segunda-feira, 15 de janeiro de 2024

Vamos falar hoje do explorador e aventureiro espanhol Francisco de Orellana.



Francisco de Orellana






No ano de 1511 nascia na cidade de Trujillo, Espanha, Francisco de Orellana. Lá ele conviveu com a família de Francisco Pizarro, que também entraria para a história, mas como explorador e conquistador do Peru.

Em 1527, com apenas 16 anos, ele viaja com a família para a Nicarágua, onde serviu o exército. Posteriormente, também participou de outras campanhas, dentre elas, várias no Peru. Apesar dos vários êxitos que obteve, estas lutas também lhe custaram um ferimento que levou à perda de um olho.





A história de vida e as aventuras de Orellana são cercadas de lendas, fatos reais e fantasias. Vários livros, peças teatrais e filmes retratam parte das conquistas, descobertas e as peripécias do espanhol pela região amazônica.

Além de provocar muita discussão entre os pesquisadores, os feitos e os mitos em torno dele servem para entender melhor como era a vida dos povos pré-colombianos. Visto como herói para muitos ou vilão por outros, Francisco de Orellana é parte da história desta região.


Durante a guerra civil entre os conquistadores no Peru, alinhou-se com os Pizarros e foi enviado por Francisco Pizarro para comandar uma coluna de Lima em auxílio de Hernando Pizarro, e participou da batalha de Salinas contra Diego Almagro em 1538. Após a batalha foi nomeado governador da província de La Culata, na bacia das Guayas, na costa do atual Equador, onde reconstruiu e repovoou Santiago de Guayaquil, recentemente destruída pelos índios, anteriormente fundada em 1534 por Pizarro e repovoada por Belalcázar. Em 1539 acrescentou o de capitão-general ao cargo de governador.






Em 12 de fevereiro de 1542, o explorador espanhol Francisco Orellana (1490-1550), vindo do Peru por via fluvial, atingiu o Rio Amazonas, então chamado de Rio Grande, Mar Dulce ou Rio da Canela. Foi o primeiro europeu a navegar o rio Amazonas. Orellana participou com Francisco Pizarro (1476-1541) da conquista do Peru submetendo o Império Inca ao domínio espanhol em 1532-1535. Em 1541, concordou em participar de uma expedição a leste dos Andes em busca de canela e do lendário Eldorado, a terra de ouro.




Navegando rio abaixo a bordo do bergantim Victoria com 57 homens armados, Orellana fez a perigosa descida para as terras baixas da Amazônia. Depois de meses de busca e perambulação na selva e com a correnteza do rio cada vez mais forte em pleno período de chuvas, Orellana concluiu ser impossível retornar conforme combinara com Pizarro. Para seguir em frente, foi construído um segundo navio com ajuda dos índios nativos, os Cotos. A bordo do San Pedro, Orellana e seus homens atingiram, no dia 12 de fevereiro de 1542 o rio Amazonas então chamado de Rio Grande, Mar Dulce ou Rio da Canela. No dia 3 de junho avistaram a desembocadura do Rio Negro e no dia 10, o Rio Madeira.


Descobrimento do Rio Amazonas





Foi por esse tempo que a expedição soube, pelos índios locais, da existência das “amazonas”. Eles teriam então recomendado que (…) se fossemos ver as amazonas, que chamam na sua língua coniupuiara, que quer dizer grandes senhoras, que víssemoa o que fazíamos, porque éramos poucos e elas muitas, e que nos matariam. Que não parássemos em sua terra (…) (CARVAJAL, 1941, p. 30).




À medida que desciam rio, os espanhóis passaram por muitas aldeias tributárias das Amazonas, até que no dia 24 de junho teria ocorrido o violento encontro com as índias guerreiras. Nós as vimos, que andavam combatendo diante de todos os índios como capitãs, e lutavam tão corajosamente que os índios não ousavam mostrar as espáduas, e ao que fugia diante de nós, o matavam a pauladas. (…) Estas mulheres são muito alvas e altas, com o cabelo muito comprido, trançado e enrolado na cabeça. São muito membrudas e andam nuas em pelo, tapadas as suas vergonhas, com os seus arcos e flechas nas mãos, fazendo tanta guerra como dez índios. E em verdade houve uma destas mulheres que meteu um palmo de lecha por um dos bergantins, e as outras um pouco menos, de modo que os nossos bergantins pareciam porco espinho (CARVAJAL, p.60-61).




