quinta-feira, 30 de agosto de 2018

Hoje vamos falar de abduções, no Antigo e Novo Testamento.



A palavra abdução significa “sequestro”, “rapto”, “arrebatamento”, e se encontra hodiernamente quase que exclusivamente vinculada ao rapto de terráqueos por criaturas alienígenas.



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O primeiro registro de um terráqueo abduzido em corpo “até o céu” se encontra no capítulo 5 do livro do Gênesis, o primeiro livro da Bíblia, no versículo 24. Ali se diz que ENOQUE, um justo que vivera antes da época do Dilúvio, fora trasladado misteriosamente por Deus: “E andou Enoque com Deus; e não se viu mais, porquanto Deus para Si o tomou”, diz o texto. No livro de Hebreus 11:5 se diz: “Pela fé Enoque foi trasladado para não ver a morte, e não foi achado, porque Deus o trasladara; visto como antes de sua trasladação alcançou testemunho de que agradara a Deus”.

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                                               Enoque

O segundo registro se encontra no 2º Livro dos Reis, no capítulo 2, mais especificamente no versículo 11, onde se noticia que ELIAS, um dos profetas de Israel, estava caminhando com Eliseu, seu discípulo, junto as margens do rio Jordão, quando, de repente, “indo eles andando e falando, eis que um carro de fogo, com cavalos de fogo, os separou um do outro: e Elias subiu ao céu num redemoinho”!


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Abdução de Elias

O terceiro registro bíblico de uma abdução com humanos, se deu com um dos mais famosos reis da Antiguidade, também da nação de Israel, chamado DAVI. Temos o seu relato no Salmo 18:4-19 no qual o rei disse: “Enviou desde o alto, e me tomou; tirou-me das muitas águas…livrou-me do meu inimigo e dos que me aborreciam… eram mais poderosos do que eutrouxe-me para um lugar espaçoso, livrou-me porque tinha prazer em mim” (18:16-19).


Encontramos no livro de Atos 8:39,40 o relato da abdução terrestre, em corpo, de FILIPE, um dos sete diáconos da Igreja Primitiva que fora abduzido quando estava na estrada que descia para Gaza e deixado corporalmente em Azoto, cidade que ficava no litoral do Mediterrâneo, sem que ele ou alguém soubesse informar como fora parar ali! No dizer do evangelista Lucas o Espírito do Senhor arrebatou a Filipe”   e Filipe se achou em Azoto.

Em 1ª Tessalonicenses 4: 15-17 temos a declaração do apóstolo Paulo de que, TODOS OS CRENTES QUE ESTIVEREM VIVOS, QUANDO DO RETORNO DO SENHOR JESUS À TERRA, não passarão pela morte física, mas serão transformados em vida e arrebatados corporalmente ao céu! Uau! Quantas emoções fortes nas páginas da Bíblia Sagrada! Sem dúvida alguma este será mais um daqueles eventos espetaculares a acontecer no planeta Terra nos últimos dias!

Respire calma e relaxadamente, tome um gole de água fresca, caminhe um pouco por onde possa, e, quando tiver terminado, volte e vamos continuar a leitura desses raptos de humanos um pouco mais de perto! Você ainda tem muito para se assombrar!

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Fontes:
wikipedia.org
pstorolivio.com.br
google.com

quarta-feira, 29 de agosto de 2018

As ideologias “esquerda” e “direita” foram criadas durante as assembleias francesas do século 18. Nessa época, a burguesia procurava, com o apoio da população mais pobre, diminuir os poderes da nobreza e do clero. Era a primeira fase da Revolução Francesa (1789-1799).  Com a Assembleia Nacional Constituinte montada para criar a nova Constituição, as camadas mais ricas não gostaram da participação das mais pobres, e preferiram não se misturar, sentando separadas, do lado direito. Por isso, o lado esquerdo foi associado à luta pelos direitos dos trabalhadores, e o direito ao conservadorismo e à elite.  

Dentro dessa visão, ser de esquerda presumiria lutar pelos direitos dos trabalhadores e da população mais pobre, a promoção do bem estar coletivo e da participação popular dos movimentos sociais e minorias. Já a direita representaria uma visão mais conservadora, ligada a um comportamento tradicional, que busca manter o poder da elite e promover o bem estar individual. 


