segunda-feira, 11 de setembro de 2023

Hoje 11 de setembro faz 50 anos do golpe militar no Chile, onde foi assassinado o presidente eleito democraticamente,  Salvador Allende. O que seguiu depois foram anos de falta de liberdade, tortura e morte de adversários políticos, liderado pelo sanguinário Augusto Pinochet.


Ataque ao Palácio presidencial de La Moneda


O Golpe de Estado de 11 de Setembro, ocorrido no Chile em 11 de setembro  1973, foi um golpe militar que derrubou o regime democrático constitucional do Chile e de seu presidente, Salvador Allende, tendo sido articulado conjuntamente por oficiais sediosos da marinha e do exército chileno, com apoio militar e financeiro do governo dos Estados Unidos,  e da CIA, como aconteceu em outros países sulamericannois como Brasil, Uruguai e Argentina,  bem como de organizações terroristas chilenas, como a Patria y Libertad, de tendências nacionalistas-neofascistas,  tendo sido encabeçado pelo general Augusto Pinochet, que se proclamou presidente.

Salvador Allende - presidente do Chile



Salvador Allende Gossens foi um médico, político e presidente do Chile de 1970 a 1973.

Foi o primeiro socialista a ser eleito presidente no mundo e isto gerou inquietação no governo dos Estados Unidos e de forças conservadoras do Chile.

Seu governo acabou com um golpe de Estado em 1973 quando Allende preferiu se suicidar a ter que se entregar. A versão de suicídio foi dada como oficial pelos golpistas, no entanto muitos jornalistas e testemunhas disseram que ele na verdade foi assassinado.



No final de 1972, uma greve de caminhoneiros e protestos da classe média paralisa o país. Começa boicote por parte de produtores e comerciantes chilenos que se estenderá ao largo de 1973 e deixará a população sem produtos básicos como leite ou carne. Naturalmente, florece um mercado negro onde os ricos podem comprar esses alimentos.

Após uma tentativa de golpe contra Allende, em junho de 1973, o General Prats renuncia ao posto de comandante em chefe e indica o General Augusto Pinochet para substituí-lo dado seu caráter profissional e apolítico.

Apoiado pela direita, a burguesia e os americanos, o General Pinochet lidera, então, um ataque a capital onde o palácio presidencial é sitiado.

Pinochet



Allende nega-se a sair e recusa todos o oferecimentos de asilo que são feitos por nações estrangeiras. Quando os militares invadem o lugar ele é morto com um tiro.

Dias depois, Pinochet instalaria a ditadura militar no Chile que duraria até 1990.

Na obra chamada Allende: Eu Não Me Renderei (do original Allende: Yo No Me Rendiré, publicado pela Editora Ceibo), escrita pelo jornalista Francisco Marín e pelo legista Luís Ravanal, que participou da exumação ao corpo do ex-presidente em maio de 2011. Além de mostrar resultados de perícias feitas durante essa exumação e também exames anteriores, os autores recolheram testemunhos de pessoas que estiveram em La Moneda no dia 11 de setembro de 1973, durante e depois da invasão do palácio pelas tropas do exército.

Segundo o jornalista Francisco Marín, coautor do livro lançado no começo do mês setembro de 2013 em Santiago, as evidências apresentadas pelo livro não deixam dúvida de que Allende não cometeu suicídio. “A tese do suicídio se impôs através dos tempos, porque as pessoas que a construíram fizeram de tudo para que a história omitisse os detalhes que demonstram que não foi assim, mas se você buscar o rastro deixado pelos relatos do mesmo dia do golpe, e daí por diante, verá que ela é insustentável”.

Entre as principais evidências contra a tese do suicídio estão os exames apresentados por Ravanal. Um deles mostra um orifício na parte do crânio que corresponde à testa, que teria sido produzido por uma arma de baixo calibre. Pela tese do suicídio, Allende teria se matado com um tiro na parte de baixo do queixo, usando um fuzil AK-47, que lhe havia sido presenteado pelo líder cubano Fidel Castro. O orifício encontrado na testa seria, segundo o médico forense, de tamanho incompatível com o fuzil.