Passando pela foz do rio Xingó, a selva deu lugar ao cerrado, mas os ataques dos indígenas continuaram, desta vez com flechas impregnadas de curare, veneno que matava em poucas horas. Da mesma forma, os espanhóis já notaram a maré entrando no rio, então a foz, desta vez, tinha que estar próxima. Apesar de tudo, continuaram a ser atacados pelos indígenas, desta vez pelos índios caribenhos.




Após finalizar sua jornada pelos rios Amazônicos, Francisco de Orellana decide retornar à Espanha. Antes ele aporta em Portugal, onde recusa uma valiosa oferta de retornar às terras amazônicas para realizar explorações, agora representando a coroa lusitana.

Mas o plano de Orellana era reivindicar junto ao reino Espanhol a posse sobre as terras localizadas na bacia do rio Amazonas. Em maio de 1543, ele chega a Valladolid onde terá uma longa disputa judicial por vários meses até que o rei Carlos I determina a nomeação de Francisco de Orellana como governador das terras batizadas de Nueva Castilla.





A volta de Francisco de Orellana à região amazônica é outra história envolta entre muitas lendas e histórias de difícil comprovação. Logo no início de sua jornada, o espanhol enfrenta dificuldades em levar seus quatro navios rumo ao novo mundo.

Ainda na região de Cádiz, ele precisa despistar o fato de sua tripulação ser composta por não-castelhanos. Após algum tempo parados em Sanlúcar de Barrameda, em maio de 1545 eles conseguem dar prosseguimento à viagem até chegarem nas ilhas de Cabo Verde.

Porém, dois barcos se perdem durante a jornada e grande parte de sua tripulação desiste da missão antes de chegar ao fim do rio Amazonas. A jornada longa e hostil também custa a vida de mais de 50 tripulantes que morrem de fome e doenças.

Relatos históricos registram que Orellana decide dividir os sobreviventes em dois grupos: um segue com ele em busca de alimentos e para mapear o restante do rio, enquanto os demais seguem em outra direção, conseguindo chegar na Ilha Margarita.

A luta contra a fome, as intempéries locais e os índios inimigos fizeram com que grande parte dos tripulantes morressem ao longo da viagem. A esposa de Orellana, juntamente com outros 40 sobreviventes, foram resgatados por uma embarcação espanhola.




A vida e a história de Francisco de Orellana chega ao fim em novembro de 1546, vítima de uma doença que pôs fim às suas aventuras, ambições e lendas.

Como outros vários exploradores do século XVI e XVII, Orellana buscava fortuna e fama, e morreu por esses dois ideais.


Fontes:

wikipedia.org
google.com
arrecaballo.es
artout.com.br
ensinarhistoria.com.br

sexta-feira, 12 de janeiro de 2024

Thomas Lanier Willian, mais conhecido como Tennesse Willians, foi um escritor e dramaturgo norte-americano. Nascido em Columbus, sul dos EUA em 1914, foi para St. Louis Mississipi acompanhando os pais. Devido ao carregado sotaque sulino, foi apelidad0 de Tennesse.


Tennesse Willians


De seu pais Cornellius Willians, ele só lembra da prepotência e da pouca atenção que ele lhe dedicava. A ternura ele só teve da mãe.

Tennesse tinha um ar pessimista e moralista como notamos nesse seu pensamento:


"A Humanidade é uma grande esperança perdida. Cada homem está trancado dentro de si mesmo e sua alma é semelhante a um poço onde só o sofrimento vive e agita. Solidão, loucura e marginalidade são os destinos das criaturas que se corrompem no dinheiro e no desejo - carcereiros da alma. Não há liberdade fora da morte. A vida é violência e ritual antropofágico. Os únicos companheiros do indivíduo são o medo e a solidão. E, para eles, não há remédio: consequentemente não há cura."


