quarta-feira, 19 de março de 2025

 Hoje vamos falar sobre acentuação gráfica.



A acentuação gráfica estuda os acentos gráficos (agudo, grave e circunflexo).


Regras de acentuação das palavras oxítonas

As palavras são oxítonas quando a última sílaba da palavra é a sílaba tônica, como: jacaré, cipó, cantar, anzol,…

São naturalmente oxítonas as palavras terminadas em -r, -l, -z, -x, -i, -u, -im, -um e -om, não necessitando de acentuação gráfica.
Palavras oxítonas acentuadas graficamente

Oxítonas terminadas em vogais tônicas:
sofá;
dominó;
purê;
crochê;

Oxítonas terminadas no ditongo nasal -em ou -ens:
mantém;
porém;
também;
harém;

Oxítonas terminadas nos ditongos abertos -ói, -éu, -éi:
chapéu;
papéis;
heróis;
corrói;
Regras de acentuação das palavras paroxítonas

As palavras são paroxítonas quando a penúltima sílaba da palavra é a sílaba tônica, como: adorável, órgão, perfume, mesa,…

As palavras paroxítonas não são geralmente acentuadas e representam a maioria das palavras da língua portuguesa.
Palavras paroxítonas acentuadas graficamente

Paroxítonas terminadas em -r: 
ímpar;
cadáver;
caráter;

Paroxítonas terminadas em -l:
fóssil;
réptil;
têxtil;

Paroxítonas terminadas em -n:
hífen;
éden;
dólmen;

Paroxítonas terminadas em -x:
córtex;
tórax;
fênix;

Paroxítonas terminadas em -ps:
bíceps;
fórceps;

Paroxítonas terminadas em -ã, -ãs, -ão, -ãos:
órfã;
órgão;
sótão;

Paroxítonas terminadas em -um, -uns, -om, -ons:
álbum;
fórum;
prótons;

Paroxítonas terminadas em -us:
vírus;
húmus;
bônus;

Paroxítonas terminadas em -i, -is:
júri;
íris;
tênis;

Paroxítonas terminadas em -ei, -eis:
jóquei;
hóquei;
fizésseis;
Acentuação das paroxítonas e o Novo Acordo Ortográfico

Com a entrada em vigor do atual acordo ortográfico, alguns acentos foram abolidos nas palavras paroxítonas:
acento agudo nos ditongos abertos oi e ei;
acento agudo na vogal i e na vogal u quando precedidas de ditongos;
acento circunflexo nos ditongos oo e ee.
Escrita depois do acordo ortográfico

Palavras com oi:
jiboia (antes: jibóia);
boia (antes: bóia);
paranoia (antes: paranóia);
heroico (antes: heróico);
joia (antes: jóia);

Palavras com ei:
ideia (antes: idéia);
europeia (antes: européia);
alcateia (antes: alcatéia);
geleia (antes: geléia);
plateia (antes: platéia);

Palavras com i ou u:
baiuca (antes: baiúca);
feiura (antes: feiúra);

Palavras com oo:
abençoo (antes: abençôo);
perdoo (antes: perdoo);
voo (antes: vôo);
magoo (antes: magôo);
enjoo (antes: enjôo);
...

Palavras com ee:
eles deem (antes: eles dêem);
eles creem (antes: eles crêem);
eles leem (antes: eles lêem);
eles veem (antes: eles vêem);
Regra de acentuação das palavras proparoxítonas

As palavras são proparoxítonas quando a antepenúltima sílaba da palavra é a sílaba tônica, como: pássaro, cantássemos, gráfico, pêssego,…

Todas as palavras proparoxítonas são acentuadas graficamente.
Acento diferencial

Com a entrada do Novo Acordo Ortográfico, alguns acentos diferenciais foram abolidos, outros se mantiveram inalterados.

O acento foi abolido nas palavras pára, pólo, pêlo e pêra, ficando para, polo, pelo e pera.

Exemplos:
Para onde ele foi?
Para de fazer isso, por favor!

