quarta-feira, 9 de setembro de 2026



Hoje vamos falar do TBC Teatro Brasileiro de Comédia.




O Teatro Brasileiro de Comédia, foi fundado em 1948, pelo italiano Franco Zampari, no bairro do Bexiga em São Paulo, e tinha entre suas finalidades, o teatro amador e a descoberta de novos talentos.


Franco Zampari


Assim de um casarão reformado na Rua Major Diogo, surge uma das salas de teatro mais modernas e confortáveis da época.





Em sua inauguração são encenadas duas peças: a francesa "La voix Humaine" de Jean Cocteau, um monólogo interpretado pela atriz francesa Henriette Morineau.




Henriette Morineau




A outra peça era uma obra do dramaturgo Abilio Pereira de Almeida "A mulher do próximo".


O TBC trouxe para o teatro brasileiro uma de suas mais notáveis atrizes, Cacilda Becker.


Cacilda Becker





Cacilda, que foi esposa do ator Walmor Chagas, morreu durante a apresentação da peça "Esperando Godot de Samuel Beckett, no intervalo da apresentação no TBC, ela sofreu um derrame cerebral, foi levada ao hospital e morreu semanas depois.




Cacilda Becker e Walmor Chagas


A profissionalização do teatro veio com a contratação de profissionais estrangeiros, especialmente Adolfo Celi casado com Tônia Carrero , que muito contribuiu para a profissionalização do teatro nacional.


Depois dele a direção foi entregue ao primeiro diretor brasileiro da companhia, Flávio Rangel.


Flávio Rangel




O Teatro Brasileiro de Comédia, foi muito importante para o desenvolvimento do teatro brasileiro, com encenações famosas de dramaturgos de destaque como Beckett, Tenese Willians, Dias Gomes, Jorge Amado dentre outros.


Atores como Ziembinski, Paulo Autran, Cleyde Yacones (irmã de Cacilda Becker) Fernanda Montenegro, Tônia Carrero, Sérgio Cardoso, atuaram no TBC.

Espetáculo "Vereda da Salvação"
Raul Cortes (de branco em destaque, ainda com cabelos)



Fontes:

wikipedia.org
enciclopedia.itaucultural.org.br
portalsaofrancisco.com.br
google.com








terça-feira, 8 de setembro de 2026



Hoje vamos falar da Literatura Angolana.




Como todos sabemos Angola foi uma colônia portuguesa, que obteve a sua independência em 11 de novembro de 1975.







A literatura de Angola nasceu antes da Independência de Angola em 1975, mas o projeto de uma ficção que conferisse ao homem africano o estatuto de soberania surge por volta de 1950 gerando o movimento Novos Intelectuais de Angola.



Depois de passado a alegria dos primeiros anos da independência e depois do fracasso da experiência socialista e de guerras civis devastadoras, acontece às injustiças do presente. Tanto, porque, não havia competência para levar adiante a independência com certa modernidade.




A literatura de Angola muitas vezes traz muito realismo em suas imagem do preconceito, da dor causada pelos castigos corporais, do sofrimento pela morte dos entes queridos, da exclusão social.











A palavra literária desempenhou em Angola um importante papel na superação do estatuto de colônia. Presente nas campanhas libertadoras foi responsável por ecoar o grito de liberdade de uma nação por muito tempo silenciado, mas nunca esquecido. O angolano vive, por algum tempo, entre duas realidades, a sociedade colonial européia e a sociedade africana; os seus escritos são, por isso, os resultados dessa tensão existente entre os dois mundos, um com escritos na nascente da realidade dialética, o outro com traços de ruptura.




Foi na primeira metade do século XIX que surgiram as primeiras publicações “angolanas” que proporcionaram as condições necessárias para a manifestação do fenômeno literário que teria lugar em Angola durante os últimos anos do século XIX. Uma das publicações pertencentes a este período é o livro de poemas de José da Silva Maia Ferreira, Espontaneidades da Minha Alma, que foi impresso em Luanda em 1849 e possivelmente constitui até hoje o primeiro volume de poemas publicados em todos os países africanos de língua oficial portuguesa.







