terça-feira, 18 de agosto de 2026

 





Também conhecida como língua geral, o Tupi era o idioma predominante entre a população nativa no Brasil, especialmente aquelas que viviam no litoral.



Quando os portugueses chegaram ao Brasil em 1500, falavam-se centenas de línguas indígenas no território de nosso país. No entanto, em sua região costeira ou próxima desta, onde foram fundadas as principais vilas brasileiras, hoje cidades de milhões de habitantes, falava-se praticamente uma mesma língua indígena. Tal língua foi chamada pelos portugueses de Língua Brasílica, sendo hoje conhecida como Tupi Antigo. Cabe aqui ressalvar que o designativo Tupi-Guarani não deve ser usado para designar uma língua em especial, mas uma família de línguas. Tupi e Guarani são línguas distintas, embora estejam na mesma família linguística.





Assim, é bem verdade que o Tupi Antigo não era a única língua falada pelos índios quando se deu a chegada dos portugueses em 1500. No entanto, foi aquela que os colonizadores do Brasil aprenderam e falaram por longo tempo. Assim sendo, o Tupi pode ser considerado a língua indígena clássica do país. Os jesuítas José de Anchieta e Luís Figueira ensinaram suas regras em gramáticas, publicando-as em 1595 e 1621, respectivamente.

Língua clássica do Brasil, o Tupi foi a única língua indígena, das centenas que foram faladas no país, que se fez representar significativamente no léxico da língua portuguesa. E, hoje, é possível encontrar, em quaisquer dicionários desta, milhares de verbetes daquela origem: termos como paca, capivara, tatu, jacaré-açu, cotia, perereca, guará, ubá, maniva, taquara, pindoba, pipoca, pirão, pururuca, mandioca, puba, expressões como “ficar com nhenhenhém”, “estar jururu”, “chorar as pitangas”, “ir para a cucuia” etc. Tal língua também está ostensivamente presente na toponímia, em nomes como Jabaquara, Tatuapé, Itaquera, Piratininga, Bertioga, Itanhaém, Paraguaçu, Cuiabá, Curitiba, Pará, Paraná, Sergipe, Paraíba etc. e na antroponímia, em nomes como Juçara, Moema, Iracema, Maiara etc., além de ter dado contribuições sui generis à literatura e à história de nosso país. Entre os textos preciosos que chegaram até nós podemos mencionar a poesia lírica e teatral de José de Anchieta e as famosas cartas dos índios Camarões, hoje guardadas na biblioteca de Haia, na Holanda, os únicos documentos conhecidos escritos pelos próprios índios da costa do Brasil, na época da invasão holandesa (1630-1656).

Tive a oportunidade de estudar o Tupi no curso de Letras USP em 1979. O curso era oferecido de forma optativa, e durava dois semestres.

O Tupi foi a língua mais falada no Brasil até o século XVIII. Era o idioma do povo, enquanto o português ficava para os governantes e para os negócios com a metrópole. Na vila de São Paulo de Piratininga (do tupi: pi’ra, peixe, + t’ninga, seco = peixe seco), em cada cinco habitantes da cidade, só dois conheciam o português no século XVII. O Tupi falado em São Paulo espalhou-se e misturou-se a outros idiomas graças ao isolamento geográfico da cidade e à atividade dos bandeirantes de capturar indígenas no sertão. O resultado da mistura ficou conhecido como Língua Geral do Sul, uma língua com influência do português e do tupi e com acréscimo de palavras de outros idiomas. No Maranhão e no Pará também surgiu uma língua geral, o Nheengatu (do tupi: nhe’eng, língua ou falar + katu, bom = língua boa de falar) cruzamento do dialeto Tupinambá com idiomas indígenas da Amazônia. O nheengatu, pertencente à família linguística Tupi-guarani, imperou em Belém e São Luís até os idos de 1750 e chegou a ser ensinado pelos jesuítas, junto com o português.

