quarta-feira, 6 de agosto de 2025

Hoje faz 80 anos domais mortal ataque a uma população civil e um dos maiores crimes de guerra perpetrado em todos os tempos.


Em 6 de Agosto de 1945, uma segunda-feira ensolarada um  bombardeiro americano B-29 lançou sobre Hiroshima, no oeste do Japão, a primeira bomba atômica direcionada contra uma área habitada.





A fissão da bomba de urânio gerou uma destruição que resultou na morte instantânea de cerca de 80 mil pessoas. Os sobreviventes ficaram completamente deformados e com ferimentos e queimaduras gravíssimas no corpo. Além disso, aqueles que sobreviveram, absorveram quantidades altíssimas de radiação, e, em poucos dias, morreram repentinamente. Outras pessoas tiveram que conviver pelo resto de suas vidas com doenças gravíssimas causadas pela radiação, como o câncer ou feridas que não cicatrizavam.





A primeira coisa que muitos moradores de Hiroshima viram na manhã de 6 de agosto de 1945 foi uma "intensa bola de fogo", segundo os termos do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV).


"Little Boy", a bomba atômica que explodiu quase 600 metros sobre a cidade, tinha uma potência próxima a 15.000 toneladas de TNT.



O lançamento das bombas atômicas contra civis em Hiroshima e Nagasaki é considerado atualmente um crime de guerra hediondo cometido pelos Estados Unidos.

Além das milhares de mortes, as guerras e conflitos armados trazem para as pessoas, todos os seres vivos e o meio ambiente graves consequências.

O lançamento das bombas nucleares sobre as cidades de Hiroshima e Nagasaki gerou consequências catastróficas, que perduram até hoje devido à exposição às radiações. Muitos dos sobreviventes desenvolveram diversos tipos de câncer. Os filhos de sobreviventes nasceram com mutações genéticas graves. O meio ambiente sofreu com a radiação das bombas: após o lançamento da bomba em Hiroshima, absolutamente tudo, em um raio de dois quilômetros, foi completamente destruído pela explosão, matando imediatamente cerca de 80 mil pessoas. Uma nuvem de poeira cinza e marrom, no formato de um cogumelo surgiu no céu, devastando tudo no caminho. Hiroshima ficou totalmente às escuras, pois o sol ficou encoberto, desaparecendo e uma chuva negra radiativa caiu sobre a cidade, se espalhando pelas águas e se infiltrando no solo. Até o fim do ano de 1945, mais 60 mil pessoas aproximadamente morreram vítimas dos efeitos da explosão nuclear.






A justificativa do EUA é que sem o lançamento da bomba, mais vidas seriam perdidas com o recrudescimento da guerra. Hoje sabemos, no entanto, que a intenção foi mostrar para o mundo uma nova arma poderosa e destruidora, que mostraria o avanço tecnológico e criaria pânico no resto do mundo.



Fontes:

wikiédia.org
google.com
semil.sp.gov.br/educacaoambiental
o tempo com.br

terça-feira, 5 de agosto de 2025

 Bartolomeu Dias







Bartolomeu Dias foi um navegador português do século XV e o primeiro europeu a cruzar o cabo da Boa Esperança, no sul da África.

Por apresentar grande importância para a história de Portugal, ele é citado nas obras de dois poetas portugueses: Luiz de Camões e Fernando Pessoa.





Em 1486, o rei Dom João II nomeou Bartolomeu Dias Capitão Mor de uma esquadra marítima. Havia duas caravelas e uma naveta de apoio, que levava os mantimentos.

Sendo assim, partiu de Lisboa em agosto de 1487, no comando de três navios.

O intuito era estabelecer relações de paz com Prestes João, um rei cristão africano. Além disso, tinha como objetivo descobrir as rotas marítimas para as Índias, facilitando a ligação entre o Oceano Atlântico e Índico.