José da Silva Maia Ferreira é, sem sombra de dúvida, elemento importante no estudo do surgimento da literatura em Angola. Ele foi o primeiro poeta “angolano” a publicar uma obra lírica em verso e, ao mesmo tempo, a primeira obra impressa em Angola. Segundo alguns autores, as obras de Maia Ferreira constituem o ponto de partida do estudo e desenvolvimento da literatura em Angola . Além de publicar Espontaneidades da Minha Alma, livro que ele dedicava a todas as mulheres africanas, Carlos Ervedosa considera que José da Silva Maia Ferreira terá deixado vasta colaboração no Almanach de Lembranças Luso-Brasileiro, que terá sido naquela altura a publicação periódica mais lida e espalhada entre os portugueses, seus descendentes e nativos letrados das colônias, pelo mundo fora.


Segundo Francisco Soares [2000: 132], José da Silva Maia Ferreira constitui um dos fenômenos típicos de assimilação cultural do século XIX. Filho de comerciantes “angolanos” ligados ao negócio de escravos, Maia Ferreira teria recebido influências da sociedade brasileira onde viveu alguns anos até 1845, altura em que regressou para Angola. Da vasta leitura que fazia, figuravam sobretudo obras de origem brasileira e portuguesa. Assim, ao contribuir para a formação da literatura em Angola, fê-lo trazendo consigo elementos tanto da literatura portuguesa como da brasileira.



Alguns escritores e intelectuais angolanos de destaque:








Agostinho Neto, poeta - (1922 – 1979)





Nasceu em Kaxicane, região de Icolo e Bengo, em 17 de Setembro de 1922. Fez os estudos liceais em Luanda. Formou-se em Medicina em Portugal. Colaborou em diversas publicações periódicas em Angola, Portugal e Brasil. Foi por diversas vezes preso pela política portuguesa.




Aires Almeida dos Santos(1922-1991)




Nasceu em 1922 no Chinguar, província do Bié. Passou a infância em Benguela e a adolescência no Huambo. Em Benguela fez os estudos primários e no Liceu do Lubango concluíu o 7º ano.


Alexandre Dáskalos (1922-1991)




Nasceu no Huambo em 1924. Fez a instrução primária e secundária no Huambo, antiga Nova Lisboa. Em 1942 frequentou o liceu de Sá da Bandeira (Lubango), onde concluíu o 7º ano.




Amélia Dalomba (poetisa)






Amélia Dalomba, nasceu em Cabinda aos 23 de Novembro de 1961. Tem exercido atividades profissionais em diversas áreas do jornalismo, nomeadamente radiofônico e de imprensa. Publicou poemas e artigos no Jornal de Angola. Presentemente prossegue os estudos superiores de Psicologia.


Dois poemas de Amélia Dalomba:






Mãos




Mãos desenham raízes dos cânticos da terra
Geram vida na identidade da flor entre o espírito da letra
Engendram salmos na inserção da cruz às preces das dores
Mãos são séculos de páginas aos joelhos de Fátima
São lágrimas ao altar do desespero



Herança de morte


Lírios em mãos de carrascos
Pombal à porta de ladrões
Filho de mulher à boca do lixo
Feridas gangrenadas sobre pontes quebradas
Assim construímos África nos cursos de herança e morte
Quando a crosta romper os beiços da terra
O vento ditará a sentença aos deserdados
Um feixe de luz constante na paginação da história
Cada ser um dever e um direito






Fontes:
wikipedia.org
journals.openedition.org/ras/1227
aresemares.com/index.php
google.com.br
poesiangolana.blogspot.com

segunda-feira, 7 de setembro de 2026






Hoje, 7 de setembro de 2026, comemora-se 204 da Independência do Brasil.

A História é bem conhecida; D.Pedro I  subia a serra do mar em direção à cidade de São Paulo, vindo do Rio de Janeiro, quando dois mensageiros com cartas de D. Leopoldina, dizia que Portugal questionava suas ordens.



D.Pedro I






Carta de D. Leopoldina para D.Pedro I


São Cristóvão, 28 de agosto de 1822

Meu querido e muito amado esposo

Perdoe mil vezes que eu ralhei na minha última carta, mas deve ser-lhe prova de amizade de ser muito triste de ter me deixado faltar notícias suas; agora estou contentíssima com suas regras de Lorena; não é preciso recomendar-me as suas qualidades; seja persuadido, depois de dar-me tantas provas de confiança antes perder tudo que faltar aos meus deveres e bem do Brasil; os papéis se vão imprimir na Gazeta.

