Vamos falar dos Anunakis
Os Anunáqui eram creditados como sendo descendentes de Anu (ou An), o deus sumério do céu, e sua consorte, a deusa da terra Ki. Samuel Noah Kramer associa Ki com a deusa mãe suméria Ninursague, afirmando que eram originalmente a mesma figura. O mais antigo dos Anunáqui foi Enlil, o deus do ar e chefe do panteão sumério. Os sumérios acreditavam que, até Enlil nascer, a terra e o céu não haviam sido separados. Então, Enlil dividiu a terra e o céu em dois e levou consigo a terra enquanto seu pai Anu levou consigo o céu.
Em poucas palavras, os Anunnaki são supostos deuses gigantes da Antiguidade que possuíam habilidades extraordinárias. A palavra o mesmo significado de Elohim, citado em Gênesis, e Nephelim, citado no livro de Enoque: “Aqueles que vieram do céu”.
De acordo com uma teoria do livro The Twelfth Planet, acredita-se que o símbolo sumério dos Anunnaki seja um disco alado, que pode se referir a uma representação do seu planeta natal, Nibiru. No entanto, pode também simplesmente representar sua capacidade de voar.
É amplamente conhecido que os ciclos míticos arquetípicos das tradições mesopotâmica e do Oriente Próximo compartilham uma origem comum, e que os personagens desses ciclos também aparecem nos textos bíblicos, extra bíblicos e até mesmo no Alcorão. O objetivo deste artigo é identificar o conceito mítico específico por trás dos Anunnaki no mundo antigo.
Ao contrário de grande parte da literatura popular e de outros meios de comunicação atuais, as evidências registradas pelas pesquisas acadêmicas de estudiosos e por um estudo comparativo dos textos cuneiformes e outros textos antigos indicam que a verdadeira identidade dos Anunnaki encontra-se na tradição oriental de um grupo de semideuses, gerados pelo cruzamento entre seres divinos e mulheres mortais no Monte Hermom, na cordilheira do Anti Líbano.
Esses seres estão frequentemente associados ao conhecimento do mundo anterior a um grande dilúvio e, mais tarde, receberam funções no submundo. Isso sugere que, em vez de equiparar os Anunnaki aos “Elohim” que criaram o homem no Livro de Gênesis, eles deveriam ser mais propriamente comparados aos Nefilins e aos anjos caídos descritos em Gênesis capítulo 6, 1 Enoque e outros textos extra bíblicos.
Os mitos sumérios descrevem os Anunnaki como seres de grande poder, capazes de criar e destruir, de conceder sabedoria e de ditar o destino dos mortais. Eles eram cultuados em templos majestosos, recebiam oferendas e eram invocados em rituais. A relação entre Anunnaki e humanos era complexa, marcada por reverência, medo e uma dependência mútua.
É fascinante notar a longevidade e a influência dessas narrativas. Mesmo após o declínio da civilização suméria, os contos sobre seres divinos vindos do céu persistiram em outras culturas mesopotâmicas, como a acadiana e a babilônica, evoluindo e adaptando-se aos novos contextos culturais e religiosos. A persistência desses temas sugere uma ressonância profunda na psique humana, uma busca por respostas sobre nossas origens e nosso lugar no cosmos.
Nefilins: Gigantes e Filhos de Deuses na Bíblia
Agora, voltemos nossa atenção para a Bíblia Hebraica, ou Antigo Testamento, onde encontramos a figura enigmática dos Nefilins. A menção mais proeminente aos Nefilins aparece em Gênesis 6:1-4, um trecho que precede a narrativa do Dilúvio Universal.
“Quando os homens começaram a multiplicar-se sobre a face da terra, e filhas lhes nasceram, viram os filhos de Deus que as filhas dos homens eram formosas; e tomaram para si mulheres de todas as que escolheram. E disse o Senhor: Não contenderá o meu Espírito para sempre com o homem; porque ele também é carne; porém os seus dias serão cento e vinte anos. Havia Nefilins na terra naquele tempo, e também depois, quando os filhos de Deus se juntaram às filhas dos homens, e estas lhes deram filhos. Estes eram os valentes, os homens de outrora, e de renome.”
A interpretação desse versículo tem gerado debates fervorosos ao longo dos séculos. Quem eram os “filhos de Deus” que se uniram às “filhas dos homens”? A tradução e o significado de “Nefilim” também são fontes de especulação.
Tradicionalmente, a expressão “filhos de Deus” é interpretada como anjos que se desviaram de seu estado celestial para se unir a mulheres humanas. Dessa união, teriam nascido os Nefilins, descritos como “valentes”, “homens de outrora, e de renome”, o que muitos interpretam como gigantes ou seres de força extraordinária. A palavra “Nefilim” em si pode derivar da raiz hebraica “nafal”, que significa “cair”, sugerindo uma queda ou um afastamento do divino.
Outras interpretações, porém, propõem que “filhos de Deus” se refere a descendentes piedosos de Set, o terceiro filho de Adão e Eva, que se misturaram com descendentes de Caim, que se
que se afastaram de Deus. Nesse caso, os Nefilins não seriam fruto de uniões sobrenaturais, mas de uma miscigenação que resultou em linhagens corrompidas e violentas, levando à decisão divina de enviar o Dilúvio.
Em Números 13:33, os espias enviados por Moisés para explorar a terra de Canaã relatam ter visto “Nefilins, filhos de Enoque, da linhagem dos Nefilins”. Essa passagem reforça a ideia de que os Nefilins eram seres de estatura incomum ou com características marcantes, associados a uma genealogia específica.
O livro de Enoque, um texto apócrifo que não faz parte do cânone bíblico para a maioria das tradições judaicas e cristãs, expande consideravelmente a narrativa de Gênesis 6. Segundo o Livro de Enoque, anjos caídos, chamados Vigilantes, desceram do céu, tomaram esposas humanas e ensinaram segredos proibidos à humanidade, como metalurgia, cosméticos, feitiçaria e astronomia. Essa descendência corrompida seria a origem dos Nefilins.
A descrição dos Nefilins como gigantes, embora não explicitamente declarada em Gênesis, é amplamente aceita e reforçada por outras passagens bíblicas que mencionam povos de grande estatura. A ligação com a violência e a corrupção também é um tema recorrente, sugerindo que a presença dos Nefilins contribuiu para o mal que se espalhou pela Terra.
A figura dos Nefilins é, portanto, central para a compreensão da causa do Dilúvio na narrativa bíblica, representando um ponto de corrupção extrema que exigiu uma intervenção divina drástica para purificar a Terra.
Fontes:
wikipedia.org
google.com
segredosdomundo.r7.com
insoniaoculta.com.br
onerdcristao.com.br
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