Coube ao padre José de Anchieta escrever a gramática do Tupi. Profundo conhecedor da língua nativa, ele escreveu as normas do idioma que dominava tão bem, e com o qual catequisou a população que vivia no litoral do Espirito Santo à São Paulo.





Fontes:

wikipedia.org
google.com
ensinarhistporia.com.br
tuoi.fflch.usp.br
mundoeducacao.uol.com.br

segunda-feira, 17 de agosto de 2026

 José de Anchieta





José de Anchieta foi um padre e missionário da Companhia de Jesus. Teve papel relevante na catequização dos povos indígenas em terras brasileiras, tendo por isso recebido o título de “apóstolo do Brasil”. O Padre Anchieta foi beatificado em 1980 e canonizado em 2014.

José de Anchieta nasceu no dia 19 de março de 1534, em Tenerife, Arquipélago das Canárias, na Espanha. Filho de João López de Anchieta com Mência Diaz de Clavijo y Llarena, sua família paterna tinha parentesco com o fundador da Companhia de Jesus, Inácio de Loyola.

Aos catorze anos foi enviado a Portugal para estudar no Real Colégio das Artes e Humanidades de Coimbra.




Ainda noviço, com apenas 19 anos, foi enviado para o Brasil em 1553, junto a outros seis missionários jesuítas. A viagem atendia à solicitação do Padre Manuel da Nóbrega, que pedia à Ordem Jesuíta mais missionários para a catequização dos indígenas.






José de Anchieta partiu para o Brasil, no dia 8 de maio de 1553, na frota que trouxe o segundo Governador Geral Duarte da Costa, com o objetivo de ajudar na doutrinação dos índios. Mesmo sofrendo com fortes dores na coluna, Anchieta juntou-se a um grupo de religiosos e enfrentou 65 dias de viagem, chefiados pelo Padre Luís de Grã.

A esquadra chegou a Salvador no dia 13 de julho e, ao descer, Anchieta teve seu primeiro contato com os índios. Depois de três meses, junto com outros religiosos, Anchieta seguiu para o sul quando dois navios seguiram em direção à capitania de São Vicente com o objetivo de catequizar os índios carijós.

Quando navegavam próximo ao rio Caravelas, no sul da Bahia, uma forte tempestade desgovernou os barcos. Só no dia seguinte conseguiram chegar em terra. Durante dez dias permaneceram entre os índios alimentando-se de abóbora, farinha e frutas da região.

Depois de repararem um navio, seguiram para São Vicente, onde chegaram às vésperas do natal. Nessa época, a ação dos jesuítas na catequese dos índios já se estendia de São Vicente aos Campos de Piratininga, chefiados pelo padre Manuel da Nóbrega.
Fundação de São Paulo



José de Anchieta e outros religiosos subiram a Serra do Mar rumo ao Planalto, onde se instalaram. A inauguração do barracão do planalto deu-se junto a uma aldeia de índios no dia 24 de janeiro de 1554, dia da conversão do Apóstolo São Paulo. No local, Nóbrega, com a ajuda de Anchieta, celebrou uma missa, em homenagem ao Santo“ Era o início da fundação da cidade de São Paulo.”


Ao redor do colégio se formou um pequeno povoado. Durante esses anos, José de Anchieta aprendeu a língua tupi e posteriormente escreveu uma gramática que foi de grande ajuda em todas as missões dos jesuítas.
Os líderes indígenas dos Tamoios, inimigos dos Tupis, do litoral norte de São Paulo e do sul do Rio de Janeiro organizaram um movimento de resistência, em 1554, que ficou conhecido como Confederação dos Tamoios, contra os colonos portugueses que além de explorar o território, buscavam escravizar a mão de obra indígena.

