segunda-feira, 6 de agosto de 2018

Hoje vamos falar de literatura árabe.

A Lenda das Histórias das Mil e Uma Noites de Sharazade.



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As Mil e Uma Noites (em árabe: كتاب ألف ليلة وليلة إبله; .: Quitâb 'alf laila ua-laila, "O Livro das Mil e Uma Noites"); em  é uma coleção de histórias e contos populares originárias do Médio Oriente e do sul da Ásia e compiladas em língua árabe a partir do século IX. No mundo moderno ocidental, a obra passou a ser amplamente conhecida a partir de uma tradução para o francês realizada em 1704 pelo orientalista Antoine Galland, transformando-se num clássico da literatura mundial.




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Conta a lenda que na antiga Pérsia o Rei Shariar descobre que foi traído pela esposa, que tinha um servo por amante, o Rei despeitado e enfurecido matou os dois. Depois, toma uma terrível decisão: todas as noites, casar-se-ia com uma nova mulher e, na manhã seguinte, ordenaria a sua execução, para nunca mais ser traído. Assim procede ao longo de três anos, causando medo e lamentações em todo o Reino.


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                                        Ali Babá e os quarenta ladrões




Um dia, a filha mais velha do primeiro-ministro, a bela e astuta Sherazade, diz ao pai que tem um plano para acabar com a barbaridade do Rei. Todavia, para aplicá-lo, necessita casar-se com ele. Horrorizado, o pai tenta convencer a filha a desistir da ideia, mas Sherazade estava decidida a acabar de vez com a maldição que aterrorizava a cidade.


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                                   Simbad, o marujo


E assim acontece, Sherazade casa-se com o Rei.


Terminada a breve cerimônia nupcial, o rei conduziu a esposa a seus aposentos, mas, antes de trancar a porta, ouviu uma ruidosa choradeira. “Oh, Majestade, deve ser minha irmãzinha, Duniazade”, explicou a noiva. “Ela está chorando porque quer que eu lhe conte uma história, como faço todas as noites. Já que amanhã estarei morta, peço-lhe, por favor, que a deixe entrar para que eu a entretenha pela última vez!”



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Sem esperar resposta, a jovem abriu a porta, levou a irmã para dentro, instalou-a no tapete e começou: “Era uma vez um mágico muito malvado...”. Furioso, Shariar se esforçou ao máximo para impedir a narrativa; resmungou, bufou, tossiu, porém as duas irmãs o ignoraram. Vendo que de nada adiantava sua estratégia, ele ficou quieto e se pôs a ouvir o relato de Sherazade, meio distraído no início, profundamente interessado após alguns instantes. A pequena Duniazade adormeceu, embalada pela voz suave da rainha. O soberano permaneceu atento, visualizando mentalmente as cenas de aventura e romance descritas pela esposa. De repente, no momento mais empolgante, Sherazade silenciou. “Continue!”, Shariar ordenou. “Mas o dia está amanhecendo, Majestade! Já ouço o carrasco afiar a espada!” “Ele que espere”, declarou o rei. Shariar se deitou e logo dormiu profundamente. Despertou ao anoitecer e ordenou à esposa que concluísse o relato, mas não se deu por satisfeito. “Conte-me outra!” 


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                                   As botas de Abu-Kassin


Sherazade com sua voz melodiosa começou a contar histórias de aventuras de reis, de viagens fantásticas de heróis e de mistérios. Contava uma história após a outra, deixando o Sultão maravilhado.


Sem que Shariar percebesse, as horas passaram e o sol nasceu. Sherazade interrompeu uma história na melhor parte e disse:
- Já é de manhã, meu senhor!



O rei interessado na história, deixou Sherazade no palácio para mais uma noite.


E assim Sherazade fez o mesmo naquela noite, contou-lhe mais histórias e deixou a última por terminar. Sempre alegre, ora contava um drama, ora contava uma aventura, às vezes um enigma, em outras uma história real.


Dessa forma se passaram dias, semanas, meses, anos. E coisas estranhas aconteceram. Sherazade engordou e de repente recuperou seu corpo esguio. Por duas vezes ela desapareceu durante várias noites e retornou sem dar explicação, e o rei tampouco lhe perguntou nada.