Filme de 1951 om Marlon Branco (Stanley) e Vivian Leigh (Blanche)



Sua obra mais conhecida é a peça "A Streetcar Named Desire", "Um bonde chamado desejo", transformada em filmes e montada milhares de vezes em todo o mundo, inclusive no Brasil.

Em um "Bonde chamado Desejo" , de 1947, o personagem Stanley Kowalsky, o principal personagem masculino da peça tem muito da violência e intolerância do velho Cornellius, seu pai, e a personagem feminina principal Blanche Dubois, é uma figura sensível, semelhante à sua mãe.

Blanche Dubois pega um bonde chamado Desire (desejo) para casa de sua irmã Stella.






Blanche DuBois é uma madura mas ainda atraente mulher sulista que gosta da virtude e da cultura mas que usa isso como escudo para esconder sentimentos de amargura e desilusão, além do vício do alcoolismo. Ao mesmo tempo em que foge da realidade, Blanche ainda busca atrair pretendentes. Ela chega ao apartamento da irmã Stella Kowalski, em New Orlenas, usando o bonde (elétrico) que faz a rota chamada "Desire". Esse novo ambiente abala os nervos de Blanche. Stella teme a reação do marido Stanley com os modos e a doença da irmã. Blanche diz que trabalhava como professora de inglês, mas que teve de parar por causa de sua doença nervosa, mas na verdade ela foi despedida por se envolver com um garoto de 17 anos de idade. Seu marido se suicidara e ela fugira da sua cidade para escapar dos problemas.

Blanche, por razões misteriosas, vai passar um tempo na casa da irmã, e durante sua estadia começa a perceber problemas na relação do casal anfitrião. Stanley é um polonês de aparência e gestos rudes descritos como animalescos, que agride fisicamente Stella.





As cenas do livro são muito bem descritas e envolvem muitas vezes música para dar o tom da cena, o que chega a ser encantador. Um bonde chamado desejo poderia ser a história de uma família qualquer do século XXI, onde um casal problemático tenta manter as aparências por conta de um amor desmedido e selvagem, onde uma mulher fantasia em ser salva da ruína que se encontra e pronta para encontrar um homem rico que sustente tudo que ela foi um dia: rica, bonita e jovem.

A peça estreou na Brodway em 3 de dezembro de 1947, sob direção de Elia Kazan e com Marlon Brando, então um jovem de 23 anos no papel principal.





No Brasil a peça foi encenada pela última vez em 2018 com Maria Luísa Mendonça e Eduardo Moscovi.



A primeira encenação no Brasil foi no Teatro Oficina em 1962 e teve a direção de Augusto Boal, Com Maria Fernando Cândido e Mauro Mendonça.


Fontes:
wikipedia.org
operamundi.uol.com.br
google.com
gossimp.blogspot.com
redeglobo.globo.com
astrosemrevista.blogspot.com

 

quinta-feira, 11 de janeiro de 2024

 O dia 30 de novembro é marcado pela morte de dois grandes poetas da Literatura Mundial:



Pessoa


Fernando Pessoa - No dia 30 de novembro de 1935 morria em Lisboa, Portugal, o poeta Fernando Pessoa. Nascido no dia 13 de junho de 1888 na mesma cidade, ele viveu na África do Sul, onde seu padrasto foi cônsul português, e tornou-se fluente em Inglês. Na sua volta a Portugal, trabalhou como tradutor, contribuindo para revistas, como o projeto luso-brasileiro modernista "Orpheu" (1915). Porém, somente após a sua morte é que sua arte ficou mais conhecida. Uma das suas marcas era o uso de heterônimos (alter egos). Entre as suas obras importantes estão "Poesia de Fernando Pessoa" (1942), "Poesia de Álvaro de Campos" (1944), "Poemas de Alberto Caeiro" (1946), "Odes de Ricardo Reis" (1946) e "O Livro do Desassossego" (1982).


