sexta-feira, 4 de abril de 2025

 Vamos falar do mito do Gigante Adamastor.




Segundo a lenda, Adamastor era um gigante filho da deusa Terra, (Gaia em grego) , que se revoltou, com outros gigantes, contra Zeus, o Deus supremo dos Gregos. Furioso, Zeus fulminou-os com um raio condenando-os a vaguear de costa em costa. Foi assim que Adamastor conheceu Thetis, uma ninfa dos oceanos, mãe de Aquiles, e por ela se apaixonou. Mas o Gigante sabia que era feio demais para conquistá-la e por isso decidiu resolver o assunto pela força. Apavorada, Dóris mãe de Thetis, tentou desesperadamente convencer a filha a aceitar o Adamastor como companheiro mas perante a recusa desta, teve de encontrar outra solução. Depois de muito pensar, mãe e filha decidem, então, com a ajuda de Zeus, montar uma armadilha ao Gigante, dizendo-lhe que Thétis ficaria com ele, se ambas fossem poupadas.






Cheio de esperanças, Adamastor põe fim à guerra e pede um encontro com Thétis. Ela aparece-lhe, mas quando este a abraça e beija, vê-se de repente agarrado ao cume de um monte acabando por se tornar numa parte desse monte: o Cabo das Tormentas. Esse mesmo. O cabo que tanto assombrou a imaginação dos marinheiros portugueses durante a época dos descobrimentos.

No famoso poema "Os Lusíadas", Camões fala do gigante em seu canto V:



37




Porém já cinco Sóis eram passados
Que dali nos partíramos, cortando
Os mares nunca d'outrem navegados,
Prosperamente os ventos assoprando,
Quando ua noite, estando descuidados
Na cortadora proa vigiando,
Ua nuvem que os ares escurece,
Sobre nossas cabeças aparece.



38

Tão temerosa vinha e carregada,
Que pôs nos corações um grande medo;
Bramindo, o negro mar de longe brada,
Como se desse em vão nalgum rochedo.
- «Ó Potestade (disse) sublimada:
Que ameaço divino ou que segredo
Este clima e este mar nos apresenta,
Que mor cousa parece que tormenta?»



39

Não acabava, quando ua figura
Se nos mostra no ar, robusta e válida,
De disforme e grandíssima estatura;
O rosto carregado, a barba esquálida,
Os olhos encovados, e a postura
Medonha e má e a cor terrena e pálida;
Cheios de terra e crespos os cabelos,
A boca negra, os dentes amarelos.



40

«Tão grande era de membros que bem posso
Certificar-te que este era o segundo
De Rodes estranhíssimo Colosso,
Que um dos sete milagres foi do mundo.
Cum tom de voz nos fala, horrendo e grosso,
Que pareceu sair do mar profundo.
Arrepiam-se as carnes e o cabelo,
A mi e a todos, só de ouvi-lo e vê-lo!



41

E disse: - «Ó gente ousada, mais que quantas
No mundo cometeram grandes cousas,
Tu, que por guerras cruas, tais e tantas,
E por trabalhos vãos nunca repousas,
Pois os vedados términos quebrantas
E navegar meus longos mares ousas,
Que eu tanto tempo há já que guardo e tenho,
Nunca arados d'estranho ou próprio lenho;


Adamastor revela a força da Natureza contra a audácia dos navegadores por mares nunca antes navegados, denominado por Bartolomeu Dias, que o dobrou em 1488,  como Cabo das Tormentas, hoje Cabo da Boa Esperança.

O poeta português Manuel Maria Barbosa du Bocage também se referiu ao gigante Adamastor num de seus poemas:


Adamastor cruel!... De teus furores
Quantas vezes me lembro horrorizado!
Ó monstro! Quantas vezes tens tragado
Do soberbo Oriente dos domadores!Parece-me que entregue a vis traidores
Estou vendo Sepúlveda afamado,
Com a esposa, e com os filhinhos abraçado
Qual Mavorte com Vênus e os Amores.
Parece-me que vejo o triste esposo,
Perdida a tenra prole e a bela dama,
Às garras dos leões correr furioso.Bem te vingaste em nós do afouto Gama!
Pelos nossos desastres és famoso:
Maldito Adamastor! Maldita fama!