Legitimada pela filosofia Iluminista, a burguesia abriu uma perspectiva de futuro, de emancipação do homem através dos ideais de liberdade e igualdade e que veio a ter seu ponto culminante na Declaração Universal dos Direitos do Homem e do Cidadão, de 1789. Através do jacobinismo, a politização da pobreza e das questões sociais ganhou contornos inéditos e abriu caminho para a emergência das vertentes socialistas do século XIX, que levaram adiante o projeto de construção de uma sociedade voltada para a inclusão dos mais pobres.



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A direita é, portanto, o lugar dos ricos, daqueles que não querem perder privilégios nem fazer concessões de direitos. A esquerda é o lugar dos pobres, daqueles que querem mudar a ordem social para ampliar e universalizar direitos, de onde vêm os ideais de liberdade e igualdade que pautaram a Revolução. A esquerda está relacionada à abertura de uma perspectiva de futuro inclusiva e representa a contestação dos privilégios de uma minoria, mantidos em detrimento da maioria, representa a ânsia pela mudança e pela transformação social. Ser de esquerda é não se conformar ao status quo, não aceitar a naturalidade das hierarquias sociais e as desigualdades que elas engendram, não se conformar à exploração do homem pelo homem nem desistir de pensar a utopia e problematizar projetos de um futuro melhor.
Foi das ações e pressões dos movimentos trabalhistas de esquerda dos séculos XIX e XX que vieram, por exemplo, as principais conquistas para a classe trabalhadora. A origem dos conceitos vem, portanto, da Revolução Francesa e os matizes que esses termos assumiram posteriormente não alteram seus significados originais. O surgimento de uma extrema esquerda (socialismo soviético) e uma extrema direita (fascismo e nazismo) no século passado estão relacionados às reações de algumas nações e grupos sociais aos ideais originados na Revolução Francesa e sua emergência esteve diretamente relacionada à guerra total que abocanhou as potências europeias entre 1914-1918.

Sempre ouviremos ou leremos teses que relacionam a esquerda com o comunismo, com países como Rússia, China, Coréia do Norte, Cuba.

Geralmente essa visão está equivocada, por focar apenas nos países com regimes totalitários.


Os países escandinavos e principalmente a Suécia são muito utilizados por social democratas e socialistas como prova de que a intervenção estatal na economia pode trazer resultados benéficos para uma nação. 

Até a metade do séc. XIX a Suécia era um país pobre, mas na déc. de 1860 uma série de medidas liberais foram tomadas e por consequência o país conseguiu fazer parte do grupo de países beneficiados com a Revolução Industrial. Foi aí então que as grande empresas, como Volvo e Ericsson começaram a surgir, mais especificamente durante o final do séc XIX e começo do séc XX. 