 Mar Português


Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!

Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.
Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.

Fernando Pessoa conheceu Ofélia Queiroz em janeiro de 1920, numa das casas comerciais onde costumava colaborar. Tinha 32 anos, ela apenas 19. A primeira carta que lhe escreveu, datada de 1 de março desse ano, foi a primeira de muitas que testemunham o “namoro simples, até certo ponto igual ao de toda gente”, que durou até finais de 1920. Publicadas pela primeira vez em 1978 num só volume, as cartas surpreenderam “sobretudo ao revelar um Fernando Pessoa apaixonado como um adolescente”


Outro grande mestre que morreu num 30 de novembro foi o irlandês Oscar Wild.

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Excêntrico para a sua época e extremamente talentoso, o escritor Oscar Wilde morria em um dia como hoje, no ano de 1900, no exílio, em Paris, na França. Nascido no dia 16 de outubro de 1854, em Dublin, na Irlanda, ele foi novelista, poeta, crítico, dramaturgo e um grande expoente do esteticismo. Em 1884, já em Londres, ele se casou com uma irlandesa muito rica, Constance Lloyd, com quem teve dois filhos e se dedicou exclusivamente à literatura. A partir de 1892 veio o sucesso, a fama e o dinheiro. Ele escreveu clássicos da dramaturgia britânica como O leque de Lady Windermere (1892), Salomé (1893), Uma Mulher sem Importância (1893), Um Marido Ideal e A importância de ser Prudente (ambas de 1895). Também publicou contos como O Príncipe Feliz e O Rouxinol e a Rosa e O crime de Lord Artur Saville. Wilde ainda conquistou grande prestígio com o único romance que escreveu, o clássico da literatura O Retrato de Dorian Gray.

Sua vida, contudo, sofreu uma reviravolta terrível em um caso que provocou grande polêmica na época. No dia 25 de maio de 1895, Wilde foi levado para prisão de Reading Gaol (como era conhecida na época), na Inglaterra, após ser condenado por sodomia. O famoso escritor passou a ser também conhecido por sua vida íntima por conta de uma briga na Justiça com Sir John Sholto Douglas, cujo filho estava se relacionando com Wilde. A homossexualidade era um crime grave e tabu social naquele momento no Reino Unido. Wilde dizia que ele vivia um "amor que não ousa dizer seu nome" e acabou condenado a dois anos de serviços forçados. Na cadeia, produziu, entre outros escritos, De Profundis, o clássico anarquista A Alma do Homem sob o Socialismo e a célebre Balada do Cárcere de Reading. Depois de solto, morreu no exílio, três anos mais tarde, aos 45 anos.


Fontes:
seuhistory.com
maioresemelhores.com
observador.pt
google.com

quarta-feira, 10 de janeiro de 2024

 Numeral:



Numeral é a palavra que quantifica os seres ou indica a posição que ocupam numa determinada ordem.
Quando apenas nomeia o número de seres, o numeral é chamado de cardinal:

um dois três , cinquenta,   cem,   cem mil...

Quando indica a ordem que o ser ocupa numa série, o numeral é denominado ordinal:
primeiro, segundo,      terceiro, quinquagésimo centésimo milésimo...

Os numerais multiplicativos exprimem aumentos proporcionais de quantidade, indicando números que são múltiplos de outros:

dobro, triplo,      quádruplo...

Os numerais fracionários indicam a diminuição proporcional da quantidade, o seu fracionamento:
metade,       um terço,      um décimo...

Os numerais coletivos designam conjuntos de seres e indicam o número exato de indivíduos que compõem o conjunto:

dezena,  quinzena, dúzia, cento,   milhar,   milheiro



Flexões dos numerais

Os numerais cardinais que variam em gênero são um/uma, dois/duas e os que indicam centenas de duzentos/duzentas em diante: trezentos/trezentas; quatrocentos/quatrocentas etc.

Cardinais como milhão, bilhão, trilhão etc. variam em número: milhões, bilhões, trilhões etc.

Os demais cardinais são invariáveis.