Ameaça dos franceses e a missão de paz

Rio de Janeiro foi invadido pelos franceses, em 1555, sob o comando do almirante Nicolau Durand Villegaignon, que fizeram uma aliança com os tamoios e se instalam na Baía da Guanabara. O Governador Geral, Mem de Sá obteve uma vitória frente aos franceses, mas não conseguiu expulsá-los do solo brasileiro.

Em 10 de julho de 1562, os índios tamoios, estimulados pelos franceses, atacaram a vila de São Paulo. As lutas foram terríveis, com mortos e feridos de ambos os lados, mas os atacantes não conseguiram tomar a vila e se retiraram. Nessa mesma época, atacaram mais uma vez a Baía da Guanabara.



Além da presença dos franceses, aliada aos saques que os colonos faziam às aldeias indígenas, gerava um constante clima de tensão em toda a região.

Anchieta e Nóbrega, em missão pacificadora, partiram de São Vicente em 21 de abril de 1563, em um navio de um genovês que morava na vila e rumaram para Iperoig (atual Ubatuba). Ao chegarem na praia foram cercados pelos Tamoios que se mostram hostis.

Anchieta, no mais puro tupi, os saúda com promessas de paz e amizade. Convencidos, os índios os levaram até suas cabanas. Ariscando suas vidas os religiosos permaneceram na aldeia e o navio retornou para São Vicente.

Foram sete meses de negociações, entre ameaças de morte, zombarias, catequese, missas e a tentativa de fuga de Nóbrega e Anchieta.




A paz com os Tamoios durou pouco. Em 1564 uma esquadra comandada por Estácio de Sá, sobrinho do Governador Geral, tentou aportar na Baía de Guanabara, mas foi repelida pelos tamoios, e seguiu para a vila de Santos. Na capitania de São Vicente desejava obter reforços.

Anchieta e Nóbrega, influentes na região, conseguiram recrutar muita gente para reforçar a armada de Estácio de Sá. No dia 20 de janeiro de 1565, partiram para o Rio, onde chegam em março.

As batalhas se sucederam durante meses, mas finalmente os portugueses saíram vitoriosos. Anchieta foi o enfermeiro da campanha. Em 1566, Anchieta partiu para Salvador com o objetivo de se ordenar sacerdote. Em agosto, foi finalmente ordenado e ali na Bahia pode rezar sua primeira missa.

Três meses depois, o Padre José de Anchieta seguiu para o Rio na esquadra de Mem de Sá para auxiliar seu sobrinho na conquista definitiva do Rio de Janeiro. Chegaram em 18 de janeiro de 1567 e depois de vários combates os tamoios foram subjugados e os franceses expulsos.

Nessa época, começou a implantação de um núcleo de povoamento bem fortificado: ao qual deram o nome de São Sebastião do Rio de Janeiro. Era o começo da fundação do Rio de Janeiro.


Anchieta escreveu cartas, informações, fragmentos históricos e sermões, publicados pela Academia Brasileira de Letras em 1933. Também foi autor de peças teatrais (autos) e poemas, sempre de caráter religioso.

Dentre suas obras mais conhecidas se distinguem o Poema à Virgem, escrito durante o tempo em que se fez refém dos indígenas durante a Confederação dos Tamoios, e Arte de Gramática da Língua Mais Usada na Costa do Brasil, gramática sobre a língua tupi utilizada na missão jesuíta.

O Poema à Virgem é composto por mais de cinco mil versos. José de Anchieta teria decorado todos os versos, escritos na areia da praia de Ubatuba e, somente meses mais tarde, transcreveu-os para o papel em São Vicente, primeira vila do Brasil.






O conjunto de sua obra faz com que José de Anchieta seja considerado um dos fundadores da literatura brasileira.


O padre José de Anchieta, já doente, em 1597, foi para Reritiba, aldeia que fundou no Espírito Santo, onde passou seus últimos dias, falecendo no dia 9 de junho do mesmo ano.