O acento mantém-se nas palavras pôr, pôde, têm e vêm, diferenciando as mesmas de por, pode, tem e vem.

Exemplos:
Você vai pôr a caixa aqui?
Por onde ele foi?
Acentos gráficos e sinais gráficos auxiliares

Acento agudo (´)

É um acento gráfico que indica que a sílaba é tônica e que a vogal deve ser pronunciada de forma aberta, como em:
pé;
máquina;
música;
revólver;

Acento circunflexo (^)

É um acento gráfico que indica que a sílaba é tônica e que a vogal deve ser pronunciada de forma fechada ou nasalada: 
antônimo;
estômago;
lâmpada;
pêssego;

Acento grave (`)

É um acento gráfico colocado apenas sobre a vogal a, indicando que há crase, ou seja, a contração da preposição a com outra palavra. É usado em poucas palavras:
à;
àquele;
àquela;
àquilo;

Til (~)

É um sinal gráfico auxiliar de escrita, usado na vogal a e na vogal o para indicar nasalização. Nem sempre indica a tonicidade da sílaba:
manhã;
coração;
põe;
órgão;
órfão;
bênção;

Trema (¨)

É um sinal gráfico auxiliar de escrita, usado, desde a entrada em vigor do Novo Acordo Ortográfico, apenas em substantivos próprios estrangeiros e palavras derivadas destes:

Müller;
mülleriano;
Bündchen


Apóstrofo (')

É um sinal gráfico auxiliar de escrita que indica a supressão de fonemas em palavras:
copo-d'água;
pau-d'óleo;
Escrever sem acento

Sem acentuação gráfica, as palavras da língua portuguesa são naturalmente paroxítonas, ou seja, acentuadas prosodicamente na penúltima sílaba, como: casa, felicidade, pobreza,… 

Através da acentuação gráfica, é possível a identificação de palavras que não se encaixam nesse padrão, sendo oxítonas ou proparoxítonas, bem como a distinção entre palavras com grafia igual, mas sílabas tônicas diferentes e significados diferentes, como:
análise e analise;
privilégio e privilegio;
negligência e negligencia;


Fontes:

normaculta.com.br
todamateria.com.br
wikipedia.org
educacao.uol.com.br
novaescola.org.br

terça-feira, 18 de março de 2025

 Plural dos substantivos compostos.





O Plural dos Substantivos Compostos é feito mediante duas situações. Uma delas se refere à forma como ele é escrito.

Se o substantivo composto for escrito sem hífen, basta acrescentar o “s”, tal como acontece com a grande parte das palavras que passam para o plural. Exemplos: claraboia(s), ferrovia(s), passatempo(s).

A outra situação que deve ser observada é como o substantivo que escrito com hífen é formado (por verbo + substantivo, por palavras unidas por preposição, por palavras repetidas, entre outros). Nesses casos, algumas regras devem ser observadas.


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Regras dos Substantivos Compostos com Hífen

1) Substantivo + substantivo que especifica o primeiro

Apenas o primeiro elemento passa para o plural. 

Exemplos: caneta-tinteiro (canetas-tinteiro), salário-família (salários-família), banana-prata (bananas-prata).

2) Palavras unidas por preposição

Apenas o primeiro elemento passa para o plural, tal como a regra acima. 

Exemplos: estrela-do-mar (estrelas-do-mar), mula-sem-cabeça (mulas-sem-cabeça), peroba-do-campo (perobas-do-campo).

3) Verbo ou advérbio + substantivo ou adjetivo

Apenas o segundo elemento passa para o plural. 

Exemplos: abaixo-assinado (abaixo-assinados), beija-flor (beija-flores), sempre-viva (sempre-vivas).

4) Palavras repetidas ou onomatopaicas


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Apenas o segundo elemento passa para o plural, tal como a regra acima. 

Exemplos: pingue-pongue (pingue-pongues), teco-teco (teco-tecos), tique-taque (tique-taques).

5) Palavra variável + palavra variável

Os dois elementos passam para o plural. Lembrando que são palavras variáveis substantivos, verbos, adjetivos, pronomes, artigos e numerais.

