terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Olá, pessoal !


Hoje iremos falar sobre as benzedeiras.

Tão remoto quanto a origem do homem, os rituais sagrados pagãos, objetos de estudo, teses e pesquisas ao longo da era racionalista dão conta de uma tradição mitológica praticada nas tribos primitivas. 





Benzedor, Curador ou simplesmente Rezador é uma atividade, muitas vezes considerada curandeirismo, destinada a curar uma pessoa doente, aplicando sobre ela gestos, em geral acompanhados por alguma erva com pretensos poderes sobrenaturais, ao tempo em que se aplica uma prece. Constitui-se num importante elemento da cultura popular do Brasil, e tem suas origens no sincretismo religioso.
Um estudo sobre tais práticas tanto pode ser realizado nos parâmetros da antropologia médica ou no âmbito da parapsicologia e estudos da religião e cura pela fé. Em ambos os casos a maioria das pesquisas referem-se a estudos específicos de casos cura ou descrição dos curadores com suas respectivas crenças (com detalhadas descrições das rezas e plantas utilizadas) e/ou os itinerários terapêuticos e percepção do "pacientes" sobre a doença e tratamento.




As benzedeiras apelam para santos católicos, entidades de umbanda e personagens folclóricos brasileiros. Santa Luzia é evocada para curar males da visão. Com fé em Santa Brígida, a garantia do fim da dor de cabeça. Se engasgar, é só rogar por São Brás. O Preto Velho tira o mau-olhado de crianças. Aliar-se a São Jorge afasta ferimentos provenientes das lâminas frias de armas brancas. A Escrava Anastácia livra das perseguições e injustiças. Santos fortes para rezas fortes. Mas, garantem os religiosos, maior que qualquer santo é a fé de quem procura a bênção.


No município de Rebouças, Paraná, as benzedeiras se organizaram e conseguiram o reconhecimento do seu ofício. Hoje, por lei municipal, todas são identificadas por uma carteirinha que as identifica. Assim, podem trabalhar no seu ofício sem o susto de serem autuadas ou denunciadas. Desde 2010 são reconhecidas pública e legalmente. É o que nos conta o documentário de Lia Marchi, “Benzedeiras Ofício tradicional”, que foi lançado no passado dia 5 de Novembro na reitoria da Universidade Federal do Paraná - UFPR.


Essa postagem visou mostrar a cultura, a religiosidade e a fé do povo brasileiro.
Essas pessoas, que adquiriram o dom do benzimento, não cobram nada pelo serviço que praticam, e a única intenção é a cura.
Como já mencionamos acima, é um ato de fé.
Para aqueles que não creem, os efeitos do ato das benzedeiras são nulos.
Quando criança, eu mesmo passei por benzimentos, não sei se me ajudaram em alguma coisa, era muito pequeno, mas minha avó, minha mãe, e minhas tias acreditavam nos efeitos curativos da prática.


Fontes;
wikipedia.org
youtube.com.br
comunidademensageirosdaluz.blogspot.com.br
jotamaria-rezadeiroecurandeiro.blogspot.com.br

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017


Olá, pessoal!

Hoje vamos falar das funções do "SE".


A partícula SE, que pode ser também um pronome, possui várias formas de uso e chega a causar dúvidas em muitas pessoas na hora de escrever textos ou em provas. Veremos aqui suas principais funções:







Como PRONOME, o “SE” pode ser

a)    Pronome Pessoal Reflexivo
Neste caso, o SE vai servir para indicar uma ação que é praticada pelo sujeito e ele mesmo receberá suas conseqüências. Dizemos que o sujeito pratica e sofre a ação.
Exemplos:
  • Maria cortou-se com uma tesoura.
  • Deitou-se mais cedo para descansar.




b)   Pronome Pessoal Recíproco
O pronome recíproco é muito parecido com o reflexivo, mas neste caso a ação envolve dois sujeitos, em que ambos praticam a ação um sobre o outro, e portanto também sofrem a conseqüência da ação praticada.
Exemplos:
  • Pedro e Maria deram-se as mãos.
  • Meus pais se amam profundamente.

c)    Pronome Apassivador
Pode também ser chamado de partícula apassivadora/apassivante, e serve para indicar que a frase está na voz passiva, ou seja, o sujeito sofre a ação praticada por outro agente. Chamamos de sujeito “paciente”.
O pronome apassivador segue um VTD (verbo transitivo direto) que esteja na 3ª (terceira) pessoa.
Exemplos:
  • Vendem-se casas.
  • Os livros que se extraviaram, foram restaurados.
Para comprovar, pode-se colocar a frase na voz passiva analítica, como está feito abaixo.
Fazem-se unhas. (voz passiva analítica: Unhas são feitas)
Alugam-se casas e apartamentos. (casas e apartamentos são alugados).



d)   Pronome Indefinido
Também chamado de Índice de indeterminação do sujeito, é utilizado em frases cujo sujeito é indeterminado, e por muitos gramáticos não é considerado um pronome.
Exemplos:
  • Precisa-se de vendedor.
  • Vive-se um dia de cada vez.