Outra dúvida surgida durante a investigação do livro diz respeito a uma autópsia realizada ao corpo no mesmo dia de sua morte, pelos médicos do Hospital Militar. Nela, se observa a descrição de outro orifício, na parte posterior do crânio de Allende. A existência desse orifício não pode ser constatada atualmente, porque parte dos restos do ex-presidente se perderam, incluindo esse pedaço do crânio.

Além das provas documentais, o livro analisa contradições dos relatos em que a tese do suicídio se baseia, como o do médico Patricio Guijón, considerado a única testemunha ocular da morte de Allende. “O primeiro depoimento oficial de Guijón, no mesmo dia 11, fala que ele não viu o disparo, somente viu o corpo caindo depois de já ter atirado. No segundo, dias depois, ele diz que viu tudo, desde Allende preparando a arma entre as pernas. São versões muito diferentes em outros detalhes também e, além disso, outras pessoas que estiveram no palácio disseram que era impossível que o médico estivesse estado no palácio naquele momento", afirma Marin.

A democracia e o Estado de Direito devem sempre prevalecer sobre ditaduras, onde liberdades são violentadas e direitos são suprimidos.



Fontes:

wikipedia.org
google.com
todamateria.com.br
operamundi.uol.com.br

quarta-feira, 6 de setembro de 2023

 Predicativo:


Predicativo é o termo que confere ao sujeito ou ao objeto uma qualidade, uma característica. Existem dois tipos de predicativo: o PREDICATIVO DO SUJEITO e o PREDICATIVO DO OBJETO.



O predicativo do sujeito e o predicativo do objeto são termos integrante da oração. Embora esses dois termos atuem como complementos, atribuindo uma característica a outro termo da oração, são termos distintos.

Qual é, então, a diferença entre o predicativo do sujeito e o predicativo do objeto?

A diferença é:
O predicativo do sujeito atribui uma característica ao sujeito.
O predicativo do objeto atribui uma característica ao objeto.

Ela anda nervosa.
ela: sujeito
anda: verbo de ligação
nervosa: predicativo do sujeito

Nesta oração, o adjetivo nervosa caracteriza o sujeito ela. Logo, é predicativo do sujeito.



As professoras deixaram as crianças satisfeitas.

As professoras é o sujeito.
Deixaram é o verbo. Neste caso, ele é transitivo direto.
As crianças é o objeto direto, que completa o sentido do verbo "deixaram".
Satisfeitas é o predicativo do objeto, porque está atribuindo uma característica ao objeto direto "as crianças".


O predicativo do sujeito atribui uma qualidade ao sujeito, caracterizando-o:

A professora parece apreensiva.
Após todos esses anos, ela continua divertida.
A mochila da Sofia é nova.
O pneu da bicicleta está vazio.
O menino ficou triste durante horas.

O predicativo do sujeito ocorre em predicados nominais, maioritariamente após um verbo de ligação, como ser, estar, ficar, andar, parecer e continuar, entre outros.



Verbos de ligação são verbos que indicam um estado, ligando uma característica ao sujeito. Não indicam uma ação. São também chamados de verbos não nocionais ou verbos copulativos.
Lista de verbos de ligação

Verbo ser;
Verbo estar;
Verbo parecer;
Verbo andar;
Verbo ficar;
Verbo continuar;
Verbo permanecer;
Verbo viver;
Verbo virar;
Verbo tornar;
Verbo achar-se;
Verbo encontrar-se;
Verbo fazer-se.



Fontes:

brasilescola.uol.com.br
todamateria.com
conjugacao.com.br

terça-feira, 5 de setembro de 2023

 A Guerra dos cem anos.




A Guerra dos Cem Anos, ocorrida entre 1337 e 1453, não foi uma guerra contínua, mas sim uma sucessão de batalhas envolvendo França e Inglaterra durante o processo de formação das monarquias nacionais europeias.

Na verdade a Guerra dos Cem anos durou 116 anos.







Essa guerra é lembrada por conta da participação de Joana d’Arc, uma camponesa que lutou junto do exército francês. A Guerra dos Cem Anos foi vencida pela França, acabando com qualquer pretensão da Inglaterra de anexar seu território.