Fontes:
portuguesnalinha.blogs.sapo.pt
wikipedia.org
historiarn.blogs.sapo.pt/
oportugues.freehostia.com
infopedia,pt
google.com

quinta-feira, 3 de abril de 2025

 Colosso de Rhodes.





Considerada uma das sete maravilhas do mundo antigo, o Colosso de Rodes foi uma grande estátua construída na Grécia, próximo do Mar Mediterrâneo. O escultor Carés de Lindos demorou mais de dez anos para concluir o monumento: iniciou em 292 a.C. e só conseguiu terminar em 280 a.C.


Com 30 metros de altura e cerca de 70 toneladas de peso, a estátua servia como porta de entrada à Ilha de Rodes e representava o deus sol Hélios. Segundo alguns historiadores, as pernas do Colosso ligavam as margens do canal. Em uma das mãos do colosso, havia um farol que servia para iluminar as embarcações noturnas.

O monumento foi construído para comemorar a vitória dos gregos da ilha de Rodes contra o rei macedônico Demétrio I, que tentou invadi-la em 305 a.C.






1. Pé no mármore

O Colosso foi construído sobre uma base de mármore de 3 metros de altura. As primeiras partes a serem fixadas da estátua, claro, foram os pés, que eram ocos, e os tornozelos. De acordo com relatos do matemático Philon de Bizâncio, 8 toneladas de ferro foram usadas na construção – as vigas do material sustentavam a estrutura interna.

2. Caneleira de pedra

A estrutura da estátua era também mantida por colunas de pedra, que envolviam as vigas de ferro das pernas. Cada um dos pilares de pedra tinha cerca de 1,5 metro de diâmetro. O escultor queria evitar que o Colosso perdesse o equilíbrio e tombasse – por isso adicionou mais peso às porções mais baixas da estátua.

3. Montanha artificial

Para facilitar a construção, os operários fizeram rampas de terra e madeira ao redor da estátua. Cerca de 13 toneladas de bronze foram usadas no revestimento do monumento. Cada placa de bronze tinha que ser cuidadosamente fundida e martelada no formato certo. Elas eram então levadas até a posição correta na estátua por cordas e um sistema de roldanas.

4. Ajuda dos inimigos

O ferro e o bronze utilizados na construção da estátua foram provavelmente obtidos com a fundição e venda dos armamentos deixados pelos inimigos na invasão frustrada. Há também a possibilidade de existirem na ilha minas de cobre, estanho (base para o bronze) e ferro – a maior parte deste material foi usada em vigas nas pernas do monumento e em barras diagonais colocadas a partir da barriga da estátua.

5. Braço de ferro

Partes ocas da estátua, como os braços, foram preenchidas com uma mistura de entulho e pedras. Embora não exista registro preciso sobre a aparência do Colosso, ele provavelmente segurava um manto com a mão esquerda, usava uma coroa e tinha a mão direita sobre os olhos (que representava o direcionamento de seus raios de luz).

6. Operário padrão

Por causa da altura do monumento, é provável que grande parte do bronze tenha sido esculpida nas rampas de terra construídas pelos operários. Não há registro sobre o número de trabalhadores – calcula-se que centenas foram contratados também com o dinheiro da venda dos armamentos e objetos abandonados pelos invasores.

7. Cabeça para fora 

No final da construção, rampas tão altas quanto a cabeça do monumento foram erguidas – o restante da estátua ficou totalmente coberto pela terra. Quando a obra foi concluída, toda a terra teve que ser removida e o bronze foi limpo e polido pelos operários.




A estátua ficou em pé por 54 anos até que Rodes foi atingida por um terremoto em 226 a.C., quando danos significativos também foram feitos em grandes porções da cidade, incluindo o porto e edifícios comerciais, que foram destruídos. A estátua teve os joelhos quebrados e caiu sobre o chão. Ptolomeu III ofereceu-se para pagar a reconstrução da estátua, mas o oráculos de Delfos fez os ródios recearem que eles tinham ofendido Hélios e eles se recusaram a reconstruir o monumento.