Nessa empreitada, em 1488, ele descobriu e passou pelo Cabo da Boa Esperança (ou Cabo das Tormentas) contornando o continente africano, até chegar no Oceano Índico. Algo que ainda nenhum europeu tinha feito.


Cabo da Boa Esperança e o Gigante Adamastor




O nome “Cabo das Tormentas” foi cunhado por Bartolomeu Dias posto que enfrentou diversos dias de tempestades no mar, cerca de duas semanas.
Dom João II, feliz com a notícia de que Portugal havia encontrado um caminho marítimo para as Índias, trocou o nome para “Cabo da Boa Esperança”.

Bartolomeu Dias é citado em Os Lusíadas como o navegador que dobrou o Cabo das Tormentas, um feito crucial para a narrativa da viagem de Vasco da Gama às Índias, embora não seja um personagem central da obra.

Bartolomeu Dias também fez parte da esquadra de Pedro Alvares Cabral, que descobriu o Brasil.

Após passar pelas costas brasileiras, a caminho da Índia, Bartolomeu Dias morreu quando sua caravela naufragou, ironicamente, no cabo da Boa Esperança. Frágil, a caravela era um barco rápido, pequeno e de fácil manobra. Em caso de necessidade, podia ser movida a remo.

Bartolomeu Dias morreu em 29 de maio de 1500, um mês e sete dias fazer parte da expedição que descobriu o Brasil.




Fontes:

wikipedia.org
google.com
todamateria.com.br
engtender.net.br
editoraunisv.com.br

segunda-feira, 4 de agosto de 2025

Os Lusíadas - Luís Vaz de Camões





Os Lusíadas é considerada a maior obra da Literatura portuguesa.

É um poema épico decassílabo ( dez sílabas poéticas) , dividido em dez cantos, publicado em 1572.





O tema central da obra é o descobrimento do caminho marítimo para a Índia. Para o seu tratamento literário, Camões criou uma história mitológica onde seres sobrenaturais - os deuses - contribuem para a evolução da ação, alguns opondo-se à viagem de Vasco da Gama, outros favorecendo-a. Ao mesmo tempo, são evocadas por Vasco da Gama ao rei de Melinde as glórias da nacionalidade, numa síntese da História de Portugal. Geralmente, no início e no fim dos cantos, o poeta faz diversas considerações revelando as suas opiniões, reflexões e críticas.


As armas e os Barões assinalados
Que da Ocidental praia Lusitana
Por mares nunca de antes navegados
Passaram ainda além da Taprobana,
Em perigos e guerras esforçados
Mais do que prometia a força humana,
E entre gente remota edificaram
Novo Reino, que tanto sublimaram;


2

E também as memórias gloriosas
Daqueles Reis que foram dilatando
A Fé, o Império, e as terras viciosas
De África e de Ásia andaram devastando,
E aqueles que por obras valerosas
Se vão da lei da Morte libertando,
Cantando espalharei por toda parte,
Se a tanto me ajudar o engenho e arte.


3

Cessem do sábio Grego e do Troiano
As navegações grandes que fizeram;
Cale-se de Alexandro e de Trajano
A fama das vitórias que tiveram;
Que eu canto o peito ilustre Lusitano,
A quem Neptuno e Marte obedeceram.
Cesse tudo o que a Musa antiga canta,
Que outro valor mais alto se alevanta.

Nessas primeiras três estrofes, o poeta português enaltece as glórias e conquistas lusitanas e afirma que superam em muito as epopeias gregas e romanas, e seus heróis:

Alexandre, o Grande: Rei da Macedônia, conhecido por suas conquistas militares que abrangeram a Grécia, Egito, Próximo e Médio Oriente.

Trajano: Imperador romano, famoso por suas conquistas militares, incluindo a anexação da Dácia (atual Romênia) e a expansão do Império Romano.