O contexto histórico da Guerra dos Cem Anos é temporalmente a passagem da Idade Média para a Idade Moderna. Politicamente estavam sendo formados os Estados Nacionais, com as regiões passando a ser governadas por um poder centralizado, ao contrário do que acontecia durante a Idade Média, quando governavam vários senhores feudais.

O fim da Idade Média,  no entanto é reconhecido historicamente com a tomada de Constantinopla pelos turcos otomanos em 1453.


Queda de Constantinopla



No novo regime, o poder estava centralizado nas mãos dos monarcas; começavam assim a surgir as primeiras monarquias, chamadas também de Estado Nacional Absolutista. Alguns desses soberanos da Era Moderna mantiveram certo domínio desde a Idade Média, como também eram militares, eles souberam conter as várias manifestações de camponeses no final do período, assim como os conflitos com outros reinos em formação.





Uma das causas da Guerra dos Cem Anos foi a disputa pelo trono francês. Quando o rei Carlos IV faleceu em 1328, deixando vago o cargo, a Inglaterra tentou tomar o trono, não apenas pelo poder político, mas principalmente por motivos econômicos, já que algumas regiões da França, como Flandres, eram bem-sucedidas comercialmente, especialmente na venda de tecidos.

Naquele tempo, a região de Flandres possuía uma indústria têxtil cujos maiores compradores eram os ingleses, portanto, para os flandrenses, estar sob o domínio da Inglaterra era favorável. O rei da Inglaterra, Eduardo III, alegou então parentalidade, dizendo-se neto de um monarca francês, para justificar a unificação dos dois reinos e mantê-los sob seu comando.




Em 1364, o mesmo rei francês, Carlos V, que tinha assinado o acordo anterior com a Inglaterra, passou a não mais reconhecer o tratado, e as batalhas recomeçaram. As tropas da França atacaram as tropas inglesas, iniciando a reversão das derrotas do primeiro período.

Grande parte das vitórias da França no segundo período foram graças a Bertrand Du Guesclin. O maior feito desse cavaleiro foi fazer a integração das tropas e utilizar a forma de guerrilha para derrotar a Inglaterra. Essa unificação comprovou a relevância da centralização do poder, pois foi dessa maneira que a França conseguiu organizar os nobres – que já estavam até apoiando a nação inimiga – e ainda aumentar os tributos.

Com a morte dos monarcas, tanto de um lado quanto de outro, a guerra ficou amortecida. Quando Eduardo III faleceu, em 1377, o seu sucessor ao trono inglês, Ricardo II, era uma criança de apenas 10 anos. Três anos depois, morreu o monarca francês Carlos V, atenuando o exército francês.




Durante o terceiro período da Guerra dos Cem Anos, os dois reinos enfrentavam batalhas internas em seus próprios territórios. Do lado inglês, o rei Ricardo II foi destituído pela sua própria nobreza, que colocou Henrique V em seu lugar. Do lado francês, aconteciam confrontos em Borgonha, os nobres dessa região dividiram-se entre Armagnacs e Borguinhões. Essa rivalidade se transformou em uma guerra civil entre os que apoiavam os nobres de Borgonha e os apoiadores de Orléans.

Essas batalhas duraram quase trinta anos e enfraqueceram bastante a França, que já estava em guerra com a Inglaterra há tantos anos. Para aprofundar ainda mais a crise, o rei Carlos VI era apontado como alguém sem condições para governar, devido a problemas mentais. Ele foi chamado de louco e, por fim, substituído por uma junta governativa.



O quarto e último período da Guerra dos Cem Anos é caracterizado principalmente pela participação da famosa Joana d’Arc, uma camponesa visionária. Ela lutou na guerra, comandando um regimento (unidade militar com vários batalhões) das forças armadas francesas e alcançou êxito, conferindo diversos fracassos à Inglaterra.

Joana D`arc



Dessa vez, quem estava em conflito interno eram os ingleses, que vivenciavam a Guerra das Duas Rosas. A reação francesa organizada por Joana D’Arc começou internamente, agindo contra os ingleses em regiões que eles haviam ocupado na França, mas logo passou também para áreas do território rival, aproveitando a crise que havia se instalado na Inglaterra. A França conseguiu retomar porções de terras que estavam nas mãos dos ingleses, mas ainda assim os Borguinhões mandaram prender Joana d’Arc. Em 1430, ela foi capturada e entregue aos ingleses, sendo julgada no Tribunal da Santa Inquisição e condenada à morte um ano depois.