Os restos ficaram no chão como descrito por Estrabão, filósofo grego,  (xiv.2.5) por mais de 800 anos e, mesmo quebrados, eles eram tão impressionantes que muitos viajaram apenas para vê-los. Plínio, o Velho, observou que poucas pessoas poderiam envolver seus braços ao redor do polegar caído e que cada um de seus dedos era maior que a maioria das estátuas.

Em 653, uma força árabe sob o comando do califa omíada Moáuia I capturou Rodes e, de acordo com A Crônica de Teófanes, o Confessor, a estátua foi derretida e vendida a um comerciante judeu de Edessa que carregou o bronze em 900 camelo. A destruição árabe e a suposta venda a um judeu possivelmente se originaram como uma metáfora poderosa para o sonho de Nabucodonosor II de destruir uma grande estátua.

A mesma história é registrada por  Gregório Bar Hebreu, filósofo sírio,  que escreveu em siríaco no século XIII em Edessa: (após o saque árabe de Rodes) "E um grande número de homens puxou cordas fortes que estavam amarradas ao Colosso de bronze que havia na cidade e puxaram-no para baixo, e pesaram três mil cargas de bronze de Corinto, e venderam-na a um certo judeu de Emesa" (a atual cidade síria de Homs). Teófanes é a única fonte desse relato e todas as outras fontes podem ser rastreadas até ele.


Fontes:

infoescola.com
wikipedia.org
google.com
aventurasnahistoria,.com.br

quarta-feira, 2 de abril de 2025

Santiago de Compostela



Os Caminhos de Santiago são os percursos dos peregrinos que afluem a Santiago de Compostela desde o século IX para venerar as relíquias do apóstolo Santiago Maior, cujo suposto sepulcro se encontra na catedral de Santiago de Compostela.

Apóstolo Santiago




A peregrinação foi uma das mais concorridas da Europa medieval, cuja importância só era superada pela Via Francigena (com destino a Roma) e Jerusalém, sendo concedida indulgência plena a quem a fizesse.

Era o ano 829, segundo a lenda. Um pastor encontra um estranho sepulcro num lugar remoto da Galícia. Informa ao bispo Teodomiro, que por sua vez se comunica com o rei Afonso II, o Casto, então governante de um pequeno reino cristão isolado entre as montanhas. O monarca decide ir pessoalmente ao lugar para comprovar a descoberta, que pode significar uma mudança drástica na situação de isolamento de seu reino. Reúne seu séquito e se envereda pela trilha que até então era o único caminho de Oviedo a Galícia. O trajeto passava por Grado, Cornellana, Salas e o porto do Palo até entrar na Galícia por A Fonsagrada. É o que agora chamamos de Caminho Primitivo e considerado, portanto, a mais antiga das rotas de peregrinação a Compostela.


Afonso II



Depois de vários séculos relativamente esquecida, desde os anos 1980 que a popularidade da peregrinação tem crescido substancialmente, embora grande parte das pessoas que fazem o Caminho — nome pelo qual é também conhecida a peregrinação — atualmente não o façam por motivos religiosos. O Caminho tornou-se um itinerário espiritual e cultural de primeira ordem, que é percorrido por dezenas ou centenas de milhares de pessoas todos os anos. Foi declarado Primeiro Itinerário Cultural Europeu em 1987 e Patrimônio da Humanidade (na Espanha em 1993 e na França em 1998).




Fazer o Caminho de Santiago é uma experiência única e que tem atraído milhares de pessoas de todo o mundo há mais de 1.000 anos. O objetivo dessas pessoas é quase sempre o mesmo: ressignificar suas vidas.

Embora o Caminho de Santiago tenha raízes religiosas, pois acredita-se que os restos mortais do apóstolo São Tiago estão enterrados na Catedral de Santiago de Compostela, a peregrinação se tornou mais secular ao longo dos anos, atraindo pessoas de todas as crenças, nacionalidades e origens.

Para muitos, o Caminho de Santiago é uma oportunidade de desconectar-se do mundo moderno e refletir sobre suas vidas. Durante a caminhada, os peregrinos são convidados a enfrentar desafios físicos e emocionais, encontrar novos amigos e descobrir lugares históricos e culturais fascinantes.