Hoje Reritiba tem o nome de Anchieta, em homenagem ao padre. Em São Paulo, existe a rodovia Anchieta, que liga a capital paulista ao litoral Sul (Santos, Guarujá, Praia Grande, São Vicente)



Fontes:

wikipedia.org
google.com
ebiografia.com
toamateria.com.br

sexta-feira, 14 de agosto de 2026



Hoje vamos falar do Advérbio.

Compare estes exemplos:

O ônibus chegou.

O ônibus chegou ontem.

A palavra ontem acrescentou ao verbo chegar uma circunstância de tempo: ontem é um advérbio.

Marcos jogou bem.

Marcos jogou muito bem.

A palavra muito intensificou o sentido do advérbio bem: muito, aqui, é um advérbio.

A criança é linda.

A criança é muito linda.

A palavra muito intensificou a qualidade contida no adjetivo linda: muito, nessa frase, é um advérbio.


Advérbio, portanto, é uma palavra invariável que modifica o sentido do verbo, do adjetivo e do próprio advérbio.

Às vezes, um advérbio pode se referir a uma oração inteira; nessa situação, normalmente transmitem a avaliação de quem fala ou escreve sobre o conteúdo da oração.

Por exemplo:

As providências tomadas foram infrutíferas, lamentavelmente.

Quando modifica um verbo, o advérbio pode acrescentar várias ideias, tais como:

Tempo: Ela chegou tarde.

Lugar: Ele mora aqui.

Modo: Eles agiram mal.

Negação: Ela não saiu de casa.

Dúvida: Talvez ele volte.


Observações:
- Os advérbios que se relacionam ao verbo são palavras que expressam circunstâncias do processo verbal, podendo assim, ser classificados como determinantes.

Por exemplo:

Ninguém manda aqui!

mandar: verbo
aqui: advérbio de lugar = determinante do verbo.

- Quando modifica um adjetivo, o advérbio acrescenta a ideia de intensidade.

Por exemplo:

O filme era muito bom.

- Na linguagem jornalística e publicitária atuais, têm sido frequentes os advérbios associados a substantivos:

Por exemplo:
" Isso é simplesmente futebol" - disse o jogador.

"Orgulhosamente Brasil" é o que diz a nova campanha publicitária ufanista.


Os advérbios podem assumir um grau comparativo de igualdade, inferioridade ou superioridade, como pode ser visto respectivamente nos exemplos abaixo.

Ele era tão esperto quanto eu.
Ele era menos esperto que eu.
Ele era mais esperto que eu.



Grau superlativo:

Os advérbios podem variar para expressar uma maior intensidade, e isso pode se dar dos seguintes modos:

Analítico: ocorre pela a adição de um advérbio de intensidade.

Exemplos: muito calmamente, devagar demais, muito distante.

Sintético: obtido pela adição do sufixo -íssimo.

Exemplos: muitíssimo, pouquíssimo.

É comum, na linguagem coloquial, o uso do diminutivo, e algumas vezes até do aumentativo, para dar aos advérbios um valor superlativo.

Exemplos: Vamos andar devagarinho, dormiu cedinho, chegou tardão.


Fontes:


gramatica.com.br
gramatica.net.br
gramaticaportuguesa.blogs.sapo.pt

quinta-feira, 13 de agosto de 2026



Hoje vamos falar de Gramática.




Tipos de Gramática


1. Gramática Normativa


É aquela que busca a padronização da língua, estabelecendo as normas do falar e escrever corretamente. Costuma ser utilizada em sala de aula e em livros didáticos.


2. Gramática Descritiva


Ocupa-se da descrição dos fatos da língua, com o objetivo de investigá-los e não de estabelecer o que é certo ou errado. Enfatiza o uso oral da língua e suas variações.



“Pilhei a senhora num erro!”, gritou Narizinho. “A senhora disse: ‘Deixe estar que já te curo!’ Começou com o Você e acabou com o Tu, coisa que os gramáticos não admitem. O ‘te’ é do ‘Tu’, não é do ‘Você'”…


“E como queria que eu dissesse, minha filha?”