Exemplos: cota-parte (cotas-partes), mão-boba (mãos-bobas), segunda-feira (segundas-feiras).


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Temos o caso da palavra Coca-cola. Coca é um substantivo, mas é tida como uma palavra invariável, por designar uma marca, diferenciando de outras marcas como Pepsi-cola. Logo somente a segunda palavra cola, irá para o plural. 

Coca-cola - Coca-colas.

Apesar que na linguagem oral é comum ouvirmos duas cocas



Fontes:

todamateria.com.br
google.com.br
ciberduvidas.iscte-iul.pt/
wikipedia.org

segunda-feira, 17 de março de 2025

 Vamos falar de uma heroína brasileira, Maria Quitéria.





Maria Quitéria de Jesus Medeiros (nasceu em Feira de Santana-BA em 27 de julho de 1792 e morreu em Salvador-BA em 21 de agosto de 1823).

Heroína da guerra da Independência iniciada na Bahia, sendo a primeira mulher a ingressar no exército brasileiro, bem como a primeira mulher brasileira a entrar em combate.

Maria Quitéria, viu-se proibida pelo pai de ingressar no exército; ajudada pela irmã, Teresa Maria, e seu cunhado José Cordeiro de Medeiros. Quitéria cortou os cabelos, vestiu-se de homem e alistou-se no batalhão dos "Voluntários do Príncipe D.Pedro".


Na época, na Bahia, havia um contingente muito grande de soldados portugueses, e o governo local não reconhecia D.Pedro como imperador, e tampouco a Independência do Brasil.

D.Pedro enviou tropas comandada pelo general Pierre de Labatut que organizou as tropas e obteve as primeiras vitórias contra os portugueses.

Maria Quitéria teve grande destaque nas batalhas, sendo condecorada com a Ordem Imperial Cruzeiro do Sul.

Em 02 de julho de 1823, quando o exército de D.Pedro entrou em Salvador, Maria Quitéria foi saudada pela população como exemplo de bravura e determinação, na expulsão dos portugueses.






Até hoje 02 de julho é feriado na Bahia em homenagem à vitória contra as forças de Portugal, que resistiram à Independência.

Com o fim dos conflitos Maria Quitéria voltou para Bahia com uma carta do Imperador para o pai dela, pedindo que a perdoasse pela desobediência.

Casou-se com um  namorado antigo, o lavrador Gabriel Pereira Brito, com  quem teve uma filha, Luísa Maria da Conceição.

Maria Quitéria faleceu em Salvador, na Bahia em 21 de agosto de 1853, no anonimato e quase cega.

Seus restos mortais estão sepultados na igreja Matriz do Santíssimo Sacramento, no bairro de Nazaré em Salvador.



Fontes:

wikipedia.org
ebiografia.com
google.com
brasilescola.uol.com.br

domingo, 16 de março de 2025

Em 16 de março de 1968, cerca de cem militares dos EUA entram em aldeias do Vietnã do Sul, concentrando-se em um vilarejo conhecido como Son My. Informações apontam que as localidades haviam sido tomadas pelos guerrilheiros da Frente Nacional de Libertação do Vietnã, os vietcongues, comunistas apoiados pelo Norte. A ordem do tenente William Calley é simples: na dúvida, matar qualquer um que pareça suspeito. Nem que sejam mulheres, bebês, crianças ou idosos. Entre fuzilamentos, tiros na cabeça, estupros e queima de residências, em cerca de quatro horas são massacrados entre 347 e 504 civis.





Os americanos suspeitavam que naquela localidade estivesse oculto o inimigo, alguns gooks – ou lodos como denominavam. Por isso, a ordem era exterminar qualquer um que parecesse suspeito.



Tudo isso porque o pequeno vilarejo foi identificado e denunciado de forma errônea como abrigo de soldados do Vietnã do Norte, que era autodeclarado comunista e contra e o Vietnã do Sul, aliado dos EUA. Por isso, a informação dada era que na manhã daquele dia os moradores de My Lai sairiam às 7h da manhã para comprar comida em uma determinada feira, e quem não fosse seria guerrilheiro ou soldado inimigo. Deveria ser morto.