Além disso, o Caminho de Santiago é considerado uma jornada espiritual para alguns peregrinos. Muitos sentem-se encorajados a meditar e refletir durante a caminhada, a fim de encontrar respostas para questões pessoais e espirituais. Há relatos de participantes sobre experiências profundas e transformadoras durante a peregrinação.

O Caminho de Santiago também é uma oportunidade para aprender e apreciar a cultura europeia. Os peregrinos passam por pequenas aldeias, cidades históricas e paisagens naturais deslumbrantes, experimentando a gastronomia local e conhecendo as tradições culturais da região.

Caminho de Santiago de Compostela: onde fica?

Vale frisar que não existe apenas um único Caminho de Santiago, mas sim diversos roteiros por caminhos diversos que levam à cidade de Santiago de Compostela, na região da Galícia, localizada no noroeste da Espanha, próximo da costa atlântica deste belíssimo país.

Um dos caminhos mais tradicionais inicia na cidade de Madri, a capital da Espanha, e o trajeto a ser percorrido é de 600 km de extensão. Há outra opção para sair de Lisboa, em Portugal, e o trajeto a ser percorrido é de 540 km, ou ainda saindo da cidade de Porto e o trajeto a ser percorrido é de 230 km.

Na chegada à Catedral de Santiago, os peregrinos experimentam uma sensação de realização pessoal e uma conexão profunda com o Caminho e seus participantes. É uma experiência que transforma a vida das pessoas e que permanece com elas para sempre.

Por todos esses motivos, fazer o Caminho de Santiago é uma experiência muito íntima, e cujos resultados podem ser surpreendentes de maneiras diferentes para cada um. É uma oportunidade para se conectar com a natureza, aprender sobre a cultura europeia, encontrar respostas para os seus “porquês”, ou simplesmente caminhar e encontrar novos amigos.

Rotas de Santiago de Compostela








Caminho Francês

A rota mais famosa do Caminho de Santiago, com cerca de 930 km. O início oficial pode ser em Orreaga-Roncesvalles (Navarra) ou Somport (Aragão).
Caminho do Norte

Também conhecido como Caminho da Costa, tem cerca de 825 km. Começa em San Sebastián, no País Basco, e atravessa as regiões do País Basco, Cantábria, Astúrias e Galícia.Caminho Primitivo

A rota mais antiga para Santiago de Compostela, com cerca de 320 km. Começa em Oviedo.
Caminho Português


O segundo percurso mais popular, com cerca de 610 km a partir da catedral de Lisboa ou cerca de 227 km a partir da catedral do Porto.
Caminho de la Plata


O trajeto mais longo, com cerca de 980 km. Une-se ao Caminho Francês em Astorga.
O tempo necessário para percorrer o Caminho de Santiago varia de acordo com a distância e a velocidade do peregrino.



Fontes:

wikipedia.org
google.com
brasil.elpais.com
memorialparquejaragua.com.br

terça-feira, 1 de abril de 2025

 Copacabana




O nome Copacabana, bairro da zona sul da cidade do Rio de Janeiro, tem suas origens na homônima cidade da Bolívia.


Basílica de N. Senhora de Copacabana - Bolivia



Segundo a lenda, após a chegada dos espanhóis à região da Copacabana boliviana, Nossa Senhora teria aparecido no local para Francisco Tito Yupanqui, um jovem pescador, que, em sua homenagem, teria esculpido uma imagem da santa que ficou conhecida como Nossa Senhora de Copacabana: a Virgem vestida de dourado pousada sobre uma meia-lua. No século XVII, comerciantes peruanos de prata (chamados na época de "peruleiros") trouxeram uma réplica dessa imagem para a praia do Rio de Janeiro então chamada de Sacopenapã (nome tupi que significa "caminho de socós" aves diurnas). Sobre um rochedo dessa praia, construíram uma capela em homenagem à santa. Tal capela, com o tempo, passou a designar a praia e o bairro e demolida em 1918, para ser erguido, em seu lugar, o atual Forte de Copacabana.