“Para estar bem com a gramática, a senhora devia dizer: ‘Deixa estar que já te curo’.”


“Muito bem. Gramaticalmente é assim, mas na prática não é. Quando falamos naturalmente, o que nos sai da boca é ora o você, ora o tu; e as frases ficam muito mais jeitosinhas quando há essa combinação do você e do tu. Não acha?”


“Acho, sim, vovó, e é como falo. Mas a gramática…”


“A gramática, minha filha, é uma criada da língua e não uma dona. O dono da língua somos nós, o povo; e a gramática – o que tem a fazer é, humildemente, ir registrando o nosso modo de falar. Quem manda é o uso geral e não a gramática. Se todos nós começarmos a usar o tu e o você misturados, a gramática só tem uma coisa a fazer…”


“Eu sei o que é que ela tem a fazer, vovó!”, gritou Pedrinho. “É pôr o rabo entre as pernas e murchar as orelhas…”


Dona Benta aprovou. (…)


(Monteiro Lobato. Obra Completa. “Fábulas”, São Paulo, Editora Brasiliense)



Narizinho fala da gramática normativa ( a maneira correta de falar e escrever), já Dona Benta fala da gramática descritiva (o jeito como as pessoas falam no dia a dia)


3. Gramática Histórica


Estuda a origem e a evolução histórica de uma língua.


Estuda as origens da língua, no caso da língua portuguesa, sua origem é o latim vulgar.


4. Gramática Comparativa


Dedica-se ao estudo comparado de uma família de línguas. O Português, por exemplo, faz parte da Gramática Comparativa das línguas românicas.


Divisão da Gramática


Sabe-se que a língua é um sistema tríplice: compreende um sistema de formas (mórfico), um sistema de frases (sintático) e um sistema de sons (fônico). Por essa razão, a Gramática tradicionalmente divide-se em:


Morfologia - abrange o sistema mórfico.


Sintaxe - enfoca o sistema sintático.


Fonologia/Fonética - focaliza o sistema fônico.


Observação:


Alguns gramáticos incluem nessa visão uma quarta parte, a Semântica, que se ocupa dos significados dos componentes de uma língua.


Fontes:

infoenem.com.br/entenda-os-conceitos-de-gramatica
soportugues.com.br/secoes/gramatica
wikipedia.org
soportugues.com.br





quarta-feira, 12 de agosto de 2026



Hoje vamos falar de Adjuntos.




Os adjuntos são termos acessórios da oração, não sendo portanto indispensáveis para sua compreensão, mas tornam o sentido e o significado da oração mas específico.


Os adjuntos se classificam em adjuntos adnominal e adverbial.


Nominal: Adjunto Adnominal é o termo que tem valor de adjetivo, servindo para especificar ou delimitar o significado de um substantivo em qualquer que seja a função sintática exercida por este.


Adjuntos adnominal assumem uma função adjetiva, podendo ser formados por adjetivos e numerais, pronomes e locuções adjetivas. Esse termo da oração pode ser facilmente confundido com outros dois: o predicativo e o complemento nominal. Apesar da semelhança, eles têm funções diferentes e podem ser identificados na própria oração.


Adjetivos:

O dia ensolarado está contagiante.
Seu sorriso maroto é lindo.

Nas orações acima os adjuntos adnominais funcionam como adjetivo:

O dia está contagiante (ensolarado dá uma qualidade ao dia, ou seja é um adjetivo) Notem que sem o adjunto a frase já tinha sentido.



Locuções Adjetivas:

O passeio de campo nos deixou exaustas.
A água da chuva regou todas as plantas.

Nas orações acima, as locuções adjetivas, poderiam ser substituídas por adjetivos. (de campo - campestre; da chuva pluvial).