O martírio da guerreira camponesa motivou os soldados franceses a se manterem na luta contra os ingleses. Em 1453, os franceses conquistaram a cidade de Bordeaux, o último inglês, dando fim na Guerra dos Cem Anos. A Inglaterra praticamente abandonou a guerra contra a França para solucionar as disputas internas provocadas pela Guerra das Duas Rosas. Não houve tratados de paz, mas os franceses conseguiram reaver o território que estava sob o domínio da Inglaterra.

A Guerra dos Cem Anos foi, de fato, um conflito envolvendo franceses e ingleses, mas disputas internas alteraram seu curso. Quando não era a França, era a vez da Inglaterra enfrentar a infidelidade dos nobres ao rei ou as disputas internas que geravam guerras civis, beneficiando o inimigo na guerra.

Consequências da Guerra dos Cem Anos.




Uma das principais consequências da Guerra dos Cem Anos foi o fim da tentativa da Inglaterra de obter domínio sobre parte continental da Europa. Já para a França, a guerra fortaleceu o sentimento patriótico e colaborou para o surgimento de sua monarquia nacional e absolutista.


Fontes:

brasilescola.uol.com.br
historiadomundo.com.br
google.com
preparaenem.com


domingo, 3 de setembro de 2023

Vamos falar hoje de Hermetismo.

Mas afinal o que é Hermetismo ?

Hermetismo é o estudo de práticas de filosofias ocultas e magia atribuídas ao filósofo. Dois dos principais estudos dando conta da Tábua de Esmeraldas, que dava o conceito da alquimia e suas práticas; e Corpus Hermeticum também chamado de Hermética) é o conjunto de textos escrito entre 100 e 300 d.C. na então província romana do Egito. É o resultado de um complexo sincretismo religioso, de múltiplas influências (inclusive egípcias). Ocorreu no período da Pax Romana (Paz Romana).




Acredita-se que teve origem no Egito durante a época da ocupação helenística e romana. Apesar da resistência dos egípcios, foi impossível não estabelecer um sincretismo religioso entre eles. Sendo assim, características do deus grego Hermes eram vistas no deus egípcio Toth, assim como o contrário.

Toth era o deus da sabedoria, da arte dos hieróglifos, o criador do Livro dos Mortos e se comunicava com os deuses. Já Hermes, também era associado como mensageiro dos deuses e portador de notícias.

Sendo assim, a união de Toth com Hermes resultou no deus/personalidade/mago Hermes Trismegistus, que significa “três vezes grande”.

Hermes Trismegisto



Essa é uma representação da tábua de esmeralda, mesmo porque até hoje não existem afirmações que alguém a tenha visto, ou mesmo que ela realmente exista, senão em afirmações de filósofos e alquimistas antigos. Nela constavam estudos sobre alquimia.


Inscrições da Tábua das Esmeraldas:






1. Isto é verdade, não há dúvida: é verdadeiro e confiável!


2. Vejam, o que está acima é como o que está embaixo; o que está embaixo é igual ao que está em cima, para que aconteça um único ato maravilhoso.


3. Todas as coisas se formaram mediante um único processo, a partir da mesma matéria-prima.


4. O Sol é o seu pai; a Lua é sua mãe. O vento o carregou no ventre e a Terra o sustentou.


5. Ele é o pai das obras mágicas, o guardião dos milagres. Suas forças são perfeitas e é ele que dá vida às luzes.


6. Trata-se de um fogo que se transforma em terra.


7. Separem a terra do fogo, separem o sutil do grosseiro, com muito cuidado e arte.


8. Nele está a força do superior e do inferior. Assim, torna-se regente do superior e do inferior. Pois, se está com a Lua das Luzes, as trevas se afastam de ti.


