O velho da horta - Gil Vicente
“O Velho da Horta” é uma obra do dramaturgo português Gil Vicente, escrita em 1512. Ela se enquadra no contexto da literatura do Renascimento e é considerada uma das farsas mais notáveis desse período.
¨O Velho da Horta” é uma farsa que retrata os infortúnios do amor do Velho por uma Moça mais jovem. A peça critica as ilusões românticas e as artimanhas que levam à ruína financeira e emocional do protagonista. Gil Vicente utiliza diálogos perspicazes entre o Velho e a Moça para contrastar visões opostas sobre o amor, revelando a ironia e a dureza da situação.
A abertura da peça retrata a tentativa de conquista, evidenciando o contraste entre o lirismo apaixonado do Velho e as respostas irônicas da Moça. Posteriormente, uma alcoviteira surge em cena oferecendo seus serviços para garantir ao Velho o amor da Moça. Sob promessas de sucesso iminente, ela extorque toda a fortuna do Velho. A situação se complica quando a Justiça entra em cena, prendendo a alcoviteira e despedaçando as esperanças do Velho. O desfecho chega com a notícia de que a Moça, objeto da paixão desenfreada do Velho, se casou, deixando-o completamente desiludido.
A peça começa com um velho muito rico andando por sua horta, quando uma moça muito bonita veio buscar hortaliças.
Os olhares do velho se encantaram com a formosura da moça e o velho se viu completamente apaixonado.
Velho:
Pater noster criador,
qui es in coelis poderoso
sanctifecutor, Senhor,
nomem tuam vencedor,
nos céus e terra, piedoso.
Adveniat a tua graça,
regnum tuum sem mais guerra:
voluntas tua se faça
sicut in coelo et in terra
A abertura da peça retrata a tentativa de conquista, evidenciando o contraste entre o lirismo apaixonado do Velho e as respostas irônicas da Moça. Posteriormente, uma alcoviteira surge em cena oferecendo seus serviços para garantir ao Velho o amor da Moça. Sob promessas de sucesso iminente, ela extorque toda a fortuna do Velho. A situação se complica quando a Justiça entra em cena, prendendo a alcoviteira e despedaçando as esperanças do Velho. O desfecho chega com a notícia de que a Moça, objeto da paixão desenfreada do Velho, se casou, deixando-o completamente desiludido.
A linguagem do Velho lembra muito a da poesia palaciana, enquanto a linguagem da Moça é completamente contrária, repleta de zombarias. O Velho mostra um conceito de amor provindo do formulário lírico dos poetas quinhentistas, utilizando diversas antíteses para expressar seu conflito entre razão e sentimento. O texto é escrito em versos. As estrofes possuem cinco versos, os quatro primeiros são redondilhas maiores e o último possui três sílabas métricas.
Fontes:
noticias.concursos.com.br
proximolivro.net
infoescola.com
mundovestibular.com.br
Vicente, Gil - Obras primas do teatro vicentino - Difel - 1975
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