Sinto muito dar-lhe notícias desagradáveis, mas não quero faltar à verdade, mesmo se é penoso a meu coração; a tropa de Lisboa entrou na Bahia, e dizem que desembarcou; a nossa esquadra não se sabe o que fez, se é falta de ânimo dela é preciso o mais rigoroso castigo, chegarão três navios de Lisboa, os quais dão notícias de que os abomináveis portugueses querem sua ida para lá mesmo se voltasse ao Brasil outra vez, e que ia ao poder executivo a decidir se deve vir mais tropa para cá, é certo que aprontem a toda pressa dois navios; ontem deram a falsa notícia que estava uma esquadra de Lisboa fora da Barra de modo que todo se aprontou para recebê-la com fogo e bala.

O Abregé106 tem tido uma questão com o Martim Francisco107, o último deve [ter] toda a razão, e o primeiro tem sido muito atrevido, de modo que era preciso eu o fazer calar; eu lhe escrevo isto porque penso que lhe representaram em baixo de outro modo falso.

Deram um tiro no autor do Diário108, e o General Usley na qual diz irão que haviam de dar outro no amigo José Bonifácio; a Polícia já anda vigiando este negócio.

Mandou-se dar castigo ao autor do Correio que estas três últimas vezes tem sido o mais que possível.

Chegou um certo Veríssimo109, dizendo que foi nomeado Encarregado dos Negócios dos Estados Unidos pelo Congresso de Lisboa; ele vem falar-me e o José Bonifácio me disse de eu ver se podia tirar-lhe alguma coisa pois soube que saiu mandado pelas Cortes, três meses faz de Lisboa, desembarcou na América inglesa, tratando de negócios deles, e por ordem dos mesmos veio para cá até mais ordenar, é muito mau sujeito, e espertíssimo, de modo que anda sempre em companhia de espias nossos.

O povo e muitos outros falam no por os esquadrões da cavalaria a pé com muito atrevimento e barulho crê que era bom deixar este negócio em esquecimento. O José Bonifácio mais lhe falará.

Recebo neste instante sua carta de Taubaté que muito lhe agradeço em lhe merecer a amizade que me prova sendo certamente todo meu ser, não falando das muitas saudades suas que eu tenho, pedindo-lhe que não fique mais ausente que um mês; o José Bonifácio lhe dirá o mesmo; a sua presença é muito preciso sendo São Paulo muito longe para dar prontas.

Receba mil abraços e as expressões do mais terno amor e amizade desta sua esposa que o ama ao extremo

Leopoldina

D. Leopoldina - Imperatriz do Brasil



Irritado com a corte portuguesa, D.Pedro, montado, provavelmente numa mula, desembaciou a espada e deu o famoso ¨grito do Ipiranga¨



Um documento do coronel Manuel Marcondes de Oliveira e Melo, barão de Pindamonhangaba e comandante da guarda de honra de D. Pedro, descreve:

“Diante da guarda, que descrevia um semicírculo, com a espada desembainhada [o Príncipe Regente], bradou: ‘Amigos! Estão, para sempre, quebrados os laços que nos ligavam ao governo português! E bradou ainda o príncipe: ‘Será nossa divisa de ora em diante: Independência ou morte! E as nossas cores, verde e amarelo, em substituição às das cortes”


Famoso quadro de Pedro Américo





Contudo, outros historiadores explicam que, segundo relatos do Padre Belchior de Oliveira, conselheiro de D. Pedro I, que viajava com a comitiva na época, o príncipe teria gritado: “Nada mais quero com o governo português e proclamo o Brasil, para sempre, separado de Portugal”.

De qualquer forma, aquele ato rompeu definitivamente o Brasil com a Corte Portuguesa, e tornou o Brasil uma nação independente.






Fontres:

wikipedia.org
google.com
youtube.com
todoestudo.com.br
www.labcidade.fau.usp.br
tempo.com

 

sexta-feira, 4 de setembro de 2026



Hoje vamos falar de Adjuntos.




Os adjuntos são termos acessórios da oração, não sendo portanto indispensáveis para sua compreensão, mas tornam o sentido e o significado da oração mas específico.


Os adjuntos se classificam em adjuntos adnominal e adverbial.


Nominal: Adjunto Adnominal é o termo que tem valor de adjetivo, servindo para especificar ou delimitar o significado de um substantivo em qualquer que seja a função sintática exercida por este.


Adjuntos adnominal assumem uma função adjetiva, podendo ser formados por adjetivos e numerais, pronomes e locuções adjetivas. Esse termo da oração pode ser facilmente confundido com outros dois: o predicativo e o complemento nominal. Apesar da semelhança, eles têm funções diferentes e podem ser identificados na própria oração.


Adjetivos:

O dia ensolarado está contagiante.
Seu sorriso maroto é lindo.