Em "Os Lusíadas", o sábio grego é Ulisses, e o sábio troiano é Eneias. Ulisses é o herói da Odisseia, conhecido por sua astúcia e viagens, enquanto Eneias é o herói da Eneida, conhecido por sua piedade e fundação de Roma. Ambos são figuras importantes da literatura clássica e servem como exemplos de heróis que Camões contrapõe aos portugueses, mostrando que a bravura e as conquistas dos navegadores portugueses superam as dos heróis antigos.

Para Camões, nenhuma aventura se compara a saga vivida por Vasco da Gama e nas conquistas portuguesas.


O narrador relata as conquistas dos reis portugueses, que “foram dilatando/ A Fé, o Império, e as terras viciosas/ De África e de Ásia andaram devastando”. Porém, antes, ele segue a convenção epopeica e, no canto I, pede inspiração ou invoca as tágides, que seriam as ninfas do rio Tejo, em Portugal:


Dai-me agora um som alto e sublimado,

Um estilo grandíloco e corrente,

Por que de vossas águas Febo ordene

Que não tenham enveja às de Hipocrene.


Além disso, o narrador dedica seus versos a D. Sebastião (1554-1578), rei de Portugal. Em alguns momentos da obra, ele também se dirige ao monarca como seu interlocutor. Para tornar a saga portuguesa ainda mais sublime, mostra que os lusos são protegidos pelos deuses do Olimpo, em clara referência à cultura greco-latina, como mostram estas palavras de Júpiter:

— “Eternos moradores do luzente,

Estelífero Polo e claro Assento:

Se do grande valor da forte gente

De Luso não perdeis o pensamento,

Deveis de ter sabido claramente

Como é dos Fados grandes certo intento

Que por ela se esqueçam os humanos

De Assírios, Persas, Gregos e Romanos.



Assim, no prólogo, o narrador apresenta o herói da epopeia, ou seja, Vasco da Gama (1469-1524):

Vasco da Gama, o forte Capitão,

Que a tamanhas empresas se oferece,

De soberbo e de altivo coração,

A quem Fortuna sempre favorece,

Pera se aqui deter não vê razão,

Que inabitada a terra lhe parece.

Por diante passar determinava,

Mas não lhe sucedeu como cuidava.


O capitão e os lusitanos são cristãos invencíveis e travam guerra contra os mouros, que tentam enganar os portugueses. A frota encontra terras onde os heróis vivem aventuras e perigosos, até chegar finalmente à Índia, que é o objetivo desde o começo. O narrador da obra é observador, ou seja, não é onisciente, pois necessita da ajuda dos deuses para narrar:

Agora tu, Calíope, me ensina

O que contou ao Rei o ilustre Gama;

Inspira imortal canto e voz divina

Neste peito mortal, que tanto te ama.

Assi o claro inventor da Medicina,

De quem Orfeu pariste, ó linda Dama,

Nunca por Dafne, Clície ou Leucotoe,

Te negue o amor devido, como soe.


A narrativa que Vasco da Gama faz ao rei de Melinde tem o objetivo de mostrar a grandeza de Portugal. É um país comandado, historicamente, por bravos conquistadores cristãos. Dessa forma, o sentimento de nacionalidade está em destaque, e, com a narrativa de Gama, o povo português é levado a ter orgulho de suas origens:

“Julgas agora, Rei, se houve no mundo

Gentes que tais caminhos cometessem?

Crês tu que tanto Eneias e o facundo

Ulisses pelo mundo se estendessem?

Ousou algum a ver do mar profundo,

Por mais versos que dele se escrevessem,

Do que eu vi, a poder d’esforço e de arte,

E do que inda hei-de ver, a oitava parte?



No epílogo, os conquistadores voltam para Portugal, e o narrador termina a obra com elogios ao rei português:

Ou fazendo que, mais que a de Medusa,

A vista vossa tema o monte Atlante,

Ou rompendo nos campos de Ampelusa

Os muros de Marrocos e Trudante,

A minha já estimada e leda Musa

Fico que em todo o mundo de vós cante,

De sorte que Alexandro em vós se veja,

Sem à dita de Aquiles ter enveja.