Os numerais ordinais variam em gênero e número:
primeiro segundo milésimo / primeiros segundos milésimos
primeira segunda milésima / primeiras segundas milésimas

Os numerais multiplicativos são invariáveis quando atuam em funções substantivas:

Fizeram o dobro do esforço e conseguiram o triplo de produção.

Quando atuam em funções adjetivas, esses numerais flexionam-se em gênero e número:

Teve de tomar doses triplas do medicamento.

Os numerais fracionários flexionam-se em gênero e número:
um terço,   dois terços, uma terça parte,           duas terças partes...

Os numerais coletivos flexionam-se em número:

uma dúzia um milheiro
duas dúzias dois milheiros

Emprego dos numerais:

• Para designar papas, reis, imperadores, séculos e partes em que se divide uma obra, utilizam-se os ordinais até décimo e a partir daí os cardinais, desde que o numeral venha depois do substantivo:

ordinais cardinais
João Paulo II (segundo) Tomo XV (quinze)
D.Pedro II (segundo) Luís XVI (dezesseis)
Século VIII (oitavo) Século XX (vinte)
Canto IX (nono) João XXIII (vinte e três)

• Para designar leis, decretos e portarias, utiliza-se o ordinal até nono e o cardinal de dez em diante.
Artigo 1.º (primeiro) Artigo 10 (dez)
Artigo 9.° (nono) Artigo 21 (vinte e um)

• Para designar dias do mês, utilizam-se os cardinais, exceto na indicação do primeiro dia, que é tradicionalmente feita pelo ordinal:
Chegamos dia dois de setembro.
Chegamos dia primeiro de dezembro.

• Ambos/ambas são considerados numerais. Significam “um e outro”, “os dois” (ou “uma e outra”, “as duas”) e são largamente empregados para retomar pares de seres aos quais já se fez referência:

Pedro e João parecem ter finalmente percebido a importância da solidariedade.

Ambos agora participam das atividades comunitárias de seu bairro.

A forma “ambos os dois” é considerada enfática. Atualmente, seu uso indica afetação, artificialismo.


Fontes:
brasilesola.uol.com.br

sábado, 6 de janeiro de 2024

 Hoje é o  dia de Reis.






O Dia de Reis é comemorado em 6 de Janeiro de cada ano, e encerra as comemorações do Natal.


Também conhecido como Dia dos Reis Magos, é celebrado principalmente pelos cristãos. De acordo com a lenda, teria sido nesta data que o Menino Jesus, recém-nascido, recebeu a visita de três reis magos, os quais lhe trouxeram presentes simbólicos.





Chamavam-se Belchior, Gaspar e Baltazar e levaram para Jesus, respectivamente, ouro, incenso e mirra. Esses presentes têm cada qual um significado: o ouro indica o reconhecimento de Jesus como rei, o incenso, o reconhecimento de que ele é um ser divino, enquanto a mirra representa as características humanas de Jesus.


Conforme narra a Bíblia, os três reis teriam encontrado Jesus Cristo graças a uma forte estrela que brilhava durante a noite, a estrela de Belém.


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No Brasil, as festividades para o Dia de Reis são bastante fortes em algumas regiões do país devido à influência da cultura portuguesa nessas localidades.
Em Portugal, come-se o Bolo Rei, o qual tradicionalmente traz um brinde e uma fava no seu interior. Quem apanha a fatia de bolo que tem a fava oferece o bolo no ano seguinte.

                                       Bolo de reis


                                 




Na Espanha, as crianças deixam sapatos na janela com capim dentro. A ideia é que os camelos venham comer a erva. Agradecidos por alimentarem seus animais, os reis deixam doces para as crianças no lugar da grama.

Tradicionalmente, é no Dia de Reis que se encerram as celebrações do Natal. É por isso que nesse dia a árvore, o presépio e restantes enfeites natalinos são guardados para o próximo ano.



Dia de Santo Reis - Tim Maia





Em algumas regiões do Brasil a festa conta com grupos musicais folclóricos que visitam as casas, cantando e pedindo prendas e donativos. A troca de presentes na Argentina e na Espanha é feita no dia 6 de Janeiro.