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Ser de esquerda, portanto, nada tem a ver com culto ao Estado ou a ditaduras,  nem a esquerda é inerentemente anti-democrática, como a direita inculta tem repetido à exaustão. Esquerda é uma visão de mundo em favor dos menos favorecidos. Esse é o sentido original do termo. Com o fim do socialismo real e o definhamento do discurso revolucionário de esquerda, o que sobrou para a esquerda foi a social-democracia, ou seja, a defesa de projetos sociais de inclusão e ascensão social e seu casamento com valores democráticos e garantia de liberdades individuais.
Ao contrário do que muitos pensam, a defesa de liberdades individuais não é apanágio da direita. A social-democracia é uma vertente de esquerda que surgiu entre o final do século XIX e o início do XX que rejeitava a noção de ditadura do proletariado como etapa necessária para a construção de uma sociedade mais justa e focava na junção de dois elementos: o ideal de justiça social do socialismo e o ideal de liberdade individual do liberalismo. A ideia era criar um partido e um movimento trabalhista voltado para reformas, não para a revolução.
Por isso, a esquerda hoje casa mais perfeitamente com ideais liberais do que a direita. Enquanto a direita defende mais fortemente apenas o viés econômico do liberalismo, isto é, a supremacia do mercado e a retirada da mão protetora do Estado sobre os pobres – isto é, o a eliminação de políticas sociais – o liberalismo político de matriz norte-americana trouxe para o plano da ação política a defesa das minorias, como negros e homossexuais. É daí que vem as políticas de cotas para negros em universidades e empresas e as políticas de proteção a minorias sociológicas, grupos que não possuem hegemonia cultural e sofrem formas variadas de violência e exclusão. As leis em defesa de negros, homossexuais e mulheres, por exemplo, se encaixam nesse paradigma.
A direita se opõe às políticas sociais liberais (e no Brasil ela atribui isso erroneamente a uma visão comunista) porque pensa que isso fere a meritocracia. Mas meritocracia sem igualdade de oportunidades é apenas um instrumento de exclusão. Restou, portanto, à esquerda se apropriar desses ideais e fazer política social para reduzir as desigualdades sociais, raciais e de gênero. Essas políticas fortalecem a democracia na medida em que proporcionam o acesso dessas minorias a espaços de onde estavam excluídos por uma série de questões históricas.
O papel da esquerda hoje é pensar a inclusão com a valorização das liberdades democráticas. Temos dois exemplos notáveis disso no continente com Obama e Mujica. A direita continua a ser o que sempre foi: ela quer manter privilégios, é conservadora, quer manter (conservar) a ordem social baseada na desigualdade, inclusive a desigualdade de oportunidades – por isso o discurso da meritocracia frequentemente escamoteia seus interesses de classe. Não raramente ela também flerta com ideais do fascismo (como xenofobia, militarismo e nacionalismo). Enquanto a esquerda tende a uma visão progressista, a direita reafirma a importância e atemporalidade da tradição, sempre pensada como elemento normativo e legitimador das desigualdades.
Contudo, os dois lados podem recair na defesa de governos e ideologias autoritárias, no populismo e, em nome de determinados ideais aqui abordados como a igualdade ou a tradição, até justificar formas diferenciadas de segregação social, perseguições políticas ou mesmo o banimento de opositores. Governos de direita ou esquerda podem ou não ser democráticos. As definições aqui trabalhadas dizem respeito aos sentidos originais dos termos, mas no plano histórico podem e adquirem matizes diferentes e isso depende de contextualização, motivações de indivíduos e governos, heranças e imbricações de distintos elementos culturais (como, por exemplo, a tradição autoritária do czarismo na Rússia e sua influência sobre o partido bolchevique, ou as reverberações do populismo sobre governos latino-americanos com ascendência de tendências autoritárias, ou mesmo o patrimonialismo que pode se manifestar em governos dos dois espectros ideológicos).
A direita preza o individualismo, o "self made man"

Não tem um mais "bonzinho", tudo vale das análises individuais de cada um.

Via de regra a direita é conservadora, é contrário à mudanças drásticas. A esquerda por sua vez, é progressistas e se adapta e sugere mudanças constantemente.




Fontes:
vestibular.uol.com.br
wikipdia.org
google.com.br

terça-feira, 28 de agosto de 2018



Muito famoso nas décadas de 60, 70 e 80, o programa do Zé Bétio acordava o trabalhador.

José Béttio, morreu hoje aos 92 anos em São Paulo.


Hoje vamos falar do grande inventor brasileiro, Alberto Santos Dumont.


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Conhecido como o Pai da Aviação por ter sido o primeiro a realizar um vôo a bordo de um avião a motor, sem a necessidade de rampas de lançamento. Alberto Santos Dumont é um dos principais nomes da história brasileira e suas proezas são consideradas orgulho nacional.

Mas apesar de seu foco principal ter sido a aviação, a mente inquieta do inventor ainda criou outros utensílios muito importantes para a humanidade.


As invenções são, sobretudo, o resultado de um trabalho teimoso.

Santos Dumont
O mineiro teimoso


Nasceu em 20 de julho de 1873, na cidade de Palmira, em Minas Gerais. Santos Dumont desde cedo demonstrou interesse pelo funcionamento de máquinas e sua construção. Filho de Henrique Dumont e Francisca de Paula Santos Dumont, viveu sua infância na fazenda de plantio e beneficiamento de café da família em Ribeirão Preto. Lá divertia-se construindo pipas e pequenos aeroplanos movidos a hélice. Desde os 7 anos aprendeu a dirigir as locomotivas da propriedade e, aos 12 anos, era considerado um maquinista hábil.