Forte de Copacabana



Outra vertente da história é confirmada por historiadores que relatam que a Igrejinha de Copacabana, que batizou o bairro e a praia (que na época se chamava "Sacopenapã"), foi construída por pescadores no início do século XVIII em homenagem a Nossa Senhora de Copacabana. A imagem de Nuestra Señora de Copacabana, que ficava na igreja, foi trazida da Bolívia no final do século XVIII. Com a demolição do pequeno templo em 1918, a imagem foi recolhida pela família Teffé e colocada na capela do Castelo São Manoel, propriedade da família Teffé em Petrópolis. A mesma imagem retornou para a nova Igrejinha de Copacabana, no Posto 6 junto ao Forte, em 8 de dezembro de 1953, quando o novo templo ainda era construído.

Copacabana, a colônia de pescadores que tornou-se o principal polo de negócios e serviços, gastronomia e dos melhores hotéis no Rio de Janeiro.


Evoluiu da decadência do fechamento dos cassinos para centro da noite carioca dos anos 1950 (no auge com a Boate Vogue) e 1960 através da revolução musical que aconteceu no Beco das Garrafas!





Símbolo de Copacabana e do luxo e requinte, o Hotel Copacabana Palace, reina na paisagem da praia famosa.







Com um século de existência, o Belmond Copacabana Palace continua a ser um dos mais importantes estabelecimentos hoteleiros da cidade e do Brasil, com duzentos e trinta e nove apartamentos e suítes, divididos entre o prédio principal e anexo, em uma área de onze mil metros quadrados.

O Belmond Copacabana Palace é conhecido em todo o Brasil por hospedar celebridades internacionais que visitam a cidade do Rio de Janeiro. Além disso, o hotel também é conhecido por realizar alguns dos mais badalados eventos sociais do Brasil.

Músicas foram feitas para exaltar a beleza da praia.


Copacabana princesinha do mar
João de Barro/Alberto Ribeiro


O cantor Barry Manilow também canta uma música de nome Copacabana, mas refere-se a uma boate de Nova York.


Copacabana - Barry Manilow



Fontes:

wikipedia.org
google.com
copacabana.com
letras.mus.br
youtube.com
dosmanosperu.com




segunda-feira, 31 de março de 2025

Em 31 de março de 1964, tropas lideradas pelo General Olimpio Mourão Filho, saíram de Minas Gerais em direção ao Rio de Janeiro, estava assim dado o golpe.

O mesmo Mourão, capitão na época, admirador do Movimento Integralista Brasileiro que em 1937 criou um documento falso, chamado de Plano Cohen, que falava sobre uma suposta ameaça comunista no Brasil. Baseado nesse documento Getúlio Vargas implantou o Estado Novo, uma ditadura que durou de 1937 a 1945.

Ou seja o mesmo personagem foi responsável por duas ditaduras.

Militares dessa estirpe golpista tomaram o Brasil com a desculpa de livrar o país do comunismo, mesmo mote usado por outros presidentes ditatoriais com o Getúlio Vargas.

Nunca houve, um risco do comunismo ser implantando, a não ser na fracassada Intentona comunista de 1935, que durou uma semana.






Com as ameaças de golpe, Jango vai para o Rio Grande do Sul, governado por Leonel Brizola, seu cunhado. Foi a deixa para que o presidente do Congresso Nacional, Auro de Moura Andrade, declare vago o cargo de presidente, concretizando assim o golpe.
Em 9 de abril é decretado o Ato Institucional nº 1 (AI-1) que cassa mandatos parlamentares opositores ao regime.
Em 15 de abril de 1964 toma posse o Marechal Humberto de Alencar Castello Branco (1964-1967).





Em seu governo foi instituída as eleições indiretas e o bipartidarismo (Arena aliada ao governo) e MDB (de oposição).
Além disso interviu e fechou sindicatos, e restringiu os direitos civis.
Castelo Branco morreu num acidente aéreo no Ceará, seu avião foi atingido na asa por um outro avião militar, fato que até hoje gera polêmicas sobre o acidente, pois na época ele cogitava devolver o poder para os civis, o que desagradava parte dos militares.

Em seu lugar assume o General Artur da Costa e Silva (1967-1969).




