, quando o segundo elemento tem vida à parte.
Exemplos: pós-graduação / pós-tônico / pré-escolar / pré-natal / pró-africano / pró-europeu
Exceções! (formas consagradas pelo uso)preconceito
prever
pospor
Nas formações com os prefixos pan- e circum-, quando o segundo elemento for iniciado por vogal.

Exemplos: pan-americano / pan-arabismo / circum-ambiente.

Nas formações com os prefixos ex- (com o sentido de estado anterior), sota-, soto-, vice-, recém-, além-, sem-.

Exemplos: ex-almirante / ex-diretor / ex-hospedeira / ex-rei / ex-presidente / ex-primeiro-ministro / sota-piloto / soto-mestre / vice-presidente / vice-reitor / recém-chegado / recém-aberto / além-mar / sem-vergonha / sem-sal / sem-teto / sem-terra.

Quando NÃO usar o hífen em palavras formadas por prefixos.

Nas formações com os prefixos DES e IN quando o segundo elemento perde o H inicial.

Exemplos: desumano / desumidificar / inábil

As palavras com o prefixo re- continuam sendo escritas sem o hífen, mesmo quando a 2ª palavra começa pela vogal “e” (consagração pelo uso).

Exemplos: reescrita / reeleito / reerguer / reelaborar

Dúvidas comuns sobre hífen
dia a dia tem hífen?

Dia a dia não possui hífen. Dia a dia é uma locução adverbial e, após o novo acordo ortográfico, o hífen foi abolido.
pós graduação tem hífen?

Pós-graduação possui hífen. Aqui seguimos a regra de palavras formadas pelo prefixo pós- e que possuem sentido próprio, ou seja, não precisam do prefixo para fazer sentido.
mão de obra tem hífen?

Mão de obra não possui hífen. Aqui também seguimos a regra das locuções substantivas. Após o novo acordo, o hífen foi abolido na grafia dessa locução.


Fontes:

qconcursos.com
todamateria.com.br
portugues.com.br
google.com
wikipedia.org

quinta-feira, 10 de julho de 2025

 Lucrécia Borgia.




Lucrécia Bórgia, ou Borja (1480-1519) foi uma nobre italiana, o último membro influente da família dos Bórgia. Apesar de mecenas, a história lhe atribuiu todo tipo de crimes e vícios, até o ponto de ter sido considerada o protótipo da maldade.


Lucrécia Bórgia nasceu em Subiaco, Itália, no dia 18 de abril de 1480. Foi a mais nova dos cinco filhos de Rodrigo de Borja e Doms e de sua amante Vannozza Catanei. Sua família era procedente de Borja, uma região espanhola situada na parte oriental da serra do Monayo, na atual província de Zaragoza, que desde o século XIII se estabeleceu em Valência.

Um de seus antepassados, o bispo Alonso de Borja e Doms, foi para Roma e se converteu em papa com o nome de Calixto III, desde então, passou a praticar o nepotismo que teve seu principal beneficiário o seu sobrinho Rodrigo, posteriormente pai de Lucrécia, que foi sagrado cardeal em 1456, com 25 anos de idade.


Quando completou nove anos, Lucrécia foi separada de seus irmãos: Giovanni seguiu para a Espanha. César viu-se obrigado por Rodrigo a entrar para a vida religiosa, mesmo sem a menor vocação; e a própria Lucrécia foi despachada para a casa de Adriana de Mila, dama da nobreza e viúva, a fim de receber uma educação erudita ao lado da rigorosa senhora.




Em 26 de fevereiro de 1491, um arranjo matrimonial foi elaborado entre Lucrécia e o Senhor de Val D'Ayora no Reino de Valência, Dom Cherubino Joan de Centelles, que foi anulado menos de dois meses depois, em favor de um novo contrato envolvendo Lucrécia e Dom Gaspare Aversa, conde de Procida. Quando Rodrigo se tornou Papa (Alexandre VI), procurou aliar-se com poderosas famílias principescas e dinastias fundadoras da Itália. Para tal, ele cancelou compromissos anteriores de Lucrécia e arranjou para ela se casar com Giovanni Sforza, um membro da Casa de Sforza, que era o Senhor de Pesaro e intitulado Conde de Catignola. Giovanni era um filho ilegítimo de Constanzo I  Sforza , e um Sforza de segundo grau. Casou-se com Lucrécia em 12 de junho de 1493, em Roma.