Porém, ao contrário do que esperavam conseguir, os americanos não viram nem guerrilheiros, nem soldados e nem comunistas: tinham-se apenas meros camponeses, simples e inofensivos, muitos idosos enfermos e crianças.

Mas mesmo assim, isso não serviu de desculpas para perpetraram as diversas atrocidades, não quiseram voltar para seus postos sem uma história para contar, por isso começaram a queimar as casas, inclusive com as pessoas dentro.

Os que procuraram se salvar eram mortos à queima-roupa. Mulheres, e crianças foram violentadas sexualmente por inúmeros soldados antes de falecerem.

O banho de sangue partiu da ordem proferida pelo tenente William Calley. Outros dois pelotões se juntaram ao massacre. Além de My Lai, a aldeia vizinha de My Khe também foi vitimada.

A tragédia foi tão visceral que o piloto de helicóptero, Hugh Thompson, conseguiu verificar ocorrido enquanto sobrevoava o local, mas não havia ali nenhum combatente inimigo. Eram apenas os cidadãos de bem.

Em razão disso, resolveu intervir, ajudar os vietnamitas. Em um ato extremante humano, comunicou o incidente aos seus superiores, e pediu que reforços fossem enviados para a vila.

Mediante a ajuda de Andreotta e Coburn, tripulantes de seu helicóptero, Hugh teria se voltado contra as tropas norte-americanas, apontando suas armas para todos aqueles que estivessem assassinando mais um civil.

Apesar de ser de patente inferior aos que estavam exterminando inocentes, nenhum deles ousaram desafiar as ordens de Thompson. Com isso, conseguiram cessar o morticínio e resgatar 12 sobreviventes. Dentre eles uma criança com vida que se mexia em meio a uma pilha de cadáveres.




No entanto, essa catástrofe só se tornou pública em 1969, o que resultou repúdio e total aversão do mundo para a hecatombe realizada. Os responsáveis foram inteiramente os soldados americanos, todos os tiros partiram deles. A My Lai, a perigosa, a acobertadora de inimigos era uma falácia.




Nada existia ali senão um pacato recinto. E segundo David L. Anderson, ex-combatente da Guerra do Vietnã, só há uma teoria que possa explanar o que foi verificado: “pressões psicológicas, medo, raiva e fraca liderança são elementos chave para explicar tal comportamento brutal”.

Foi o maior crime de guerra que aconteceu na guerra do Vietnã.



Harry Stanley, um artilheiro da companhia Charlie, disse durante o inquérito da Divisão de Investigação Criminal do Exército dos Estados Unidos que os assassinatos começaram sem aviso prévio. Ele primeiro observou um membro do 1º Pelotão atacar um homem vietnamita com uma baioneta. Então, o mesmo soldado empurrou outro aldeão para um poço e jogou uma granada no poço. Em seguida, viu quinze ou vinte pessoas, principalmente mulheres e crianças, ajoelhadas em torno de um templo com incenso em chamas. Elas estavam orando e chorando. Todas foram mortas por tiros na cabeça.





O crime só veio a público um mês depois, devido a denúncias saídas de dentro do exército, por soldados que testemunharam ou ouviram os detalhes do caso – e um deles, Ronald Ridenhour, escreveu a diversos integrantes do governo estadunidense, inclusive ao presidente Richard Nixon – e chegaram a órgãos de imprensa e às televisões. Jornalistas independentes conseguiram fotos dos assassinatos e as estamparam na mídia mundial, ajudando a aumentar o horror e os esforços dos pacifistas a pressionar o governo Nixon a se retirar do Vietnã.

Em março de 1970, 25 soldados foram indiciados pelo exército dos Estados Unidos por crime de guerra e ocultação de fatos e provas no caso de My Lai. Comparado pela mídia aos genocídios de Oradour-sur-Glane e Lídice durante a Segunda Guerra Mundial, que causou a condenação e execução de diversos oficiais nazistas, apenas o tenente William Calley, comandante do pelotão responsável pelas mortes, foi indiciado e julgado.