Certa manhã ela terminou uma história ao surgir do sol e falou: “Agora não tenho mais nada para lhe contar. Você percebeu que estamos casados há exatamente mil e uma noites?” Um ruído lhe chamou a atenção e, após uma breve pausa, ela prosseguiu; “Estão batendo na porta! Deve ser o carrasco. Finalmente você pode me mandar para a morte!”.


Quem entrou nos aposentos reais foi, porém, Duniazade, que ao longo daqueles anos se transformara numa linda jovem. Trazia dois gêmeos nos braços, e um bebê a acompanhava, engatinhando. “Meu amado esposo, antes de ordenar minha execução, você precisa conhecer meus filhos”, disse Sherazade. “Aliás, nossos filhos. Pois desde que nos casamos eu lhe dei três varões, mas você estava tão encantado com as minhas histórias que nem percebeu nada...” Só então Shariar constatou que sua amargura desaparecera. Olhando para as crianças, sentiu o amor lhe inundar o coração como um raio de luz. Contemplando a esposa, descobriu que jamais poderia matá-la, pois não conseguiria viver sem ela.


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Assim, escreveu a seu irmão e lhe propondo que se casasse com Duniazade. O casamento se realizou numa dupla cerimônia, pois Shariar esposou Sherazade pela segunda vez, e os dois reis reinaram felizes até o fim de seus dias.


Podemos concluir por essa história contada por Sherazade que, "A liberdade se conquista com o exercício da criatividade."


Observação: Entre as histórias contadas por Sherazade ao Rei estavam "Aladim e a Lâmpada Maravilhosa", "Simbad, o Marujo" ,"Ali Babá e os Quarenta Ladrões" e muitas outras.


Fontes:
miniweb.com.br/cantinho/infantil
wikipedia.org
google.com.br


domingo, 5 de agosto de 2018

Olá, pessoal!

Hoje vamos falar de uma das maiores obras literárias da América Latina, chamada de "Canto Geral" de Pablo Neruda.



PABLO NERUDA




Ricardo Eliecer Naftali Reyes y Basoalto,mais conhecido como Pablo Neruda, poeta chileno (1904-1973) vencedor do Prêmio Nobel de Literatura em 1971. 
Ao justificar o prêmio a Academia Sueca disse: “Por sua obra poética, que, com o efeito de uma força natural, vitaliza o destino e os sonhos de um continente”

Canto geral é o livro mais importante, de Neruda, e em escala de grandeza, e por sua importância se iguala à Divina Comédia de Dante Alighiere, Lusíadas de Camões e o Paraíso Perdido de Milton.

O livro é composto de 231 poemas, e versa sobre diversos assuntos. Foi escrito numa época conturbada da vida do poeta, quando ele era perseguido no Chile por seus ideais comunistas, e foi obrigado a se exiliar na Itália.

O livro foi lançado em 1950 de forma oficial no México e de forma clandestina no Chile.

Filiado ao partido comunista, Neruda sempre lutou contra as injustiças sociais, e pela igualdade e liberdade.

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A Obra de 15 cantos é uma elegia ao povo da América Latina, descrevendo seu sofrimento, suas alegrias, suas belezas, suas histórias, suas culturas  e seus amores.


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O Canto I da obra Canto Geral é "Lâmpada Mágica", do qual destacamos um enxerto do poema "Algumas Bestas"

 Era o crepúsculo do iguano.
 Da arco irisada rosácea
 sua língua como um dardo fundia-se na verdura,
 o formigueiro monacal pisava 
com melodioso pé a selva, 
o guanaco fino como o oxigênio
 nas largas alturas pardas 
ia calçando botas de ouro,
 enquanto a lhama abria cândidos
 olhos na delicadeza do mundo cheia de rocio.
 Os macacos trançavam um fio 
interminavelmente erótico.

O canto II - "Alturas de Machu Picchu."


Machu Picchu Pictures, Photos, History & Facts -


Do ar ao ar como uma rede vazia,
 ia eu entre as ruas e a atmosfera chegando e despedindo,
    no advento do outono a moeda estendida
 das folhas, e entre a primavera e as espigas,
 o que maior amor, como dentro duma luva
 que cai, nos entrega qual uma longa lua.


O Canto III "Os Conquistadores"

Chegam pelas ilhas (1493)
 Os carniceiros desolaram as ilhas
. Guanahaní foi a primeira
 nesta história de martírios. 
Os filhos da argila viram partido
 seu sorriso, ferida 
sua frágil estatura de gamos,
 e nem mesmo na morte entendiam. 