9. Com a Força, com a reunião das forças, dominarás tudo o que for sutil e penetrarás em tudo o que for denso.


10. Na medida em que surgir o macrocosmo, surgirá o microcosmo e esta é a minha Criação.


11. Esta é a criação do pequeno mundo, e desse meio surgirão as obras dos sábios.


12. E por isso fui chamado de Hermes Trismegisto, Hermes o Três Vezes Grande.

Em 1974 o cantor Jorge Ben, hoje Jorge Benjor, lançou o álbum "Tábua de Esmeralda", onde se destaca a música; os alquimistas estão chegando.


Os alquimistas estão chegando



Acredita-se que Hermes tenha vivido entre os homens, inspirando muitas tradições religiosas e filosóficas. Inclusive, especula-se que ele tenha ensinado Moisés e até mesmo Pitágoras. Há quem acredite e até identifique Hermes como Moisés.

Uma coisa é certa, essa figura mitológica pode até nem ter existido, mas a força hermética contribuiu e muito para formação de várias teorias.

A inteligência e perspicácia atribuída a Hermes não poderia ficar contida, mas também não poderia ser revelada tão facilmente. Por isso, escreveu inúmeros textos que são divididos em dois tipos: Hermética técnica e Hermética filosófica.

Ambos tipos não são de fácil leitura, contendo inúmeros enigmas e segredos que só um iniciado saberia compreender. Aliás, é tão complexo para olhos não treinados que hermético virou adjetivo de algo completamente selado, lacrado ou de difícil compreensão.

O Caibalion







Baseado nos princípios egípcios conhecido como Leis Herméticas, O Caibalion (Kybalion, palavra que pode ser traduzida como “tradição ou preceito manifestado por um ente de cima”) é um livro esotérico sobre os princípios herméticos sistematizados pela primeira vez no ocidente com este formato em 1908, escrito originalmente em língua inglesa.


No Brasil, sua primeira edição surgiu em 1922, lançada pioneiramente em nosso país pela Editora Pensamento.
Até hoje não se sabe quem realmente o escreveu, sendo normalmente atribuído a três indivíduos autointitulados Os Três Iniciados.


Há rumores que na realidade isso seja apenas mais uma alcunha de William Walker Atkinson, escritor e mentalista norte-americano conhecido também pelo pseudônimo de Yogi Ramacharaka.


Segundo Os Três Iniciados, esse livro contêm a essência dos ensinamentos de Hermes Trismegistos, tal como ensinado nas escolas herméticas do Antigo Egito e da Grécia.


O título Caibalion compartilha a mesma raiz da palavra Qabala, e muitas das ideias apresentadas neste livro anteciparam conceitos relativamente modernos como a Lei da Atração e das ideias ligadas ao Movimento do Novo Pensamento. Um dos maiores clássicos do esoterismo ocidental.



Fontes:

wikipedia.org
google.com
youtube.com
astrocentro.com.br
blog.vidatarot.com.br
repositorio.ufu.br
opriorado.com
antikarius.com.br
cea.com.br

sábado, 2 de setembro de 2023

 Vamos falar de colocação pronominal.



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De acordo com a colocação do pronome oblíquo na frase temos a próclise (antes do verbo), mesóclise (no meio do verbo) ou ênclise (no final do verbo).

As expressões "pronome oblíquo" e "pronome reto" são oriundas do latim (casus obliquus e casus rectus). Elas eram usadas para classificar as palavras de acordo com a função sintática. Quando estavam como sujeito, pertenciam ao caso reto. Se exerciam outra função (exceto a de vocativo), eram relacionadas ao caso oblíquo, pois um dos sentidos da palavra oblíquo é "não é direito ou reto". Os pronomes pessoais da língua portuguesa seguem o mesmo padrão: os que desempenham a função de sujeito (eu, tu, ele, nós, vós, eles) são os pessoais do caso reto, e os que normalmente têm a função de complementos verbais (me, mim, comigo, te, ti, contigo, o, os, a, as, lhe, lhes, se, si, consigo, nos, conosco, vos e convosco) são os do caso oblíquo.


Exemplos de colocação pronominal
Não me deram uma caixa de bombons ontem. (próclise)
Deram-me uma caixa de bombons ontem. (ênclise)
Dar-me-ão uma caixa de bombons amanhã. (mesóclise).