"Eu sempre brincava de imaginar e construir pequenos engenhos mecânicos, que me distraíam e me valiam grande consideração na família. Minha maior alegria era me ocupar das instalações mecânicas de meu pai. Esse era o meu departamento, o que me deixava muito orgulhoso."

(Santos Dumont)

Ao ler as obras de Julio Verne, nas quais são descritas viagens em submarinos e relatadas longas aventuras em balões, o seu fascínio pela aeronáutica cresceu. Passou a estudar a história da navegação aérea e ao descobrir que grande parte dos avanços nesta área haviam acontecido na França, ficou cada vez mais interessado em conhecer o país.

Estimulado pelo pai, começou a estudar mecânica. Com 18 anos, realizou uma viagem à Inglaterra, para aprimorar o inglês. Depois seguiu para a França, onde escalou o Monte Branco e reforçou sua paixão pelas alturas. Um ano mais tarde foi emancipado pelo pai e voltou à França para se dedicar ao automobilismo e aos estudos de ciências, engenharia, mecânica, eletricidade e aeronáutica.

Após a morte do pai, Santos Dumont volta mais uma vez à França em 1897, aos 24 anos, desta vez de forma definitiva e passa a se dedicar ao balonismo.


 
As máquinas de voar balão "Brésil" e o dirigível N-4

A primeira criação de Santos Dumont foi o balão chamado “Brésil” (“Brasil”, em francês) . Este foi o menor balão criado até então e, se diferenciava dos demais balões por ser inflado com hidrogênio, ao invés de ar quente.

O dirigível N-1 foi o primeiro balão motorizado da história, mas o primeiro dirigível criado por Dumont não foi bem-sucedido. Em 1898, o vôo de estreia só ocorreu dias depois do planejado, pois no dia marcado o balão rasgou-se devido a uma manobra mal-feita ainda em terra. Dois dias depois, o dirigível subiu e apresentou as manobras idealizadas, porém um imprevisto fez com que caísse de uma distância de 400 metros do chão.



"A descida efetuava-se com a velocidade de 4 a 5 m/s. Ter-me-ia sido fatal, se eu não tivesse tido a presença de espírito de dizer aos passantes espontaneamente suspensos ao cabo pendente como um verdadeiro cacho humano, que puxassem o cabo na direção oposta à do vento. Graças a essa manobra, diminuiu a velocidade da queda, evitando assim a maior violência do choque. Variei desse modo o meu divertimento: subi num balão e desci numa pipa."

(Santos Dumont)

Dumont busca aprimorar a sua invenção e cria o dirigível N-2, que também cai em sua fase de testes. Cria então o N-3, com o qual contornou a Torre Eiffel pela primeira vez. Aterrissou no mesmo local onde o N-1 havia caído, mas desta vez em total segurança.

Em 1900, foi criado o prêmio Deutsch. Para vencê-lo, uma aeronave deveria contornar a Torre Eiffel e retornar ao seu local de origem em até 30 minutos. Ato que nenhuma das invenções criadas até então eram capazes de realizar.

Instigado pelo desafio, Dumont passa a trabalhar para aumentar a velocidade dos seus dirigíveis. Cria assim os N-4, N-5 e N-6, levando o cobiçado prêmio de 129 mil francos com este último modelo.

Santos Dumont foi então reconhecido internacionalmente como o inventor do dirigível e o maior aeronauta do mundo. O que resultou em condecorações enviadas pelo então presidente do Brasil, Campos Salles, convites de viagens aos Estados Unidos e outros países e, também, a oferta do príncipe de Mônaco, Alberto I, de construir um hangar para que passasse a realizar as suas experimentações no principado.


A partir de então, Dumont passa a criar dirigíveis com objetivos específicos. O N-7 é projetado para corridas, enquanto o N-8 é uma cópia do N-6 criada por encomenda para um colecionador dos Estados Unidos. O N-9 é um dirigível para passeio, já o N-10 foi criado para servir de ônibus coletivo, mas nunca foi finalizado. O N-11 era uma versão reduzida do N-10. O N-12 foi outra réplica, desta vez do N-9 e, por fim, o N-13 era um balão duplo de ar quente e hidrogênio capaz de ficar semanas suspenso no ar, mas infelizmente foi destruído por uma tempestade antes mesmo de ser testado.