O “SE” como PARTÍCULA DE REALCE

Como o nome já sugere, o SE servirá neste caso para realçar aquilo que está sendo dito, e portanto poderá ser retirado da frase sem prejudicar a sua estrutura sintática e coesão.
Exemplos:
  • Foi-se embora a minha última esperança.
  • Você fez o que lhe pedi? Se fiz!

Como CONJUNÇÃO SUBORDINATIVA, o “SE” pode ser:

a)    Causal
Pode ser substituída pelas construções ‘já que’, ‘visto que’ e ‘por que’. É utilizada na oração subordinada para indicar a causa da oração principal.
Exemplo:
  • Se você não chegou, tivemos que improvisar um apresentador.
b)    Condicional
Indica uma condição para a oração principal.
Exemplo:
  • Se você não chegar cedo, teremos que improvisar um apresentador.
c)    Concessiva
Pode ser substituída pela conjunção ‘embora’, e indica uma concessão, uma exceção à conseqüência natural da ação.
Exemplo:
  • Se perdermos este jogo, nem por isso sairemos daqui desanimados.
d)    Integrante
Aparece entre dois verbos para completar o sentido de um deles. É utilizada nas orações substantivas.
Exemplos:
  • Pergunte se trouxe a encomenda que pedi.
  • Fale-me se estou certo ou errado.

Fontes:
brasilescola.uol.com.br
infoescola.com.br
recantodasletras.com.br
portugues.uol.com.br

domingo, 5 de fevereiro de 2017

Olá, pessoal !

Bom domingo a todos.



Hoje vamos falar de danças de salão.


A dança de salão refere-se a diversos tipos de dança executados por um par de dançarinos.

Ela tem sua origem na corte do rei Luís XIV (1638-1715).

A dança de salão foi levada pelos europeus para diversos países colonizados na América latina, que se mesclaram aos ritmos populares daquelas regiões, gerando outros ritmos de dança: tango na Argentina, maxixe no Brasil, que daria origem ao samba de gafieira e o  habanera em Cuba, que deu origem ao salsa, bolero e rumba.

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Nos Estados Unidos, o swing, surgiu de grupos negros dançando jazz. As primeiras danças de salão de lá foram o charleston, e o lindy hop.

Existem diversos ritmos e evoluções desses ritmos nas chamadas dança de salão.

No Brasil, os mais populares, são o samba de gafieira, o bolero, a valsa e o forró.








  O Forró é tipicamento brasileiro, e teve suas origens em danças nordestinas.
Segundo o filólogo pernambucano, professor Bechara, a palavra tem sua origem na palavra forrobodó, ou forrobodança.
Ganhou fama graças a cantores como Luiz Gonzaga.


  Maxixe é uma dança de salão brasileira criada pelos afrodescendentes, teve sua origem no Rio de Janeiro no final do século XIX.
Um dos principais interpretes foi Ernesto Nazareth.(20.03.1863-01.02.1934).

Samba de gafieira, é outro ritmo brasileiro, que tem como característica a atitude do dançarino diante de sua parceira, proteção, malandragem, e condução. Nesse ritmo é sempre o dançarino que conduz a parceira.





Outros ritmos bastante executados pelos dançarinos, são o tango, o rock, o bolero, a valsa, a lambada e a salsa.


A dança de salão é um importante exercício físico, além de propiciar a interação social.

Vamos dançar......


Fontes:
wikipedia.org
tipos-de-danca.info
youtube.com/danças de salao

sábado, 4 de fevereiro de 2017

Olá, pessoal!


Hoje vamos falar do livro "Paris é uma festa" (A moveable Feast) de Ernest Hemingway.







Anos Loucos


Paris na década de 20, era uma cidade onde efervescia o moderno, o novo, a mudança.

Depois do final da Primeira Guerra Mundial, um fluxo muito grande de expatriados foram para Paris, em parte bela beleza da cidade, e noutra pelo momento pelo qual passava a sociedade, com fim da guerra a utopia positivista do século XIX deu vez a um progressivo individualismo desenfreado e extravagante.