Os Lusíadas, portanto, é uma narrativa histórica, já que os personagens da obra fazem parte da história de Portugal. Mas também apresenta elementos fictícios, seres mitológicos e uma grande idealização da Coroa portuguesa e do povo lusitano. Como em qualquer epopeia, os heróis precisam vencer obstáculos — nesse caso, os perigos do mar e o ataque dos mouros. Tudo para cumprir a grande missão: encontrar um caminho para a Índia e, assim, expandir os territórios e a fé do monarca português.






Fontes:

cvc.instituto-camoes.pt 
bibliotecadigital.ebsqf.pt
wikipedia.org
google.com
brasilescola.uol.com.br


sexta-feira, 1 de agosto de 2025

 

Hoje vamos falar do livro Urupês de Monteiro Lobato, especialmente de seu personagem principal; o Jeca Tatu.







Urupês é um livro de contos de Monteiro Lobato, lançado em 1918. Nele o autor traz uma visão depreciativa do caboclo brasileiro, tido como preguiçoso, e sem ambição.


O cenário tratado por Monteiro Lobato do interior do Brasil é de uma terra improdutiva, e mal cuidada . Já as cidades, chamadas por ele de Itaoca, caverna na linguagem Tupi, são decadentes e atrasadas, chefiadas por coronéis que se revezam no poder obtido geralmente pelo chamado "voto de cabresto"

O personagem do Jeca Tatu era retratado como um caboclo ignorante e preguiçoso, com aparência desleixada, que morava numa casinha de sapé, com a mulher, também muito magra, e com muitos filhos.

Ele passava o dia de cócoras, pitando um cigarro de palha, sem ânimo de fazer coisa alguma.
Vivia da pesca de lambaris num riacho próximo, da extração de alguns palmitos e cacos de brejaúva.




Brejaúva, também conhecida como Airi


Tinha até uma propriedade grande, mas nada plantava nela, e nenhuma benfeitoria fazia para tornar o lugar mais agradável.
Tinha algumas galinhas e um porquinho, além de um cachorro. Que viviam a sua própria sorte, porque nem deles o Jeca cuidava.

Passava o dia fumando cigarro de palha e bebendo cachaça.


Um dia um médico passou pela propriedade de Jeca Tatu, e se admirou de ver uma pessoa tão magra, e amarela. Quando foi examiná-lo. Ele se queixou para o médico de muita fadiga, e dores no corpo.

O médico logo desconfiou de uma doença chamada de "ancilostomose", popularmente conhecida como "amarelão".
Jeca Tatu andava descalço, e seus hábitos de higiene, assim como as condições de saneamento em que vivia eram precárias.

O conto também fazia uma séria crítica ao descaso como o governo tratava os indivíduos do campo, sem esgoto, ou água encanada.

Depois de tomar o medicamento receitado e passar a usar botinas, a vida de Jeca mudou radicalmente. Ele passou a ter mais força pra trabalhar, plantar uma horta, cuidar dos animais, e com isso a prosperidade alcançou a sua família.








O que chama atenção na obra é a dura crítica que o autor faz ao sertanejo preguiçoso, cachaceiro e analfabeto. Mas também existem situações cômicas nos contos; " o engraçado arrependo"; " o comprador de fazenda" e "Pollice verso"
Anos mais tarde, Monteiro Lobato se desculpou da visão preconceituosa que ele tinha do caboclo, percebendo que nas condições de vida que ele levava, sem higiene, sem educação e sem cultura, ele estava fadado a viver naquela forma miserável.





O Biotônico Fontoura, é um fortificante criado pelo farmacêutico brasileiro Cândido Fontoura em 1910. O nome foi ideia de Monteiro Lobato, amigo de Cândido Fontoura, e anos mais tarde foi criado o almanaque Fontoura, com histórias baseadas no Jeca Tatu.