Pronome adjetivo:

Minha culpa é meu segredo
Este teu olhar felino incendeia (Clarice Lispector)

Artigos:

Um novo sonho ressurgiu.
Os alunos surpreenderam os professores.

Nas frases acima os artigos um e os, são artigos que funcionam nessas frases como adjunto adnominal.



Numerais:

O primeiro candidato já se apresentou.
A décima colocada no concurso é muito esforçada.

Orações adjetivas
Não quero saber do lirismo que não é libertação.
Admiro as pessoas que persistem.



Adjuntos adverbiais
A função do adjunto adverbial é simples: modificar o verbo da oração, seja indicando alguma circunstância em que o processo verbal é desenvolvido ou intensificando o verbo, um adjetivo ou um advérbio. O adjunto adverbial é uma função sintática realizada pelos advérbios e locuções adverbiais, e sua classificação é feita de acordo com a circunstância expressa.


Exemplos:

Talvez eu viaje amanhã. – Adjunto adverbial de dúvida.

Eu não quero sair de casa. – Adjunto adverbial de negação.

Treinei muito para este dia. – Adjunto adverbial de intensidade.

Nas locuções adverbiais, é preciso ter muita atenção com à preposição utilizada. A mudança da preposição pode mudar toda a circunstância expressa pela locução.

Exemplo: “Vim do trabalho” e “Vim para o trabalho”. Ambos expressam uma circunstância de lugar, mas o primeiro indica origem (“do”) e o segundo indica destino (“para o”).






Fontes:
gramatica.net.br/adjunto
brasilescola.uol.com.br/gramatica

terça-feira, 11 de agosto de 2026



Regência:


Dá-se o nome de regência à relação de subordinação que ocorre entre um verbo (ou um nome) e seus complementos.


Existem diversas palavras e especialmente diversos verbos que precisam de um complemento para terem sentido. No caso das preposições que complementam esse sentido elas devem ser específicas para cada caso.


Exemplos:


Cheguei ao metrô, ou cheguei no metrô.


Uma primeira análise parece que as duas frases querem dizer a mesma coisa, mas reparem:


Chegar a algum lugar (no caso no metrô) indica que você chegou ao destino desejado. Já chegar no metrô, indica o meio de transporte que você utilizou para chegar ao destino desejado.


Cheguei “em” ou “a”



A frase a seguir é muito usada, tanto na comunicação falada quanto na escrita: “Cheguei tarde em casa”


Mas, segundo as regras gramaticais de regência verbal, o verbo chegar, ao indicar destino, não admite a preposição em. Verbos que indicam movimento (como “ir”, “vir”, “voltar”, “chegar”, “comparecer”, “dirigir-se”) admitem três preposições:


DE: quando a circunstância apresentada for de procedência.

Ex.: Cheguei de São Paulo ontem.


A: quando a circunstância for de destino. Ex.: Cheguei a Londrina ontem.


PARA: também quando a circunstância for de destino, porém na indicação de mudança definitiva. Então, quando se informa “Irei a São Paulo”, com sentido de “irei, mas voltarei em breve”.


Com base na explicação acima apresentada, pode-se concluir que a versão correta é “cheguei tarde a casa”, e não “em” como a maior parte das pessoas fala/escreve.






1- Chegar/ ir – deve ser introduzido pela preposição “a” e não pela preposição “em”.
Exemplos:


Vou ao dentista.
Cheguei a Belo Horizonte.


2- Morar/ residir – normalmente vêm introduzidos pela preposição “em”.
Exemplos:


Ele mora em São Paulo.
Maria reside em Santa Catarina.


3- Namorar – não se usa com preposição.


Ex.: Joana namora Antônio.


4- Obedecer/desobedecer – exigem a preposição “a”.
Exemplos:


As crianças obedecem aos pais.
O aluno desobedeceu ao professor.


5-Simpatizar/ antipatizar – exigem a preposição “com”.
Exemplos:


Simpatizo com Lúcio.
Antipatizo com meu professor de História.


