Hoje é 1º de Abril, considerado o Dia da Mentira! Mas por quê?
O Dia da Mentira (1º de abril) surgiu na França no século XVI. Após a mudança do Ano Novo do calendário Juliano (que ia até 1º de abril) para o Gregoriano (iniciando em 1º de janeiro), quem resistia à mudança era alvo de brincadeiras e chamado de "tolos de abril". A tradição de pregar peças se espalhou pelo mundo.
O rei Carlos IX adotou o 1º de janeiro, mas muitos continuaram comemorando o ano novo em 1º de abril. Os "fiéis" ao calendário antigo viraram alvo de zombarias e convites para festas falsas.
Alguns historiadores associam a data ao festival romano Hilaria (dedicado à deusa Cibele) ou ao fim do inverno no hemisfério norte, quando a natureza "pregava peças" com tempo instável.
Chegada ao Brasil (1828): A tradição firmou-se com o jornal mineiro "A Mentira", que publicou em 1º de abril de 1828 a notícia falsa da morte de Dom Pedro I.
Outros Nomes: Em países de língua inglesa, é chamado de April Fools' Day (Dia dos Bobos), e na Itália/França, Peixe de Abril.
Além das brincadeiras entre amigos, algumas empresas e até veículos de comunicação já aderiram à tradição de fazer pegadinha com os consumidores.
Em 1980, a emissora pública britânica BBC noticiou que o governo do Reino Unido trocaria o mecanismo de ponteiros do famoso relógio Big Ben por um mostrador digital. A brincadeira também dizia que a primeira pessoa a ligar para a rádio ganharia os antigos ponteiros do grande relógio como lembrança.
Nos Estados Unidos, em 1992, a National Public Radio (NPR), também uma emissora pública de comunicação, veiculou entrevista do comediante Rich Little em que ele se passava pelo ex-presidente Richard Nixon. O personagem afirmava que se candidataria novamente à Presidência naquele ano. Nixon havia renunciado durante processo de impeachment em 1974 pelo envolvimento no escândalo de Watergate, o que gerou revolta nos ouvintes.
Richard Nixon
Algumas mentiras famosas contadas no 1º de abril:
Em 1957, um programa de televisão da BBC anunciou que era possível cultivar espaguete plantando-o sobre molho de tomate. A mentira enganou milhares de espectadores, que ligavam para a rádio para saber como era possível fazer isso.
Em 1974, um homem enganou todo um vilarejo do Alasca ao incendiar pneus velhos na cratera de um vulcão. Todos acreditaram que o vulcão estava entrando em erupção.
Em 1977, o jornal britânico The Guardian publicou uma reportagem sobre um país que não existia: Ilhas San Serriffe. Diversos leitores acreditaram na reportagem, ligando na redação do jornal para ter mais informações.
No momento em que a Amazônia sofria o maior desmatamento da sua história, a indústria de teoria da conspiração viralizava, Ratanabá, uma cidade perdida no meio da selva, com pirâmides encobertas pela mata. “A civilização complexa e sofisticada, com pirâmides construídas por gigantes, é o verdadeiro motivo pelo qual homens poderosos” querem a floresta”, dizia uma postagem com milhares de curtidas. E assim a população desconfia ainda mais de ambientalistas e ativistas, que, neste contexto mentiroso, se tornam na verdade inimigos interesseiros de olho nas riquezas perdidas de Ratanabá.
Fontes:
wikipedia.org
google.com
agencianossa.com
brasilescola.com
agenciabrasil.ebc.com.br