Nas orações acima os adjuntos adnominais funcionam como adjetivo:

O dia está contagiante (ensolarado dá uma qualidade ao dia, ou seja é um adjetivo) Notem que sem o adjunto a frase já tinha sentido.



Locuções Adjetivas:

O passeio de campo nos deixou exaustas.
A água da chuva regou todas as plantas.

Nas orações acima, as locuções adjetivas, poderiam ser substituídas por adjetivos. (de campo - campestre; da chuva pluvial).



Pronome adjetivo:

Minha culpa é meu segredo
Este teu olhar felino incendeia (Clarice Lispector)

Artigos:

Um novo sonho ressurgiu.
Os alunos surpreenderam os professores.

Nas frases acima os artigos um e os, são artigos que funcionam nessas frases como adjunto adnominal.



Numerais:

O primeiro candidato já se apresentou.
A décima colocada no concurso é muito esforçada.

Orações adjetivas
Não quero saber do lirismo que não é libertação.
Admiro as pessoas que persistem.



Adjuntos adverbiais
A função do adjunto adverbial é simples: modificar o Verbo da oração, seja indicando alguma circunstância em que o processo verbal é desenvolvido ou intensificando o verbo, um adjetivo pu um advérbio. O adjunto adverbial é uma função sintática realizada pelos advérbios e locuções adverbiais, e sua classificação é feita de acordo com a circunstância expressa.


Exemplos:

Talvez eu viaje amanhã. – Adjunto adverbial de dúvida.

Eu não quero sair de casa. – Adjunto adverbial de negação.

Treinei muito para este dia. – Adjunto adverbial de intensidade.

Nas locuções adverbiais, é preciso ter muita atenção com à preposição utilizada. A mudança da preposição pode mudar toda a circunstância expressa pela locução.

Exemplo: “Vim do trabalho” e “Vim para o trabalho”. Ambos expressam uma circunstância de lugar, mas o primeiro indica origem (“do”) e o segundo indica destino (“para o”).






Fontes:

gramatica.net.br/adjunto
brasilescola.uol.com.br/gramatica
wikipedia.org
portugues.com.br
todamateria.com.br

quinta-feira, 3 de setembro de 2026


Hoje vamos falar do Advérbio.


Compare estes exemplos:


O ônibus chegou.


O ônibus chegou ontem.


A palavra ontem acrescentou ao verbo chegar uma circunstância de tempo: ontem é um advérbio.


Marcos jogou bem.


Marcos jogou muito bem.


A palavra muito intensificou o sentido do advérbio bem: muito, aqui, é um advérbio.


A criança é linda.


A criança é muito linda.


A palavra muito intensificou a qualidade contida no adjetivo linda: muito, nessa frase, é um advérbio.




Advérbio, portanto, é uma palavra invariável que modifica o sentido do verbo, do adjetivo e do próprio advérbio.


Às vezes, um advérbio pode se referir a uma oração inteira; nessa situação, normalmente transmitem a avaliação de quem fala ou escreve sobre o conteúdo da oração.


Por exemplo:


As providências tomadas foram infrutíferas, lamentavelmente.


Quando modifica um verbo, o advérbio pode acrescentar várias ideias, tais como:


Tempo: Ela chegou tarde.


Lugar: Ele mora aqui.


Modo: Eles agiram mal.


Negação: Ela não saiu de casa.


Dúvida: Talvez ele volte.




Observações:
- Os advérbios que se relacionam ao verbo são palavras que expressam circunstâncias do processo verbal, podendo assim, ser classificados como determinantes.


Por exemplo:


Ninguém manda aqui!


mandar: verbo
aqui: advérbio de lugar = determinante do verbo.


- Quando modifica um adjetivo, o advérbio acrescenta a ideia de intensidade.


Por exemplo:


O filme era muito bom.


- Na linguagem jornalística e publicitária atuais, têm sido frequentes os advérbios associados a substantivos:


Por exemplo:
" Isso é simplesmente futebol" - disse o jogador.


"Orgulhosamente Brasil" é o que diz a nova campanha publicitária ufanista.




Os advérbios podem assumir um grau comparativo de igualdade, inferioridade ou superioridade, como pode ser visto respectivamente nos exemplos abaixo.


Ele era tão esperto quanto eu.
Ele era menos esperto que eu.
Ele era mais esperto que eu.






Grau superlativo:


Os advérbios podem variar para expressar uma maior intensidade, e isso pode se dar dos seguintes modos:


Analítico: ocorre pela a adição de um advérbio de intensidade.