Canto IV "Os Libertadores"


Bolívar e Martin



Esta é a árvore dos livres.
 A árvore terra, a árvore nuvem.
 A árvore pão, a árvore flecha,
 a árvore punho, a árvore fogo.
 Afoga-a a água tempestuosa
de nossa época noturna,
 mas seu mastro faz balançar
o círculo de seu poder.

E assim segue-se a obra, de grande beleza poética e artística.

Canto V - A areia traída


Brasil 
Brasil, o Dutra, o pavoroso 
Peru das terras quentes,
 Engordado pelos amargos
 Ramos do ar venenoso:
 Sapo dos negros lameiros
 De nossa lua americana: 
Botões dourados, olhinhos 
De rato cinzento arroxeado:


Canto VI - América, não invoco o teu nome em vão
Canto VII - Canto Geral do Chile
Canto VIII - Terra se chama Juan
Canto IX - Que acorde o lenhador
Canto X - O Fugitivo
Canto XI - As Flores de Punataqui
Canto XII - Rios do Canto
Canto XIII - Coral de Ano Novo para Pátria em trevas
Canto XIV - O Grande Oceano
Canto XV - Eu sou


XXIII 
Testamento (I) 
Deixo aos sindicatos 
do cobre, do carvão e do salitre
 a minha casa junto ao mar de Isla Negra.
 Quero que lá repousem os maltratados filhos
 da minha pátria, saqueada por machados e traidores,
desbaratada em seu sangue sagrado,
 consumida em vulcânicos farrapos. 


Fontes:
apagina.pt
dialogosliterarios.files.wordpress.com/2014/11/canto-geral.pdf
travessa.com.br/canto-geral




sábado, 4 de agosto de 2018

Abordaremos hoje do romance Madame Bovary do escritor francês Gustave Flaubert.



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O romance conta a história de Emma, uma jovem sonhadora, criada no campo e educada em um convento. De alma burguesa, bonita e requintada para os padrões provincianos, aprendeu a ver a vida através da literatura sentimental. Com a cabeça cheia de fantasias românticas e disposta a sair do campo, casa-se com Charles, um médico interiorano sem nenhuma ambição. Pouco tempo depois do casamento, Emma se dá conta de que a vida de casada não era aquele sonho maravilhoso retratado nos livros que lia. Nem mesmo o nascimento da filha consegue deixá-la menos entediada e frustrada com a vida que escolhera. Sentia-se infeliz, cansada do marido, pois sabia que Charles jamais conseguiria satisfazer seus desejos de amor. Emma, cada vez mais angustiada e deprimida, busca no adultério uma forma de encontrar a liberdade e a felicidade. Decepcionada com o marido e com os amantes, Emma dá fim a própria vida tomando arsênico. Charles só descobre que foi traído depois da morte da esposa, quando encontra no fundo de uma gaveta as cartas de Léon e Rodolphe, amantes de Emma. O sofrimento de Charles é tão grande que ele acaba morrendo. Berthe, a filha do casal, vê o pai com “a cabeça caída para trás e encostada à parede, os olhos fechados, a boca aberta (...) E acreditando que ele estava a brincar empurrou-o levemente. Caiu no chão. Estava morto”.

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                                      Gustave Flaubert


O romance chocou a sociedade francesa da época por seu realismo, o que levou o escritor aos Tribunais, acusado de retratar alguma dama da sociedade parisiense.




Acusado de ofensa à moral e à religião, num processo contra o autor e também contra Laurent Pichat, diretor da revista Revue de Paris, em que a história foi publicada pela primeira vez, em episódios e com alguns pequenos cortes.

A Sexta Corte Correcional do Tribunal do Sena absolveu Flaubert, mas o mesmo procedimento não foi adotado pelos críticos puritanos da época, que não perdoaram o autor pelo tratamento cru que ele tinha dado, no romance, ao tema do adultério, pela crítica ao clero e burguesia.


No julgamento disse a famosa frase : "Emma Bovary c´est moi"


O romance é um dos expoentes do realismo francês, e foi levado ao cinema.

Foi criado em psicologia o termo "Síndrome de Madame Bovary"

As pessoas com essa síndrome, não sabem ficar sozinhas, mal saem de um relacionamento já procuram outro.

Estão sempre insatisfeitas e à procura do amor ideal. Quando estão apaixonadas, eles ficam obcecadas não pelo parceiro mas pela idealização que fazem dele.