Giovani Sforza




O casamento não se consumou, pois a noiva era considerada jovem demais. Os dois anos que separaram o casamento da consumação, marido e mulher passaram totalmente afastados. Neste meio tempo, Alexandre depõe Júlia Fardésio como sua amante favorita e a expulsa do Vaticano; assim, Lucrécia fica sem a amiga. Porém, ela já arranjaria outra: a nova esposa de seu irmão Godofredo, Sancha de Aragão, filha bastarda do rei de Nápoles.


Lucrécia Bórgia




Em 1495, Giovanni Sforza levou Lucrécia consigo para Pésaro. Sanchia de Aragão acompanhou o casal, a fim de afastar-se por algum tempo do Vaticano para abafar seus escândalos. O mesmo também acontecia com Lucrecia Bórgia, já que os boatos sobre o seu incesto aumentavam cada vez mais. O próprio Sforza acusou a mulher para o seu tio Ludovico, o Mouro, de manter constantes relações sexuais com seus irmãos e, vez por outra, com o próprio pai. Essas acusações NÃO devem ser levadas ao pé-da-letra, já que foram feitas na época em que convinha a ele acusar a Lucrécia.

Quando Sforza retornou ao Vaticano com Lucrécia, um plano de César e Giovanni (e encoberto pelo Papa Alexandre), planejava matar o próprio Giovanni Sforza para que a irmã pudesse casar-se com um noivo muito mais vantajoso: o duque de Biscegli, irmão de Sanchia de Aragão. Lucrécia descobriu o plano escutando a conversa por trás da porta, e tomou uma atitude heróica, que deixou o pai e os irmãos decepcionados: avisou Sforza do que o esperava, e aconselhou-o a fugir.

Em 1498, os Bórgia promoveram um novo casamento político para Lucrécia, com Alfonso de Aragão, duque de Bisceglie, de 17 anos, filho ilegítimo de Afonso II de Nápoles. Em 1499, a aliança do papa com o rei francês Luís XII esfriou as relações com Nápoles, e seu irmão César Bórgi organizou um atentado contra o duque de Bisceglie.






O duque, um dos últimos descendentes da casa napolitana de Aragão, foi atacado em plena Praça de São Pedro. Em agosto de 1500, quando se recuperava dos ferimentos, foi estrangulado em seu quarto, no Vaticano. Após a morte do marido, Lucrécia retirou-se para Nepi, com seu filho Rodrigo de Aragão.

Foi nessa época, entre sua viuvez e seu posterior casamento, com apenas vinte anos, que a vida de Lucrécia deu causas para a lenda negra que se criou sobre ela. Durante esse período, se entregou a todos os excessos e orgias no cenário corrompido do Vaticano. Conta-se que deu a luz a um filho fruto de amores incestuosos com seu pai. Posteriormente, todos esses acontecimentos foram negados.



Em 1501, Lucrécia casou-se, pela terceira vez, com Alfonso d’Este, senhor de Ferrara, e tornou-se duquesa de Ferrara, iniciando uma nova fase de sua vida. Juntos tiveram sete filhos. Nesse período, um acontecimento de destaque foi o assassinato do poeta Ercole Strozzi, que o duque mandou matar, por ciúmes, em 1508.

Embora, durante gerações, toda sorte de calúnias foram ditas sobre Lucrécia, e apesar de ter sido um instrumento nas mãos de seu pai e de seu irmão César Bórgia, que a usavam para fins políticos, depois do terceiro casamento, sua vida foi tranquila e devotada de obras de caridade.

Lucrécia Bórgia faleceu em Ferrara, Itália, no dia 24 de junho de 1519. Affonso d'Este só faleceu em 1534.



A história não foi gentil com Lucrécia Borgia. Filha de Rodrigo Bórgia, que se tornou o Papa Alexander VI, ela sofreu por carregar o nome de sua família (seu pai era conhecido por seu comportamento sexual depravado). Em sua peça homônima, escrita mais de 300 anos após sua morte, Victor Hugo criou uma lenda obscura em torno de Lucrécia Bórgia, baseados em alegações de incesto, envenenamento e assassinatos de sua parte. Mas estes rumores, a maioria espalhados pelos inimigos dos Bórgias, nunca foram comprovados como verdadeiros. Atualmente, historiadores tem demonstrado que Lucrécia Bórgia foi vítima de um período cruel para as mulheres e tentam reabilitar seu legado.