Baseado no conto Urupês e na personagem Jeca Tatu, o diretor e ator Mazzaropi criou o seu personagem mais famoso, o Jeca.





Fontes:
www.miniweb.com.br
www.infoescola.com
www.coladaweb.com
ebiografia.com/monteiro_lobato
gazetadopovo.com.br
wikipedia.org
google.com


quinta-feira, 31 de julho de 2025



Idílio




"Idílio" tem dois significados principais: em literatura, refere-se a um poema curto, geralmente de tema pastoril e bucólico, que celebra a vida no campo e a natureza. Por extensão, também pode significar um momento ou situação de felicidade, tranquilidade e harmonia, muitas vezes associado ao amor e à vida a dois.

Em literatura:

Poema idílico:


Idílios do Rei , de Alfred Lord Tennyson

"Idílios do Rei" foi publicado entre 1859 e 1885. É uma série de doze poemas de Tennyson que recontam a história do Rei Arthur. Eles detalham personagens populares como Guinevere e os cavaleiros do Rei Arthur.

Em linhas gerais, o conjunto de poemas descreve as tentativas de Arthur de criar um reino idealizado. Ele eventualmente falha, mas a história é multifacetada e envolvente. Aqui está uma citação do ciclo de 12 poemas:


Eu O encontrei no brilho das estrelas,

Eu o observei na floração de seus campos,

Mas em Seus caminhos com os homens eu não O encontro.

Eu travei Suas guerras e agora eu passo e morro.

Ó eu! pois por que está tudo aqui ao nosso redor

Como se algum deus menor tivesse criado o mundo,

Mas não teve força para moldá-lo como queria,

Até que o Deus Altíssimo o veja do além,

E entrar e torná-lo bonito?



Hermann e Doroteia de Johann Wolfgang von Goethe

"Hermann e Doroteia", de Goethe , é um idílio épico escrito entre 1796 e 1797. O poema se passa nas Guerras Revolucionárias Francesas e acompanha Hermann, um jovem de uma pequena cidade que é enviado para levar roupas e alimentos aos refugiados. Lá, ele conhece Doroteia, uma jovem criada. Ele pretende se casar com ela, apesar dos protestos da família. 

Aqui estão os primeiros versos, conforme traduzidos por Ellen Frothingham:


“Sério, nunca vi o mercado e a rua tão desertos!

Como se tivesse sido varrida, parece que a cidade pereceu! Não cinquenta

Ainda restam, creio eu, todos os nossos habitantes,

O que a curiosidade não fará! aqui está todo mundo correndo,

Apressando-se para contemplar a triste procissão de lamentáveis exilados.



Lícidas de John Milton

" Lícidas" é um famoso idílio de John Milton. Nele, Milton faz alusão às obras de Teócrito. Ele evoca as musas nos primeiros versos, algo que o poeta grego fazia com frequência. No poema, Milton conta a história da morte de Lícidas, um personagem dos idílios de Teócrito, conforme descrito acima. Aqui estão alguns versos do início do poema:

Mais uma vez, ó louros, e mais uma vez

As murtas são marrons, com hera nunca seca,

Venho colher suas frutas ásperas e cruas,

E com dedos forçados e rudes

Quebre suas folhas antes do ano amadurecer.

Amarga restrição e triste ocasião, querida

Me obriga a perturbar sua temporada devida;


Um gênero poético que surgiu na Grécia Antiga, com autores como Teócrito, e se caracteriza por retratar cenas da vida rural, com elementos como pastores, rebanhos e paisagens campestres.

Características:
O idílio busca criar uma atmosfera de paz, simplicidade e beleza, muitas vezes com um tom leve e sentimental.

Exemplos:
Além de Teócrito, poetas como Virgílio, Catulo e Tennyson também escreveram poemas considerados idílios.