O primeiro vôo a bordo do 14-bis. a ave de rapina

Em 1904 haviam três prêmios de aviação em andamento na França (o Prêmio Archdeacon, o Prêmio do Aeroclube da França e o Prêmio Deutsch-Archdeacon). O mais cobiçado por Dumont era o Prêmio Deutsch-Archdeacon que pedia que a aeronave voasse 1.000 metros em circuito fechado, sem o auxílio de balões ou catapultas para a decolagem e oferecia 50.000 francos ao vencedor.


O inventor começou assim a trabalhar na sua criação mais famosa, o 14-Bis, também chamado de “Oiseau de Proie” (“Ave de Rapina”, em francês).

Inspirado em um protótipo criado pelo cientista inglês George Cayley 100 anos antes, Santos Dumont construiu uma espécie de aeroplano híbrido, um avião juntamente com um balão de hidrogênio. Esta primeira versão foi descartada por ser considerada impura pelo aviador e seus amigos. A partir daí, focou-se em construir uma máquina que pudesse se sustentar no ar sem o auxílio de balões.

O 14-Bis tinha 10 metros de comprimento, 4 metros de altura e 12 metros de envergadura, atingindo 30 km/h. Pesava 205 quilos. As asas eram fixas a uma viga, logo a frente ficava o leme e, na outra extremidade eram posicionados a hélice e o motor de 24 cavalos. O piloto conduzia a aeronave em pé.

Após realizar uma série de testes e ajustes, no dia 23 de outubro de 1906 no campo de Bagatelle, em Paris, Santos Dumont realizou o primeiro vôo a bordo do 14-bis para uma plateia de cerca de 1.000 pessoas e na presença da Comissão Oficial do Aeroclube da França. A aeronave percorreu 60 metros em 7 segundos, a uma altura de 3 metros. O entusiasmo dos presentes foi imenso e até os juízes ficaram emocionados. Por este feito, Santos Dumont se tornou conhecido como o Pai da Aviação.
Outras invenções de Santos Dumont
Dumont no hangar de Neuilly (Paris, França)

Além das máquinas voadoras, o inventor brasileiro criou o primeiro hangar em 1900 justamente para guardar os seus equipamentos e invenções. Ele criou portões com rolamentos para facilitar o deslocamento das aeronaves.

Com a intenção de controlar o tempo dos seus vôos, ele também pediu ao amigo Louis Cartier que desenvolvesse o primeiro relógio de pulso.

Mais tarde, criou o primeiro chuveiro de água quente quando vivia em seu chalé “A Encantada” em Petrópolis. A invenção funcionava através do uso de um balde perfurado e dividido ao meio, que levava água quente de um lado e fria do outro.

Criou ainda um motor portátil para ser utilizado por esquiadores.
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Wilbur e Orville Wright

No início do século XX, Dumont não era o único a se aventurar na criação de máquinas voadoras. Os Irmãos Wright desenvolviam as suas criações e experimentações nos Estados Unidos. Em 17 de Dezembro de 1903, realizaram o primeiro vôo com o seu Flyer I com o auxílio de trilhos para a decolagem, na cidade de Kill Devil Hills.

Porém, os irmãos não realizavam demonstrações públicas com receio de ter as suas técnicas copiadas e o vôo teve poucas testemunhas. Somente em 1908 foram à França para realizar uma demonstração dos seus inventos e deixaram todos abismados com os resultados avançados de sua aeronave.


Diferente do 14-bis que voava em círculos como um balão, com o Flyer era possível realizar manobras muito mais controladas devido ao sistema do controle em 3 eixos. A partir de então, o voo realizado em 1903 pelos irmãos passou a ser considerado como o primeiro v0o de uma máquina voadora mais pesada que o ar.