Exemplos: muito calmamente, devagar demais, muito distante.


Sintético: obtido pela adição do sufixo -íssimo.


Exemplos: muitíssimo, pouquíssimo.


É comum, na linguagem coloquial, o uso do diminutivo, e algumas vezes até do aumentativo, para dar aos advérbios um valor superlativo.


Exemplos: Vamos andar devagarinho, dormiu cedinho, chegou tardão.




Fontes:




gramatica.com.br
gramatica.net.br
gramaticaportuguesa.blogs.sapo.pt
portugues.com.br

quarta-feira, 2 de setembro de 2026

 Se escreve com X ou CH  ?






O que são fonemas?
Antes de saber como utilizar X e CH, é importante saber o porquê das dúvidas em relação a esse assunto. E a razão disso, são os fonemas.


Mas afinal, o que são fonemas?


Um fonema pode ser entendido como qualquer um dos traços que atuam na distinção de um som na fala. Ou seja, são os sons de uma língua.


Temos alguns exemplos na língua portuguesa em que fonemas são representados por letras diferentes.


Deve-se empregar o "x" após os ditongos (encontros vocálicos = vogal + semivogal em uma mesma sílaba).

Exemplos:
ameixa, feixe, caixa, trouxa, frouxo, gueixa, peixe, queixo, baixo, encaixar, paixão, rebaixar etc.


EXCEÇÃO: recauchutar (mais seus derivados) e caucho (espécie de árvore que produz o látex).



Emprega-se também o x:
Após as sílabas "en" e "me"
Exemplos:
enxada, enxurrada, enxame, enxaqueca, enxerido, enxovalho, enxugar, etc.



Nas palavras de origem indígena ou africana:
Exemplos:
xavante, xingar, xique-xique, xará, xerife, xampu.


Outras palavras com X:
bexiga, xucro, lixo, bruxa, caxumba, laxativo, laxante, maxixe, paxá, etc.



Usamos X depois da sílaba inicial me-. 

Exemplos: mexer, mexido, mexerica, mexilhão. Essa é uma regra muito cobrada, especialmente com a palavra mexer, porque muitos estudantes escrevem incorretamente com CH. A forma correta é mexer, com X.

Atenção, porém, a uma exceção muito conhecida: mecha, com CH, quando significa porção de cabelo ou pavio. Por exemplo: Ela pintou uma mecha do cabelo. Já mexa, com X, é forma do verbo mexer: Não mexa nos meus livros. Essa diferença é excelente exemplo de pegadinha de prova.


Palavras escritas com CH:

Regras de uso do CH



Em palavras de origem latina ou germânica: as palavras que são originalmente de origem latina ou germânica utilizam o dígrafo ch

chave

chapéu




- Em palavras que derivam de outras que já utilizavam ch: as palavras que são derivadas de termos primitivos escritos com ch permanecem com a mesma grafia.

Chave: chaveiro, chavezinha.

Outras palavras que se escreve com CH :

Cochilar, charque, chuchu, chope, chimarrão, ficha, cochicho, cochilo, flecha, inchar, cachimbo, chope, pechinchar, penacho, salsicha, bochecha, brecha, comichão,chute, debochar, fachada, fechar, linchar, cochilar, mochila, piche, pichar, tchau, etc


Existem também as palavras que podem ser escritas tanto com X quando com CH, alterando seu significado de acordo com o que é utilizado, exemplo:


- cheque (ordem de pagamento)
- xeque (jogada do xadrez)


- cocho (vasilha para alimentar animais)
- coxo (capenga, imperfeito)


- chá (planta para preparo de bebida)
- xá (título do antigo soberano do Irã)

Fontes:

comoescreve.com
brasilescola.uol.com.br
escolaliteraria.com
google.com

terça-feira, 1 de setembro de 2026



Preposição e Conjunção




Preposição e conjunção são classes de palavras conhecidas como conectivos, pois ligam elementos dentro das frases. Entender a diferença entre elas é fundamental para a análise sintática e a construção de períodos corretos. Vamos aprender de forma prática a identificar e usar cada uma.


O que são preposições?

As preposições são palavras imprescindíveis para a coesão textual, pois estabelecem relações de sentido entre os termos de uma oração. Elas funcionam como um elo, ligando termos de mesma função ou orações.

Na prática, as preposições não possuem um significado próprio, mas indicam noções como posse, lugar, tempo, causa, modo, finalidade, entre outras. Alguns exemplos comuns são: a, de, em, com, por, para, sobre, entre, até.