Dicas:

Estes verbos não são pronominais, portanto, determinadas construções são consideradas erradas quando tais verbos aparecem acompanhados de pronome oblíquo.

Exemplos:


Simpatizo-me com Lúcio.
Antipatizo-me com meu professor de História.


6- Preferir - este verbo exige dois complementos, sendo que um é usado sem preposição, e o outro com a preposição “a”.


Ex.: Prefiro dançar a fazer ginástica.


Dicas:
Segundo a linguagem formal, é errado usar este verbo reforçado pelas expressões ou palavras: antes, mais, muito mais, mil vezes mais, etc.


Ex.: Prefiro mil vezes dançar a fazer ginástica.


Verbos que apresentam mais de uma regência


1 - Aspirar


a - no sentido de cheirar, sorver: usa-se sem preposição.
Ex.: Aspirou o ar puro da manhã.


b - no sentido de almejar, pretender: exige a preposição “a”.
Ex.: Esta era a vida a que aspirava.


2 - Assistir


a - no sentido de prestar assistência, ajudar, socorrer: usa-se sem preposição.

Ex.: O técnico assistia os jogadores novatos.


b - no sentido de ver, presenciar: exige a preposição “a”.
Ex.: Não assistimos ao show.


c - no sentido de caber, pertencer: exige a preposição “a”.

Ex.: Assiste ao homem tal direito.


d) no sentido de morar, residir: é intransitivo e exige a preposição “em”.
Ex.: Assistiu em Maceió por muito tempo.


3 - Esquecer/lembrar


a - Quando não forem pronominais: são usados sem preposição.
Ex.: Esqueci o nome dela.


b - Quando forem pronominais: são regidos pela preposição “de”.
Ex.: Lembrei-me do nome de todos.


4 - Visar


a - no sentido de mirar: usa-se sem preposição.
Ex.: Disparou o tiro visando o alvo.


b - no sentido de dar visto: usa-se sem preposição.
Ex.: Visaram os documentos.


c - no sentido de ter em vista, objetivar: é regido pela preposição “a”.
Ex.: Viso a uma situação melhor.


5 - Querer


a - no sentido de desejar: usa-se sem preposição.
Ex.: Quero viajar hoje.


b - no sentido de estimar, ter afeto: usa-se com a preposição “a”.
Ex.: Quero muito aos meus amigos.


6 - Proceder


a - no sentido de ter fundamento: usa-se sem preposição.
Ex.: Suas queixas não procedem.


b - no sentido de originar-se, vir de algum lugar: exige a preposição “de”.
Ex.: Muitos males da humanidade procedem da falta de respeito ao próximo.


c - no sentido de dar início, executar: usa-se a preposição “a”.
Ex.: Os detetives procederam a uma investigação criteriosa.


7 - Pagar/ perdoar


a - se tem por complemento uma palavra que denote algo: não exige preposição.
Ex.: Ela pagou a conta do restaurante.


b - se tem por complemento uma palavra que denote pessoa: é regido pela preposição “a”.
Ex.: Perdoou a todos.


8 - Informar


a - no sentido de comunicar, avisar, dar informação: admite duas construções:


1 - objeto direto de pessoa e indireto de coisa (regido pelas preposições “de” ou “sobre”).
Ex.: Informou todos do ocorrido.


2 - objeto indireto de pessoa (regido pela preposição “a”) e direto de coisa.
Ex.: Informou a todos o ocorrido.


9 - Implicar


a - no sentido de causar, acarretar: usa-se sem preposição.
Ex.: Esta decisão implicará sérias consequências.


b - no sentido de envolver, comprometer: usa-se com dois complementos, um direto e um indireto com a preposição “em”.
Ex.: Implicou o negociante no crime.


c - no sentido de antipatizar: é regido pela preposição “com”.
Ex.: Implica com ela todo o tempo.