A guerra e a destruição do sonho


Em 1914 teve início a I Guerra Mundial e Dumont viu os aeroplanos passarem a ser utilizados em combates cada vez mais violentos. O aviador havia se aposentado em 1910, pois sofria de esclerose múltipla. Já não sentindo que podia competir com os novos inventores, agora dedicava-se à astronomia.

Ao longo dos anos desenvolveu uma depressão profunda e buscou que os aviões não fossem utilizados como armas de guerra. Em 1926 fez um pedido à Liga das Nações com este objetivo e chegou a oferecer 10 mil francos para a pessoa que escrevesse a melhor obra contra o uso das aeronaves em guerras.

Vendo-se cada vez mais debilitado, o inventor passa por diferentes centros de saúde na Europa e acaba por retornar ao Brasil na companhia do sobrinho. Em 1932, aos 59 anos, Santos Dumond suicidou-se no quarto do Grand Hotel La Plage, no Guarujá, onde vivia.


Grand Hôtel de la Plage

Grande Hotel La Plage, hoje Shopping La Plage no Guarujá

Algumas homenagens
Museu Casa de Santos Dumont

Por ser um pioneiro da aviação e um dos seus principais entusiastas, a obra de Santos Dumont foi amplamente reconhecida e o inventor recebeu diversas homenagens.

Há uma estátua em sua honra no campo de Bagatelle, onde realizou o primeiro voo com o 14-bis. A cidade de Palmira, onde nasceu, hoje é chamada Santos Dumont. Em 2006, o governo brasileiro declarou-o herói nacional. Em 1976, a União Astronômica Internacional deu o seu nome a uma das crateras lunares.

O primeiro aeroporto do Rio de Janeiro leva o nome de Santos Dumont. Diversas ruas e praças das cidades brasileiras também foram nomeadas em homenagem ao inventor. O seu chalé em Petropólis foi transformado em museu, sendo que as invenções desenvolvidas ali foram preservadas e estão expostas ao público.


Fontes:
wikipedia.org
hipercultura.com/santos-dumont
google.com.br

segunda-feira, 27 de agosto de 2018

Hoje vamos falar do livro Esaú e Jacó de Machado de Assis.

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Publicado em 1904, Esaú e Jacó é o penúltimo romance de Machado de Assis.

O título é extraído da Bíblia, remetendo-nos ao Gênesis: à história de Rebeca, que privilegia o filho Jacó, em detrimento do outro filho, Esaú, fazendo-os inimigos irreconciliáveis. A inimizade dos gêmeos Pedro e Paulo, do romance de Machado, não tem causa explícita, daí a denominação de romance "Ab Ovo" (desde o ovo).

É o romance da ambiguidade, narrado em 3ª pessoa, pelo Conselheiro Aires. Pedro e Paulo seriam "os dois lados da verdade". Filhos gêmeos de Natividade e Agostinho Santos, à medida que vão crescendo, os irmãos começam a definir seus temperamentos diversos: são rivais em tudo. Paulo é impulsivo, arrebatado, Pedro é dissimulado e conservador - o que vem a ser motivo de brigas entre os dois. Já adultos, a causa principal de suas divergências passa a ser de ordem política - Paulo é republicano e Pedro, monarquista. Estamos em plena época da Proclamação da República, quando decorre a ação do romance.

Ao contrário da passagem bíblica, Pedro e Paulo são inimigos desde o ventre da mãe. Conforme crescem seus temperamentos se mostram cada vez mais diferentes um do outro, mostrando que são iguais apenas na aparência. Paulo é sempre impulsivo e deslumbrado, e Pedro é conservador e dissimulado.
Sua mãe Natividade vivia aflita com a briga dos filhos, não aceitando a situação. A maior briga de ambos era de caráter político, Paulo era a favor da República, enquanto Pedro era a favor do Império.
Livro Esaú e Jacó
Quando cresceram, Pedro foi estudar medicina no Rio de Janeiro e Paulo direito em São Paulo. Outra disputa entre os dois estava no amor, ambos eram apaixonados por Flora. Ela era confusa e estava sempre com um dos dois e nunca conseguia se decidir por nenhum. Flora parecia sempre querer os dois, e a desavença entre os irmão apenas aumentava. Então decidiram que ela deveria escolher entre um deles, e aquele que perdesse devia se conformar. Ela pediu ajuda ao Conselheiro Aires, que disse que ela deveria viajar para pensar.