Além das preposições simples, existem também as locuções prepositivas, que são formadas por duas ou mais palavras com a mesma função, como a fim de, de acordo com, em vez de etc.

Dominar o uso das preposições é fundamental para escrever de forma clara e objetiva, evitando construções ambíguas ou inadequadas. Nos próximos tópicos, aprofundaremos essa questão e veremos como diferenciar as preposições de outros conectivos, como as conjunções.
O que são conjunções?

As conjunções são palavras indispensáveis para a organização e a fluidez dos textos, pois estabelecem relações lógicas entre orações ou entre termos de mesma função sintática. Diferentemente das preposições, que ligam palavras dentro de uma mesma estrutura, as conjunções conectam ideias, criando sentido e coesão na construção textual.

Elas podem expressar diversos tipos de relação, como adição (e, nem), oposição (mas, porém), causa (porque, pois), conclusão (portanto, logo), condição (se, caso), comparação (como, assim como), entre outras.

As conjunções podem ser classificadas em dois grandes grupos:

● Coordenativas: ligam orações ou termos independentes entre si. Exemplo: Gosto de português e matemática.

● Subordinativas: conectam orações dependentes, em que uma complementa o sentido da outra. Exemplo: Vou estudar mais porque quero passar no concurso.

Entender o uso das conjunções é essencial para a produção de textos bem estruturados e argumentativamente fortes, sendo um aspecto importante para quem deseja aprimorar a redação, especialmente em provas e concursos.
Diferenças fundamentais entre preposições e conjunções

Embora tanto as preposições quanto as conjunções sejam conectivos importantes para a coesão textual, elas possuem funções e características distintas. Entender essas diferenças é fundamental para a correta construção de frases e para evitar confusões na escrita e na interpretação de textos. Veja as principais diferenças:
1. Função na oração

● Preposição: liga palavras dentro de uma mesma estrutura, estabelecendo relação de dependência entre elas. Exemplo: Gosto de literatura. (“de” liga “gosto” a “literatura”).

● Conjunção: conecta orações ou termos de mesma função sintática, indicando relações lógicas entre eles. Exemplo: Gosto de literatura, mas prefiro história. (“mas” estabelece uma relação de oposição entre as orações)
2. Sentido que estabelecem

● Preposição: indica relações de posse, lugar, tempo, causa, meio, finalidade, entre outras. Exemplo: O livro de português é excelente. (indica posse)

● Conjunção: estabelece relações como adição, oposição, causa, consequência, condição, comparação etc. Exemplo: Não fui à aula porque estava doente. (indica causa).
3. Independência das orações

● Preposição: não altera a independência da oração, pois apenas liga palavras dentro de uma mesma construção.

● Conjunção: pode conectar orações independentes (conjunções coordenativas) ou criar uma relação de dependência entre elas (conjunções subordinativas).
4. Estrutura e flexibilidade

● Preposição: geralmente exige um complemento e não pode ser retirada sem comprometer o sentido da frase.

● Conjunção: pode ser substituída por outra de mesmo valor sem afetar a estrutura gramatical da oração, apenas modificando o sentido lógico.

Saber diferenciar esses conectivos ajuda a construir frases mais claras e coerentes, tornando a comunicação mais precisa.
A Diferença Fundamental


A diferença principal está no que cada uma conecta e no tipo de relação que estabelece.


1. Preposição: Liga Palavras


A preposição liga duas palavras ou dois termos dentro de uma mesma oração, estabelecendo uma relação de subordinação entre eles.


Exemplo: O livro de Maria está sobre a mesa.


Aqui, "de" liga "livro" a "Maria" (relação de posse). "Sobre" liga "está" a "mesa" (relação de lugar).


Estrutura: Termo + Preposição + Termo.


2. Conjunção: Liga ORAÇÕES


A conjunção liga duas orações (dois verbos), estabelecendo uma relação de coordenação ou subordinação entre as ideias.


Exemplo: Fui ao mercado e comprei frutas.


Aqui, "e" liga a oração "Fui ao mercado" à oração "comprei frutas".


Estrutura: Oração + Conjunção + Oração.




Fontes:

wikipedia.org
www.projetoagathaedu.com.br/blog
professora.adrianafigueiredocursos.com.br/blog

Vamos falar hoje de objeto direto e objeto indireto. O objeto direto e o indireto são termos integrantes da oração que completam o se...