Em sentido geral:

Felicidade e harmonia:
Idílio pode ser usado para descrever um momento de grande felicidade, paz e tranquilidade, como um período de amor romântico ou um período de paz e sossego na vida de alguém.

Amor:

Muitas vezes, o termo é usado para descrever um relacionamento amoroso que é idealizado, com momentos de grande ternura, paixão e harmonia.

Sonho e fantasia:

Um idílio também pode se referir a um sonho ou fantasia de um estado de felicidade e perfeição, um ideal inatingível na vida real.

Em resumo, "idílio" pode se referir a um gênero literário específico ou a um estado de espírito de felicidade, harmonia e tranquilidade, seja em um contexto literário ou na vida cotidiana.


Fontes:

poemanalysis.com/genre/idyll
citador.pt/poemas/idilio
wikipedia.org
google.com

quarta-feira, 30 de julho de 2025



Verbos "ver" e "vir".

Qual a forma correta de se conjugar o verbo "ver" no futuro do subjuntivo ?

"Quando ela me vir", "ou quando ela me ver" ?

E do verbo "vir" no futuro do subjuntivo ?

Quando ela vier ou quando ela vir ?

Em ambo os casos a primeira opção é a correta. Para conjugarmos esses verbos na terceira pessoal singular do futuro do subjuntivo, tiramos o sufixo da terceira pessoa do plural do pretérito perfeito do indicativo.

Complicado ? Nem tanto!

Terceira pessoa do plural do pretérito perfeito do indicativo dos verbos vir e ver.

Eles/elas viram (verbo ver) - tira-se o sufixo am, sobra "vir".
Portanto no futuro do subjuntivo terceira pessoa do singular fica: Ele/ela vir - Quando ela me vir.

Terceira pessoal do plural do pretérito perfeito do indicativo do verbo vir.

Eles/elas vieram (verbo vir) - tira-se o sufixo am , sobra "vier"
Portanto na terceira pessoal do singular do futuro do subjuntivo temos:
Ele/ela "vier" - Quando ele/ela vier.

Conjugação do verbo vir:



Indicativo

presente: venho, vens, vem, vimos, vindes, vêm.
pretérito perfeito: vim, vieste, veio, viemos, viestes, vieram.
pretérito imperfeito: vinha, vinhas, vinha, vínhamos, vínheis, vinham.
pretérito mais que perfeito: viera, vieras, viera, viéramos, viéreis, vieram.
futuro do presente: virei, virás, virá, viremos, vireis, virão.
futuro do pretérito: viria, virias, viria, viríamos, viríeis, viriam.

Subjuntivo

presente: que eu venha, venhas, venha, venhamos, venhais, venham.
pretérito imperfeito: se eu viesse, viesses, viesse, viéssemos, viésseis, viessem.
futuro: vier, vieres, vier, viermos, vierdes, vierem.

Imperativo

afirmativo: vem tu, venha ele, venhamos nós, vinde vós, venham eles.
negativo: não venhas tu, não venha ele, não venhamos nós, não venhais vós, não venham eles.

Formas nominais

Infinitivo impessoal: vir
Infinitivo pessoal: vir, vires, vir, virmos, virdes, virem.
gerúndio: vindo
particípio: vindo


Verbo "Ver":



Verbo ver

Indicativo

presente: vejo, vês, vê, vemos, vedes, veem.
pretérito perfeito: vi, viste, viu, vimos, vistes, viram.
pretérito imperfeito: via, vias, via, víamos, víeis, viam.
pretérito mais que perfeito: vira, viras, vira, víramos, víreis, viram.
futuro do presente: verei, verás, verá, veremos, vereis, verão.
futuro do pretérito: veria, verias, veria, veríamos, veríeis, veriam.

Subjuntivo

presente: que eu veja, vejas, veja, vejamos, vejais, vejam.
pretérito imperfeito: se eu visse, visses, visse, víssemos, vísseis, vissem.
futuro: quando eu vir, vires, vir, virmos, virdes, virem.