Fontes:
wikipedia.org
youtube.com
calendarr.com
google.com.br

Morreu o ex- jogador de futebol e ex-técnico da seleção brasileira, Mário Jorge Lobo Zagallo.



Zagallo nasceu em Atalaia,  estado de Alagoas em 09 de agosto de 1931. Veio cedo para o Rio de Janeiro.





Zagallo mostrava aptidão para os esportes desde os tempos de escola, em especial o futebol. À época, ele já sabia que iria seguir carreira no futebol. No entanto, seu pai, Aroldo, queria que o filho fizesse um curso de contabilidade para ajudá-lo na fábrica de tecidos da família. Coube a seu irmão, Fernando, convencer o pai a deixá-lo fazer o que ele mais gostava: jogar bola.


Residiu na Rua Professor Gabizo, na Tijuca. Como era sócio do America-RJ, seu clube do coração, foi no próprio clube que Zagallo iniciou sua carreira, nas divisões amadoras, além de arrumar tempo para jogar vôlei entre uma pelada e outra. Nesta época ele chegou também a jogar tênis de mesa, inclusive ganhando títulos na categoria juvenil.

Em 1949, o jovem venceu seu primeiro título: o Campeonato de Amadores do Rio de Janeiro. No mesmo ano, ajudou o clube a conquistar o Torneio Início do Campeonato Carioca.

Em 1950 transferiu-se para o juniores do  Flamengo, ficando lá até depois da Copa do Mundo da Suécia.

Foi para o Botafogo, onde permaneceu até encerrar a carreira em 1966 com 35 anos.


Venceu vários torneios cariocas, Rio-São Paulo e foi bicampeão mundial  pela seleção brasileira em 1958, na Suécia e 1962 no Chile.

Tornou-se treinador de futebol no Botafogo, treinou também o Flamengo, Vasco da Gama, Fluminense e Al Hilal em 1978/1979,  depois seleção brasileira. Treinou a seleção brasileira no México em 1970, onde conquistou a Taça Jules Rimet.

Treinou ainda a seleção na Copa da Alemanha em 1974 e 1998 na França. Venceu ainda a Copa de 1994, nos EUA  como coordenador técnico de Carlos Alberto Parreira, tornando-se o maior vencedor de Copas do Mundo de futebol.

Treinou ainda as seleções da Arábia Saudita, Emirados Árabes e Kwait.

Em São Paulo, treinou a Portuguesa de Desportos em 1999.


Supersticioso tinha o número 13 como marca. Teve diversas desavenças com a imprensa. Após a conquista pela seleção brasileira de 1997, disse a famosa frase : " Vocês vão ter de me engolir"

O velho Lobo, morreu às 23h41 desta sexta-feira, aos 92 anos, Mario Jorge Lobo Zagallo, no Hospital Barra D'Or, na zona oeste do Rio de Janeiro, por falência múltipla de órgãos, resultante de progressão de múltiplas comorbidades previamente existentes. Ele estava internado desde o dia 26 de dezembro no mesmo hospital.







Fontes:
wikipedia.org
google.com
uol.com.br
ludopedio.org.br
netlusa.com.br
pglobo.globo.com
ge.globo.com

sexta-feira, 5 de janeiro de 2024

 Substantivos coletivos



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Ele vinha pela estrada e foi picado por uma abelha, outra abelha, mais outra abelha.

Ele vinha pela estrada e foi picado por várias abelhas.

Ele vinha pela estrada e foi picado por um enxame.






Note que, no primeiro caso, para indicar plural, foi necessário repetir o substantivo: uma abelha, outra abelha, mais outra abelha...

No segundo caso, utilizaram-se duas palavras no plural.

No terceiro caso, empregou-se um substantivo no singular (enxame) para designar um conjunto de seres da mesma espécie (abelhas).

O substantivo enxame é um substantivo coletivo.

Substantivo Coletivo é o substantivo comum que, mesmo estando no singular, designa um conjunto de seres da mesma espécie.