Lendas de incestos e assassinatos de maridos trouxeram má fama à  Lucrécia Bórgia. Hoje historiadores refutam essas afirmações, dizendo que ela foi vitima por pertencer à família dos Bórgia.




Fontes:

assassinscreed.fandom.com/pt
wikipedia.org
google.com
ebiografia.com
tumpats.com.br
viagemitalia.com

quarta-feira, 9 de julho de 2025



Hoje, 9 de Julho é aniversário da chamada Guerra Paulista, ou também denominada Revolução Constitucionalista de 1932.






Na chamada República velha (1898-1930) o poder central no Brasil estava restrito na chamada "política do café com leite", onde ora era eleito como presidente da República um mineiro, ora um presidente paulista.


São Paulo era um grande produtor de café e Minas Gerais era um estado produtor de leite.








As oligarquias paulistas e mineiras não tinham nenhuma preocupação com o social ou com os menos favorecidos. Principalmente em São Paulo, onde os grandes produtores de café substituíram a mão de obra escrava por uma mão de obra de imigrantes, nada mais importava que os seus próprios interesses e poder.








Com a revolução ou golpe de 1930, esse poder começou a ser questionado. Getúlio Vargas foi indicado ao posto de presidente da República e governou num regime ditatorial.


A Revolução de 32, que tinha como pretexto uma nova Constituição e dizia perseguir um ideal de liberdade, não se importava muito com isso, enquanto era os atores principais da política brasileira.






Getúlio nomeou vários interventores para os Estados da federação. Só em São Paulo ele nomeou : Tenente João Alberto Lins de Barros (de 25 de novembro de 1930 até 24 de julho de 1931); Laudo Ferreira Camargo (de 25 de julho de 1931 até 13 de novembro de 1931); coronel Manuel Rabelo (de 13 de novembro de 1931 até 7 de março de 1932); e Pedro de Toledo (de 7 de março de 1932 até o fim da Revolução de 1932, em 2 de outubro de 1932). Em 23 de maio de 1932, Pedro de Toledo, foi aclamado pelos paulistas presidente de São Paulo.


Pedro de Toledo




Após a queda da Bolsa de Nova York em 1929, parte dos latifundiários paulistas perderam toda a fortuna. O café despencou o preço, com isso insuflando uma revolta contra o governo federal.


Getúlio Vargas ao centro



O estopim foi a morte de quatro jovens durante a tentativa de invasão à sede do Partido Popular Paulista (PPP). Martins Miraguaia, Dráuzio e Camargo (MMDC). Embora o romantismo elevado sobre os ditos estudantes, tidos como heróis, seja discutidos. O único jovem e estudante era Dráuzio, que morreu por assistir a revolta, sem participar dela. Os demais eram homens feitos e não eram estudantes.







O início da guerra aconteceu com apoio de industriais, cafeicultores, intelectuais e jornalistas (elite paulista) que induziu a população a entrar para um guerra que, de fato, nunca defendeu seus interesses.







A guerra durou de 9 de julho a 2 de outubro de 1932. São Paulo teve 50.000 mil combatentes e 634 mortos (números oficiais) Alguns afirmam terem morrido perto de 2000 combatentes.










Dois anos mais tarde Getúlio Vargas promulgou a nova Constituição, que foi ignorada em 1937 com a formação do Estado Novo, um estado de ditadura que durou até 1945.

A Revolução de 32 foi um evento marcante na história de São Paulo, mas sua recepção em outros estados foi variada, refletindo a complexidade do cenário político e social da época.

Hoje em dia, exceto em São Paulo, a revolução não tem importância no cenário nacional. Mesmo em São Paulo, o 9 de Julho só passou a ser feriado estadual em 1997 com um decreto do governador da época, Mário Covas.



Fontes:

wikipedia.org
brasildefato.com.br
google.com
educacao.uol.com.br
atlas.fgv.br
mundoeducacao.uol.com.br
bbc.com.br

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