Madame Bovary - filme 2015


Devido a sua eterna insatisfação, estão sempre procurando novos amores, o que as levam à infidelidade.

Fontes:
wikipedia.org
amenteemaravilhosa.com.br/sindrome-de-madame-bovary
youtube.com
google.com.br

sexta-feira, 3 de agosto de 2018

Olá, pessoal !

Hoje vamos falar de como a ignorância, o medo e a superstição podem levar o ser humano a praticar os atos mais abomináveis possíveis.

Refiro-me ao fato histórico conhecido como as Bruxas de Salém.



O ano era 1692, a localidade era uma pequena cidade chamada de Salem no Massachusetts Estados Unidos.



O medo da bruxaria começou quando uma escrava negra chamada Tituba contou algumas histórias vudus (religião tradicional da África Ocidental) a amigas, que, por esse pacto, tiveram pesadelos. Um médico que foi chamado para as examinar declarou que as moças deveriam estar "embruxadas".

Os julgamentos de Tituba e de outras foram realizados perante o juiz Samuel Sewall. Cotton Mather, um pregador colonial que acreditava em bruxaria, encarregou-se das acusações. O medo da bruxaria durou cerca de um ano, durante o qual vinte pessoas, na sua maioria mulheres, foram declaradas culpadas de realizar bruxaria e executadas. Um dos homens, Giles Corey, morreu de acordo com o bárbaro costume medieval de comprimir a vítima por rochas, com uma tábua sobre o seu corpo, até sua morte ao fim de 3 dias. Foram presas cerca de cento e cinquenta pessoas. Mais tarde, o juiz Sewall confessou que as suas sentenças haviam sido um erro. Há suspeitas de que foram intoxicadas pelo consumo do esporão-de-centeio, um fungo que se extrai alcaloides na produção de produtos medicinais incluindo o LSD.

As principais testemunhas da acusação foram as primas Elizabethe "Betty" Parris e Abigail Williams com, respectivamente, 9 e 11 anos.



Mais de 200 mulheres foram acusadas de praticar bruxarias e de fazer pacto com o tinhoso. Dessas, 20 foram mortas. Depois de algum tempo, o governo admitiu que matar essas mulheres foi um engano e até buscou maneiras de recompensar as famílias das vítimas, mas essas execuções continuam a repercutir até hoje.

Assim como no início do Período Moderno, em 1692 uma onda cristã espalhou a ideia de que o demônio estava solto em Salem, fazendo acordo com bruxas em troca da lealdade dessas mulheres. Um pouco antes, em 1689, ingleses e franceses disputavam território em colônias norte-americanas na chamada Guerra dos Nove Anos ou, ainda, Guerra do Rei William.

O conflito deixou grandes estragos no norte do estado de Nova York, nos EUA, e em Nova Escócia e Quebec, no Canadá. Como é de se esperar em casos de guerra, muitos refugiados procuraram abrigo em outras cidades, sendo que várias pessoas foram para a então Salem Village, hoje Salem.






A chegada dos refugiados abalou a economia local, aumentando ainda mais a rivalidade entre as famílias ricas da cidade e as que dependiam da agricultura. Na época, o primeiro ministro de Salem Village era Samuel Parris, conhecido por ser rígido e ganancioso.

Pulando para janeiro de 1692, chegamos ao momento em que tanto a filha de Parris, Elizabeth, com nove anos, quanto a sobrinha dele, Abigail Williams, de 11 anos, começaram a apresentar comportamentos estranhos. As meninas se contorciam, gritavam, arremessavam objetos, faziam sons bizarros e, por causa disso, foram examinadas por um médico.

O veredito do especialista? Eventos sobrenaturais, é claro. Na mesma época, outra criança, Ann Putnam, de 11 anos de idade, teve os mesmos sintomas que as garotas avaliadas pelo médico. Pressionadas por Jonathan Corwin e John Hathorne, magistrados, as garotas acabaram acusando três mulheres de bruxaria: Tituba, que era escrava de Parris; Sarah Good, uma moradora de rua; e Sarah Osborne, uma idosa pobre.