No governo dele é decretado o Ato Institucional nº 5 ( golpe dentro do golpe), era dia 13 de dezembro de 1968, uma sexta-feira. Com esse ato ele suprime de vez qualquer esperança de liberdade, ou democracia.
Aposentando juízes, acabado com o "habeas corpus" e aumentando a repressão policial e impedindo de vez qualquer tipo de manifestação ou associação contrária ao regime.
Em Agosto de 1969 Costa Silva sofre um derrame cerebral e é substituído por uma junta militar composta por Aurélio de Lira Tavares (exército), Augusto Rademaker (marinha) e Márcio de Souza e Melo (aeronáutica).
Essa junta militar governou de 31/08/1969 a 30/10/1969, durante esse período, grupos de oposicionistas aderiram à luta armada, e fizeram o sequestro do embaixador dos EUA, Charles Elbrick, que foi libertado em troca da libertação de 15 presos políticos, que foram para o México.




Passeata dos 100 mil, Rio de Janeiro - 26 de julho 1968


Costa Silva morre em 17 de dezembro de 1969.

É eleito , então de forma indireta o General Emílio Garrastazu Médici ( 1969-1974).

Em seu governo a repressão, tortura, morte e desaparecimento de oposicionistas atingiu o seu ápice, assim como a censura aos meios de comunicação, ao teatro, as composições  musicais, e artes de uma maneira em geral.
É também o período do chamado "Milagre brasileiro", quando o PIB chegou a crescer em até 12% a.a., a inflação todavia permanecia em 18%.
Uma das frases marcantes de Médici, foi: "O país vai bem, mas o povo vai mal".




Governo de Ernesto Geisel (1974-1979). 

O seu governo é marcado pelo início da abertura politica, pelo fim do "milagre econômico" com o crescimento da inflação e com a insatisfação da população, além do aumento do preço do petróleo no mundo inteiro, seguindo de recessão econômica.
Em 1974 o MDB, partido de oposição elege 59 % das vagas para o Senado federal, representando uma derrota política ao governo.
No final do governo ele acaba com o AI-5, e restaura o Habeas Corpus.




Os militares da linha dura, no entanto, continuam praticando atos para impedir a abertura política.
Em 1975, o jornalista Vladimir Herzog é morto das dependências do Doi-Codi, centro de tortura e assassinatos de opositores políticos em São Paulo.
Em 1976 o operário Manuel Fiel Filho, acaba morto da mesma forma.

Em 1979 é eleito o General João Baptista Figueiredo( 1979 a 1985).



Em seu governo é decretada a Lei de Anistia e a volta dos exilados políticos ao Brasil.

Márcio Moreira Alves - preso político



No governo de Figueiredo é restaurado o pluripartidarismo.
Apesar da abertura política que estava em andamento, o núcleo duro das Forças Armadas, ainda tentava continuar no poder com atos de terror contra a sociedade; como a carta bomba enviada à OAB e que matou a secretária Lyda Monteiro da Silva em 27/08/1980. O mesmo grupo em 30 de abril de 1981, levou uma bomba para um show no Riocentro em comemoração ao dia do Trabalho. 
A bomba, no entanto, explodiu antes da hora matando o sargento Guilherme Pereira do Rosário e ferindo gravemente o capitão Wilson Dias Machado, hoje coronel atuando como educador no colégio militar de Brasília.
Em 1985 com a eleição de Tancredo Neves, pelo colégio eleitoral, tem a fim uma trágica ditadura no Brasil, que além das torturas e mortes causadas, levou ao atraso o desenvolvimento econômico, político e cultural.

A democracia é, sem duvida, o melhor regime de governo. Os governantes devem ser expostos ao sufrágio popular, e àqueles que não fizerem um bom governo serão substituídos por outros. Sempre pelo voto livre o soberano.





Fontes:
www.historiadobrasil.net/ditadura
http://www.suapesquisa.com/ditadura
pt.wikipedia.org
google.com
blogs.oglobo.globo.com
brasilescola.uol.com.br

sexta-feira, 28 de março de 2025

Os primeiros povos da América





Os primeiros povos da América se referem àqueles que viviam na América antes da chegada dos europeus.