A cidade de Paris nos anos de 1920 se torna a capital da arte e o lugar de encontro entre artistas e intelectuais da época. Assim, Gertrude Stein apresenta Picasso, Braque e Matisse a obras de Ernest Hemingway e F. Scott Fitzgerald. Em Paris foi publicada a primeira edição de Ulisses do irlandês James Joyce e muitos escritores de todo o mundo são atraídos por ela, com a certeza de que ali eles desenvolveriam seu talento e encontrariam inspiração para fazer parte dessa revolução intelectual e cultural.

O livro, Paris é uma festa, apresenta um jovem de 22 anos, Hemingway,  recém casado com Elizabeth Hadley Richardson,, que vive entre figuras polêmicas e encantadoras.
Hemingway ainda não tinha a fama que teve mais tarde, e vivia com recursos escassos, sempre às custas de artigos e antecipações de capítulos de livros a serem lançados.




                                       Ernest Hemingway



                              Hemingway e Elizabethe Hadley


Gertrude Stein, denominou esse grupo de jovens artistas de "Geração perdida"

O livro começou a ser escrito em 1957, durante a estada do escritor em Cuba, e foi concluído na primavera de 1960.

Ele foi editado, porém, somente em 1964, após a morte do escritor.

Músicas e filmes foram escritos baseados na Paris dos anos 20, e suas festas.





Um filme imperdível sobre o livro Paris é uma festa, é "Meia-noite em Paris" de Wood Allen.



Para quem leu o livro, ou para quem não leu, recomendo o filme, (netflix ou no youtube)


Fontes:
wikipedia.org
travessa.com.br
anosloucos.blogspot.com.br
resenhasdelivros.com/paris-e-uma-festa




sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Olá, pessoal !

Hoje iremos falar do teatro grego.






O teatro grego é o percursor do teatro moderno, e inúmeras peças encenadas na época, continuam sendo encenadas até hoje.

O teatro grego teve suas origens nas comemorações que homenageavam o deus Dionísio, Baco na mitologia romana.

As procissões e festividades duravam seis dias, onde o vinho e o canto, a dança, além, é claro da luxúria imperavam.

A origem da palavra "bacanal" vem o deus romano Baco.

Com o tempo essas festividades evoluíram e foram tomando forma, em locais próprios, circulares, onde ficavam a platéia, os atores, mais ao centro e o coro.
Geralmente esses locais eram ao ar livre, e os atores usavam máscaras.







Durante o período clássico da história grega (século V a.C), foram estabelecidos os estilos mais conhecidos do teatro grego: a tragédia e a comédia.

Tragédia do grego "tragoidia" ("tragos"=bode e "oidé"= canto). Canto do bode é uma manifestação em louvor do deus Dionísio, que se transformava em bode para fugir da perseguição da deusa Hera. Em alguns rituais, um bode era sacrificado em sua homenagem.
  A tragédia apresentava como principais características o terror e a piedade que despertavam no público.
Era constituída de cinco atos e, além dos atores, intervinha o coro, que manifestava a voz do bom senso.

Diferentemente do drama o autor sofre sem culpa, mas por uma manobra do destino.
Por exemplo, Édipo não sabia que Laios era o seu pai, ou Jocasta fosse sua mãe. Ele até tentou fugir do destino que lhe fora reservado pelo Oráculo.


A origem da comédia é a mesma da tragédia: as festas em louvor do deus Dionísio.

A palavra comédia vem do grego "komoidia" ("komos" remete ao sentido de procissão).

A tragédia era considerada um gênero literário menor, e falava dos homens comuns.

Aristófanes foi o seu maior representante, com peças como : "As vespas" "as  nuvens" "a assembléia de mulheres".


Os teatros eram localizados em encostas com boa acústica, onde ficavam os atores, o coro, a orquestra e o público.





A orquestra era a área circular em terra batida ou com lajes de pedra situada no centro das bancadas, onde o coro realizava a sua interpretação.

O coro, tinha como função representar um juízo de valor em relação aos personagens, ora elogiando, ora criticando, e expondo suas opiniões.

O proskénion, era o palco, onde os atores se apresentavam, e o skene, (cenário), em princípio era um local onde os atores se trocavam, depois passou a ter a função dos dias atuais, ou seja uma representação que auxilia na formatação da peça teatral.

Os principais autores teatrais da tragédia dessa época foram:

Ésquilo, principal peça "Prometeu acorrentado"
Sófocles, principal peça "Édipo rei"
Eurípedes, principal peça "as troianas"


Fontes:
wikipedia.org
educaçao.uol..com.br
teatronagrecia.blogspot.com.br
brasilescola.uol.com.br
literandoavida.blogspot.com.br
linguas-da-arte.blogspot.com.br
suapesquisa.com.br/teatrogrego









quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Olá, pessoal !

Hoje vamos falar da obra do dramaturgo grego Sófocles, baseado no mito de Antígona.




