quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

Dando sequência as postagens de grandes dramaturgos brasileiros, hoje vamos falar, da poetisa, escritora e dramaturga Hilda Hilst.





Hilda Hilst (1930-2004) foi uma poetisa, cronista, dramaturga e ficcionista brasileira. Fez parte da “Geração de 45” que buscava a reabilitação de regras mais rígidas para a composição do verso. Foi considerada uma das maiores escritoras do século XX.


Hilda de Almeida Prado Hilst, conhecida como Hilda Hilst nasceu em Jaú, São Paulo, no dia 21 de abril de 1930. Filha de Apolônio de Almeida Prado Hilst fazendeiro de café e jornalista, e de Bedecilda Vaz Cardoso, imigrante portuguesa. Em 1932, após a separação dos pais, mudou-se com a mãe para a cidade de Santos. Em 1937 vai morar em São Paulo, capital. Cursa o primário e o ginasial no internato do Colégio Santa Marcelina. Em 1947, conclui o secundário no Instituto Presbiteriano Mackenzie. Em 1948, ingressa na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo.


Hilda teve uma carreira literária muito profícua, especialmente na poesia e na prosa, mas sua produção na dramaturgia também foi grande. Escreveu peças como :


A Possessa - 1967.
O rato no muro - 1967.
O visitante - 1968.
Auto da Barca de Camiri - 1968.
O novo sistema - 1968.
Aves da Noite - 1968.
O verdugo - 1969 (Prêmio Anchieta)
A morte de patriarca - 1969

Peça - Aves da noite



Sua obra dramatúrgica abrange oito peças escritas no breve período de 1967 a 1969, quando já se dedicava inteiramente à literatura. Os textos ecoam o espírito da época – principalmente a experiência das ditaduras militares que tomaram a América Latina. Em “O rato no muro”, de 1967, em um convento isolado, as freiras são chamadas não por nomes, mas por letras, e vivem um dia a dia de culpabilização e penitência. A autoridade da madre superiora reina suprema, até que a irmã H resolve questionar o status quo e promover o diálogo. Já “O auto da barca de Camiri”, escrita no ano seguinte, propõe uma alegoria sobre a justiça, com a encenação kafkiana do julgamento de um herói popular, inspirado na figura histórica de Che Guevara. Enfim toda a pungência dramática da autora disponível aos leitores brasileiros."


O rato no muro

O Auto da barca do Camiri




Hilda Hilst era culta, de personalidade marcante e temperamento transgressor que ia de encontro aos costumes da época. Fez parte da geração da poesia brasileira que foi denominada “Geração de 45”, que reagiu contra o prosaico e o supérfluo. Entendiam os poetas que as conquistas dos modernistas de 22 deveriam ser abandonadas.


Hilda Hilst rompe com o bom tom clássico literário, uma vez que nada é passivo em seus textos. A poesia de Hilda Hilst passeia por temas como solidão, morte, amor, a loucura, o misticismo e o amor erótico. Enigmática, mística, dona de um texto, na maioria das vezes, estranho, instigante, é capaz de surpreender o leitor.





A escritora Hilda Hilst morreu na madrugada do dia 4 de fevereiro de 2004, aos 73 anos, em Campinas (interior de São Paulo). Internada havia 35 dias no Hospital das Clínicas da Unicamp para a realização de uma cirurgia, após sofrer uma queda que causou uma fratura no fêmur, a escritora tinha deficiência crônica cardíaca e pulmonar, o que agravou seu quadro clínico. Hilda Hilst deu entrada no Hospital das Clínicas no dia primeiro de janeiro. A escritora teve falência múltipla de órgãos e sistemas.




Fontes:

wikipedia.org
ebiografia.com
google.com
blog.mackenzie.br
escariz.com.br


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