Também são chamados de pré-colombianos, pois são situados no período anterior ao desembarque de Cristóvão Colombo, em 1492.

Exemplos de povos pré-colombianos são os incas, astecas, maias, guaranis, tupinambás, tupis, apaches, shawees, navajos, inuítes e muitos outros.

Existem duas principais teorias sobre o povoamento da América:
Uma teoria defende que os humanos chegaram pelo Oceano Pacífico, por volta de 25 a 30 mil anos.

Outra teoria afirma que os primeiros humanos chegaram à região ao cruzarem o Estreito de Bering.

Por muito tempo, se pensou que o povoamento foi tardio.

Hoje há mais cientistas e arqueólogos que argumentam que a ocupação da América ocorreu muito antes do que se acreditava.

Civilizações antigas da América

A civilização de Caral, no Peru, remonta a quase 2600 a.C.

A civilização olmeca, no atual México, existiu entre c. 800 a.C. – 400 a.C.

Em julho de 2012 um estudo publicado pela revista Nature revelou que os primeiros habitantes da América chegaram ao continente há mais de 15 mil anos e vieram da Ásia em três ondas migratórias separadas.




Durante anos, se debateu se os habitantes da América procediam de uma ou mais migrações através da Sibéria, mas nossa pesquisa põe fim a este dilema: os nativos americanos não procedem de uma só migração”, ressaltou à Agência Efe o cientista colombiano Andrés Ruiz-Linares, do University College de Londres, autor principal do estudo.

Embora os analistas calculem que tenham ocorrido pelo menos três grandes migrações, a maioria das tribos descende da primeira delas, conhecida como os “Primeiros Americanos”. As outras duas levas se limitaram à América do Norte.

Quando as ondas migratórias ocorreram, o Estreito de Bering, entre a Ásia e a América, estava congelado, e serviu como ponte entre os dois continentes.




Na região que compreende a América Central – do México até a Costa Rica – vivia um conjunto de sociedades estratificadas, com um complexo sistema de exploração agrário e que compartilhavam crenças, tecnologia, a arte e a arquitetura.

As estimativas arqueológicas apontam que o desenvolvimento da complexidade dessas culturas tenha começado entre 1800 a.C. e 300 a.C.

Sua tecnologia permitiu a construção de templos e realização de pesquisas nas áreas de astronomia, medicina, escrita, artes plásticas, engenharia, arquitetura e matemática.

As cidades eram importantes centros de comércio na região hoje ocupada pelo México. Essas civilizações foram praticamente extintas pelos povos colonizadores e o que sobrou foram evidências históricas de sua organização e modo de vida.
Astecas

Os astecas viveram na região que hoje corresponde ao México. Tinham uma organização rígida, extremamente estratificada, com um imperador que era considerado uma semi divindade e chefe do exército.

Eram um povo guerreiro, que viveu seu apogeu entre os séculos XV e XVI. No entanto, não se descuidaram da agricultura.

Deste modo, desenvolveram o cultivo de através de plataformas a fim de aproveitar o máximo o espaço e terras agricultáveis.

O império asteca era formado por quase 500 cidades num delicado equilíbrio de alianças e rivalidades. O navegador Hernán Cortez aproveitou-se desta situação para conquistá-los.

Maias
Primeiros povos da America maiasPirâmide de Chichén-Itzá onde os maias realizavam sacrifícios aos seus deuses. Observem as esculturas em volta do complexo



Os Maias viviam na região que hoje corresponde à Guatemala, Honduras, Belize, El Salvador e Península de Yucatán. Formavam um conglomerado de cidades-estados que estava em constantes guerras entre si.




Quando os colonizadores chegaram, havia pelo menos seis milhões de maias na região que foram dizimados.

Eram hábeis escultores e fizeram verdadeiras obras de artes em materiais duros como o jade. Avançaram os cálculos matemáticos e possuíam um calendário com 365 dias do ano.

Igualmente, levantaram grandes pirâmides, muitas das quais podem ser visitadas até hoje.