Antígona

Filha de Édipo e Jocasta, ela tinha mais três irmãos: Etéocles, Ismênia e Polinice.
Essa obra faz parte da chamada Trilogia Tebana, que inclui ainda Édipo rei e Édipo de Colono.


Polinicie e seu irmão Etéocles expulsam o pai, Édipo, de Tebas, depois de descobrirem que esse matou o pai e se casou com a própria mãe, Jocasta.
História estranha, não é ? Polinicie, Ismênia, Etéocles e Antígona, eram filhos da própria avó!
Enfim na dramaturgia grega tudo era possível.
Quando foi expulso Édipo lançou uma maldição sobre os filhos, dizendo que um mataria o outro.



                         Édipo acompanhado de Antígona


Para se livrarem da maldição paterna, ambos combinaram que por sete anos um iria se exilar enquanto o outro governava, e depois inverteriam os papéis.

Acontece que Etéocles, não cumpriu o acordo, fazendo com que Polinicie entrassem em guerra contra Tebas.

Polinice se casa com Argia, filha mais velha de Adrasto, rei de Argos, e junto dele arma um ataque contra Tebas, governada por seu irmão, episódio chamado de "os sete contra Tebas".



Polinice e Etéocles

Na batalha Etéocle e Polinice morrem. Por fim os soldados de Tebas vencem a batalha e quase todos os sitiantes morrem em combate.
O senado de Tebas então, determina que Etéocles seja enterrado com honras de Estado e que Polinice, por ser um invasor, fique sem sepultura, à mercê dos abutres.

Antígona, então desobedecendo a lei de Tebas, dá um túmulo ao seu irmão Polinice, e por isso é condenada à morte.


                          Antígona enterrando Polinice

Creonte, governante de Tebas, determina que ela seja enterrada viva, apesar da intervenção de Ismênia que se oferece para morrer em seu lugar.
Hêmon, filho de Creonte e noivo de Antígona, ao saber da morte da amada, comete suicídio. A  esposa de Creonte, ao saber da morte de Hêmon, morre também.



morte de Antígona

A peça de Sofócles, apresenta duas versões do radicalismo, uma de Antígona, que desobedece uma lei que ela acha extremamente injusta, e outra de Creonte, que apesar de ser aconselhado por seu filho, pelo povo e pelo velho adivinho Tirésias, para não punir Antígona, agiu conforme a lei de seu país, com isso perdeu o filho e a esposa. 


Fontes:
Wikipedia.org
mitologia-greco-romana/eteoclo-e-polinice
felipepimenta.com/2013/11/27/-antigona-de-sofocles/


quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Bom dia ! Pessoal!

Hoje vamos falar de uma expressão muito comum em discussões e conversas, sobre a inutilidade de certas vitórias, que costumamos chamar de "vitória de Pirro".

Mas o que é vitória de Pirro ?



Pirro, foi um general que viveu entre 3181.C e 272 a.C. rei do Épiro e da Macedônia.
Ele foi considerado por Aníbal, grande comandante de Cartago, nas Guerras Púnicas, como o segundo melhor general e estrategista militar da época, só perdendo para Alexandre, o grande.

Com a tomada pelos romanos da cidade grega de Tarento, Pirro foi convocado a ajudar os tarentinos pelo oráculo de Delfos.


Castelo Aragonês - Tarento


A força militar de Pirro era muito grande, era composta de 3000 cavaleiros, 2000 arqueiros, 500 fundeiros, infantaria com 20.000 homens e 19 elefantes de guerra.

Pirro venceu a batalha de Heracleia, e os romanos perderam 7000 homens, enquanto Pirro perdeu 4000.

Apesar da vitória ter tido um número muito alto de baixas, o exército de Pirro ainda continuou muito forte, a ponto de incentivá-lo à conquistas maiores.

Pirro prosseguiu em sua sede de vitórias conquistando diversas cidades no Mediterrâneo,


                                   
                                                       Batalha de Ásculo

Em 279 a.C. foi travada a batalha de Ásculo, os romanos perderam 6000 homens e Pirro 3500.  Foi um duro golpe no exército de Pirro, fazendo com que ele nunca mais se recuperasse; a ponto de Pirro comentar : "Mais uma vitória como essa, e estarei arruinado."

Vitória de Pirro, é uma expressão que identifica uma vitória sem grande importância, ao contrário, identifica uma quase derrota. Uma vitória cujo o custo é tão grande, que melhor seria não tê-la vencido.


Fontes:

wikipedia.org
osarrafo.com.br

Vamos falar hoje de objeto direto e objeto indireto. O objeto direto e o indireto são termos integrantes da oração que completam o se...