Lista de substantivos coletivos

abelha - enxame, cortiço, colmeia;

abutre - bando;

alho - (quando entrelaçados) réstia, enfiada, cambada;

aluno - classe;

amigo - (quando em assembleia) tertúlia;

anjo - chusma, coro, falange, legião, teoria;

apetrecho - (quando de profissionais) ferramenta, instrumental;

arroz - batelada;

artista - (quando trabalham juntos) companhia, elenco;

árvore - (quando em linha) alameda, carreira, rua, souto, (quando constituem maciço) arvoredo, bosque, (quando altas, de troncos retos a aparentar parque artificial) malhada;

asneira - acervo, chorrilho, enfiada, monte;

asno - manada, récova, récua;

assassino - choldra, choldraboldra;

astro - (quando reunidos a outros do mesmo grupo) constelação;

ator - elenco;

autógrafo - (quando em lista especial de coleção) álbum;

ave - (quando em grande quantidade) bando, nuvem;

avião - esquadrão, esquadra, esquadrilha;

bala - saraiva, saraivada;

bandoleiro - caterva, corja, horda, malta, súcia, turba;

bêbado - corja, súcia, farândola;

boi - boiada, abesana, armento, cingel, jugada, jugo, junta, manada, rebanho, tropa;

bomba - bateria;

borboleta - boana, panapaná;

burro - (em geral) lote, manada, récua, tropa, (quando carregado) comboio;

busto - (quando em coleção) galeria;

cabelo - (em geral) chumaço, guedelha, madeixa, (conforme a separação) marrafa, trança;

cabo - cordame, cordoalha, enxárcia;

cabra - fato, malhada, rebanho;

cadeira - (quando dispostas em linha) carreira, fileira, linha, renque;

cálice - baixela;

cameleiro - caravana;

camelo - (quando em comboio) cáfila;

caminhão - frota;

cão - adua, cainçalha, canzoada, chusma, matilha;

capim - feixe, braçada, paveia;

carneiro - chafardel, grei, malhada, oviário, rebanho;

carro - (quando unidos para o mesmo destino) comboio, composição, (quando em desfile) corso;

carta - (em geral) correspondência;

casa - (quando unidas em forma de quadrados) quarteirão, quadra;

castanha - (quando assadas em fogueira) magusto;

cavalariano - (de cavalaria militar) piquete;

cavaleiro - cavalgada, cavalhada, tropel;

cavalgadura - cáfila, manada, piara, récova, récua, tropa, tropilha;

cavalo - manada, tropa;

cebola - (quando entrelaçadas pelas hastes) cambada, enfiada, réstia;

cédula - bolada, bolaço;

chave - (quando num cordel ou argola) molho, penca;

célula - (quando diferenciadas igualmente) tecido;

cereal - (em geral) fartadela, fartão, fartura, (quando em feixes) meda, moreia;

corda - (em geral) cordoalha, (quando no mesmo liame) maço, (de navio) enxárcia, cordame, massame, cordagem;

correia - (em geral) correame, (de montaria) apeiragem;

credor - junta, assembleia;

crença - (quando populares) folclore;

crente - grei, rebanho;

depredador - horda;

deputado - (quando oficialmente reunidos) câmara, assembleia;

desordeiro - caterva, corja, malta, pandilha, súcia, troça, turba;

diabo - legião;

dinheiro - bolada, bolaço, disparate;

disco - discoteca;

doze - (coisas ou animais) dúzia;





estaca - (quando fincadas em forma de cerca) paliçada;

estado - (quando unidos em nação) federação, confederação, república;

estampa - (quando selecionadas) iconoteca, (quando explicativas) atlas;

estátua - (quando selecionadas) galeria;

fazenda - (quando comerciáveis) sortimento;

feiticeiro - (quando em assembleia secreta) conciliábulo;

feno - braçada, braçado;

filme - filmoteca, cinemateca;

fio - (quando dobrado) meada, mecha, (quando metálicos e reunidos em feixe) cabo;