Era um povo politeísta e ofereciam sacrifícios humanos e de animais aos deuses. Assim como a religiosidade medieval estimulava práticas de jejum e autoflagelação, os maias também incluíam o auto sacrifício e ofereciam seu próprio sangue aos deuses.




A América do Sul estava povoada por várias tribos que se organizavam de maneira distinta. Temos a civilização inca que se estendeu seguindo a Cordilheira dos Andes, bem como os mapuches no sul do Chile e da Argentina.

Igualmente, o futuro território brasileiro estava ocupado com dezenas de povos como os tupis, os tamoios, aimorés, tupiniquins, guaranis e muitos outros que foram perdendo seu espaço à medida que avançava a colonização portuguesa.
Incas

Os incas habitaram o Equador, o sul da Colômbia, o Peru e a Bolívia. Ao menos 700 idiomas eram falados no Império Inca que, como os demais, foi conquistado e destruído pelos espanhóis.

Embora não dominassem a escrita, este povo criou um sistema de contagem, o quipo, e o aplicavam para a cobrança de impostos.

Além de terem desenvolvido um método de cálculo que utilizava um instrumento semelhante ao ábaco.

Consideravam-se filhos do sol, eram politeístas e tinham o seu chefe Inca adorado como um deus. As famílias deveriam entregar ao menos uma filha para servir ao inca por certo período.
Povos indígenas no Brasil

Povos pre colombianosMamelucos conduzindo prisioneiros índios, obra de Jean-Baptiste Debret


A região que hoje é ocupada pelo Brasil era habitada por cerca de 4 milhões de índios quando a esquadra de Pedro Álvares Cabral aportou. A maioria era constituída por coletores e caçadores.



Hoje, mesmo após a redução do território indígena, há 240 povos indígenas no Brasil que falam até 150 dialetos.

As principais causas da redução da população foram a pressão colonizadora e as doenças trazidas pelos portugueses.

Os remanescentes de povos indígenas brasileiros ainda vivem em constante disputa por território e são alvo de doenças e vivem, a maioria, em extrema pobreza.

Entre esses povos está o Guarani-caiuá, que vive na fronteira de Mato Grosso do Sul com o Paraguai. O assassinato de líderes indígenas e a ocupação de terras são constantemente divulgados pela mídia.

Incas

Os incas foram um dos povos pré-colombianos e construíram o maior império da América pré-colombiana, conquistando um extenso território na região da Cordilheira dos Andes.

Os incas são originários da região de Cusco e eram falantes da língua quíchua.

O Império Inca era um império multiétnico e multilinguístico.
A capital do Império Inca era a cidade de Cusco, protegida por uma grande muralha.




A religião inca era politeísta, e Viracocha e Inti eram as principais divindades.

A base da economia inca era a agricultura, sobretudo de milho e batata.

Os incas realizavam complexos rituais de sacrifícios humanos em homenagem a seus deuses.
Muitas tecnologias desenvolvidas pelos incas são utilizadas na região da Cordilheira dos Andes ainda hoje, como o cultivo em terraços e o sistema agrícola waru waru.





Decadência dos incas

Conhecida também como Guerra Civil Inca, a Guerra dos Dois Irmãos ocorreu após a morte do imperador Huayna Cápac. Seus dois filhos, Atahualpa e Huáscar, iniciaram a guerra em 1529, e ela durou até 1532, mesmo ano da chegada dos espanhóis ao território inca.

A guerra acabou com a vitória de Atahualpa, que se tornou o novo imperador. Huáscar foi capturado e executado, assim como parte dos seus familiares e amigos. A guerra civil deixou um império dividido, com dois exércitos enfraquecidos.

As doenças europeias, sobretudo a varíola, chegaram ao império muito antes dos conquistadores, em meados da década de 1520. A doenças provocaram grande mortalidade entre os incas, principalmente nos soldados, que viviam próximos uns dos outros nos acampamentos durante a guerra civil. Com o fim da guerra civil, muitos soldados retornaram para suas casas, disseminando a doença pelo império.

Assim como na América do Norte, o que sobraram dos povos nativos estão vivendo em territórios restritos, chamados de reservas.



Fontes:

wikipedia.org
google.com
todamateria.com.br
g1.globo.com
mundoeducacao.uol.com.br

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