Imperativo

afirmativo: vê tu, veja ele, vejamos nós, vede vós, vejam eles.negativo: não vejas tu, não veja ele, não vejamos nós, não vejais vós, não vejam eles.

Formas nominais

infinitivo impessoal: ver
infinitivo pessoal: ver, veres, ver, vermos, verdes, verem.gerúndio: vendo
particípio: visto


Fontes:


lpeu.com.br/q/cdt9u
conjuga-me.net/verbo-vir
conjuga-me.net/verbo-ver
brasilescola.uol.com.br/gramatica/o-uso-dos-verbos-ver-vir

terça-feira, 29 de julho de 2025



A única peça teatral de Ernest Hemingway, autor agraciado com o Nobel de Literatura, A quinta-coluna transporta o leitor aos horrores das batalhas da Guerra Civil espanhola. A insurreição militar das forças direitistas lideradas por Franco, determinando a origem da sangrenta e cruel Guerra Civil que arrasaria o país, mobilizou, portanto, fortemente o espírito e o coração de Hemingway. Para ele, o fascismo era a antítese de todas as qualidades marcantes do povo espanhol, e por isso se opôs aos insurgentes de todas as maneiras possíveis – incluindo quatro visitas às frentes de combate para lutar, de arma na mão, contra as tropas franquistas, e uma série de reportagens que produziu como correspondente de importantes jornais americanos. Foi durante uma dessas prolongadas viagens de observação e solidariedade que, debaixo de pesado bombardeio inimigo, surpreendentemente conseguiu tempo físico e mental para escrever em Madri, no Hotel Florida, o texto de A quinta-coluna.











A expressão " quinta coluna" que significa que um dos lados têm infiltrados, ou traidores, surgiu na Guerra Civil Espanhola, onde o General Francisco Franco disse ter a seu dispor não apenas de quatro colunas, mas de uma quinta coluna com militares dissidentes dos regimes de Madri, que eram contra a República e apoiava os fascistas.


It is seven-thirty in the evening. A corridor on the first floor of the Hotel Florida in Madrid. There is a large white paper hand-printed sign on the door of Room 109 which reads, "Working, Do Not Disturb.". Two girls with two soldiers in International Brigade uniform pass along the corridor. One of the girls stops and looks at the sign.


First soldier: Come on. We haven´t got all night.
Girl: What does it say ?


(The other couple have gone on down the corridor)


Soldier: What does it matter what it says ?
Girl : No, read to me. Be nice to me. Read to me in English.
Soldier : So that´s what I´d draw. A literary one. The hell with it. I won´t read it to you.
Girl: You´re no nice.
Soldier: I´m not supposed to be nice.


(He stands off and looks at her unsteadily)


Do I look nice ? Do you know where I´ve just come from ?


Girl : I don´t care where you come from. You all come from some place dreadful and you all go back there. All I asked yiu was to read me the sign. Come on then, if you won´t.
Soldier: I´ll read it to you. "Working. Do Not Disturb."


(The girl laughs, a very high, hard laugh)


Girl: I´ll get me a sign like that too.


CURTAIN (ACT ONE - SCENE ONE)


São sete e meia da noite. Corredor do primeiro andar do Hotel Florida em Madrid. Há uma grande placa de papel branco impressa à mão na porta da sala 109 que diz: "Trabalhando, não perturbe". Duas meninas com dois soldados uniformizados da Brigada Internacional passam pelo corredor. Uma das meninas para e olha a placa.


Primeiro soldado: Vamos. Não temos a noite toda.


Menina: O que diz?


(O outro casal seguiu pelo corredor)


Soldado: O que importa o que diz?
Menina: Não, leia para mim. Seja legal comigo. Leia para mim em inglês.
Soldado: Então quer que eu desenhe. Literário. Que se dane isso. Eu não vou ler para você.