flor - (quando atadas) antologia, arregaçada, braçada, fascículo, feixe, festão, capela, grinalda, ramalhete, buquê, (quando no mesmo pedúnculo) cacho;

foguete - (quando agrupados em roda ou num travessão) girândola;

força naval - armada;

força terrestre - exército;

formiga - cordão, correição, formigueiro;

frade - (quanto ao local em que moram) comunidade, convento;

fumo - malhada;

gafanhoto - nuvem, praga;

garoto - cambada, bando, chusma;

gato - cambada, gatarrada, gataria;

gente - (em geral) chusma, grupo, multidão, (quando indivíduos reles) magote, patuleia, poviléu;

grão - manípulo, manelo, manhuço, manojo, manolho, maunça, mão, punhado;

herói - falange;

hiena - alcateia;

hino - hinário;

ilha - arquipélago;

imigrante - (quando em trânsito) leva, (quando radicados) colônia;

índio - (quando formam bando) maloca, (quando em nação) tribo;

javali - alcateia, malhada, vara;

jornal - hemeroteca;

jumento - récova, récua;

jurado - júri, conselho de sentença, corpo de jurados;

ladrão - bando, cáfila, malta, quadrilha, tropa, pandilha;

lâmpada - (quando em fileira) carreira, (quando dispostas numa espécie de lustre) lampadário;

leão - alcateia;

lobo - alcateia, caterva;

máquina - maquinaria, maquinismo;

marinheiro - marujada, marinhagem, companha, equipagem, tripulação;

médico - (quando em conferência sobre o estado de um enfermo) junta;

menino - (em geral) grupo, bando, (depreciativamente) chusma, cambada;

mentira - (quando em sequência) enfiada;

mercadoria - sortimento, provisão;

nação - (quando unidas para o mesmo fim) aliança, coligação, confederação, federação, liga, união;

navio - (em geral) frota, (quando de guerra) frota, flotilha, esquadra, armada, marinha, (quando reunidos para o mesmo destino) comboio;

nome - lista, rol;

nota - (na acepção de dinheiro) bolada, bolaço, maço, pacote, (na acepção de produção literária, científica) comentário;

objeto - Ver coisa;

onda - (quando grandes e encapeladas) marouço;

órgão - (quando concorrem para uma mesma função) aparelho, sistema;

orquídea - (quando em viveiro) orquidário;

osso - (em geral) ossada, ossaria, ossama, (quando de um cadáver) esqueleto;

padre - clero, clerezia;

parente - (em geral) família, parentela, parentalha, (em reunião) tertúlia;

partidário - facção, partido, torcida;

partido político - (quando unidos para um mesmo fim) coligação, aliança, coalizão, liga;

pássaro - passaredo, passarada;

passarinho - nuvem, bando;

peixe - (em geral e quando na água) cardume, (quando miúdos) boana, (quando em viveiro) aquário, (quando em fileira) cambada, espicha, enfiada, (quando à tona) banco, manta;

prato - baixela, serviço, prataria;

prelado - (quando em reunião oficial) sínodo;

prisioneiro - (quando em conjunto) leva, (quando a caminho para o mesmo destino) comboio;

professor - corpo docente, professorado, congregação;

quadro - (quando em exposição) pinacoteca, galeria;

querubim - coro, falange, legião;

recruta - leva, magote;

religioso - clero regular;

selo - coleção;

serra - (acidente geográfico) cordilheira;

soldado - tropa, legião;

trabalhador - (quando reunidos para um trabalho braçal) rancho, (quando em trânsito) leva;

tripulante - equipagem, guarnição, tripulação;

utensílio - (quando de cozinha) bateria, trem, (quando de mesa) aparelho, baixela;

vadio - cambada, caterva, corja, mamparra, matula, súcia;

vara - (quando amarradas) feixe, ruma;

velhaco - súcia, velhacada.


Fontes:

soportugues.com.br
google.com
brasilescola.uol.com.br
todamateria.com.br

Vamos falar hoje de objeto direto e objeto indireto. O objeto direto e o indireto são termos integrantes da oração que completam o se...