Ênclise

A colocação pronominal depois do verbo deverá ser usada:

Em orações iniciadas com verbos (com exceção do futuro do presente do indicativo e do futuro do pretérito do indicativo), uma vez que não se iniciam frases com pronomes oblíquos.
Refere-se a um tipo de árvore.
Viram-me na rua e não disseram nada.

Em orações imperativas afirmativas.
Sente-se imediatamente!
Lembre-me para fazer isso no fim do expediente.

Em orações reduzidas do gerúndio (sem a preposição em).
O jovem reclamou muito, comportando-se como uma criança.
Fiquei sem reação, lembrando-me de acontecimentos passados.

Em orações reduzidas do infinitivo.
Espero dizer-te a verdade rapidamente.
Convém dar-lhe autorização ainda hoje.


Próclise

A colocação pronominal deverá ser feita antes do verbo apenas quando houver palavras atrativas que justifiquem o adiantamento do pronome, como:

Palavras negativas (não, nunca, ninguém, jamais,…).
Não te quero ver nunca mais!
Nunca a esquecerei.

Conjunções subordinativas (embora, se, conforme, logo,...).
Embora o faça, sei que é errado.
Cumpriremos o acordo se nos agradar.

Pronomes relativos (que, qual, onde,…).
Há professores que nos marcam para sempre.
Esta é a faculdade onde me formei.

Pronomes indefinidos (alguém, todos, poucos,…).
Alguém me fará mudar de opinião?
Poucos nos emocionaram com seus relatos.

Pronomes demonstrativos (isto, isso, aquilo,…).
Isso me deixou muito abalada.
Aquilo nos mostrou a verdade.

Frases interrogativas (quem, qual, que, quando,…).
Quem me chamou?
Quando nos perguntaram isso?

Frases exclamativas ou optativas.
Como nos enganaram!
Deus te guarde!

Preposição em mais verbo no gerúndio.
Em se tratando de uma novidade, este produto é o indicado.
Em se falando sobre o assunto, darei minha opinião.

Advérbios, sem que haja uma pausa marcada. Havendo uma pausa marcada por uma vírgula, deverá ser usada a ênclise.
Aqui se come muito bem!
Talvez te espere no fim das aulas.

Mesóclise

A colocação pronominal deverá ser feita no meio do verbo quando o verbo estiver conjugado no futuro do presente do indicativo ou no futuro do pretérito do indicativo.
Ajudar-te-ei no que for preciso.
Comprometer-se-iam mais facilmente se confiassem mais em você.

A mesóclise é maioritariamente utilizada numa linguagem formal, culta e literária. Caso haja situação que justifique a próclise, a mesóclise não ocorre.


Fontes:
normaculta.com.br
novaescola.org.br

sexta-feira, 1 de setembro de 2023

 Hoje vamos falar da formação do plural dos substantivos.







Normalmente o plural em português é formado pelo acréscimo do "s" no final do substantivo.

Ex: 
Casa -  Casas
Menino - meninos
Carro - carros
Janela - janelas
Mesa - mesas

Fácil, não !
Aí  começam, os problemas!

Como vimos acima, os substantivos terminados em vogal formam o plural acrescentando um "s".

Substantivos terminados em " ", formam o plural substituindo o "l" por "is"
Ex: 
aluguel - aluguéis
coronel - coronéis
bacharel - bacharéis
vogal - vogais
animal - animais
anel - anéis
Real - reis


Existem, é claro, algumas exceções:

Mal - males
cônsul -cônsules

As palavras :
canil - canis
cantil - cantis
barril - barris

Como já existem a vogal "i" no singular, só acrescentamos um "s" no final.

Substantivos terminados em "m" fazem o plural trocando o "m" por "ns.

Álbum - álbuns
garagem - garagens
nuvem - nuvens
item  - itens
viagem - viagens

Substantivos terminados em "r" ou "z" forma o plural acrescentando "es".
Ex:
faz - fazem
caráter - caracteres
sofrer - sofreres
sênior - seniores
júnior - juniores
amor - amores
chafariz - chafarizes
algoz - algozes

Uma exceção é a palavra qualquer, cujo plural é quaisquer.
Uma explicação é dada para isso: A palavra qualquer é feita por justaposição de duas palavras (qual, que aqui é um pronome e quer que é um verbo, e portanto invariável)
Então qual - quais, quer - quer = quaisquer.