William Caley



Condenado à prisão perpétua, Calley foi perdoado dois dias depois da divulgação da sentença pelo presidente Nixon, cumprindo uma pena alternativa de três anos e meio em prisão domiciliar na base militar de Fort Benning na Geórgia.

Esse foi um dos muitos crimes de guerra perpetrados por soldados estadounidenses em várias guerras que participaram.


Fontes:

wikiédia.org
google.com
oglobo.globo.com
blog.editoracontexto.com


sexta-feira, 14 de março de 2025

 Tobias Barreto






Tobias Barreto (1839-1889) foi um filósofo, escritor e jurista brasileiro. Foi o líder do movimento intelectual, poético, crítico, filosófico e jurídico, conhecido como Escola do Recife, que agitou a Faculdade de Direito do Recife nas últimas décadas do século XIX. É o patrono da cadeira n.º 38 da Academia Brasileira de Letras.






Tobias Barreto de Meneses nasceu na Vila de Campos do Rio Real, hoje Tobias Barreto, no estado de Sergipe, no dia 7 de junho de 1839. Filho do escrivão Pedro Barreto de Menezes e de Emerenciana Barreto de Menezes iniciou os estudos em sua cidade natal.

Cidade de Tobias Barreto - Sergipe




Em 1851 mudou-se para a cidade de Estância, onde aprendeu latim com o padre Domingos Quirino. A partir de 1854 passou a dar aulas particulares de diversas matérias. Em 1857 foi nomeado para lecionar latim na vila de Itabaiana.

Em 1861, Tobias foi morar na Bahia e ingressou em um seminário, mas não se adaptou. Mudou-se para uma república de amigos em Salvador. Estudou filosofia e matérias preparatórias para o ingresso na universidade. Quando o dinheiro acabou, voltou para Vila de Campos.


Em 1864, Tobias mudou-se para a cidade do Recife e ingressou na Faculdade de Direito. O ambiente na cidade era muito intelectualizado e dominado pelos estudantes do curso jurídico. Entre os alunos estavam Rui Barbosa, Joaquim Nabuco e Castro Alves, com quem trocou desafios poéticos.



Se é Deus quem deixa o mundo
sob o peso que o oprime,
Se ele consente esse crime,
Que se chama a escravidão,
para fazer homens livres,
para arrancá-los do abismo,
Existe um patriotismo
Maior que a Religião.

Se não lhe importa o escravo
Que a seus pés queixas deponha,
Cobrindo assim de vergonha
A face dos anjos seus,
em delírio inefável,
praticando a caridade,
Nesta hora a mocidade
corrige o erro de Deus! (…)

Tobias Barreto procurava esquecer sua origem humilde, mas era mestiço e se achava descriminado pela cor da pele. Tentou casar com Leocádia Cavalcanti, mas não foi aceito pela família aristocrática da moça. Apaixonou-se por Adelaide do Amaral, artista portuguesa e casada, para quem declamava versos cheios de amor.

A Faculdade do Recife viveu tempos gloriosos sob a influência de Tobias Barreto, que junto com outros alunos, liderou um movimento sociocultural denominado “Escola do Recife”.

Nessa época, Tobias Barreto colaborou com os jornais: O Acadêmico, A Luta, A Regeneração, Correio Pernambucano, Diário de Pernambuco e o Jornal do Recife.

Ainda estudante, em 1868, casou-se com a filha do dono de um engenho e proprietários de terras da cidade de Escada, na região açucareira do Recife, e juntos tiveram um filho.