Tituba foi a única a dizer que tinha feito um pacto com o demônio, afirmando ter assinado um livro e garantindo que mais bruxas estavam espalhadas por Salem, com o objetivo de acabar com os puritanos. As três acusadas acabaram presas.
As declarações de Tituba causaram furor em toda a cidade. Ao mesmo tempo, outra acusada de bruxaria, Martha Corey, causou ainda mais pânico. O motivo? Ela era cristã e participava ativamente da igreja local, ou seja: se até ela era uma bruxa, qualquer uma poderia ser. Em abril do mesmo ano, os tribunais de Salem julgavam dezenas de acusadas de bruxaria – nessa época até mesmo a filha de Sarah Good, uma garotinha de apenas quatro anos de idade, serviu como testemunha.
O número de acusadas não parava de crescer e, no dia 27 de maio de 1692, o governador William Phipps criou um tribunal especialmente para os casos de bruxaria. O primeiro julgamento foi o de Bridget Bishop, acusada de bruxaria por ser fofoqueira e promíscua. Ainda que tenha dito que não tinha qualquer envolvimento com bruxaria, ela acabou sendo considerada culpada e se tornou, no dia 10 de junho, a primeira pessoa enforcada sob a acusação de bruxaria.
Diante do clima de insensatez criado na região coube ao governador do Estado, William Phillips, diante da acusação de sua própria esposa de acabar os julgamentos.
Anos mais tarde, descobriu-se que o ataque das meninas foi provocado por um fungo que havia nos cereais.
Em 1711, as famílias dos acusados receberam uma indenização de 600 libras.

A triste história das Bruxas de Salem serviu de inspiração para filmes, livros e peças de teatro.

Fontes:
wikipedia.org
youtube.com.br
megacurioso.com.br

quinta-feira, 2 de agosto de 2018


Olá, pessoal !


Hoje vamos falar do livro Capitães de Areia de Jorge Amado.





O livro do escritor baiano Jorge Amado retrata o cotidiano de um grupo de meninos de rua, procura mostrar não apenas os assaltos e as atitudes violentas de sua vida bestializada, mas também as aspirações e os pensamentos ingênuos, comuns a qualquer criança.


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                                              Jorge Amado


No início da obra há uma série de reportagens fictícias que explicam a existência de um grupo de menores abandonados e marginalizados que aterrorizam a cidade de Salvador e é conhecido por Capitães da Areia. 

O chefe do grupo Capitães da Areia é um jovem chamado Pedro Bala, um menino loiro e filho de um grevista morto no cais. Tinha ido parar na rua por volta dos cinco anos de idade e desde jovem já se mostrava corajoso e o mais capacitado a se tornar o líder das crianças. 

Uma dos meninos é conhecido como Professor, que sabia ler e passava as noites lendo livros à luz de vela. Algumas vezes ele lia as histórias para os outros do grupo ou então criava as suas próprias narrativas a partir do que lera. Outra personagem que compõe o grupo é Gato, conhecido assim por ser tido como um dos mais bonitos ali. 

Outra personagem que merece destaque é Sem Pernas, um menino que uma vez fora pego pela polícia e por isso passou a ser um jovem amargo e que odiava a tudo. Por ser manco, às vezes era usado nos assaltos a casas: ele batia nas portas das casas dizendo que era um órfão aleijado e pedia ajuda. Ganhando confiança dos moradores, ele descobria o que tinha de valor na casa e depois relatava aos Capitães da Areia.

Outros personagens do grupo eram Volta Seca, Dora,  João Grande, Pirulito e Boa Vida.

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Uma doença grave, varíola,  conhecida como alastrim se espalha pela cidade matando muitas pessoas carentes de vacinas ou de atendimento médico.

O livro é um retrato social da vida levada por crianças abandonadas em Salvador, que fazem de tudo, inclusive pequenos furtos para poder sobreviver à margem da sociedade que os torna invisíveis.



O romance foi traduzido em diversos idiomas, e foi levado para TV numa minissérie na Band e para o cinema.


Fontes:
guiadoestudante.abril.com.br
google.com.br
wikipedia.org
youtube.com




quarta-feira, 1 de agosto de 2018

Olá, pessoal !


Hoje vamos falar de um autor muito pedido no Enem e em vestibulares: Carlos Drumond de Andrade.

Carlos Drummond de Andrade

Carlos Drummond de Andrade (1902–1987) foi um poeta brasileiro. "No meio do caminho tinha uma pedra / tinha uma pedra no meio do caminho". Este é um trecho de uma das poesias de Drummond, que marcou o 2º Tempo do Modernismo no Brasil. Foi um dos maiores poetas brasileiros do século XX.