10 - Custar


a - no sentido de ser custoso, ser difícil: é regido pela preposição “a”.
Ex.: Custou ao aluno entender o problema.


b - no sentido de acarretar, exigir, obter por meio de: usa-se sem preposição.
Ex.: O carro custou-me todas as economias.


c - no sentido de ter valor de, ter o preço: usa-se sem preposição.
Ex.: Imóveis custam caro.



Fontes:
portugues.com.br
soportugues.com.br
guiadoestudante.abril.com.br

segunda-feira, 10 de agosto de 2026



Hoje vamos falar de Preposição.




Preposição é a palavra invariável que liga dois termos da oração numa relação de subordinação donde, geralmente, o segundo termo subordina o primeiro.


Tipos e Exemplos de Preposições:


Preposição de lugar: O navio veio de São Paulo.

Preposição de modo: Os prisioneiros eram colocados em fila.

Preposição de tempo: Por dois anos ele viveu aqui.

Preposição de distância: A cinco quilômetros daqui passa uma estrada.

Preposição de causa: Com a seca, o gado começou a morrer.

Preposição de instrumento: Ele cortou a árvore com o machado.

Preposição de finalidade: A praça foi enfeitada para a festa.


Classificação das Preposições


As preposições podem ser divididas em dois grupos:


Preposições Essenciais – são as palavras que só funcionam como preposição, a saber: a, ante, após, até, com, contra, de, desde, em, entre, para, per, perante, por, sem, sob, sobre, trás.


Preposições Acidentais – são as palavras de outras classes gramaticais que, em certas frases funcionam como preposição, a saber: afora, como, conforme, consoante, durante, exceto, mediante, menos, salvo, segundo, visto etc.


Locuções Prepositivas


A locução prepositiva é formada por duas ou mais palavras com o valor de preposição, sempre terminando por uma preposição, por exemplo:


abaixo de, acima de, a fim de, além de, antes de, até a, depois de, ao invés de, ao lado de, em que pese a, à custa de, em via de, à volta com, defronte de, a par de, perto de, por causa de, através de, etc.
Combinação, Contração e Crase


Importante notar que, algumas preposições podem aparecer combinadas com outras palavras. Assim, quando na junção dos termos não houver perda de elementos fonéticos, teremos uma combinação, por exemplo:

ao (a + o)
aos (a + os)
aonde (a + onde


Por conseguinte, quando da junção da preposição com outra palavra houver perda fonética, teremos a chamada contração, por exemplo:

do (de + o)
dum (de + um)
desta (de + esta)
no (em + o)
neste (em + este)
nisso (em + isso)


Por fim, toda fusão de vogais idênticas forma uma crase:

à = contração da preposição a + o artigo a
àquilo = contração da preposição a + a primeira vogal do pronome aquilo.


Na língua cotidiana, falada ou escrita, aparecem as reduções pra (para a) e pro (para o). Essas palavras não pedem acento, já que se trata de palavras átonas. por exemplo:

Este é um país que vai pra frente.
Vá pra casa, e não pro botequim!


A principal diferença entre conjunção e preposição é que a primeira junta duas frases, onde uma frase pode ou não ser subordinada à outra. Já a Preposição liga duas palavras, sendo primordial para o entendimento das mesmas.


Ex: O meu gato gosta de ração.
de - preposição, liga as palavras gosta e ração


Fui ao mercado e ao banco


A conjunção aditiva coordenada e, liga as duas frases, nesse caso por serem coordenadas ambas são independentes.

Quando minhas férias chegarem irei viajar.


A conjunção subordinada temporal quando liga a oração "quando minhas férias chegarem" e "irei viajar". Notem que uma frase se subordina à outra para terem sentido completo.



Fontes:
todamateira.com.br
googel.com.br
ciberduvidas.iscte-iul.pt

Vamos falar hoje de objeto direto e objeto indireto. O objeto direto e o indireto são termos integrantes da oração que completam o se...