A residência em Escada durou cerca de dez anos. Ao voltar ao Recife, aos escassos proventos que recebia juntaram-se os problemas de saúde que acabaram por impedi-lo de sair de casa. Tentou uma viagem à Europa para restabelecer-se fisicamente. Faltavam-lhe os recursos financeiros para isso. No Recife abriram-se subscrições para ajudá-lo a custear-lhe as despesas. Em 1889 estava praticamente desesperado. Uma semana antes de morrer enviou uma carta a Sílvio Romero solicitando, angustiosamente, que lhe enviasse o dinheiro das contribuições que haviam sido feitas até 19 de junho daquele ano. Dias mais tarde falecia, em 27 de junho de 1889, hospedado na casa de um amigo.


Fontes:

ebiografia.com
wikipedia.org
google.com
andt.org.br

quinta-feira, 13 de março de 2025

Luiza Mahin — provavelmente nascida na primeira metade do século XIX (possivelmente em 1812) foi uma revolucionária do período colonial do Brasil, símbolo de resistência negra no país. Descrita por seu filho Luís Gama, Era mui bela e formosa, Era a mais linda pretinha, Da adusta Líbia rainha , e mesmo sem registros documentais, enquadra-se como uma personagem evidenciada na luta e resistência na sociedade escravista.






Sua origem hoje é compreendida na região da costa mina, na Nação Nagô Jeje, e seu sobrenome vem da tribo de onde se origina os Mahi, região da República do Benin. Liberta em 1812 continuou exercendo a função de quituteira na Bahia do Brasil Colonial, era conhecida por resistir e manter sua cultura e religião africana.

Luiza esteve envolvida na articulação de todas as revoltas e levantes de escravos que sacudiram a então Província da Bahia nas primeiras décadas do século XIX. De seu tabuleiro, eram distribuídas as mensagens em árabe, por isso, espalhava a mensagem da revolta por onde passava, tendo um papel importante na circulação de informações confidenciais durante esse processo, através dos meninos que pretensamente com ela adquiriam quitutes. Desse modo, esteve envolvida na Revolta dos Malês (1835) e na Sabinada (1837-1838). Sua casa foi transformada no quartel general destas revoltas.

Foi perseguida, logrando evadir-se para o Rio de Janeiro, onde foi encontrada, detida e, possivelmente, deportada para Angola,  de acordo com relatos de quem a conheceu. Não existe, entretanto, nenhum documento que comprove essa informação. Alguns autores acreditam que ela tenha conseguido fugir para o Maranhão, onde, com sua influência, tenha sido desenvolvido o tambor da crioula.

Apesar de sua origem e história controversa, o que se sabe vêm de relatos de seu filho, o escritor abolicionista Luís Gama.



A partir do texto de Gama, a figura de Mahin passou a constar em narrativas pretensamente historiográficas e obras de ficção. Muitos a colocam como líder da Revolta dos Malês, maior rebelião popular de escravizados da história, ocorrida em 1835 em Salvador. Mas não há consenso acerca disso e, diante da falta de registro, alguns historiadores chegam a acreditar até mesmo que ela tenha sido uma criação literária de Gama.


Luís Gama


"Nota-se que Gama não se refere especificamente à Revolta dos Malês, a mais importante rebelião de escravizados na Bahia, ocorrida em 1835. Porém, o fato de ele situar a mãe em Salvador, nessa mesma época, dá margem à especulação de que ela tenha se envolvido na insurreição", afirma o jornalista Gilvan Ribeiro, autor do recém-lançado livro Malês: A Revolta dos Escravizados na Bahia e seu Legado.

Ribeiro enfatiza que "o único registro historiográfico" sobre a personagem é a tal carta de Gama — escrita à guisa de uma breve autobiografia para a publicação de um perfil no Almanaque Literário de São Paulo em 1881.

"Na carta autobiográfica que escreveu, Gama afirmou que o nome de sua mãe era Luiza Mahin. Esse documento é, de certo modo, a ‘certidão de nascimento' dessa mulher que entrou para a memória histórica do povo negro brasileiro como uma grande referência na luta contra a escravidão", afirma a historiadora Aline Najara da Silva Gonçalves, autora do livro Luiza Mahin: Uma Rainha Africana no Brasil e da revista em quadrinhos Luiza Mahin: A Guerreira dos Malês.