Ela foi para Andaraí, onde adoeceu. No começo D. Rita, com quem ela estava, achou não ser nada e apenas depois, vendo que ela não melhorava, chamou seus pais. Nesta altura os gêmeos passaram a visitá-la também, porém ela não aguentou e faleceu. Anos depois, quando a mãe dos gêmeos estava prestes a morrer pediu a eles que jurassem que seriam amigos, falecendo em seguida. Os dois conseguiram cumprir a promessa por um ano, depois voltando à natureza daquilo que realmente eram, inimigos.



Fontes:
mundovestibular.com.br
coladaweb.com/resumos/esau-e-jaco



domingo, 26 de agosto de 2018

Palmeiras completa 104 anos e ganha presentes de Felipão: apoio da torcida e time em ascensão


Hoje 26 de Agosto A Sociedade Esportiva Palmeiras completa 104 anos de glória e conquistas.





A História da Sociedade Esportiva Palmeiras começa no dia 26 de agosto de 1914, quando o clube foi fundado por imigrantes italianos na cidade de São Paulo com o nome de Palestra Italia. A primeira partida da equipe foi disputada em 24 de janeiro de 1915 contra o Savóia, do atual município de Votorantin, à época distrito de Sorocaba, no interior paulista, e contou com a vitória palestrina por 2 a 0, com gols de Bianco e Alegretti.

Depois de colecionar nas décadas de 20 e 30 do Século XX uma série de títulos paulistas e conquistar uma quantidade relevante de torcedores, o clube foi obrigado a mudar seu nome para Sociedade Esportiva Palmeiras em 1942, por ocasião da Segunda Guerra Mundial, já que o Brasil, governado pelo então presidente Getúlio Vargas, declarou guerra aos países do "Eixo" (Alemanha, Itália e Japão) e se alinhou aos países "Aliados", (Estados Unidos URSS, Grã Bretanha, França, e outros).

Na sua primeira partida com o novo nome de Palmeiras, em 20 de setembro de 1942, sagrou-se campeão paulista com uma vitória sobre o São Paulo no Estádio do Pacaembu, no episódio histórico que ficou conhecido como "Arrancada Heroica". Nas décadas seguintes, com grandes jogadores, como Oberdan Cattani, Waldemar Fiúme, Villadoniga, Jair Rosa P9into, Liminha e Rodrigues, ampliou seu acervo de títulos e se consolidou com uma das equipes mais importantes do Brasil.

Na virada da primeira para a segunda metade do século, o alviverde atingiu um grande momento, conquistando seu primeiro e um dos mais importantes títulos internacionais. O clube paulistano venceu a Juventus, da Itália, no Estádio do Maracanã para um público de mais de 100 mil pessoas, na final da Copa Rio de 1951, competição que foi reconhecida posteriormente pela FIFA com um Mundial de Clubes.

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Esse foi o primeiro campeonato Mundial de clubes campeões, e inspirou a criação da Champions League




                                     Palestra Itália 1933


O único time brasileiro que vestiu a camisa da seleção Brasileira na inauguração do Minerão, vencendo o Uruguai por 3 x 0.

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Amistoso da seleção brasileira



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D.Santos, Valdir, Valdemar Carabina, D.Dias, Dudu, Geraldo Scoto
Gil, Servílio, Tupã, Ademir da Guia e Rinaldo
Primeira Academia de Futebol 1965


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Eurico, Leão, Luís Pereira, Alfredo, Dudu, Zeca
Edú, Leivinha, César, Ademir da Guia, Ney
Segunda Academia 1974

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Mazinho, R.Carlos, César Sampaio, Tonhão, Sérgio, A.Carlos
Edmundo, Daniel Frasson, Evair, Edílson, Zinho.
Terceira Academia - 1993/94


Hino Oficial

Parabéns, Palmeiras, e a todos os palmeirenses, pelos 104 anos de um dos maiores times de futebol, do mundo.

Vamos falar hoje de objeto direto e objeto indireto. O objeto direto e o indireto são termos integrantes da oração que completam o se...