Menina: Você não é legal.
Soldado: Eu não deveria ser legal. (Ele se afasta e olha para ela sem firmeza) Então eu pareço legal ? Você sabe de onde eu acabei de vir?
Menina: Eu não me importo de onde você vem. Todos vocês vêm de algum lugar terrível e todos voltam para lá. Tudo o que pedi foi que você lesse a placa para mim. Vamos então, se você não quiser.
Soldado: Vou ler para você. "Trabalhando. Não perturbe."


(A menina ri, uma risada muito alta e forte)


Menina: Vou querer uma placa assim também.


Mesmo em circunstâncias tão absurdas, Hemingway escrevia e escrevia, com as cortinas cerradas, aproveitando os intervalos dos estrondos para organizar o pensamento. Naqueles dias a capital espanhola era atacada por quatro colunas franquistas, comandadas por oficiais alemães, enquanto outra, composta por espiões e traidores, agia dentro da própria cidade em favor do inimigo – a quinta coluna. Esperava-se na ocasião uma grande ofensiva, gerando um ambiente de tensão e expectativa. O hotel estava a cerca de mil e quinhentos metros da linha de frente e foi atingido por mais de trinta e oito projéteis de grande poder explosivo. Como correspondente de guerra de jornais americanos, o autor se deslocava até a frente de combate, em meio a bombardeios infernais, e “sempre deixava os originais escondidos e protegidos nas dobras de meu colchão de campanha. Ao voltar, era muito agradável encontrar intatos tanto o quarto quanto eles. Terminei a redação e os remeti para fora do país…”




O Hotel Florida construído em 1922/1924, e derrubado em 1964, era reduto de jornalistas, intelectuais e espiões durante a Segunda Guerra Espanhola.


Hemingway escreveu alguns dos seus famosos romances nesse hotel, como o Sol também se levanta e Por quem os sinos dobram. Nesse livro existe uma passagem onde o personagem principal, Robert Jordan pensa em voltar para Madri no Hotel Florida e tomar uma ducha quente.









A Guerra Civil Espanhola teria sido o primeiro grande teste às vésperas do confronto da II Guerra Mundial, e dele resultaram terríveis massacres, incluindo a destruição de Guernica, que deu origem à célebre tela de Picasso. Na peça, porém, o grupo é bem-sucedido e consegue prender numerosos integrantes da quinta coluna. Como tantos personagens de Hemingway, Philip e Preston são homens duros, decididos e guerreiros, enquanto Dorothy parece buscar seu modelo, pelo menos no físico, na terceira mulher do autor, Marta Gelhorn. A clareza e a perfeição dos diálogos, técnica em que ele foi mestre, torna tudo claro e substitui com vantagem longas descrições. Como acentuou um crítico, esse livro revela como poucos o que ficou conhecido como estilo Hemingway, mil vezes imitado e copiado sem sucesso.




 
 Guernica de Pablo Picasso






Embora jamais se entregasse à atividade política, Hemingway foi sempre antifascista e via no assalto franquista imenso perigo para a Espanha, país que amava com verdadeira devoção, intuindo que daquela experiência macabra sobreviria a carnificina da Guerra Mundial, como de fato aconteceu. “A Quinta Coluna”, além de leitura agradável, constitui rico documento humano e histórico, revelando que seu autor dominava com perfeição a técnica de escrever para o palco.






Escrita em 1937, a peça do escritor norte-americano tem um cunho autobiográfico e só tinha sido encenada uma única vez na Europa, em 1944.









“A quinta coluna” subiu ao palco, pela segunda vez na Europa, no teatro Southwark Playhouse, em Londres, até 15 de abril de 2019.




Fontes:
doisponto.com.br
wikipedia.org
google.com
revistasulturae.com.br
pt.euronews.com
The short stories of Ernest Hemingwaym- Fifith Column - The Modern Library - New York

Vamos falar hoje de objeto direto e objeto indireto. O objeto direto e o indireto são termos integrantes da oração que completam o se...