Revolta dos Malês - 1835




"As controvérsias são por conta da ausência de outros documentos que reafirmem sua existência. Para além da carta de Luiz Gama, seu filho, o que temos são menções em obras literárias ou historiográficas, que não deixam evidentes as fontes que sustentam algumas informações", pontua Gonçalves.

A imagem de uma mulher como Luíza Mahin hoje nos inspira na construção dessa identidade, na luta por liberdade, na luta por cidadania, na luta pelo respeito, pela equidade para o povo negro no Brasil. Infelizmente, ainda temos uma sociedade que é estruturada no racismo, marcada pelo machismo. A imagem de uma mulher como Luíza Mahin nos inspira na insistência por melhores condições de vida para nosso povo, pela busca pela educação, inclusive uma educação antirracista”.



Fontes:

wikipedia.org
google.com
dw.com/pt
geledes.org.br
brasildefato.com.br

quarta-feira, 12 de março de 2025

Predicativo - sujeito e objeto

O predicativo do sujeito caracteriza o sujeito da oração, enquanto o predicativo do objeto caracteriza o objeto.


Predicativo do sujeito

Atribui uma característica ao sujeito
Liga-se ao sujeito por meio de um verbo de ligação
Ocorre em predicado nominal ou verbo-nominal.

Predicativo do objeto

Atribui uma característica ao objeto
Refere-se ao objeto direto ou indireto
Aparece apenas em um predicado verbo-nominal.


Exemplos:


"Ele está cansado"
"Nomearam ela presidente"
"O mundo está estranho"
"Fábio tornou-se honesto"
"Fábio partiu tranquilo"
"Fábio achou o carro pequeno"
"Os professores são ótimos"
"A turma adorou os professores novos"

O sujeito é o elemento que executa e/ou sofre a ação do verbo no enunciado. Já o predicado é o próprio enunciado feito, composto de verbo, objeto e complementos.


Diferença entre predicativo do sujeito e predicativo do objeto

A diferença entre predicativo do sujeito e predicativo do objeto é a atribuição da característica ser feita ao sujeito ou ao objeto.

Enquanto o predicativo do sujeito atribui uma característica ao sujeito, o predicativo do objeto atribui uma característica ao objeto.




Exemplos:

As professoras ficaram satisfeitas.

As professoras é o sujeito.
Ficaram é o verbo. Neste caso, ele é de ligação.
Satisfeitas é o predicativo do sujeito, porque está atribuindo uma característica ao sujeito "as professoras".



O verbo de ligação conecta o sujeito ao predicativo, indicando estado ou característica, sem ação. Alguns exemplos são: ser, estar, parecer. "Ela é feliz" (ser indica estado de felicidade permanente), "Ela parece cansada" (parecer indica um estado aparente).

Assim, os verbos de ligação, também chamados de verbos copulativos ou verbos não nocionais, têm como função ligar o sujeito da oração às suas características. Estes, portanto, não indicam uma determinada ação (verbos nocionais), e sim um estado ou modo do sujeito.

As professoras deixaram as crianças satisfeitas.

As professoras é o sujeito.
Deixaram é o verbo. Neste caso, ele é transitivo direto.
As crianças é o objeto direto, que completa o sentido do verbo "deixaram".
Satisfeitas é o predicativo do objeto, porque está atribuindo uma característica ao objeto direto "as crianças".



O predicativo do objeto qualifica ou classifica o objeto da oração.


Pode ser formado por adjetivos, locuções adjetivas, substantivos e locuções substantivas.


Ocorre em predicados verbo-nominais, ou seja, predicados com dois núcleos: um nominal e um verbal.


É diferente do predicativo do sujeito, sendo que este qualifica o sujeito da oração.


É diferente do adjunto adnominal, sendo que este está sintaticamente atrelado ao termo que acompanha.


Fontes:

todamateria.com.br
mundoeducacao.uol.com.br
querobolsa.com.br
wikipedia.org

Vamos falar hoje de objeto direto e objeto indireto. O objeto direto e o indireto são termos integrantes da oração que completam o se...