Os substantivos terminados em "x" são invariáveis.
Ex:
o tórax - os tórax
a fênix - as fênix

Substantivos terminados em "s"
Se a palavra for monossílaba ou oxítona (acento tônico na última sílaba), acrescentamos o "es"
Ex:
ás - ases
deus - deuses
ananás - ananases
dor - dores
flor - flores

Plural dos substantivos terminados em "ão"

Os plurais dos substantivos terminados em "ão" podem formar o plural de três modos.
Não existe uma regra própria para formação desses plurais, e depende da etimologia de cada palavra.

Assim temos:
substantivos terminados em "ão" que formam o plural com "ães"
Ex:
cão - cães
alemão - alemães
tabelião - tabeliães
escrivão - escrivães
pão - pães
catalão - catalães

substantivos terminados em "ão" que formam o plural com "ões"
Ex:
balão - balões
comilão - comilões
patrão - patrões
cordão - cordões
estação - estações

substantivos terminados em "ão" que formam o plural com "ãos"

Ex:
órgão - órgãos
benção - bençãos
sótão - sótãos
cidadão - cidadãos
cristão - cristãos
pagão - pagãos

Plural dos substantivos compostos:





Em regra geral as palavras variáveis vão para o plural.
Entendemos como palavras variáveis aquelas que se declinam em feminino e masculino, plural e singular.
Ex:
Se ambas as palavras forem substantivos ambas irão para o plural.
couve-flor - couves flores (ambas são substantivos)
bomba-relógio - bombas-relógios
peixe-espada - peixes-espadas

Quando uma palavra for adjetivo e a outra substantivo, ambas irão para o plural.
Ex: 
amor-perfeito - amores perfeitos

Quando uma das palavras é verbo, e a outra substantivo, apenas o substantivo vai para o plural.
Ex: guarda-chuva - guarda-chuvas  (guarda - verbo guardar, e chuva substantivo)
beija-flor - beija - flores

Quando um dos elementos é um numeral e o outro é substantivo ambos vão para o plural.
Ex: segunda-feira - segundas-feiras

Quando forem compostos de palavras repetidas apenas a segunda palavra irá para o plural.
Ex:
quero-quero - quero-queros
tico-tico - tico-ticos
reco-reco - reco-recos
teco-teco - teco-tecos

Quando uma das palavras é um advérbio, apenas o substantivo ou o adjetivo vão para o plural.

Sempre-viva - sempre-vivas (sempre advérbio, viva - adjetivo)
Abaixo-assinado - abaixo-assinados (abaixo, advérbio, assinado verbo)
Palavras compostas ligadas por preposição.
Somente a primeira vai para o plural.
Ex:
pão de ló - pães de ló
pé de moleque - pés de moleque

Quando ambas as palavras forem verbos,a segunda palavra ou  ambas irão para o plural.
Ex: corre-corre - corre-corres ou corres-corres
pega-pega - pega-pegas ou pegas - pegas

Mas se os compostos por verbos forem dois verbos antagônicos, ambos permanecem no singular.
Ex: leva e traz - leva e traz(verbo levar e verbo trazer, são antagônicos, um significa uma coisa e o outro uma coisa diferente)
Plural de três ou mais palavras.
Se o segundo elemento for uma preposição só o primeiro irá para o plural.
Ex:
pé de moleque  - pés de moleque   (preposição "de")
pimenta-do-reino - pimentas-do-reino (preposição "de")
mula sem cabeça - mulas sem cabeça (preposição "sem")






Porém quando o segundo elemento não for preposição, somente a última palavra irá para o plural.

Ex: 
Bem-te-vi - bem-te-vis  (pronome oblíquo "te")
mal-me-quer - mal-me-queres ( pronome oblíquo "me")



Fontes:
brasilescola.uol.com.br
duvidas.dicio.com.br
ciberduvidas.iscte-iul.pt
tudosobreredacao.com.br
www.gramaticaonline.com.br
www.soportugues.com.br

Vamos falar hoje de objeto direto e objeto indireto. O objeto direto e o indireto são termos integrantes da oração que completam o se...