Carlos Drummond
                    Casa em Itabira (MG) onde nasceu Drumond

Outras de suas poesias famosas é "José"

José

E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
e agora, você?
você que é sem nome,
que zomba dos outros,
você que faz versos,
que ama, protesta?
e agora, José?


Em 1928 publica "No Meio do Caminho", na Revista de Antropofagia de São Paulo, provocando um escândalo, com a crítica da imprensa. Diziam que aquilo não era poesia e sim uma provocação, pela repetição do poema. Como também pelo uso de "tinha uma pedra" em lugar de "havia uma pedra". Ainda nesse ano, ingressa no serviço público como auxiliar de gabinete da Secretaria do Interior.

Em 1930 publica o volume "Alguma Poesia", abrindo o livro com o "Poema de Sete Faces", que se tornaria um dos seus poemas mais conhecidos: "Mundo mundo, vasto mundo se eu me chamasse Raimundo seria uma rima, não seria uma solução". Faz parte do livro também, o polêmico "No Meio do Caminho", "Cidadezinha Qualquer" e "Quadrilha". Em 1934 muda-se para o Rio de Janeiro e assume a chefia de gabinete do Ministério da Educação, do ministro Gustavo Capanema. Em 1942 publica seu primeiro livro de prosa, "Confissões de Minas".

Quadrilha

João amava Teresa que amava Raimundo
que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili
que não amava ninguém.

João foi para os Estados Unidos, Teresa para o convento,
Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia,
Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes
que não tinha entrado na história.





Também já fui brasileiro

Eu também já fui brasileiro 
moreno como vocês. 
Ponteei viola, guiei forde 
e aprendi na mesa dos bares 
que o nacionalismo é uma virtude. 
Mas há uma hora em que os bares se fecham 
e todas as virtudes se negam.

Eu também já fui poeta. 
Bastava olhar para mulher, 
pensava logo nas estrelas 
e outros substantivos celestes. 
Mas eram tantas, o céu tamanho, 
minha poesia perturbou-se.

Eu também já tive meu ritmo. 
Fazia isso, dizia aquilo. 
E meus amigos me queriam, 
meus inimigos me odiavam. 
Eu irônico deslizava 
satisfeito de ter meu ritmo. 
Mas acabei confundindo tudo. 
Hoje não deslizo mais não, 
não sou irônico mais não, 
não tenho ritmo mais não.


Poema de sete faces


Quando nasci, um anjo torto 
desses que vivem na sombra 
disse: Vai, Carlos! ser gauche na vida.


As casas espiam os homens 
que correm atrás de mulheres. 
A tarde talvez fosse azul, 
não houvesse tantos desejos.


O bonde passa cheio de pernas: 
pernas brancas pretas amarelas. 
Para que tanta perna, meu Deus, pergunta meu coração. 
Porém meus olhos 
não perguntam nada.


O homem atrás do bigode 
é sério, simples e forte. 
Quase não conversa. 
Tem poucos, raros amigos 
o homem atrás dos óculos e do -bigode,


Meu Deus, por que me abandonaste 
se sabias que eu não era Deus 
se sabias que eu era fraco.


Mundo mundo vasto mundo, 
se eu me chamasse Raimundo 
seria uma rima, não seria uma solução. 
Mundo mundo vasto mundo, 
mais vasto é meu coração.


Eu não devia te dizer 
mas essa lua 
mas esse conhaque 
botam a gente comovido como o diabo. 
 

 De Alguma poesia (1930)





Poeta da Segunda Geração Modernista, a maior figura da “Geração de 30”, embora tenha escrito ótimos contos e crônicas, Drummond se destacou como poeta, quando produziu uma poesia de questionamento em torno da existência humana, do sentimento de estar no mundo, da inquietação social, religiosa, filosófica, amorosa etc. Seu estilo poético é permeado por traços de ironia, observações do cotidiano, de pessimismo diante da vida e de humor. Drummond fazia verdadeiros "retratos existenciais" e os transformava em poemas com incrível maestria. Carlos Drummond de Andrade foi também tradutor de autores como Balzac, Federico Garcia Lorca e Molière.


Fontes:
wikipedia.org
passeiweb.com
ebiografia.com
culturagenial.com

Vamos falar hoje de objeto direto e objeto indireto. O objeto direto e o indireto são termos integrantes da oração que completam o se...